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segunda-feira, 22 de abril de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 1












Passados em revista todos e cada um dos internacionais portistas, até há data, começo hoje uma nova rubrica, agora dedicada aos goleadores portistas, enquanto atletas da equipa principal e nas provas oficiais.

Por aqui vão pois desfilar, desde os mais matadores e influentes goleadores portistas até aos mais modestos e esporádicos atirados às balizas adversárias.

O critério do desfile é a posição actualizada no ranking portista de cada um dos marcadores dos golos.


FERNANDO GOMES - Goleador portista Nº1

Apontou 354 golos em 455 jogos em que participou, equipado de azul e branco e é ainda hoje o maior goleador de sempre da recheada história do FC Porto e um dos mais mortíferos do futebol nacional. Um matador que foi rei em Portugal e também na Europa.






















Jogador intuitivo e oportuno, estava sempre no lugar certo no momento exacto, tinha o «faro do golo» e parecia adivinhar cada uma das diferentes trajectórias da bola, para aparecer de forma letal a rematar. Gomes dominava a área como poucos, o seu jogo de cabeça era brilhante e rematava forte, colocado e com espontaneidade com ambos os pés.
















Foi por seis vezes coroado como o melhor marcador do campeonato nacional e em duas delas (1982/83 e 1984/85) juntou a esse título o de goleador-mor da Europa, ficando por isso com a alcunha de BIBOTA.























Fernando Gomes foi um dos pilares fundamentais do FC Porto que surpreendeu e conquistou o respeito da Europa do futebol. Responsável por cinco golos na caminhada até Viena de Áustria, falhou o jogo da final frente ao Bayern de Munique por ter fracturado a perna a poucos dias do desafio. Viu a conquista do título europeu em casa, engessado e de muletas, mas recuperou a tempo de levantar a Supertaça europeia e a Taça Intercontinental.

Natural da cidade do Porto, fez toda a sua formação nas escolas do FC Porto, percorrendo e acumulando títulos nacionais em quase todos os escalões. Estreou-se com 18 anos de idade na equipa principal, mais precisamente em 8 de Setembro de 1974, pela mão do treinador brasileiro Aimoré Moreira, na 1ª jornada do campeonato nacional da época de 1974/75, no Estádio das Antas, frente à Cuf do Barreiro. O FC Porto venceu o jogo por 2-1 e Fernando Gomes entusiasmou marcando os dois golos portistas.

Jogou durante 13 épocas de azul e branco, com uma interrupção esporádica de  duas temporadas (Julho de 1980 a Junho de 1982), altura em que foi contratado pelos espanhóis do Sporting de Gijón , pela exorbitante quantia de 60 milhões de pesetas! No primeiro jogo, frente ao Oviedo encantou marcando cinco golos, mas uma grave lesão transformaram essas duas temporadas num verdadeiro calvário.

Regressou ao FC Porto por iniciativa de Pinto da Costa que entretanto se tornara Presidente do Clube.

Adorado pelos adeptos, o Bi-bota tornou-se um símbolo do Clube e foi com grande estranheza e decepção que a massa adepta e simpatizante o viu ser afastado definitivamente da equipa e ser transferido para o Sporting CP, onde terminou a carreira.

Sanada essa incompatibilidade, faz actualmente parte da estrutura directiva e os portistas mais saudosistas poderão rever os seu golos na prova de veteranos denominada Liga Indoor fertibéria, onde Gomes defende o emblema portista.

Palmarés ao serviço do FC Porto (14 títulos):
1 Taça Intercontinental (1987/88)
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus (1986/87)
1 Supertaça Europeia (1987/88)
5 Campeonatos Nacionais (1977/78, 1978/79, 1984/85, 1985/86 e 1987/88)
3 Taças de Portugal (1976/77, 1983/84 e 1987/88)
3 Supertaças Cândido de Oliveira (1983, 1984 e 1986)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar, ZeroZero.pt e Base de dados actualizada de Rui Anjos

segunda-feira, 2 de maio de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 70) - II PARTE

Fernando Gomes - 45º internacional: Estreou-se pela Selecção nacional A em 9 de Março de 1975, com uma vitória por 2-1, frente à Selecção de Goiás, um Estado brasileiro, num jogo particular disputado na Goiânia. Representou a Selecção Portuguesa por 48 vezes, ao serviço da qual marcou 13 golos. Fez parte da Selecção que participou na fase final do Campeonato do Mundo de 1986, no México.

Atleta proveniente das camadas jovens, cedo começou a vestir de azul e branco. O seu nome está associado a alguns dos maiores feitos do FC Porto, o Clube que ama e serviu (ainda serve, agora noutras funções) com devoção.

Goleador dos mais talentosos que pisaram os relvados mundiais, emérito cabeceador, mas também exímio rematador com ambos os pés, possuidor de sentido de oportunidade e posicional, frieza, espontaneidade no remate e capacidade técnica raros, fizeram dele um dos melhores pontas de lança de todos os tempos do futebol português.

Para além dos Dragões, representou ainda o Sporting de Gijon (Espanha) e o Sporting Clube de Portugal.

No F.C. Porto foi campeão nacional por cinco vezes, tendo ganho ainda uma Taça dos Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia, uma Taça Intercontinental e três Taças de Portugal.

Marcou 318 golos no campeonato português, 288 dos quais pelo FC Porto, sendo o maior goleador de sempre e uma das mais populares figuras deste Clube. Ganhou seis vezes o troféu de melhor marcador nacional e foi por duas vezes o melhor marcador europeu, ganhando por isso a alcunha de «Bi-Bota de Ouro».

Octávio Machado - 46º internacional: Vestiu a camisola portuguesa por 20 vezes (10 pelo Vitória de Setúbal e 10 pelo FC Porto). Jogava no Vitória quando se estreou pela Selecção nacional, em 21 de Novembro de 1971, frente à Bélgica, com um empate (1-1), em Lisboa, jogo a contar para o Campeonato da Europa.

Vinculado ao FC Porto desde 1975/76, continuou na Selecção nacional, tendo realizado o seu primeiro jogo, em 12 de Novembro de 1975, frente à Checoslováquia, no Porto, com idêntico resultado ao da estreia (1-1).

O «Palmelão» acompanhou as grandes mudanças no Clube, protagonizadas por Pinto da Costa e José Maria Pedroto, participando na conquista da Taça de Portugal (1976/77) e na quebra do longo jejum do título nacional, ao fim de 19 anos (1977/78).



Arsénio Rodrigues Jardim (Seninho) - 47º internacional: Quatro vezes internacional, estreou-se frente à Itália, com derrota por 3-1, num jogo amigável disputado em Turim, a 7 de Abril de 1976.

Angolano de nascença, ingressou no FC Porto em 1969, acabaria por ser prejudicado por uma comissão militar obrigatória, que cumpriu na terra onde nasceu. Regressou em 1974, constituindo a «arma secreta» do treinador brasileiro Aymoré Moreira e o «talismã» de Pedroto.

Foi um dos principais responsáveis por uma surpreendente e fantástica eliminação do Manchester United, da Taça dos vencedores das Taças. O protagonismo aí evidenciado valeu-lhe um contrato milionário para jogar no lendário Cosmos, dos E.U.A.

Venceu a Taça de Portugal em 1976/77 e os Campeonatos nacionais de 1977/78 e 1978/79.

Luís de Matos (Celso) - 48º internacional: Três vezes internacional, realizou o jogo de estreia em 16 de Outubro de 1976, no Porto, frente à Polónia, com derrota por 2-0, em jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo.

Foi o primeiro jogador brasileiro a naturalizar-se para jogar na nossa Selecção. Considerado um dos melhores trincos do futebol português, Pedroto trouxe-o do Boavista para representar o FC Porto, no ano em que ambos transitaram para o nosso Clube.

Foi campeão nacional em 1977/78.

(Continua)
Fontes: European Footeball; História oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa; FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias.