quarta-feira, 14 de novembro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 260













DINIS - Goleador Nº 260

Apontou 3 golos em 36 participações oficiais com a camisola do FC Porto durante a época de 1975/76 e apenas um jogo da época seguinte.

Joaquim António Dinis, nasceu no dia 1 de Dezembro de 1947, em Luanda, Angola. Começou a sua carreira de futebolista aos 13 anos de idade, começando a jogar no Marçal, o bairro que o viu nascer.

Pernas arqueadas, corpo esguio e franzino, drible apurado, velocidade e engodo pela baliza, foram os atributos que despertaram a atenção dos responsáveis do Clube ASA, quando foi fazer testes com apenas 15 anos. Foi chegar, ver e vencer.

Ficou no escalão de juniores e dois anos mais tarde, apesar da idade, foi promovido ao escalão de seniores, onde se tornou uma referência da equipa, ganhando a alcunha de "Brinca na Areia".

Não demorou a vir para o Continente para ingressar no Sporting, clube que representou com elevado nível durante 6 temporadas consecutivas (1969/70 a 1974/75), vencendo dois Campeonatos nacionais e três Taças de Portugal. 

Esse bom desempenho levou-o inclusivamente à selecção nacional, somando 14 internacionalizações com 5 golos.

No Verão de 1975 mudou-se para o FC Porto, numa situação de conflito com os responsáveis leoninos, que não cobriram a oferta dos Dragões.

























Sob a orientação técnica do mestre José Maria Pedroto e tendo como responsável pelo futebol, Pinto da Costa, Dinis viria a fazer mais uma época de grande qualidade. Pegou de estaca, tendo realizado 35 dos 39 jogos em que os azuis e brancos participaram nessa temporada.

A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 7 de Setembro de 1975, no Estádio das Antas, frente ao União de Tomar, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, com goleada portista por 6-1.

Apesar da sua elevada qualidade técnica e engodo pela baliza, o facto de actuar na extrema esquerda do ataque não lhe proporcionava grandes momentos de finalização. Era bem mais expressivo e influente na assistência aos seus companheiros.

Talvez por essa razão, o seu primeiro golo de azul e branco vestido só tenha aparecido à 21ª utilização, mais precisamente no dia 18 de Janeiro de 1976, no Estádio das Antas, frente à Académica de Coimbra, em jogo da jornada 17 do Campeonato nacional, na goleada portista por 5-1. Dinis foi o autor do 2º golo portista, aos 61 minutos.

Marcaria ainda por mais duas vezes. Uma, de novo para o Campeonato, no dia 7 de Março de 1976, jornada 23, frente ao Boavista, com vitória azul e branca por 2-0, com o extremo portista a abrir as hostilidades ao minuto 23. A última aconteceu no dia 24 de Abril de 1974, ainda nas Antas, desta feita frente ao Oriental, em jogo dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, com goleada portista por 6-0. Dinis foi o autor do 5º golo portista aos 75 minutos.

Abaixo, uma das fotos possíveis a ilustrar a titularidade do extremo esquerdo portista:























Depois de um desempenho categórico, era suposto que Dinis continuasse a espalhar o perfume do seu futebol com a camisola do FC Porto. Ainda alinhou no primeiro jogo do Campeonato nacional 1976/77, disputado nas Antas frente ao Portimonense, em que Dinis foi substituído aos 70 minutos por Rodolfo Reis, quando os portistas venciam por 2-0. O jogo terminou com a vitória por 3-0.

Porém, decidiu voltar à sua terra natal, nessa altura já independente, com 28 anos de idade, para integrar o Movimento Vamos Regressar, composto por futebolistas angolanos que jogavam em clubes portugueses, fazendo alguns jogos pelo seu inesquecível Escola, clube onde começou a dar os primeiros pontapés quando criança.











Joaquim Dinis ainda regressou esporadicamente a Portugal, representando o União de Leiria, que ajudou a subir de Divisão, na temporada de 1979/80.

Após o retorno ao seu país, jogou pelo 1ª de Agosto e foi campeão nacional no Girabola onde acumulou as funções de treinador.

Foi ainda técnico da selecção nacional angolana de Sub-17 e integrou a equipa técnica dos Palancas Negras que esteve presente no Campeonato do Mundo de 2006, disputado na Alemanha.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

sábado, 10 de novembro de 2018

EM DUELO DE CANDIDATOS VENCEU QUEM APRESENTOU MELHORES ARGUMENTOS
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto isolou-se no comando ao derrotar o SC Braga, num duelo de candidatos ao título, num jogo muito competitivo, como se esperava.

Sérgio Conceição voltou a fazer apenas uma alteração no onze titular, relativamente ao jogo anterior, deixando Herrera no banco para lançar Soares.


























Os campeões nacionais procuraram desde logo, como é seu timbre, impor o seu futebol mais ofensivo mas a pouco e pouco o seu categorizado adversário foi aliviando a pressão, equilibrando a partida. Depois de algumas jogadas prometedoras, o Braga dispôs de uma boa ocasião para marcar, à passagem do minuto 24, com Dyego Sousa a desviar fora do alcance de Casillas, mas para fora.

Responderam os azuis e brancos aos 38 minutos criando a situação mais clara da primeira parte, num belo remate de Brahimi, defendido por instinto pelo guardião bracarense.

Já em tempo de descontos aconteceu o caso do jogo. Canto a favor do FC Porto cobrado do lado direito do ataque portista, pelo inevitável Alex Telles, a bola foi cabeceada por Soares, o defesa Sequeira meteu ostensivamente o braço na bola e Artur Soares Dias, de frente para o lance, entendeu nada marcar, apitando logo de seguida para o intervalo, não dando tempo sequer a que o VAR analisasse a jogada.

No segundo tempo as equipas apareceram com a mesma disposição, o FC Porto a tentar tomar conta do jogo e o Braga a replicar com muita qualidade. As oportunidades foram aparecendo para ambas as partes e como a bola teimava em não entrar, o técnico portista Sérgio Conceição começou a mexer na equipa no sentido de chegar à vitória.

Arrsicou ao fazer sair o lateral direito, Maxi Pereira para a entrada do médio Otávio (63'), começando desde logo a ganhar o meio campo. Depois aos 72 minutos, foi a vez de Herrera render Brahimi. A equipa portista subiu de rendimento e a bola começou a rondar com mais perigo a baliza bracarense. O Braga aparecia menos vezes na área portista, mas sempre que o fazia criava muito perigo, fazendo mesmo a bola bater duas vezes nos ferros, porém o golo acabaria por sorrir ao treinador que mais arriscou e esse foi Sérgio Conceição, como aliás era de sua obrigação, já que jogava em casa e só a vitória seria um resultado positivo.

Lançamento de linha lateral, no enfiamento da grande área bracarense, efectuado por Corona, para trás na direcção de Otávio, quando se esperava um lançamento longo para o interior da área, o médio portista lançou à direita Hernâni (entrado aos 83' a render Óliver Torres), bola cruzada e sacudida pela defensiva minhota, recuperação de Otávio com um toque de classe a evitar Wilson Eduardo, seguido de cruzamento teleguiado para a cabeça de Soares, com a bola a ir beijar as redes, provocando um ruidoso entusiasmo nas bancadas do Dragão.

Estava finalmente recompensada a lucidez e ambição do técnico azul e branco que fez o que devia para vencer este complicado jogo.

Este importante triunfo valeu-lhe a liderança isolada do campeonato.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 259













AILTON - Goleador Nº 259

Concretizou 3 golos em 44 participações em jogos oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo das 3 temporadas ao seu serviço (1974/75 a 1976/77).

Ailton Ballesteros nasceu no dia 20 de Outubro de 1949, em São Paulo, Brasil. Começou a sua actividade de futebolista no S.C. Bom Sucesso, tendo passado posteriormente pelo C.R. Vasco da Gama e por último pelo Olaria A.C., clube de onde transitou para o FC Porto, no Verão de 1974.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 19 de Outubro de 1974, no estádio da Luz, frente ao Benfica, em jogo da 7ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 1-0. Ailton saiu do banco aos 79 minutos para a saída de António Oliveira.

Médio de ataque de formação, Ailton não tinha uma boa relação com os golos. Era um atleta mais dedicado a criar e a assistir para os seus companheiros, razão pela qual não foi além de 3 golos, de azul e branco vestido.

O seu primeiro golo só foi obtido na segunda das três épocas que esteve nas Antas, mais precisamente no dia 15 de Fevereiro de 1976, frente à equipa da Cuf, do Barreiro, em jogo a contar para a jornada 21 do Campeonato nacional, realizado no anfiteatro portista, que terminou com esse único golo de Ailton, concretizado aos 19 minutos.

Os outros dois só apareceram na época seguinte (1976/77). Primeiro no dia 21 de Novembro de 1976, no estádio António Coimbra da Mota, frente ao Estoril, em jogo da 9ª jornada do Campeonato nacional, com derrota por 2-1. Ailton foi o primeiro a marcar nesse jogo, aos 21 minutos, mas a equipa da casa acabaria por dar a volta ao marcador. Já o seu último golo aconteceria no dia 9 de Abril de 1977, no Estádio das Antas, frente ao Sporting, em jogo dos quartos-de-final, da Taça de Portugal, com vitória portista por 3-0. Ailton fechou o marcador aos 29 minutos.

Em baixo, uma das fotos possíveis a ilustrar a titularidade de Ailton:













O médio brasileiro, após as três temporadas no FC Porto, decidiu mudar de ares e assinou contrato com o Sporting, clube que representou nas épocas de 1977/78 e 1978/79. 

Até ao final da carreira representou ainda o Boavista (1979/80 a 1981/82), o Varzim (1982/83), o SC Lamego (1983/84) e finalmente o Alvarenga (1986/87).

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):

1 Taça de Portugal (1976/77)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

terça-feira, 6 de novembro de 2018

QUATRO BELOS GOLOS DIZIMAM LOKOMOTIV PERIGOSO

















FICHA DO JOGO






























Uma noite fria, com chuva interrupta batida a vento, galgando a cobertura do Dragão, fustigando bancadas e relvado, não foi impeditiva de mais um triunfo do FC Porto, nesta edição da Liga dos Campeões, frente a um adversário chato, perigoso e ainda convencido nas suas capacidades, que as insígnias de campeão russo lhe conferem.

Sérgio Conceição teve de fazer uma alteração ao onze titular, face à falta de inscrição nesta prova de Soares, elegendo Herrera para o substituir.

























Ciente das dificuldades que tinha pela frente, o FC Porto cedo tomou as rédeas do jogo conseguindo o golo logo aos dois minutos. Jogada do lado direito com passe de Maxi Pereira  pelo meio das pernas de um adversário, lançando Marega no corredor, o maliano  a entrar na área e a cruzar no momento exacto, com Herrera a dar sequência com finalização certeira.

Rombo nas aspirações da equipa russa que nunca desistiu de discutir o resultado, dando sempre muita réplica, obrigando os campeões nacionais portugueses a trabalhar com índices de concentração elevados. 

Os azuis e brancos corresponderam ao que deles se esperava e perto do intervalo dilataram o resultado, com inversão de papeis. Herrera assistiu Marega, com um passe soberbo, levantando a bola por cima da defesa contrária, o avançado portista recolheu, correu rápido para a baliza e no momento certo desferiu o remate fatal, fazendo a bola passar por entre as pernas do guarda-redes.























Até ao intervalo o FC Porto ainda tentou mais alguns golos. Militão e Maxi Pereira estiveram perto, mas o guardião Guilherme opôs-se com segurança.

No segundo tempo a chuva intensificou-se, o relvado começou a acusar o excesso de água e a equipa russa voltou dos balneários disposta a dar ainda mais luta. Tomou conta das operações obrigando os azuis e brancos a baixar o bloco e a defender durante um período mais alargado. Criaram alguns lances perigosos e acabaram mesmo por conseguir o golo de honra, perto da hora de jogo, na conclusão de um canto, com a defesa portista a permitir que um dos jogadores mais baixos da equipa, Farfán, cabeceasse à vontade, traindo Casillas.

O golo parecia relançar a discussão do resultado, no entanto o FC Porto reagiu rápido e o terceiro golo praticamente matou o jogo. Passe a rasgar de Óiver Torres para Corona que entra na área, evita um adversário, troca a bola do pé direito para o esquerdo, enquadrando-se com a baliza e remata para um golo de belo efeito.























O Lokomotiv sentiu esse golo e não mais conseguiu esboçar uma reacção. O FC Porto galvanizado, procurou mais golos, as oportunidades apareceram mas foi Otávio, já em tempo de descontos a fechar a contagem, com um remate portentoso à entrada da área.

Vitória categórica valorizada pela réplica do adversário.

O FC Porto continua no comando do seu grupo, necessitando apenas de um ponto para garantir a passagem aos oitavos-de-final da prova.

sábado, 3 de novembro de 2018

VITÓRIA DIFÍCIL EM MAIS UM JOGO DE DUAS FACES

















FICHA DO JOGO






























Candidato ao título que se preze tem de soar a camisola para vencer no estádio dos Barreiros. Foi um pouco disso que aconteceu hoje, com o FC Porto a ter de apelar a todo o empenho dos seus jogadores para garantir os três pontos, muito importantes para continuar a alimentar essa ambição.

Sérgio Conceição voltou a apostar no mesmo onze titular que tinha utilizado na jornada anterior, frente ao Feirense.

























O Marítimo, a atravessar um período mau de resultados, apostou numa forma diferente de actuar, povoando o seu bloco defensivo com três centrais, acantonando toda a equipa dentro do seu último terço do campo.

O FC Porto manifestou evidentes dificuldades para ultrapassar tal esquema, não conseguindo ligar as suas jogadas, muito menos criar lances de perigo, face à falta de espaço e de tempo para dar largas à criatividade. Teimosia na utilização de cruzamentos para a área, geralmente mal dirigidos, com os centrais insulares a anularem com toda a facilidade, foi uma constante na primeira parte.

O Marítimo quase não teve tempo para pensar em aventurar-se em espaços mais avançados, mas ainda assim pertenceu-lhe o remate mais perigoso desse período.

A igualdade sem golos ao intervalo, era pois o resultado lógico daquilo que se tinha passado até então.

No segundo tempo as coisas tinham de mudar e foi mesmo o que aconteceu. Os campeões nacionais entraram com  dinâmica mais assertiva e as oportunidades começaram a aparecer naturalmente.

Soares aos 48 minutos testou a atenção de Amir e aos 62 minutos sofreu falta para penalty, que Marega não conseguiu concretizar.

O técnico portista aproveitou para proceder à primeira substituição, tirando Maxi Pereira para a entrada de Otávio. Em boa hora o fez, pois foi o médio portista que abateu o muro de betão do Marítimo. Jogada de ataque bem trabalhada, com a bola a sair dos pés de Óliver Torres, passando por Brahimi, toque de calcanhar de Soares para Marega, novo toque de calcanhar para a entrada de rompante de Otávio, que já no interior da área e acossado por um defesa contrário, atirou fazendo a bola beijar as malhas.

Estava conseguido o mais difícil. O jogo tornou-se mais aberto e os azuis e brancos passaram a dominar em toda a linha os acontecimentos, criando novas e boas ocasiões para dilatar o marcador, que viria a funcionar aos 73 minutos, por Marega, depois de uma recuperação de bola oportuna de Óliver Torres, no meio campo portista, quando os defesas do Marítimo se encontravam quase todos adiantados. O médio portista conduziu a bola sempre em corrida até à meia lua da área insular, local onde passou para Otávio que o acompanhava do lado direito, este, à saída do guarda-redes lançou para a entrada de Marega que na passada só teve de encostar para a bola ultrapassar a linha fatal.

Se dois golos de vantagem quase garantiam o triunfo, a justa expulsão de Dany aos 82 minutos tirou ainda mais quaisquer réstias de esperança que ainda pudessem existir nas hostes madeirenses.

O FC Porto teve hipóteses de dilatar o resultado mas a bola não voltou a entrar na baliza.

Vitória suada mas muito justa da única equipa que tudo fez para vencer.


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

DA PASMACEIRA DA PRIMEIRA PARTE AO FUTEBOL DA SEGUNDA





















FICHA DO JOGO






























O FC Porto venceu o Varzim, equipa do escalão imediatamente abaixo (II Liga), num jogo muito mais complicado do que se podia supor.

O técnico portista tinha alertado para o facto de haver equipas nesse escalão com capacidades similares ou até superiores a algumas da Divisão principal e que o Varzim era uma delas.

Ainda assim, Sérgio Conceição decidiu dar um voto de confiança a um conjunto de atletas menos utilizados, apresentando um onze inédito e sem qualquer jogador, dos que actuaram nos últimos jogos.

























Essa opção acabou por marcar de forma indelével a medíocre exibição da equipa portista, a acusar faltas de ritmo e ligação, compreensíveis num conjunto de jogadores que raramente joga junto. Muita indecisão, lentidão de raciocínio e movimentos, falta de imaginação e incapacidade completa de penetrar no terço defensivo do adversário, constituíram os condimentos principais para uma primeira parte que só não foi desastrosa porque Bazoer teve um momento de discernimento para, com classe, repor a igualdade quase em cima do intervalo, depois da defesa portista ter permitido, de forma algo passiva, que o Varzim se adiantasse no marcador a partir do minuto 30.

O técnico azul e branco não podia de forma alguma estar satisfeito com o desenrolar da partida e disso já tinha dado conta quando, muito mais cedo do que é habitual, pôs a aquecer os seus principais atletas que estavam no banco dos suplentes, fazendo passar a mensagem para dentro das quatro linhas.

No segundo tempo Jesús Corona deixou Jorge nos balneários e a verdade é que se notou logo uma disposição completamente diferente. As oportunidades começaram a aparecer com maior frequência, dando a ideia que a resolução do jogo seria uma questão de tempo.

A bola teimava em não encontrar as redes da baliza dos poveiros, bem guardada pelo seu guarda-redes, que ia conseguindo adiar o golo, até à entrada de Soares, chamado ao jogo aos 65 minutos, substituindo o defesa lateral João Pedro, para desviar de cabeça aos 73 minutos, um canto cobrado por Sérgio Oliveira, dando a reviravolta ao resultado.

O resultado parecia bem encaminhado, mas um infortúnio (ou azelhíce?) de Sérgio Oliveira, na tentativa de atrasar a bola, meteu-a ao alcance de Haman, que isolado não se fez rogado, mesmo tendo atirado primeiro contra Vaná, para na insistência repor a igualdade (2-2).

O FC Porto continuou a carregar e a mais valia dos seus atletas, principalmente dos habituais titulares (Corona, Soares e Óliver), com destaque para o Tecatito, acabaria por decidir a partida com mais dois golos e uma série de falhanços.

Vitória certa, num desempenho que vai ser certamente motivo para reflexão interna, onde ficou claro, acho eu, que onze bons jogadores (na opinião do mister) podem não fazer uma boa equipa. Depois desta experiência, calculo que Sérgio Conceição não mais terá vontade de alterar o onze titular de forma tão radical.

domingo, 28 de outubro de 2018

LABORATÓRIO, ÓLIVER E CASILLAS, O TRIÂNGULO PERFEITO
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto levou de vencida  o Feirense, melhor defesa do Campeonato, num jogo em que os fogaceiros fizeram jus a esse mérito, tornando o encontro num confronto complicado, interessante e competitivo, valorizando ainda mais a vitória dos campeões nacionais.

O técnico portista surpreendeu ao deixar Herrera no banco, apostando claramente na boa forma que o jovem Óliver Torres atravessa, cotando-se mesmo como o melhor homem em campo.

























Os Dragões cedo deram mostras de querer resolver a contenda rapidamente e não fora a má decisão do árbitro da partida, à passagem do 3º minuto, a assinalar uma falta inexistente de Marega, que acabaria em golo, até teria aberto o marcador e levado o jogo para outra dimensão. Estou convencido que se o árbitro não fosse tão rápido a apitar, o VAR teria certamente validado a jogada.

Os azuis e brancos tomaram as rédeas do jogo, como era sua obrigação, obrigando o adversário a acantonar-se no seu último terço, complicando muito as manobras ofensivas portistas, que só aos 22 minutos conseguiram festejar um golo, obtido num lance de bola parada. Jogada estudada e elaborada no «laboratório» e perfeitamente concretizada pelos intervenientes (Alex Telles, Óliver, Corona e Felipe).

O VAR pediu que o árbitro fosse verificar a jogada no ecrã disponível e preparado para esse efeito, no local próprio perto das 4 linhas e depois de alguns segundos de indecisão, optou por validar o golo. A posição de Felipe, autor do golo, é algo duvidosa, não isenta de polémica, como seria aliás a decisão contrária.

O Feirense reagiu bem ao golo sofrido e durante alguns minutos pôs a defensiva azul e branca em sentido. Casillas foi obrigado a trabalho competente e de classe para evitar o empate, aos 29 minutos.

Depois e até ao final da primeira parte o FC Porto voltou a estar por cima, desperdiçando duas boas ocasiões para dilatar o resultado. Primeiro num remate de Brahimi à barra e depois num remate de Marega, em posição privilegiada, contra o guarda-redes.

A segunda metade foi mais dividida, mas com o FC Porto sempre mais perto de marcar. Soares aos 37 minuto esteve muito perto de desfeitear Caio Secco, mas a bola saiu a rasar o poste, com o guardião batido.

Só aos 80 minutos o FC Porto pode festejar o segundo golo, dando alguma tranquilidade e conforto ao resultado.

Até ao final os Campeões nacionais desperdiçaram mais algumas boas oportunidades que poderiam ter levado o resultado para a goleada (Brahimi - 84' e Adrán López - 90'), mas foi Casillas, nos derradeiros segundos do jogo a evitar o golo do Feirense, com uma defesa magistral a um remate perigoso e outra à sua recarga.

Vitória justa e até escassa, num jogo complicado em que Óliver Torres encheu o campo com a sua classe, visão de jogo, consistência na construção e distribuição, raça e disponibilidade física na recuperação, enfim, uma exibição de encher o olho.