Mostrar mensagens com a etiqueta Taça da Liga 2018/19. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Taça da Liga 2018/19. Mostrar todas as mensagens

sábado, 26 de janeiro de 2019

A MALDIÇÃO DAS GRANDES PENALIDADES
















FICHA DO JOGO






























Ainda não foi desta que o FC Porto conseguiu ganhar a famigerada Taça da Liga! Os responsáveis portistas tanto desdenharam este troféu que parece terem atraído os maus fluídos. Mais uma vez numa decisão da marca das grandes penalidades, onde realmente os portistas se têm revelado cada vez menos competentes (se calhar é por isso que os árbitros vão sonegando uma série delas, talvez para «proteger» os atletas!).

Sérgio Conceição fez subir ao relvado a mesma equipa que começou o jogo da meia-final, apesar de já poder contar com o recuperado Danilo Pereira.
























Foi uma primeira parte maioritariamente dominada pelo Sporting, mais incisiva no ataque ainda que sem grandes ocasiões para marcar. Apesar das jogadas envolventes que criou nunca conseguiu que os seus remates fossem enquadrados com a baliza.

Nesse período o FC Porto acumulou erros primários no seu último terço que não foram aproveitados convenientemente pelo seu adversário. Em termos ofensivos a jogada mais prometedora acontecei aos 38 minutos num remate de cabeça de André Pereira por alto.

Já no segundo tempo, os campeões nacionais puxaram dos galões e asfixiaram o seu rival de forma categórica. Pena essa clara supremacia tenha apenas rendido um golo e por sinal muito consentido. Remate de Herrera que Renan não segurou, sobrando a bola para Marega que se atrapalhou, mas Fernando Andrade que tinha entrado para o lugar de André Pereira (64'), foi mais esclarecido e oportuno, tocando a bola para o golo (79').

Assistimos depois à reacção frenética do Sporting. A equipa azul e branca desceu o bloco (ou foi obrigada?) que chegou à igualdade num lance muito infeliz de Óliver Torres. O médio espanhol, na tentativa de tirar a bola da sua área, atingiu o seu adversário, cometendo uma falta clara para grande penalidade que o árbitro não ia assinalar (incompetência já detectada noutros jogos), mas que o VAR corrigiu, sugerindo que João Pinheiro fosse ver o lance.

Bas Dost fez a igualdade com alguma dose de sorte à mistura, pois Vaná ainda tocou na bola.

Esperava-se uma reacção forte do FC Porto, mas o seu adversário, quiçá mais empolgado conseguiu ser mais perigoso. Raphinha teve nos pés o golo da vitória aos 94 minutos, mas falhou escandalosamente.

Seguiu-se o desempate da marca de grandes penalidades (neste troféu não há lugar a prolongamento) e aí o Sporting foi quase arrasador. Em quatro falhou apenas 1 enquanto os atletas do FC Porto, no mesmo número de pontapés só acertou 1! INCRíVEL!!!!

Derrota justa que castiga a ineficácia da segunda parte e sobretudo a incompetência nas grandes penalidades.




terça-feira, 22 de janeiro de 2019

DRAGÃO COMPETENTE QUALIFICA-SE PARA A FINAL
















FICHA DO JOGO






























O FC Porto foi a equipa mais competente, num clássico electrizante, onde ficou patente a superioridade azul e branca e a natural qualificação para a final da Taça da Liga.

Com um calendário de jogos asfixiante, as lesões de Aboubakar, Otávio, Maxi Pereira e Danilo Pereira e um regulamento que obriga a inclusão em 45 minutos de dois atletas formados no clube, Sérgio Conceição optou por fazer apenas duas alterações ao onze titular, deixando no banco de suplentes os habituais Iker Casillas e Soares.
























Ao contrário do jogo para o Campeonato entre estas duas equipas, disputado na Luz, muito táctico, demasiado amarrado, cauteloso e fechado, hoje as equipas entraram frenéticas, ofensivamente agressivas, decididas, a jogar olhos nos olhos, sem medos nem reservas, tornando o jogo num verdadeiro espectáculo de futebol.

Os campeões nacionais mostraram-se então bem mais perigosos, criando bastantes problemas à defensiva contrária. Num jogo de bola lá, bola cá, foi o FC Porto que mais cedo  e com mais lucidez esteve perto do golo.

Marega (42'') e André Pereira (20') desperdiçaram duas boas ocasiões para marcar, enquanto aos 9' Jesús Corona sofreu falta para grande penalidade, não assinalada.

Vaná também teve de se aplicar para negar o golo a João Félix.

A maior capacidade ofensiva portista acabaria por dar os frutos desejados. Óliver Torres recuperou a bola a meio campo, lançou de imediato para a corrida de Marega, o maliano serviu Brahimi mais à esquerda que rematou com êxito inaugurando o marcador (24').

O Benfica respondeu 7 minutos depois. Perda de bola em local proibido, contra-ataque rápido conduzido por Pizzi sob a direita, cruzamento para a área, Seferovic amorteceu a bola com o peito ou com o braço (dúvida que levou o árbitro a ir ver o lance no monitor ao seu dispor, levando bastante tempo para tomar a decisão), remate que Vaná repeliu para a frente onde surgiu Rafa, livre de marcação a tocar para as redes (31').

Na sequência da decisão do árbitro o Engº Luís Gonçalves foi expulso do banco, recomeçando o jogo com a resposta pronta do FC Porto. Cruzamento de Brahimi a solicitar a desmarcação de Corona, nas costas da defesa, toque subtil para Marega rematar fazendo a bola passar pelo meio das pernas de Svilar. Estava assim reposta a justiça no marcador (35').

Já em tempo de descontos da primeira parte o Benfica marcou novo golo, em contra-ataque (mais uma perdida de bola em local proibido e com a equipa toda balanceada no ataque), mas seria anulado por posição ilegal, devidamente verificada pelo VAR. Ligeiro adiantamento (um pé), suficiente para inviabilizar o golo e provocar a choradeira lampiónica, que rapidamente se esqueceram como apareceram qualificados para esta final four. Na sequência, Rui Costa foi também expulso.

Depois do intervalo o jogo alterou-se quase por completo. Com o resultado a seu favor, os azuis e brancos entraram numa toada mais lenta, de maior gestão e saída pela certa para o ataque. Cedeu alguma iniciativa de jogo,  procurando não correr grandes riscos e sempre que possível lançou ataques mortíferos para deixar o seu adversário em sentido. refrescou o ataque com a saída de André Pereira e a entrada de Soares (60'),reforçou o meio campo com a troca de Corona pelo jovem Bruno Costa (65') e finalmente trocou Brahimi (desgastado) por Fernando Andrade (77').

O Benfica dispôs de algumas oportunidades para empatar mas que de forma precipitada foi falhando.

Ao contrário, o FC Porto acabou por matar o jogo na passagem do minuto 86. Mais uma recuperação de bola a meio campo de Óliver, toque para Soares que inteligentemente lançou Fernando Andrade, com passe a rasgar. O novo reforço de Inverno galgou terreno e à saída de Svilar rematou para o poste mais longínquo, garantindo definitivamente a passagem à final.

domingo, 30 de dezembro de 2018

DRAGÃO VENCE EM MODO MASOQUISTA





















FICHA DO JOGO






























O FC Porto encerrou o ano com a 16ª vitória consecutiva, batendo assim o recorde do clube, permitindo-lhe em simultâneo apurar-se para a final four da Taça da Liga.

Foi uma vitória em modo masoquista, com uma entrada frouxa, pouco intensa, a permitir  ao adversário a vantagem muito cedo no marcador (mais uma) e cerca de vinte minutos de futebol demasiado incaracterístico.

Sérgio Conceição procedeu apenas a duas alterações no onze titular, num sinal claro da importância deste jogo. Vaná e Bruno Costa foram as novidades.

























O Belenenses já afastado da qualificação, foi bem mais radical, aparecendo com 9 jogadores que não costumam ser titulares, mas a sua prestação, nessa primeira vintena de minutos foi bastante positiva, em termos de organização defensiva e troca de bola. Em termos ofensivos ficaram-se praticamente pelo lance do golo.

Depois de corrigida a atitude, os campeões nacionais passaram a dominar o encontro e até final da primeira parte o jogo ficou marcado pela falta de eficácia dos rematadores portistas.

Corona (duas vezes) e Marega desperdiçaram boas oportunidades para empatar e até para se adiantarem no marcador, muito por força das alterações promovidas por Sérgio Conceição, com as entradas de Hernâni e Soares, muito mais incisivos na procura do golo.

O segundo tempo foi um autêntico massacre com uma série de oportunidades falhadas que a serem aproveitadas colocariam o resultado em números pouco usuais num jogo de futebol. Mérito para o guarda-redes Mika, com uma mão cheia de defesas espectaculares e muito demérito dos rematadores do FC Porto, demasiado desastrados na conclusão de lances que mereciam melhor sorte.

Salvaram-se os remates de Marega (53') e Soares (63'), suficientes para darem alguma justiça à vitória portista e a respectiva qualificação para a fase seguinte da prova, tendo como adversário o Benfica.



quarta-feira, 31 de outubro de 2018

DA PASMACEIRA DA PRIMEIRA PARTE AO FUTEBOL DA SEGUNDA





















FICHA DO JOGO






























O FC Porto venceu o Varzim, equipa do escalão imediatamente abaixo (II Liga), num jogo muito mais complicado do que se podia supor.

O técnico portista tinha alertado para o facto de haver equipas nesse escalão com capacidades similares ou até superiores a algumas da Divisão principal e que o Varzim era uma delas.

Ainda assim, Sérgio Conceição decidiu dar um voto de confiança a um conjunto de atletas menos utilizados, apresentando um onze inédito e sem qualquer jogador, dos que actuaram nos últimos jogos.

























Essa opção acabou por marcar de forma indelével a medíocre exibição da equipa portista, a acusar faltas de ritmo e ligação, compreensíveis num conjunto de jogadores que raramente joga junto. Muita indecisão, lentidão de raciocínio e movimentos, falta de imaginação e incapacidade completa de penetrar no terço defensivo do adversário, constituíram os condimentos principais para uma primeira parte que só não foi desastrosa porque Bazoer teve um momento de discernimento para, com classe, repor a igualdade quase em cima do intervalo, depois da defesa portista ter permitido, de forma algo passiva, que o Varzim se adiantasse no marcador a partir do minuto 30.

O técnico azul e branco não podia de forma alguma estar satisfeito com o desenrolar da partida e disso já tinha dado conta quando, muito mais cedo do que é habitual, pôs a aquecer os seus principais atletas que estavam no banco dos suplentes, fazendo passar a mensagem para dentro das quatro linhas.

No segundo tempo Jesús Corona deixou Jorge nos balneários e a verdade é que se notou logo uma disposição completamente diferente. As oportunidades começaram a aparecer com maior frequência, dando a ideia que a resolução do jogo seria uma questão de tempo.

A bola teimava em não encontrar as redes da baliza dos poveiros, bem guardada pelo seu guarda-redes, que ia conseguindo adiar o golo, até à entrada de Soares, chamado ao jogo aos 65 minutos, substituindo o defesa lateral João Pedro, para desviar de cabeça aos 73 minutos, um canto cobrado por Sérgio Oliveira, dando a reviravolta ao resultado.

O resultado parecia bem encaminhado, mas um infortúnio (ou azelhíce?) de Sérgio Oliveira, na tentativa de atrasar a bola, meteu-a ao alcance de Haman, que isolado não se fez rogado, mesmo tendo atirado primeiro contra Vaná, para na insistência repor a igualdade (2-2).

O FC Porto continuou a carregar e a mais valia dos seus atletas, principalmente dos habituais titulares (Corona, Soares e Óliver), com destaque para o Tecatito, acabaria por decidir a partida com mais dois golos e uma série de falhanços.

Vitória certa, num desempenho que vai ser certamente motivo para reflexão interna, onde ficou claro, acho eu, que onze bons jogadores (na opinião do mister) podem não fazer uma boa equipa. Depois desta experiência, calculo que Sérgio Conceição não mais terá vontade de alterar o onze titular de forma tão radical.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

ENTRADA EM FALSO NA TAÇA DA LIGA




















FICHA DO JOGO

O FC Porto não foi além de um empate frente a um adversário que soube erguer um muro quase intransponível perto da sua baliza, na expectativa de alcançar este resultado.

Com seis alterações no onze inicial, entre as quais a estreia absoluta de João Pedro e a inclusão de Danilo Pereira, recuperado de longa lesão, os azuis e brancos sentiram muitas dificuldades para chegar à área adversária.

























Futebol lento, sem progressão, pouco criativo e ineficaz, com algumas tentativas de lances mais directos, geralmente mal calibrados, foram os pontos dominantes de uma exibição frouxa e nada convincente, tendo em conta a estratégia utilizada pelo Chaves, devidamente avisada pela goleada sofrida na 1ª jornada do campeonato.

É verdade que houve também uma equipa de arbitragem demasiado incompetente, ainda por cima a trabalhar sem a rede do VAR, que começou a errar logo aos 11 minutos, transformando uma grande penalidade cometida por Niltinho, por mão na bola ainda dentro da área, em livre directo fora dela.

A defesa do Chaves foi-se impondo com relativa facilidade aos frágeis movimentos atacantes portistas, fruto da sua coesão, da entreajuda, da antecipação, algumas vezes recorrendo ao jogo faltoso, nem sempre bem ajuizado pelo «artista» do apito.

Nesta conformidade, o jogo tornou-se  quezilento, com paragens prolongadas, num anti-jogo autorizado, de modo a perder qualquer beleza estética.

O FC Porto mostrou dificuldades para lidar com estas circunstâncias, alguns jogadores deixaram-se afectar pelo ambiente e perderam muito do discernimento necessário para ultrapassar com êxito a situação.

Marega teve aos 22 minutos uma das duas grandes oportunidades de atingir as redes de António Filipe, durante a primeira parte, ao rematar enrolado entre dois defesas, após belo cruzamento de Adrián López. A segunda aconteceu aos 40 minutos, por Herrera a falhar o cabeceamento e a fazer a bola sair ao lado, depois de trabalho magnífico de Corona.

Na segunda metade a equipa portista apareceu mais expedita e mais rápida. Obviamente que esta nova atitude haveria de dar frutos.

Primeiro foi Danilo a falhar o alvo por pouco, num remate de fora da área, aos 53 minutos. Estava dado o lamiré. Aos 74 minutos Marega foi lançado na direita, apareceu solto de marcação, mas escolheu o lado errado e a bola parou nas mãos do guarda-redes.

Na jogada seguinte, após algumas insistências de remate, Hernâni, que tinha entrado para o lugar de Adrián López, apanhou um ressalto rematando prontamente para o golo.

Estava finalmente destruído o muro, pensava-se. Porém, pouco tempo depois, mais precisamente aos 83 minutos, o FC Porto consentiu de forma inexplicável o golo do empate, com a defensiva portista demasiado permissiva. Balde de água fria no Dragão.

O jogo voltou então à fase inicial. Chaves acantonado no seu último terço provocando muita sofreguidão, muito coração mas pouca lucidez e discernimento, aos jogadores portistas.

Mesmo assim, com um pouquinho de sorte os campeões nacionais poderiam ter chegado à vitória.

Até ao final destaque para a incompetência da equipa de arbitragem ao sonegar duas grandes penalidades. Aos 88 minutos por derrube de Nuno André Coelho sobre Aboubakar e aos 92 minutos por braço na bola de João Pedro.

Aboubakar ainda chegou a introduzir a bola na baliza, aos 95 minutos, mas o lance foi bem anulado por ter sido obtido com o braço.

Este empate castiga a forma como o FC Porto não foi capaz de encontrar as melhores soluções para ultrapassar o «autocarro» flaviense, principalmente durante a primeira parte e também a passividade defensiva no golo sofrido.

Sérgio Conceição foi expulso ao intervalo, dentro do túnel, aparentemente por ter dito ao árbitro de forma exaltada que «o tempo útil de jogo era muito curto».