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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

MAIS UM GOLPE NOS ALIENADOS, FRUSTRADOS E INVEJOSOS




















PROCESSO DISCIPLINAR Nº 41-07/08 - Julgar improcedente, por não provada a Acusação dos factos alegadamente praticados com referência ao jogo nº01.168, entre a «Futebol Clube do Porto - Futebol SAD e o «Clube de Futebol Estrela da Amadora, realizado em 2004.01.24 a contar para a 19ª jornada da Super Liga «Galp Energia» e, consequentemente, absolver:

a) Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, Presidente do Conselho de Administração da Futebol Clube do Porto, Futebol, SAD, da prática de infracção disciplinar muito grave de "corrupção" p. e p. pelo artigo 100º, nº 1 e 3 do RD 2003/2004, na forma de tentativa;

Excerto do Comunicado Oficial nº 89/14-15, da Liga Portugal, de 23/09/2014.


Aos poucos, Pinto da Costa e o FC Porto vão sendo ressarcidos da infame tentativa de assassínio desportivo, levada a cabo por uma marioneta, estrategicamente colocada no Conselho de Disciplina da Liga, com o único intuito de difamar, denegrir, desprestigiar e desvalorizar, o Presidente, o Clube e as suas vitórias.

A justiça civil já tinha desmontado todo este esquema, arrasando todos os argumentos da escumalha desportiva deste país, faltava a redenção da justiça desportiva, expurgada dos malfeitores.

Vi ontem na RTP Informação o mal estar que o teor desta decisão provocou no benfiquista de Paredes, defendendo que a referida condenação não tinha sido baseada nas ilegais escutas telefónicas, colocadas na Internet por um tal de «tripulha», nick name com que assina essas escutas no You Tube.

A propósito, ouvi atentamente essas escutas e não encontro a causa/efeito que pudesse determinar tal castigo, para além de todas elas puderem ser montagens para por em causa a dignidade dos intervenientes.

Ainda estes dias ouvi uma pseudo entrevista a Paulo Bento, apresentada na Rádio Comercial, pelo Nilton, uma montagem perfeita, que os mais incautos e os de má fé, poderiam jurar ser verdadeira.

Voltando ao lampião de Paredes e à sua azia, não sei se a condenação se baseou ou não nas escutas telefónicas, do que não tenho dúvidas é que todo este processo que conduziu aos castigos impostos pela marioneta, foram sustentados nas declarações de uma prostituta despeitada, passadas a livro, devidamente adaptadas e ficcionadas pelo «travesti» Leonor, obra fortemente patrocinada pelo Kadafi dos pneus, um dos principais beneficiados com essa tentativa de assassínio desportivo de Pinto da Costa, sendo que os outros seriam o seu congénere e vizinho da 2ª Circular, mais a Morgadinha dos canaviais, sequiosa em oferecer numa bandeja de ouro, o troféu mais cobiçado, para assim esconder a sua incompetência na resolução do problema mais grave que o país enfrenta: A corrupção.

Não foi Pinto da Costa que inventou a promiscuidade entre os agentes desportivos, entre estes e o poder político, o poder judicial,  com as Finanças, com o poder financeiro e com a Comunicação Social. Tudo isto foi, é e continuará a ser praticado em grande escala pelo Clube do Regime, sediado na Capital, centro do poder, onde sempre foi «cozinhado» o destino dos portugueses, em todos os sectores da vida nacional.

terça-feira, 11 de março de 2014

COCÓ, RANHETA E FACADA, OS TRÊS DA VIGAIRADA

Decorreu na Sexta-feira passada em Fátima uma reunião do Conselho de Presidentes da Liga, supostamente para acolherem propostas para a reestruturação do futebol profissional português, bem como para a insistência da destituição do actual presidente da Liga de Clubes, Mário Figueiredo. 

Dos 27 clubes representados (faltaram os presidentes do Arouca e do Desportivo de Chaves), três abandonaram a reunião, saindo pelas portas dos fundos, não sem antes patentearem de forma arruaceira, as suas reais intenções: provocar, invectivar e insultar.

E quem foram eles? naturalmente o Cocó (none/substantivo que quer dizer excremento), o Ranheta (pessoa rabujenta, impertinente) e o Facada (surpresa dolorosa; ofensa grave; pedido de dinheiro feito por mau pagador), os três da vida airada ou vigairada (que quer dizer: visita rápida; corrida de um lado para o outro; bando de malandros ou vadios; boémia; estúrdia).

Cocó: «... paga o que deves» (para o presidente do Guimarães)

Ranheta, gozou com a prenuncia do presidente do Braga

Facada: «... você é um velho gagá» (para o presidente do FC Porto)

São estas figurinhas que querem mudar o futebol português!

À margem destes episódios, os 24 clubes que continuaram na sala decidiram marcar eleições para o dia 2 de Junho, manifestando a intenção de resolverem os problemas do futebol português, devolvendo à Liga a democracia,  a transparência, a participação dos clubes e um novo modelo de negócio com valor acrescentado.

terça-feira, 4 de março de 2014

E O SISTEMA É...

Tem-se falado muito no sistema, no futebol português, mas sem que nunca ninguém conseguisse definir o que isso quer dizer. Houve até quem, em tempos não muito distantes, lhe atribuísse três rostos. Para uns será uma desculpa para os insucessos do seu clube; para outros o controlo sobre os árbitros; há ainda os que acham tratar-se de manipulação de resultados; os que entendem que é as negociatas com os fundos; Enfim, ideias para todos os gostos. 

Ora para mim, o sistema é algo bem mais palpável, visível, implantado,  branqueado pelos pasquins amestrados e por isso bastante diferente da ideia que esses pretendem passar para a opinião pública.

















Então o que é afinal o sistema? Vou dar algumas dicas.

O sistema é:

- Aliciar atletas de outros clubes, prometendo-lhes contratos, nas vésperas de os defrontar;

- Fazer contratos com atletas de outros clubes, na semana em que os vão defrontar;

- É vender o passe de atletas a outros clubes e garantir que os mesmos não possam defrontar o clube que os vendeu;

- É alterar os locais dos jogos, de forma unilateral, em violação clara dos regulamentos;

É preparar emboscadas aos adversários nos túneis de acesso ao relvado e balneários;

- É ter alguém na Liga de Clubes, da sua confiança, que lhe seja Leal e conivente com as coisas feitas por outro lado.

Muitas outras poderiam completar este quadro, mas não quero ser exaustivo.

A propósito, conhecem algum clube que se enquadre na perfeição, nesta definição? Pois claro que conhecem!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

OS FINS DE CICLO POMPOSAMENTE ANUNCIADOS

Sempre que uma época desportiva corre menos bem ao FC Porto, logo reaparecem os arautos da verdade desportiva, coadjuvados pelos pasquins alienados e propagandistas, a anunciar com toda a pompa e circunstância o fim do ciclo e da alegada influência trapaceira de Pinto da Costa.

Tem sido assim aos longo dos anos, desde que o FC Porto, depois de um longo jejum, conquistou a hegemonia do futebol português, por mérito próprio, mas nunca reconhecido, constante e levianamente posta em causa, pelos rivais e seus acólitos.

Foi assim depois da morte de Pedroto; depois da saída de Artur Jorge para França; depois do pentacampeonato; depois da saída de Mourinho para o Chelsea; depois do famigerado Apito Dourado; depois da chegada de Jorge Jesus ao Benfica; depois da saída de André Villas-Boas. 

Pois bem, em todas as situações o FC Porto mostrou a todos esses profectas da desgraça que a hegemonia conquistada veio para durar. Sendo certo que nenhum clube do Mundo consegue triunfar todas as épocas, soube organizar-se e responder consistentemente a todos os obstáculos e armadilhas, colocados na tentativa de sabotarem o seu caminho triunfal. 

Superou as diversas alterações operadas nos Organismos que superintendem a organização das provas (FPF e LPFP); na forma da indicação dos árbitros (nomeação ou sorteio) e até as campanhas  de difamação e de perseguição, orquestradas e difundidas até à exaustão.





























As respostas foram exuberantes e retumbantes, quer no terreno de jogo como nas estâncias próprias, aquém e além fronteiras, deixando as suspeitas para os alienados, frustrados e invejosos.








Estamos a atravessar mais um desses períodos e, como de costume vai ser necessário apelar à união de todos os portistas, interessados em defender a sua integridade, a sua dignidade e a sua capacidade de discernir a crítica construtiva da gratuita e malévola.

Tenho consciência das dificuldades porque passamos e não vou ser eu a pôr em causa o trabalho de responsáveis que muito nos deram, assentes nos 4 pilares fundamentais que transformaram o FC do Porto no melhor Clube de Portugal: Rigor, disciplina, competência e paixão.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A LIGA DO COVEIRO























Diz o povo, na sua sábia experiência, que coisa que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Ora a actual direcção da LPFP, venceu o acto eleitoral depois de uma campanha sedutora, baseada em promessas impossíveis de cumprir (cancelamento das descidas de divisão na primeira época e centralização na Liga dos direitos televisivos das transmissão dos jogos, por exemplo) em que muitos dos filiados se deixaram encantar como música melodiosa para os seus ouvidos.

A realidade veio a confirmar a impossibilidade de pôr em prática tais promessas e a Direcção da Liga foi ficando fragilizada, mais ainda quando numa Assembleia Geral, se descobriu que a mesma pretendia que os clubes aprovassem medidas, disfarçadamente escondidas entre outras.

O Dr. Mário Figueiredo, presidente da Liga, tem-se esforçado no sentido de mostrar serviço, mas tudo o que tem conseguido é descredibilizar o futebol, com afirmações polémicas e insensatas e com atitudes que são autênticas certidões de óbito ao organismo que preside.

Na semana que passou conseguiu pôr a nu quatro dos defeitos impensáveis numa Liga de Clubes Profissionais: A incompetência, o incumprimento dos regulamentos, a parcialidade e a prepotência.

Incompetência ao aceitar um pedido unilateral da mudança de local do jogo  Benfica - Gil Vicente, da Taça da Liga e logo a seguir ao não conseguir que os dois jogos do grupo B, dessa competição, tivessem começado exactamente à mesma hora (houve um desfasamento de cerca de 3 minutos);

Incumprimento dos regulamentos ao fazer tábua rasa do ponto 7 do artigo 9º que diz «Quando um clube que esteja impedido de realizar jogos no seu estádio, devido a aplicação de sanções desportivas ou disciplinares ou por razões de falta de condições do terreno de jogo, será o mesmo realizado no estádio do adversário», e de não ter conseguido garantir o cumprimento do ponto 3 do mesmo artigo que diz «Quando estiverem em disputa os lugares de acesso às meias-finais, os jogos da última jornada da 3ª fase da competição serão realizados à mesma hora».

Ainda em relação à mudança do jogo do estádio da Luz para o Restelo ficaram ainda por cumprir os pontos 9 e 10 do artigo 9º, que dizem «O local de realização do jogo pode ser alterado por mútuo acordo dos clubes, excepto no jogo da final» e «Para efeito do disposto no número anterior, é obrigatória a entrega na Liga do acordo escrito e devidamente assinado quer pelo clube visitante, quer pelo clube visitado, com uma antecedência mínima de dez dias sobre a data inicialmente fixada no calendário de jogos da competição, sob pena da alteração acordada ser indeferida».

Parcialidade na aceitação de um pedido unilateral de alteração do local do jogo e na ameaça de participar ao Ministério Público o caso do atraso.

Prepotência ao negar sucessivamente aos clubes a realização de uma Assembleia Geral destinada à sua capitulação.

É sem dúvida uma Liga sem rei nem roque em que o seu responsável se comporta como um coveiro. Nisso, Pinto da Costa tem toda a razão quando o afirmou na entrevista ao Porto Canal.

Senhor Mário Figueiredo faça um favor ao futebol, desapareça e leve consigo esse odor fétido que tem espalhado na Liga de Clubes.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A CRISE TAMBÉM CHEGOU AO FC PORTO

Já não chegavam as consequências da política do desgoverno da «canalhada» que tomou conta do poder, associada aos interesses inconfessáveis da Troika (para não lhe chamar outra coisa), que tem dizimado a confiança dos portugueses em geral e dos portistas em particular, tinha agora que se juntar a crise da equipa de futebol!

Podia especular sobre as causas de, em tão pouco tempo, terem sido desbaratados os níveis de confiança, de competência e de talento que os atletas do FC Porto vinham demonstrando, mas por enquanto, não quero ir por aí.

Apesar da mudança de treinador e da venda de alguns dos activos mais sonantes do Clube, a época começou com mais uma vitória e mais um troféu, numa exibição agradável, a prometer mais uma temporada recheada de êxitos. 























A equipa foi evoluindo de uma forma irregular, alternando momentos de futebol de alto gabarito com outros de franca mediocridade. Faltava saber quanto mais tempo iria durar essa indesejada ambiguidade e se a equipa seria capaz de evoluir favoravelmente.

O mês de Novembro foi esclarecedor quanto ao assunto. Depois de alguns percalços, nos jogos de duas faces, os Dragões começaram a patentear cada vez mais dificuldades, a perder qualidade e a ceder contra equipas menos cotadas, fazendo com que a vulgaridade fosse progressivamente tomando conta da equipa. 

A crise é real, está instalada, não há como negá-la. Os jogadores apresentam problemas anímicos, falta de confiança, incapacidade para tomar as melhores opções, resultando num futebol lento, sem ligação, inconsistente, previsível e fácil de anular. Em pouco tempo, jogadores talentosos, capazes de coisas prodigiosas, passaram incompreensivelmente a dar uma imagem de vulgaridade.

Naturalmente que não pretendo aqui apontar culpados. Espero que os problemas estejam identificados e confio que, como noutras alturas,  os responsáveis apresentem rapidamente soluções para que este mau momento seja debelado. A bola está do lado de Pinto da Costa.

  

terça-feira, 11 de junho de 2013

FIM DE CICLO AZUL E BRANCO PARA VÍTOR PEREIRA

Confirmada que está a saída do comando técnico do FC Porto, do treinador Vítor Pereira, parece-me oportuno reflectir um pouco naquilo que foram as suas duas épocas dedicadas à exigente orientação da mais prestigiada equipa do futebol nacional.

Vítor Pereira começou por herdar a época de sonho do seu antecessor, André Villas Boas, de quem era adjunto, aceitando, com uma forte dose de ambição e confiança nas suas competências, o repto que lhe foi dirigido pelo Presidente Pinto da Costa.

O jovem técnico passou então a fase mais complicada da sua curta carreira, vendo-se obrigado a ter de gerir com muita paciência, alguma sensibilidade e algum tacto, o descontentamento de um conjunto de atletas que reivindicaram para si o estatuto de vedetas, de intocáveis, de insubstituíveis ou até mesmo de estrelas cujo brilho merecia resplandecer noutros firmamentos mais apetitosos, que acabaram por prejudicar o normal desenvolvimento dos trabalhos, com reflexos negativos evidentes na prestação competitiva da equipa, que acabaria por custar, nessa primeira época, as eliminações prematuras na Champions League e na Taça de Portugal, frente a adversários perfeitamente acessíveis.

A sábia e oportuna limpeza de balneário, nesse mercado de Inverno, foi o tonificador de que o técnico  necessitava para salvar o que ainda era possível, conseguindo unificar a equipa, restituir-lhe alguma qualidade e consistência e partir para uma ponta final de campeonato irresistível e vencedora.

Esta época, já com um plantel perfeitamente estabilizado e sintonizado com as suas ideias, o FC Porto apresentou-se mais confiante, ambicioso e eficaz.

O técnico explorou até à exaustão o seu conceito de posse e circulação de bola, incutiu na equipa o domínio do jogo e do adversário, a pressão alta para maniatar os adversários e a verdade é que o FC Porto conseguiu exibir-se durante grande parte da época num plano muito bom, a prometer grandes conquistas.

Porém, subitamente, a equipa começou a perder eficácia, a perder consistência, frescura física e com elas alguma confiança. Continuava a ser uma equipa de posse, a privilegiar a circulação da bola, mas demasiadamente lenta, inconsequente e pouco eficaz. Os castigos e as lesões, o desgaste físico e emocional, começaram a fazer mossa, e de repente a equipa viu-se afastada da Liga dos Campões, eliminada da Taça de Portugal e ultrapassa na liderança do Campeonato nacional, ao ponto de se deixar atrasar de forma a não depender apenas de si próprio, em termos pontuais, para renovar o título.

Tudo parecia irremediavelmente perdido a apenas 4 jornadas do fim.

Foi aqui que surgiu um Vítor Pereira ousado, corajoso, decidido,  crente no seu trabalho  e confiante nos seus jogadores, sempre com um discurso motivador, capaz de contagiar e espicaçar a auto-estima dos seus atletas, nunca atirando a toalha ao chão.

É verdade que foi feliz, mas mereceu inteiramente a vitória final, num sprint empolgante que fez vibrar toda a não portista.





















Vítor Pereira, tal como quase todos os treinadores que por cá passaram, nunca conseguiu o consenso de toda a massa adepta portista, mas é justo dizer, na hora da sua saída, que foi sempre um homem respeitado pelo seu carácter, pelas suas qualidades humanas, pelo seu profissionalismo e sobretudo pelo amor ao clube que nunca escondeu. Tem como todos defeitos e virtudes. Não conseguiu para o futebol da equipa o salto qualitativo indispensável para triunfar na Europa. 

Desta vez teve o ponta-de-lança que lhe faltou na primeira época, mas faltou-lhe a espontaneidade de Hulk. Não conseguiu dos seus médios a capacidade de chegarem com mais frequência às zonas de finalização (especialmente Fernando e Moutinho) e muito menos a exploração eficaz dos remates de meia-distância e o aproveitamento das bolas paradas, ainda que reconheça a Fernando uma ligeira evolução na sua ousadia ofensiva. O último passe e a ineficácia no remate continuam a ser os calcanhares de Aquiles deste sistema.

Sai com um currículo enriquecido, depois de 93 jogos com apenas 12 derrotas, com essa marca magnífica de ter ganho o campeonato desta época invicto, e apenas com uma derrota no conjunto das duas épocas. Talvez merecesse sair para um campeonato competitivamente mais evoluído, mas temos que reconhecer que três milhões de euros por temporada, não é de recusar, mesmo tendo de ir treinar para a Arábia Saudita!

Por tudo isto, boa sorte Vítor Pereira. 

sábado, 10 de novembro de 2012

PARA VENCER COM ENCANTO









A Académica de Coimbra é o próximo adversário do FC Porto, no trajecto, que todos ambicionamos, seja para o TRI.

Adversário complicado, combativo, ambicioso e organizado, a equipa dos estudantes não nos trás boas memórias de um passado recente. A época passada empatou no Dragão e eliminou os campeões nacionais da Taça de Portugal, razões mais que suficientes para os jogadores azuis e brancos não esmorecerem e lutarem desde o primeiro minuto, com raça, concentração e responsabilidade, no sentido de garantirem os três pontos em disputa, importantes para garantir a liderança, presa apenas por um golo.






















Ainda com Alex Sandro, Maicon e Fernando lesionados, Vítor Pereira não fez grandes alterações na lista dos convocados para este jogo.  Quiñones e Kléber ficaram de fora, o colombiano por opção e o brasileiro por lesão (mialgia de esforço na coxa direita) e Kelvin regressa.

LISTA DOS CONVOCADOS 

























EQUIPA PROVÁVEL





















COMPETIÇÃO: Liga Zon/Sagres 2012/13 - 9ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: 11 de Novembro de 2012, às 18:00 h
ÁRBITRO: Hugo Pacheco - A.F. Porto
TRANSMISSÃO: Sport Tv1

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

PASSADEIRA VERMELHA, ANDOR E INSTITUIÇÕES SUBMISSAS.

O longo interregno das competições de clubes a que os compromissos das selecções nacionais obrigam, durante grande parte deste mês de Setembro, convida-nos a uma breve reflexão sobre o início desta nova temporada, que leva apenas três jornadas do Campeonato nacional realizadas.

Ganha por isso sentido a expressão a procissão ainda vai no adro, porém são já bem visíveis a passadeira vermelha, o andor, carregado aos ombros robustos dos «santos» discípulos da APAF, canonizados pelas submissas Instituições dirigentes do futebol nacional, pela amestrada e alienada Comunicação Social, e ainda, surpresa das surpresas, pela Mater MP, liderada pelo PM (perceberam este trocadalho do carilho?), Instituição moldada por políticos, antro de outros «anjinhos papudos», generosamente pagos pelos impostos dos portugueses, que todos os dias e com um sorriso nos lábios, desvirtuem a justiça, ao sabor de insondáveis e inconfessáveis interesses e conveniências, protegendo descaradamente culpados e perseguindo de forma persecutória inocentes.

Em apenas três jornadas, o Bi-campeão nacional teve já contra si dois desses «súbditos celestiais», que lhe sonegaram escandalosamente, não uma, não duas, mas «apenas e só» três grandes penalidades, duas das quais na 1ª jornada, em Barcelos, que terão determinado a perda de dois preciosos pontos.

Já o clube do regime, que as «tais» Instituições decidiram proteger, bajular e mesmo adorar, adoptando a posição muçulmana na sua reza a Alláh, ou seja, com o dito cujo empinado, quiçá ofuscados pelo mito dos «seis milhões» e do seu eventual poder financeiro, mola real para atingir o «Seu» (não o Céu), viu-se, no mesmo número de jogos (particularmente nos dois primeiros), conduzido no andor sob a passadeira vermelha.
É de facto o tributo ao clube das papoilas saltitantes que, à falta de melhor, vai oferecendo aos seus seguidores, como prémio de consolação, um número de circo, constituído pelo espectacular e vibrante voo dessa ave de rapina, também ela amestrada, a quem pomposamente chamam de águia vitória, já que títulos, apesar de todas as ajudas, campanhas, branqueamentos e protecção, só são possíveis com o recurso a manobras subversivas. Nisso são eles mestres, patenteando um invulgar e invencível reportório que os transformaram já em indiscutíveis CAMPEÕES DOS TÚNEIS.

Tributo que passa igualmente pelos constantes atropelos à verdade desportiva, que tanto apregoam e por uma completa e inqualificável impunidade. Enquanto as sentenças dos processos ao seu treinador (queixa de um árbitro assistente relativa a declarações proferidas após o clássico de 2 de Março) e do capitão da equipa (agressão ao árbitro alemão, num jogo da pré-época), ganham caruncho e teias de aranha numa qualquer gaveta da Comissão de Disciplina da Liga, Sapunaru e Hulk estiveram preventivamente castigados durante 61 dias e impedidos de participar em 12 jogos (!!!), por terem reagido às provocações das «toupeiras» do túnel da catedral. Depois vieram os castigos «à la carte»: 6 meses de suspensão para Sapunaru e 4 para Hulk, tudo isto sob a égide desse «aprendiz de justiceiro», sábia e previamente colocado no lugar chave, para dar provimento à doutrina vermelha: «COMO FAZER AS COISAS POR OUTRO LADO»
39 dias após recurso do FC Porto, o Conselho de Justiça da FPF reduziu as penas para 3 jogos a Hulk e 4 para Sapunaru, tendo o brasileiro cumprido indevidamente 15 jogos e o romeno 14 (!!!), numa tentativa de repor a justiça que obviamente já não foi possível.

Sintomático!


sexta-feira, 18 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - V PARTE

PLANTEL - LINHA AVANÇADA

12 HULK - Foi não só o melhor jogador do FC Porto como também o melhor do Campeonato, reconhecido e premiado em quase todos os meses. Marcou, assistiu, jogou no flanco, jogou no eixo do ataque, quase sempre em grande nível. Merecia ter tido a oportunidade de poder lutar pela «bola de prata», no último encontro, mas VP foi desmancha prazeres. É o jogador portista mais valioso, a estrela mais luminosa do firmamento azul. Provavelmente terá feito a sua última época de dragão ao peito, embora Pinto da Costa tenha prometido ir até onde puder para o manter no plantel. Jogou 3.156 minutos (3º melhor registo, atrás de Helton e Moutinho) distribuídos por 39 jogos (26 CN; 1 TP; 2 TL; 1 ST; 1 STE; 6 CL e 2 LE). Foi o melhor marcador portista com 21 golos marcados (16 CN; 1 TL e 4 CL);
20 DJALMA - Jogador interessante, veloz e com capacidade para ajudar na defesa do seu corredor. Denota alguma timidez, pouco poder de choque e pouca precisão no remate. Falha muitos golos com a mesma facilidade com que cria espaços para os concretizar. Pode ser um elemento de muita utilidade se conseguir corrigir estes defeitos. Jogou 913 minutos distribuídos por 19 jogos (14 CN; 1 TP; 1 TL e 3 CL);

17 SILVESTRE VARELA - Fez uma época muito apagada. Muito desconcentrado, pouco motivado e aparentemente em fracas condições físicas. Foi uma sombra de si mesmo. Apareceu mais afoito no último terço do campeonato, quiçá piscando o olho a Paulo Bento, a pensar no Euro/2012. Será que se andou a poupar? Não acredito, mas que parece...! Jogou 1.920 minutos em 36 jogos (21 CN; 2 TP; 1 ST; 3 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE);

27 - ITURBE - Rotulado de pequeno Messi, o jovem jogador argentino foi «guardado» a sete chaves para ser «trabalhado» nos bastidores, em termos de adaptação ao futebol europeu. Por isso não teve grandes oportunidades para demonstrar as qualidades que dizem possuir. Teve a primeira oportunidade em Outubro, no jogo da Taça de Portugal, mas as expectativas saíram goradas. Muita ansiedade de se mostrar acabou por redundar numa performance irregular, ainda que mostrasse alguns bons pormenores. Jogou apenas meia parte. Voltou a jogar esporadicamente mas sem ritmo nem tempo para uma correcta avaliação. Vai ter de trabalhar muito para ter novas oportunidades. Completou apenas 149 minutos divididos por 7 jogos (4 CN; 1 TP e 2 TL);
11 KLÉBER - Considerado um jogador de largo potencial, chegou convencido que iria aprender muito com Falcao mas o colombiano não lhe deu essa hipótese. Foi assim lançado às feras e acusou a responsabilidade de substituir o melhor ponta de lança do Mundo. Começou a marcar alguns golos que o levou à selecção do Brasil, mas a ansiedade provocou-lhe uma prolongada seca  que o afastou da titularidade. É um jogador inexperiente que precisa de muita atenção. Tem qualidades que bem trabalhadas poderão fazer dele uma estrela, como ficou patente no hat-trick que conseguiu no último jogo do campeonato. Jogou 1.828 minutos em 33 jogos (21 CN; 1 TP; 1 ST; 3 TL; 1 STE; 5 CL e 1 LE);

18 WALTER - Mais uma época para esquecer onde não foi capaz de dar garantias ao treinador. Jogador pesado, terá pensado que a saída de Falcao traria a sua grande oportunidade e desanimou quando verificou que a aposta recaiu sobre Kléber. Levou novo choque quando não foi inscrito para a CL. Apareceu na 7ª Jornada e marcou 1 golo, fez o jogo da Taça de Portugal marcando 4 golos mas nunca demonstrou capacidade para se impor. Acabou emprestado ao Grémio do Brasil onde a irregularidade tem sido uma constante. É nitidamente um erro de casting. Jogou 442 minutos em 8 jogos, 2 como titular (6 CN e 2 TP);

29 MARC JANKO - Contratação de Inverno, o longilíneo avançado austríaco veio para colmatar a saída de Walter e simultâneamente tentar resolver o problema da época, a falta de um eficaz ponta-de-lança. Começou bem mas cedo se percebeu tratar-se de um atleta pouco móvel e de grandes deficiências técnicas. Embora a sua envergadura possa ser benéfica para a equipa, não é a solução desejada. Jogou 888 minutos em 12 jogos (10 CN e 2 TL);

19 JAMES RODRÍGUEZ - Tornou-se numa das maiores estrelas da equipa. O puto é mesmo craque. Quando em boa forma física, o seu talento emerge e espalha o perfume do seu futebol. É o artista da companhia. Para ser um caso sério do futebol mundial necessita, naturalmente de mais experiência e uma regularidade exibicional que ainda não tem. Foi importante nos jogos decisivos da época. Embora o seu discurso seja de fidelidade ao Clube, este é um dos que a todo o momento pode dar o salto. Mercado não lhe falta. Jogou 2.598 minutos distribuídos por 38 jogos (26 CN; 1 TP; 3 TL; 6 CL e 2 LE);
10 CRISTIAN RODRÍGUEZ - Em final de contrato, o uruguaio bem tentou seduzir VP, mas as suas exibições foram quase sempre marcadas por muita correria mas pouco discernimento. Trapalhão e precipitado estragou mais do que construiu. Perto do final da temporada teve um episódio de indisciplina que precipitou a sua saída. Foi dispensado «para tratar de assuntos pessoais», segundo a voz oficial. Não deixa saudades. Jogou 804 minutos em 17 jogos (10 CN; 1 TP; 3 TL; 1 STE; 1 CL e 1 LE);

9 RADAMEL FALCAO - Depois de um defeso aparentemente calmo e com vários discursos onde manifestou a ideia de querer continuar a fazer parte do plantel, o seu comportamento mudou radicalmente logo a seguir ao primeiro jogo da época, para a Supertaça, em que o colombiano já só jogou os últimos 24 minutos. Jogou também os últimos 22 minutos do jogo da primeira jornada do campeonato, em 14 de Agosto de 2011. Seis dias depois estava em Madrid a assinar contrato com o Atlético! Rendeu bom dinheiro aos cofres portistas, mas em termos meramente desportivos foi uma flagrante derrota. Não sei quando a «varinha mágica» de Pinto da Costa vai descobrir um substituto de qualidade similar!


CN = CAMPEONATO NACIONAL
TP = TAÇA DE PORTUGAL
ST = SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA
TL = TAÇA DA LIGA
STE = SUPERTAÇA EUROPEIA
CL = CHAMPIONS LEAGUE
LE = LIGA EUROPA

(VI PARTE - GOLEADORES PORTISTAS)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - IV PARTE

PLANTEL - LINHA MÉDIA

25 FERNANDO - Fez uma entrada desastrada, este valoroso trinco portista. Deixou-se influenciar por gente para quem os contratos assinados não têm qualquer valor e forçou a saída descaradamente, criando mau estar no seio do grupo. Por isso sofreu as consequências sendo afastado da equipa. Caiu em si, penitenciou-se e foi perdoado. Errar é afinal humano. Voltou determinado e pronto a dar o melhor de si mesmo, cotando-se como um dos mais influentes  nas conquistas portistas. É sem dúvida um jogador nuclear e difícil de substituir. Jogou 2.579 minutos em 34 jogos (22 CN; 1 TP; 2 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE);
8 JOÃO MOUTINHO - Um jogador que não engana, «à Porto». Mais uma época de grande nível, marcada por uma regularidade impressionante. Veio para ser campeão e neste Clube ainda não parou de o ser. Foi o jogador do plantel que mais minutos jogou: 3.617 em 44 jogos. (29 CN; 1 TP; 1 ST; 4 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE). Só falhou 2 jogos (1 CN e 1 TP);
35 DEFOUR - Jogador internacional belga, bastante interessante. Teve algumas dificuldades para entrar na equipa mas quando foi chamado cumpriu, umas vezes melhor outras nem tanto. Patenteou qualidades mas precisa de jogar com mais regularidade. Foi dos suplentes mais utilizado. Jogou 1765 minutos em 37 jogos (24 CN; 2 TP; 3 TL; 6 CL e 2 LE);

23 SOUZA - Foi a primeira aposta de Vítor Pereira para substituir o castigado Fernando. Não conseguiu fazer esquecer o seu compatriota. Possui bons pés, sai melhor a jogar e remata mais que Fernando, razões pelas quais também foi esporadicamente utilizado em posição mais avançada no meio-campo, porém, a sua lentidão e menor capacidade de recuperar  bolas deixam-no pior colocado. Perdeu naturalmente espaço quando Fernando regressou de «cabeça limpa». Por isso foi emprestado ao Grémio, em Janeiro. Registou 779 minutos, tendo participado em 15 jogos (8 CN, 1 TP; 1 ST; 2 TL; 1 STE e 2 CL);

6 GUARÍN - Foi mais um dos afectados pelo «vírus» do defeso. Achou que tinha o direito de sair e ignorar o contrato que assinara de livre vontade. Vítor Pereira deu-lhe várias oportunidades para se redimir, mas o colombiano não as aproveitou. No mercado de Inverno acabou emprestado ao Inter de Milão, com opção de venda. Parece que o Inter quer mesmo este rapazola, olha que bom!. Jogou 652 minutos distribuídos por 11 jogos (7 CN; 1 ST; 1 STE e 2 CL);

7 BELLUSCHI - reconheço que sou um pouco suspeito para falar neste atleta. Reconheço-lhe alguma qualidade técnica e imaginação, mas para mim não passa de um «brinca na areia». De quando em vez lá tira um coelho da cartola, mas no mesmo jogo é menino para esbanjar muito mais do que construir algo de significativo e útil para a equipa. Não me parece jogador para pertencer aos quadros de equipas que lutem por grandes objectivos. Com o regresso de Lucho, perdeu  espaço e foi emprestado ao Génova. Oxalá os italianos o queiram comprar. Jogou 1.389 minutos em 27 jogos (16 CN; 2 TP; 1 ST; 2 TL; 1 STE e 5 CL);

3 LUCHO GONZALEZ - O seu regresso ao Clube em Janeiro, trouxe à equipa uma inigualável qualidade técnica e a serenidade que o balneário necessitava. O argentino, não tendo a mesma disponibilidade que o notabilizou, foi uma vez mais decisivo na conquista de mais um campeonato. Faz parte do núcleo de jogadores imprescindíveis. Jogou 1.327 minutos distribuídos por 16 jogos (12 CN; 2 TL e 2 LE); 
28 RÚBEN MICAEL - Foi uma surpresa a sua inclusão no «pacote» da venda de Radamel Falcao. Nem a época menos conseguida que tinha efectuado faria supor tal desfecho. Ainda jogou os dois primeiros jogos da época, antes do fecho do mercado. Foi titular no jogo da Supertaça, onde foi substituído aos 66 minutos e entrou na segunda parte do jogo da primeira jornada do campeonato nacional, jogando os últimos 36 minutos, ambos curiosamente contra o Vitória de Guimarães, num total de 104 minutos.


CN = Campeonato Nacional
TP = Taça de Portugal
TL = Taça da Liga
ST = Supertaça Cândido de Oliveira
STE = Supertaça Europeia
CL = Champions League
LE = Liga Europa

(V PARTE - LINHA AVANÇADA)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - III PARTE

PLANTEL (DEFESA)


Antes do mais, penso que é de crucial urgência que o FC Porto repense a sua relação com os  atletas e seus representantes, no que aos contratos diz respeito. A atitude de autênticos «mercenários» com que alguns vão tentando forçar a saída antecipada, quiçá influenciados pelos seus empresários, está a tornar-se demasiado frequente e prejudicial para quem tem que planificar a época.

Os jogadores ao assinarem os contratos, com ou sem clausula de rescisão, estão a comprometer-se e a aceitar, de livre e espontânea vontade, com tudo o que nele estiver acordado. São para cumprir, ponto final. Se o Clube ou empresários tiverem interesses em realizar mais-valias, libertando o jogador antes de expirar o prazo do contrato devem conversar civilizadamente. O que não pode nem deve acontecer é o atleta ficar melindrado se o Clube não pretender cedê-lo ou se as condições para tal não forem do seu interesse.

A época que terminou foi pródiga em casos desta natureza. Uma série de atletas foi assediada para mudarem de ares e como o FC Porto não deu seguimento, os «meninos» amuaram e comportaram-se como crianças. Alguns conformaram-se, caíram em si e voltaram a ser profissionais dignos, outros nem por isso!

Passemos à análise:


1 HELTON - Foi mais uma vez uma das figuras nucleares da equipa. A sua segurança, ponderação e voz de comando foram fundamentais para o desfecho que todos os portistas ambicionavam. Um senhor!

Foi dos mais utilizados, somando 3.510 minutos repartidos por 39 jogos (29 CN; 1 ST; 1 STE; 6 CL e 2 LE)*;
31 BRACALI - Contratado para substituir Beto, foi o segundo guarda-redes que viveu na sombra do principal. Foi-lhe confiada a titularidade  na Taça de Portugal e Taça da Liga. Teve um desempenho de nível regular sem nunca comprometer.  Jogou 614 minutos distribuídos por 7 jogos (1 CN; 2 TP e 4 TL);

41 KADU - O jovem angolano, terceiro guarda-redes defendeu sobretudo a baliza da equipa de juniores. No plantel principal não teve oportunidades para demonstrar o seu talento. A sua utilização foi residual e simbólica: 16 minutos em dois jogos (8' CN e 8' TP);

13 FUCILE - Habituou-nos a admirá-lo pela sua garra e determinação, fazendo o vai-vem constante pela sua ala, quase sempre com bastante eficiência. Com a chegada tardia do seu compatriota A. Pereira, começou por se fixar no lado esquerdo da defesa, passando mais tarde para o lado direito. A sua performance esteve sempre longe do normal. A lentidão e sobretudo os vários momentos de desconcentração marcaram negativamente o seu desempenho. Penou alguns meses no banco de suplentes ou na bancada e acabou por servir de moeda de troca, por empréstimo, na antecipação da vinda de Danilo, do Santos. Jogou 1.035 minutos distribuídos por 12 jogos (7 CN; 1 ST; 1 STE e 3 CL);

21 SAPUNARU - Começou a época como titular, realizando os quatro primeiros jogos, onde alternou momentos de qualidade com outros menos bons. Tal como Fucile, desapareceu das convocatórias no início de Novembro, supostamente por problemas disciplinares. Resistiu à «limpeza» de Janeiro e reapareceu em grande para o último terço do campeonato. Não conheço a gravidade dos seus actos de indisciplina mas que o castigo foi prolongado, lá isso foi! Jogou 1.600 minutos distribuídos por 21 jogos (16 CN; 1 TP; 1 ST; 1 STE; 1 CL e 1 LE);

2 DANILO - Resgatado ao Santos, num processo de transferência algo complicado, chegou no mercado de Inverno, em Janeiro, por troca com Fucile, para herdar a mítica camisola com o nº 2 nas costas. Quando parecia ter pegado de estaca, uma arreliadora e indesejável lesão afastou-o praticamente para o resto da época. Do pouco que conseguiu mostrar, prometeu muito, não surpreendendo que se torne rapidamente num jogador muito importante. Jogou 425 minutos divididos por 8 jogos (6 CN; 1 TL e 1 LE); 
14 ROLANDO - Fez a pior de todas as épocas desde que chegou ao FC Porto. Foi um dos egos inchados que não conseguiu disfarçar a sua frustração por não ter visto a sua pretensão de mudar de ares satisfeita. Produziu exibições irregulares e ainda reagiu intempestivamente a uma substituição. Vítor Pereira que apostara nele cegamente acabou por fazê-lo experimentar a sensação do banco, talvez tarde de mais. É nitidamente um jogador em fim de ciclo no FC Porto. Foi dos mais utilizados com 3.081 minutos em 37 jogos (27 CN; 1 TP; 1 ST; 1 STE; 5 CL e 2 LE); 

4 MAICON - Um dos melhores jogadores portista desta época. Central de enorme porte físico parece estar a trilhar o percurso de outros grandes centrais que evoluíram com a camisola azul e branca. Começou inseguro e a cometer erros primários. Vítor Pereira experimentou-o em variadas duplas, com Rolando, com Mangala e com Otamendi. Acabaria por se impor, espero que definitivamente, com o argentino a seu lado, formando uma dupla consistente, forte e segura, já na parte decisiva do campeonato. Antes porém, teve de passar por uma nova experiência na sua carreira, quando o treinador apostou nele para lateral direito, contra todas as expectativas. A verdade é que Maicon deu conta do recado e, dizem os «experts» que aí terá ganho a confiança e ritmo de jogo para, quando foi necessário, regressar à sua posição natural em grande estilo. Jogou 2.712 minutos distribuídos por 31 jogos (20 CN; 2 TP; 1 ST; 3 TL; 3 CL e 2 LE);
30 OTAMENDI - Mais um central com credenciais confirmadas mas que começou titubeante e sem conseguir impor-se com titular indiscutível. Encontrou o ponto de equilíbrio ao lado de Maicon, para um final de época de grande qualidade. Jogou 2.615 minutos em 27 jogos (18 CN; 1 TP; 2 TL; 5 CL e 1 LE); 

22 MANGALA - Internacional francês sub21, central corpulento mostrou ser o mais rápido dos centrais portistas. Teve poucas oportunidades mas patenteou qualidades interessantes e enorme potencial. Precisa de tempo e oportunidades para crescer. Denotou alguma imaturidade alternando coisas boas com «aselhices». Somou 1.160 minutos em 14 jogos (7 CN; 1 TP; 4 TL; 1 CL e 1 LE);

5 ÁLVARO PEREIRA - Chegou mais tarde ao seio da equipa, em função da sua prestação na Selecção do Uruguai, arrancando para a nova época quase sem descanso. Foi um dos jogadores falados, durante toda a época, para o «sai, não sai», acabando por afectá-lo fortemente. Ele queria muito ir para o Chelsea, mas como o clube inglês não bateu a cláusula de rescisão a transferência gorou-se. O «Palito» ficou descontente e não conseguiu disfarçar. A azia foi tanta, que apesar  do voluntarismo aparente, a desconcentração foi evidente. Mal a dominar a bola, muito trapalhão, perdas de bola infantis e cruzamentos quase sempre desajustados. Terminou a época em grande stress anímico, com uma reacção intempestiva e pouco inteligente, depois de uma substituição. Outro em fim de ciclo no Clube, demonstrando à evidência o que é ter um jogador contrariado. Jogou 2.958 minutos distribuídos por 34 jogos (23 CN; 1 TP; 3 TL; 6 CL e 1LE);

26 ALEX SANDRO - Jovem defesa esquerdo, internacional brasileiro, chegou rotulado de grande promessa. Foi pouco utilizado mas muito «trabalhado» para se aclimatar e adaptar-se convenientemente ao futebol europeu. Mostrou já algumas das sua qualidades. Avança bem no terreno, tem bons pés,  visão de jogo e remate espontâneo. Defende bem mas ainda é lento na recuperação da posição. Jogou 820 minutos em 12 jogos (7 CN; 1 TP; 3 TL e 1 LE).


* 
CN = Campeonato Nacional
TP = Taça de Portugal
ST = Supertaça Cândido de Oliveira
TL = Taça da Liga
STE = Supertaça Europeia

CL = Champios League
LE = Liga Europa


 (IV PARTE - PLANTEL - LINHA MÉDIA)  

terça-feira, 15 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - II PARTE

EQUIPA TÉCNICA


Com a saída abrupta e surpreendente de André Villas-Boas,  Pinto da Costa foi rápido a escolher o sucessor, promovendo o então adjunto Vítor Pereira, num acto considerado de elevado risco e grande coragem.

Este, ao aceitar o desafio, declinando o convite para acompanhar o seu chefe de equipa, na deserção, demonstrou ambição e enorme confiança nas suas competências. Desafio tanto mais complicado quanto é certo ter assumido o comando técnico uma semana antes de arrancarem as competições, vivendo seguidamente o drama do mês de Agosto sem ter o plantel definido.


A maioria dos adeptos, numa primeira fase, entendeu a sucessão como perfeitamente natural. Era afinal, a aposta inequívoca no excelente trabalho da época anterior, caracterizado pelo rigor,  qualidade, seriedade e paixão demonstradas por VP, a quem, alguns portistas especularam,  se ficou a dever uma grande quota parte dos êxitos alcançados, tantas as vezes que AVB foi visto a com ele conferenciar durante os jogos.
Porém, a vida de VP não se revelou nada fácil. A herança era demasiado pesada. Sendo certo que ninguém ousaria exigir a repetição dos êxitos da época anterior, tendo em conta que o plantel ao dispor era praticamente o mesmo, «apenas» amputado de Radamel Falcao e Rúben Micael, mas reforçado com Iturbe, o pequeno «Messi», Alex Sandro, Djalma, Kléber, Mangala e Defour, era espectável no entanto, que pelo menos, o nível exibicional não fosse muito abalado e o FC Porto pudesse, a nível interno, discutir os vários títulos em disputa, com maior determinação e no panorama internacional, estivesse nos oitavos-de-finais da CL, depois de ter ficado num grupo onde era favorito.

As exibições pouco esclarecidas, fruto da pouca entrega de alguns jogadores, que decidiram encarnar o papel de vedetas inchadas no ego, convencidos que o FC Porto já era demasiado pequeno para as suas ambições, bem como de diversos equívocos da equipa técnica, acabaram por criar, alguma instabilidade, desconforto e desconfiança. Neste particular, a abordagem da CL com apenas um ponta de lança (Kléber), deixando de fora Walter; o demorado «castigo» imposto a Sapunaru; a insistência num Rolando desconcentrado; a exagerada «protecção» a Iturbe; o habitual desinteresse pela TL e a negação da possibilidade de Hulk lutar pela conquista da bola de prata, no último jogo, são alguns dos que mais me marcaram, entre outros.

As precoces eliminações da TP e da CL deixaram, aparentemente, o treinador na corda bamba. Parte da massa associativa chegou a pedir a sua «cabeça». Só a firmeza de Pinto da Costa, avesso a «chicotadas psicológicas» segurou VP.

A serenidade, confiança e ambição regressaram imparáveis com os ajustamentos feitos em Janeiro. Foi como que um toque a rebate. Paulinho Santos integrou a equipa técnica, Lucho Gonzalez regressou, alguns dos insatisfeitos foram emprestados e a união do grupo fortaleceu-se de tal forma que o último terço do campeonato ficou marcado por vitórias  decisivas que se reflectiram na conquista do BICAMPEONATO.
No fim, a humildade de VP calou bem fundo na massa adepta portista, ao reconhecer as dificuldades sentidas e a aprendizagem a que se submeteu, considerando-se agora melhor preparado para enfrentar a nova época.

Nunca tive dúvidas da honestidade e seriedade da sua pessoa. Confesso que não sou seu incondicional admirador, enquanto treinador. Fui dos que criticou quando as coisas estiveram feias mas tive a lucidez de não lhe atribuir as culpas por inteiro (ver aqui).

Felizmente para ele e para o FC Porto foi possível salvar o objectivo principal. Fico imensamente feliz e grato por esse facto.
VP é o treinador do FC Porto para a próxima época, conforme confirmação do Presidente. Espero e desejo que seja muito feliz e que tenhamos uma equipa mais forte e ambiciosa e a praticar futebol de melhor nível.


(III PARTE - PLANTEL)

domingo, 13 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - I PARTE

Terminadas as competições nacionais e internacionais, no que ao FC Porto diz respeito, é hora de fazermos o balanço de toda a época do futebol profissional. 

Para tal, nada melhor que começar, nesta primeira parte, pelo cume da pirâmide, onde o saber e experiência acumulados, do Presidente mais titulado do Mundo, Jorge Nuno Pinto da Costa, teve uma vez mais, papel preponderante no desenrolar e desfecho da época, quer para o melhor como para o pior.
Falar do Presidente é no fundo falar do próprio Clube. Clube com história antes de PC e com outra, completamente diferente, depois de PC. Com ele, o Clube atingiu um patamar de excelência inimaginável, transformando-o rapidamente num Clube de considerável expressão mundial.

Os adeptos elevaram de tal forma a fasquia de exigência que épocas em que não aconteçam títulos ou que não se ganhe o campeonato nacional, são considerados desastrosos, como aconteceu na época de 2004/2005 onde o FC Porto «apenas» venceu a Supertaça Cândido de Oliveira e a Taça Intercontinental!

Depois de uma época em que os Dragões ganharam quase tudo o que havia para ganhar (Campeonato, Taça, Supertaça e Liga Europa), falhando apenas a famigerada Taça da Liga, as expectativas eram naturalmente elevadas, ainda que todos  tivessem consciência da dificuldade de a voltar a repetir. O sonho da Champions voltou a reluzir porque os argumentos eram válidos.

Pinto da Costa, tal como em 2003, acreditou nessa possibilidade e fez uma aposta muito grande na manutenção do plantel e equipa técnica, mas acabou traído por duas peças fundamentais. André Villas Boas e Radamel Falcao, depois de discursos inequívocos de fidelidade, roeram a corda já em cima do arranque da nova época, deixando o Presidente sem tempo para gizar soluções a preceito.
Estou convencido que se ambos se tivessem decidido muito mais cedo, Pinto da Costa teria recorrido e arranjado, na sua lista de referenciados, opções mais credíveis em vez de ter promovido o adjunto Vítor Pereira e não ter conseguido substituto para o goleador colombiano.

A época começou assim, com estas duas contrariedades de peso, lançando algum desconforto e desconfiança, quer no seio do plantel como na generalidade da massa adepta, que foram ainda surpreendidos por uma série de contratempos e equívocos, que a seu tempo, a sabedoria e experiência de PC haveriam de corrigir de forma decisiva.

Em Janeiro, quando a equipa estava já a 5 pontos da liderança, eliminado da Taça de Portugal e da Champions League, Pinto da Costa surgiu em todo o seu esplendor. Foi ao balneário unir as hostes, deu força e confiança ao treinador Vítor Pereira, permitiu a «limpeza de balneário», fez regressar «El Comandante» e dotou o grupo de um ponta-de-lança.
Daqui para a frente, foi o tocar a reunir com o desfecho que todos ambicionávamos: A revalidação do título nacional, de resto, o principal objectivo. Neste último esforço ficaram, ainda assim, dois amargos de boca, a eliminação da Liga Europa, por números tão exagerados quanto injustos, frente ao Manchester City e a eliminação da Taça da Liga.

Em síntese, Pinto da Costa, depois de surpreendido inicialmente conseguiu remediar a tempo a performance da equipa a nível interno, revelando-se insuficiente para voos mais altos, que é como quem diz, para outros objectivos internacionais.

(Parte II - Equipa técnica)