quarta-feira, 13 de novembro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













BOBÓ - Goleador Nº 306

Apontou 2 golos em 10 participações oficiais com a camisola da equipa principal do FC Porto, ao longo de 2 temporadas ao seu serviço (1981/82 e 1983/84).

Mamadou Bobó Djaló, nasceu no dia 9 de Fevereiro de 1963 em Chacungo, na Guiné-Bissau ( na altura ainda colónia portuguesa). 

O FC Porto tinha uma filial na cidade e o jovem sonhava ser futebolista e vestir de azul e branco, pisando o relvado do Estádio das Antas. Foi nessa perspectiva que decidiu tentar a sua sorte, mas acabou rejeitado e triste, ingressando nos escalões jovens do Vilanovense.

Contudo, um ano depois foi chamado para fazer parte do plantel de juniores do FC Porto, sagrando-se campeão nacional da categoria.

Na temporada de 1981/82, sob a orientação técnica do austríaco Hermann Stessl, ainda chegou a fazer parte do plantel principal, mas com uma utilização quase residual.

























A sua estreia oficial com a camisola da principal equipa portista aconteceu no dia 3 de Janeiro de 1982, no Estádio das Antas, frente ao Boavista, em jogo da 14º jornada do Campeonato nacional, com vitória azul e branca por 2-1. Bobó saiu do banco de suplentes aos 63 minutos para render João Pinto.

Voltaria a ser convocado mais duas vezes durante toda a época, uma como suplente não utilizado e outra para jogar os últimos 21 minutos.

Segue-se uma imagem do plantel dessa temporada, do qual Bobó fez parte:






















A sua fraca utilização determinou a sua saída, por empréstimo, ao Águeda da II Divisão, para poder jogar com regularidade e evoluir como atleta.

Bobó era um médio defensivo incansável, muito combativo, duro e trabalhador, a que juntava uma boa dose de técnica individual. Essas qualidades foram reconhecidas pelo «mestre» José Maria Pedroto que o fez regressar para fazer parte do plantel portista de 1983/84.

Apesar de ter sido um médio pouco talhado para o golo, Bobó estreou-se a marcar, de Dragão ao peito, no dia 4 de Dezembro de 1983, no Estádio Municipal 25 de Abril, em Penafiel, frente ao FC Penafiel, em jogo da 10ª jornada do Campeonato nacional, garantindo a vitória tangencial por 1-0, aos 61 minutos. 


O seu segundo e último golo ao serviço do FC Porto seria também importante porque, tal como o primeiro, garantiu a vitória tangencial por 1-0, frente ao SC Espinho, em jogo realizado no dia 19 de Fevereiro de 1984, no estádio Comendador Manuel Oliveira Violas, em Espinho, a contar para a 18ª jornada do Campeonato nacional.

Nessa temporada esteve em 12 convocatórias, 1 como titular a tempo inteiro, 2 como titular substituído, 5 como suplente utilizado e 4 como suplente não utilizado.










No Verão de 1984 o FC Porto negociou a compra ao Varzim do médio André e Bobó serviu de moeda de troca, por empréstimo.

Na equipa poveira pode finalmente actuar com regularidade, demonstrando as suas reais capacidades, mas não o suficiente para merecer o regresso, já que voltou a ser moeda de troca, ainda por empréstimo, desta vez para a aquisição de Laureta ao Vitória de Guimarães (1985/86).

Apesar de uma época magnífica nos minhotos, Bobó acabaria por perder a oportunidade de voltar a vestir de azul e branco, face aos regressos de Jaime Pacheco e Sousa.

Completamente desvinculado do FC Porto, Bobó escolheu o Marítimo (1986/87 e 1987/88), passando depois pelo Estrela da Amadora (1988/89 e 1989/90), pelo Boavista (1990/91 a 1995/96), terminando a sua carreira no Gondomar SC (1996/97 e 1998/989).

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):

1 Taça de Portugal (1983/84)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1982/83)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

DE REGRESSO ÀS VITÓRIAS

















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS




























O FC Porto venceu o derby portuense, na sua difícil deslocação ao estádio do Bessa, num jogo complicado em que o golo apontado muito cedo acabou por ser decisivo.

Privado de um leque de opções fora de comum, por via da recente lesão de Pepe que se juntou a Sérgio Oliveira e Romário Baró, mas também em face da indisponibilidade de Marchesín, Sarávia, Uribe e Luís Díaz, estes sob a alçada disciplinar por terem violado os regulamentos internos do Clube, Sérgio Conceição foi além das alterações obrigatórias, promovendo 4 mexidas no onze titular, em relação ao jogo anterior na Escócia. Diogo Costa, Mamadou Loum, Marega e Fábio Silva, foram os eleitos.


























Tratou-se de um jogo muito competitivo, como é habitual sempre que estas duas equipas se defrontam, disputado a palmo, sem espaços, com muitos duelos e tecnicamente bastante fraco. Este tipo de jogo fez com que as equipas ficassem muito encaixadas, provocando muitos passes errados, pouca fluidez de jogo, falta de tempo para decidir e por isso pouca beleza estética.

Desta amalgama ,salvaram-se poucos lances vistosos, um dos quais o golo de Alex Telles aos 9 minutos, um remate portentoso e colocado que ditou o resultado final. Tudo o resto não passou de entrega e comprometimento de ambas as equipas.

Nem mesmo as alterações operadas por ambos os treinadores conseguiram alterar a tendência e só nos minutos finais, Zé Luís rompeu um pouco, numa jogada em que o seu remate acabou a beijar o poste da baliza de Bracali.

Vitória suada e tangencial justa, frente a uma equipa que ofensivamente não criou grandes problemas.



quinta-feira, 7 de novembro de 2019

BORRADOS DE MEDO!

















FICHA DO JOGO




























SISTEMAS DE JOGO



























Os meus receios expressos na anterior crónica, infelizmente confirmaram-se hoje em Glasgow, onde o FC Porto averbou a 2ª derrota na 2ª deslocação, desta fase de grupos da Liga Europa.

Relativamente ao encontro da anterior jornada, frente a este mesmo adversário no Dragão, Sérgio Conceição decidiu fazer 3 alterações no onze titular e para além disso modificar o sistema táctico. 

























Mbemba surgiu na lateral direita (como nos últimos jogos de consumo interno), Wilson Manafá em vez de Marega e Soares em vez de Zé Luís. Corona adiantou-se no terreno pela sua ala, permitindo a Manafá recuar para lateral direito, quando em trabalho defensivo, fazendo com que Mbemba actuasse como 3ª central, numa linha de 5 defesas.

Um sistema cauteloso para tentar travar a previsível intensidade ofensiva do adversário. 

Mas foi o FC Porto que dominou os primeiros 20 minutos, surpreendendo o adversário, conseguindo anular com eficiência toda e qualquer veleidade atacante dos escoceses e ainda criar alguns calafrios junto da baliza de McGregor.

Aos 8 minutos esteve muito perto de se adiantar no marcador, num lance em que Pepe, na sequência de um canto, fez a bola sobrevoar o guarda-redes do Glasgow e chegar até à linha de baliza, onde foi desviada «in-extremis» por Kamara. Minutos mais tarde Soares voltou a assustar, quando em posição privilegiada cabeceou defeituosamente quiçá estorvado pele presença próxima de Uribe.

Depois desse período mais personalizado, a equipa foi cedendo espaços, perdendo discernimento, falhando passes em catadupa e perdendo confiança, ligação, critério, lucidez e classe, recuando cada vez mais no terreno, permitindo ao seu adversário pensar que afinal era possível ambicionar a vitória.

No segundo tempo a equipa portista surgiu incapaz de repetir a primeira vintena de minutos. Expôs-se recuando ainda mais, com períodos em que imitou as equipas pequenas do nosso campeonato, quando chegam ao Dragão e colocam o «autocarro» na sua grande área. Com a lesão de Pepe aos 49 minutos, essa tendência ficou mais vincada. A equipa portista era então um conjunto de jogadores todos borrados de medo, sem capacidade de contrariar o ascendente ofensivo dos escoceses e muito menos para criar qualquer jogada ofensiva que impusesse algum respeito.

Corrijo, houve sim uma jogada aos 68 minutos, na área do Rangers, onde Morelos meteu o braço na bola e o árbitro não assinalou a respectiva grande penalidade.

Curiosamente o mesmo Morelos, no minuto seguinte, fez o golo inaugural da partida, beneficiando de uma exasperante passividade da defensiva portista.

A perder, a equipa do FC Porto ficou mais tolhida e o segundo golo não demorou. Quatro minutos depois Davis bateu Merchesín com um remate que ainda foi ligeiramente desviado por Marcano.

Foi já perto do final da partida que os jogadores do FC Porto conseguiram libertar um pouco a pressão e aparecer mais perto da área contrária, mas sem qualquer perigo.

Derrota preocupante, não só pelos números como também pelo comportamento. A equipa  atravessa um mau momento e não se vislumbram melhorias para tão cedo. 

Com este resultado a equipa caiu para a última posição do grupo, em igualdade pontual com o Feyenoord (4 pontos), menos 3 que os líderes Young Boys e Rangers (7 pontos).

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













PENTEADO - Goleador Nº 305

Apontou 2 golos em 9 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo de duas temporadas ao seu serviço (1981/82 e 1982/83).

Manuel Alves Penteado, nasceu no dia 4 de Junho de 1958, em Vila Nova de Seles, Angola.

Veio para o Continente na companhia de seu pai que era natural de Monção, com apenas 16 anos de idade, começando a sua carreira de futebolista na equipa do Desportivo Monção, clube que representou durante 4 temporadas (1975/76 a 1978/79).

Destacou-se no Académico de Viseu (1979/80) e no Leixões (1980/81), antes de assinar pelo FC Porto.

























Chegou à Antas em 1981, com 23 anos, mas só ficou duas temporadas.

A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 10 de Janeiro de 1982, no Estádio das Antas, frente ao Lusitânia de Lourosa, em jogo a contar para os 16 avos-de-final da Taça de Portugal, com vitória portista, por 2-0. Estreia auspiciosa já que para além de ser titular a tempo inteiro, foi também o autor dos dois golos do encontro, aos 3 e 85 minutos.

Apesar disso, Penteado não era um dos habituais eleitos do treinador austríaco Hermann Stessl.  Dos 43 jogos oficiais do FC Porto nessa temporada (1981/82), Penteado só esteve em 9 convocatórias, 2 vezes com titular a tempo inteiro, 2 como suplente utilizado e as restantes 5 como suplente não utilizado.

Em baixo uma foto da equipa do FC Porto, supostamente de um jogo de reservas, em que Penteado foi titular:
Na temporada seguinte, sob a orientação técnica do «mestre» José Pedroto, o avançado angolano também não foi muito utilizado. Dos 41 jogos oficiais da equipa, esteve em 14 convocatórias, 5 como suplente utilizado e 9 como suplente não utilizado.

No final da temporada ainda assinou por mais duas épocas que não chegou a cumprir, face a um convite do Salgueiros, então treinado por Octávio. Penteado achou que Pedroto iria ter o mesmo comportamento para com ele, e ao abrigo de uma cláusula existente na altura, evocou falta de condições psicológicas para jogar em Vidal Pinheiro.










No Salgueiros jogou duas épocas (1983/84 e 1984/85), em nível razoável (41 jogos/11 golos), passando as 4 épocas seguintes (1985/86 a 1988/89) no Leixões, começando um périplo por vários emblemas de menor dimensão: Beira-Mar (1989/90 e 1990/91), Ovarense (1991/92), Leça FC (1992/93), Lusitânia de Lourosa (1993/94), Esposende (1994/95) e finalmente Souselo FC (1995/96).

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

domingo, 3 de novembro de 2019

NUMA EXIBIÇÃO DEPLORÁVEL SALVARAM-SE OS TRÊS PONTOS
















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS



























Perante uma das mais fracas equipas do Campeonato, que chegou ao Dragão com 8 derrotas e 1 vitória, era expectável uma noite tranquila com vitória concludente do FC Porto, ou não estivéssemos perante um dos candidatos ao título.

Infelizmente a equipa portista não correspondeu, nem pouco mais ou menos a essas legítimas expectativas, rubricando uma das mais negras exibições da temporada.

Sérgio Conceição fez apenas uma alteração no onze titular, em relação ao jogo anterior na Madeira, colocando Bruno Costa no lugar de Uribe.


























Desta vez não se pode atribuir culpas ao estado do terreno nem à excessiva agressividade do adversário, ainda que tivessem ficado por assinalar faltas claras desse teor. O que se manteve foi mais uma péssima arbitragem e consequente análise do VAR (um já célebre conhecido de nome Rui Costa), que sonegaram duas claras grandes penalidades (mais claras quando revistas as imagens).

Mas antes disso não quero deixar passar em claro a manifestação de solidariedade prestada ao minuto 9, por toda a plateia do Dragão, a um dos maiores símbolos do Clube vivo, o fenomenal «BI-BOTA DE OURO», Fernando Gomes, que como se sabe está a passar por um momento difícil de saúde, que todos desejamos consiga debelar, constituindo a vitória mais saborosa da sua vida.

Voltando ao jogo, assistimos a um arranque positivo com cerca de 15 a 20 minutos de futebol razoavelmente bem jogado, com os azuis e brancos a assumirem o seu natural favoritismo, tomando conta das operações e a forçar a inauguração do resultado, perante um adversário sem grandes argumento e muito fechadinho lá atrás, na tentativa de dificultar ao máximo a tarefa portista.

Tarefa mais ou menos conseguida já que o primeiro grande momento do jogo coincidiu com o único golo do desafio. Cruzamento perfeito do lado direito de Otávio que Marcano aproveitou para em raquete aplicar um remate pronto e certeiro (13').

Esperavam-se mais golos face ao domínio territorial portista, mas a verdade é que a inspiração parece ter ficado nos balneários porque só aos 31 minutos os adeptos conseguiram alguma vibração fruto de um espectacular remate de fora da área protagonizado por Luís Diáz a obrigar o guardião Aflala a não menos espectacular defesa.

Nada de mais saliente aconteceu até ao final da 1ª parte, apesar dos 70% de posse de bola, que curiosamente ou talvez não, rendeu apenas 5 remates, dois dos quais na direcção da baliza. Mas em favor da verdade desportiva à que referir os tais dois lances, que a serem devidamente julgados pela «turma dos profissionais da arbitragem», que apesar da quantidade de cabeças para apreciarem e das condições técnicas ao seu dispor, não conseguem ser isentos e muito menos competentes. Ambos ocorridos na grande área do Aves, aos 24 minutos (derrube a Bruno Costa) e aos 40 minutos (braço na bola de Mehremic), que a serem devidamente assinalados e concretizados colocariam o resultado num confortável 3-0, quiçá capaz de contribuir para que a equipa se libertasse da incompreensível ansiedade e passasse a jogar com mais confiança e critério.

O segundo tempo ficou marcado por uma exibição ainda mais confrangedora, com os jogadores do FC Porto a deixarem uma imagem demasiado desoladora de incapacidade, perante um adversário que se aproveitou dessa realidade para manter a sua baliza a salvo de novo golo. Mau de mais tendo em conta tratar-se de uma equipa servida por excelentes jogadores com ambição de lutarem pelos vários títulos de que ainda não estão arredados.

Esta exibição abre muitas preocupações para os compromissos que se avizinham, porqu a manter este nível vamos ter muitos amargos de boca.

Estranhamente, o resumo do jogo disponível também não apresenta os dois lances referidos:

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













SIMÕES - Goleador Nº 304

Concretizou 2 golos em 260 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo de 9 temporadas ao seu serviço (1974/75 a 1982/83).

Carlos António Fonseca Simões, nasceu no dia 28 de Julho de 1951, em Coimbra. Começou a sua carreira de futebolista nas escolas de formação da Associação Académica, da sua cidade natal, com uma passagem esporádica pelas camadas jovens do Sporting.

Foi mesmo  na equipa estudantil que passou a maior parte da sua formação e se tornou profissional de futebol, estreando-se na equipa principal na temporada de 1969/70, pelas mãos do treinador Juca.

As duas primeira épocas serviram de aprendizagem tendo sido pouco utilizado. A partir da época de 1971/72, começou a impor a sua classe, como defesa central e algumas vezes como lateral.

As suas competentes performances começaram então a despertar o interesse de outros emblemas e foi o FC Porto que logrou a sua contratação para fazer parte do plantel de 1974/75, sob a orientação técnica do brasileiro Aimoré Moreira que não acabaria a época, substituído por Monteiro da Costa.

























A sua estreia oficial ao serviço dos Dragões aconteceu no dia 18 de Setembro de 1974, no Estádio das Antas, frente aos ingleses do Wolverhampton, em jogo a contar para a 1ª mão, da 1ª eliminatória da Taça UEFA, com vitória portista, por 4-1.

Ao longo dos 9 anos de azul e branco vestido, Simões viria a tornar-se numa referência do sector defensivo, formando duplas de centrais muito coesas e consistentes. Rolando, Adelino Teixeira, Alhinho, Ronaldo e Freitas, foram alguns dos atletas que com ele brilharam no eixo da defesa portista. As suas exibições não passaram desapercebidas dos seleccionadores nacionais, Mário Wilson e depois Juca, que o utilizaram por 13 ocasiões, enquanto atleta do FC Porto (clicar aqui).

Apesar do seu excepcional jogo de cabeça, Simões nunca foi muito decisivo na área contrária, onde aparecia frequentemente para tentar o golo, nas jogadas de bola parada.

Ainda assim conseguiu inscrever o seu nome neste ranking de marcadores de golos portistas, ao apontar dois.

A sua estreia a marcar com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 4 de Janeiro de 1976, no Estádio das Antas, frente ao Benfica, em jogo da 15ª jornada do Campeonato nacional, com derrota por 3-2. Simões foi o autor do 2º golo portista, aos 40 minutos.

A sua fraca relação com o golo fez com que Simões só voltasse a festejar mais um da sua lavra no dia 5 de Janeiro de 1980, também no Estádio das Antas, frente a SC Espinho, em jogo da 15ª jornada (coincidência!) do Campeonato nacional, com vitória por 3-0. Simões fechava a contagem do marcador, aos 33 minutos.

Entre estes dois golos, Simões ficou ligado a um episódio que certamente marcou toda a sua carreira. Jogava-se a 28ª jornada e antepenúltima do Campeonato nacional, que o FC Porto comandava com o Benfica a morder os calcanhares. O seu rival era o adversário desse jogo. Vencer significaria carimbar o título, empatar manteria tudo na mesma e só a derrota poderia virar a tendência da corrida por um título que já escapava há 19 anos.

Estádio à pinha, na expectativa de festejar um saboroso triunfo. Três minutos de jogo e auto-golo de Simões! Balde de água fria! O defesa portista sentiu o abalo do infortúnio  mas não se deixou afectar, rubricando uma exibição segura. Ademir, a 7 minutos do fim reporia a igualdade e recolocaria a equipa nos trilhos do título, que se viria a confirmar duas jornadas depois.

A foto que se segue, refere-se a uma das imensas titularidades de Simões. Esta, colhida no dia 15 de Abril de 1979, no estádio do Bessa, em jogo da 23ª jornada do Campeonato nacional, frente ao Boavista, com vitória portista, por 2-1, resultado que contribuiria para a conquista do bicampeonato:























Depois de algumas épocas de grande fulgor, Simões começou a ser preterido, perdendo a titularidade, principalmente na sua última temporada de azul e branco.
















Contudo, o atleta sentia que ainda dispunha de capacidades para jogar em bom nível mais algumas temporadas, razão pela qual decidiu mudar de ares. A escolha recaiu nos algarvios do Portimonense, clube que representou por 4 temporadas (1983/84 a 1986/87), terminando a sua carreira na sua Académica, jogando mais duas temporadas (1987/88 e 1988/89).

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):

2 Campeonatos Nacionais (1977/78 e 1978/79)
1 Taça de Portugal (1976/77)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1980/81)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS



























Foi frente a um Marítimo hiper-lutador que o FC Porto perdeu dois pontos no estádio dos Barreiros, hoje com um relvado mal tratado a dificultar a manobra portista, a que se juntou uma arbitragem com dois critérios disciplinares, protagonizada pelo «complexado» Jorge Sousa, com tendência natural para prejudicar sistematicamente os azuis e brancos.

O treinador portista optou por apostar no mesmo onze que defrontou o Famalicão, apesar da do pouco tempo de intervalo entre estes dois jogos.


























Hoje a equipa mostrou-se muito menos lúcida e pouco prática. Frente a um adversário muito lutador, sempre com dois ou três jogadores em cima do portador da bola, recorrendo frequentemente à falta, quase sempre mal avaliadas pelo árbitro, os jogadores portistas sentiram uma enorme dificuldade para construir lances perigosos junto da baliza contrária. 

Pouco espaço, muita agressividade e boa organização defensiva do adversário, foram os principais obstáculos, a que se juntou o anti-jogo depois do excelente e feliz golo de Bambock, com a conivência do juiz da partida.

Os azuis e brancos tudo fizeram para reverter o resultado, mas diga-se em abono da verdade, sem grande inspiração e muito menos eficácia.

O melhor que conseguiram foi o golo do empate numa jogada que só é polémica na cabeça dos mal intencionados. A bola ultrapassou a linha de baliza de forma inequívoca e a alegada falta de Pepe sobre o guarda-redes Amir não existiu. O defesa portista saltou naturalmente para cabecear e foi o guardião que promoveu o contacto fora da pequena-área (área de protecção). A reacção de Amir foi a habitual de jogadores manhosos que não têm pejo em simular toques e agressões, para enganar os árbitros.

O lance foi verificado pelo VAR que o validou, garantindo o empate.

Sérgio Conceição fez as alterações que entendeu serem as mais aconselhadas para tentar a vitória, mas o golo acabaria por não chegar, apesar de uma ou duas boas oportunidades, não aproveitadas.

No final ficou o amargo de boca pelos pontos perdidos que afasta o FC Porto da liderança.