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terça-feira, 5 de agosto de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 67












SÉNINHO - Goleador nº 67

Apontou 33 golos em 149 jogos com a camisola do FC Porto, durante as sete temporadas em que esteve ao seu serviço (1969/70 a 1977/78).

Arsénio Rodrigues Jardim, conhecido no futebol por Séninho, nasceu no dia 1 de Junho de 1949, em Sá da Bandeira, Angola, onde fez a sua formação. 

Chegou ao FC Porto no ano de 1969. Médio ala veloz e de finta estonteante estreou-se oficialmente com a camisola portista em 14 de Setembro de 1969, nas Antas, contra a Académica de Coimbra, em jogo da 2ª jornada do Campeonato Nacional, com empate a 3 golos, depois de ter começado no banco de suplentes e ter entrado aos 72 minutos a render Chico Gordo. 

Teve alguma dificuldade para se impor como titular, tendo sido prejudicado pelo facto de ter sido obrigado a cumprir o serviço militar na sua terra natal, motivo pelo qual apenas alinhou em 1 jogo,  na temporada de 1970/71, ainda como suplente.























Regressou na época de 1971/72, era então treinado por António Teixeira que não lhe deu grandes oportunidades, porém o treinador não resistiu aos maus resultados e com o sucessor, o brasileiro Paulo Amaral, Séninho foi mais utilizado.

Mas foi a partir de 1975/76, primeiro com Branko Stankovik e Monteiro da Costa e depois, com José Maria Pedroto, que as suas qualidades vieram ao de cima, com jogadas, assistências e golos, de bom nível técnico.

As suas exibições começaram a ser notadas ao ponto de se estrear na Selecção nacional em 7 de Abril de 1976, em Turin, num particular frente à Itália, com derrota portuguesa por 3-1. Voltaria à selecção nacional por mais 3 vezes, somando 4 internacionalizações (ver aqui).

Foi a «arma secreta» de Aymoré Moreira, que o utilizava quando a equipa sentia dificuldades de penetrar as defesas contrárias e o «talismã» de Pedroto, um pouco pelas mesmas razões mas também porque acreditava ser a solução para resolver os seus problemas atacantes.

Séninho foi mesmo o principal protagonista da passagem do FC Porto, aos quartos-de-final da Taça das Taças, da época de 1977/78. O FC Porto tinha vencido, nas Antas, o Manchester United, por 4-0, numa noite de gala do futebol azul e branco, dando grande confiança para enfrentar o previsível «inferno» de Old Trafford. O jogo da 2ª mão foi terrível, como se esperava, ainda mais porque o «artista do apito», um tal Einbeck, da  então RDA, se deixou influenciar pelo ambiente e permitiu aos ingleses tudo e mais alguma coisa. O resultado final foi a derrota portista por 5-2, com os dois golos marcados por Séninho, em duas jogadas de contra ataque, rápidos e demolidores.

Foi o passaporte para a fama pois, depois desse jogo, o atleta portista passou a ser assediado pelos responsáveis da equipa americana do Cosmos, de New York, que andavam pela Europa à procura de «craques» para a sua equipa.














Foi mesmo a última época de Séninho de dragão ao peito. A troco de 20 mil contos o jogador portista emigrou para os Estados Unidos, onde jogou até 1984. No Cosmos até 1982 e os dois anos seguintes no Chicago Sting.

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):
1 Campeonato nacional (1977/78)
1 Taça de Portugal (1976/77)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; ZeroaZero.pt e Base de Dados de Rui Anjos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 70) - II PARTE

Fernando Gomes - 45º internacional: Estreou-se pela Selecção nacional A em 9 de Março de 1975, com uma vitória por 2-1, frente à Selecção de Goiás, um Estado brasileiro, num jogo particular disputado na Goiânia. Representou a Selecção Portuguesa por 48 vezes, ao serviço da qual marcou 13 golos. Fez parte da Selecção que participou na fase final do Campeonato do Mundo de 1986, no México.

Atleta proveniente das camadas jovens, cedo começou a vestir de azul e branco. O seu nome está associado a alguns dos maiores feitos do FC Porto, o Clube que ama e serviu (ainda serve, agora noutras funções) com devoção.

Goleador dos mais talentosos que pisaram os relvados mundiais, emérito cabeceador, mas também exímio rematador com ambos os pés, possuidor de sentido de oportunidade e posicional, frieza, espontaneidade no remate e capacidade técnica raros, fizeram dele um dos melhores pontas de lança de todos os tempos do futebol português.

Para além dos Dragões, representou ainda o Sporting de Gijon (Espanha) e o Sporting Clube de Portugal.

No F.C. Porto foi campeão nacional por cinco vezes, tendo ganho ainda uma Taça dos Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia, uma Taça Intercontinental e três Taças de Portugal.

Marcou 318 golos no campeonato português, 288 dos quais pelo FC Porto, sendo o maior goleador de sempre e uma das mais populares figuras deste Clube. Ganhou seis vezes o troféu de melhor marcador nacional e foi por duas vezes o melhor marcador europeu, ganhando por isso a alcunha de «Bi-Bota de Ouro».

Octávio Machado - 46º internacional: Vestiu a camisola portuguesa por 20 vezes (10 pelo Vitória de Setúbal e 10 pelo FC Porto). Jogava no Vitória quando se estreou pela Selecção nacional, em 21 de Novembro de 1971, frente à Bélgica, com um empate (1-1), em Lisboa, jogo a contar para o Campeonato da Europa.

Vinculado ao FC Porto desde 1975/76, continuou na Selecção nacional, tendo realizado o seu primeiro jogo, em 12 de Novembro de 1975, frente à Checoslováquia, no Porto, com idêntico resultado ao da estreia (1-1).

O «Palmelão» acompanhou as grandes mudanças no Clube, protagonizadas por Pinto da Costa e José Maria Pedroto, participando na conquista da Taça de Portugal (1976/77) e na quebra do longo jejum do título nacional, ao fim de 19 anos (1977/78).



Arsénio Rodrigues Jardim (Seninho) - 47º internacional: Quatro vezes internacional, estreou-se frente à Itália, com derrota por 3-1, num jogo amigável disputado em Turim, a 7 de Abril de 1976.

Angolano de nascença, ingressou no FC Porto em 1969, acabaria por ser prejudicado por uma comissão militar obrigatória, que cumpriu na terra onde nasceu. Regressou em 1974, constituindo a «arma secreta» do treinador brasileiro Aymoré Moreira e o «talismã» de Pedroto.

Foi um dos principais responsáveis por uma surpreendente e fantástica eliminação do Manchester United, da Taça dos vencedores das Taças. O protagonismo aí evidenciado valeu-lhe um contrato milionário para jogar no lendário Cosmos, dos E.U.A.

Venceu a Taça de Portugal em 1976/77 e os Campeonatos nacionais de 1977/78 e 1978/79.

Luís de Matos (Celso) - 48º internacional: Três vezes internacional, realizou o jogo de estreia em 16 de Outubro de 1976, no Porto, frente à Polónia, com derrota por 2-0, em jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo.

Foi o primeiro jogador brasileiro a naturalizar-se para jogar na nossa Selecção. Considerado um dos melhores trincos do futebol português, Pedroto trouxe-o do Boavista para representar o FC Porto, no ano em que ambos transitaram para o nosso Clube.

Foi campeão nacional em 1977/78.

(Continua)
Fontes: European Footeball; História oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa; FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias.