quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

DRAGÃO ESTURRICOU ÁGUIAS, TOUPEIRAS E CARTILHEIROS

 
















FICHA DO JOGO



























SISTEMA TÁCTICO
























O dia mais aguardado por uma turbilhão de espécimes pouco recomendados (aves de rapina, toupeiras e cartilheiros), que pululam por este pequeno país à beira mar plantado e se espalham pelos vários sectores da vida nacional, redundou em mais um fracasso às garras de um Dragão devorador e faminto de justiça.

Foi um FC Porto com caracter, personalidade, competência, ambição e classe que evoluiu no relvado do Estádio Municipal de Aveiro e construiu uma exibição quanto baste para conquistar mais um troféu, muito apreciado, o 22º da história desta competição e o 11º sobre este mesmo adversário.

Com duas alterações no onze principal, Wilson Manafá e Pepe, nos lugares de Nanú e Diogo Leite, relativamente ao jogo anterior frente ao Nacional, os azuis e brancos entraram cautelosos, a medir o pulso ao adversário.






















Numa das jogadas mais perigosas da primeira vintena de minutos, o avançado Taremi apareceu estatelado na grande área contrária, derrubado por Vlachodimos. A equipa de arbitragem preparava-se para assinalar um pretenso fora de jogo do avançado portista, para sonegar a infracção evidente do guardião benfiquista, mas o visionamento pelo VAR, colocou os pontos nos is e a grande penalidade foi finalmente assinalada.

Sérgio Oliveira com a frieza e classe que lhe reconhecemos enviou a bola para um lado e o guarda-redes para o outro (25').

A vencer, os campeões nacionais mostraram grande capacidade de controlo e uma vontade forte de dilatar o resultado, mas foi Marchesín, que com uma estirada portentosa, evitou o golo do empate.

No segundo tempo, o FC Porto continuou a mostrar-se mais perigoso e competente, evitando por um lado, grandes veleidades (excepto uma bola na barra de livre directo) e ameaçando novo golo por mais que uma vez.

O golo da confirmação chegaria em cima dos 90 minutos, por Luis Díaz, na sequência de uma incursão pela esquerda e remate de angulo apertado, num gesto técnico de pura classe.

Vitória insofismável da melhor equipa sobre o relvado e mais um troféu para o Museu.





























domingo, 20 de dezembro de 2020

TRIUNFOS SÃO O MOTOR DA CONFIANÇA. UMA FINAL JÁ A SEGUIR

 















FICHA DO JOGO




























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto mantem a sua trajetória positiva concluindo com a décima vitória nos últimos 11 jogos em que registou também 1 empate, prosseguindo com entusiasmo a perseguição aos rivais melhores classificados.

Face à densidade de jogos, nesta fase do ano desportivo, Sérgio Conceição operou 6 alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior, frente ao Paços de Ferreira, fazendo regressar Marchesín, Mbemba, Zaidu, Otávio, Marega e Taremi.






















Partida muito disputada com o FC Porto sempre no comando das operações, a tentar resolver cedo a contenda para poder gerir o esforço.

A equipa insular mostrou-se sempre aguerrida obrigando os jogadores portistas a empenharem-se para não sofrerem surpresas. Nesse particular, os campeões nacionais cumpriram em pleno, não dando espaço para grandes veleidades.

Em termos ofensivos a inspiração não esteve nos seus melhores dias, mas ainda assim a equipa produziu lances suficientes para garantir uma vitória mais ou menos tranquila, já que o golo inaugural apareceu no minuto 21, por Sérgio Oliveira de grande penalidade a castigar derrube sobre Taremi.

A partir de então os Dragões baixaram um pouco o ritmo, procurando jogar mais pela certa, evitando correr riscos desnecessários, que em jogos anteriores tem valido golos na sua baliza.

A verdade é que o Nacional não conseguiu criar perigo para a baliza de Merchesín, enquanto o FC Porto conseguiu dilatar a vantagem à passagem do minuto 39, por Marega, após uma boa combinação com Taremi.

Apesar do ritmo mais baixo, a equipa madeirense nunca pode abandonar o seu bloco mais baixo, para evitar mais golos na sua baliza.

Depois do intervalo os azuis e brancos entraram numa fase de gestão e o espectáculo acabou por se ressentir, com as condições meteorológicas a darem o seu contributo, adicionando muito frio e chuva.

Vitória justa e tranquila, antes de uma final que o FC Porto quer muito vencer.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

TRIUNFO GARANTE A FINAL FOUR DA TAÇA DA LIGA

 















FICHA DO JOGO





























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto recebeu e bateu o Paços de Ferreira, garantindo a qualificação para a final four da Taça da Liga, a disputar em Leiria, a 19 de Janeiro de 2021.

Em relação à vitória sobre o Tondela (2-1), para a Taça de Portugal, Nanu, Pepe, Malang Sarr, Matheus Uribe, Felipe Anderson, Luis Díaz e Toni Martínez, rendem Wilson Manafá, Mbemba, Zaidu, Marko Gruijic, Otávio, Marega e Mehdi Taremi na equipa portista.

Sem fazer um jogo de encher o olho, os campeões nacionais puxaram dos galões e lideraram a partida durante toda a primeira parte, sem no entanto conseguirem ferir de morte o seu valoroso adversário, que se apresentou no Dragão com uma defensiva muito bem organizada, a criar imensas dificuldades às acções ofensivas dos azuis e brancos.

O intervalo chegou sem alterações no marcador porque Luis Díaz e Toni Martínez perderam boas oportunidades de resolver mais cedo a partida.

O segundo tempo não foi muito diferente com o FC Porto à procura da vantagem no marcador, mas a ineficácia do remate voltaria a adiar o objectivo. Toni Martínez viu a barra devolver um remate intencional (63').

A persistência haveria de dar os seus frutos e ao minuto 73, Malang Sarr quebrou o enguiço, na sequência de um lançamento da linha lateral, Pepe desviou ao primeiro poste, o guardião Jordi  afastou para a marca de grande penalidade onde apareceu com oportunidade o defesa francês a rematar com precisão para abrir o activo (73').

Os Dragões foram à procura de dilatar o resultado e após algumas boas iniciativas lá conseguiram acertar de novo com as redes dos castores. Corona lançou Nanú pelo seu corredor, o lateral portista foi à linha, cruzou atrasado para a entrada da área para a entrada fulgurante de Luis Díaz que com remate imparável colocou a equipa a vencer por 2-0 (80').

Seguiram-se alguns momentos de reacção dos pacenses  que conseguiram reduzir, aos 82' e já em período de compensação ainda mandaram uma bola à trave.

Vitória certa da equipa que mais dominou e criou as oportunidades mais flagrantes.

domingo, 13 de dezembro de 2020

MAIS UMA VITÓRIA TREMIDA, SEM NECESSIDADE



FICHA DO JOGO



SISTEMA TÁCTICO



O FC Porto qualificou-se para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, ao receber e bater o Tondela, num jogo mais uma vez não muito bem conseguido, mas ainda assim capaz de justificar a vitória.

Neste frenesim de jogos a que a equipa tem estado sujeita, foram naturais as 5 alterações operadas por Sérgio Conceição no onze titular, isto se compararmos com o do jogo anterior, da passada Quarta-feira, frente ao Olympiakos, para a Liga dos Campeões. Manafá, Sérgio Oliveira, Corona, Taremi e Marega foram as novidades.

Primeira parte com bons nacos de futebol, com a equipa portista a adiantar-se bem cedo no marcador, por intermédio de Taremi, num lance feliz, tendo em conta os dois momentos da conclusão (primeiro remate intencional que encontrou o corpo do guarda-redes e na sequência o ressalto no avançado portista fez a fazer a bola encaminhar-se para o fundo das redes (4').

Parecia estar aberto o caminho para um jogo mais tranquilo, porém a equipa voltou a pôr-se a jeito e na sequência de um canto a seu favor,  onde meteu quase toda a gente na área adversária, o Tondela ganhou o lance e aproveitando o adiantamento de toda a defensiva azul e branca desferiu o contra-ataque rápido e letal, para chegar à igualdade. Diogo Costa ainda fez uma defesa espectacular, mas na recarga nada pode fazer. Imprudência absoluta!

A resposta não se fez tardar. O assalto à baliza do Tondela intensificou-se e numa bonita combinação entre Marega e Otávio, o maliano com um gesto técnico refinado introduziu a bola nas redes adversárias, repondo a vantagem (24'). Já um pouco antes Taremi tinha desperdiçado uma excelente ocasião.

Só aos 40 minutos o Tondela voltou a criar perigo, muito bem desfeito pelo guardião portista Diogo Costa.

O segundo tempo começou com mais uma perdida flagrante de Marega, na cara de Trigueira, mas a partir daí os Dragões baixaram o bloco, principalmente depois de perderem Zaidu, por lesão (52'), tentaram gerir o resultado, nem sempre da melhor maneira.  Sérgio Conceição mexeu na equipa, mas a verdade é que o Tondela era dono e senhor da bola. O FC Porto chegou a ter momentos de não conseguir sair a jogar do seu meio campo. Perdia a bola com facilidade, por precipitação e incapacidade.

Uma ou outra tentativa de dilatar o resultado saíram frustradas por má definição e mesmo a acabar o encontro permitiu uma incursão na sua área com Souleymane a aparecer isolado a cabecear... para fora.

A vitória acaba por assentar tendo em conta o maior número de oportunidades e especialmente pela primeira parte em que os campeões nacionais foram mais dominadores.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

NA CHAMPIONS ATÉ OS PLANETAS CINTILARAM

 
















FICHA DO JOGO



SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto foi ao Pireu vencer pela primeira vez o Olympiakos, campeão em título da Grécia, com uma equipa formada à base das chamadas segundas linhas, numa demonstração clara da real valia deste plantel.

Já com a qualificação garantida, Sérgio Conceição optou por dar mais uma oportunidade a atletas menos utilizados, constituindo um onze titular onde apenas resistiram Mbemba, Zaidu e Otávio, dos habituais consagrados. Outra particularidade que deve ser destacada com bastante enfase, é o facto de a equipa inicial contar com 4 jogadores portugueses, todos da formação do clube, coisa rara em Portugal, que se tivesse acontecido lá mais a Sul, a Comunicação Social amestrada teria tido um intenso orgasmo.























Os Dragões entraram no jogo com bastante confiança e logrou levar o pânico à área adversária logo à passagem do sétimo minuto, na sequência de um canto cobrado por Otávio, Filipe Anderson atirou contra a barra, a bola bateu na linha de golo, deixando algumas dúvidas se não o teria ultrapassado. O certo é que na revisão da jogada, o árbitro alemão verificou uma irregularidade de um defesa da equipa grega que desviou a bola com o braço, assinalando a respectiva grande penalidade. Otávio não perdoou.

Os campeões nacionais mantiveram uma atitude controladora e foram anulando uma ou outra investida do seu adversário, que continuava a alimentar o objectivo da qualificação para a Liga Europa.

O intervalo chegou sem alteração no resultado.

No segundo tempo, a equipa portista aprimorou a gestão do jogo, mas não foi capaz de evitar um ou dois lances que poderiam ter causado dissabores, não fora a péssima finalização dos avançados do Olympiakos.

Numa altura de menor fulgor, Sérgio Conceição chamou ao jogo Luis Díaz e Uribe, dupla colombiana que estaria na construção e conclusão do lance que mataria o jogo, com o médio a apontar o 2º golo do desafio (77').

Com a expulsão de Rúben Semedo, dois minutos depois, o Olympiakos não mais foi capaz de importunar a defensiva dos campeões nacionais.

Vitória inequívoca, a quarta nesta fase, mais 2,7 milhões de euros para os cofres portistas e prestígio internacional consolidado.

O FC Porto terminou o grupo na 2ª posição, atrás dos multimilionários do Manchester City.

sábado, 5 de dezembro de 2020

DEFENSIVA SONOLENTA OBRIGA ATAQUE A SUPERAR-SE

 















FICHA DO JOGO




























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto recebeu e bateu o Tondela, num jogo incaracterístico, principalmente por culpa de uma defesa sonolenta e de um adversário terrivelmente eficaz na hora do remate, que quase conseguia roubar pontos no Dragão.

Depois de um embate interessante e muito competitivo frente aos multimilionários ingleses do Manchester City (orçamento de 1,159 M € versus 204 M €), o técnico Sérgio Conceição regressou ao seu esquema habitual, ainda que sem Corona por se encontrar condicionado e com a nuance de jogar com a dupla atacante, Marega - Taremi.




















Entrada muito forte e competente no jogo por parte dos campeões nacionais, a deixar transparecer facilidades que não se vieram a confirmar, com o primeiro golo a surgir logo aos 4 minutos, pelo surpreendente Zaidu.

Marega teve o segundo golo à sua mercê, mas falhou quase escandalosamente. O Tondela trazia a lição bem estudada, privilegiando as transicções rápidas e directas, explorando com eficiência as falhas que a equipa portista ia cedendo. Foi assim que o resultado sofreu a cambalhota no marcador entre os 20 e os 33 minutos, em lances que deixaram a defensiva portista descompensada mas também pouco competente.

Após alguns momentos de entorpecimento, os Dragões voltaram a pegar na partida e aos 36 minutos, Marega redimiu-se do falhanço anterior, restabelecendo a igualdade (2-2), com que o jogo chegaria ao intervalo. 

No reatamento o FC Porto voltou a entrar forte e em 11 minutos construiu uma vantagem de 2 golos. Marega (48') e Taremi (56') pareciam ter resolvido a questão, até porque o assalto à baliza contrária não ficaria por aqui, ainda que sem consequência no marcador face à ineficácia dos remates de Sérgio Oliveira (57', 60' e 62') e Taremi (59').

A vantagem era realmente confortável, isto se a defensiva portista se portasse como na Liga dos Campeões, o que infelizmente não foi o caso. Os beirões acabariam por chegar ao golo (73') e relançar o jogo, para quinze minutos sofridos, período em que Uribe viu o 2º amarelo e foi expulso e já perto do apito final da partida, Marchesín tenha visto a bola esbarrar com estrondo na sua barra.

Vitória certa mas mais sofrida do que seria de prever, face a uma defesa de manteiga e um Tondela super eficaz (3 golos em 5 remates).

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

PRAGMATISMO, SORTE E ESTRELA DE MARCHESÍN

 
















FICHA DO JOGO































SISTEMA TÁCTICO
























Foi com pragmatismo, alguma sorte e a estrela de Marchesín a brilhar como nunca, que o FC Porto saiu incólume do embate contra o todo poderoso Manchester United, garantindo desde logo a qualificação para os oitavos-de-final da prova rainha da Europa.

Ciente das dificuldades que é defrontar uma equipa, hoje em dia considerada uma dos «tubarões» do futebol mundial, Sérgio Conceição esquematizou a sua turma da mesma forma que o fizera em Inglaterra, ou seja, num 5x4x1, com bloco muito descido e o mais compacto possível, procurando suster a previsível avalanche ofensiva contrária e a partir daí tentar explorar as falhas que o adversário poderia cometer, para lançar a profundidade e velocidade de Marega.























Tal esquema permitiu que a bola não andasse muito perto da baliza portista quase toda a primeira parte, período em que as oportunidades foram escassas e bem resolvidas.

O City fazia circular a bola, controlava, mas quase sempre no meio campo azul e branco, apenas com uma ou outra perfuração, enquanto a equipa portuguesa sentia imensas dificuldades para a conquistar e consequentemente poder organizar o seu sistema ofensivo. Alguma precipitação e pouco discernimento ocasionaram rápidas perdas de bola e impossibilitaram saídas organizadas para o contra-ataque.

No segundo tempo o City entrou com a intenção de resolver de uma vez o encontro, intensificando o assalto ao último reduto portista e foi então que a estrela de Marchesín brilhou intensamente com um punhado de defesas monumentais, quase impossíveis, a deixar os ingleses à beira de um ataque de nervos. O homem estava imparável, intransponível, salvando o FC Porto de mais uma derrota expressiva.

Empate lisonjeiro frente a uma equipa de outros campeonatos, graças aos três factores que o título desta crónica assinala.

O resultado final serviu por inteiro às ambições do FC Porto que segue mais uma vez em frente, a uma jornada do fim.