FICHA DO JOGO
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Hoje vou pegar nas palavras de Vítor Pereira para descrever o espectáculo a que acabei de assistir: «Perante um jogo destes... não há qualquer justificação possível. Fizemos um jogo muito mau».
Eu pergunto, qual jogo? É que não consigo vislumbrar qualquer tipo de jogo! O que eu vi foi uma primeira parte completamente desperdiçada, com os jogadores de ambas as equipas a «pastar a toura». As maiores responsabilidades são evidentemente das equipas do FC Porto (jogadores e técnicos). Onde é que já se viu uma equipa passar 45 minutos sem fazer um remate à baliza? Como é que um treinador consegue deixar passar tanto tempo sem esboçar qualquer tipo de correcção, de intervenção, da mínima tentativa para alterar tal pasmaceira. Se não sabe, não pode ou não quer, então só tem um caminho, demita-se.
Na segunda parte, só a partir dos 50 minutos, se viu um FC Porto mais agressivo e a chegar finalmente com a bola à baliza, mas quase sempre sem grande perigo. Foi Sol de pouca dura. A Académica nem precisou de forçar muito para chegar à vantagem no marcador. Bastou explorar um conjunto de erros criados pela desorientada formação portista e «voilá» o golo apareceu.
Vítor Pereira foi pronto a reagir a esse golo. Fez entrar James Rodríguez, tirando Belluschi. O colombiano conseguiu de algum modo fazer chegar a bola em melhores condições para os avançados, mas em contra-ataque os estudantes deram a estocada final, conseguindo o segundo golo. Com a «sapiência» que alguns portistas lhe reconhecem, Vítor Pereira respondeu mandando Moutinho para o banco juntamente com o «zero à esquerda» Varela, metendo Kléber e Defour. A confusão a meio campo aumentou alastrando aos outros sectores da equipa. O terceiro golo da Académica foi o corolário de uma exibição portista a roçar o caricato.
A jogar desta maneira, o futuro será certamente penoso. E fico-me por aqui, para não desancar a torto e a direito.













