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sábado, 10 de novembro de 2018

EM DUELO DE CANDIDATOS VENCEU QUEM APRESENTOU MELHORES ARGUMENTOS
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto isolou-se no comando ao derrotar o SC Braga, num duelo de candidatos ao título, num jogo muito competitivo, como se esperava.

Sérgio Conceição voltou a fazer apenas uma alteração no onze titular, relativamente ao jogo anterior, deixando Herrera no banco para lançar Soares.


























Os campeões nacionais procuraram desde logo, como é seu timbre, impor o seu futebol mais ofensivo mas a pouco e pouco o seu categorizado adversário foi aliviando a pressão, equilibrando a partida. Depois de algumas jogadas prometedoras, o Braga dispôs de uma boa ocasião para marcar, à passagem do minuto 24, com Dyego Sousa a desviar fora do alcance de Casillas, mas para fora.

Responderam os azuis e brancos aos 38 minutos criando a situação mais clara da primeira parte, num belo remate de Brahimi, defendido por instinto pelo guardião bracarense.

Já em tempo de descontos aconteceu o caso do jogo. Canto a favor do FC Porto cobrado do lado direito do ataque portista, pelo inevitável Alex Telles, a bola foi cabeceada por Soares, o defesa Sequeira meteu ostensivamente o braço na bola e Artur Soares Dias, de frente para o lance, entendeu nada marcar, apitando logo de seguida para o intervalo, não dando tempo sequer a que o VAR analisasse a jogada.

No segundo tempo as equipas apareceram com a mesma disposição, o FC Porto a tentar tomar conta do jogo e o Braga a replicar com muita qualidade. As oportunidades foram aparecendo para ambas as partes e como a bola teimava em não entrar, o técnico portista Sérgio Conceição começou a mexer na equipa no sentido de chegar à vitória.

Arrsicou ao fazer sair o lateral direito, Maxi Pereira para a entrada do médio Otávio (63'), começando desde logo a ganhar o meio campo. Depois aos 72 minutos, foi a vez de Herrera render Brahimi. A equipa portista subiu de rendimento e a bola começou a rondar com mais perigo a baliza bracarense. O Braga aparecia menos vezes na área portista, mas sempre que o fazia criava muito perigo, fazendo mesmo a bola bater duas vezes nos ferros, porém o golo acabaria por sorrir ao treinador que mais arriscou e esse foi Sérgio Conceição, como aliás era de sua obrigação, já que jogava em casa e só a vitória seria um resultado positivo.

Lançamento de linha lateral, no enfiamento da grande área bracarense, efectuado por Corona, para trás na direcção de Otávio, quando se esperava um lançamento longo para o interior da área, o médio portista lançou à direita Hernâni (entrado aos 83' a render Óliver Torres), bola cruzada e sacudida pela defensiva minhota, recuperação de Otávio com um toque de classe a evitar Wilson Eduardo, seguido de cruzamento teleguiado para a cabeça de Soares, com a bola a ir beijar as redes, provocando um ruidoso entusiasmo nas bancadas do Dragão.

Estava finalmente recompensada a lucidez e ambição do técnico azul e branco que fez o que devia para vencer este complicado jogo.

Este importante triunfo valeu-lhe a liderança isolada do campeonato.

sábado, 22 de setembro de 2018

TRIUNFO ASSENTE NUMA EXIBIÇÃO MEDÍOCRE

















FICHA DO JOGO





























A deslocação a Setúbal tornou-se numa tarefa espinhosa, face à réplica valorosa do Vitória local, aliada à exibição medíocre da maioria dos jogadores do FC Porto, a acusarem mau momento de forma e algum cansaço motivado pelo jogo da Champions League, em Gelsenkirchen, na passada Terça-feira.


O técnico Sérgio Conceição apostou no mesmo onze, desse jogo internacional, razão pela qual o  eventual cansaço não serve de desculpa.

O mau estado do relvado foi outro argumento do treinador portista para justificar a má prestação da sua equipa. Sendo um argumento verdadeiro, parece-me no entanto demasiado redutor. Na minha opinião o facto mais importante a apontar é o mau momento que atravessam os atletas mais influentes, Felipe, Alex Telles, Herrera, Danilo Pereira (naturalmente ainda à procura do seu ritmo), Marega, Otávio e Brahimi. Alguns estão mesmo a merecer banco.

A entrada dos campeões nacionais foi intrigante. Lentos, indecisos, trapalhões, sem lucidez, sem criatividade, incapacidade para ligar o jogo, decisões erradas, abuso do futebol directo invariavelmente mal aplicado, muitos passes errados, insistência para atrasar a bola, enfim, uma entrada lamentável.

Sorte o adversário optar por povoar o seu terço defensivo, com três centrais e dois laterais a que se juntavam os médios, deixando as tarefas ofensivas muito descompensadas.

Sorte também ter marcado relativamente cedo (17') na primeira jogada de ataque bem congeminada, após uma recuperação de bola de Maxi Pereira, com lançamento pronto de Marega, pelo corredor direito,  cruzamento para a entrada de Maxi, que após recepção e rotação rematou prensado, aparecendo na sobra com rara oportunidade, Aboubakar a rematar de pronto para um golo de belo efeito. Foi talvez a única jogada digna desse nome do FC Porto durante a primeira parte.

O Setúbal depois do golo aventurou-se mais um pouco no ataque e criou alguns problemas à defensiva portista. Casillas foi obrigado a trabalho aturado aos 31 minutos ao defender um remate acrobático de Valdu Té.

Se a primeira parte do FC Porto tinha sido muito fraca a segunda ainda piorou. Os mesmos defeitos foram melhor explorados pela equipa da casa que chegou mesmo a introduzir a bola nas redes de Casillas, golo que acabaria bem anulado, depois de ter sido visionado pelo árbitro a conselho do VAR, por ter havido braço intencional a ajeitar a bola para o remate de Valdu Té.

Sérgio Conceição não estava satisfeito com o que via e decidiu proceder a alterações.  E sim, essas alterações trouxeram outra dinâmica e mais qualidade à equipa. Primeiro foi Sérgio Oliveira a substituir Otávio (60'). O médio portista emprestou mais lucidez, qualidade de passe e capacidade para aparecer em zonas de finalização. Seguiu-se André Pereira a substituir Aboubakar (74'). Mais rapidez e melhor desenvoltura na direcção da área contrária foram as qualidades deste avançado. Finalmente Jesús Corona para o lugar de Brahimi (79'). O mexicano trouxe mais criatividade.

Sérgio Oliveira quase marcava um minuto depois da sua entrada, sendo o autor do segundo golo portista (78'), na marcação de um livre directo, a castigar uma falta sobre André Pereira, depois de um belo trabalho.  O médio portista reclama para si a titularidade que bem merece.

Jesús Corona teve o terceiro golo nos seus pés, mas colocou demais o remate e a bola saiu a rasar o poste, com a defesa completamente batida.

Vitória justa, ainda assim, mas exibição demasiado fraca.

domingo, 13 de maio de 2018

MARCANO COM CABEÇA NOS 88 PONTOS

FICHA DO JOGO






























Foi com um belo golo de cabeça de Ivan Marcano que o FC Porto encerrou as contas do Campeonato, nos 88 pontos, melhor pontuação de sempre do clube e igualando o record de pontos alcançado por outro clube nesta competição.

Depois de uma semana marcada pelos festejos do título de campeão nacional e sem mais nada de importante para alcançar que não fosse o objectivo da vitória (neste clube joga-se sempre para ganhar, nem que seja a feijões), Sérgio Conceição achou por bem dar oportunidade a jogadores menos utilizados e até a dois que nunca tinham jogado de mostrarem os seus dotes, apresentando por isso 6 alterações no onze titular.
























Foi um jogo sem grande interesse competitivo dado que as equipas mostraram de alguma forma estado de espírito pouco propício a um bom espectáculo. O Vitória conformado com a classificação obtida, abaixo do objectivo e o FC Porto já consagrado campeão.

Apesar disso, coube aos novos campeões nacionais puxar pelos galões e tomar conta do jogo, tentando garantir a 6ª vitória consecutiva e fechar com chave de ouro.

Foi com este querer, mais do que com a qualidade habitual que aos 69 minutos Marcano deu seguimento a um cruzamento teleguiado de Alex Telles, batendo inapelavelmente o impotente guardião vimaranense Miguel Silva, garantindo desta forma a última vitória oficial desta temporada.












































Objectivo conseguido, houve tempo ainda para oferecer ao guardião Fabiano a possibilidade de ficar ligado a esta conquista, tendo substituído o também estreante Vaná, a 10 minutos do fim.

Triunfo justo num jogo algo insípido e com exibição quanto baste.

Depois seguiu-se o banho de multidão nos Aliados. Uma festa colossal, uma homenagem mais que merecida e um espectáculo vibrante de fervor clubista como nunca se tinha visto.






















































































segunda-feira, 7 de maio de 2018

A FESTA TEVE MAIS ENCANTO PINTADA DE AZUL E BRANCO






















Foi num clima fantástico de festa que o FC Porto se apresentou no último jogo desta temporada no Dragão, cheio como um ovo (50.000 espectadores), autêntico mar azul, repleto de cor, paixão e entusiasmo.






















Era conveniente fechar com chave de ouro, o que equivale a dizer com uma vitória e com exibição a condizer.

Nada disso faltou já que a equipa escalonada por Sérgio Conceição entrou em campo com a dignidade, classe e ambição que o momento solene exigia.


















FICHA DO JOGO




























Sem poder contar com o central Felipe, a cumprir castigo por acumulação de cartões amarelos, o técnico portista fez apenas uma alteração no onze titular, em relação à partida anterior disputada no Funchal. Diego Reyes foi o escolhido, sem surpresa, para substituir o brasileiro.



Alheia ao ambiente dentro e em redor do Estádio e mesmo aos festejos da véspera, no hotel, a partir do momento em que o título foi matematicamente garantido, a equipa do FC Porto entrou no jogo com a disposição clara de alcançar o triunfo, lançando-se na procura do primeiro golo.

As ameaças começaram bem cedo (5'), com um disparo intencional de Soares, sobre a linha limite da grande área, mas o arco pretendido não foi perfeito e a bola passou a rasar o poste, com o guardião a chegar um pouco atrasado.

Seis minutos depois foi Alex Telles, de livre directo, a fazer a bola passar rente à barra, num pontapé muito perigoso.

Foram 15 minutos de assédio pelas redes dos fogaceiros, muitos organizados no seu último reduto, de onde raramente saíram.

Mas numa das poucas investidas no ataque, o Feirense quase marcava. Recuperação de bola no seu meio campo, desenvolvimento rápido e bem trabalhado para a frente, Crivellaro levantou a cabeça, viu Casillas adiantado na sua baliza e posicionado entre a linha de meio campo e a linha da grande área portista, rematou fazendo a bola esbarrar na barra da baliza portista, causando um verdadeiro calafrio.

Não se intimidaram os Dragões que mantiveram a sua cavalgada para a baliza contrária. Com paciência e determinação, foram criando rupturas na povoada defensiva contrária e aos 17 minutos Sérgio Oliveira recebeu um passe açucarado de Otávio e, como que ensaiando a jogada que lhe haveria de proporcionar o golo, aconchegou a bola com o peito e na passada rematou sem mais qualquer preparação, fazendo a bola subir demasiado, perdendo a melhor oportunidade do jogo até então.

Aos 21 minutos foi o central Diego Reyes que esteve próximo de ser feliz. Alex Telles cruzou da esquerda e o defesa mexicano, qual avançado, desviou para a baliza, mas a bola foi caprichosamente beijar a barra, perdendo-se mais uma boa ocasião.

Prosseguiu a avalanche ofensiva portista que aos 37 minutos foi coroada de êxito. Combinação perfeita de Marega e Ricardo Pereira sob a direita, entrada do lateral portista na área indo à linha cruzar para o coração da pequena área. Um defesa do Feirense, em dificuldade interceptou a bola afastando-a por alto para a linha de grande área onde estava Sérgio Oliveira que interpretou a jogada da mesma forma descrita mais acima. Recebeu no peito, rematando de pronto mas desta vez com a direcção correcta, obtendo um golo de belo efeito e fazendo saltar de alegria e entusiasmo toda a plateia do anfiteatro azul e branco. Uma loucura!
























Pensava-se que aberto o marcador, o Feirense encarasse a partida de outra forma, mas o técnico Nuno Manta preferiu manter a estratégia, pensando ser possível num contra ataque surpreender o adiantamento da defensiva portista, pelo que até ao intervalo nada se modificou.

No segundo tempo Otávio ficou nas cabines, surgindo Hernâni no seu lugar. O jogo não se alterou muito, mantendo as equipas as mesmas disposições. Perto dos 52 minutos Sérgio Oliveira, muito exuberante neste jogo, apareceu solto na área adversária a cabecear perigosamente na sequência de mais um cruzamento teleguiado de Alex Telles, mas a bola saiu ligeiramente ao lado.

Aos 59 minutos do jogo aconteceu o postal ilustrado deste campeonato. Um golo soberbo na conclusão de uma jogada toda ela burilada com alma de artista. Vale a pena relatar a sua parte final: Sérgio Oliveira, no bico direito da grande área do Feirense passou recuado para Herrera, este recebeu e colocou em Aboubakar, perto da pequena lua, o camaronês, de costas para a baliza, recebeu, rodou e levantou a bola em chapéu para Brahimi mais metido na área, o argelino, entre dois defensores, recebeu de costas para a baliza e com um toque orientado e de magia, tirou da jogada os defensores deixando a bola redondinha para o remate pronto e letal, fazendo a bola passar entre as pernas do guarda redes. Espectacular, mágico, fabuloso! Foi a cereja em cima do bolo a ilustrar de forma inequívoca a qualidade e merecimento deste título. O público obviamente delirou.
























Até ao final do encontro ainda houve mais algumas tentativas mas já num clima quase totalmente de festa final. Diego Reyes acabou por se lesionar e ter de sair, acabando por ser substituído por Óliver Torres já que no banco não havia mais nenhum central. Herrera recuou para a sua posição e num momento de alguma desconcentração e já em período de compensação o Feirense fez o golo de honra.

O jogo terminou num clima de grande festa e animação a que se lhe seguiu a cerimónia da entrega do troféu e posteriormente a festa junto ao chamado cogumelo, no exterior do Estádio a premiar todos os milhares que lá se deslocaram e não tiveram oportunidade para assistir ao jogo.













































O PORTO É UMA NAÇÃO, ETERNO CAMPEÃO, AZUL E BRANCO É O CORAÇÃO, PORTO, PORTO, PORTO, PORTO.

PARABÉNS A TODOS OS PORTISTAS.

OBS.: Peço desculpa aos fiéis seguidores deste espaço pelo atraso desta publicação que se deve única e exclusivamente ao facto de ter chegado a casa muito tarde, depois do jogo e de todos os festejos e por isso já sem energia para dedicar a este hobby.

domingo, 6 de maio de 2018

CAMPEÕES CONTRA TUDO E CONTRA TODOS































O FC Porto sagrou-se campeão 2017/18, numa temporada em que foi importante desmontar todo o sistema ramificado que continua a enredar o futebol português, que vai desde o Conselho de Arbitragem (meninos queridos), com passagens pelo Conselho de disciplina, pela APAF (árbitros proveta), pela Liga (informadores), pela FPF, pelo IPDJ, pelo Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, por alguns funcionários do Ministério da Justiça (toupeiras), com a conivência e branqueamento de uma Comunicação Social subserviente e hipotecada, onde abundam os avençados, os encartilhados e os directores prepotentes e alienados.

Foi contra toda esta escumalha que os Dragões tiveram que lutar com toda a energia para vencer um Campeonato que a haver verdade desportiva, já estaria garantida muito mais cedo. Aves, Moreirense e Benfica no Dragão, foram jogos em que o FC Porto foi completamente espoliado.

No final, a força do Dragão foi mais forte. Parabéns a todos os que contribuíram para mais este título.


domingo, 29 de abril de 2018

VITÓRIA NOS BARREIROS DEIXA DRAGÕES A UM PONTO DO TÍTULO

















FIXA DO JOGO






























Esta deslocação à Madeira revestia-se de redobrada expectativa, mesmo depois da derrota do rival dos e-mails, pelas dificuldades que a equipa  do Marítimo costuma colocar em sua casa.

A equipa portista apresentou-se com apenas uma alteração no onze titular, relativamente à jornada anterior (Otávio em vez de Corona).























Ciente das dificuldades que iam enfrentar, os Dragões cedo tentaram controlar o jogo e partir para a ofensiva, na tentativa de marcar cedo. Porém, alguma ansiedade e nervosismo iniciais, provocaram um futebol menos esclarecido, algo precipitado, especialmente nas acções ofensivas, pelo que durante toda a a primeira parte foram escassos os lances de perigo junto da baliza insular. A jogada de Soares que levou à justa expulsão do guarda-redes Amir (40') terá sido o lance mais promissor dos azuis e brancos.

Em termos defensivos a equipa azul e branca não passou por sobressaltos, apesar das tentativas do Marítimo que a meio do primeiro tempo foi conseguindo equilibrar a partida.

A igualdade sem golos ao intervalo é assim perfeitamente aceitável.

A jogar em inferioridade numérica durante toda a segunda parte, a equipa insular teve de recuar no terreno e abdicar quase por completo do ataque, permitindo uma avalanche ofensiva do FC Porto que haveria de dar os seus frutos.

Depois de muitas tentativas de chegar ao golo, quase sempre falhadas por deficiente definição das jogadas, em cima dos 89 minutos, Marega introduziu a bola nas redes maritimistas, numa cabeçada certeira, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Alex Telles.






















A partir de então o FC Porto passou a controlar o jogo e a aproveitar algum adiantamento dos jogadores da equipa da casa para lançar venenosos contra-ataques.

Foi na sequência de um desses lances que Rúben Ferreira viu o cartão vermelho, por travar ilegalmente Gonçalo Paciência que se preparava para correr isolado para a baliza.

Vitória importante num estádio difícil que coloca os Dragões a 1 ponto do título.