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quarta-feira, 18 de maio de 2016

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 150













CARLOS SECRETÁRIO - Goleador Nº 150

Apontou 10 golos em 309 participações com a camisola do FC Porto, durante as 10 temporadas ao seu serviço (1992/93 a 1995/96 e 1997/98 a 2003/04).

Carlos Alberto Oliveira Secretário, nasceu no dia 12 de Maio de 1970, em São João da Madeira.

Iniciou a sua carreira de futebolista nas escolas de formação do clube da sua terra natal, o A. D. Sanjoanense, onde esteve até  à temporada de 1984/85. Prosseguiu nas escolas do Sporting, como juvenil, fazendo apenas uma época (1985/86), integrando a equipa de júniores do FC Porto, onde concluiu a sua formação (1986/87 a 1987/88).

Secretário começou por ser médio-direito, mas a sua polivalência levou-o a ser utilizado, primeiro como extremo direito e mais tarde como defesa direito. Em rigor, evoluiu por toda a ala direita com determinação, raça, rapidez, pujança física e muita qualidade.

A sua ascensão à primeira equipa do FC Porto não foi fácil em função da qualidade da concorrência então existente. Por isso teve de sair, por empréstimo, para ganhar ritmo competitivo e experiência, tendo passado pelo Gil Vicente (1988/89), Penafiel (1989/90 a 1991/92), Famalicão (1991/92) e finalmente o Braga (1992/93).

Regressou às Antas na temporada de 1993/94, sob a orientação técnica do croata Tomislav Ivic.

























A sua estreia oficial na equipa principal aconteceu no dia 11 de Setembro de 1993, no Estádio das Antas, frente ao Famalicão, em jogo da 3ª jornada do campeonato nacional, com empate sem golos. Secretário saiu do banco aos 64 minutos para substituir Jorge Couto, na extrema direita, actuando como médio-ala.

Depois foi em crescendo até se tornar num jogador cobiçado pelos grandes emblemas internacionais. O Real Madrid apresentou argumentos fortes e Secretário não resistiu, mudando-se para a capital espanhola no Verão de 1996.

Transferência que acabou por ser uma desilusão já que o treinador merengue, Fábio Capello optou pelo seu compatriota Panucci, deixando Secretário sem espaço.

O regresso ao FC Porto foi a saída mais feliz para o atleta, que reencontrou a felicidade de poder fazer o que mais gostava. Fixou-se na equipa, continuou a crescer, contribuindo para as conquistas do Tetra e do Penta.























Manteve um nível bastante satisfatório durante as épocas seguintes, mas com a chegada de José Mourinho foi perdendo influência para o eleito Paulo Ferreira. Ainda assim apareceu algumas vezes a dar o seu contributo, impondo a sua experiência. A sua última aparição de azul e branco vestido, foi mesmo o último jogo do campeonato da temporada de 2003/04, frente ao Paços de Ferreira, com vitória portista, por 3-1.

16 títulos conquistados com o Dragão ao peito e 31 das 35 internacionalizações pela selecção principal de Portugal (pode recordar aqui), são a melhor ilustração daquilo que foi a sua brilhante carreira de futebolista.

















Carlos Secretário decidiu jogar mais uma temporada, antes de acabar a carreira, transferindo-se para o F. C. da Maia.

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 90) PARTE VI

Carlos Secretário - 85º internacional: Vestiu a camisola da Selecção nacional por 35 vezes (31 pelo FC Porto e 4 pelo Real Madrid). Fez a sua estreia pela Selecção portuguesa em 18 de Dezembro de 1994, em Lisboa, no Portugal- Liechtenstein, com goleada portuguesa por 8-0, em jogo de qualificação para o Campeonato da Europa.

Natural de S. João da Madeira, trocou o Sporting pelo FC Porto em finais da década de 80, ainda na categoria de júnior. Jogava então a médio-direito, fazendo da velocidade e do rigor táctico as suas melhores armas.

Como sénior do FC Porto, sentiu naturais dificuldades para se fixar no plantel, tendo sido emprestado sucessivamente ao Penafiel, Famalicão e Braga, até regressar e se impor finalmente, na época de 1993/94, sucedendo a Jaime Magalhães.

Em apenas três épocas venceu dois Campeonatos e jogou em bom nível a Liga dos Campeões, registando em Bremen, uma das mais espectaculares exibições da sua carreira, contribuindo com um dos cinco golos com que os Dragões cilindraram o Werder Bremen, uma das equipas alemãs e europeias mais fortes da altura.

Por necessidades tácticas e estratégicas, Secretário foi utilizado como defesa lateral-direito, lugar que assumiu com tanta naturalidade e determinação, que os seus desempenhos, confirmados no excelente Campeonato Europeu que executou, despertaram a cobiça de clubes estrangeiros.

O Real Madrid procurava um substituto para Chendo e o lateral portista foi o eleito. Porém, em Madrid não foi feliz. Jogou apenas 13 partidas na sua primeira época e na seguinte não chegou a alinhar na equipa principal, tendo regressado ao FC Porto, a meio da temporada. O Clube que o projectou recebia-o assim de braços abertos, numa prova de carinho, confiança nas suas qualidades e gratidão.

No FC Porto reencontrou a alegria de jogar e a sentir o sabor de novos triunfos, até experimentar um momento de rara infelicidade, em Alvalade, quando inadvertidamente assistiu Acosta para o segundo golo do Sporting, no jogo do título que os Dragões perderiam. As duas últimas épocas, de dragão ao peito, foram sobretudo marcadas pela importante transmissão aos mais novos, da famosa mística portista. 

Secretário coleccionou no FC Porto 6 Campeonatos nacionais (1994/95, 1995/96, 1997/98, 1998/99, 2002/03 e 2003/04), 5 Taças de Portugal (1993/94, 1997/98, 1999/00, 2000/01 e 2002/03), 4 Supertaças Cândido de Oliveira (1993, 1994, 1998 e 1999) e 1 Taça Uefa (2002/03)
(Continua)
Fontes: European Football.info; FC Porto - Figuras & Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias e International Matches 2000-2001