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segunda-feira, 6 de maio de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº3












MÁRIO JARDEL - Goleador Nº 3

Marcou 167 golos em 175 jogos disputados com a camisola do FC Porto, durante as quatro épocas que defendeu o emblema do Dragão (1996/97 a 1999/2000).

Foi um dos goleadores mais galardoados ao serviço deste Clube, conquistando o prémio de melhor marcador europeu (Bota de Ouro) em 1998/99, foi o segundo melhor marcador europeu (Bota de Prata) em 1996/97 e o terceiro melhor marcador europeu (Bota de Bronze) em 1999/2000. Nas quatro temporadas de Dragão ao peito, foi sempre o melhor marcador do Campeonato Nacional, arrecadando as 4 Bolas de Prata em disputa.






















Jardel era uma máquina goleadora, um animal de área, ali, entre os defesas adversários, estava no seu habitat natural, podia dar largas ao seu instinto predador e marcar golos. Golos, muitos golos, de todos os lados, de todas as maneiras, de todos os feitios (de cabeça,  com o pé direito, com o pé esquerdo, com a coxa,  com a canela, com o calcanhar, de «bicicleta» ou de «letra»). Nas alturas era imbatível. Parecia adivinhar a trajectória de cada bola ao milímetro.









Natural de Fortaleza, Brasil, começou a sua carreira desportiva no Ferroviário, um clube local, onde fez a sua formação. Depois de se tornar profissional, começou a dar nas vistas, tendo sido chamado para o Rio de Janeiro onde assinou pelo Vasco da Gama. Seguiu-se o Grémio de Porto Alegre, onde Jardel marcou 67 golos em 73 jogos, despertando definitivamente a cobiça dos principais emblemas europeus.

E que melhor montra este goleador poderia ter escolhido?  Obviamente o FC Porto, onde foi muito feliz, conseguindo os maiores êxitos desportivos da sua carreira, ao ponto de ficar conhecido por «Super-Mário».












Estreou-se oficialmente com a camisola do FC Porto em 25 de Agosto de 1996, no Estádio das Antas, frente ao Vitória de Setúbal, em jogo da 1ª jornada do campeonato nacional, cujo resultado final foi um empate a duas bolas com o brasileiro a apontar o primeiro golo portista, dando início à recuperação da desvantagem de dois golos que a partida registava nessa altura.

No Verão de 2000, Mário Jardel não resistiu às ofertas milionárias vindas de outras paragens e transferiu-se para a Turquia para defender as cores do Galatasaray, onde jogou apenas uma época, conservando a sua veia goleadora. Em 24 jogos marcou 22 golos.

Regressou a Portugal na época seguinte (2001/02) e o seu destino parecia ser o FC Porto. Chegou a ser visto no aeroporto exibindo o cachecol azul e branco, no que parecia ser uma transferência consumada. Octávio Machado, na altura responsável técnico do Clube, fez abortar a contratação e o atleta acabou por assinar pelo Sporting CP, de 2001 a 2003, onde foi campeão nacional, vencedor da Taça de Portugal e da Supertaça Cândido de Oliveira, em 2001/02. Nessa época marcou 42 golos em 30 jogos, vencendo pela segunda vez a Bota de Ouro, troféu que distingue o melhor marcador da Europa.

Depois de Alvalade descarrilou, perdeu-se, optou por caminhos nada recomendáveis e, do Céu ao inferno foi um ápice. Perdia-se assim prematuramente um dos atletas mais mortíferos do futebol mundial.

Palmarés ao serviço do FC Porto (8 títulos):
3 Campeonatos nacionais (1996/97, 1997/98 e 1998/99)
2 Taças de Portugal (1997/98 e 1999/2000)
3 Supertaças Cândido de Oliveira (1996/97, 1998/99 e 1999/2000)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar, ZeroZero.pt e Base de dados de Rui Anjos.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

INTERNACIONAIS PORTISTAS ESTRANGEIROS - PARTE XIII


Mário Jardel - Internacional E13: Vestiu a camisola da Selecção nacional do Brasil por 8 vezes, todas ao serviço do FC Porto, tendo apontado apenas 1 golo. Estreou-se em 31 de Agosto de 1996, num jogo amigável, em que o Brasil, treinado por Mário Zagallo, defrontou a Holanda, com um empate a dois golos como resultado final.

Natural de Fortaleza, Brasil, começou a sua vida desportiva no Ferroviário, um clube local, onde fez a sua formação. Depois de se tornar profissional, começou a dar nas vistas, tendo sido chamado para o Rio de Janeiro onde assinou pelo Vasco da Gama. Seguiu-se o Grémio de Porto Alegre, onde o treinador Luiz Felipe Scolari montou uma equipa à sua imagem. Jardel marcou 67 golos em 73 jogos e o canto da sereia do futebol europeu suou estridentemente chamando por Jardel.

A cidade do Porto foi a sua paragem seguinte, onde o Mário Jardel foi imensamente feliz e se tornou no «Super-Mário». Autor de muitos golos, de todos os lados, todas as maneiras, todos os feitios (de cabeça, com o pé direito, com o pé esquerdo, com a coxa, com o calcanhar, de «bicicleta» ou de «letra»). Nas alturas era imbatível. Parecia adivinhar a trajectória de cada bola ao milímetro. De tal modo os seu golos assombravam que serviu de inspiração para uma música escrita por Carlos Tê e cantada por Rui Veloso, «Voar como Jardel sobre os centrais».

Mário Jardel era, sem dúvida uma «máquina» goleadora, um animal de área, um matador. Entre os defesas adversários estava no seu habitat natural, podia dar largas ao seu instinto predador e marcar golos, muito golos.

No FC Porto Jardel conseguiu os maiores êxitos desportivos da sua carreira. Foi vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira nas temporadas de 1996/97, 1998/99 e 1999/2000; Tricampeão português em 1996/97, 1997/98 e 1998/99 e vencedor da Taça de Portugal em 1997/98 e 1999/2000. Foi quatro vezes o melhor marcador do Campeonato Nacional, fazendo 30 golos em 31 partidas, em 1996/97; 26 golos em 30 partidas, em 1997/98; 36 golos em 32 partidas, em 1998/99 e 38 golos em 32 partidas, em 1999/2000. Nas competições europeias marcou 19 golos em 24 partidas. Nas quatro temporadas de azul e branco fez 175 jogos e 168 golos. Foi Bota de Prata (2º melhor marcador europeu) em 1997, Bota de Ouro (melhor marcador europeu) em 1999 e Bota de Bronze (3º melhor marcador europeu) em 2000.

No Verão de 2000 Mário Jardel transferiu-se para o Galatasaray da Turquia, onde jogou apenas uma época. A veia goleadora manteve-se. Em 24 jogos marcou 22 golos.

Regressou a Portugal na época seguinte (2001/2002) e o seu destino parecia ser o FC Porto.  Chegou a ser visto no aeroporto exibindo o cachecol azul e branco, no que parecia tratar-se de uma transferência consumada. Octávio Machado, na altura o treinador dos Dragões, fez abortar a contratação e o atleta assinou pelo Sporting CP, de 2001 a 2003, onde foi campeão nacional, vencedor da Taça de Portugal e da Supertaça Cândido de Oliveira, em 2001/02. Nessa época marcou 42 golos em 30 jogos, vencendo pela segunda vez a Bota de Ouro.

Jardel cumpriu 6 épocas no futebol português e foi 5 vezes o melhor marcador, até que resolveu brincar com a vida. Cedeu aos vícios e a partir desse momento destruiu a carreira. O Mário nunca mais foi «Super». Saltou de clube em clube a um ritmo frenético. Não mais estabilizou.

Em 2011, após 21 anos de carreira, já tinha vestido a camisola de 21 clubes diferentes. Em alguns só vestiu a camisola no dia da apresentação. Jardel jogou na Europa, na América, na Ásia e até na longínqua Oceania. 

Hoje diz que quer ser treinador... em Portugal! Pode?...
(Continua)
Fontes: Arquivo da Selecção brasileira; Zero a Zero e Worldfootball.net