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quinta-feira, 18 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60

ÉPOCA 1969/70

A saída em ruptura de Pedroto, lançou o Clube num clima de dúvida, tanto mais que Pinto de Magalhães conseguira aprovar em Assembleia Geral, o impedimento futuro dos serviços do técnico português, sem a expressa autorização de nova Assembleia Geral».

O Presidente escolheu então o romeno Elek Schwartz, de 62 anos, firmando contrato para uma época, a troco de 380 contos. O homem ainda tinha algum cartel na Europa, tendo inclusivamente levado o Benfica à final da Taça dos Campeões Europeus... Mal sabia ele que estava a condenar o FC Porto à época mais negra do historial do Clube.

Ao fim de 11 jornadas os azuis e brancos já se «arrastavam» pelo 10º lugar, somando apenas 11 pontos e a uma distância de 9 pontos do líder! Schwartz, acometido de doença, passava mais tempo na cama que no campo.

Em meados de Fevereiro, depois de mais duas derrotas consecutivas (no Bessa e Alvalade), Pinto de Magalhães rescindiu amigavelmente com o doente técnico romeno, dando interinamente o comando da equipa a Vieirinha, o adjunto que na prática, já vinha a dirigir a equipa há alguns jogos. Foi por pouco tempo, pois logo a seguir entraram para o comando técnico o escocês Tommy Docherty e o adjunto António Teixeira, mas a equipa estava devastada. Derrota atrás de derrota, toda a gente perdera o respeito aos azuis e brancos.

E se no Campeonato as coisas corriam de mal a pior, para deteriorar mais a situação, o FC Porto viria a ser eliminado da Taça de Portugal, logo à primeira, às mãos do Tirsense, da II Divisão nacional (2-2, em St. Tirso e 0-1, nas Antas), já com Tommy Doc no banco.

Também na Taça das Cidades com Feira a prestação portista não saiu da vulgaridade, ainda no consulado do técnico romeno. Começou por eliminar a acessível equipa dinamarquesa do Hvidovre (1-2 em Copenhaga, com golos de Hélder Ernesto, e 2-0, no Porto, com golos de Salim e Rolando), mas logo foram afastados pelos ingleses do Newcastle (0-0, no Porto e 1-0 em Inglaterra).

O final do campeonato foi uma autêntica penitência. Nas últimas quatro jornadas, uma vitória e três derrotas! Uma verdadeira tragédia! O FC Porto quedou-se pelo 9º lugar, a sua pior classificação de sempre, somando 22 pontos em 26 jornadas, vencendo 8, empatando 6, perdendo 12, marcando 30 golos e sofrendo 37. Uma diferença pontual para o primeiro de 24 pontos! Inacreditável!

As equipas técnicas utilizaram 26 atletas, no total das três provas disputadas, aqui indicados por ordem decrescente da sua utilização: Custódio Pinto (32), Pavão (32), Vieira Nunes (31), Nóbrega (29), Valdemar (29), Sucena (27), Gualter (23), Rolando (22), Seninho (20), Eduardo Gomes (19), Chico Gordo (17), Rui (13), Salim (13), João (11), Lisboa (11), Ronaldo (11), Vaz (11), Acácio (8), Albano (8), Aníbal (8), Leopoldo (7), Hélder Ernesto (4), Ricardo (4), Eduardo (3), Antenor (1) e Cibrão (1).


CONJUNTO DE 15 ATLETAS DESSA ÉPOCA
(Foto do blogue memória azul)

















Na imagem, da esquerda para a direita, em cima: Vaz, Acácio, Rolando, Vieira Nunes, Valdemar, Pavão, Sucena e Aníbal; Em baixo, pela mesma ordem: Salim, Seninho, Chico Gordo, Ronaldo, Eduardo Gomes, Custódio Pinto e Nóbrega.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; Textos de António Simões do Jornal A Bola.

terça-feira, 16 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60

ÉPOCA 1968/69

Começava mais uma época e renovava-se a esperança pela conquista do ambicionado título, agora reforçada pela conquista, ainda fresca ma memória de toda a nação portista, da Taça de Portugal.

José Maria Pedroto partia para a sua terceira época como timoneiro da equipa que muito queria levar à glória.

Os problemas financeiros pareciam já debelados face à intervenção técnica de Afonso Pinto de Magalhães e o Clube mantinha a sua tendência de crescimento, atingindo por essa altura e pela primeira vez a marca de 30.000 associados.

Em termos de futebol, o plantel apresentava-se cada vez mais ambicioso e a luta pelo título deixara de ser uma miragem. Pedroto sabia motivar os seus jogadores e insuflar-lhes a dose de confiança para se sentiram à altura das responsabilidades.

O campeonato foi renhidamente discutido e quando a quatro jornadas do fim o FC Porto era o líder incontestado, ninguém já acreditava que o título pudesse fugir, apesar de ter de se deslocar ainda à Luz, na penúltima jornada. Porém, um conflito interno entre o treinador Pedroto e quatro jogadores (Custódio Pinto, Américo, Eduardo Gomes e Alberto), fizeram desmoronar todo o trabalho de uma época. Tudo teve origem na exigência de Pedroto, depois da derrota do FC Porto na Luz, por 3-0, para a Taça de Portugal, obrigar os futebolistas a permanecer em estágio até ao jogo seguinte. A desobediência desses quatro jogadores, que foram imediatamente suspensos, foi o rastilho para tudo o que depois se passou.

Os azuis e brancos ainda foram ao Barreiro, vencer a Cuf, por 0-1, onde já sentiram algumas dificuldades e se notou um clima algo pesado no seio da equipa. O descalabro veio a seguir. Em dois jogos consecutivos em casa, o FC Porto hipotecou de vez a possibilidade de conquistar o título, cedendo primeiro contra a Académica de Coimbra, com uma derrota por 0-1, e na semana seguinte empatando com o modesto União de Tomar, por 2-2, perdendo a liderança do campeonato.

As nuvens adensaram-se, os jogadores almoçaram com o Presidente, Pedroto foi dispensado e as suas funções entregues ao seu adjunto António Morais.

Restava uma última chance. Vencer na Luz para fazer a festa. Não aconteceu. A equipa acusava fragilidade anímica, não conseguira ficar insensível à catadupa de acontecimentos que lhe roubava a paz de espírito e os índices de concentração. O resultado final foi um empate sem golos que significou o adeus definitivo ao título. Em 26 jogos disputados a equipa portista venceu 15, empatou 7, perdeu 4, marcou 39 golos, sofreu 23 e acumulou 37 pontos, que lhe garantiram a segunda posição da tabela classificativa, a menos dois que o seu rival.

No ar ficou a exclamação habitual: «Vai ser para o ano!»

Nas outras provas os azuis e brancos foram eliminados prematuramente. Na Taça de Portugal soçobraram, após duas eliminatórias. Primeiro afastaram o Fafe, da III Divisão nacional, por 3-0, no Estádio das Antas, sendo eliminado na seguinte, no tal jogo dos 3-0, na Luz. 

Também na Taça das Taças, o percurso foi curto. A 1ª eliminatória foi discutida contra o Cardiff City, do País de Gales. Empate a duas bolas no Ninian Park, em Cardiff, com dois golos de Custódio Pinto e vitória nas Antas, por 2-1, com Américo em grande destaque a evitar, nos últimos segundos da partida, o prolongamento, ao defender uma grande penalidade apontada por Toschack (que mais tarde viria a ser treinador do Sporting). Na segunda eliminatória o FC Porto venceu por um magro 1-0, o Slovan de Bratislava, nas Antas, mas não resistiu ao maior poderio físico, dos então checoslovacos, baqueando por expressivos 4-0, fora de casa.

Para trás ficava mais uma época desperdiçada, desta vez, com tiros nos próprios pés.

A equipa técnica recorreu à prestação de 24 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente da sua utilização, nas três provas em que o FC Porto esteve presente: Bernardo da Velha (32), Djalma (32), Valdemar (32), Nóbrega (31), Custódio Pinto (28), Rolando (28), Atraca (27), Eduardo Gomes (25), Lisboa (25), Américo (24), Pavão (20), Vítor Gomes (18), Chico Gordo (15), Sucena (15), Acácio (8), Almeida (8), Malagueta (8), Rui (8), Alberto (3), Francisco Baptista (3), Leopoldo (3), Sousa (3), Jaime (2) e João (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA
(foto do blogue Memória Azul)
Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Vítor Hugo (enfermeiro), Rui, Bernardo da Velha, Rolando, Almeida, Valdemar e Atraca; Em baixo, pela mesma ordem: Pavão, Djalma, Eduardo Gomes, Custódio Pinto e Nóbrega.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e fascículos, de o Jornal A Bola.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60

ÉPOCA 1967/68

Ainda orientado por José Maria Pedroto, que acreditava  ser possível transformar o FC Porto num Clube campeão, os azuis e brancos começaram  bem a época com quatro vitórias seguidas no campeonato, ensombradas porém com a eliminação precoce na Taça das Cidades com Feira frente aos escoceses do Hibernian. Os dragões perderam em Edimburgo por 3-0, depois de uma desastrada exibição. Na segunda mão tentou tudo para desfazer a desvantagem, mas não foi feliz. Logo ao 6 minutos sofreu uma grande penalidade e a tarefa se já era difícil tornou-se quase impossível. Só na segunda parte o FC Porto conseguiu de algum modo acreditar que em futebol não existem impossíveis, entrando a todo o gás no sentido de fazer a remontada. A verdade é que estiveram muito perto de o conseguir. Vitória por 3-1, com golos de Custódio Pinto (54') e Valdir (55' e 68'), insuficiente para seguir em frente.

O ano de 1968 começou com portistas e benfiquistas emparelhados na luta pelo título, mas a pouco e pouco o FC Porto foi cedendo e à 17ª jornada estava já a cinco pontos da liderança, desfazendo mais uma vez o sonho de vencer o Campeonato. Acabaria na 3ª posição a 5 pontos do 1º e 1 do 2º, resultado de 26 jogos, 16 vitórias, 4 empates, 6 derrotas 60 golos marcados, 24 golos sofridos e 36 pontos.

Mas a época terminaria com a vitória na final da Taça de Portugal, conseguida dez anos depois do seu último triunfo.

















Na imagem, à esquerda, Custódio Pinto, capitão da equipa, recebe a Taça das mão do Chefe de Estado Américo Tomaz; Ao centro, Américo (guarda-redes) ergue a Taça e à direita, o treinador Pedroto com ar feliz.

Vale a pena recordar o percurso azul e branco até à final.

O sorteio designou o Beira-Mar, da II Divisão, como adversário da primeira eliminatória. Jogada a duas mãos, o FC Porto venceu nas Antas, por 2-1, com os dois golos marcados por Djalma. Em Aveiro, Pavão e Ricardo concretizaram na vitória por 2-0.

Seguiu-se o Varzim, da I Divisão. Djalma com 3 golos e Manuel António, dizimaram os varzinistas, na sua própria casa, por claros 0-4. Nas Antas nova goleada (5-1). Manuel António, com 3 golos, Pinto e Valdir foram os carrascos.

Nos oitavos-de-final a vítima foi o Covilhã, da II Divisão. Duas goleadas. A primeira, nas Antas (5-0), com golos de Lisboa e Valdir (4). Na Covilhã, dois golos de Djalma e outros tantos de Manuel António, coloriram o resultado (0-4).

As dificuldades começaram-se a adensar, com o sorteio a designar o Belenenses como adversário de respeito para os quartos-de-final. Nas Antas, apesar do resultado favorável de 3-1, o jogo não foi fácil. O Belenenses deu réplica e ao intervalo registava-se um empate (1-1). O jogo foi desbloqueado aos 47 minutos com um golo na própria baliza, de Serrano. Pavão, a 9 minutos do final selou o resultado final. O primeiro golo da partida pertenceu ao portista Nóbrega, aos 10 minutos.

No Restelo assistiu-se a mais um jogo muito equilibrado e muito táctico. Empate sem golos que qualificou o FC Porto.

Para as meias-finais o sorteio reservou o Benfica. Primeiro jogo na Luz muito equilibrado com empate a dois golos, com Djalma em evidência marcando os dois portistas. Nas Antas, o FC Porto despachou o Benfica com três golos sem resposta. Mais uma vez Djalma que apontou 2 golos, foi decisivo. Pavão foi o autor do terceiro.

Na final do Jamor, o FC Porto teve como adversário o Vitória de Setúbal, treinado por Fernando Vaz, que tinha eliminado o Sporting.

Ao contrário do que era habitual, os azuis e brancos viajaram para Lisboa de avião. Quem não viajou foi o defesa direito Sucena que tinha feito quase toda a época a titular, depois da grave lesão do internacional Festa. Surpreendentemente José Maria Pedroto deslocou para o seu lugar o ponta-de-lança Bernardo da Velha que pegou de estaca.















Na foto à esquerda, o capitão Custódio Pinto cumprimenta o capitão do Setúbal, sob o olhar atento do árbitro do encontro, Joaquim Campos, de Lisboa; à esquerda uma fase do jogo da final com o guarda-redes Américo a desfazer com os punhos uma tentativa sadina.

O FC Porto venceu por 2-1. Pedras abriu o activo, aos 5 minutos com o defesa central portista Valdemar a repor a igualdade, aos 15 minutos, na marcação de um livre directo que levava lume. Nóbrega aos 23 minutos deu vantagem ao FC Porto e selou o resultado final. Pavão foi a estrela da tarde rubricando uma soberba exibição.

EQUIPA QUE NO ESTÁDIO DO JAMOR VENCEU A TAÇA DE PORTUGAL





















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Bernardo da Velha, Atraca, Rolando, Pavão, Valdemar e Américo; Em baixo pela mesma ordem: Jaime, Djalma, Custódio Pinto, Eduardo Gomes e Nóbrega.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; Equipamentos com História, do Jornal A Bola.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60

ÉPOCA 1966/67

A travessia no deserto de títulos começava a incomodar cada vez mais, por isso, o presidente Cesário Bonito quis apostar em alguém, com coração e talento, capazes de colocar o FC Porto no rumo certo. José Maria Pedroto foi o eleito.

Do plantel tinha já saída a estrela brasileira Amaury, para o Santos do Brasil que deixou nos cofres portistas a importante verba de 2400 contos. Djalma, outro ponta-de-lança brasileiro que dera nas vistas, na temporada anterior em Guimarães, foi a solução encontrada para garantir os golos necessários a um bom desempenho.

Porém, Pedroto, apesar de todos os conhecimentos e competências, não conseguiu dar à equipa a força necessária para vencer contra tudo e contra todos. A época foi marcada por uma série de contrariedades, de arbitragens tendenciosas e pasme-se, até de algum infortúnio, como o episódio que originou a eliminação do FC Porto na 1ª eliminatória da Taça das Cidades com Feira, contado mais à frente.

A época começou com uma vitória clara (0-3) dos azuis e brancos, na Póvoa do Varzim, com dois golos de Djalma, a abrir o Campeonato Nacional. Depois de ter vencido o Sporting, por 1-0, nas Antas, nas três jornadas seguintes o FC Porto sofreu duas derrotas, fora de casa (Atlético e Braga) e um empate caseiro (Académica), que abalaram as aspirações da equipa e a confiança dos adeptos.

Entretanto a caricata eliminação na prova europeia tinha igualmente deixado as suas marcas. O FC Porto que vencera nas Antas, na 1ª mão, os franceses do Girondinos de Bordéus, por 2-1, foi derrotado pela mesma marca, em França, na 2ª mão. Após o prolongamento e como o resultado não se alterou, o árbitro teve de recorrer à última forma de desempate, então em uso nas provas da UEFA. O sorteio por moeda ao ar. O azar ditou a eliminação do FC Porto. No final, Pedroto queixou-se da arbitragem, que segundo ele, permitiu a excessiva dureza dos franceses, perdoando algumas expulsões e sobretudo duas grandes penalidades sobre Djalma. Para além disso, o lançamento da moeda ao ar foi feito por duas vezes, porque no primeiro lançamento a moeda ficou enterrada e inclinada no terreno, ficando mais visível a face escolhida pelo capitão portista. O árbitro considerou que por a moeda não ter assentado totalmente, o lançamento era inválido, pelo que no segundo a sorte sorriu aos franceses.

Passado este clima mais carregado, a equipa encontrou o equilíbrio e conseguiu fazer uma época, apesar de tudo, aceitável.

Terminou o Campeonato na 3ª posição, atrás do Benfica e da surpreendente Académica de Coimbra, com o registo de 26 jogos, 17 vitórias, 5 empates, 4 derrotas, 56 golos marcados, 22 golos sofridos e 39 pontos, menos 1 que o 2º, e menos 4 que o 1º.

Na Taça de Portugal, o FC Porto foi eliminado nas meias-finais da prova, pelo V. de Setúbal (derrota 3-0 no Bonfim e empate 4-4, nas Antas). Antes tinha eliminado o Sporting (1-1 em Alvalade e 1-0, nas Antas); a Cuf (3-2 nas Antas e 1-1 no Barreiro); o Belenenses (1-1, no Restelo e 1-0, nas Antas) e a Sanjoanense (3-1, nas Antas e 2-2, em S.João da Madeira).

Pedroto utilizou 26 jogadores, no total das três competições em que o Clube esteve envolvido Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça das Cidades com Feira, indicados por ordem decrescente de utilização, no conjunto das provas referidas: Custódio Pinto (37), Djalma (36), Rolando (32), Valdemar (31), Américo (30), Nóbrega (27), Almeida (26), Atraca (24), Pavão (22), Eduardo Gomes (21), Bernardo da Velha (18), Sucena (16), Manuel António (14), Ernesto (13), Carlos Manuel (11), Malagueta (11), Francisco Baptista (10), Rui (8), Carlos Baptista (7), Jaime (6), Vasconcelos (6), Festa (4), Sérgio (3), Silva (3), Alberto (1) e Rendeiro (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA




















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Rolando, Fernando, Almeida, Mário, Atraca e Américo; Em baixo pela mesma ordem: Eduardo Gomes, Djalma, Custódio Pinto, Manuel António e Malagueta

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

terça-feira, 9 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60

ÉPOCA 1965/66

Sob a presidência de Nascimento Cordeiro, o FC Porto encontrava-se mergulhado em profunda crise financeira, atenuada de algum modo com a ajuda de créditos concedidos pela Banca, com destaque para o Banco Pinto de Magalhães.

Cesário Bonito, o novo presidente não se intimidou e apostou na vertente desportiva reforçando a equipa com o avançado Manuel António, que veio da Académica, depois de ter marcado 21 golos na época anterior e, surpresa das surpresas, o avançado internacional brasileiro ex-Flamengo, de enorme classe, Amaury, contratado por cerca de 1960 contos!
















Manuel António (à esquerda) e Amaury (à direita)

O novo presidente parecia ter entrado com a corda toda. Queria certamente dar o pontapé no marasmo e na crise. Otto Glória que se limitara a dois segundos lugares no campeonato, foi dispensado e para o seu lugar, Cesário Bonito não fez por menos. Contratou o seleccionador nacional do Brasil, Flávio Costa!

Apesar da enorme ambição, os seus intentos não foram correspondidos. A equipa portista teve um início de campeonato irregular, perdendo 6 pontos nas primeiras seis jornadas, abalando a confiança da estrutura. Em Abril, curiosamente no período de maior fulgor, onde a equipa logrou cinco vitórias em seis jogos, Flávio Costa não resistiu e bateu com a porta, tendo então sido substituído pelo ex-jogador Virgílio Mendes.

Antes porém, a equipa azul e branca tinha conseguido eliminar os franceses do Stade Français, na 1ª eliminatória da Taça das Cidades com Feira, com os parciais de 0-0 no Parque dos Príncipes em  Paris e 1-0, nas Antas, com golo de Manuel António. Mas a eliminatória seguinte foi o descalabro. Goleada em Hannover por 5-0 que a vitória nas Antas, por 2-1, não conseguiu reverter.

Afastado da luta pelo título, restava-lhe a Taça de Portugal, onde já tinha eliminado o Varzim, a Sanjoanense da II Divisão e o Cova da Piedade, também da II Divisão.

O sorteio colocou o Sporting pela frente, nos quartos-de-final.  Foram necessários 3 jogos para encontrar o apurado. Os leões venceram o primeiro, em Alvalade, por 1-0, tendo o FC Porto replicado nas Antas com o mesmo resultado.

O jogo de desempate efectuou-se em campo neutro, o Estádio Municipal de Coimbra e aí o Sporting foi mais forte vencendo por 2-0.

Mais uma época para esquecer, sem títulos, depois de um terceiro lugar, resultantes de 26 jogos, 14 vitórias, 6 empates, 6 derrotas, 41 golos marcados, 25 sofridos e 34 pontos.

Em ano de Mundial, destaque para Américo, Festa e Custódio Pinto, que estiveram em Londres, no plantel de Portugal.

O plantel portista foi formado pelos seguintes atletas, indicados por ordem de utilização, no conjunto das três provas em que o Clube participou (Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça das Cidades com Feira): Jaime (36 jogos), Nóbrega (36), Custódio Pinto (35), Atraca (33), Festa (32), Valdemar (31), Almeida (30), Amaury (30), Américo (29), Manuel António (28), Rolando (15), Ernesto (14), Vasconcelos (13), Carlos Manuel (11), Pavão (11), Rui (9), Sucena (6), Paula (4), Gomes (3), Luís Pinto (3), Naftal (3), Valdir (3), Carlos Baptista (2) e Bernardo da Velha (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA
























Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Atraca, Pavão, Alípio, Festa, Almeida e Américo; Em baixo, pela mesma ordem: Jaime, Naftal, Manuel António, Custódio Pinto e Nóbrega.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Fascículos do Jornal «A Bola».

quinta-feira, 4 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60

ÉPOCA DE 1964/65

A época abriu com a disputa dos 32 avos-de-final da Taça de Portugal, com a deslocação do FC Porto ao Campo do Baluarte, em Peniche, para defrontar o clube local que militava na II Divisão Nacional. O resultado foi um empate (1-1), com o golo portista marcado por... Artur Jorge. Esse mesmo que viria a comandar o futebol portista na vitória épica de Viena, em 1987.

Na segunda mão, nas Antas o Peniche não resistiu e foi goleado por 4-0. Seguiu-se depois o confronto europeu, para a Taça dos Vencedores das Taças (o FC Porto foi o representante português nesta prova, como finalista vencido, face à dobradinha conquistada pelo Benfica), no Estádio das Antas frente aos franceses do Lyon. Tratava-se do 9º jogo para as competições europeias, onde o FC Porto não conseguira ainda qualquer vitória. O máximo que tinha conseguido foram dois empates, um em Outubro de 1962, em Zagreb, contra o Dínamo (0-0) e o outro, em Outubro de 1963, nas Antas, frente ao Atlético de Madrid (0-0) e em ambos os casos não evitaram a eliminação.

Pois ao 9º jogo, os azuis e brancos arrancaram a primeira vitória europeia! Três golos sem resposta! Américo, Festa, Almeida, Joaquim Jorge, Rolando, Paula, Jaime, Custódio Pinto, Valdir, Carlos Baptista e Nóbrega, foram os escolhidos por Otto Glória para esse jogo memorável. Custódio Pinto (37' e 72') e Carlos Baptista (61') foram os marcadores de serviço. Na semana seguinte, para a segunda mão, em Lyon, os portistas voltaram a vencer, desta vez por 0-1, com algumas alterações na equipa que alinhou com Américo, Festa, Almeida, Atraca, Rolando, Paula, Rico, Carlos Baptista, Valdir, Custódio Pinto e Nóbrega. O golo foi apontado por Valdir (89'), garantindo a passagem, pela 1ª vez, à segunda eliminatória.

Sobre este assunto, aconselho vivamente a visita a este link, do blogue Memória Portista, do Amigo Armando Pinto.

Ainda antes do Campeonato nacional começar, os azuis e brancos tiveram que discutir com o Benfica, os 16 avos-de-final da Taça de Portugal. Jogado em duas mãos, o FC Porto acabaria afastado da prova, depois da derrota por 4-1, na Luz, resultado que não conseguiu reverter nas Antas, onde não foi além de um empate (1-1).

No Campeonato Nacional os dragões começaram a ceder pontos atrás de pontos, com um início deplorável. Nas primeiras 9 jornadas já tinha desperdiçado 10 pontos, hipotecando logo à nascença qualquer possibilidade de chegar ao ambicionado título.

Entretanto para trás tinha ficado também a eliminação na Taça das Taças, numa eliminatória muito renhida, contra os alemães do Munique 1860 (derrota nas Antas por 0-1 e empate em Munique por 1-1).

Reduzidos ao Campeonato, os azuis e brancos começaram a engrenar e a recuperar na classificação, conseguindo nove vitórias em dez jogos. Mas no final, não mais que o segundo lugar resultante de 26 jogos, 17 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 47 golos marcados, 27 sofridos e 37 pontos, menos 6 que o campeão nacional, o clube do regime.

O treinador brasileiro Otto Glória teve ao seu dispor o seguinte plantel, por ordem de utilização no conjunto das três provas (CN,TP e TT): Nóbrega (34 jogos), Custódio Pinto (32), Rolando (31), Atraca (30), Festa (26), Paula (25), Valdir (20), Almeida (19), Américo (17), Rui (17), Miguel Arcanjo (16), Carlos Manuel (15), Carlos Baptista (14), Naftal (14), Joaquim Jorge (10), Artur Jorge (6), Vasconcelos (6), Daniel (3), Bernardo da Velha (2), Rico (2), Romeu (2), Silva (2), Domingos (1) e Sucena (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA  






















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Rui, Almeida, Festa, Atraca, Paula, Rolando e Américo; Em baixo, pela mesma ordem: Jaime, Carlos Manuel, Naftal, Custódio Pinto e Nóbrega

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Base de dados actualizado de Rui Anjos

terça-feira, 2 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60

ÉPOCA 1963/64

A transferência de Serafim para o Benfica fora a nota dominante do defeso. O atleta portista tornou-se no primeiro milionário do futebol português. Recebeu mil contos por um contrato de três anos, 50 contos de luvas e quatro mil escudos de ordenado.

Nos cofres portistas entrou a interessante verba de mil e quinhentos contos pela cedência do passe.

O técnico Janos Kalmar não resistiu muito tempo. Afastado de novo à primeira, na Taça das Cidades com Feira, pelo Atlético de Madrid (derrota 2-1, em Madrid e empate 0-0, nas Antas) e três pontos perdidos nas primeiras quatro jornadas do campeonato, foram as razões principais da sua dispensa, nos primeiros dias de Novembro de 1963.

Otto Glória, sonho antigo, foi o treinador eleito. Tido como disciplinador e obcecado pelo trabalho, desde logo se fizeram sentir os seus métodos. A equipa começou a produzir melhor futebol e melhores resultados, arrancando para o ano de 1964 a apenas dois pontos do Benfica.

Mas foi Sol de pouca dura. Durante o mês de Janeiro, depois de ter ido vencer a Alvalade, o FC Porto cedeu surpreendentemente no Barreiro, onde foi derrotado pela Cuf, a dois minutos do fim. Derrota que terá abalado a confiança da equipa dando origem a um empate em Olhão, colocando a equipa a cinco pontos do líder. No final lá teve de se contentar com mais um segundo lugar. 26 Jogos, 16 vitórias, 8 empates, 2 derrotas, 51 golos marcados, 20 sofridos (melhor defesa do campeonato) e 40 pontos, menos 6 que o Benfica.

Na Taça de Portugal o comportamento foi bastante positivo, pois o objectivo de chegar ao Jamor foi de novo conseguido.

Pelo caminho ficaram Lões de Santarém, da II Divisão, o Leixões, o V. Guimarães e a Cuf, todos da I Divisão. Nas meias-finais tocou-lhe o Lusitânia dos Açores que acabou por desistir da prova, tendo o FC Porto passado automaticamente à final, para defrontar o Benfica.

O FC Porto apresentou a seguinte equipa: Américo, Festa, Joaquim Jorge, Carlos Baptista, Paula, Jaime, Hernâni, Azumir, Pinto e Nóbrega.

Os golos portistas foram marcados por Pinto (2-1) e Carlos Baptista (4-2)

Final polémica com alguns casos, muito sururu e claro, vitória confortável (6-2) da equipa do regime.

Otto Glória indignado não foi parco nas palavras: "O árbitro anulou todo o esforço de uma região".

Do plantel faziam parte os seguintes atletas: Américo e Rui (guarda-redes); Festa, Joaquim Jorge, Miguel Arcanjo, Mesquita, Almeida, Atraca Vasconcelos, Paula, Custódio Pinto, Jaime, Hernâni, Azumir, Carlos Duarte, Nóbrega, Romeu, Valdir, Jorge Gomes, Rolando, Rico e Naftal

FOTO DE UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS NESSA ÉPOCA




















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Atraca, Custódio Pinto, Festa, Paula, Almeida e
Américo; Em baixo, pela mesma ordem: Carlos Duarte, Jaime, Valdir, Romeu e Nóbrega


OUTRA AINDA






















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Paula, Festa, Joaquim Jorge, Almeida, Rolando e Américo; Em baixo pela mesma ordem: Jaime, Hernâni, Azumir, Custódio Pinto e Nóbrega


Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Jornal A Bola

sábado, 29 de junho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60

ÉPOCA 1962/63

Janos Kalmar foi o técnico húngaro escolhido para renovar a equipa. Foram dispensados muitos atletas, com destaque para Monteiro da Costa, Teixeira, Barbosa, Noé e Morais.

Eliminado logo na primeira ronda da Taça das Cidades com Feira, pelo Dínamo de Zagreb que ganhou nas Antas por 2-1 e empatou na Jugoslávia a zero, o FC Porto, depois de vencer o Benfica na Luz, chegou a Dezembro em primeiro lugar, mas viria a ceder na parte final do campeonato tendo-se que contentar com a 2ª posição a uma distância 6 pontos do Benfica.

Na Taça de Portugal, o sonho terminou bem cedo, mais precisamente nos quartos-de-final, depois de ter eliminado sucessivamente o V.Setúbal, o Feirense e o Leixões. O carrasco foi o Belenenses, que empatou nas Antas (1-1) e venceu no Restelo (3-0).

O plantel de então era constituído pelos seguintes atletas:Américo, Rui, Festa, Mesquita, Miguel Arcanjo, Joaquim Jorge, Paula, Virgílio, Atraca, Carlos Baptista, Custódio Pinto, Serafim, Jaime, Hernâni, Azumir, Carlos Duarte, Jorge Gomes, Nóbrega e Perdigão.

FOTO DE UM CONJUNTO DE ATLETAS DESSA ÉPOCA






















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Américo, Virgílio, Ivan, Miguel Arcanjo, Festa, Joaquim Jorge, Paula e Rui; Em baixo, pela mesma ordem: Carlos Duarte, Azumir, Jaime, Custódio Pinto, Hernâni, Serafim e Perdigão.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e foto do blog Lôngara - Actividade Literária, do amigo Armando Pinto

sexta-feira, 28 de junho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60


ÉPOCA 1961/62

O FC Porto apostou no húngaro Gyorgy Orth, que já tinha treinado em Itália, França, Argentina, Colômbia e Peru, para assumir o comando técnico da equipa. Depois de um começo hesitante, a entrada do avançado brasileiro Azumir colocou a equipa na discussão do título até à última jornada, mas a derrota do FC Porto em Guimarães, no fecho do campeonato deitou tudo a perder.

Azumir foi o melhor marcador do campeonato, com 23 golos em 20 jogos e o FC Porto quedou-se pelo 2º lugar a 2 pontos do Sporting.

Na Taça de Portugal a equipa azul e branca caiu nos oitavos-de-final, frente ao Benfica, depois de ter deixado pelo caminho, Espinho e Beira-Mar.

Acresce o facto do treinador Gyorgy Orth, de 60 anos, ter falecido no dia 11 de Janeiro de 1962, tendo ainda orientado a equipa na 12ª jornada, jogada no Barreiro contra a Cuf. O seu lugar foi ocupado por Francisco Reboredo, um homem sempre pronto para acudir às necessidades.

Do plantel faziam parte os seguintes jogadores: Américo, Rui, Ivan, Paula, Serafim, Virgílio, Miguel Arcanjo, Custódio Pinto, Hernâni, Azumir, Jaime, Festa, Carlos Duarte, Mesquita, Perdigão, Barbosa, Noé, Teixeira, Juca, Monteiro da Costa e Morais.

FOTO DE UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA

















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Rui, Juca, Monteiro da Costa, Coimbra, Miguel Arcanjo, Ivan e Américo; Em baixo, pela mesma ordem: Carlos Duarte, Hernâni, Noé, Serafim e Perdigão.

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar. Foto do Azumir do blog Lôngara - Actividade Literária, do amigo Armando Pinto

quinta-feira, 27 de junho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO

Enquanto as competições não começam, decidi ir aos arquivos e fazer uma evocação de algumas equipas do FC Porto, que eu vi jogar ao vivo, as mais antigas, ainda no meu tempo de criança e que contribuíram para alicerçar a paixão que se tornou irreversível.

A morar perto do Estádio das Antas e com progenitores portistas, essa paixão não foi difícil de florescer. Sócio desde tenra idade, as visitas domingueiras ao estádio tornaram-se num ritual indispensável.

Aí assisti ao evoluir de um sem número de atletas, alguns de elevada capacidade técnica, que me fizeram gostar cada vez mais deste desporto rei, como do próprio Clube.

Embora me recorde vagamente de algumas equipas e jogadores dos finais da década de 50, entendi que seria mais pertinente começar pelas da década seguinte, altura em que a minha paixão estava já consolidada.

 ÉPOCA 1960/61

A época começou com novidades no comando técnico da equipa. O checoslovaco Fernando Daucik fora substituído pelo treinador brasileiro Otto Vieira. O plantel contava com 21 jogadores: Acúrsio, Américo, Vírgilio, Ivan, Miguel Arcanjo, Hernâni, Carlos Duarte, Noé, Teixeira, Monteiro da Costa, Paula, Morais, Serafim, Barbosa, Perdigão, Dicão, Jaime, Luís Roberto, Sarmento, Montaño e Perico.

O FC Porto começou bem o campeonato, mas no final quedou-se pelo terceiro lugar, a 13 pontos do líder. Em 26 jogos coleccionou 14 vitórias, 5 empates e 7 derrotas. Otto Vieira não resistiu à derrota nas Antas, frente à Académica, em 5 de Março de 1961, na 20ª jornada e foi substituído por Francisco Reboredo, até ao final da época.

Já na Taça de Portugal, o FC Porto conseguiu chegar à final, eliminando sucessivamente o Lusitano de Évora, o Boavista, a Cuf, o Sacavenense e o Sporting.

Tendo em conta que o outro finalista era o Leixões, clube da mesma Associação distrital, a FPF concedeu que o jogo da final se disputasse no Estádio das Antas, por acordo entre os clubes envolvidos.

Surpresa das surpresas, o Leixões venceu por 2-0 e arrebatou o troféu!

FOTO DE UMAS DAS POSSÍVEIS EQUIPAS DESSA ÉPOCA




















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Virgílio, Barbosa, Miguel Arcanjo, Luís Roberto, Monteiro da Costa e Acúrsio; Em baixo, pela mesma ordem: Carlos Duarte, Hernâni, Noé, Teixeira e Perdigão

Fontes: FC Porto - Fotobiografia, de Rui Guedes e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar