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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

INCAPACIDADE PARA CONTRARIAR O DESTINO














FICHA DO JOGO




























Terminou o sonho de permanecer na Liga milionária, de forma natural e esperada tendo em conta o surpreendente tropeção na jornada anterior. A tarefa portista tornou-se desde então quase impossível, como esta noite ficou demonstrado, frente ao poderoso Chelsea que voltou a dizimar quaisquer ambições portistas.

Julen Lopetegui sabia o que o esperava e apesar do discurso de grande confiança que procurou passar, durante o lançamento do jogo, assumiu a realidade ao escalar um onze titular muito mais talhado para defender, quiçá com medo de uma humilhação, do que para procurar a vitória, único resultado que daria o apuramento.

Abdicou do ponta de lança e reforçou a linha defensiva com três centrais, deixando Corona praticamente isolado na frente, descaído na ala esquerda e dando a Brahimi uma missão de vagabundo, explorando toda a frente atacante, na expectativa de um ou outro tirarem algum coelho da cartola. Sem poder contar com André André, subitamente impossibilitado fisicamente, o técnico portista confiou o seu lugar a Imbula.

Desde cedo que os Dragões manifestaram as habituais dificuldades da criação de jogo ofensivo  esbarrando invariavelmente na primeira linha adversária, à entrada do seu meio campo, obrigando os azuis e brancos a jogar para trás, no sentido de conservar o mais possível a posse de bola. Mais uma vez foi evidente o desconforto de alguns atletas, especialmente Maicon e Marcano, perante a pressão alta da turma londrina, provocando alguns despachos disparatados, alguns dos quais contra o corpo dos adversários.

Para piorar as coisas, o Chelsea marcou muito cedo num lance em que a defesa portista não ficou bem na fotografia. Jogada aparentemente fácil de anular com Hazard a lançar Diego Costa. Marcano parecia ser senhor do lance mas ao deixar-se bater, permitiu que o avançado aparecesse na cara de Casillas que conseguiu defender, porém a bola ressaltou em Marcano e caprichosamente foi para a baliza desguarnecida. Maicon ainda tentou cortar mas a bola já tinha ultrapassado a linha fatal.

O destino começava a desenhar-se com os Dragões a porem-se a jeito. A forma como a equipa abordou o jogo não foi a melhor, a estratégia de Julen Lopetegui ruiu cedo, mas nada fez para a alterar.

A equipa de José Mourinho, que como se sabe não atravessa um bom momento, ficou ainda mais confortável e confiante no jogo, controlando a seu belo prazer. Até ao intervalo Oscar quase dilatava o resultado com um remate que ressaltou em Layún, deixando Casillas completamente impotente, mas a bola saiu ligeiramente ao lado.

Julen Lopetegui parecia satisfeito, pois entendeu não fazer qualquer alteração ao inicialmente projectado.





















Aproveitou o Chelsea para se adiantar mais no terreno e começar a ser mais ambicioso e perigoso. Willian acabaria por chegar ao 2-0, de forma simples e natural. A equipa do FC Porto não teve argumentos para travar o melhor rendimento do adversário que foi sempre muito superior.

Só depois do segundo golo sofrido (52') é que o técnico portista achou que estava na altura de modificar o rumo dos acontecimentos, abandonando a sua estratégia inicial. Fez sair Maxi Pereira, já amarelado, e Imbula, para a entrada de Rúben Neves e Aboubakar, passando a actuar no habitual 4x3x3. Layún passou para lateral direito e Martins Indi fixou-se na esquerda.

A partir desse momento o jogo ficou mais partido e as oportunidades de golo apareceram com mais frequência, sendo que o Chelsea esteve sempre mais perto de dilatar o marcador do que o FC Porto  de reduzir.

Derrota mais que merecida pela falta de ambição, má estratégia, demora na correcção e pela incapacidade de contrariar uma equipa muito mais forte no seu reduto.

O FC Porto cai assim para a Liga Europa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

LC - MISSÃO (QUASE) IMPOSSÍVEL










A deslocação a Stamford Bridge encerra para o FC Porto uma jornada de responsabilidade acrescida, tendo em conta que o jogo frente ao poderoso Chelsea, vai decidir o futuro imediato da continuidade ou não na Liga milionária, prova em que os azuis e brancos pareciam ter tudo controlado, relativamente ao apuramento, mas que a surpreendente derrota no Dragão frente ao Dínamo de Kiev acabou por colocar em causa.

Tarefa tanto mais complicada quanto é certo que os Dragões nunca venceram na terra de Sua Majestade. Nas 16 visitas efectuadas para as provas da UEFA, a performance portista regista 2 empates (ambos em Old Trafford, reduto do Manchester United) e 14 derrotas, seis delas de goleada, redundando um score desfavorável de 10 golos marcados contra 46 sofridos!

Nos três anteriores confrontos, frente ao adversário de Quarta-feira, o saldo é também francamente negativo, resultado de três derrotas (3-1 em Setembro de 2004, 2-1 em Março de 2007 e 1-0 em Setembro de 2009).  

Ganhar em Inglaterra é pois uma missão quase impossível, mas também um desafio gigante e uma oportunidade de, ao fazer história matando o borrego, qualificar-se para os oitavos-de-final da Champions League.

Na lista de convocados para este jogo, Julen Lopetegui fez apenas duas inclusões, alargando o lote de opções para 20 unidades. Imbula e o guarda-redes da formação B, João Costa foram os contemplados.


QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL























COMPETIÇÃO: CHAMPIONS LEAGUE 2015/16 - GRUPO G - 5ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO STAMFORD BRIDGE - LONDRES - INGLATERRA
DATA E HORA DO JOGO: QUARTA-FEIRA, 9 DE DEZEMBRO DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: CUNEYT ÇAKIR - TURQUIA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1



terça-feira, 24 de novembro de 2015

PRIMEIRA DERROTA DA ÉPOCA COMPLICA CONTAS DO APURAMENTO















FICHA DO JOGO




























O futebol tem destas coisas, apenas um mau resultado fez esboroar-se a vantagem pontual conseguida nas 4 jornadas anteriores, transformando-a numa mera possibilidade aritmética, pouco provável em termos teóricos e quase inviável em termos práticos, isto se considerarmos que a decisão final terá lugar em Stamford Bridge, frente ao poderoso Chelsea, de José Mourinho, que parece ter encontrado o caminho das vitórias, estádio onde o FC Porto conta por derrotas os três jogos lá realizados (3-1 em 29 de Setembro de 2004, 2-1 em 6 de Março de 2007 e 1-0 em 15 de Setembro de 2009.

A necessitar apenas de um empate para garantir o apuramento para a fase seguinte, Julen Lopetegui fez regressar ao onze principal a maior parte dos internacionais, poupados no jogo da Taça de Portugal, com a excepção surpreendente de André André, que ficou no banco dos suplentes.
























O jogo antevia-se complicado mas perfeitamente ao alcance desta equipa do FC Porto que no seu Estádio e perante o seu público costuma agigantar-se mesmo perante equipas de maior envergadura, que saíram vergadas a derrotas, algumas bem humilhantes.

Porém, a noite de hoje, não foi de feição. Tudo correu mal, mesmo tudo, desde a ausência de criatividade e inspiração (atletas e treinador), passando pela falta de sorte em alguns lances (duas bolas nos ferros) e terminando na dualidade de critérios do árbitro espanhol, no julgamento de dois lances de grande penalidade, um em cada uma das áreas.

Apesar disso e em abono da verdade, devo confessar que outro resultado que não a derrota dos Dragões, seria demasiado benevolente para a paupérrima exibição, durante quase todo o tempo do jogo, exceptuando os 19 minutos, logo após o intervalo, em que a equipa mostrou algum querer e algum arreganho para contrariar o maior ascendente dos ucranianos. Foi nesse período que a sorte virou as costas aos azuis e brancos, com a bola a esbarrar nos ferros por duas vezes, em vez de beijar as malhas.

Desde o apito inicial do árbitro da partida que ficou evidente o apagão nas capacidades dos jogadores azuis e brancos, primeiro em termos ofensivos, incapazes de ultrapassar a boa organização do adversário, sempre muito bem colocados, anulando com facilidade todas as tentativas portistas, diga-se sempre muito previsíveis. Como se isso não bastasse, a pouco e pouco a equipa do Dínamo começou a ganhar o meio-campo e a aparecer com alguma facilidade em zonas de finalização. Derlis González, Júnior Moraes, Garmash e Yarmolenko, levaram o terror à área portista. Por duas vezes Casillas evitou o golo com outras tantas defesas espectaculares e a oportunidade mais flagrante, foi salva, no primeiro momento pelo poste da sua baliza e no segundo, pela má abordagem do avançado contrário, que com a baliza escancarada fez a recarga para fora.

Julen Lopetegui esbracejou muito mas, perante tal cenário, deixou tudo na mesma e o inevitável acabou por acontecer, num lance perfeitamente evitável, em que Imbula, muito displicentemente derrubou o seu adversário, no limite da grande área, provocando uma grande penalidade num lance aparentemente fácil de anular e sem perigo eminente.

A perder e ainda com dez minutos para jogar até ao intervalo, o FC Porto não foi capaz de encontrar soluções para mudar o rumo dos acontecimentos. Falta de espaço e ausência de inspiração foram os principais factores que influenciaram a má exibição portista.

Para o segundo tempo o treinador azul e branco arriscou uma substituição que fez mexer com a estrutura da equipa de uma forma pouco usual  e diria eu, pouco prudente. Tirou Maxi Pereira, provocando um conjunto de deslocações de lugar. Miguel Layún foi para a direita, Martisn Indi para a esquerda e Danilo Pereira para central. Assim só duma penada, mexeu em 4 posições!

A entrada de André André para o meio-campo era mais que necessária. O médio português é hoje em dia um elemento imprescindível nesta equipa, como mais uma vez demonstrou, não havendo qualquer teoria que suporte a sua presença no banco durante toda a primeira parte. André veio dar à equipa o que ela estava necessitando: raça, querer, força, ambição e capacidade para jogar perto e dentro da área adversária. Foi ele o responsável pelos duas bolas nos ferros e foi também ele o protagonista no lance mal ajuizado na área dos ucranianos.

Foi no tal período dos 19 minutos em que o FC Porto mais se aproximou daquilo a que nos tem habituado. Porém, mais uma falha inconcebível, acabaria por deitar por terra qualquer tentativa de recuperação. Brahimi em terrenos que deveriam ser de Danilo (o homem não pode estar em dois lados em simultâneo), perdeu infantilmente a bola, provocando um contra-ataque demolidor que só acabou no fundo das redes, com a colaboração do categorizado Iker Casillas que como ficou provado, também não está imune aos «frangos».

Julen Lopetegui ainda lançou no jogo Pablo Osvaldo e Jesus Corona, para os lugares de Brahimi e Tello, mas nenhum dos dois veio acrescentar algo de positivo à má exibição portista.

Rude golpe para as pretensões portistas e quiçá rombo inesperado no orçamento que forçará os responsáveis a ter de juntar mais uma das suas pérolas, nas habituais vendas obrigatórias para equilibrar as contas. A ver vamos.

Pese embora a má prestação portista, quero fazer justiça ao bom momento do médio português André André, que foi de longe, o único que não merecia perder este jogo. A minha homenagem.



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

GARANTIR EM DEFINITIVO A QUALIFICAÇÃO










O Estádio do Dragão vai ser o palco de mais uma jornada europeia que se espera gloriosa para as cores azul e branca, pois a conquista de um ponto garantirá em definitivo a passagem aos oitavos-de-final da Champions League. Porém, jogar em casa, responsabiliza a equipa portista para uma luta titânica dos três pontos da vitória, que a acontecer, colocará o FC Porto muito perto de garantir o primeiro lugar no seu grupo.

Julen Lopetegui fez regressar ao lote dos convocados os cinco internacionais que dispensara para o jogo da Taça de Portugal, deixando de fora, João Costa, Victor García, Lichnovsky, José Angel, Sérgio Oliveira e Silvestre Varela.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: CHAMPIONS LEAGUE 2015/16 - GRUPO G - 5ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO
DATA E HORA DO JOGO: TERÇA-FEIRA, 24 DE NOVEMBRO DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: CARLOS V. CARBALLO - ESPANHA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: RTP1

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

RESULTADO E EXIBIÇÃO NA LINHA CERTA DO OBJECTIVO














FICHA DO JOGO




























Com a vitória confortável em Israel, o FC Porto deu mais um passo importante rumo aos oitavos-de-final, estando agora a apenas um ponto desse objectivo.

Tal como se esperava, Lopetegui apresentou um onze inicial sem grandes novidades e algo previsível (na antevisão apenas falhei em Evandro), mas continuou fiel ao seu esquema táctico preferido, o 4x3x3, desta vez com André André mais adiantado na ala direita, com alternância na ala contrária.

A Maccabi, a jogar em casa e com o apoio dos seus entusiastas seguidores, entrou forte e decidido obrigando os Dragões a um período de cerca de dez minutos de alguns cuidados defensivos. Aproximaram-se com algum perigo junto da baliza de Casillas, obrigando o categorizado guardião portista a mostrar a sua qualidade.

Os azuis e brancos sacudiram a pressão inicial e a pouco e pouco tomaram conta do jogo. Aboubakar foi o primeiro a abrir as hostilidades com um belo remate que saiu a rasar a barra, mas logo depois Cristian Tello silenciou o Sammy Ofer, com o primeiro golo portista, após excelente passe de André André a fazer surgir o extremo espanhol, sobre a esquerda, solto de marcação, que à saída de Rajkovic e já de ângulo apertado rematou para o fundo das redes.



















Os israelitas acusaram o golo e entraram numa espiral de maus passes que a serem bem aproveitados poderiam ter feito o marcador dilatar de forma estrondosa, mas os jogadores portistas, mais uma vez foram demasiado perdulários.

O segundo golo acabaria por chegar de forma natural já no segundo tempo, na sequência de um excelente lance de ataque, gizado no lado direito, com Maxi Pereira a invadir a área e a cruzar para o lado contrário onde surgiu André André, muito oportuno a antecipar-se ao defesa contrário e a cabecear para o golo.

















A partir de então o FC Porto perdeu intensidade procurando um jogo mais lento e controlado, permitindo ao Maccabi adiantar-se no terreno, na tentativa de reduzir a desvantagem. Ainda assim pertenceram aos Dragões as melhores ocasiões para dilatar o resultado, fruto de alguns contra-ataques bem produzidos mas mal finalizados.

O terceiro golo portista surgiu exactamente num desses lances. Layún bem desmarcado na esquerda fez uma recepção orientada com o pé esquerdo, à entrada da área, e com o seu pé direito desferiu o remate demolidor.




















Pouco depois o árbitro do encontro, até aí bastante sóbrio no seu trabalho, decidiu borrar a pintura, assinalando uma grande penalidade, num lance em que nem falta houve, de Maxi Pereira, que ganhando a posição foi atropelado pelo avançado israelita que se atirou para o relvado.

Casillas ainda adivinhou o lado mas foi impotente para deter o remate de Zahavi. 

Antes do último apito do árbitro, Aboubakar, em mais um dia de azar, ainda atirou a bola ao ferro.

Vitória correcta com uma exibição bem conseguida a que ficaram a faltar mais dois ou três golos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

EM ISRAEL PARA CONFIRMAR LIDERANÇA










A equipa do FC Porto já está em Israel para defrontar o Maccabi Tel-Aviv, em jogo da 4ª jornada do Grupo G, da Champions League, que é comandado pelos Dragões.

Trata-se de uma das deslocações mais longas do historial portista, que teve de percorrer um total de 5.685 km (5.600 km de avião até Telaviv e mais 85 km de autocarro, até Haifa, local onde vai ser disputado o encontro, no estádio emprestado, para poder acolher um maior e significativo número de espectadores). O estádio do Maccabi, o Bloomfield Yafo, tem uma lotação de 14.000 lugares, enquanto o Sammy Offer alberga cerca de 30.000 espectadores e em melhores condições. Neste estádio costumam jogar o Maccabi Haifa, o Hapoel Haifa e a Selecção israelita.

Vencer em Israel significará mais um passo muito importante e quase decisivo para o apuramento à fase seguinte, ambição legítima que os azuis e brancos acalentam no rol dos seus objectivos. Por isso, a equipa deve procurar fazer um jogo inteligente, cauteloso quanto baste, seguro, mas também criativo, eficaz e contundente na hora de finalizar.

Ausentes da convocatória estão os lesionados Maicon, Brahimi e Daniel Osvaldo, que em condições normais costumam estar presentes nas opções do treinador. Mas o plantel dispõe de outras figuras capazes de colmatar, com êxito, tais impossibilidades.

Em relação às escolhas de Sábado passado, para o jogo que não se chegou a realizar, no Funchal, regista-se apenas uma alteração: a troca do terceiro guarda-redes, que têm alternado na baliza da equipa B. Em vez do mexicano Raúl Gudiño, seguiu o português João Costa.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: CHAMPIONS LEAGUE 2015/16 - FASE DE GRUPOS - 4ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO SAMMY OFFER - HAIFA - ISRAEL
DATA E HORA DO JOGO: QUARTA-FEIRA, 4 DE NOVEMBRO DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: ANASTASIOS SIRIDOPOULOS - GRÉCIA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV.1

terça-feira, 20 de outubro de 2015

TRIUNFO DÁ LIDERANÇA ISOLADA















FICHA DO JOGO




























O FC Porto conseguiu somar os três pontos da ordem ao vencer a turma israelita do Maccabi Tel-Aviv, beneficiando do empate no outro jogo do seu grupo, para se isolar no comando e assim dar um passo importante rumo aos oitavos-de-final da prova.

Julen Lopetegui apresentou um onze titular, desta vez perfeitamente previsível, depois de ter feito descansar os seus principais atletas, no jogo da Taça de Portugal, do fim de semana passado.
























O técnico portista sabia do que estava a falar, quando no lançamento do jogo alertou para as dificuldades que o adversário seria capaz de colocar, para evitar a derrota. De facto, a turma israelita dispôs-se no terreno com um bloco bastante baixo e compacto, ficando na expectativa de tirar proveito dos possíveis erros dos azuis e brancos, que acabaram por acontecer, mas sem consequências de maior.

Os Dragões sentiram-se demasiado espartilhados, sem espaços e desconfortáveis nas suas acções ofensivas, perdendo alguns lances em situações pouco recomendáveis. Valeu o facto de os adversários não aproveitarem convenientemente essas abébias, permitindo manter as suas redes imaculadas. Não que tivessem desfrutado de oportunidades claríssimas, mas que provocaram um ou outro calafrio, lá isso provocaram.

Foram um pouco mais de trinta minutos de futebol pouco esclarecido, confuso, pouco intenso, mas também com uma ou outra oportunidade desperdiçada por remates com pouca convicção.

Mas no futebol, tudo pode mudar, enquanto o diabo esfrega o olho e em quatro minutos (entre os minutos 37 e 41, da primeira parte) o FC Porto resolveu a partida com os dois golos que coloriram o resultado final.

O primeiro, na sequência de um cruzamento da esquerda, por Layún a que Aboubakar correspondeu com um voo de cabeça, fazendo a bola beijar as malhas, depois de embater no guardião Rajkovic, impotente para deter o remate.





















O segundo, depois de uma assistência do avançado camaronês, a isolar Brahimi, que no frente a frente com o guardião contrário, não perdoou.





















Dois golos que coroaram o melhor período portista da primeira parte.

A segunda parte caracterizou-se por uma toada de maior controlo, talvez a pensar já no próximo compromisso frente ao Braga. Danilo Pereira e Cristian Tello, entraram para os lugares de Imbula e Corona e o FC Porto melhorou em termos organizativos, estabilizou as suas acções quer defensivas como ofensivas e poderia até ter ampliado o resultado se tivesse conseguido ser mais eficaz.

Vitória justa frente a um adversário algo incómodo, principalmente a roubar espaços. Destaque para o facto de Rúben Neves se ter tornado no mais jovem capitão de equipa na história da Liga dos Campeões (18 anos e 221 dias) e para a 20ª vitória consecutiva do FC Porto, no Estádio do Dragão.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

NÃO SE DEIXAR ILUDIR NAS TEIAS DA FACILIDADE










Neste regresso à prova rainha do futebol europeu, o FC Porto vai receber os israelitas do Maccabi Tel-Aviv, que conta por derrotas os dois jogos anteriores.

Longe de pensar em facilidades, os profissionais portistas, devem encarar o jogo com a responsabilidade que esta prova recomenda, desconfiar dos prognósticos favoráveis, actuar com prudência e lutar com abnegação pelo resultado que mais lhe convém, a vitória, para poder continuar na liderança do seu grupo e quiçá mesmo consolidá-lo.

Ivan Marcano, um dos lesionados do plantel, já foi integrado e encontra-se ao dispor do seu treinador, que juntamente com Maxi Pereira e Rúben Neves, estes poupados no jogo da Taça de Portugal, fazem parte do lote dos convocados, em detrimento de Lichnovsky e Silvestre Varela.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS


















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: CHAMPIONS LEAGUE 2015/16 - FASE DE GRUPOS- 3ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO
DATA E HORA DO JOGO: TERÇA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: CLÉMENT TURPIN - FRANÇA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: RTP1

terça-feira, 29 de setembro de 2015

2ª PARTE DE GALA NA BASE DE UM TRIUNFO INCONTESTÁVEL















FICHA DO JOGO




























O FC Porto saiu vitorioso em novo confronto com o poderoso Chelsea de José Mourinho, que saiu vergado face à maior qualidade apresentada pelos jogadores azuis e brancos, especialmente na segunda parte, onde só faltou apenas um pouquinho de sorte e eficácia no remate.

Julen Lopetegui voltou a causar surpresa ao apresentar no onze inicial Martins Indi como lateral esquerdo, deixando Miguel Layún no banco. Rúben Neves e Imbula, fizeram companhia a Danilo, André André, cada vez mais imprescindível no onze titular, jogou mais adiantado, ocupando preferencialmente a ala direita, ele que tem a capacidade de aparecer em todas as zonas do relvado, com coerência e eficácia, Brahimi, recuperado da lesão que o apoquentou durante a semana juntou-se no ataque a Aboubakar.
























A entrada portista na partida foi algo tímida e nervosa, permitindo ao Chelsea aparecer com mais perigo junto à área defendida por Casillas, que por duas vezes teve de se aplicar com afinco e competência para desfazer duas boas oportunidades, a primeira a remate de Fábregas e a segunda aos pés de Pedro Rodríguez.

Aos poucos os azuis e brancos foram ganhando confiança e equilibrando a partida até que aos 39 minutos, na sequência de uma jogada pela esquerda, Brahimi entrou na área, levantou a cabeça, atirou forte, Begovic lançado para o lado contrário ainda conseguiu corrigir e com o braço direito defender in-extremis, sobrando a bola para André André fazer a recarga vitoriosa, ele que teve o condão de acompanhar o lance a aparecer no sítio certo e no momento exacto para atirar para o golo.


















A partir de então os Dragões ganharam personalidade própria e começaram a actuar com inteligência, com mais simplicidade de processos e mais organização defensiva.

Porém, em cima do intervalo, veio um balde de água fria, que poderia ter esmorecido esse bom momento. Falta de Rúben Neves à entrada da área, perto da meia-lua, barreira mal orientada e golo de Willian, com Casillas pregado ao relvado, sem reacção e a queixar-se de falta de visibilidade.

A verdade é que o entusiasmo quer dos atletas, quer dos espectadores (46.120) não só não arrefeceu como se tornou mais apoteótico à medida que o nível do futebol portista ia crescendo.

E o golo portista não se fez tardar. Aos 58 minutos Rúben Neves marcou um pontapé de canto do lado esquerdo do ataque portista, a bola foi dirigida ao primeiro poste onde surgiu Maicon a desviar de cabeça para o golo do triunfo.






















O jogo tornou-se frenético, poucos minutos depois Diego Costa atirou à barra da baliza de Casillas, mas o FC Porto continuou com o pé no acelerador, ao ponto de vulgarizar a formação londrina que se viu bafejada pela sorte em dois ou três lances em que a bola não beijou as malhas da sua baliza pelo mero capricho da sorte.

Só nos minutos finais o Chelsea sacudiu a pressão para tentar o empate. Mas foi o FC porto a desperdiçar nova oportunidade com um cabeceamento de Danilo ao ferro.

Foi uma segunda parte de gala, protagonizada pela classe de quase todos os jogadores portistas, alguns bastante virtuosos e competentes, mas todos muito ambiciosos. É quase um contra-senso fazer destaques individuais, mas não resisto às performances de Rúben Neves, André André, Imbula, Aboubakar, até mesmo de Casillas, apesar da falha no golo consentido e de Maicon, com duas indecisões que por acaso não tiveram consequências.

Vitória inquestionável, com resultado escasso e exibição muito positiva. Que pena esta equipa ainda não conseguir jogar com a regularidade da segunda parte, durante todo o tempo e em todos os jogos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

SÓ UM PORTO PERFEITO PODERÁ PENSAR NA VITÓRIA










O FC Porto vai ter amanhã mais uma prova de fogo às suas capacidades actuais com a recepção ao poderoso Chelsea, que das três vezes que jogou no Dragão, para esta mesma prova, registou uma vitória (0-1 em Nov. de 2009), um empate (1-1 em Dez. 2007) e uma derrota (2-1 em Dez. de 2004), o que quer dizer que tem vindo a  melhorar de forma progressiva o seu desempenho.

Sinal mais que evidente das dificuldades que esperam aos azuis e brancos que terão de se empregar até ao limite, se quiserem discutir com ambição o resultado.

Julen Lopetegui deixou de fora das suas opções para este jogo, o médio mexicano Hector Herrera e o médio-ala português Silvestre Varela. E contra partida chamou ao lote dos convocados, o estreante Sérgio Oliveira, mais Evandro e Alberto Bueno.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: CHAMPIONS LEAGUE 2015/16 - FASE DE GRUPOS - 2º JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO - PORTUGAL
DATA E HORA DO JOGO: TERÇA-FEIRA, 29 DE SETEMBRO DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: ANTÓNIO M. LAHOZ - ESPANHA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: RTP 1