FICHA DO JOGO
SISTEMA TÁCTICO
O FC Porto recebeu e venceu o Moreirense, mantendo as suas legítimas aspirações na conquista do título, num jogo sem grande história, tal a superioridade patenteada pelos Dragões, que tiveram um domínio territorial.
O técnico portista repetiu a revolução no onze titular, com oito alterações, tal como procedeu no jogo anterior em Stuttgart. Desta vez, Martim Fernandes, Jakub Kiwior, Victor Froholdt, Alan Varela, Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gul e Oskar Pietuszewski, renderam Alberto Costa, Thiago Silva, Seko Fofana, Pablo Rosário, Rodrigo Mora, William Gomes, Terem Moffi e Borja Sainz. Os três resistentes foram Diogo Costa, Jan Bednarek e Zaidu.
A entrada forte no jogo da equipa portista, obrigou o Moreirense a defender no seu último terço e sem hipóteses de incomodar Diogo Costa. Foram 14 minutos em que os azuis e brancos foram tentando descobrir a melhor maneira de ferir o adversário.
Passado esse período, Deniz Gul descobriu Pietuszewski bem colocado na área adversária, colocou-lhe a bola, o jovem polaco não se fez rogado rematando com prontidão para uma defesa incompleta de André Ferreira. O esférico sobrou para Gabri Veiga, que na passada atirou para o golo.
Este golo teve o condão de espevitar a melhor capacidade ofensiva portista, com jogadas bem delineadas a que estava a faltar a eficácia na finalização. O segundo golo apareceu com toda a naturalidade, fruto desse pendor mais capaz, melhor aproveitado. Pepê conduziu mais um ataque, lançando Froholdt sob a direita. O médio dinamarquês, no seu estilo possante e rápido galgou terreno, cruzando rasteiro e atrasado. Pietuszewski recolheu de lado para a baliza, enquadrou-se e disparou ao segundo poste, sem qualquer hipótese de defesa.
Os Dragões mantiveram o ritmo de jogo intenso, criando uma série de oportunidades para dilatar o marcador, mas a falta de eficácia na finalização, levou o jogo para o intervalo com um resultado lisonjeiro para o adversário.
No segundo tempo, a equipa da casa entrou em modo de gestão e o jogo perdeu interesse, já que passou a jogar-se em ritmo baixo, pouco intenso e por isso com poucas oportunidades de golo.
Aos 52 minutos o Moreirense criou a sua única oportunidade ao atirar ao ferro da baliza de Diogo Costa, constituindo o canto do cisne.
Farioli aproveitou para fazer alterações e foi do banco que surgiram os dois melhores momentos portistas da segunda parte. O primeiro num contra-ataque conduzido por Borja Sainz e Rodrigo Mora, concluído magistralmente por Moffi, mas também defendido superiormente pelo guarda-redes contrário (69'). O segundo, o terceiro golo da partida com a chancela de William Gomes, remate em arco na gaveta, ao segundo poste (81').
Vitória incontestável que peca por escassa e que mantém o Dragão na liderança e bem na luta pelo título.



























