FICHA DO JOGO
Depois de uma demonstração de elevado apoio e crença na equipa, manifestada no treino aberto do primeiro dia do ano, pelos 28 mil adeptos que estiveram no Dragão era espectável uma reacção positiva e categórica dos jogadores azuis e brancos que foram escalados para a deslocação a Moreira de Cónegos, retribuindo de algum modo essa enorme manifestação popular.
Não foi assim. Apesar de uma primeira parte em que a equipa tentou, nem sempre bem, mas algumas vezes com algum discernimento, falhando na concretização, a segunda parte foi surreal, numa demonstração cabal de faltas de empenhamento, controlo emocional, inteligência e também de capacidade.
As promessas do técnico portista não passam disso mesmo. Muitas desculpas, muita conversa da treta e os objectivos vão-se ficando pelo caminho, sem honra nem glória.
A desilusão é tanto maior quanto é certo que até ao Natal a equipa parecia dar mostras de melhoria acentuada, que estes dois últimos jogos acabaram por desmentir.
Perante isto como é possível acreditar neste grupo de trabalho? Não chegam as desculpas das arbitragens vesgas e enviesadas como a de hoje, coroada com a ridícula expulsão de Danilo Pereira! Neste lance a haver uma expulsão era a do próprio árbitro, que promoveu o choque com o jogador.
Aliás o que está a acontecer com a arbitragem nem sequer é nada de novo. Foi sempre assim. Sempre tivemos que ganhar contra tudo e contra todos. A novidade é que esta equipa não tem o estofo, a classe e a capacidade para superar estas históricas e habituais contrariedades, tal como conseguiram outras equipas no passado. Esta põe-se demasiado a jeito (o golo sofrido hoje é um claro exemplo) e depois vai-se deixando influenciar pelo ambiente criado, perdendo o foco principal, que só pode ser lutar com competência, com empenhamento, com raça, com união, para contrariar essa tendência.
Ai Porto, Porto... quem te viu e quem te vê!









