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sexta-feira, 15 de junho de 2012

RESUMO HISTÓRICO DOS CAMPEONATOS DA EUROPA - PARTE VI (ÚLTIMA)

Este resumo não ficaria completo sem os quadros dos títulos e dos melhores marcadores. 

No primeiro, o grande destaque vai para os três títulos da Alemanha e para os seus perseguidores, França e Espanha, com dois títulos e com possibilidades de, um dos dois, igualar os germânicos.

Desta lista de campeões, todos os países se encontram em prova (U.Soviética e Checoslováquia, com designações diferentes, depois de transformações políticas).

No quadro dos melhores marcadores, convém lembrar que o figurino da prova sofreu  várias alterações, pelo que o número de jogos começou por ser inferior aos actuais 6, em vigor   desde 1996.
Em todo o caso o destaque vai para os 9 golos de Platini, em 5 jogos, contra os 4 golos dos alemães Gerd e Dieter Muller, em apenas 2 jogos/cada.

De notar a ausência de avançados portugueses, nesta lista, apesar de Portugal ter chegado à final do Euro/2004, disputado em casa.

sábado, 9 de junho de 2012

RESUMO HISTÓRICO DOS CAMPEONATOS DA EUROPA - PARTE V

Decididamente na moda, a UEFA entregou a organização da fase final a dois países, a Polónia e a Ucrânia, dispensados da fase de apuramento e com lugar cativo assegurado, na fase final.

Inscreveram-se 51 selecções que foram distribuídas por 9 grupos (6 com 6 equipas e 3 com 5 equipas), apurando-se directamente os primeiros classificados de cada grupo mais o melhor segundo classificado de todos os grupos. Os restantes segundos classificados tiveram de se sujeitar ao Play-off, para se apurar mais 4 equipas.

Portugal foi colocado no Grupo H, com a companhia de Dinamarca, Noruega, Islândia e Chipre.

O clima que se vivia então no seio da Selecção nacional era de cortar à faca. A fase final do Campeonato do Mundo, na África do Sul, tinha provocado um mal estar geral que teve como consequência a renúncia de Deco, Paulo Ferreira e Simão Sabrosa e mais tarde o afastamento e a polémica e inusitada rescisão do contrato do seleccionador nacional Carlos Queirós.

Agostinho Oliveira dirigiu os dois primeiros jogos em que a equipa respondeu muito mal ao que dela se esperava. Empate em Guimarães com o Chipre (4-4) e derrota na Noruega (1-0).

Paulo Bento foi o eleito para substituir Carlos Queirós e a equipa reencontrou o melhor espírito, unindo-se no sentido de alcançar o apuramento, numa luta até ao último jogo, pela liderança do grupo.

Entrou então numa dinâmica de vitórias (5 consecutivas) só interrompida no jogo decisivo, frente à Dinamarca, que os portugueses não foram capazes de superar.

A equipa portuguesa concluiu a fase de grupos com o registo de 8 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 21 golos marcados e 12 sofridos, somando 16 pontos, menos 3 que a Dinamarca, vencedora do Grupo.

Falhada a qualificação directa, quer por via da liderança do grupo, quer pela possibilidade do melhor dos segundos classificados, a Portugal só restou uma terceira possibilidade. Ultrapassar no Play-off (destinado aos restantes segundos classificados) a Bósnia -Hezgorvina. Tarefa que os portugueses resolveram com relativa facilidade (0-0 fora e 6-2, em casa).

Foram 4 os jogadores portistas utilizados nesta fase, com destaque para João Moutinho que só falhou 1 jogo. O guarda-redes Beto também esteve seleccionado várias vezes mas nunca chegou a ser utilizado.
Gdansk, Poznan, Varsóvia e Wroclaw, na Polónia, Donetsk, Kharkiv, Kiev e Lviv, na Ucrânia, são as cidades que vão receber o certame.

Os grupos foram sorteados, em cerimónia apropriada, em Dezembro do ano passado:
Portugal, no Grupo B, é a equipa com menos credenciais. Todos os outros já venceram esta competição, pelo que são mais favoritos. Não será pois de estranhar se a nossa equipa não passar desta fase, apesar de todo o folclore e fanfarronice dos habituais «alienados» da Comunicação Social.

Paulo Bento destacou 23 jogadores para esta operação.
FC PORTO (Portugal): Rolando (D), João Moutinho (M) e Silvestre Varela (A)
SC Braga (Portugal): Miguel Lopes (D), Custódio (M) e Hugo Viana (M)
Sporting CP (Portugal): Rui Patrício (GR) e João Pereira (D)
SL Benfica (Portugal): Eduardo (GR) e Nélson Oliveira (A)
Real Madrid (Espanha): Pepe (D), Fábio Coentrão (D) e Cristiano Ronaldo (A)
Saragoça (Espanha): Rúben Micael (M) e Hélder Postiga (A)
Valência (Espanha): Ricardo Costa (D)
Génova (Itália): Miguel Veloso (M)
Manchester United (Inglaterra): Nani (A)
Chelsea (Inglaterra): Raul Meireles (M)
Cluj (Roménia): Beto (GR)
Besiktas (Turquia): Hugo Almeida (A) e Ricardo Quaresma (A)
Zenit (Rússia): Bruno Alves (D)

Legenda: GR-guarda-redes; D-defesa; M-médio; A-avançado

A Selecção nacional vai abrir este Euro/2012, com uma prova de fogo às suas reais capacidades. O Adversário não podia ser mais complicado. Trata-se da poderosíssima Alemanha, recheada de estrelas resplandecentes.


Antevêem-se por isso inúmeras dificuldades que só poderão ser superadas por uma equipa muito concentrada, corajosa e ambiciosa, bem diferente do que os jogadores portugueses demonstraram nos dois últimos jogos de preparação.


A responsabilidade portuguesa é desenvolver bom futebol e dignificar a bandeira e o hino nacional. Perder será a normalidade, mas o contrário até nem seria inédito. 


EQUIPA PROVÁVEL
Competição: EURO/2012 -Fase final - 1ª Jornada Grupo B
Palco do jogo: Arena Lviv - Lviv - Ucrânia
Data e Hora (Portugal): 9 de Junho de 2012, às 19:45 h
Árbitro: Stéphane Laurent - França
Transmissão: RTP 1

sexta-feira, 8 de junho de 2012

RESUMO HISTÓRICO DOS CAMPEONATOS DA EUROPA - PARTE IV

Acompanhando o fenómeno da multiplicação dos países de Leste, a UEFA entendeu por bem aumentar o número de participantes, quer na fase de apuramento como na fase final. Assim, na primeira fase foram aceites 47 selecções que se distribuíram por 7 grupos com 6 equipas e mais um com 5, sendo apurados os  primeiros de cada grupo, mais os 6 melhores dos segundos classificados. Aos dois piores segundos classificados ficou reservado uma eliminatória de apuramento, chamada Play-off, para determinar a 15ª selecção a passar à fase seguinte, onde já se encontrava a Inglaterra, país escolhido para a sua organização. Abriam-se assim o dobro das possibilidades de qualificação para a fase final que passava então a contar com 16 selecções.

Portugal ficou colocado no Grupo 6, na companhia de Rep. da Irlanda, Irlanda do Norte, Áustria, Letónia e Liechtenstein. Grupo bastante acessível que os portugueses, treinados por António Oliveira, dominaram sem dificuldades. Terminaram na 1ª posição com 10 jogos, 7 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 29 golos marcados, 7 golos sofridos, somando 23 pontos, mais 6 que Rep. da Irlanda.

A participação portista, nesta fase foi rica em quantidade e qualidade. Oito foram os atletas envolvidos:
Londres, Manchester, Liverpool, Birmingham, Leeds, Sheffield, Newcastle e Nottingham engalanaram-se para receber as 16 equipas apuradas.

As selecções foram sorteadas para comporem 4 grupos de 4, com o apuramento das duas primeiras de cada grupo.

Portugal foi colocado no Grupo D, com Croácia, Dinamarca e Turquia. A vitória no seu grupo foi efectiva terminando com 3 jogos, 2 vitórias, 1 empate, 5 golos marcados e apenas 1 sofrido, somando 7 pontos, mais 1 que a Croácia.

Seguiu-se a fase eliminatória em apenas 1 jogo. Eram os quartos-de-final. A Portugal, 1º do seu grupo, tocou-lhe jogar com o 2º classificado do grupo C, a Rep. Checa. O jogo realizado em Birmingham, teve emoção, bom futebol e muito equilibrío. Os portugueses acabaram afastados ingloriamente por um «chapéu» de Poborsky.

Nesta fase apenas foram utilizados 5 jogadores portistas, com destaque para Baía que foi totalista:
Os checos acabariam por chegar à final, depois de eliminarem a França, mas não resistiram ao melhor futebol da Alemanha, perdendo por 2-1.


Foi a primeira vez que a UEFA atribuiu a organização conjunta da fase final a dois países, a Bélgica e a Holanda, que assim ficaram com os seus lugares garantidos na fase final.

Houve portanto necessidade de alterar os critérios de apuramento. As 49 selecções participantes foram distribuídas por 9 grupos (5 de 5 equipas + 4 de 6 equipas). Classificavam-se automaticamente os primeiros classificados de cada grupo mais o primeiro melhor dos segundos classificados. Os restantes 8 segundos classificados ficariam envolvidos no «Play-off», jogado a duas mãos, para apurar 4 selecções.

Portugal, treinado por Humberto Coelho, ficou no Grupo 7, juntamente com a Roménia, Eslováquia, Hungria, Azerbeijão e Liechtenstein. Um grupo teoricamente fácil que parecia dar todas as garantias de êxito. Porém a realidade mostrou-se diferente com Portugal a terminar em 2º lugar, com o registo de 10 jogos, 7 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 32 golos marcados e 4 sofridos, 23 pontos, menos 1 que a Roménia. Valeu a Portugal o facto de ter sido o melhor 2º lugar ficando apurado automaticamente.

Estiveram envolvidos nesta fase 5 jogadores portistas:
Liége, Charleroi, Bruxelas e Bruge, na Bélgica, Roterdão, Amesterdão, Eindhoven e Arnhem, na Holanda foram as cidades escolhidas para receberem o evento.

O figurino desta fase manteve-se inalterável, em relação à edição anterior, com a formação inicial de 4 grupos de 4 equipas. 

Portugal foi colocado no Grupo A, com a Roménia, Inglaterra e Alemanha. Um grupo bastante forte, a apresentar muitas dificuldades que os portugueses souberam superar com categoria e competência.

Nos quartos-de-final os portugueses foram superiores à Turquia, infligindo-lhes uma derrota por 2-0 e seguiram para as meias-finais para defrontar a «besta-negra», a França. O jogo foi para prolongamento e a 3 minutos do final Abel Xavier meteu a mão na bola, dentro da área, traçando o destino e o «fado» português.

Foram 4 os atletas portistas utilizados nesta fase final, com destaque para Jorge Costa que foi totalista:
Na final encontraram-se a França e a Itália, com vitória francesa, por 2-1, após prolongamento.


Foi o nosso EURO e aquele onde Portugal esteve mais perto do que nunca de vencer um grande certame internacional. A UEFA confiou ao nosso país a organização do evento, razão pela qual a selecção ficou dispensada de discutir a qualificação.

A fase de apuramento teve um número recorde de presenças. 50 foram as selecções inscritas, que foram distribuídas por 10 grupos de 5, apurando-se directamente os primeiros classificados, mais 5 dos segundos classificados, depois de um play-off, a duas mãos. 

Sob o comando do brasileiro Luiz Felipe Scolari, Portugal limitou-se a fazer alguns jogos de preparação para a fase final.

Foram 10 as cidades escolhidas, equipadas com 10 novos estádios, para receberem o evento: Braga (Estádio AXA), Guimarães (Estádio D. Afonso Henriques), Porto (Estádio do Dragão e do Bessa), Aveiro (estádio Municipal), Coimbra (Estádio Cidade de Coimbra), Leiria (Estádio Municipal), Lisboa (Estádio da Luz e de Alvalade) e Faro/Loulé (Estádio Municipal).

Estiveram envolvidos nesta campanha 6 jogadores portistas:
Portugal foi integrado no Grupo A, com Grécia, Espanha e Rússia, somando nos 3 jogos disputados, 2 vitórias, 1 derrota, 4 golos marcados e 2 sofridos, 6 pontos contra 4 da Grécia que foi 2º classificado.

Nos quartos-de-final, Portugal eliminou a Inglaterra, num jogo sofrido que foi para o desempate por grandes penalidades. H. Postiga foi o protagonista nessa fase ao marcar o penalty à Panenka. Nos quartos-de-final a vítima foi a Holanda, que saiu derrotada por 2-1. Na final, essa derrota desoladora frente à Grécia, por 1-0.


Mais uma organização conjunta, agora da Suíça e da Áustria que assim ficaram isentas da fase de apuramento.

As 50 selecções inscritas foram desta vez distribuídas por 6 grupos de 7 equipas mais 1 de 8 equipas, qualificando-se automaticamente os dois primeiros classificados de cada um dos grupos.

Portugal, ainda orientado pelo «sargentão», ficou colocado no Grupo A, com a Polónia, Sérvia, Finlândia, Bélgica, Cazaquistão, Arménia e Azerbaijão. Um grupo teoricamente favorável às pretensões portuguesas mas que se tornou mais complicado do que se podia supor. O apuramento foi conseguido, graças ao 2º lugar, com 3 pontos de vantagem sobre a Sérvia que foi 3º. Portugal somou 14 jogos, 7 vitórias, 6 empates, 1 derrota, marcou 24 golos e sofreu 10, acabando com 27 pontos, menos 1 que a Polónia.

Foram 6 os jogadores portistas utilizados nesta fase:
Basileia, Berna, Genebra e Zurique, na Suíça, Viena, Klagenfurt, Salzburgo e Insbruque, na Áustria foram as cidades palco do evento.

Como nas últimas edições, as selecções apuradas bem como as dos países organizadores foram colocadas em quatro grupos.

Portugal ficou no Grupo A com a Turquia, Rep. Checa e Suíça. Apuraram-se as duas primeiras de cada grupo, tendo a equipa portuguesa sido a primeira do seu grupo, com 3 jogos, 2 vitórias, 1 derrota, 5 golos marcados e 3 sofridos, somando 6 pontos, os mesmos que a Turquia, beneficiando no entanto do facto de ter vencido o jogo entre ambos.

O sonho lusitano esfumou-se nos quartos-de-final da prova ao sair derrotado no confronto com a Alemanha, por 3-2.

Nesta fase apenas 5 jogadores portistas foram utilizados:
No Estádio Ernst Happel, na Áustria, Alemanha e Espanha discutiram o título de Campeão da Europa. Nuestros hermanos levaram a melhor ao vencerem por 1-0.

(Continua)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

RESUMO HISTÓRICO DOS CAMPEONATOS DA EUROPA - PARTE III

Houve novidades profundas no formato desta competição. Pela primeira vez a fase final passou a ser disputada por oito selecções que foram divididas em dois grupos, com o primeiro classificado de cada um deles a qualificar-se directamente para a final.

Também pela primeira vez a organização da prova foi escolhida e entregue muito antes do arranque da fase de qualificação. A Itália foi o país eleito pela UEFA, ficando isenta de participar na primeira fase e com lugar cativo na fase final.

A fase de qualificação, embora mantendo a participação inicial de 32 selecções, foram desta vez distribuídas por sete grupos (4 com quatro países e 3 com 5), para garantir a presença do país organizador.

O sorteio colocou a equipa portuguesa no Grupo 2, com a Bélgica, Áustria, Escócia e Noruega. Um grupo aparentemente acessível, mas que na prática se tornou impossível de contornar. Mário Wilson foi o homem do leme. Começou bem, com um empate e três vitórias, mas na última fase da qualificação, frente aos principais candidatos consentiu três derrotas que aniquilaram quaisquer hipóteses de êxito. Nos 8 jogos disputados, Portugal conseguiu 4 vitórias, 1 empate e três derrotas, marcou 10 golos e sofreu 11, somando apenas 9 pontos, que o colocou na 3ª posição a 3 da Bélgica que foi o 1º.

Foram 10 os atletas do FC Porto envolvidos neste certame, com destaque para Fernando Gomes que esteve nos jogos todos, com 2 golos da sua autoria:
Roma, Nápoles, Milão e Turim foram os palcos privilegiados para receberam as selecções apuradas, Inglaterra, Bélgica, Espanha, Holanda, Checoslováquia, Grécia, Alemanha Ocidental e a Itália, país organizador. 

Dispostos em dois grupos de 4, Alemanha e Bélgica foram os mais fortes marcando presença no Estádio Olímpico de Roma. Os Alemães venceram por 2-1 e passaram a contar com 2 triunfos nesta prova.

A medalha de bronze foi discutida entre os 2ºs classificados de cada grupo, Checoslováquia e Itália, com vitória checa, no desempate por grandes penalidades.

O figurino da prova manteve-se em relação ao anterior, no que diz respeito à fase de qualificação e à escolha de um país organizador, conhecido com antecedência e beneficiando de isenção. A fase final conheceu uma ligeira alteração.

A França foi a eleita para organizar a fase final.

Portugal voltou a ser colocado no Grupo 2, agora com a companhia da União Soviética, Polónia e Finlândia. O brasileiro Otto Glória foi o seleccionador escolhido para mais esta missão. Não durou até ao fim! Portugal começou por ganhar na Finlândia (2-0) e em Lisboa, frente à Polónia (2-1). Depois veio o descalabro, derrota de 5-0 na União Soviética, o tal do episódio da fruta de que Bento, guarda-redes da selecção e do Benfica, se queixou! (foi aqui que começou o síndrome da fruta que ainda hoje afecta os lampiões). O seleccionador não resistiu e foi substituído por uma comissão técnica formada por Fernando Cabrita, José Augusto, António Morais e Toni. E resultou. A partir daí foram só vitórias, com o 1º lugar do grupo garantido e o consequente apuramento inédito para a fase final. Foram 6 jogos, 5 vitórias, 1 derrota, 11 golos marcados e 6 sofridos, somando 10 pontos contra 9 da União Soviética.

Estiveram envolvidos na fase de qualificação oito jogadores do FC Porto. Fernando Gomes, mais uma vez, esteve em todos os jogos apontando apenas 1 golo.
Para a fase final qualificaram-se, para além de Portugal, Espanha, Alemanha, Roménia, que ficaram no grupo 2 e Dinamarca, Bélgica e Jugoslávia, a que se juntou a França, no grupo 1.

A nuance desta fase é que passaram a qualificar-se os dois primeiros de cada grupo, para as meias-finais, num só jogo (o 1º do Grupo 1 contra o segundo do Grupo 2 e o 2º do Grupo 1 contra o 1º do Grupo 2).

Paris, Nantes, Marselha, Saint-Étienne, Lyon, Lens e Estrasburgo foram as cidades escolhidas para receberem o evento.

Portugal, com dois empates (0-0 Alemanha e 1-1 Espanha) e uma vitória (1-0 Roménia) apurou-se surpreendentemente para as meias-finais.

A França foi o nosso opositor, num jogo vibrante, de grande frenesim e com um final dramático para Portugal, que nos últimos minutos do prolongamento viu o resultado favorável de 2-1, transformar-se numa derrota por 3-2! O sonho da final esteve tão perto... mas esfumou-se.

Foram 7 os portistas que jogaram na fase final:
A França viria a ser a campeã europeia ao bater na final a Espanha por 2-0 e não houve jogo de atribuição de 3º e 4º lugares.


Com o figurino completamente inalterado, a organização da fase final foi entregue pela UEFA à Alemanha Ocidental que assim ficou dispensada de participar na fase de qualificação.

Portugal foi colocado no Grupo 2 com a companhia de Itália, Suécia, Suíça e Malta. Dois  adversários de respeito que colocavam em causa as perspectivas de apuramento, já gravemente afectadas pelos arrasadores efeitos de Saltillo.  Juca fora chamado para colar os «cacos» e não podia contar com o concurso dos jogadores mais cotados, alguns castigados e outros indisponíveis. Foi pois uma Selecção de recurso que arrancou a fase de qualificação e só em Setembro de 1987 alguma justiça foi feita e atletas houve que reconsideraram. Tarde demais. Portugal não foi além do 3º lugar, com 8 jogos, 2 vitórias, 4 empates e 2 derrotas, 6 golos marcados e 8 sofridos, somando 8 pontos, menos 5 que a Itália, vencedora do grupo.


Estiveram envolvidos 10 atletas do FC Porto
Munique, Gelsenkirchen, Hamburgo, Frankfurt, Dusseldorf, Hannover, Stuttgart e Colónia foram as cidades que receberam os jogos da fase final, mais uma vez com as Selecções apuradas divididas em dois grupos, dos quais se apurariam os dois primeiros, nos mesmos moldes da edição anterior.


Alemanha Ocidental, Itália, Espanha e Dinamarca, concluíram por esta ordem, o Grupo 1 e União Soviética, Holanda, Rep. da Irlanda e Inglaterra, o Grupo 2.


A grande final deu o Holanda-União Soviética, com a consagração a sorrir aos holandeses.
A UEFA manteve a estrutura da prova escolhendo a Suécia para ser o país anfitrião da fase final.


Artur Jorge era o seleccionador nacional, à data do arranque da fase de qualificação, em que Portugal depositava grandes esperanças, dado que no seu grupo estavam Holanda, Grécia, Finlândia e Malta. A realidade porém voltou a ser penosa. Artur Jorge, a meio do percurso assinou pelo Paris Saint Germain e deixou a Selecção nacional entregue a Carlos Queirós que também não foi capaz de modificar o destino.


Portugal acabaria no 2º lugar do grupo, com 8 jogos, 5 vitórias, 1 empate e duas derrotas, 11 golos marcados e 4 sofridos, somando 11 pontos, menos 2 que a Holanda.


Foram 7 os jogadores portistas envolvidos:
As cidades anfitriãs da fase final foram Gotemburgo, Solna, Malmo e Norrkoping.


Em consequência do conflito, a Jugoslávia foi impedida de participar na fase final, sendo substituída, à última hora pela Dinamarca que quando recebeu o convite se encontrava completamente desmobilizada. Os seus jogadores tiveram de interromper o seu período de férias.


Suécia, Dinamarca, França e Inglaterra, integrados no Grupo 1, terminaram classificados na ordem enumerada, passando as primeiras duas às meias-finais e Holanda, Alemanha, Escócia e CEI (ex-União Soviética), no grupo 2 , da mesma forma.


à final chegaram a Dinamarca e a Alemanha com a surpreendente vitória dinamarquesa por 2-0. Ainda dizem que não há milagres!


(Continua)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

RESUMO HISTÓRICO DOS CAMPEONATOS DA EUROPA - PARTE II

O EURO/1964 despertou muito mais interesse que o anterior. Desta vez foram 29 os países que se inscreveram, continuando a ficar de fora a Alemanha Ocidental.

A fase de qualificação contou com uma pré-eliminatória, com mais uma interferência política. A Grécia desistiu do seu jogo com a Albânia, país com quem não tinha relações. Depois de vencidos os seus adversários, as quatro selecções apuradas para a fase final foram a Espanha,  a Dinamarca, a Hungria e a União Soviética.

Entretanto Portugal, de quem se esperava uma grande prestação, em função dos êxitos europeus do Benfica, acabou afastado na pré-eliminatória às mãos da Bulgária. à derrota por 3-1, em Sófia, os portugueses responderam com igual resultado em Lisboa, forçando o jogo de desempate que se realizou em Roma.  Aí, a selecção do Benfica, perdão, de Portugal foi batida por 1-0 e afastada, à primeira, da prova.

Nestes 3 jogos estiveram envolvidos quatro atletas do FC Porto. Hernâni jogou em Sófia e em Lisboa, Serafim jogou em Sófia e Roma, Festa e Paula jogaram em Roma:
A fase final teve lugar em Espanha, nas cidades de Madrid e Barcelona. O jogo de atribuição do título foi disputado entre a Espanha e a União Soviética, com vitória espanhola por 2-1. A Hungria foi medalha de bronze ao vencer a Dinamarca, por 3-1, após prolongamento.

Desta vez com a presença de todas as maiores potências do futebol europeu, a qualificação foi disputada pela primeira vez com uma fase de 8 grupos de 4 selecções/cada, de onde sairiam as 8 formações que disputariam os quartos-de-final em eliminatória a duas mãos.

Portugal ficou no Grupo 2, com a Bulgária, Suécia e Noruega, classificando-se na 2ª posição, com 6 jogos, 2 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 6 golos marcados, 6 sofridos e 6 pontos, menos 4 que a Bulgária, que seguiu em frente. Era a terceira tentativa frustrada.

Mais uma vez, numa selecção dominada por jogadores do Benfica, mesclados com jogadores do Sporting, apenas três portistas deram o seu contributo, com destaque para esse senhor da baliza, Américo Lopes que só falhou o 1º jogo em Lisboa, contra a Suécia.
Para a fase final saltaram a Itália, União Soviética, Inglaterra e Jugoslávia.

A organização do evento foi entregue à Itália. Nápoles, Florença e Roma foram os palcos eleitos da competição.

A Itália foi a grande triunfadora, ao fim de 210 minutos, numa final, frente à Jugoslávia, que terminou com um empate (1-1), depois de prolongamento, sendo necessário disputar uma finalíssima, dois dias depois, que garantiu o triunfo da Squadra Azurra.

A medalha de bronze foi para a Inglaterra que venceu a União Soviética por 2-0.

De novo 32 países envolvidos, divididos em 8 grupos de 4/cada. O sorteio colocou Portugal no Grupo 5, na companhia da Bélgica, Escócia e Dinamarca. Os portugueses não foram além do 2º lugar, no fim dos 6 jogos, com 3 vitória, 1 empate e 2 derrotas, 10 golos marcados e 6 sofridos, somando 7 pontos, menos dois que a Bélgica. Mais uma frustração de uma selecção dominada por jogadores dos clubes de Lisboa.

Apenas dois atletas portistas estivera presentes em três dos seis jogos.
Bélgica, Alemanha Ocidental, Hungria e União Soviética foram as selecções apuradas para a fase final, tendo a Bélgica sido escolhida como país anfitrião.

Bruxelas, Liége e Antuérpia foram as cidades contempladas com os jogos decisivos. O triunfo final sorriu aos alemães, que depois de terem afastado a selecção da casa, por 2-1, venceram a União Soviética, no derradeiro jogo por uns claros 3-0.

Fase de qualificação composta por 8 grupos de 4, uma vez mais. A Portugal tocou o Grupo 1, com Checoslováquia, Inglaterra e Chipre. Mais uma grande desilusão para as cores lusas, que orientadas pelo «mestre» José Maria Pedroto, não foi além do 3º lugar, num grupo muito equilibrado, marcado pela goleada  na única derrota sofrida pelos portugueses, 5-0 na Checoslováquia, onde apenas esteve presente o portista Fernando Gomes.  Nos 6 jogos disputados, Portugal registou 2 vitórias, 3 empates e 1 derrota, marcando 5 golos contra 7 sofridos, somando 7 pontos, menos dois que a Checoslováquia que seguiu para os quartos-de-final.

Foram 4 os jogadores portistas envolvidos:
Checoslováquia, Alemanha Ocidental, Holanda e Jugoslávia foram os quatro finalistas apurados. A UEFA entregou a organização da fase final à Jugoslávia.

Belgrado e Zagreb foram as cidades escolhidas como palcos. Ao jogo da final chegariam a favorita Alemanha e a Checoslováquia. Foi um jogo muito disputado e emotivo que terminou com um empate a dois golos, no tempo regulamentar, resultado que persistiu durante os 30 minutos de prolongamento, tendo sido necessário recorrer, pela primeira vez numa grande competição, ao desempate através da marcação de grandes penalidades. Aqui aconteceu história. No penalty decisivo, Panenka correu para a bola, simulou um remate potente que fez tombar o categorizado guardião alemão Sepp Maier e com um remate suave fez a bola descrever um chapéu que deixou toda a plateia atónita, num golo que ficou para a história do futebol conhecido como um «penálty à Panenka».

O bronze foi conquistado pela Holanda, na sua vitória por 3-2, após prolongamento, frente à Jugoslávia.
(Continua)

terça-feira, 5 de junho de 2012

RESUMO HISTÓRICO DOS CAMPEONATOS DA EUROPA - PARTE I

Terminadas que estão as análises em termos clubista, vou agora virar a agulha para a Selecção Nacional e para o grande certame que se avizinha, o EURO/2012.

Devo confessar que sempre tive enorme interesse no comportamento da equipa portuguesa, ao longo dos tempos, que foi crescendo com a regular participação e envolvimento de figuras ligadas ao FC Porto.

Sempre procurei superar, na medida do possível, as clivagens que, os habituais «artistas» do panorama desportivo português, também a este nível, desde sempre procuraram fomentar, com consequências nefastas para as hostes portistas, de que Vítor Baía, por exemplo, foi um dos principais prejudicados, mas não o único.

Apesar de tudo, não deixei de ser português e continuo, como sempre, a desejar o melhor para a nossa Selecção, que deveria merecer de todos os agentes desportivos mais respeito, isenção e desportivismo, transformando-se na sua plenitude a equipa de todos nós.

Portugal vai estar envolvido, uma vez mais, na fase final do Campeonato da Europa, razão pela qual interessa recordar um pouco da história desta prova bem como da actuação portuguesa ao longo dos tempos.

Criado pela UEFA no ano de 1960, o Campeonato da Europa é a principal prova de selecções disputado neste continente. Disputa-se de quatro em quatro anos, alternando com o Campeonato do Mundo. Começou por se chamar Torneio das Nações tomando a designação actual desde 1968. O acesso e configuração da prova foi sofrendo alterações até aos nossos dias. Foi uma ideia do francês Henri Delaunay, fundador e primeiro Presidente da UEFA, que começou a amadurecer desde 1927 mas que a instabilidade política nos países europeus foi adiando. 


Curiosamente, só depois da morte do seu inspirador (1958) foi possível à UEFA concretizar esse sonho.


De seguida apresento o quadro dos logótipos de cada uma das edições:
 Passemos agora à análise sucinta de cada uma delas.




Apenas 17 países aceitaram o convite para participar na edição de arranque, ficando de fora alguns com selecções de grande prestígio, como a Alemanha, Itália e Holanda, entre outros. Por isso foi necessário jogar uma pré-eliminatória disputada em duas mãos, entre a República da Irlanda e a Checoslováquia. Os Checos qualificaram-se com relativa facilidade (4-2) apesar de terem perdido fora por 2-0.


As dezasseis selecções foram depois sujeitas a um sorteio para discutirem entre si a fase de qualificação, jogada em duas mãos, até aos quartos-de-finais.


Os quatro países apurados foram a França, Jugoslávia, Checoslováquia e União Soviética, este último beneficiando da desistência da Espanha que, por motivos políticos, foi impedida pelo presidente ditador Generalíssimo Franco, de disputar os seus jogos dos quartos-de-final, contra os soviéticos. 


Portugal também recebeu convite e aceitou participar. Era o tempo do domínio benfiquista no futebol nacional e a Selecção nacional, como habitualmente, era baseada em jogadores desse clube, mesclada com um ou outro «intruso». O seleccionador José Maria Antunes, no entanto, entendeu alargar o seu leque de escolhas dando mais oportunidades a jogadores de outros clubes.


O sorteio colocou no nosso caminho a Republica Democrática  da Alemanha. Os portugueses estrearam-se em 21 de Junho de 1958, em Berlim, com uma vitória por 2-0, golos de Matateu e Coluna. O Estádio das Antas foi o palco do jogo da 2ª mão. Disputado a 28 de Junho, do mesmo ano, Portugal voltou a vencer, agora por 3-2, com golos de Cavém e Coluna (2).  


O sorteio para os quartos-de-final, foi padrasto e colocou no caminho português a forte formação da Jugoslávia. Os portugueses não resistiram ao maior poderio do adversário. Em 8 de Maio de 1960 ainda conseguiram dar um ar da sua graça, vencendo no Estádio do Jamor, por 2-1, o jogo da 1ª mão, com golos de Santana e Matateu. Mas na 2ª mão, no jogo realizado em Belgrado a 22 de Maio de 1960, o seleccionado português foi copiosamente batido por 5-1, com o golo luso a ser apontado por Cavém. Terminava assim o sonho português.


Nesta primeira aventura estiveram envolvidos cinco jogadores portistas, dois dos quais nos quatro jogos, enquanto os restantes apenas em dois:
A fase final teve lugar em França, com Paris e Marselha a receberem as honras como palco  da primeira edição de tão importante certame.


O sorteio ditou o emparelhamento da França com a Jugoslávia, em Paris e o União Soviética com a Checoslováquia, em Marselha. A França saiu derrotada por 5-4 enquanto os soviéticos se desembaraçaram dos checos com uns claros 3-0.


A medalha de bronze acabou nas mãos da Checoslováquia pela sua vitória por 2-0 frente aos franceses, enquanto a medalha de ouro foi para a União Soviética que venceram os jugoslavos, por 2-1, após prolongamento.


(CONTINUA)