FICHA DO JOGO
SISTEMA TÁCTICO
A cada vez que a equipa dos seis milhões se tem de deslocar ao Dragão, é certo e sabido que na semana que antecede o jogo, os cartilheiros, as personagens disfarçadas de jornalistas e seus quejandos, saem a terreiro com histórias mirabolantes, encharcando de mentiras, jornais, pasquins, programas ditos desportivos, com o intuito de destabilizar o clube que mais os perturbam no seu orgulho. É já um clássico, para o qual o FC Porto está mais que bem preparado.
Os «burroides» (essa espécie extraterrestre que pulula na Comunicação Social), ainda não perceberam que esse estratagema funciona ao contrário, constituindo afinal combustível para o nosso motor.
E pronto, o Dragão lá recebeu, debaixo de mais um clima de suspeitas e nuvens negras, o seu distinto e impoluto adversário, galvanizado pela brilhantíssima proeza de vencer o AC Milan, em Itália, coisa nunca antes vista lá para os lados da capital. Fê-lo da forma habitual, como se fosse defrontar apenas mais um adversário que luta pelos mesmos objectivos internos, mas com a convicção de que para se renovar o título que orgulhosamente ostenta, tem que se concentrar no que realmente importa e decide.
Foi exactamente o que aconteceu. O FC Porto foi igual a si próprio, não alterou uma vírgula à sua filosofia de jogo a voltou a sair-se bem, com mais uma vitória insofismável, por uns claros 3-1, que o coloca na posição privilegiada de cada vez mais líder, agora com a vantagem de 5 e 6 pontos para os seus rivais da capital do Império.
Francesco Farioli apresentou duas alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior, frente ao Casa Pia. Martim Fernandes e Victor Froholdt, renderam Francisco Moura e Hwang Inbeom.
O espírito quezilento com que alguns atletas encararam esta partida, acabou por ditar uma expulsão, por acumulação de cartões amarelos. Lenglet, o nº 2 do Benfica foi tomar banho aos 35 minutos, deixando a sua equipa em inferioridade numérica, mas a equipa portista ao invés de triturar o adversário, manteve o seu estilo de jogo e até ao intervalo quase não se deu por essa diferença numérica.
No regresso dos balneários, os azuis e brancos entraram mais relaxados, quiçá convencidos que com menos um, o adversário teria perdido a ambição e vai daí, num momento de distracção, consentiram o empate (51').
Os Dragões acordaram, respondendo de pronto e de forma demolidora, com dois golos de rajada, de Froholdt (54') e Inbeom (60'), resolvendo desde logo a tendência do desfecho deste encontro.
Vitória correcta da equipa de pontaria mais afinada.
Entretanto, os cães, rosnaram, alguns ladraram, outros uivaram e a caravana passou indiferente à intensidade dos ruídos.









































