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segunda-feira, 2 de junho de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 58












SERAFIM - Goleador Nº 58

Apontou 39 golos em 80 jogos realizados com a camisola do FC Porto, durante as três temporadas em que esteve ao seu serviço (1960/61 a 1962/63).

Manuel Serafim Monteiro Pereira, nasceu em 25 de Junho de 1943, em Rio Tinto, Porto. Esquerdino nato, Serafim foi um futebolista possante que começou a sua carreira nas escolas de formação do FC Porto. Aos 15 anos já jogava na equipa de juniores, mercê de uma autorização ministerial.























A sua estreia oficial na equipa principal aconteceu no dia 11 de Dezembro de 1960, no estádio da Luz, frente ao Benfica, em jogo da 11ª jornada do Campeonato nacional, com derrota por 2-0.










Outros aspectos da sua biografia poderão ser recordados aqui, na rubrica INTERNACIONAIS PORTISTAS, publicada em 11 de Abril de 2011.

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

terça-feira, 2 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 60

ÉPOCA 1963/64

A transferência de Serafim para o Benfica fora a nota dominante do defeso. O atleta portista tornou-se no primeiro milionário do futebol português. Recebeu mil contos por um contrato de três anos, 50 contos de luvas e quatro mil escudos de ordenado.

Nos cofres portistas entrou a interessante verba de mil e quinhentos contos pela cedência do passe.

O técnico Janos Kalmar não resistiu muito tempo. Afastado de novo à primeira, na Taça das Cidades com Feira, pelo Atlético de Madrid (derrota 2-1, em Madrid e empate 0-0, nas Antas) e três pontos perdidos nas primeiras quatro jornadas do campeonato, foram as razões principais da sua dispensa, nos primeiros dias de Novembro de 1963.

Otto Glória, sonho antigo, foi o treinador eleito. Tido como disciplinador e obcecado pelo trabalho, desde logo se fizeram sentir os seus métodos. A equipa começou a produzir melhor futebol e melhores resultados, arrancando para o ano de 1964 a apenas dois pontos do Benfica.

Mas foi Sol de pouca dura. Durante o mês de Janeiro, depois de ter ido vencer a Alvalade, o FC Porto cedeu surpreendentemente no Barreiro, onde foi derrotado pela Cuf, a dois minutos do fim. Derrota que terá abalado a confiança da equipa dando origem a um empate em Olhão, colocando a equipa a cinco pontos do líder. No final lá teve de se contentar com mais um segundo lugar. 26 Jogos, 16 vitórias, 8 empates, 2 derrotas, 51 golos marcados, 20 sofridos (melhor defesa do campeonato) e 40 pontos, menos 6 que o Benfica.

Na Taça de Portugal o comportamento foi bastante positivo, pois o objectivo de chegar ao Jamor foi de novo conseguido.

Pelo caminho ficaram Lões de Santarém, da II Divisão, o Leixões, o V. Guimarães e a Cuf, todos da I Divisão. Nas meias-finais tocou-lhe o Lusitânia dos Açores que acabou por desistir da prova, tendo o FC Porto passado automaticamente à final, para defrontar o Benfica.

O FC Porto apresentou a seguinte equipa: Américo, Festa, Joaquim Jorge, Carlos Baptista, Paula, Jaime, Hernâni, Azumir, Pinto e Nóbrega.

Os golos portistas foram marcados por Pinto (2-1) e Carlos Baptista (4-2)

Final polémica com alguns casos, muito sururu e claro, vitória confortável (6-2) da equipa do regime.

Otto Glória indignado não foi parco nas palavras: "O árbitro anulou todo o esforço de uma região".

Do plantel faziam parte os seguintes atletas: Américo e Rui (guarda-redes); Festa, Joaquim Jorge, Miguel Arcanjo, Mesquita, Almeida, Atraca Vasconcelos, Paula, Custódio Pinto, Jaime, Hernâni, Azumir, Carlos Duarte, Nóbrega, Romeu, Valdir, Jorge Gomes, Rolando, Rico e Naftal

FOTO DE UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS NESSA ÉPOCA




















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Atraca, Custódio Pinto, Festa, Paula, Almeida e
Américo; Em baixo, pela mesma ordem: Carlos Duarte, Jaime, Valdir, Romeu e Nóbrega


OUTRA AINDA






















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Paula, Festa, Joaquim Jorge, Almeida, Rolando e Américo; Em baixo pela mesma ordem: Jaime, Hernâni, Azumir, Custódio Pinto e Nóbrega


Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Jornal A Bola

segunda-feira, 11 de abril de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 60) - I PARTE

A década de 60 caracterizou-se pela travessia do deserto do FC Porto, no que diz respeito a títulos. A Taça de Portugal da época 1967/68 foi o único troféu conquistado. 

Apesar disso, pelas Antas passaram grandes jogadores, em número apreciável, mas só a oito deles foram reconhecidas qualidades para representarem a Selecção nacional principal.

Serafim Pereira - 33º internacional: Alcançou cinco internacionalizações (quatro em representação do FC Porto e uma da Académica, para onde se iria transferir mais tarde, após uma fugaz passagem pelo Benfica). A estreia ocorreu a 6 de Maio de 1962, em São Paulo, contra o Brasil (derrota por 2-1).

Esquerdino nato, Serafim era um possante futebolista que começou a sua carreira no FC Porto. Aos 15 anos já jogava na equipa de júniores, mercê de uma autorização ministerial.

Cedo se afirmou como grande promessa, quando se tornou na maior figura da Selecção nacional de júniores que, em 1961 se sagrou campeã da Europa, com a particularidade de ter marcado os quatro golos com que Portugal venceu na final a Polónia. Serafim estava então já integrado na equipa sénior do FC Porto.

Nessa altura já se destacava pela sua extraordinária capacidade atlética, pujança física, velocidade e potência do remate. Em absoluto, Serafim foi o melhor júnior da sua geração.

Tornou-se titular indiscutível do FC Porto, formando uma «explosiva» asa esquerda com Nóbrega.

Em 1963, Serafim ingressou no Benfica, protagonizando a mais cara transferência de sempre entre clubes portugueses, mas onde não lhe foram dadas grandes oportunidades. A partir de 1966/67 passou a representar a A.Académica de Coimbra, onde concretizou a sua 5ª internacionalização.
Alberto Festa - 34º internacional: Vestiu a camisola da Selecção nacional por 19 vezes, tendo sido um dos três representantes portistas da equipa dos «Magriços», presente em Inglaterra, no Campeonato do Mundo de 1966. Foi aliás o único que teve a oportunidade de jogar, envergando a camisola com o número 22.

Alternou a sua participação, nesse certame, com o defesa direito Morais, do Sporting, cabendo-lhe três dos seis jogos disputados,

Estreou-se na segunda partida do seu Grupo, na vitória de Portugal por 3-0, frente à Bulgária; esteve nas meias-finais, contra a Inglaterra, na derrota que nos afastou da final, por 2-1 e terminou a sua participação frente à URSS de Yashin, com vitória portuguesa por 2-1, contribuindo assim para a conquista histórica do 3º lugar, na primeira participação portuguesa na fase final de um grande evento futebolístico, ao nível das selecções principais.

A sua estreia na Selecção nacional aconteceu em 23 de Janeiro de 1963.

Natural de Sto. Tirso, foi recrutado ao Tirsense, clube que representava e onde deu nas vistas. Foi o defesa direito escolhido para cumprir a ingrata missão de substituir o consagrado Virgílio Mendes.

Festa rapidamente provou tratar-se de uma aposta ganha. Chegou ao Clube na época de 1960/61, onde jogou até 1967/68.
António Paula - 35º internacional:  Revelou-se no FC Porto, tendo obtido a sua única internacionalização a 23 de Janeiro de 1963, em Roma, num jogo de apuramento para o Campeonato da Europa, contra a Bulgária (derrota por 1-0). Foi de seguida transferido para o Benfica.
Américo Lopes - 36º internacional: Estreou-se na Selecção nacional em 1964, na Suíça, num jogo em que Portugal venceu por 3-2. Somou 15 internacionalizações.

Foi um dos três portistas que integraram o grupo dos 22 «Magriços» da fase final do Campeonato do Mundo, de 1966 em Inglaterra. Após ter revelado uma regularidade notável, foi com alguma surpresa que não foi utilizado nesse Mundial.

O futuro encarregou-se de revelar o seu devido valor, quando o seleccionador nacional, passado alguns anos, confessou que o seu único erro, em Inglaterra, foi não o ter colocado na equipa em vez de José Pereira, quando retirou o sportinguista Carvalho.

Regressaria à Selecção em 1967, fazendo então nove jogos consecutivos. Só cederia o posto para o jovem Damas, no final de 1968. Américo foi incontestavelmente um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre.

Seria o senhor das balizas durante a década de 60, marcada por um quase deserto de títulos. Era um guarda-redes sólido, seguro, temerário, elástico e imperturbável, assumindo o estatuto de líder da equipa.

Foi Campeão nacional em 1959, como suplente de Pinho, na época em que começara a jogar no plantel principal. Em 1967/68 venceu a Taça de Portugal, na final do Jamor, frente ao Vitória de Setúbal.

Para culminar a sua carreira, ainda nessa mesma temporada, venceu a primeira classificação de regularidade, alguma vez instituída em Portugal, o Prémio Somelos.

No final da época de 1969, com 36 anos, despediu-se do futebol.

(Continua)
Fontes: European Footeball; História oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa; FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias.