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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 138












RUI FILIPE - Goleador Nº 138

Apontou onze golos em 98 participações com a camisola principal do FC Porto, durante as três temporadas e mais um mês da seguinte (1991/92 a 1994/95), altura em que um trágico acidente de viação lhe pôs termo à vida.

Rui Filipe Tavares Bastos, nasceu no dia 8 de Março de 1968, em Vale de Cambra e faleceu em 28 de Agosto de 1994, com apenas 26 anos.

Formado no clube da sua terra natal, o Valecambrense, surgiu pela primeira vez na Antas na temporada de 1984/85, com uma série de indicações acerca de um potencial futebolístico que viriam a ser plenamente confirmadas. Foi integrado na equipa de júniores, tendo-se sagrado campeão nacional, sob a orientação técnica de Rodolfo Reis.

Passou a sénior na época de 1986/87, altura em que assinou contrato por duas épocas. Como já era hábito no Clube, os jovens valores raramente se fixavam de imediato no plantel principal,  passando antes por outros emblemas para adquirirem a indispensável rodagem e aperfeiçoamento, para permitir mais tarde uma reintegração plena. Rui Filipe não foi excepção tendo passado pelo Gil Vicente e Sporting de Espinho. Regressou às Antas, com 23 anos, com a firme vontade de, em definitivo, conquistar o lugar que sabia seu por direito.






















Realizou uma primeira época verdadeiramente espectacular, marcando por cinco vezes.

A sua estreia oficial com a camisola da equipa principal do FC Porto, aconteceu no dia 25 de Agosto de 1991, no Campo António Coimbra da Mota, na Amoreira, frente ao Estoril, em jogo da 2ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista, por 2-0.

O seu primeiro golo foi obtido no dia 29 de Setembro de 1991, no Estádio Municipal de Chaves, frente ao Desportivo de Chaves, em jogo da 6ª jornada do Campeonato nacional, com vitória azul e branca, por 1-0.

O seu último golo aconteceu no estádio da luz, em 24 de Agosto de 1994, em jogo da 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira. Golo soberbo, de antologia, ao ponto de provocar a situação mais detestada por um guarda-redes, seja ele quem for: ficar sentado a ver a bola passar. Rui Filipe pegou na bola, driblou um e outro adversários, sentou o guarda-redes e provocou a explosão do golo. Esse jogo terminou empatado (1-1), mas o médio portista não terminou o encontro. O árbitro da partida Carlos Calheiro, de Viana do Castelo, mostrou-lhe o cartão vermelho aos 81 minutos, expulsão que lhe marcou decisivamente o destino. Na sequência do castigo Federativo, o atleta ficou impedido de ser utilizado no jogo seguinte, não seguiu por isso para estágio com os seus companheiros e na madrugada do dia desse jogo, contra o Beira-Mar, sofreu o trágico acidente, pondo um fim prematuro a uma carreira que se previa auspiciosa.

A imagem abaixo é a da equipa principal que alinhou no Estádio da Luz, para o jogo da 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira.
































Rui Filipe foi por seis vezes internacional A, percurso que poderá recordar aqui.

Palmarés ao serviço do FC Porto (7 títulos):
3 Campeonatos nacionais (1991/92, 1992/93 e 1994/95)
1 Taça de Portugal (1993/94)
3 Supertaças Cândido de Oliveira (1990/91, 1992/93 e 1993/94)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; Revista Dragões nº 114, de Setembro de 1994.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 90) PARTE III

Jorge Couto - 79º internacional: Vestiu as cores nacionais por 6 vezes (5 pelo FC Porto e 1 pelo Boavista FC). Estreou-se em 19 de Dezembro de 1990, no Portugal - U.S.A., com vitória por 1-0.

Natural de Argoncilhe - Santa Maria da Feira, começou como juvenil na equipa do AD Argoncilhe, transitando para o FC Lourosa. Chegou ao FC Porto na época de 1985/86 para jogar nos júniores. Passou a sénior em 1988/89, tendo sido emprestado ao Gil Vicente. Regressou na época seguinte, afirmando-se na equipa principal onde permaneceu sete temporadas.

Dono de um futebol muito objectivo e rectilíneo, era um jogador rápido com a faculdade de aparecer na grande área contrária à procura do golo.

Em 1996/97 transferiu-se para o Boavista FC, onde jogou mais sete épocas tendo feito parte da formação que venceu o único Campeonato nacional dos axadrezados, vencendo ainda 1 Taça de Portugal e 1 Supertaça Cândido de Oliveira.

Enquanto jogador do FC Porto, Jorge Couto coleccionou 5 Campeonatos nacionais (1989/90, 1991/92, 1992/93, 1994/95 e 1995/96), 2 Taças de Portugal (1990/91 e 1993/94) e 2 Taças Cândido de Oliveira (1990/91 e 1992/93)
Rui Filipe - 80º internacional: Representou a Selecção nacional por seis vezes, com estreia em 31 de Maio de 1992, frente à Itália, jogado nos Estados Unidos, no âmbito do torneio internacional organizado pelos americanos.

Natural de Vale de Cambra, deu os primeiros pontapés na bola no clube da sua terra natal, o AD Valecambrense, jogando ainda no Gil Vicente e S. Espinho, até despertar a cobiça do FC Porto, Clube que passou a representar desde 1989/90. Voltou ao Gil Vicente por empréstimo e na temporada de 1991/92 fixou-se na primeira equipa dos Dragões, sob o comando técnico do brasileiro Carlos Alberto Silva, contribuindo para a conquista de dois Campeonatos nacionais e uma Supertaça.

Na época de 1993/94 Rui Filipe ajudou a conquistar a Taça de Portugal e realizou um dos mais brilhantes jogos da Liga dos Campeões, ao vencer na Alemanha o Werder Bremen, por 5-0, tendo inaugurado o marcador, depois de ter começado no banco dos suplentes.

Na temporada de 1994/95, este valoroso e promissor médio, começava a ser um dos pilares do meio-campo, sucessor natural de André, em quem os treinadores depositavam fundadas esperanças.

Foi o marcador do 1º golo da caminhada do FC Porto rumo ao único Pentacampeonato do futebol português, ao inaugurar o marcador, contra o Braga, que viria a ser o derradeiro da sua vida. Expulso contra o Benfica, no estádio da Luz, para o jogo da primeira-mão da Supertaça, que terminou com um empate por 1-1, com o golo portista da sua autoria, viria a ser federativamente punido, dispensado de um treino e libertado para o fim-de-semana, vésperas do compromisso e deslocação do FC Porto a Aveiro, para defrontar o Beira-Mar, para o qual, consequentemente não estava convocado. Viria a sofrer um brutal acidente de automóvel que lhe ceifou a vida, deixando consternados os seus colegas de equipa que se encontravam já em estágio e que tudo fizeram para conseguirem a vitória, dedicando-a ao malogrado jogador.

Venceu 3 Campeonatos nacionais, 1 Taça de Portugal e 2 Supertaças Cândido de Oliveira.











(Continua)

Fontes: European Footeball e FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias.