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quinta-feira, 23 de maio de 2013

PERFORMANCE PORTISTA 2012/13

O FC Porto partiu para a época 2012/13 , com os galões de Bicampeão nacional e vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira. Com a manutenção da equipa técnica liderada por Vítor Pereira, esperava-se naturalmente que a performance da equipa subisse para outro patamar, ou no limite, se mantivesse no da época anterior.

E se é verdade que Vítor Pereira conseguiu alguma melhoria, com um plantel talvez mais curto, também não é menos certo que, em termos de troféus,  não foi capaz de suplantar a época anterior. Repetiu os triunfos da Supertaça Cândido de Oliveira e da Liga Zon Sagres e foi um pouco mais além na Taça da Liga, disputando a final e também na Champions League, onde desta vez foi afastado nos oitavos-de-final, ainda que por um adversário tido como acessível, o que causou alguma frustração nas hostes azuis e brancas.


















Começou a época com um plantel interessante, com destaque para a inclusão do ponta-de-lança Jackson Martinez, de que a equipa necessitava depois da saída de Radamel Falcao, para a aquisição de um promissor guarda-redes, Fabiano e os regressos de Miguel Lopes, Abdoulaye, Kelvin e C. Atsu, que tinham sido emprestados para «crescerem». 

Dispensados foram o guardião Rafael Bracali, Cristian Sapunaru, Álvaro Pereira e Marco Janko. Entretanto a Sad portista não conseguiu evitar o assédio ao incrível Hulk, que ainda fez três jogos do campeonato durante o mês de Agosto e dispensou Djalma, que ainda se exibiu no jogo da Supertaça.

Já no mercado de inverno, Vítor Pereira e a Sad fizeram um pequeno ajustamento ao plantel. Saíram Emídio Rafael para o SC Braga, Miguel Lopes para o Sporting CP, Iturbe para o River Plate, Rolando para o Nápoles e Kléber para o Palmeiras. Só os dois primeiros saíram a título definitivo.

Marat Izmaylov e Liedson foram as entradas nesse período.

Os Dragões utilizaram 29 atletas, para as cinco provas oficiais em que se viram envolvidos. El Comandante e capitão da equipa Lucho Gonzalez foi o atleta que participou em maior número de jogos (44), mas pertence ao defesa central argentino Otamendi o maior tempo de utilização (3825 minutos), conforme mapas estatísticos que se seguem:





































quarta-feira, 22 de maio de 2013

OS NÚMEROS DESTA ÉPOCA

A temporada portista foi composta por 47 jogos oficiais, relativos a cinco competições distintas, que renderam dois títulos nacionais (Campeonato Nacional e Supertaça).

A equipa azul e branca superou todos os registos da época passada onde os totais foram de 46 jogos, 30 vitórias, 8 empates, 8 derrotas, 94 golos marcados e 42 sofridos.


Esta época, fez mais um jogo, teve mais 5 vitórias, o mesmo número de empates (8), menos 4 derrotas, marcou mais 2 golos e sofreu menos 17!

Jackson Martinez, reforço desta época, cotou-se como o melhor marcador da equipa e do campeonato, registando a impressionante marca de 31 golos, o que na primeira época é um feito digno de destaque.




















Para além do avançado colombiano, mais 18 companheiros e um adversário contribuíram para a obtenção dos 96 golos, com destaque para James Rodríguez que apontou 12 (menos 2 que na época passada) e para os 10 golos de Lucho Gonzalez.


















domingo, 1 de julho de 2012

PARTICIPAÇÃO PORTISTA NO EURO/2012 - ROLANDO

O defesa central Rolando foi o terceiro elemento portista desta Selecção. Sabia que sería muito difícil entrar na equipa face ao acerto da dupla de centrais titular formada por Pepe e Bruno Alves.

Acabou por ser chamado por três vezes para segurar resultados, numa altura em que Portugal estava por cima do resultado e o seleccionador entendeu ser melhor reforçar a defesa e simultaneamente ajudar a queimar tempo nas substituições. Só assim se compreende os 6 minutos residuais de utilização, na soma dos 3 jogos.

Rolando não pode por isso demonstrar as suas qualidades.


Com a camisola 14, na Selecção como no FC Porto, Rolando soma agora 17 internacionalizações (todas ao serviço do FC Porto).

(Clicar no quadro para ampliar)

IMAGENS DE ROLANDO EM ACÇÃO
No Dinamarca-Portugal
No Espanha-Portugal

sábado, 30 de junho de 2012

PARTICIPAÇÃO PORTISTA NO EURO/2012 - SILVESTRE VARELA

O Médio ala portista Silvestre Varela, apesar de não ter tido uma época brilhante no FC Porto, foi aposta do seleccionador Paulo Bento que o escolheu, contra algumas expectativas, para fazer parte do plantel da equipa nacional, na fase final do EURO/2012.

O portista sabia que, face à concorrência de Nani, não seria a aposta inicial pelo que encarou com toda a naturalidade o seu lugar de suplente.

Foi nessa condição que Paulo Bento o utilizou, no decorrer de três jogos. Entrou aos 80' no primeiro jogo, frente à Alemanha, já Portugal perdia por 1-0, e foi um jogador muito activo na reacção portuguesa, na tentativa de alterar o resultado. Dispôs de uma boa ocasião para marcar, quando aos 88' apareceu solto na área, rematando forte mas à figura de Neuer e foi ainda protagonista de um excelente remate de cabeça.

No segundo jogo, frente à Dinamarca, voltou a entrar, agora aos 84', quando o resultado acusava um empate a 1-1. Silvestre Varela entrou confiante e activo. Na primeira oportunidade que teve para rematar fez o golo da vitória, exuberantemente festejado, pela importância do resultado. Foi o salvador da Pátria elevado à condição de herói, ele que tinha sido fortemente criticado pelo golo falhado no jogo anterior.


Com o nº 18 nas costas, Varela só voltaria a ser chamado para fazer os últimos 7 minutos do prolongamento, contra a Espanha, mas num jogo muito táctico e numa altura em que Portugal já só defendia, o extremo português teve de se preocupar em tentar anular o avanço espanhol.

(Clicar no quadro para ampliar)

Silvestre Varela concluiu a sua 9ª internacionalização (todas ao serviço do FC Porto), desta vez somando apenas 23 minutos, que lhe garantiram um importante e decisivo golo.

IMAGENS MARCANTES DE SILVESTRE VARELA EM ACÇÃO
No Alemanha-Portugal
No Dinamarca-Portugal (Lance do golo)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

PARTICIPAÇÃO PORTISTA NO EURO/2012 - JOÃO MOUTINHO

Com poucos jogadores portugueses no plantel, factor transversal nas principais equipas portuguesas, o FC Porto foi, ainda assim um dos maiores fornecedores de atletas à Selecção nacional que esteve na fase final do EURO/2012.

Rolando, Silvestre Varela e João Moutinho converteram-se nos três mosqueteiros portistas que ajudaram Portugal no seu trajecto que terminou nas grandes penalidades, na meia-final da prova, contra a poderosa Espanha.

Sobre o desempenho de cada um dos três atletas portistas, vai este espaço dar conta, nos próximos três posts.

E porque foi um dos melhores jogadores portugueses, arrisco até dizer, um dos melhores jogadores de todo o torneio, que passeou o seu talento nos estádios polacos e ucranianos, durante este mês, é justo que comece por JOÃO MOUTINHO.

Com o número 8 nas costas, o médio do FC Porto e da Selecção nacional cotou-se como o elemento mais pendular em todos os 5 jogos que Portugal disputou nesta fase final.


Senhor de uma capacidade física impressionante, entregou-se com raça, empenho, dedicação, entusiasmo, solidariedade, talento e ambição a cada minuto que disputou. Ele foi o «motor» da equipa. Exímio a recuperar a bola e a entregá-la nas melhores condições, Moutinho foi «músculo» mas também «cérebro». Foi dos que mais correu (59,512 Km), o que mais passes fez (289), com uma percentagem de acerto de 71%. Efectuou 6 cruzamentos,  fez duas excelentes assistências para golo e dois remates que levaram muito perigo às balizas contrárias. Números que ajudam a perceber o alto rendimento deste atleta, depois de uma época trabalhosa e desgastante (10 jogos pela Selecção nacional, entre amigáveis de preparação e jogos de qualificação para esta fase final, mais 44 jogos com a camisola do FC Porto).


João Moutinho é por tudo isto um jogador à FC Porto, como Pinto da Costa o catalogou.

Como se pode constatar pelo mapa, o nº 8 portista e da Selecção, atingiu a sua 48ª internacionalização (22ª enquanto jogador azul e branco), somando, nos 5 jogos disputados 480 minutos.

Espero poder contar com todo este conjunto de qualidades, na próxima época, ao serviço do FC Porto, apesar dos rumores.

IMAGENS MARCANTES DE JOÃO MOUTINHO EM ACÇÃO
No Alemanha-Portugal
No Dinamarca-Portugal
No Holanda-Portugal
No Espanha-Portugal

quarta-feira, 23 de maio de 2012

RETROSPECTIVA - PARTE I

Conforme tinha prometido no dia de aniversário do blogue, hoje quero partilhar com toda a família portista e estimados leitores, um trabalho de pesquisa muito minuciosa, que reflecte o historial de jogos oficiais, de carácter nacional e internacional.

O resultado deste trabalho, teve como base o Almanaque do FC Porto 1893-2011, de Rui Miguel Tovar, com o cruzamento de dados com uma série de outras fontes a que tive acesso, em função das divergências e imprecisões ali encontradas. 

O quadro que se segue é o resumo da actividade do futebol principal do FC Porto em todas as competições, actualizado até ao último jogo realizado em Vila do Conde:
Os 6.724 golos marcados são o produto de remates efectuados por 360 atletas portistas, mais a ajuda de alguns adversários, que em todas as provas contribuíram com 119 golos nas próprias balizas.

A análise seguinte é a dos goleadores portistas em todas as competições acima referidas.

O nosso Bi-bota de Ouro, Fernando Gomes destaca-se no primeiro lugar com 354 golos, marca que ameaça perpetuar-se tal o número profuso de remates certeiros.

Por curiosidade, referir os jogadores em actividade e que fazem parte do plantel actual, logo com possibilidades de melhorar os seus registos se não abandonarem o Clube, Hulk com 76 golos marcados ocupa a 17ª posição; Lucho Gonzalez com 47 golos é o 42º; Silvestre Varela com 30 golos é o 72º; James Rodríguez com 20 golos é o 90º;  Rolando com 17 golos é o 107º; Kléber com 10 golos é o 141º; Otamendi com 8 golos é o 155º; Maicon com 7 golos é o 166º; João Moutinho e Marc Janko com 5 golos são os 198º e 199º; Fernando, Álvaro Pereira, Sapunaru e Djalma, com 3 golos são os 240º, 241º, 242º e 243º; Emídio Rafael e Defour, com 2 golos são os 287º e 288º e Alex Sandro, com 1 golo é o lanterna vermelha, 360º.



(CONTINUA)


PARTE II - POR COMPETIÇÃO (CAMPEONATO DE PORTUGAL)

sábado, 19 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - VI PARTE

GOLEADORES PORTISTAS


O FC Porto disputou esta época 46 jogos, repartidos por 7 competições, conseguindo o registo de 94 golos marcados, média de 2,04 golos por jogo.
Hulk voltou a destacar-se como exímio fura redes. Para além de uma série fabulosa de assistências para os seus colegas ainda se cotou como o melhor goleador portista, apontando 21 golos, ainda assim muito aquém dos 36 obtidos na época passada. 
Para além do brasileiro, mais 20 atletas portistas fizeram o gosto ao pé (ou cabeça), com destaque para James Rodríguez e Kléber que chegaram a números com dois dígitos. 3 foram os golos de adversários, marcados na própria baliza, contribuindo para o pecúlio portista.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - V PARTE

PLANTEL - LINHA AVANÇADA

12 HULK - Foi não só o melhor jogador do FC Porto como também o melhor do Campeonato, reconhecido e premiado em quase todos os meses. Marcou, assistiu, jogou no flanco, jogou no eixo do ataque, quase sempre em grande nível. Merecia ter tido a oportunidade de poder lutar pela «bola de prata», no último encontro, mas VP foi desmancha prazeres. É o jogador portista mais valioso, a estrela mais luminosa do firmamento azul. Provavelmente terá feito a sua última época de dragão ao peito, embora Pinto da Costa tenha prometido ir até onde puder para o manter no plantel. Jogou 3.156 minutos (3º melhor registo, atrás de Helton e Moutinho) distribuídos por 39 jogos (26 CN; 1 TP; 2 TL; 1 ST; 1 STE; 6 CL e 2 LE). Foi o melhor marcador portista com 21 golos marcados (16 CN; 1 TL e 4 CL);
20 DJALMA - Jogador interessante, veloz e com capacidade para ajudar na defesa do seu corredor. Denota alguma timidez, pouco poder de choque e pouca precisão no remate. Falha muitos golos com a mesma facilidade com que cria espaços para os concretizar. Pode ser um elemento de muita utilidade se conseguir corrigir estes defeitos. Jogou 913 minutos distribuídos por 19 jogos (14 CN; 1 TP; 1 TL e 3 CL);

17 SILVESTRE VARELA - Fez uma época muito apagada. Muito desconcentrado, pouco motivado e aparentemente em fracas condições físicas. Foi uma sombra de si mesmo. Apareceu mais afoito no último terço do campeonato, quiçá piscando o olho a Paulo Bento, a pensar no Euro/2012. Será que se andou a poupar? Não acredito, mas que parece...! Jogou 1.920 minutos em 36 jogos (21 CN; 2 TP; 1 ST; 3 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE);

27 - ITURBE - Rotulado de pequeno Messi, o jovem jogador argentino foi «guardado» a sete chaves para ser «trabalhado» nos bastidores, em termos de adaptação ao futebol europeu. Por isso não teve grandes oportunidades para demonstrar as qualidades que dizem possuir. Teve a primeira oportunidade em Outubro, no jogo da Taça de Portugal, mas as expectativas saíram goradas. Muita ansiedade de se mostrar acabou por redundar numa performance irregular, ainda que mostrasse alguns bons pormenores. Jogou apenas meia parte. Voltou a jogar esporadicamente mas sem ritmo nem tempo para uma correcta avaliação. Vai ter de trabalhar muito para ter novas oportunidades. Completou apenas 149 minutos divididos por 7 jogos (4 CN; 1 TP e 2 TL);
11 KLÉBER - Considerado um jogador de largo potencial, chegou convencido que iria aprender muito com Falcao mas o colombiano não lhe deu essa hipótese. Foi assim lançado às feras e acusou a responsabilidade de substituir o melhor ponta de lança do Mundo. Começou a marcar alguns golos que o levou à selecção do Brasil, mas a ansiedade provocou-lhe uma prolongada seca  que o afastou da titularidade. É um jogador inexperiente que precisa de muita atenção. Tem qualidades que bem trabalhadas poderão fazer dele uma estrela, como ficou patente no hat-trick que conseguiu no último jogo do campeonato. Jogou 1.828 minutos em 33 jogos (21 CN; 1 TP; 1 ST; 3 TL; 1 STE; 5 CL e 1 LE);

18 WALTER - Mais uma época para esquecer onde não foi capaz de dar garantias ao treinador. Jogador pesado, terá pensado que a saída de Falcao traria a sua grande oportunidade e desanimou quando verificou que a aposta recaiu sobre Kléber. Levou novo choque quando não foi inscrito para a CL. Apareceu na 7ª Jornada e marcou 1 golo, fez o jogo da Taça de Portugal marcando 4 golos mas nunca demonstrou capacidade para se impor. Acabou emprestado ao Grémio do Brasil onde a irregularidade tem sido uma constante. É nitidamente um erro de casting. Jogou 442 minutos em 8 jogos, 2 como titular (6 CN e 2 TP);

29 MARC JANKO - Contratação de Inverno, o longilíneo avançado austríaco veio para colmatar a saída de Walter e simultâneamente tentar resolver o problema da época, a falta de um eficaz ponta-de-lança. Começou bem mas cedo se percebeu tratar-se de um atleta pouco móvel e de grandes deficiências técnicas. Embora a sua envergadura possa ser benéfica para a equipa, não é a solução desejada. Jogou 888 minutos em 12 jogos (10 CN e 2 TL);

19 JAMES RODRÍGUEZ - Tornou-se numa das maiores estrelas da equipa. O puto é mesmo craque. Quando em boa forma física, o seu talento emerge e espalha o perfume do seu futebol. É o artista da companhia. Para ser um caso sério do futebol mundial necessita, naturalmente de mais experiência e uma regularidade exibicional que ainda não tem. Foi importante nos jogos decisivos da época. Embora o seu discurso seja de fidelidade ao Clube, este é um dos que a todo o momento pode dar o salto. Mercado não lhe falta. Jogou 2.598 minutos distribuídos por 38 jogos (26 CN; 1 TP; 3 TL; 6 CL e 2 LE);
10 CRISTIAN RODRÍGUEZ - Em final de contrato, o uruguaio bem tentou seduzir VP, mas as suas exibições foram quase sempre marcadas por muita correria mas pouco discernimento. Trapalhão e precipitado estragou mais do que construiu. Perto do final da temporada teve um episódio de indisciplina que precipitou a sua saída. Foi dispensado «para tratar de assuntos pessoais», segundo a voz oficial. Não deixa saudades. Jogou 804 minutos em 17 jogos (10 CN; 1 TP; 3 TL; 1 STE; 1 CL e 1 LE);

9 RADAMEL FALCAO - Depois de um defeso aparentemente calmo e com vários discursos onde manifestou a ideia de querer continuar a fazer parte do plantel, o seu comportamento mudou radicalmente logo a seguir ao primeiro jogo da época, para a Supertaça, em que o colombiano já só jogou os últimos 24 minutos. Jogou também os últimos 22 minutos do jogo da primeira jornada do campeonato, em 14 de Agosto de 2011. Seis dias depois estava em Madrid a assinar contrato com o Atlético! Rendeu bom dinheiro aos cofres portistas, mas em termos meramente desportivos foi uma flagrante derrota. Não sei quando a «varinha mágica» de Pinto da Costa vai descobrir um substituto de qualidade similar!


CN = CAMPEONATO NACIONAL
TP = TAÇA DE PORTUGAL
ST = SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA
TL = TAÇA DA LIGA
STE = SUPERTAÇA EUROPEIA
CL = CHAMPIONS LEAGUE
LE = LIGA EUROPA

(VI PARTE - GOLEADORES PORTISTAS)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - IV PARTE

PLANTEL - LINHA MÉDIA

25 FERNANDO - Fez uma entrada desastrada, este valoroso trinco portista. Deixou-se influenciar por gente para quem os contratos assinados não têm qualquer valor e forçou a saída descaradamente, criando mau estar no seio do grupo. Por isso sofreu as consequências sendo afastado da equipa. Caiu em si, penitenciou-se e foi perdoado. Errar é afinal humano. Voltou determinado e pronto a dar o melhor de si mesmo, cotando-se como um dos mais influentes  nas conquistas portistas. É sem dúvida um jogador nuclear e difícil de substituir. Jogou 2.579 minutos em 34 jogos (22 CN; 1 TP; 2 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE);
8 JOÃO MOUTINHO - Um jogador que não engana, «à Porto». Mais uma época de grande nível, marcada por uma regularidade impressionante. Veio para ser campeão e neste Clube ainda não parou de o ser. Foi o jogador do plantel que mais minutos jogou: 3.617 em 44 jogos. (29 CN; 1 TP; 1 ST; 4 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE). Só falhou 2 jogos (1 CN e 1 TP);
35 DEFOUR - Jogador internacional belga, bastante interessante. Teve algumas dificuldades para entrar na equipa mas quando foi chamado cumpriu, umas vezes melhor outras nem tanto. Patenteou qualidades mas precisa de jogar com mais regularidade. Foi dos suplentes mais utilizado. Jogou 1765 minutos em 37 jogos (24 CN; 2 TP; 3 TL; 6 CL e 2 LE);

23 SOUZA - Foi a primeira aposta de Vítor Pereira para substituir o castigado Fernando. Não conseguiu fazer esquecer o seu compatriota. Possui bons pés, sai melhor a jogar e remata mais que Fernando, razões pelas quais também foi esporadicamente utilizado em posição mais avançada no meio-campo, porém, a sua lentidão e menor capacidade de recuperar  bolas deixam-no pior colocado. Perdeu naturalmente espaço quando Fernando regressou de «cabeça limpa». Por isso foi emprestado ao Grémio, em Janeiro. Registou 779 minutos, tendo participado em 15 jogos (8 CN, 1 TP; 1 ST; 2 TL; 1 STE e 2 CL);

6 GUARÍN - Foi mais um dos afectados pelo «vírus» do defeso. Achou que tinha o direito de sair e ignorar o contrato que assinara de livre vontade. Vítor Pereira deu-lhe várias oportunidades para se redimir, mas o colombiano não as aproveitou. No mercado de Inverno acabou emprestado ao Inter de Milão, com opção de venda. Parece que o Inter quer mesmo este rapazola, olha que bom!. Jogou 652 minutos distribuídos por 11 jogos (7 CN; 1 ST; 1 STE e 2 CL);

7 BELLUSCHI - reconheço que sou um pouco suspeito para falar neste atleta. Reconheço-lhe alguma qualidade técnica e imaginação, mas para mim não passa de um «brinca na areia». De quando em vez lá tira um coelho da cartola, mas no mesmo jogo é menino para esbanjar muito mais do que construir algo de significativo e útil para a equipa. Não me parece jogador para pertencer aos quadros de equipas que lutem por grandes objectivos. Com o regresso de Lucho, perdeu  espaço e foi emprestado ao Génova. Oxalá os italianos o queiram comprar. Jogou 1.389 minutos em 27 jogos (16 CN; 2 TP; 1 ST; 2 TL; 1 STE e 5 CL);

3 LUCHO GONZALEZ - O seu regresso ao Clube em Janeiro, trouxe à equipa uma inigualável qualidade técnica e a serenidade que o balneário necessitava. O argentino, não tendo a mesma disponibilidade que o notabilizou, foi uma vez mais decisivo na conquista de mais um campeonato. Faz parte do núcleo de jogadores imprescindíveis. Jogou 1.327 minutos distribuídos por 16 jogos (12 CN; 2 TL e 2 LE); 
28 RÚBEN MICAEL - Foi uma surpresa a sua inclusão no «pacote» da venda de Radamel Falcao. Nem a época menos conseguida que tinha efectuado faria supor tal desfecho. Ainda jogou os dois primeiros jogos da época, antes do fecho do mercado. Foi titular no jogo da Supertaça, onde foi substituído aos 66 minutos e entrou na segunda parte do jogo da primeira jornada do campeonato nacional, jogando os últimos 36 minutos, ambos curiosamente contra o Vitória de Guimarães, num total de 104 minutos.


CN = Campeonato Nacional
TP = Taça de Portugal
TL = Taça da Liga
ST = Supertaça Cândido de Oliveira
STE = Supertaça Europeia
CL = Champions League
LE = Liga Europa

(V PARTE - LINHA AVANÇADA)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - III PARTE

PLANTEL (DEFESA)


Antes do mais, penso que é de crucial urgência que o FC Porto repense a sua relação com os  atletas e seus representantes, no que aos contratos diz respeito. A atitude de autênticos «mercenários» com que alguns vão tentando forçar a saída antecipada, quiçá influenciados pelos seus empresários, está a tornar-se demasiado frequente e prejudicial para quem tem que planificar a época.

Os jogadores ao assinarem os contratos, com ou sem clausula de rescisão, estão a comprometer-se e a aceitar, de livre e espontânea vontade, com tudo o que nele estiver acordado. São para cumprir, ponto final. Se o Clube ou empresários tiverem interesses em realizar mais-valias, libertando o jogador antes de expirar o prazo do contrato devem conversar civilizadamente. O que não pode nem deve acontecer é o atleta ficar melindrado se o Clube não pretender cedê-lo ou se as condições para tal não forem do seu interesse.

A época que terminou foi pródiga em casos desta natureza. Uma série de atletas foi assediada para mudarem de ares e como o FC Porto não deu seguimento, os «meninos» amuaram e comportaram-se como crianças. Alguns conformaram-se, caíram em si e voltaram a ser profissionais dignos, outros nem por isso!

Passemos à análise:


1 HELTON - Foi mais uma vez uma das figuras nucleares da equipa. A sua segurança, ponderação e voz de comando foram fundamentais para o desfecho que todos os portistas ambicionavam. Um senhor!

Foi dos mais utilizados, somando 3.510 minutos repartidos por 39 jogos (29 CN; 1 ST; 1 STE; 6 CL e 2 LE)*;
31 BRACALI - Contratado para substituir Beto, foi o segundo guarda-redes que viveu na sombra do principal. Foi-lhe confiada a titularidade  na Taça de Portugal e Taça da Liga. Teve um desempenho de nível regular sem nunca comprometer.  Jogou 614 minutos distribuídos por 7 jogos (1 CN; 2 TP e 4 TL);

41 KADU - O jovem angolano, terceiro guarda-redes defendeu sobretudo a baliza da equipa de juniores. No plantel principal não teve oportunidades para demonstrar o seu talento. A sua utilização foi residual e simbólica: 16 minutos em dois jogos (8' CN e 8' TP);

13 FUCILE - Habituou-nos a admirá-lo pela sua garra e determinação, fazendo o vai-vem constante pela sua ala, quase sempre com bastante eficiência. Com a chegada tardia do seu compatriota A. Pereira, começou por se fixar no lado esquerdo da defesa, passando mais tarde para o lado direito. A sua performance esteve sempre longe do normal. A lentidão e sobretudo os vários momentos de desconcentração marcaram negativamente o seu desempenho. Penou alguns meses no banco de suplentes ou na bancada e acabou por servir de moeda de troca, por empréstimo, na antecipação da vinda de Danilo, do Santos. Jogou 1.035 minutos distribuídos por 12 jogos (7 CN; 1 ST; 1 STE e 3 CL);

21 SAPUNARU - Começou a época como titular, realizando os quatro primeiros jogos, onde alternou momentos de qualidade com outros menos bons. Tal como Fucile, desapareceu das convocatórias no início de Novembro, supostamente por problemas disciplinares. Resistiu à «limpeza» de Janeiro e reapareceu em grande para o último terço do campeonato. Não conheço a gravidade dos seus actos de indisciplina mas que o castigo foi prolongado, lá isso foi! Jogou 1.600 minutos distribuídos por 21 jogos (16 CN; 1 TP; 1 ST; 1 STE; 1 CL e 1 LE);

2 DANILO - Resgatado ao Santos, num processo de transferência algo complicado, chegou no mercado de Inverno, em Janeiro, por troca com Fucile, para herdar a mítica camisola com o nº 2 nas costas. Quando parecia ter pegado de estaca, uma arreliadora e indesejável lesão afastou-o praticamente para o resto da época. Do pouco que conseguiu mostrar, prometeu muito, não surpreendendo que se torne rapidamente num jogador muito importante. Jogou 425 minutos divididos por 8 jogos (6 CN; 1 TL e 1 LE); 
14 ROLANDO - Fez a pior de todas as épocas desde que chegou ao FC Porto. Foi um dos egos inchados que não conseguiu disfarçar a sua frustração por não ter visto a sua pretensão de mudar de ares satisfeita. Produziu exibições irregulares e ainda reagiu intempestivamente a uma substituição. Vítor Pereira que apostara nele cegamente acabou por fazê-lo experimentar a sensação do banco, talvez tarde de mais. É nitidamente um jogador em fim de ciclo no FC Porto. Foi dos mais utilizados com 3.081 minutos em 37 jogos (27 CN; 1 TP; 1 ST; 1 STE; 5 CL e 2 LE); 

4 MAICON - Um dos melhores jogadores portista desta época. Central de enorme porte físico parece estar a trilhar o percurso de outros grandes centrais que evoluíram com a camisola azul e branca. Começou inseguro e a cometer erros primários. Vítor Pereira experimentou-o em variadas duplas, com Rolando, com Mangala e com Otamendi. Acabaria por se impor, espero que definitivamente, com o argentino a seu lado, formando uma dupla consistente, forte e segura, já na parte decisiva do campeonato. Antes porém, teve de passar por uma nova experiência na sua carreira, quando o treinador apostou nele para lateral direito, contra todas as expectativas. A verdade é que Maicon deu conta do recado e, dizem os «experts» que aí terá ganho a confiança e ritmo de jogo para, quando foi necessário, regressar à sua posição natural em grande estilo. Jogou 2.712 minutos distribuídos por 31 jogos (20 CN; 2 TP; 1 ST; 3 TL; 3 CL e 2 LE);
30 OTAMENDI - Mais um central com credenciais confirmadas mas que começou titubeante e sem conseguir impor-se com titular indiscutível. Encontrou o ponto de equilíbrio ao lado de Maicon, para um final de época de grande qualidade. Jogou 2.615 minutos em 27 jogos (18 CN; 1 TP; 2 TL; 5 CL e 1 LE); 

22 MANGALA - Internacional francês sub21, central corpulento mostrou ser o mais rápido dos centrais portistas. Teve poucas oportunidades mas patenteou qualidades interessantes e enorme potencial. Precisa de tempo e oportunidades para crescer. Denotou alguma imaturidade alternando coisas boas com «aselhices». Somou 1.160 minutos em 14 jogos (7 CN; 1 TP; 4 TL; 1 CL e 1 LE);

5 ÁLVARO PEREIRA - Chegou mais tarde ao seio da equipa, em função da sua prestação na Selecção do Uruguai, arrancando para a nova época quase sem descanso. Foi um dos jogadores falados, durante toda a época, para o «sai, não sai», acabando por afectá-lo fortemente. Ele queria muito ir para o Chelsea, mas como o clube inglês não bateu a cláusula de rescisão a transferência gorou-se. O «Palito» ficou descontente e não conseguiu disfarçar. A azia foi tanta, que apesar  do voluntarismo aparente, a desconcentração foi evidente. Mal a dominar a bola, muito trapalhão, perdas de bola infantis e cruzamentos quase sempre desajustados. Terminou a época em grande stress anímico, com uma reacção intempestiva e pouco inteligente, depois de uma substituição. Outro em fim de ciclo no Clube, demonstrando à evidência o que é ter um jogador contrariado. Jogou 2.958 minutos distribuídos por 34 jogos (23 CN; 1 TP; 3 TL; 6 CL e 1LE);

26 ALEX SANDRO - Jovem defesa esquerdo, internacional brasileiro, chegou rotulado de grande promessa. Foi pouco utilizado mas muito «trabalhado» para se aclimatar e adaptar-se convenientemente ao futebol europeu. Mostrou já algumas das sua qualidades. Avança bem no terreno, tem bons pés,  visão de jogo e remate espontâneo. Defende bem mas ainda é lento na recuperação da posição. Jogou 820 minutos em 12 jogos (7 CN; 1 TP; 3 TL e 1 LE).


* 
CN = Campeonato Nacional
TP = Taça de Portugal
ST = Supertaça Cândido de Oliveira
TL = Taça da Liga
STE = Supertaça Europeia

CL = Champios League
LE = Liga Europa


 (IV PARTE - PLANTEL - LINHA MÉDIA)  

terça-feira, 27 de março de 2012

SPRINT FINAL - PARA QUEM TIVER MELHORES ARGUMENTOS

 (Clicar no quadro para ampliar)

O gráfico acima remete-nos para uma análise do que tem sido, até ao momento, a evolução dos principais candidatos ao título, na tabela classificativa.

Desde logo, sobressai o início periclitante do Sp. de Braga que só estabilizou a partir da 14ª Jornada e que, surpreendentemente se perfila, na recta final, como o mais sério candidato, porque está isolado no comando, não depende de terceiros e vai defrontar os outros dois rivais, um fora de casa (SL Benfica), já na próxima jornada, outro no seu reduto (FC Porto), na jornada seguinte. Pode estar nestes dois confrontos a chave da decisão do campeonato, isto se os minhotos levarem de vencida os dois rivais. Caso contrário, a luta poderá alongar-se até à última jornada.  Depois de defrontar ou outros dois candidatos, o Sp. Braga vai deslocar-se a Paços de Ferreira, recebe o Olhanense, volta a jogar em casa frente ao Beira-Mar e termina em Alvalade frente ao Sporting.

Quanto ao FC Porto, parece incrível que nesta altura do campeonato, estejamos a fazer contas, a pesar os prós e os contras, quando a normalidade seria já estar a encomendar as faixas. Porém, a realidade actual é a que se sabe, fruto de performances muito abaixo das reais possibilidades, que permitiram que os adversários directos se aproximassem de tal forma ameaçadora que, de repente, se viu em posição subalterna, nada condizente com o seu historial, pondo em causa a reconquista do título. 

Olhando para o gráfico, o comportamento parece regular.  Em 24 jornadas esteve 16 vezes na sua posição habitual (1ª), mesmo não fazendo exibições muito convincentes. Depois de cair para o segundo lugar deu a ideia de não ser capaz de recuperar, mas de repente, como por milagre, o primeiro lugar, novamente isolado, surgiu com brilhantismo (finalmente) nesse confronto no privilegiado salão de festas. Tal êxito fez renascer nas mentes portistas a esperança, quiçá a certeza na revalidação do título. Mas, incompreensivelmente, a equipa voltou a fraquejar e a dar sinais evidentes de incapacidade, de falta de confiança e pouca apetência para se assumir como principal candidato.

Também não depende de terceiros, tendo ainda a possibilidade de, num último esforço, reverter a decisão a seu favor. Para isso não poderá cometer mais erros nem desperdiçar mais pontos, o que me parece missão não impossível, mas muito difícil de concretizar face à irregularidade que a equipa apresenta. O calendário também não ajuda. Na próxima jornada terá o Olhanense, no Dragão, vai depois a Braga, recebe o Beira-Mar, desloca-se de seguida à Madeira para defrontar o Marítimo, recebe o Sporting e termina em Vila do Conde frente ao Rio-Ave.

Ao contrário dos supra citados, o clube do regime é o único que depende não só de si como dos outros. Necessita que os dois candidatos escorreguem para aspirar ao título. Nada que não possa acontecer, neste final de campeonato extremamente renhido e discutido palmo a palmo. Falta saber se os compromissos internacionais não os prejudicarão internamente. Para já tem todas as possibilidades de ganhar vantagem, em relação ao Sp. de Braga, seu próximo adversário, em casa. Se perder ficará em muito maus lençóis. Depois desloca-se ao seu vizinho da 2ª circular, recebe o Marítimo, desloca-se ao Rio-Ave, recebe a U. Leiria e termina em Setúbal.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

À LUPA

Depois da fraca exibição do FC Porto em Alvalade e da crítica que então entendi fazer ao trabalho do médio argentino do FC Porto, presumível criativo do plantel, decidi descrever as escassas acções, que o mesmo desenvolveu nesse jogo e que confirmam a falta de classe que lhe aponto para fazer parte de um plantel que é o mais caro de sempre do nosso futebol.

É um jogador que estraga mais jogo do que o que aproveita e só de longe a longe consegue algum lance de jeito. Não foi só no jogo de Sábado. Mesmo naqueles em que CS, e não só,  consideraram positivo o seu trabalho, a mim não me satisfez, por situações similares às descritas abaixo.

5' 04'' A bola é afastada pela defensiva portista, para a direita onde Hulk, a meio-campo recebe e joga com Belluschi. O médio, de imediato, desmarca o brasileiro que pela ala obriga Onyewu a cometer falta;

6' 43'' Canto marcado por Hulk para a entrada da área onde aparece Belluschi, solto de marcação a rematar de primeira mas de forma disparatada e muito ao lado da baliza;

7' 41'' Lançamento de linha lateral a cargo de Maicon. Belluschi recebe de cabeça entregando a bola a um adversário;

23' 13'' Djalma já perto da entrada da área coloca a bola mais para o centro, onde surge Belluschi para receber e de imediato cruzar sem nexo para a esquerda, mas ganha um canto pela intervenção precipitada de Carrillo;

25' 32'' Moutinho ganha a bola a meio-campo, combina com Belluschi que prontamente tenta lançar C. Rodríguez sob a esquerda. O passe sai no entanto defeituoso e ao alcance do defesa do Sporting que anula o perigo.

28' 12'' Lance confuso perto da área portista, sob o lado direito da defesa. Belluschi disputa um ressalto e alivia de forma atabalhoada, colocando a bola num adversário;

31' 40'' Hulk conduz a bola, com perigo, sob o lado esquerdo da área leonina, arrastando consigo dois defesas contrários e quase sem ângulo para o remate faz um passe de morte para a pequena área, mas Belluschi, que acompanhava o lance à direita surgiu atrasado para a emenda, perdendo uma excelente oportunidade de golo;

32' 46'' Álvaro Pereira faz um arremesso lateral, perto da área do Sporting, desmarcando Belluschi que ganha a linha de fundo e dentro da área, tenta o cruzamento mas de tal maneira displicente que mais não fez que oferecer a bola a Rui Patrício;

33' 02'' Belluschi recebe a bola de C. Rodríguez, já bem no meio-campo leonino, lançando-a prontamente, com um excelente passe a rasgar para Hulk. Mas o lance perde-se porque o brasileiro sofre falta de Onyewu, que Proença não assinalou;

35' 42'' Djalma, sob a direita, cruza para a área apanhando Belluschi um pouco adiantado. O argentino consegue recuar para receber mas é obrigado a passar mais para trás, perdendo-se mais um lance que poderia ter levado muito perigo à área sportinguista;

38' 48'' Álvaro Pereira lança ao centro Djalma que tenta chegar primeiro à bola que Rui Patrício que entretanto saíra da baliza. O guardião leonino, fora da área, chega primeiro jogando de cabeça. A bola sobra para uma zona onde Belluschi sob pressão ganha o lançamento de linha lateral;

40' 16'' Belluschi ganha, mais uma vez em pressão, a disputa da bola, aproveitando para a colocar em C. Rodríguez que sai pela ala com a bola controlada;

40' 31'' Na sequência do lance anterior, Belluschi acompanha a jogada e recebe a bola perto da entrada da área, mas perde-a infantilmente para um adversário;

53' 24'' Belluschi recebe um passe de Fernando e lança a bola de imediato para Djalma, mas o passe sai demasiado comprido;

59' 47'' C. Rodríguez tenta uma tabelinha com Belluschi, à entrada da área, mas o argentino devolve com demasiada força;

64' 18'' Após mais um cruzamento, a bola sobra para a direita onde acorre Belluschi. Intercepta o esférico mas perde-a de seguida na pressão do seu opositor;

67' 06'' Canto marcado por João Moutinho, a bola sobra para Belluschi, que solto de marcação remata sem preparação, para as nuvens!;

67' 33'' Belluschi é finalmente substituído por Defour.

Das 17  acções em que Fernando Belluschi teve intervenção, apenas 4 foram positivas. Nas restantes 13, teve 4 perdas de bola, 6 passes falhados, 1 chegada atrasado para remate e dois remates, que como já vai sendo habitual foram autenticamente desastrados. Performance demasiado negativa para um jogador que quer ser titular de uma equipa de alta competição, não acham?


Médio ofensivo do FC Porto, tem de ser mais agressivo, mais útil, mais pendular,  realmente criativo e com capacidade de remate de longa, média e curta distâncias. Tudo afinal o que este médio não tem.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

RESCALDO DA CL E ACTUALIZAÇÕES

O nulo no último encontro da fase de Grupos da Champions League ditou o afastamento prematuro do FC Porto da prova rainha da Europa.

Os Dragões ficaram instalados na terceira posição do grupo G, garantindo a continuação da sua presença em jogos europeus, a partir de agora na Liga Europa, onde poderá defender o título que ostenta.

Vítor Pereira utilizou 20 jogadores do seu plantel, com destaque para Helton e Álvaro Pereira, únicos totalistas. Moutinho e Hulk apenas falharam 12 minutos.

O FC Porto apenas marcou 7 golos, sendo que um deles foi obtido por um jogador adversário, na própria baliza. Hulk destacou-se ao assinar 4 da sua autoria.

Seguem-se os quadros respectivos:
O incrível Hulk ameaça cada vez mais o terceiro lugar do pódio, no ranking dos goleadores portistas nas provas da UEFA (os golos na Taça Intercontinental não estão incluídos por se tratar de uma prova da FIFA), colocando-se agora na quarta posição a apenas dois golos do «Bi-bota de ouro».
Segue-se o mapa das participações internacionais portistas, devidamente actualizado: