quarta-feira, 11 de março de 2020

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













MBEMBA - Goleador Nº 284

Apontou até este momento 3 golos com a camisola principal do FC Porto, em 38 participações oficiais, desde Julho de 2019.

Chancel Mbemba Mangulu nasceu no dia 8 de Agosto de 1994, em Kinshasa, na República Democrática do Congo (Zaire). Fez a sua formação de futebolista em clubes como o ES La Grace e o MK Etanchéité.

Em 2011 deixou o Continente Africano para ingressar no Anderlecht da Bélgica, clube onde completou a formação e que o lançou como profissional. O defesa central congolês foi suplente não utilizado na conquista da Supertaça belga de 2013, mas reforçou a sua influência na época seguinte, assumindo papel importante nas conquistas da Jupiter League e da Supertaça de 2014.

Contratado pelo Newcastle no Verão de 2015, Mbemba foi utilizado com regularidade na época de estreia na Premier League de Inglaterra. Nas temporadas seguintes jogou menos mas ajudou o Newcastle a vencer a Championship de 2017, o terceiro título da carreira profissional, contribuindo para o regresso dos Magpies ao escalão principal.

Chegou ao FC Porto no Verão de 2018, para integrar o plantel treinado por Sérgio Conceição, para tentar ajudar os Dragões a revalidarem o título de campeões nacionais.


























O seu primeiro ano de azul e branco não foi muito bem sucedido face a uma lesão grave sofrida na pré-temporada que impediu a sua afirmação plena. Apesar de tudo, manteve-se como homem de confiança do seu técnico e alternativa aos centrais titulares.

A sua estreia oficial com a camisola principal do FC Porto aconteceu no dia 31 de Outubro de 2018, no Estádio do Dragão, frente ao Varzim, em jogo da 2ª jornada da Taça da Liga, com vitória portista, por 4-2. É desse jogo a imagem da equipa que se segue:


























Mbemba participou em apenas 6 jogos, dois dos quais como titular a tempo inteiro (o da foto e mais tarde contra o Nacional, para o campeonato) e uma vez como titular substituído. Esteve 20 vezes no banco dos suplentes, do qual s
ó saiu uma vez para render um seu companheiro. Foi ainda utilizado na equipa B em dois jogos completos.

Na temporada actual já superou todas as marcas, enquanto atleta do FC Porto. Leva já 32 utilizações, 23 das quais como titular a tempo inteiro, 3 titular substituído, 6 como suplente utilizado e 13 como suplente não utilizado.

Dotado de compleição física de respeito (1,82 m/80 kg), Mbemba possui também boa técnica e visão de jogo. sai a jogar com lucidez e vai até à área contrária impor a sua estampa atlética nos lances de bola parada. Não tem sido muito feliz na finalização mas já conseguiu fazer balançar as redes adversárias por 3 vezes.

A sua estreia a marcar de Dragão ao peito aconteceu no dia  19 de Outubro de 2019, no estádio Municipal Dr. Jorge Sampaio, em Pedroso, Vila Nova de Gaia, frente ao Coimbrões, em jogo da 3ª eliminatória da Taça de Portugal, com goleada portista por 5-0. Mbemba foi o autor do 3º golo, aos 12 minutos.

O segundo golo veio cerca de um mês depois, mais precisamente no dia 24 de Novembro de 2019, no Estádio do Dragão, frente ao Vitória de Setúbal, no triunfo por 4-0. Mbemba abriu o activo aos 35 minutos.

O terceiro foi o mais recente, obtido no último encontro frente ao Rio Ave. Mbemba abriu o activo aos 18 minutos, apontando o golo que o faria subir neste ranking 51 lugares.










Acresce ainda que o defesa congolês é um dos pilares da defesa da sua selecção, somando 55 internacionalizações (13 como atleta portista) com 4 golos apontados, o último dos quais no importante jogo dos oitavos-de-final da CAN, que obrigou ao desempate pelas grandes penalidades, que acabaria por ditar a eliminação da sua equipa. Mas isso são contas de outro rosário que poderá recordar aqui, ainda que já desactualizada.

Fontes: Arquivo do Blogue, Site oficial do FC Porto e Zeroazero.pt

sábado, 7 de março de 2020

ROUBO DE IGREJA IMPEDE VITÓRIA DO FC PORTO

















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS DE JOGO


















































O FC Porto foi hoje impedido de vencer o Rio Ave, pela equipa de arbitragem + VAR (Artur Soares Dias + Vasco Santos) ao sonegarem um golo limpo e uma grande penalidade.

O que se assistiu hoje no Dragão foi um autêntico roubo de igreja similar aos que aconteciam do tempo da «outra senhora». Era necessário evitar que o clube do regime ficasse ainda mais distanciado na tabela, depois do empate fabricado pela dupla João Pinheiro/Luís Godinho, em Setúbal e os agentes da APAF trataram disso mesmo nos dois jogos, sem a menor falta de vergonha, à descarada mesmo!

Este proteccionismo ao clube do regime atingiu já níveis estratoesféricos sem que alguém consiga por termo a isto. Trata-se de mais um campeonato falso, sem verdade desportiva com todos a beneficiar o do costume. Assim não vale a pena continuar a despender tempo nem dinheiro para assistir semana a semana, jogo a jogo a tal farsa.

O FC Porto entrou em campo depois de saber que o seu rival directo na luta pelo título tinha perdido mais dois pontos e portanto ainda mais motivado para vencer o seu jogo para alargar a diferença pontual.

Sérgio Conceição apostou num onze titular muito parecido com o que utilizou nos Açores, com apenas uma alteração. Wilson Manafá ficou no banco e o eleito foi Nakajima.

























A entrada portista foi forte e decidida com uma grande oportunidade de golo aos 5 minutos, negada por Kieszek a corresponder com uma defesa de dificuldade elevada a um remate de cabeça de Sérgio Oliveira.

A insistência portista haveria de dar os seus frutos aos 18 minutos. Canto batido por Alex Telles, desvio de Danilo ao primeiro poste, a bola sobrou para Nakajima ao segundo poste, assistência com passe atrasado para Mbemba rematar e bater o guardião sadino.

Aos 30 minutos foi Danilo a aparecer em situação privilegiada, mas o cabeceamento saiu ao lado.

O Rio Ave que quase não tinha tempo para avançar no terreno, conseguiu marcar na primeira jogada de ataque. Lance bem construído e melhor finalizado pelo iraniano Mehdi (32').

Balde de água fria no Dragão e nos jogadores portistas que sentiram de algum modo o toque. A equipa perdeu intensidade e também alguma lucidez pois logo a seguir permitiu um remate muito perigoso de Nuno Santos, obrigando Marchesín a uma defesa complicada e o empate foi o resultado com que as equipas foram para o balneário.

No segundo tempo o FC Porto voltou a entrar com vontade de ganhar vantagem, mas o Rio Ave apareceu mais organizado e também mais perigoso. 

Foi nesta fase que a equipa da APAF decidiu ignorar as leis do jogo e prejudicar o FC Porto em dois lances dignos de destaque.

O primeiro, aos 55 minutos. Marega entrou na área e foi derrubado por Borevkovic. Grande penalidade do tamanho da Torre dos Clérigos que o árbitro e o VAR sonegaram.

O outro aconteceu aos 77 minutos. Violento remate de Sérgio Oliveira que Kieszek defendeu com dificuldade para a frente, sobrando para Soares que na passada rematou para nova defesa do guardião sadino, a bola foi para Marega. O maliano rematou de primeira, a bola embrulhou-se nas pernas de um defesa e encaminhou-se para o interior da baliza. O árbitro validou o golo mas esteve cerca de 6 minutos (!!!) à espera do visionamento da jogada. Resultado, o VAR (Vasco Santos) descortinou um fora de jogo de Soares, de 3 cm (!!!!!!). FABULOSO (Grande invenção).

Bom, depois foi o tudo por tudo até final, já sem grande lucidez, mais com o coração do que com a cabeça. Foi então que o Rio Ave pode explorar o adiantamento portista e criar alguns calafrios. Não fora a grande exibição de Mbemba e seus pares e a aposta da  APAF teria resultado mais em cheio.




quarta-feira, 4 de março de 2020

RANKING GOLEADORES PORTISTAS














EVERTON - Goleador Nº 312

Concretizou 2 golos em 11 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante a época de 1988/89, única ao seu serviço.

Everton Nogueira nasceu no dia 12 de Dezembro de 1956, em Florestópolis, município brasileiro de estado do Paraná.

O seu percurso de jogador de futebol começou na equipa do Londrina Esport Clube (1977), com passagens pelo São Paulo (1981 e 1982), Guarani (1983), Atlético Mineiro (1984,1985 e 1986) e Corinthians (1987 e 1988).

Chegou ao FC Porto no Verão de 1988 para jogar às ordens, primeiro de Quinito e a partir dos finais do mês de Novembro,  do regressado Artur Jorge.

























A sua estreia de Dragão ao peito aconteceu no dia 18 de Setembro de 1988, no Estádio das Antas, frente ao Portimonense, em jogo da jornada 5 do Campeonato nacional, com vitória portista, por 1-0. 

Everton actuava como médio de ataque atrás dos avançados. Ele era afinal um falso avançado.

Nunca conseguiu sobressair e muito menos fixar-se na equipa principal, onde aliás nunca foi titular. Esteve em 23 convocatórias, das 48 possíveis e sempre como suplente e dessas apenas 11 vezes utilizado.

Mesmo assim ainda conseguiu marcar dois golos, o primeiro dos quais no dia 26 de Fevereiro de 1989, no Estádio das Antas, frente ao Farense, em jogo da 27ª jornada do Campeonato nacional, numa goelada por 5-0. Everton saiu do banco aos 68 minutos a render Rabah Madjer, a tempo de apontar o 4º golo portista, aos 83 minutos.

O seu segundo e último golo com a camisola do FC Porto foi conseguido no dia 14 de Maio de 1989, no Estádio José Gomes, na Amadora, contra o Estrela da Amadora, em jogo a contar para a 37ª jornada do Campeonato nacional, que terminou com um empate a duas bolas. O médio brasileiro foi chamado ao jogo aos 73 minutos a render o defesa central Geraldão, numa altura em que o FC Porto perdia por 2-0 e era necessário tentar reverter o resultado. O certo é que a equipa reagiu e conseguiu marcar dois golos pelos brasileiros Branco (76') e por Everton (81'), evitando assim a derrota.

À falta de fotos de equipa, impossíveis por falta de titularidade, aqui fica uma do plantel que marca a passagem do atleta pelo FC Porto, bem como do regresso do treinador Artur Jorge:






















Apesar do vínculo do jogador com o FC Porto ter sido de três temporadas, Everton acabou por regressar ao Brasil e ao Atlético Mineiro (1990) seguindo depois para o Japão onde terminou a sua carreira, representando o Yokoama Marinos (1991 a 1993) e o Kyoto Sanga (1994 a 1996).








Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

segunda-feira, 2 de março de 2020

VITÓRIA NOS AÇORES DEU LIDERANÇA

















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS



























E à 23ª jornada o FC Porto chega finalmente à liderança do Campeonato, face à vitória conseguida frente ao Santa Clara, nos Açores, beneficiando do empate do até aqui líder fabricado pelo sistema.

Foram 3 as alterações promovidas por Sérgio Conceição, no onze titular, relativamente ao jogo anterior frente ao Bayer Leverkusen. Wilson Manafá, Danilo Pereira e Soares deixaram de fora Pepe (suplente), Uribe (poupado) e Zé Luís (lesionado).

























O jogo confirmou-se complicado face à boa organização defensiva do Santa Clara que conseguiu em alguns momentos aproximar-se da baliza de Marchesín com bastante perigo (teve 2 bolas nos ferros) e noutros jogar de igual para igual, ainda que sem criar outras oportunidades de golo.

O FC Porto continua a praticar um futebol intenso, competitivo, mas de forma geral pouco ou nada vistoso. Vai alternando jogadas sem critério a que se somam dificuldades técnicas de alguns dos seus atletas, quiçá demasiado primárias e pouco condizentes com o estatuto de profissionais pagos a peso de ouro, com outras muito bem elaboradas, sobressaindo belos pormenores técnicos, estes sim, dignos de estrelas do futebol, como a jogada que deu o primeiro golo do encontro. Uma tabela entre Sérgio Oliveira e Wilson Manafá, que terminou com um remate certeiro do defesa portista, na cara do guardião contrário (37').

Os Dragões tiveram uma oportunidade de ouro para dilatar o marcador aos 71 minutos ao dispor de uma grande penalidade que Alex Telles desperdiçou ao acertar no poste.

O golo da tranquilidade chegou aos 76 minutos, na sequência de um livre apontado por Sérgio Oliveira, correspondido com o cabeceamento de Ivan Marcano, a fazer a bola beijar as malhas.

Não foi um jogo esteticamente bonito, mas a vitória assenta bem aos azuis e brancos porque conseguiram ser mais eficazes e o controlo do jogo por mais tempo.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

DRAGÃO SUBJUGADO AO PODERIO ALEMÃO

















FICHA DO JOGO

SISTEMAS TÁCTICOS



























O FC Porto foi eliminado da Liga Europa, sem apelo nem agravo pelo 5º classificado do campeonato alemão, ao ser derrotado em sua própria casa por esclarecedores 3-1.

Zé Luís surgiu no lugar de Soares, única alteração promovida por Sérgio Conceição, relativamente ao jogo anterior frente ao Portimonense.
























Os Dragões necessitavam de corrigir a derrota por 2-1 que trouxeram de Leverkusen e os primeiros minutos do encontro deixaram transparecer essa disposição, mas foi Sol de pouca dura.

A equipa bávara depois de oito minutos de expectativa, tomou conta do jogo, fazendo a bola circular de pé para pé, deixando os jogadores portistas algo atarantados.

No primeiro ameaço (10'), o Leverkusen adiantou-se no marcador, com toda a facilidade, deixando desde logo evidente que o encontro seria não só um passeio como também mais um autêntico banho de bola.

A equipa portista ficou sem reacção e sem argumentos para contrapor o futebol simples, mecanizado, criativo, criterioso, bem ligado e também eficaz dos alemães, sendo reduzida à vulgaridade. Só aos 40 minutos, um remate de Otávio levou algum perigo à baliza contrária. Sorte que a equipa alemã não forçou muito, preferindo controlar com bola, o resultado favorável.

O segundo tempo trouxe mais do mesmo. Sérgio Conceição deixou Uribe nos balneários lançando Pepe para o eixo da defesa, com o intuito de projectar mais os laterais, mas a sua estratégia acabaria por ser atraiçoada por novo golo do LeverKusen (50'), em novo erro da defesa portista.

A eliminatória estava cada vez mais decidida, tanto mais que o FC Porto mostrava a mesma incapacidade de lutar de igual para igual. A equipa alemã é efectivamente muito superior e não deu quaisquer hipóteses de reacção.

Por isso o terceiro golo surgiu com toda a naturalidade (58'), confirmando de forma arrasadora a diferença de nível entre as duas equipas.

A vencer por 3-0, o Bayer Leverkusen baixou o ritmo e em alguns momentos a concentração, altura em que a equipa portuguesa conseguiu de algum modo mostrar algo mais, mas muito à base da criatividade de Corona. Acabaria por apontar o golo de honra (65') por Marega e evitar uma goleada mais humilhante que esteve em riscos de acontecer.

Esta equipa portista deixou bem patente, não só neste jogo como também nos anteriores de toda a fase de grupos, que não possui estatura europeia. Tornou-se numa equipa para consumo interno e de qualidade duvidosa.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













JORGE PLÁCIDO - Goleador Nº 311

Apontou 2 golos em 29 participações oficiais com a camisola da equipa principal do FC Porto, durante 2 épocas alternadas ao seu serviço (1987/88 e 1990/91).

Jorge Manuel Plácido Bravo da Costa, nasceu no dia 19 de Junho de 1964, em Luanda, Angola, na altura ainda província ultramarina portuguesa.

Começou a sua carreira de futebolista na escola de formação do Barreirense (1980/81), passando a representar o Amora FC na temporada seguinte, ainda como júnior. Foi neste clube que se tornou profissional desde que subiu a sénior. Na temporada de 1983/84 passou a representar o V. de Setúbal.

Foi porém no GD Chaves (1985/86 e 1986/87) que Jorge Plácido deu mais nas vistas, ao ponto de se tornar internacional A, beneficiando, é certo, dos problemas que afectaram a FPF, depois dos lamentáveis acontecimentos em Saltilho, aquando do Campeonato do Mundo no México. Plácido mereceu então a confiança do seleccionador Ruy Seabra, tendo sido utilizado em 3 jogos, com 2 golos da sua lavra.

Foi então que surgiu o interesse do FC Porto que o contratou para a temporada de 1987/88, servindo às ordens do jugoslavo Tomislav Ivic.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 6 de Setembro de 1987, no Estádio das Antas, frente ao Boavista, em jogo da 3ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 2-0. O avançado portista saiu do banco aos 82 minutos para substituir o médio Sousa, numa altura em que os portistas ganhavam por 1-0.

Não fez uma época auspiciosa face à forte concorrência, estando presente em 36 convocatórias das 54 possíveis (5 como titular a tempo inteiro, 5 como titular substituído, 13 como suplente utilizado e 13 como suplente não utilizado).

Em baixo uma das poucas fotos possíveis a ilustrar a titularidade do atleta. Foi no dia 17 de Outubro de 1987, no jogo frente ao Portimonense, da 8ª jornada do Campeonato, no Estádio das Antas, com vitória portista por 1-0:






























A sua estreia a marcar aconteceu no dia 9 de Março de 1988, no Estádio das Antas, frente ao Marinhense, em jogo da 5ª eliminatória da Taça de Portugal, com goleada por 4-0. Plácido abriu o activo aos 51 minutos, de grande penalidade.

Apesar do seu virtuosismo e engodo pela baliza, o avançado portista só conseguiu marcar por mais uma ocasião. Foi no dia 9 de Abril de 1988, no Estádio José de Alvalade, frente ao Sporting, com derrota por 2-1. Foi dele o único golo portista aos 75 minutos.

No final da época surgiu o interesse do RCF Paris, treinado por Artur Jorge, onde fez apenas dois jogos, regressando a Portugal na mesma época (1988/89) para representar o Sporting, tendo sido utilizado em 19 encontros.

A época de 1989/90 foi passada em França, novamente no Matra Racing (RCF Paris), sob o comando técnico de  Henryk Kasperczak, com regresso ao FC Porto no final da temporada.

Nas Antas,o reencontro com Artur Jorge não foi muito feliz, pois a sua utilização foi pontual. Esteve apenas em 12 convocatórias das 53 possíveis (1 com titular a tempo inteiro, 5 como suplente utilizado e 6 como suplente não utilizado.

Obviamente que no final da temporada decidiu sair.










Fez então a época de 1991/92 ao serviço do Salgueiros, onde jogou com regularidade, transferindo-se depois para França, representando o US Créteil (1992/93), o US Lusitanos (1993/94 a 1996/97), o Saint Denis FC (1998) e finalmente o US Lusitanos (1998/99 a 2000/01), clube onde encerrou a sua carreira.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 Títulos):

1 Campeonato nacional (1987/88)
2 Taças de Portugal (1987/88 e 1990/91)
1 Supertaça Europeia (1986/87)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

domingo, 23 de fevereiro de 2020

BOMBA DE TELLES, PEDRADA NO RESULTADO E NO MARASMO
















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS



























Foi com um remate soberbo, de fora da área que Alex Telles desbloqueou o marcador, num jogo em que o FC Porto sentiu grandes dificuldades frente a um Portimonense bem organizado defensivamente e perigoso no contra-ataque.

Os Dragões apresentaram-se com apenas uma alteração no onze titular, relativamente ao jogo anterior em Leverkusen. O regresso de Otávio relegou Wilson Manafá para o banco de suplentes.

























Face às fracas prestações da equipa algarvia esperava-se um confronto bem mais tranquilo do que aquele a que assistimos no Estádio do Dragão esta noite.

O FC Porto entrou forte na tentativa de resolver cedo a contenda, mas foi notório desde cedo a falta de inspiração de quase todos os atletas portistas, quiçá a acusarem o desgaste físico e psicológico da recente disputa europeia na Alemanha.

Frente a uma equipa bem posicionada no último terço do campo, muito combativa e a não dar espaços para a penetração, os azuis e brancos raramente conseguiram chegar com perigo à área adversária. As poucas vezes que conseguiram algum espaço, a finalização foi desastrada. Corona (14'), Soares (33' e 36') não foram minimamente eficazes para fazer funcionar o marcador.

O Portimonense sempre que podia tentava explorar o contra-ataque e Jackson Martinez desperdiçou duas boas ocasiões de fazer o golo. Primeiro aos 39', quando surgiu na cara de Marchesín a cabecear para fora e depois na cobrança de uma grande penalidade, que o VAR aconselhou o árbitro Hugo Miguel a ver as imagens, para se decidir a assinalar, falhando quase escandalosamente.

No segundo tempo esperava-se uma abordagem diferente das duas equipas, mas o nível do futebol praticado baixou consideravelmente. O FC Porto apareceu menos lúcido, menos intenso, tornando-se presa fácil para um adversário cada vez mais confiante e a apostar tudo no empate.

Sérgio Conceição não estava a gostar da fraca performance da sua equipa e decidiu mexer no onze, tirando Uribe e Soares, para introduzir Nakajima e Zé Luís.

O japonês veio trazer mais velocidade, imaginação e criatividade, enquanto o cabo verdiano mais capacidade aérea e poder de choque, características ideais para lutar contra a estatura considerável do trio de centrais do Portimonense.

No entanto, continuava evidente a falta de discernimento, critério e em alguns casos concentração. Quando já poucos acreditavam ser possível resolver a contento este jogo, Alex Telles tirou da cartola um remate monumental que fez explodir de alegria os mais de 40.000 portistas que estavam presentes no Estádio do Dragão.

Mais uma vitória feliz e importante que mantém o Clube na luta pelo título, assumindo à condição, pela primeira vez esta época, a liderança da prova.

Quanto à arbitragem foi mais do mesmo. Que esperar desta «padralhada» que sempre apita com palas nos olhos. O árbitro, Hugo Miguel e o VAR, Bruno Esteves, demonstraram mais uma vez, dualidade de critérios, sempre em prejuízo do FC Porto. Porque razão os lances na área do Portimonense, sobre Soares e Zé Luís, não tiveram o mesmo tratamento do lance sobre Jackson Martinez? Para mim a resposta é óbvia!