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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 41












JACQUES - Goleador Nª 41

Apontou 48 golos em 84 jogos oficiais com a camisola do FC Porto, durante as quatro épocas em que esteve ao seu serviço (1981/82 a 1984/85).

Jacques Pereira nasceu em 2 de Fevereiro de 1955, em Vila Real de Sto. António e fez a sua formação no clube da sua terra natal, o Lusitano de VRSA, tendo ainda representado o SC Farense, antes de rumar ao norte do país, onde conheceu os melhores momentos da sua carreira. Representou o FC Famalicão (1975 a 1979) e o SC Braga (1979 a 1981).

Jacques, que se tinha vindo a revelar um avançado interessante, baixinho mas rápido e com grande faro de golo e engodo pela baliza, um autêntico rato da área, despertou o interesse do FC Porto que o contratou no Verão de 1981 para substituir o categorizado Fernando Gomes que estava de saída para o Sporting Gijón, de Espanha.






















A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 22 de Agosto de 1981, no estádio das Antas, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato nacional, contra o Benfica, com vitória azul e branca, por 2-1. A equipa portista era então treinada pelo austríaco Hermann Stessl.

Logo na sua primeira época de dragão ao peito e apesar do FC Porto ter deixado fugir o título, Jacques não deixou os seus créditos por mãos alheias, vencendo a Bola de Prata ao sagrar-se o melhor marcador do campeonato nacional, com a excelente marca de 27 golos em 30 jogos. o avançado portista aproveitou bem a ausência do «Bi-bota de ouro» para assumir o protagonismo no ataque dos Dragões, tendo sido figura de proa de uma reviravolta sensacional, na Supertaça Cândido de Oliveira, disputada em duas mãos, em Dezembro de 1981, frente ao Benfica, contribuindo com um «hat-trick», no jogo da 2ª mão, que o FC Porto venceria por 4-1, revertendo a seu favor o resultado negativo de 0-2, que trazia do jogo da lª mão, na Luz.

Esse desempenho valeu-lhe a única internacionalização pela selecção nacional principal, promovida pelo então seleccionador Júlio Cernadas Pereira (Juca). Foi no dia 16 de Dezembro de 1981 (oito dias depois do sensacional «hat-trick»), em Hascovo, num jogo particular frente à Bulgária, em que Portugal saiu derrotado por 5-2.

Mas o regresso de Fernando Gomes, na época seguinte, acabaria por retirar espaço a Jacques, transformando-o num suplente de luxo durante as três épocas restantes. O seu inconformismo com a situação de suplente aliada à sua grande vontade de jogar levou-o a procurar outras paragens.










Foi assim que regressou ao SC Braga onde jogou durante duas épocas (1985/86 e 1986/87) sem conseguir brilhar. A sua pouca actividade tinha feito mossa e as suas performances ressentiram-se com registos muito modestos.

Seguir-se-iam passagens pelo SC Covilhã (1987/88) e pelo seu primeiro clube, o Lusitano de VRSA (1988/89 a 1990/91) e finalmente pelo Castromarinense (1991/92), onde terminou a sua carreira, com 37 anos de idade. 

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):
1 Campeonato nacional (1984/85)
1 Taça de Portugal (1983/84)
2 Supertaças Cândido de Oliveira (1981/82 e 1983/84

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; ZeroaZero.pt; Figuras e Factos, de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias; European Football.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 80) - I PARTE

Hoje vamos começar a análise da década de oitenta, período dos mais produtivos em jogos da Selecção principal de Portugal, que realizou 75 jogos.

Coincidiu simultâneamente com a «explosão» do FC Porto, como grande Clube europeu e mundial. Depois da final da Taça das Taças, em 1984, perdida ingloriamente, frente à Juventus, onde a qualidade dos jogadores portistas saiu reforçada, as épocas de 1986/87 e seguinte, confirmaram todo o potencial dos nossos jogadores, consagrando o FC Porto e os seus jogadores, com as vitórias da Taça dos Clubes Campeões Europeus, a Taça Intercontinental e a Supertaça Europeia.

Naturalmente que a Selecção Nacional, viria a sofrer essa influência, promovendo mais 18 atletas azuis e brancos, com a internacionalização, factor determinante para as boas prestações portuguesas, no Euro/84 e Mundial/86.

Abordemos então os primeiros quatro desses 18 atletas portistas:

Lima Pereira - 59º internacional: Com 20 internacionalizações, fez a sua estreia na Selecção Nacional em 15 de Abril de 1981, no Portugal-Bulgária, com empate a uma bola, em jogo particular efectuado na cidade do Porto. Este defesa-central, azul e branco, esteve presente em quatro jogos da fase final do Campeonato da Europa de 1984, disputado em França, onde Portugal chegou à meia-final.

Nascido na Póvoa de Varzim, iniciou a sua carreira desportiva no Varzim S.C., de onde transitou para o FC Porto, na época de 1978/79.

«Trabalhado» por Pedroto, ganhou a titularidade no FC Porto e na equipa nacional. Chegou a ser considerado um dos melhores defesas-centrais europeus.

Permaneceu no seio da equipa portista até à temporada de 1988/89, onde coleccionou um palmarés invejável: 1 Taça Intercontinental, 1 Taça dos Campeões Europeus (jogou apenas 270'), 1 Supertaça Europeia, 3 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal e 4 Supertaças Cândido de Oliveira.

António Sousa - 60º internacional: Vestiu as cores nacionais por 27 vezes (17 pelo FC Porto, 9 pelo Sporting e 1 pelo Beira-Mar). Estreou-se em 15 de Abril de 1981, tal como Lima Pereira, no Portugal-Bulgária. Cumpriu, sempre como titular, a totalidade dos encontros efectuados por Portugal, nas fases finais do Euro/84 e do Mundial/86. Foi o autor de um grande golo frente à Espanha, no Europeu de 1984, através de um «chapéu» sublime ao guarda-redes Arconada.

Sousa Iniciou a sua carreira na Sanjoanense, equipa da sua terra natal (S. João da Madeira), mas representava o Beira-Mar, clube onde despertou a natural cobiça de vários clubes, quando o FC Porto ganhou a corrida da sua contratação, na época de 1979/80.

Médio atacante de grande regularidade, era dono de excelente técnica e de pontapé forte, espontâneo e colocado. Era também exímio na marcação de livres de média distância, o que fez dele um dos grandes especialistas de lances de bola parada, do futebol português. Tacticamente disciplinado, assimilava e executava com maestria todos os princípios posicionais e estratégicos que lhe eram confiados.

Atraído por algumas promessas, «fugiu» para o Sporting (juntamente com Jaime Pacheco) alegando não ter condições psicológicas para continuar ligado ao nosso Clube! Rapidamente se arrependeu, regressando duas épocas depois, para ser Campeão Europeu e Mundial. Curiosamente, o FC Porto venceu os dois campeonatos em que Sousa envergou a camisola leonina.

O seu percurso no FC Porto chegaria ao fim na época de 1988/89, tendo sido um dos dispensados no processo de renovação levada a cabo por Artur Jorge, facto que nunca digeriu bem, regressando ao Beira-Mar, onde esteve mais quatro épocas.

No FC Porto conquistou 1 Taça Intercontinental, 1 Taça dos Clubes Campeões Europeus, 1 Supertaça europeia e 1 Campeonato Nacional.

Jaime Magalhães - 61º internacional: 20 vezes internacional, estreou-se na equipa das quinas em 18 de Novembro de 1981, com vitória portuguesa por 2-1, frente à Escócia, em Lisboa, em jogo de fase de apuramento para o Campeonato do Mundo.

Produto das camadas jovens do FC Porto, estreou-se na equipa principal, em 21 de Setembro de 1980, mantendo-se no plantel portista durante quinze épocas consecutivas (de 1980/81 a 1994/95).

Médio-extremo muito rápido, repentista, envolvente e senhor de oportunas assistências para golo, assinou também alguns bons e certeiros remates, no período dos dez anos mais produtivos em que, depois de brilhar na final da Taça das Taças, que o FC Porto perderia contra a Juventus, contribuiu para todos os títulos conquistados pelo FC Porto, até à primeira época do Penta.

Coleccionou por isso um palmarés impressionante e invejável: 1 Taça Intercontinental, 1 Taça dos Clubes Campeões Europeus, 1 Supertaça Europeia,  7 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal e 8 Supertaças Cândido de Oliveira.

Jacques Pereira - 62º internacional: Vestiu a camisola da Selecção Nacional em apenas uma ocasião. Foi a 16 de Dezembro de 1981, num jogo particular, em Hascovo, no Bulgária-Portugal, com uma surpreendente goleada, sofrida pela nossa selecção (5-2)

Fez a sua formação no Lusitano de Vila Real de Santo António, tendo depois representado o Farense, antes de rumar ao norte do país onde conheceu os melhores momentos da sua carreira. Representou o Famalicão (1975 a 1979) e o Braga (1979 a 1981). A sua chegada ao FC Porto, na época de 1981/82, coincidiu com o período de cinco anos (1978/79 a 1984/85), em que o Campeonato Nacional não passou de uma miragem.

Mas logo na sua primeira época de azul e branco e apesar do FC Porto ter deixado fugir o título, Jacques não deixou os seus créditos por mãos alheias, vencendo a Bola de Prata, sagrando-se o melhor marcador do campeonato, com a excelente marca de 27 golos em 30 jogos. O avançado portista aproveitou a ausência de Fernando Gomes, transferido para o Sporting Gijón, para assumir o protagonismo no ataque dos Dragões, sendo até figura de destaque de uma revirada sensacional, na Supertaça dessa época, frente ao Benfica, contribuindo com um «hat-trick», no jogo da 2ª mão, que o FC Porto ganharia por 4-1, revertendo o resultado negativo da 1ª mão de 2-0.

Com o regresso do Bi-Bota de Ouro, na época seguinte, Jacques perderia influência no onze portista.

(Continua)

Fontes: European Footeball; História oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa; FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias.