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sábado, 19 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - VI PARTE

GOLEADORES PORTISTAS


O FC Porto disputou esta época 46 jogos, repartidos por 7 competições, conseguindo o registo de 94 golos marcados, média de 2,04 golos por jogo.
Hulk voltou a destacar-se como exímio fura redes. Para além de uma série fabulosa de assistências para os seus colegas ainda se cotou como o melhor goleador portista, apontando 21 golos, ainda assim muito aquém dos 36 obtidos na época passada. 
Para além do brasileiro, mais 20 atletas portistas fizeram o gosto ao pé (ou cabeça), com destaque para James Rodríguez e Kléber que chegaram a números com dois dígitos. 3 foram os golos de adversários, marcados na própria baliza, contribuindo para o pecúlio portista.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - V PARTE

PLANTEL - LINHA AVANÇADA

12 HULK - Foi não só o melhor jogador do FC Porto como também o melhor do Campeonato, reconhecido e premiado em quase todos os meses. Marcou, assistiu, jogou no flanco, jogou no eixo do ataque, quase sempre em grande nível. Merecia ter tido a oportunidade de poder lutar pela «bola de prata», no último encontro, mas VP foi desmancha prazeres. É o jogador portista mais valioso, a estrela mais luminosa do firmamento azul. Provavelmente terá feito a sua última época de dragão ao peito, embora Pinto da Costa tenha prometido ir até onde puder para o manter no plantel. Jogou 3.156 minutos (3º melhor registo, atrás de Helton e Moutinho) distribuídos por 39 jogos (26 CN; 1 TP; 2 TL; 1 ST; 1 STE; 6 CL e 2 LE). Foi o melhor marcador portista com 21 golos marcados (16 CN; 1 TL e 4 CL);
20 DJALMA - Jogador interessante, veloz e com capacidade para ajudar na defesa do seu corredor. Denota alguma timidez, pouco poder de choque e pouca precisão no remate. Falha muitos golos com a mesma facilidade com que cria espaços para os concretizar. Pode ser um elemento de muita utilidade se conseguir corrigir estes defeitos. Jogou 913 minutos distribuídos por 19 jogos (14 CN; 1 TP; 1 TL e 3 CL);

17 SILVESTRE VARELA - Fez uma época muito apagada. Muito desconcentrado, pouco motivado e aparentemente em fracas condições físicas. Foi uma sombra de si mesmo. Apareceu mais afoito no último terço do campeonato, quiçá piscando o olho a Paulo Bento, a pensar no Euro/2012. Será que se andou a poupar? Não acredito, mas que parece...! Jogou 1.920 minutos em 36 jogos (21 CN; 2 TP; 1 ST; 3 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE);

27 - ITURBE - Rotulado de pequeno Messi, o jovem jogador argentino foi «guardado» a sete chaves para ser «trabalhado» nos bastidores, em termos de adaptação ao futebol europeu. Por isso não teve grandes oportunidades para demonstrar as qualidades que dizem possuir. Teve a primeira oportunidade em Outubro, no jogo da Taça de Portugal, mas as expectativas saíram goradas. Muita ansiedade de se mostrar acabou por redundar numa performance irregular, ainda que mostrasse alguns bons pormenores. Jogou apenas meia parte. Voltou a jogar esporadicamente mas sem ritmo nem tempo para uma correcta avaliação. Vai ter de trabalhar muito para ter novas oportunidades. Completou apenas 149 minutos divididos por 7 jogos (4 CN; 1 TP e 2 TL);
11 KLÉBER - Considerado um jogador de largo potencial, chegou convencido que iria aprender muito com Falcao mas o colombiano não lhe deu essa hipótese. Foi assim lançado às feras e acusou a responsabilidade de substituir o melhor ponta de lança do Mundo. Começou a marcar alguns golos que o levou à selecção do Brasil, mas a ansiedade provocou-lhe uma prolongada seca  que o afastou da titularidade. É um jogador inexperiente que precisa de muita atenção. Tem qualidades que bem trabalhadas poderão fazer dele uma estrela, como ficou patente no hat-trick que conseguiu no último jogo do campeonato. Jogou 1.828 minutos em 33 jogos (21 CN; 1 TP; 1 ST; 3 TL; 1 STE; 5 CL e 1 LE);

18 WALTER - Mais uma época para esquecer onde não foi capaz de dar garantias ao treinador. Jogador pesado, terá pensado que a saída de Falcao traria a sua grande oportunidade e desanimou quando verificou que a aposta recaiu sobre Kléber. Levou novo choque quando não foi inscrito para a CL. Apareceu na 7ª Jornada e marcou 1 golo, fez o jogo da Taça de Portugal marcando 4 golos mas nunca demonstrou capacidade para se impor. Acabou emprestado ao Grémio do Brasil onde a irregularidade tem sido uma constante. É nitidamente um erro de casting. Jogou 442 minutos em 8 jogos, 2 como titular (6 CN e 2 TP);

29 MARC JANKO - Contratação de Inverno, o longilíneo avançado austríaco veio para colmatar a saída de Walter e simultâneamente tentar resolver o problema da época, a falta de um eficaz ponta-de-lança. Começou bem mas cedo se percebeu tratar-se de um atleta pouco móvel e de grandes deficiências técnicas. Embora a sua envergadura possa ser benéfica para a equipa, não é a solução desejada. Jogou 888 minutos em 12 jogos (10 CN e 2 TL);

19 JAMES RODRÍGUEZ - Tornou-se numa das maiores estrelas da equipa. O puto é mesmo craque. Quando em boa forma física, o seu talento emerge e espalha o perfume do seu futebol. É o artista da companhia. Para ser um caso sério do futebol mundial necessita, naturalmente de mais experiência e uma regularidade exibicional que ainda não tem. Foi importante nos jogos decisivos da época. Embora o seu discurso seja de fidelidade ao Clube, este é um dos que a todo o momento pode dar o salto. Mercado não lhe falta. Jogou 2.598 minutos distribuídos por 38 jogos (26 CN; 1 TP; 3 TL; 6 CL e 2 LE);
10 CRISTIAN RODRÍGUEZ - Em final de contrato, o uruguaio bem tentou seduzir VP, mas as suas exibições foram quase sempre marcadas por muita correria mas pouco discernimento. Trapalhão e precipitado estragou mais do que construiu. Perto do final da temporada teve um episódio de indisciplina que precipitou a sua saída. Foi dispensado «para tratar de assuntos pessoais», segundo a voz oficial. Não deixa saudades. Jogou 804 minutos em 17 jogos (10 CN; 1 TP; 3 TL; 1 STE; 1 CL e 1 LE);

9 RADAMEL FALCAO - Depois de um defeso aparentemente calmo e com vários discursos onde manifestou a ideia de querer continuar a fazer parte do plantel, o seu comportamento mudou radicalmente logo a seguir ao primeiro jogo da época, para a Supertaça, em que o colombiano já só jogou os últimos 24 minutos. Jogou também os últimos 22 minutos do jogo da primeira jornada do campeonato, em 14 de Agosto de 2011. Seis dias depois estava em Madrid a assinar contrato com o Atlético! Rendeu bom dinheiro aos cofres portistas, mas em termos meramente desportivos foi uma flagrante derrota. Não sei quando a «varinha mágica» de Pinto da Costa vai descobrir um substituto de qualidade similar!


CN = CAMPEONATO NACIONAL
TP = TAÇA DE PORTUGAL
ST = SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA
TL = TAÇA DA LIGA
STE = SUPERTAÇA EUROPEIA
CL = CHAMPIONS LEAGUE
LE = LIGA EUROPA

(VI PARTE - GOLEADORES PORTISTAS)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - IV PARTE

PLANTEL - LINHA MÉDIA

25 FERNANDO - Fez uma entrada desastrada, este valoroso trinco portista. Deixou-se influenciar por gente para quem os contratos assinados não têm qualquer valor e forçou a saída descaradamente, criando mau estar no seio do grupo. Por isso sofreu as consequências sendo afastado da equipa. Caiu em si, penitenciou-se e foi perdoado. Errar é afinal humano. Voltou determinado e pronto a dar o melhor de si mesmo, cotando-se como um dos mais influentes  nas conquistas portistas. É sem dúvida um jogador nuclear e difícil de substituir. Jogou 2.579 minutos em 34 jogos (22 CN; 1 TP; 2 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE);
8 JOÃO MOUTINHO - Um jogador que não engana, «à Porto». Mais uma época de grande nível, marcada por uma regularidade impressionante. Veio para ser campeão e neste Clube ainda não parou de o ser. Foi o jogador do plantel que mais minutos jogou: 3.617 em 44 jogos. (29 CN; 1 TP; 1 ST; 4 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE). Só falhou 2 jogos (1 CN e 1 TP);
35 DEFOUR - Jogador internacional belga, bastante interessante. Teve algumas dificuldades para entrar na equipa mas quando foi chamado cumpriu, umas vezes melhor outras nem tanto. Patenteou qualidades mas precisa de jogar com mais regularidade. Foi dos suplentes mais utilizado. Jogou 1765 minutos em 37 jogos (24 CN; 2 TP; 3 TL; 6 CL e 2 LE);

23 SOUZA - Foi a primeira aposta de Vítor Pereira para substituir o castigado Fernando. Não conseguiu fazer esquecer o seu compatriota. Possui bons pés, sai melhor a jogar e remata mais que Fernando, razões pelas quais também foi esporadicamente utilizado em posição mais avançada no meio-campo, porém, a sua lentidão e menor capacidade de recuperar  bolas deixam-no pior colocado. Perdeu naturalmente espaço quando Fernando regressou de «cabeça limpa». Por isso foi emprestado ao Grémio, em Janeiro. Registou 779 minutos, tendo participado em 15 jogos (8 CN, 1 TP; 1 ST; 2 TL; 1 STE e 2 CL);

6 GUARÍN - Foi mais um dos afectados pelo «vírus» do defeso. Achou que tinha o direito de sair e ignorar o contrato que assinara de livre vontade. Vítor Pereira deu-lhe várias oportunidades para se redimir, mas o colombiano não as aproveitou. No mercado de Inverno acabou emprestado ao Inter de Milão, com opção de venda. Parece que o Inter quer mesmo este rapazola, olha que bom!. Jogou 652 minutos distribuídos por 11 jogos (7 CN; 1 ST; 1 STE e 2 CL);

7 BELLUSCHI - reconheço que sou um pouco suspeito para falar neste atleta. Reconheço-lhe alguma qualidade técnica e imaginação, mas para mim não passa de um «brinca na areia». De quando em vez lá tira um coelho da cartola, mas no mesmo jogo é menino para esbanjar muito mais do que construir algo de significativo e útil para a equipa. Não me parece jogador para pertencer aos quadros de equipas que lutem por grandes objectivos. Com o regresso de Lucho, perdeu  espaço e foi emprestado ao Génova. Oxalá os italianos o queiram comprar. Jogou 1.389 minutos em 27 jogos (16 CN; 2 TP; 1 ST; 2 TL; 1 STE e 5 CL);

3 LUCHO GONZALEZ - O seu regresso ao Clube em Janeiro, trouxe à equipa uma inigualável qualidade técnica e a serenidade que o balneário necessitava. O argentino, não tendo a mesma disponibilidade que o notabilizou, foi uma vez mais decisivo na conquista de mais um campeonato. Faz parte do núcleo de jogadores imprescindíveis. Jogou 1.327 minutos distribuídos por 16 jogos (12 CN; 2 TL e 2 LE); 
28 RÚBEN MICAEL - Foi uma surpresa a sua inclusão no «pacote» da venda de Radamel Falcao. Nem a época menos conseguida que tinha efectuado faria supor tal desfecho. Ainda jogou os dois primeiros jogos da época, antes do fecho do mercado. Foi titular no jogo da Supertaça, onde foi substituído aos 66 minutos e entrou na segunda parte do jogo da primeira jornada do campeonato nacional, jogando os últimos 36 minutos, ambos curiosamente contra o Vitória de Guimarães, num total de 104 minutos.


CN = Campeonato Nacional
TP = Taça de Portugal
TL = Taça da Liga
ST = Supertaça Cândido de Oliveira
STE = Supertaça Europeia
CL = Champions League
LE = Liga Europa

(V PARTE - LINHA AVANÇADA)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - III PARTE

PLANTEL (DEFESA)


Antes do mais, penso que é de crucial urgência que o FC Porto repense a sua relação com os  atletas e seus representantes, no que aos contratos diz respeito. A atitude de autênticos «mercenários» com que alguns vão tentando forçar a saída antecipada, quiçá influenciados pelos seus empresários, está a tornar-se demasiado frequente e prejudicial para quem tem que planificar a época.

Os jogadores ao assinarem os contratos, com ou sem clausula de rescisão, estão a comprometer-se e a aceitar, de livre e espontânea vontade, com tudo o que nele estiver acordado. São para cumprir, ponto final. Se o Clube ou empresários tiverem interesses em realizar mais-valias, libertando o jogador antes de expirar o prazo do contrato devem conversar civilizadamente. O que não pode nem deve acontecer é o atleta ficar melindrado se o Clube não pretender cedê-lo ou se as condições para tal não forem do seu interesse.

A época que terminou foi pródiga em casos desta natureza. Uma série de atletas foi assediada para mudarem de ares e como o FC Porto não deu seguimento, os «meninos» amuaram e comportaram-se como crianças. Alguns conformaram-se, caíram em si e voltaram a ser profissionais dignos, outros nem por isso!

Passemos à análise:


1 HELTON - Foi mais uma vez uma das figuras nucleares da equipa. A sua segurança, ponderação e voz de comando foram fundamentais para o desfecho que todos os portistas ambicionavam. Um senhor!

Foi dos mais utilizados, somando 3.510 minutos repartidos por 39 jogos (29 CN; 1 ST; 1 STE; 6 CL e 2 LE)*;
31 BRACALI - Contratado para substituir Beto, foi o segundo guarda-redes que viveu na sombra do principal. Foi-lhe confiada a titularidade  na Taça de Portugal e Taça da Liga. Teve um desempenho de nível regular sem nunca comprometer.  Jogou 614 minutos distribuídos por 7 jogos (1 CN; 2 TP e 4 TL);

41 KADU - O jovem angolano, terceiro guarda-redes defendeu sobretudo a baliza da equipa de juniores. No plantel principal não teve oportunidades para demonstrar o seu talento. A sua utilização foi residual e simbólica: 16 minutos em dois jogos (8' CN e 8' TP);

13 FUCILE - Habituou-nos a admirá-lo pela sua garra e determinação, fazendo o vai-vem constante pela sua ala, quase sempre com bastante eficiência. Com a chegada tardia do seu compatriota A. Pereira, começou por se fixar no lado esquerdo da defesa, passando mais tarde para o lado direito. A sua performance esteve sempre longe do normal. A lentidão e sobretudo os vários momentos de desconcentração marcaram negativamente o seu desempenho. Penou alguns meses no banco de suplentes ou na bancada e acabou por servir de moeda de troca, por empréstimo, na antecipação da vinda de Danilo, do Santos. Jogou 1.035 minutos distribuídos por 12 jogos (7 CN; 1 ST; 1 STE e 3 CL);

21 SAPUNARU - Começou a época como titular, realizando os quatro primeiros jogos, onde alternou momentos de qualidade com outros menos bons. Tal como Fucile, desapareceu das convocatórias no início de Novembro, supostamente por problemas disciplinares. Resistiu à «limpeza» de Janeiro e reapareceu em grande para o último terço do campeonato. Não conheço a gravidade dos seus actos de indisciplina mas que o castigo foi prolongado, lá isso foi! Jogou 1.600 minutos distribuídos por 21 jogos (16 CN; 1 TP; 1 ST; 1 STE; 1 CL e 1 LE);

2 DANILO - Resgatado ao Santos, num processo de transferência algo complicado, chegou no mercado de Inverno, em Janeiro, por troca com Fucile, para herdar a mítica camisola com o nº 2 nas costas. Quando parecia ter pegado de estaca, uma arreliadora e indesejável lesão afastou-o praticamente para o resto da época. Do pouco que conseguiu mostrar, prometeu muito, não surpreendendo que se torne rapidamente num jogador muito importante. Jogou 425 minutos divididos por 8 jogos (6 CN; 1 TL e 1 LE); 
14 ROLANDO - Fez a pior de todas as épocas desde que chegou ao FC Porto. Foi um dos egos inchados que não conseguiu disfarçar a sua frustração por não ter visto a sua pretensão de mudar de ares satisfeita. Produziu exibições irregulares e ainda reagiu intempestivamente a uma substituição. Vítor Pereira que apostara nele cegamente acabou por fazê-lo experimentar a sensação do banco, talvez tarde de mais. É nitidamente um jogador em fim de ciclo no FC Porto. Foi dos mais utilizados com 3.081 minutos em 37 jogos (27 CN; 1 TP; 1 ST; 1 STE; 5 CL e 2 LE); 

4 MAICON - Um dos melhores jogadores portista desta época. Central de enorme porte físico parece estar a trilhar o percurso de outros grandes centrais que evoluíram com a camisola azul e branca. Começou inseguro e a cometer erros primários. Vítor Pereira experimentou-o em variadas duplas, com Rolando, com Mangala e com Otamendi. Acabaria por se impor, espero que definitivamente, com o argentino a seu lado, formando uma dupla consistente, forte e segura, já na parte decisiva do campeonato. Antes porém, teve de passar por uma nova experiência na sua carreira, quando o treinador apostou nele para lateral direito, contra todas as expectativas. A verdade é que Maicon deu conta do recado e, dizem os «experts» que aí terá ganho a confiança e ritmo de jogo para, quando foi necessário, regressar à sua posição natural em grande estilo. Jogou 2.712 minutos distribuídos por 31 jogos (20 CN; 2 TP; 1 ST; 3 TL; 3 CL e 2 LE);
30 OTAMENDI - Mais um central com credenciais confirmadas mas que começou titubeante e sem conseguir impor-se com titular indiscutível. Encontrou o ponto de equilíbrio ao lado de Maicon, para um final de época de grande qualidade. Jogou 2.615 minutos em 27 jogos (18 CN; 1 TP; 2 TL; 5 CL e 1 LE); 

22 MANGALA - Internacional francês sub21, central corpulento mostrou ser o mais rápido dos centrais portistas. Teve poucas oportunidades mas patenteou qualidades interessantes e enorme potencial. Precisa de tempo e oportunidades para crescer. Denotou alguma imaturidade alternando coisas boas com «aselhices». Somou 1.160 minutos em 14 jogos (7 CN; 1 TP; 4 TL; 1 CL e 1 LE);

5 ÁLVARO PEREIRA - Chegou mais tarde ao seio da equipa, em função da sua prestação na Selecção do Uruguai, arrancando para a nova época quase sem descanso. Foi um dos jogadores falados, durante toda a época, para o «sai, não sai», acabando por afectá-lo fortemente. Ele queria muito ir para o Chelsea, mas como o clube inglês não bateu a cláusula de rescisão a transferência gorou-se. O «Palito» ficou descontente e não conseguiu disfarçar. A azia foi tanta, que apesar  do voluntarismo aparente, a desconcentração foi evidente. Mal a dominar a bola, muito trapalhão, perdas de bola infantis e cruzamentos quase sempre desajustados. Terminou a época em grande stress anímico, com uma reacção intempestiva e pouco inteligente, depois de uma substituição. Outro em fim de ciclo no Clube, demonstrando à evidência o que é ter um jogador contrariado. Jogou 2.958 minutos distribuídos por 34 jogos (23 CN; 1 TP; 3 TL; 6 CL e 1LE);

26 ALEX SANDRO - Jovem defesa esquerdo, internacional brasileiro, chegou rotulado de grande promessa. Foi pouco utilizado mas muito «trabalhado» para se aclimatar e adaptar-se convenientemente ao futebol europeu. Mostrou já algumas das sua qualidades. Avança bem no terreno, tem bons pés,  visão de jogo e remate espontâneo. Defende bem mas ainda é lento na recuperação da posição. Jogou 820 minutos em 12 jogos (7 CN; 1 TP; 3 TL e 1 LE).


* 
CN = Campeonato Nacional
TP = Taça de Portugal
ST = Supertaça Cândido de Oliveira
TL = Taça da Liga
STE = Supertaça Europeia

CL = Champios League
LE = Liga Europa


 (IV PARTE - PLANTEL - LINHA MÉDIA)  

terça-feira, 15 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - II PARTE

EQUIPA TÉCNICA


Com a saída abrupta e surpreendente de André Villas-Boas,  Pinto da Costa foi rápido a escolher o sucessor, promovendo o então adjunto Vítor Pereira, num acto considerado de elevado risco e grande coragem.

Este, ao aceitar o desafio, declinando o convite para acompanhar o seu chefe de equipa, na deserção, demonstrou ambição e enorme confiança nas suas competências. Desafio tanto mais complicado quanto é certo ter assumido o comando técnico uma semana antes de arrancarem as competições, vivendo seguidamente o drama do mês de Agosto sem ter o plantel definido.


A maioria dos adeptos, numa primeira fase, entendeu a sucessão como perfeitamente natural. Era afinal, a aposta inequívoca no excelente trabalho da época anterior, caracterizado pelo rigor,  qualidade, seriedade e paixão demonstradas por VP, a quem, alguns portistas especularam,  se ficou a dever uma grande quota parte dos êxitos alcançados, tantas as vezes que AVB foi visto a com ele conferenciar durante os jogos.
Porém, a vida de VP não se revelou nada fácil. A herança era demasiado pesada. Sendo certo que ninguém ousaria exigir a repetição dos êxitos da época anterior, tendo em conta que o plantel ao dispor era praticamente o mesmo, «apenas» amputado de Radamel Falcao e Rúben Micael, mas reforçado com Iturbe, o pequeno «Messi», Alex Sandro, Djalma, Kléber, Mangala e Defour, era espectável no entanto, que pelo menos, o nível exibicional não fosse muito abalado e o FC Porto pudesse, a nível interno, discutir os vários títulos em disputa, com maior determinação e no panorama internacional, estivesse nos oitavos-de-finais da CL, depois de ter ficado num grupo onde era favorito.

As exibições pouco esclarecidas, fruto da pouca entrega de alguns jogadores, que decidiram encarnar o papel de vedetas inchadas no ego, convencidos que o FC Porto já era demasiado pequeno para as suas ambições, bem como de diversos equívocos da equipa técnica, acabaram por criar, alguma instabilidade, desconforto e desconfiança. Neste particular, a abordagem da CL com apenas um ponta de lança (Kléber), deixando de fora Walter; o demorado «castigo» imposto a Sapunaru; a insistência num Rolando desconcentrado; a exagerada «protecção» a Iturbe; o habitual desinteresse pela TL e a negação da possibilidade de Hulk lutar pela conquista da bola de prata, no último jogo, são alguns dos que mais me marcaram, entre outros.

As precoces eliminações da TP e da CL deixaram, aparentemente, o treinador na corda bamba. Parte da massa associativa chegou a pedir a sua «cabeça». Só a firmeza de Pinto da Costa, avesso a «chicotadas psicológicas» segurou VP.

A serenidade, confiança e ambição regressaram imparáveis com os ajustamentos feitos em Janeiro. Foi como que um toque a rebate. Paulinho Santos integrou a equipa técnica, Lucho Gonzalez regressou, alguns dos insatisfeitos foram emprestados e a união do grupo fortaleceu-se de tal forma que o último terço do campeonato ficou marcado por vitórias  decisivas que se reflectiram na conquista do BICAMPEONATO.
No fim, a humildade de VP calou bem fundo na massa adepta portista, ao reconhecer as dificuldades sentidas e a aprendizagem a que se submeteu, considerando-se agora melhor preparado para enfrentar a nova época.

Nunca tive dúvidas da honestidade e seriedade da sua pessoa. Confesso que não sou seu incondicional admirador, enquanto treinador. Fui dos que criticou quando as coisas estiveram feias mas tive a lucidez de não lhe atribuir as culpas por inteiro (ver aqui).

Felizmente para ele e para o FC Porto foi possível salvar o objectivo principal. Fico imensamente feliz e grato por esse facto.
VP é o treinador do FC Porto para a próxima época, conforme confirmação do Presidente. Espero e desejo que seja muito feliz e que tenhamos uma equipa mais forte e ambiciosa e a praticar futebol de melhor nível.


(III PARTE - PLANTEL)

domingo, 13 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - I PARTE

Terminadas as competições nacionais e internacionais, no que ao FC Porto diz respeito, é hora de fazermos o balanço de toda a época do futebol profissional. 

Para tal, nada melhor que começar, nesta primeira parte, pelo cume da pirâmide, onde o saber e experiência acumulados, do Presidente mais titulado do Mundo, Jorge Nuno Pinto da Costa, teve uma vez mais, papel preponderante no desenrolar e desfecho da época, quer para o melhor como para o pior.
Falar do Presidente é no fundo falar do próprio Clube. Clube com história antes de PC e com outra, completamente diferente, depois de PC. Com ele, o Clube atingiu um patamar de excelência inimaginável, transformando-o rapidamente num Clube de considerável expressão mundial.

Os adeptos elevaram de tal forma a fasquia de exigência que épocas em que não aconteçam títulos ou que não se ganhe o campeonato nacional, são considerados desastrosos, como aconteceu na época de 2004/2005 onde o FC Porto «apenas» venceu a Supertaça Cândido de Oliveira e a Taça Intercontinental!

Depois de uma época em que os Dragões ganharam quase tudo o que havia para ganhar (Campeonato, Taça, Supertaça e Liga Europa), falhando apenas a famigerada Taça da Liga, as expectativas eram naturalmente elevadas, ainda que todos  tivessem consciência da dificuldade de a voltar a repetir. O sonho da Champions voltou a reluzir porque os argumentos eram válidos.

Pinto da Costa, tal como em 2003, acreditou nessa possibilidade e fez uma aposta muito grande na manutenção do plantel e equipa técnica, mas acabou traído por duas peças fundamentais. André Villas Boas e Radamel Falcao, depois de discursos inequívocos de fidelidade, roeram a corda já em cima do arranque da nova época, deixando o Presidente sem tempo para gizar soluções a preceito.
Estou convencido que se ambos se tivessem decidido muito mais cedo, Pinto da Costa teria recorrido e arranjado, na sua lista de referenciados, opções mais credíveis em vez de ter promovido o adjunto Vítor Pereira e não ter conseguido substituto para o goleador colombiano.

A época começou assim, com estas duas contrariedades de peso, lançando algum desconforto e desconfiança, quer no seio do plantel como na generalidade da massa adepta, que foram ainda surpreendidos por uma série de contratempos e equívocos, que a seu tempo, a sabedoria e experiência de PC haveriam de corrigir de forma decisiva.

Em Janeiro, quando a equipa estava já a 5 pontos da liderança, eliminado da Taça de Portugal e da Champions League, Pinto da Costa surgiu em todo o seu esplendor. Foi ao balneário unir as hostes, deu força e confiança ao treinador Vítor Pereira, permitiu a «limpeza de balneário», fez regressar «El Comandante» e dotou o grupo de um ponta-de-lança.
Daqui para a frente, foi o tocar a reunir com o desfecho que todos ambicionávamos: A revalidação do título nacional, de resto, o principal objectivo. Neste último esforço ficaram, ainda assim, dois amargos de boca, a eliminação da Liga Europa, por números tão exagerados quanto injustos, frente ao Manchester City e a eliminação da Taça da Liga.

Em síntese, Pinto da Costa, depois de surpreendido inicialmente conseguiu remediar a tempo a performance da equipa a nível interno, revelando-se insuficiente para voos mais altos, que é como quem diz, para outros objectivos internacionais.

(Parte II - Equipa técnica)