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quinta-feira, 23 de abril de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 100












Apontou 18 golos em 202 jogos realizados com a camisola do FC Porto, durante as 9 temporadas ao seu serviço (1945/46 a 1952/53 e 1954/55).

Joaquim Machado nasceu no dia 22 de Fevereiro de 1922, em Leça da Palmeira, tendo começado por jogar no clube da sua terra natal, o Leça F.C, ingressando no FC Porto na temporada de 1945/46.





















Começou por jogar na linha  avançada, mais concretamente a extremo-esquerdo, mas mais tarde fixou-se na linha média, patenteando em quaisquer das posições, entusiasmo e competência, qualidades que o levariam a fazer parte da selecção nacional, cuja prestação pode ser recordada aqui.

A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 23 de Setembro de 1945, no Campo da Constituição, frente ao Boavista, em jogo a contar para a 1ª Jornada do Campeonato Regional do Porto, com derrota por 0-4, sob a orientação do técnico húngaro Joseph Szabo.

Nas competições nacionais fez o primeiro jogo de Dragão ao peito, no dia 9 de Dezembro de 1945, no Estádio do Lima, frente ao Vitória de Guimarães, jogo da 1ª Jornada do Campeonato Nacional, com vitória portista por 3-2.

Jogador correcto, de fino trato e exemplo de desportista completo, granjeou enorme admiração e simpatia entre a massa associativa portista e não só.

Fez parte da equipa que derrotou o famoso Arsenal de Londres, em Maio de 1948, mas não conseguiu amealhar títulos nacionais. 

Em termos de palmarés, apenas registou 2 títulos regionais, somando 16 presenças e 5 golos.

















Fonte: Almanaque do Fc Porto, de Rui Miguel Tovar

terça-feira, 15 de março de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 40) PARTE II

Frederico Barrigana - 19º internacional: Doze vezes internacional A, começou por representar Portugal na selecção B. Estreou-se na equipa principal portuguesa no jogo contra a Espanha, em 1948, de que Portugal saiu derrotado por 2-0.

Ficou conhecido como o «mãos de ferro», alcunha que ganhou de um jornalista francês, num célebre França-Portugal, em Paris. A nossa selecção foi derrotada por 3-0, mas Barrigana protagonizou uma exibição notável e memorável.

Transferiu-se do Sporting para o FC Porto com apenas 20 anos para ocupar o lugar de Bela Andrasik, um húngaro campeão na época de 1939/40 e desaparecido em circunstâncias nunca completamente esclarecidas, mantendo a defesa das redes do Clube nos 14 anos seguintes, transformando-se numa espécie de lenda. Disputou 259 jogos do campeonato nacional. Foi um herói para os adeptos portistas e do futebol em geral.

Considerado um dos maiores guarda-redes da história do futebol nacional, Barrigana era um daqueles que assustava os avançados. Muito corajoso e arrojado, não evitava os choques e saía com muita segurança aos cruzamentos ou aos pés dos adversários.

Tal como Araújo, nunca foi campeão.

Joaquim Machado - 20º internacional: Proveniente do Leça, foi um jogador de grande utilidade, quer como extremo-esquerdo, quer como médio-direito clássico.

Foi distinguido com duas presenças na Selecção nacional principal, estreando-se em 23 de Maio de 1948, frente à Rep. da Irlanda. Foi também internacional B.


Um agradecimento especial ao amigo Armando Pinto pela partilha de informações e foto deste atleta.

Virgílio Mendes - 21º internacional: Representou por 39 vezes a Selecção nacional e chegou mesmo a ser o mais internacional dos jogadores portugueses. Em 28 de Junho de 1959, num Portugal-RDA, bateu o record então pertencente a Travassos, do Sporting. Nessa Altura Virgílio completava 36 internacionalizações. Despediu-se num Jugoslávia-Portugal, em Belgrado, a 22 de Maio de 1960.

Ficou conhecido como o «leão de Génova», quando num amigável frente à Itália se encarregou de marcar o mais perigoso avançado transalpino, de seu nome Carapelesse, anulando-o completamente.

O seu espírito de lutador e total entrega aos jogos transformou-o num capitão natural da equipa e da Selecção nacional, que capitaneou por nove vezes. Eficaz mas discreto, tinha um futebol agradável e alegre que deixou saudades. Começou como avançado. O treinador Szabo gostou tanto das suas qualidades que viu nele o substituto ideal do lendário Pinga. Foi contudo a defesa-lateral que conheceu a glória. Foi um dos defesas mais notáveis de sempre do futebol português.
(Continua)

Fontes: European Footeball; História oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa; FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias; Internacionais do FC Porto, de Rodrigues Teles.