segunda-feira, 9 de março de 2026

OITENTA E OITO MINUTOS DE COMPETÊNCIA E OITO DE FRUSTRAÇÃO

 
















FICHA DO JOGO



























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto desperdiçou uma bela oportunidade de alargar a diferença pontual que o separa dos dois rivais de Lisboa, ao empatar no estádio da Luz, num jogo em que esteve a vencer por 2-0, durante 69 minutos, permitindo o empate aos 88 minutos.

Francesco Farioli procedeu a 6 alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior frente ao Sporting, para a Taça de Portugal. Kiwior, Martim Fernandes, Froholdt, Gabri Veiga, Deniz Gul e Pietuszewski, renderam Pablo Rosário, Francisco Moura, Fofana, Rodrigo Mora, William Gomes e Moffi.
























Depois do empate do Sporting em Braga, a expectativa quanto ao comportamento da equipa portista na Luz, cresceu exponencialmente. Seriam os Dragões capazes de aproveitar para com uma vitória aumentar a diferença pontual para os dois perseguidores ou iria jogar para o empate deixando tudo na mesma?

Ora a equipa portista apresentou-se na Luz com a lição bem estudada, num esquema anti bazófias, muito personalizada, a impor as suas capacidades durante mais de uma hora, em que explorou de forma inteligente e eficaz as fragilidades adversárias. 

Tal performance rendeu dois belos golos e mais alguns ameaços, de forma a ir para o intervalo com uma vantagem confortável.

No segundo tempo Farioli entendeu entrar em modo de gestão, começando por deixar Pepê e Gabri Veiga no banco para as entradas de William Gomes e Fofana.

A equipa da casa demorou a acertar na sua manobra ofensiva, permitindo até mais algumas chegadas perigosas à sua área, algumas caricatamente desperdiçadas pelos jogadores portistas.

A troca de Martim Fernandes por Francisco Moura (58 minutos) e mesmo de Pietuszewski por Borja Sainz (63 minutos) acabou por ser mais prejudicial do que benéfico, já que ambos não só não acrescentaram como ajudaram à perda da vantagem. Moura, indolente foi um autentico buraco na esquerda e Borja demasiado perdulário e displicente.

Ao contrário, Mourinho fez as substituições certas, tirando partido das mesmas, conseguindo a recuperação, evitando a derrota.

A divisão de pontos acaba por saber a alguma frustração para as hostes portistas. 

sexta-feira, 6 de março de 2026

RANKING GOLEADORES PORTISTAS

 

















Na falta de golos portistas no último jogo, frente ao Sporting em Alvalade (derrota 1-0), em jogo da 1ª mão das meias finais da Taça de Portugal, aproveito para relembrar o posicionamento dos atletas portistas do actual plantel, nesta data.

























quarta-feira, 4 de março de 2026

DERROTA TANGENCIAL DEIXA TUDO EM ABERTO

















FICHA DO JOGO


























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto sofreu a primeira derrota na Taça de Portugal desta temporada, na deslocação a Alvalade, primeira mão das meias-finais da prova.

O técnico Francesco Farioli procedeu a 6 alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior, frente ao Arouca. Francisco Moura, Alan Varela, Seko Fofana, Rodrigo Mora, William Gomes e Terem Moffi, foram os eleitos em detrimento de Jakub Kiwior, Zaidu, Victor Froholdt, Gabri Veiga, Deniz Gul e Oskar Pietuszewski, todos relegados para o banco de suplentes.



























O jogo da primeira mão, efectuado em Lisboa punha frente a frente o ataque mais realizador (Sporting) e a defesa menos batida (FC Porto). ingredientes que faziam elevar as expectativas, especialmente dos paineleiros das Tvês da capital, ávidos de assistirem a uma goleada leonina.

Foi o FC Porto a entrar melhor no jogo, a realizar uma primeira parte bastante personalizada, com destaque para William Gomes, a fazer perder a paciência Maxi Araújo, levando perigo à baliza contrária. Foram 12 minutos iniciais muito fortes dos azuis e brancos, mas com a pecha do costume, incapacidade para meter a bola na baliza.

Depois deste período, o jogo entrou numa fase de quezílias, toques rasteiros, equipa médica a entrar várias vezes no relvado e jogo prolongado 10 minutos. Alguma dureza mal ajuizada pelo soprador do assobio, ao ponto de permitir uma série de entradas maldosas sem a respectiva sanção disciplinar. Luis Suarez foi mais uma vez protegido, escapando à expulsão por entrada duplamente agressiva sobre Bednarek (soco no peito e calcadela intencional, aos 25 minutos), arrumando-o do jogo, aos 44 minutos.

Alberto Costa também foi poupado ao segundo amarelo, nitidamente por compensação de um primeiro tão injusto quanto ridículo.

A segunda parte também começou bem para os Dragões que tiveram uma bola na trave a remate de Alan Varela (48'), mas o fulgor portista foi Sol de pouca dura, com a equipa da casa a aproveitar para explanar um futebol ofensivo mais esclarecido e perigoso com algumas chegadas à área portista.

O golo acabaria mesmo por chegar de grande penalidade cometida por Fofana, aos 61 minutos e o FC Porto não foi capaz de evitar a derrota.

domingo, 1 de março de 2026

RANKING GOLEADORES PORTISTAS

 

















Foram três os golos com que o FC Porto brindou a equipa do Arouca, na vitória por 3-1.

Oskar Pietuszewski, William Gomes e Terem Moffi, foram os autores dos golos.

O primeiro aconteceu na jogada que deu inicio ao encontro, mais precisamente aos 13 segundos. A bola disputada de cabeça no limite da grande área sobrou para Froholdt que cruzou ao segundo poste onde surgiu Pietuszewski a empurrar para o golo.


O jovem ala portista estreou-se a marcar de Dragão ao peito, registando o seu nome nesta lista de goleadores portistas, na 465ª posição.


















O segundo golo foi de grande penalidade a castigar toque no pé de Fofana, quando este se preparava para rematar, prontamente assinalado pelo árbitro da partida e confirmado pelo VAR. Só por ignorância ou má fé este lance tem vindo a ser contestado pelos alienados do costume.

Indiferente aos protestos, William Gomes não deu hipóteses de defesa, recolocando o FC Porto em vantagem no marcador (90'+1')


William Gomes chega aos 9 golos na temporada (6 na liga portuguesa, 1 na taça de Portugal e 2 na liga Europa). Acumula 10 golos com a camisola do FC Porto, subindo ao 182º lugar, na companhia de Francisco Castro (1929/30 a 1934/35 - 27 jogos), Yanko Daucik (1959/60 - 10 jogos), Rodolfo Reis (1971/72 a 1983/84 - 331 jogos), Albertino (1979/80 a 1981/82 - 57 jogos), Stéphan Paille (1990/91 - 27 jogos), Carlos Secretário (1993/94 a 2003/04 - 309 jogos), César Peixoto (2002/03 a 2005/06 - 56 jogos), João Moutinho (2010/11 a 2012/13 - 140 jogos), Nicolás Otamendi (2010/11 a 2013/14 - 126 jogos), Cristian Tello (2014/15 e 2015/16 - 57 jogos) e Zé Luís (2019/20 - 32 jogos).















O terceiro golo aconteceu aos 98 minutos, num contra ataque conduzido pela direita por William Gomes, que aproveitando a desorganização defensiva do Arouca, cruzou para a entrada oportuna de Terem Moffi.


Mais uma estreia a marcar com a camisola do FC Porto. Moffi ocupa a última posição deste ranking, o 466º lugar.



sábado, 28 de fevereiro de 2026

DRAGÃO ABANOU MAS NÃO CEDEU

 
















FICHA DO JOGO


























SISTEMA TÁCTICO























O FC Porto recebeu e bateu o Arouca, em mais um jogo em que a performance portista voltou a ser periclitante, acabando por ter de cerrar os dentes e arregaçar as mangas para garantir a vitória e consequentemente a vantagem pontual que o separa do principal rival.

Farioli não pôde contar com Alan Varela, por limite de cartões amarelos, mas recuperou o central Jakub Kiwior, livre da lesão. O central polaco constituiu a única alteração no onze titular, relativamente ao jogo anterior frente ao Rio Ave.


























Acho que não se poderia pedir à equipa melhor entrada no jogo, já que o golo apareceu logo aos 13 segundos, por Oskar Pietuszewski a aproveitar uma excelente assistência de Victor Froholdt.

Estavam assim criadas todas as condições para os azuis e brancos partirem para uma exibição consistente e agradável, de forma a evitar calafrios.

Mas esta equipa não parece vocacionada para resolver os jogos de forma rápida e confortável. Parece preferir ir arrastando-se, umas vezes penosamente, com a bola a circular entre os centrais (os passes entre Bednarek e Kiwior, foram mais que muitos), sem qualquer intuito de progressão e alguns lançamentos de longa distância, geralmente mal dirigidos, alternando com uma ou outra jogada ofensiva bem delineadas, mas muito mal concluídas.

Diga-se em abono da verdade que o FC Porto, durante a primeira parte construiu algumas jogadas que poderiam ter dado golos, não fora a falta de talento para as concluir com êxito (Deniz Gul, aos 19 minutos a não acertar na bola, numa recarga ou Pepê, aos 45 minutos a atirar contra as pernas de um defesa, em situação privilegiada) ou também a falta de um pontinha de sorte (bola no ferro aos 17 minutos por Froholdt).

O segundo tempo começou mal para o FC Porto, que entrou demasiado relaxado, com a intenção de controlar a magra vantagem.

Sofreu o primeiro aviso, 27 segundos após o recomeço do jogo, com a bola a esbarrar estrondosamente na barra da baliza de Diogo Costa. Este lance parece ter despertado a equipa que respondeu com um remate perigoso de Gabri Veiga, seguido de um desperdício (mais um) displicente de Deniz Gul, que na cara do golo atirou sobre a barra (52 minutos).

Foi Sol de pouca dura já que o Arouca dividiu o jogo, aproveitando a apatia relativa da turma portista, arrancando um golo de belo efeito à passagem do minuto 70, já Farioli tinha feito 3 alterações (61').

Balde de água fria no Dragão até porque a turma adversária parecia não ter grandes argumentos para furar a defensiva azul e branca.

O que se seguiu até final foi um assalto à baliza do Arouca, mas com muita precipitação, pouco discernimento e muita intranquilidade. 

A insistência acabaria por dar os seus frutos, pois aos 87 minutos, Seko Fofana sofreu falta para pênalti e William Gomes, com execução soberba colocou a equipa em vantagem (91'). 

Para acabar em beleza, o nº 7 portista ainda assistiu Moffi, para o terceiro golo (98 minutos), garantindo os três pontos.

Vitória justa mas sofrida sem necessidade, face à incapacidade para matar o jogo ainda cedo, apesar das oportunidades criadas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

RANKING GOLEADORES PORTISTAS

 

















A visita do Rio Ave ao estádio do Dragão proporcionou apenas um golo, suficiente para garantir os três pontos da ordem, que mantém o FC Porto na liderança do campeonato com a mesma vantagem pontual para os seus rivais (4 pontos para o segundo e 7 pontos para o terceiro), ao fim das 23 jornadas já disputadas.

Victor Froholdt foi o autor do golo, aos 22 minutos. Jogada desenrolada pela esquerda com Gabri Veiga a lançar Oskar Pietuszewski. O ala esquerdo evitou um adversário, invadiu a área, cruzando atrasado para a entrada fulgurante do dinamarquês que rematou de pronto, obtendo um golo de belo efeito.


Quarto golo na temporada para o nº 8 portista (3 na liga portuguesa e 1 na taça de Portugal).

Subiu ao 280º lugar deste ranking, agora na companhia de um pelotão de atletas com a mesma marca, entre os quais o seu companheiro de plantel, Alan Varela. 



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

DRAGÃO ENVEREDOU POR VITÓRIAS LIGHT

 
















FICHA DO JOGO



























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto voltou a vencer com um golo solitário, suficiente porém para garantir a diferença pontual para os seus rivais, que possuía na jornada anterior.

Thiago Silva lesionou-se, juntando-se ao lote dos indisponíveis, pelo que Francesco Farioli se viu obrigado, mais uma vez, a alterar o onze titular portista, colocando no seu lugar Pablo Rosário a que juntou Gabri Veiga, em vez de Rodrigo Mora, as duas alterações, relativamente ao jogo anterior frente ao Nacional da Madeira.

























Esperar uma bela exibição e um resultado gordo, nesta conjuntura, será certamente uma ambição demasiado extravagante, pelo que chegar ao fim do jogo e constatar mais uma vitória é algo com que já me sinto suficientemente aliviado, ainda que não muito convencido.

Este jogo frente a um Rio Ave em reconstrução, vindo de 5 derrotas consecutivas até seria, em condições normais, uma boa oportunidade para a equipa do FC Porto tirar a barriga de misérias, mas, por um conjunto de circunstâncias (pouca apetência para enfiar a bola na baliza, alguma falta de sorte, muita falta de lucidez e insistência nos erros primários bem como nas opções caricatas), este Dragão parece fadado para os resultados light.

A equipa até começou bem o jogo, a remeter o adversário para o seu terço mais recuado, mas a falta de pontaria no remate, aliada a um sem número de decisões estapafúrdias, acabaram por minar a confiança que nem o golo de Froholdt, aos 22 minutos conseguiu disfarçar.

Valeu a solidez defensiva, uma mais valia de que a equipa vai beneficiando, mas também a menor capacidade do adversário para a pôr em causa, só por uma vez se acercou com evidente perigo.

Sem Samu, os portistas ficaram órfãos de um goleador  (Deniz Gul teima em não apresentar argumentos e Moffi ainda não está pronto) e a quebra exibicional de Sainz e William Gomes, reduzem de forma evidente a capacidade ofensiva patenteada no inicio da temporada. O jovem Oskar Pietuszewski, perde-se demasiado nos dribles (neste jogo só por duas vezes, conseguiu os seus intentos, um deu golo e no outro optou por remate disparatado. Não conto um terceiro que até deu golo, mas invalidado por 8 cm de fora de jogo).

Depois de alguns golos perdidos, a equipa passou os últimos dez minutos da partida a queimar tempo, tornando a parte final num espectáculo penoso de seguir.

Vitória tão justa quanto escassa, a garantir por agora, a manutenção de uma liderança complicada de segurar.