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segunda-feira, 1 de julho de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 10












MONTEIRO DA COSTA - Goleador nº 10

Apontou 96 golos nos 328 jogos disputados, durante as 13 épocas ao serviço do FC Porto.

António Henrique Monteiro da Costa nasceu no dia 20 de Agosto de 1929, em São Paio de Oleiros, no concelho de Santa Maria da Feira. Representou o Sp. Espinho e a Oliveirense, ingressando no FC Porto na temporada de 1949/50, completava então 21 anos de idade.

Atleta de boa compleição física e um «pulmão» extraordinário, percorria todos os cantos do relvado sempre com a mesma facilidade e disponibilidade. Era um jogador polivalente que ocupou quase todas as posições. Foi ponta-de-lança, interior, extremo, médio, defesa lateral e defesa central.






















Combativo, destemido e possante, Monteiro da Costa nunca virava a cara à luta, disputando cada lance com evidente determinação, virilidade, às vezes até a roçar a dureza, mas sempre sem maldade.

A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia  9 de Outubro de 1949, na 1ª Jornada do Campeonato Nacional, jogada no Campo da Constituição, frente ao Elvas, com vitória portista por 1-0, então sob a orientação técnica de Augusto Silva.

Ostentou a braçadeira de capitão de equipa durante alguns anos, tornando-se num dos mais carismáticos da história do Clube. Actuou nas equipas excepcionais que, nos anos 50, ganharam dois Campeonatos nacionais e 2 Taças de Portugal.

















Terminou a sua carreira de futebolista na temporada de 1961/62, onde só disputou 1 jogo. Foi precisamente no dia 15 de Outubro de 1961, no Campo de Santana, em Matosinhos, frente ao Leixões, em jogo da 3ª Jornada do Campeonato Nacional, que terminou empatado a zero.

Vestiu a camisola da Selecção nacional principal por 4 vezes, estreando-se em 23 de Novembro de 1952, num jogo de carácter particular, disputado no Estádio das Antas, frente à Áustria  com um empate por 1-1.

Jogador voluntarioso foi de uma entrega e dedicação inexcedíveis. Após a carreira de futebolista, nele perdurou a disponibilidade para ajudar o FC Porto. Em momentos difíceis da equipa aceitou comandá-la como treinador (em parte das épocas 1974/75 e 1975/76).

Monteiro da Costa foi um dos mais versáteis futebolistas azuis e brancos, de sempre, um exemplo de «amor à camisola», um coração portista e uma grande glória do Clube.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):
2 Campeonatos Nacionais (1955/56 e 1958/59)
2 Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e European National Football Teams Matches. 

segunda-feira, 21 de março de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 50) - I PARTE

De regresso a este tema para evocar os internacionais portistas, agora da década de 50.

Antes porém, deixo-vos o resumo das décadas anteriores, nos mapas que se seguem:
Posto isto, debrucemos-nos então na análise da década de cinquenta, período em que mais onze jogadores portistas se estrearam na Selecção nacional.

Ângelo Carvalho - 22º internacional: Defesa-esquerdo temperamental, de grande entrega ao jogo e especial eficácia. Representou a equipa das quinas por 15 vezes, tendo-se estreado em Abril de 1950, num Portugal-Espanha, jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo. Foi duas vezes capitão da Selecção.
Monteiro da Costa - 23º internacional: Quatro vezes internacional, estreou-se frente à Áustria, num amigável disputado no Porto.

Um dos chamados «pau para toda a obra», pela sua polivalência, ocupou todas as posições excepto a de guarda-redes. Alinhou frequentemente como defesa-central, evidenciando grande segurança e excepcional qualidade. Outras posições onde era igualmente forte e tinha alto rendimento eram as de médio ofensivo e avançado. Concretizava inúmeros tentos nas balizas adversárias e nos treze anos em que serviu o FC Porto (1949 a 1962), só no campeonato fez 72 golos em 270 jogos.

O seu nome figura na lista dos «capitães» mais carismáticos da história do FC Porto. Foi de uma entrega e dedicação inexcedíveis, nada regateando ao Clube do seu coração.

Após a carreira de futebolista, nele perdurou a disponibilidade para ajudar o FC Porto. Em momentos difíceis da equipa aceitou comandá-la, como treinador (em parte das épocas de 1974/75 e 1975/76).

Monteiro da Costa, um dos mais versáteis futebolistas azuis e brancos de sempre, um exemplo de «amor à camisola», um coração portista, uma grande glória do Clube!

Venceu dois campeonatos Nacionais e duas Taças de Portugal
Hernâni - 24º internacional: Vestiu a camisola da Selecção principal de Portugal por 27 vezes, envergando a braçadeira de capitão à 23ª internacionalização. Colocou a bola nas redes adversárias por cinco vezes.

Foi um dos mais fantásticos jogadores do FC Porto, Clube que serviu durante 15 anos, entre 1950 e 1964. Marcou uma época, atravessou gerações e construiu uma lenda. Não se limitava a ser virtuoso na arte de bem tratar a bola. Demonstrava uma invulgar cultura técnica e extraordinárias qualidades desportivas, para além de uma personalidade muito forte, da qual não abdicava e que o levava, por vezes, a situações como quando teve um sério desentendimento com Yustrich.

Hernâni marcou mais de uma centena de golos. Polivalente, jogava preferencialmente a interior, extremo ou no centro do terreno, de acordo com as necessidades da equipa. Ambidextro e senhor de uma inteligência de jogo invulgar, que lhe permitia uma destreza e uma variedade de soluções na execução do gesto técnico e na criação de jogadas que não estavam ao alcance de mais nenhum futebolista do seu tempo

Sagrou-se Campeão Nacional em 1955/56 e em 1958/59. Ganhou duas Taças de Portugal em 1955/56 e 1957/58.
(Continua)
Fontes: European Footeball; História oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa; FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias.