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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

RESCALDO DA CL E ACTUALIZAÇÕES

O nulo no último encontro da fase de Grupos da Champions League ditou o afastamento prematuro do FC Porto da prova rainha da Europa.

Os Dragões ficaram instalados na terceira posição do grupo G, garantindo a continuação da sua presença em jogos europeus, a partir de agora na Liga Europa, onde poderá defender o título que ostenta.

Vítor Pereira utilizou 20 jogadores do seu plantel, com destaque para Helton e Álvaro Pereira, únicos totalistas. Moutinho e Hulk apenas falharam 12 minutos.

O FC Porto apenas marcou 7 golos, sendo que um deles foi obtido por um jogador adversário, na própria baliza. Hulk destacou-se ao assinar 4 da sua autoria.

Seguem-se os quadros respectivos:
O incrível Hulk ameaça cada vez mais o terceiro lugar do pódio, no ranking dos goleadores portistas nas provas da UEFA (os golos na Taça Intercontinental não estão incluídos por se tratar de uma prova da FIFA), colocando-se agora na quarta posição a apenas dois golos do «Bi-bota de ouro».
Segue-se o mapa das participações internacionais portistas, devidamente actualizado:

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

INEFICÁCIA NA BASE DO ADEUS À CL

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)
Com o nulo no resultado do jogo de hoje, o FC Porto falhou a qualificação para os oitavos-de-final da Champions League, resultado que se fica a dever apenas e só à ineficácia dos seus avançados.

Os Dragões, muito bem apoiados por uma massa humana numerosa (46.512 espectadores) ruidosa e vibrante, mostraram muita vontade de fazer a festa, mas claudicaram no essencial, no sal do futebol, no orgasmo futebolístico, o golo.
Não foi por não terem sido criadas boas oportunidades para o alcançar. A verdade é que os azuis e brancos, perante o «autocarro» russo, conseguiram burilar uma mão cheia de ocasiões privilegiadas de chegar ao golo, mas a precipitação, a atrapalhação e a desconcentração, nuns casos e a superior exibição de Malafeev, o guardião russo, noutras ocasiões, abortaram a possibilidade de consagrar aquilo que eu considero uma das melhores exibições portistas desta época.
O FC Porto entrou forte e determinado, com Djalma a falhar logo aos seis minutos uma excelente oportunidade para facturar. O domínio e o controlo do jogo foram territoriais em toda a primeira parte, mas o muro defensivo russo conseguiu manter o nulo  na sua baliza, indo ao encontro das suas pretensões.

Vítor Pereira, ao intervalo, sem hesitações tornou a equipa mais ofensiva, colocando Kléber no  coração da área, Hulk foi para o seu lugar natural e James Rodríguez passou a actuar nas costas do ponta-de-lança. Por pouco esta aposta não deu os frutos desejados, com Kléber a tabelar com Hulk,  este em boa posição a falhar o alvo. Dois minutos depois James Rodríguez, à entrada da área também não acertou com a baliza.

O golo portista parecia iminente, mas a ansiedade e a precipitação estragava a concretização. Moutinho tentou de longe mas o guarda-redes russo foi sempre espectacular. Álvaro Pereira surgiu com muito perigo, solto de marcação, mas também atirou para fora. Perto dos 80 minutos James voltou a desperdiçar. A frustração começou a alastrar. Vítor Pereira tentou tudo.  Tirou Otamendi e lançou Belluschi, adiantou Rolando para a área contrária, jogando no fio da navalha. Foi então que o Zenit, aproveitando o desequilíbrio defensivo portista, apareceu então com muito perigo junto do último reduto azul e branco, mas Helton, Fernando e Maicon, desfizeram com muito empenho e muita classe as veleidades forasteiras.

O jogo terminaria sem glória mas com honra. O FC Porto não foi feliz mas merecia melhor sorte e melhor resultado. Fica no entanto a dever a si próprio o falhanço da qualificação.

Resta-lhe defender o título conquistado na época passada, na Liga Europa.

Não me parece justo destacar individualmente qualquer exibição. Acho que todos cumpriram, em atitude, raça, querer e ambição. A única falha, repito, foi a ineficácia e quem não marca, por muito bem que  jogue, não ganha.

Não posso deixar de fazer uma referência muito especial à mole humana que se deslocou ao Dragão. Foi exemplar em apoio, dedicação e sacrifício, numa altura em que a crise que abala o país nos deixa a todos de tanga.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A HORA DA VERDADE

No jogo do tudo ou nada, no que à Liga dos Campeões diz respeito, o FC Porto vai ter com certeza uma tarefa muito complicada, tendo em conta o valor do adversário bem como o facto de aos Dragões apenas servir um único resultado: a vitória.
Vai por isso ser um jogo a requerer muita concentração, paciência, inteligência, capacidade de sofrimento e muita ambição.


O público portista vai estar em peso para apoiar a equipa em mais uma jornada que se pretende de glória. Em jogo estarão milhões de euros e prestígio.


Vamos pois estar ao lado da equipa, incondicionalmente. Temos de ser o 12ª jogador.


Em relação à última convocatória, para o jogo com o Braga, Vítor Pereira promoveu apenas a uma alteração. O uruguaio Cristian Rodríguez, a contas com uma lesão dá o seu lugar ao recuperado Mangala. 

A cargo do Departamento médico, para além do «cebola», continuam Emídio Rafael, Iturbe, Alex Sandro e Guarín. 

LISTA DOS CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Fucile, Rolando, Otamendi, Maicon, Mangala e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, João Moutinho, Belluschi, Souza e Defour;
Avançados: Hulk, Kléber, James Rodríguez, Silvestre Varela e Djalma .

EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Champions League - Grupo G - 6ª Jornada 
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora: 06 de Dezembro de 2011, às 19:45 h
Árbitro: Velasco Carballo - Espanha
Transmissão: RTP1

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

RAÇA E FELICIDADE SUSTENTAM A CHAMA

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

Uma noite tão fria quanto feliz, voltou a colocar o FC Porto no rumo certo para a desejada qualificação e continuidade na Europa dos milhões. Para já, garantido ficou o objectivo secundário, a Liga Europa. Para passar aos oitavos-de-final da CL, os Dragões estão obrigados a vencer o Zenit, no Dragão, na última jornada.
Tal como há três anos atrás, quando com Jesualdo Ferreira, o FC Porto foi ganhar a Kiev, vitória que acabaria por lançar a equipa na senda vitoriosa,  a Ucrânia voltou a ser redentora, ajudando Vítor Pereira a dissipar de algum modo o clima de contestação com que tem convivido de há umas semanas para cá.

Não é que os azuis e brancos tenham melhorado substancialmente táctica e tecnicamente. O que houve foi mais raça, mais solidariedade, mais ambição e muito espírito de sacrifício, acompanhados, é certo, de uma boa dose de felicidade. 

Vítor Pereira surpreendeu no escalonamento da equipa titular. Preteriu Fucile, já recuperado e insistiu em Maicon a lateral; Colocou Defour, em vez de Belluschi, no meio-campo e na frente, Hulk surgiu ao meio, com Djalma na ala direita e James na esquerda.

Os primeiros vinte minutos foram terríveis, com a equipa ucraniana a levar o perigo à baliza portista, beneficiando da já habitual tremedeira da defensiva azul e branca, que em muito pouco tempo cometeu duas «abébias» que poderiam ter sido fatais. A primeira Helton salvou com defesa espectacular, a segunda esbarrou no poste da baliza. Contudo, nesse período, os Dragões conseguiram ir lá à frente criar duas situações de algum perigo, por intermédio de Hulk e Defour.

O Shakhtar necessitava da vitória para lutar pela Liga Europa e, jogando em casa, onde em cinquenta e tal partidas das provas europeias apenas tinha perdido contra o Barcelona, mostrou-se uma equipa perigosa e dominadora. Teve mais posse de bola, controlou mais tempo o jogo, mas falhou clamorosamente na conclusão e, mais tarde, já em desespero de causa, na cobertura defensiva, permitindo os golos do FC Porto.

O futebol portista enfermou dos defeitos habituais. Muito trapalhão, pouco esclarecido, aos repelões, em determinada altura muito partido, mas desta vez mais eficaz. 

Helton foi de uma importância sublime. Manteve o nulo nas suas redes com estoicismo e muita classe, Hulk voltou e ser decisivo e Moutinho pendular. O passe a rasgar para Hulk marcar o primeiro golo foi divinal.

No final gostei de ver a forma vibrante e solidária com que jogadores, equipa técnica e dirigentes festejaram esta vitória, desmentindo de alguma forma a tese de boicote que eu vinha alimentando. Espero que este tenha sido o ponto de partida para um resto de época arrasadora. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

E OS JOGADORES, VÃO QUERER GANHAR?...

Esta parece-me ser, neste momento, a questão fulcral da situação vivida no seio da equipa do FC Porto. Não é que eu seja um fã incondicional do treinador. Tenho até muitas dúvidas se terá sido a aposta mais razoável para substituir o «fugitivo», mas não consigo atribuir-lhe a exclusividade de tudo o que se está a passar. As razões já as expliquei no post anterior.

Creio por isso, que o desempenho da equipa do FC Porto, para o importantíssimo jogo que se segue, estará dependente do querer dos jogadores. São eles, em primeira análise, que farão pender o prato da balança, para o bem ou para o mal.

Em coerência com o que já escrevi, estou convencido que a sua atitude vai estar de acordo com a apresentada nos últimos jogos, ou seja, desinteresse, pouca concentração, nenhum esforço, pouca correria e no final, mais uma derrota para que a SAD seja obrigada a tomar uma posição. Aquela que os jogadores entendem ser necessária, a substituição da equipa técnica. Quer gostemos ou não, os jogadores têm o «pão e o queijo» na mão.

Gostaria que esta minha tese não se confirmasse, que a equipa do FC Porto mostrasse amanhã, em Donetsk, a fibra, a raça e a classe de campeão, que é e nos brindasse com uma exibição brilhante, obrigando-me a «meter a viola no saco». Adoraria, mas sinceramente não acredito.

As contas da qualificação podem só ficar definidas na última jornada, de acordo com a conjugação dos resultados que se verificarem. Ao Apoel, líder actual do Grupo, bastará um empate em St. Petersburgo para garantir a passagem; O Zenit garante a passagem vencendo o Apoel, se o FC Porto não vencer em Donetsk; Para o FC Porto, ganhar significará manter-se na corrida, empatar pode significar a eliminação, se o Zenit vencer o Apoel e a derrota só não representará a eliminação imediata se o Apoel ganhar ao Zenit.
Vítor Pereira promoveu dois regressos à lista dos convocados, os uruguaios Fucile e Cristian Rodríguez. O lateral direito recuperou da lesão que o atormentava e o médio-ala volta às cogitações do treinador, após afastamento por opção técnica.

De fora ficaram Walter (não inscrito) e Mangala, por lesão.

A cargo do Departamento médico continuam Emídio Rafael, Iturbe, Alex Sandro e Guarín. O romeno Sapunaru já não faz parte do boletim clínico, contudo não foi convocado.

LISTA DOS CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Fucile, Rolando, Otamendi, Maicon e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, João Moutinho, Belluschi, Souza e Defour;
Avançados: Hulk, Kléber, James Rodríguez, Silvestre Varela, Djalma e Cristian Rodríguez.

EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Champions League - Grupo G - 5ª Jornada 
Palco: Estádio Donbass Arena - Donetsk - Ucrânia
Data e hora: 23 de Novembro de 2011, às 19:45 h
Árbitro: Craig Thomson - Escócia
Transmissão: SportTv1

terça-feira, 1 de novembro de 2011

DEPLORÁVEL E VERGONHOSA EXIBIÇÃO

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

Se na época passada se dizia, com toda a propriedade, que a equipa do FC Porto, nas suas prestações na Liga Europa, possuía nível para a Liga dos Campeões, esta temporada pode muito bem afirmar-se que nem para a Liga Europa esta equipa tem bagagem.

Hoje, mais uma vez, a exibição portista foi de uma vulgaridade tão abissal que não deixa margem para quaisquer dúvidas, ainda por cima frente a um adversário sem credenciais internacionais (trata-se do 78º do ranking do futebol europeu!). Quem perde desta forma categórica contra o Apoel, meus amigos, não merece participar nas provas europeias.

O FC Porto de hoje, foi um conjunto de jogadores sem ambição, sem classe, sem organização, incapazes de realizar dois passes certos seguidos, de rematar na direcção da baliza (dois remates saíram, imagine-se pelas linhas laterais!), duma vulgaridade tal que envergonharam o futebol nacional e desprestigiaram o emblema que ostentaram.

Frente a uma equipa consciente das suas debilidades, que por isso usou do cinismo italiano, fechando os espaços, com inteligência e organização à espera dos habituais e inúmeros  erros da equipa teoricamente mais forte, os Dragões mostraram-se incapazes de criar desequilíbrios, não conseguindo, durante todo o jogo, importunar verdadeiramente o guarda-redes cipriota.

Os azuis e brancos tiveram mais posse de bola, mas nunca souberam o que fazer com ela. Trataram-na da pior maneira possível, praticando um «futebolzito» de trazer por casa, daquele que já nem nos jogos entre amadores se vê.

O Apoel aproveitou bem a desarrumação e desorientação portista, começando a construir a vitória muito cedo. Tenho na retina três ocasiões em que os cipriotas poderiam ter marcado. A primeira num remate perigosíssimo que Helton defendeu, com a bola ainda a roçar no poste, a segunda num lance interrompido erradamente pelo árbitro auxiliar, quando Aílton  se isolava na direcção da baliza e a terceira numa intervenção faltosa de Rolando, dentro da área, que o árbitro não sancionou. Com tanta «abébia», o golo na sua baliza haveria de chegar, antes do intervalo, a castigar falta de Mangala, dentro da área.

O FC Porto foi para as cabines com um resultado lisonjeiro. Apesar de ter tido mais a bola foi sempre inconsistente e irritantemente incompetente.

Na segunda parte nada se alterou até aos 60 minutos, altura em que Vítor Pereira entendeu chamar ao jogo James Rodríguez e Guarín. James mexeu um pouco com o futebol portista, que finalmente começou a dar uma imagem menos desoladora, conseguindo inclusivamente, cavar o penalty que haveria de dar a igualdade, a apenas um minuto do fim. Empate completamente injusto face ao que se estava a passar dentro das quatro linhas. 

Contudo, no minuto seguinte, Manduca sentenciou o resultado final, colocando alguma justiça no resultado, num golo de contra-ataque bem delineado e muito consentido pela defesa portista. Creio que a saída de Fernando foi mais uma calinada do treinador portista.

Derrota preocupante, que não sendo ainda decisiva, coloca o FC Porto numa posição ingrata e delicada, principalmente se tivermos em conta o nível de exibições produzidas, que não auguram nada de bom para as próximas jornadas. Os Dragões estão proibidos de perder mais pontos.

Hoje foi tudo tão mau que destaques só se fosse pela negativa. Fico-me por aqui...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

RECTIFICAR O RESULTADO DO DRAGÃO

Falhada a primeira tentativa de voltar à liderança do Grupo G, o FC Porto está já no Chipre onde terá a sua segunda oportunidade. Para tal necessita vencer o Apoel, que lidera contra todas as previsões. 

Neste Grupo tão equilibrado, nenhum dos resultados possíveis garantirá o que quer que seja, para o bem ou para o mal, no entanto, só a vitória dará aos Dragões maior tranquilidade e principalmente a possibilidade de dependerem de si próprios. Ao contrário, o empate ou a derrota colocará o FC Porto em situação melindrosa, sem margem de manobra e à mercê dos resultados  dos outros.
Ainda que no momento actual os azuis e brancos não atravessem a forma ideal, a equipa continua a ter aspirações e condições para conseguir o melhor resultado, rectificando o resultado do jogo no Dragão. Quando se perde pontos em casa, recuperar fora dela é fundamental. A equipa está consciente disso, razão pela qual confio numa resposta à Porto.

Vítor Pereira não alterou muito a sua convocatória para este jogo. Fucile e Otamendi regressam, ficando de fora Maicon (por opção) e Walter (não inscrito nesta prova).

LISTA DOS CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Sapunaru, Fucile, Rolando, Mangala, Otamendi e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, João Moutinho, Belluschi, Guarín e Defour;
Avançados: Hulk, Kléber, James Rodríguez, Silvestre Varela e Djalma

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Champions League - Grupo G - 4ª Jornada
Palco: GSP Stadium - Nicósia - Chipre
Data e hora: 01 de Novembro de 2011, às 19:45 h
Árbitro: Gianluca Rocchi - Itália
Transmissão: RTP 1

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

MAIS UM PASSO EM FALSO

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

Saiu gorada a tentativa do FC Porto chegar à liderança da classificação, ao ceder um empate, no seu reduto, frente ao líder, que surpreendentemente fez questão de dissipar a ideia de quem o apontava como o clube mais fraco deste Grupo.

Ciente da importância de somar os três pontos em disputa, o FC Porto entrou disposto a assumir o comando da partida, conseguindo um golo de livre directo, aos 13 minutos, por Hulk, depois de ter feito um aviso por Kléber, num remate de primeira e à meia volta, que o guardião contrário defendeu para canto.

Mas a resposta do Apoel foi pronta e volvidos apenas seis minutos repôs a igualdade num trabalho exemplar de Aírton, que depois de evitar dois defesas portistas, rematou rasteiro e colocado, sem hipóteses de defesa para Helton.

Os Dragões acusaram o toque e não mais conseguiram conquistar espaços à bem organizada   defensiva cipriota que actuava como um bloco, muito certinho, sem falhas, bom toque de bola, qualidade de passe e inteligência ao serviço do colectivo.

Ao contrário, o FC Porto perdeu ritmo, intensidade, inspiração e discernimento, facilitando a vida ao adversário. A maior posse de bola e numero de remates conseguidos pecaram pela falta de qualidade e foi com toda a naturalidade que o intervalo chegou sem mais nada digno de registo.

No segundo tempo o futebol portista não se alterou sobressaindo três remates perigosos de  Hulk (um de livre directo), que mereciam melhor sorte. Pelo meio, Helton teve de intervir com muita competência para evitar, por duas vezes, o escândalo.

Exibição cinzenta e preocupante, a dar a ideia que a equipa passa realmente por um momento periclitante. A defesa continua a dar brindes. Hoje Otamendi entregou de bandeja o ouro ao bandido, mas Helton resolveu. Os laterais estiveram lentos e complicados. O meio campo esteve muito apagado com Moutinho e sobretudo Guarín  em claro sub-rendimento. Na frente, Kléber esteve activo mas infeliz no remate e James muitos furos abaixo das expectativas. Também Vítor Pereira não esteve feliz a mexer na equipa. Se as entradas de Silvestre Varela, Belluschi e Defour foram bem observadas, já a saída de Fernando me pareceu desastrada. Creio que seria mais plausível a saída de Guarín.
O trabalho do árbitro foi deplorável e enervante. Carregou os jogadores azuis e brancos cartões, numa sinfonia de amarelos, a maioria deles sem qualquer fundamento. Então o mostrado ao James, por alegada simulação é de bradar aos Céus. O mais justo terá sido o aplicado a Guarín, na sequência de um desaguisado entre uma série de jogadores.

Destaco na formação portista dois nomes, os que mais contribuíram para que o resultado não fosse pior: Hulk e Helton, o resto foi paisagem!


terça-feira, 18 de outubro de 2011

OPERAÇÃO - REGRESSO À LIDERANÇA

É com o pensamento na vitória que o FC Porto se vai apresentar amanhã, no Estádio do Dragão, onde vai receber o  líder do Grupo G, da Champions League, o surpreendente Apoel.

Ao contrário do que se poderia imaginar, trata-de de um adversário complicado,  já com alguma experiência nesta competição, possuidor de bastante qualidade, explorando bem as transições e o desespero dos adversários. 

É a segunda visita deste adversário cipriota ao Estádio do Dragão. A primeira aconteceu em 21 de Outubro de 2009, igualmente para a fase de Grupos da Champions League, com vitória portista, por 2-1, com golos do incrível Hulk.

Recordo que nessa altura o Apoel era uma equipa mais fraca, mas mesmo assim foi capaz  de criar grandes dificuldades ao ponto do FC Porto ter feito uma exibição medíocre.

RESUMO HISTÓRICO SOBRE O ADVERSÁRIO

O Apoel FC foi fundado em 1926, época em que a Ilha insular do Mar Mediterrâneo era uma simples colónia  de Inglaterra, com o intuito de representar todos os gregos residentes em Nicósia, resultado do entusiasmo de um grupo de amigos que por isso começou por se chamar Atlético Clube de Futebol dos Gregos de Nicósia. Mais tarde passou a Poel e só em 1928 assumiu o nome de Apoel.

Em 1934 este clube foi decisivo para a criação da Federação de Futebol do Chipre, um passo fundamental rumo à profissionalização. O primeiro campeonato cipriota foi organizado dois anos mais tarde. O Apoel confirmou o favoritismo e alcançou um título inédito em todos os sentidos, tanto para o país quanto para o Clube. 

Embora não seja ainda muito conhecido na comunidade futebolística europeia, possui um currículo notável, no seu país (50 títulos: 20 Campeonatos nacionais, 19 Taças e 11 Supertaças), que lhe garante a hegemonia nacional. A euforia perdurou pelos anos seguintes mas foi gravemente abalada em 1948, ano em que a ilha sofreu com a guerra civil.

A década de 70 foi simplesmente mágica para os adeptos do Apoel, com uma trajectória de sucesso que não seria porém suficiente para impulsionar uma completa profissionalização do futebol do Chipre. Os clubes trabalhavam com orçamentos irrisórios e os atletas recebiam salários bem inferiores quando comparados com a realidade do futebol europeu. O próprio Apoel passou por uma grave crise financeira.

Só nos anos 90 as coisas  começaram a melhorar. Sob a presidência de Mike Leonnides, o Apoel passou a funcionar no formato clube-empresa, garantindo o poder financeiro para sonhar com outros voos.

O plantel desta equipa cipriota é orientada pelo treinador sérvio Ivan Jovanovic, que já vai na sua quinta época. Dispõe no seu plantel de 3 portugueses (Paulo Jorge, Hélio Pinto e Nuno Morais), para além de Manduca, um brasileiro que já jogou em Portugal (Marítimo e Benfica).

ANTEVISÃO DO JOGO

Depois da intragável derrota sofrida na Rússia, onde a equipa azul e branca deixou uma imagem nada consentânea com o estatuto europeu que realmente possui, que a relegou para um nada dignificante 3º lugar, aos Dragões só se pede profissionalismo e ambição. Recuperar a liderança tem de ser o objectivo. Por isso, só a vitória pode ser equacionada.

Vítor Pereira operou sete alterações na lista de convocados para este jogo. Regressam os habituais titulares e saem Kadú, Fucile, Maicon, Alex Sandro, Iturbe, Walter e Cristian Rodríguez.

LISTA DOS CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Sapunaru, Rolando, Otamendi, Mangala e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, João Moutinho, Guarín, Souza, Belluschi e Defour;
Avançados: Hulk, Kléber, James Rodríguez, Djalma e Silvestre Varela

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Champions League - Grupo G - 3ª Jornada
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora: 19 de Outubro de 2011, às 19:45 h
Árbitro: Antony Gautier - França
Transmissão: SportTv1 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

COMPLETO APAGÃO!

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

O que se passou no relvado do estádio Petrovsky, em St. Petersburgo foi quase irreal. Um completo apagão azul e branco, onde apenas se aproveitou, de positivo, a jogada do golo de James, que ainda assim me pareceu em fora de jogo.

Não tem desculpas nem explicação tão negra exibição, tanta falta de ideias e excessiva desorientação. 

Começou com o infortúnio da lesão de Kleber que teve de ser substituído, pondo a nu o deficiente planeamento desta época. O brasileiro é, como sabemos, o único ponta-de-lança inscrito nas provas da UEFA (!?). Para cúmulo, Vítor Pereira optou por introduzir no jogo, talvez o atleta do plantel actual em pior estado de forma (técnica, física e psíquica).

Se até então o FC Porto tinha construído uma única jogada de perigo, ligada e bem conduzida, que até foi concretizada com êxito, a partir desse momento a exibição portista afundou-se. Incapacidade para pressionar alto, desorganização no meio campo, e precipitação na defesa.

O empate surgiu em resultado de tudo isto: facilidades consentidas no lado esquerdo da defesa,  deficiente intervenção de Helton que afastou para a frente o cruzamento, permitindo o remate frontal e também à ineficácia e atrapalhação de Fucile,  na linha da bola, não conseguindo evitar o golo.
Como se não bastasse tanta asneira, Fucile, já no tempo de compensação do 1º tempo, teve uma paragem cerebral e, numa jogada aparentemente inofensiva, tentou dominar a bola com a coxa. O gesto técnico revelou-se deficiente e quando a bola lhe escapava ajeitou com a mão, vendo por isso  o 2º cartão amarelo seguida de vermelho.
Quando se esperava uma decisão inteligente, sensata e tecnicamente bem conseguida, do treinador Vítor Pereira, para enfrentar mais esta dificuldade, para o segundo tempo, o que aconteceu foi, na minha modesta opinião, precisamente o contrário.

A opção técnica escolhida foi deslocar Fernando para a lateral direita, fazer entrar Souza para trinco e afastar do jogo James Rodríguez, mantendo em campo Silvestre Varela, actualmente, repito, um jogador que não domina uma bola, não faz um passe certo, não ataca, não defende, enfim, uma completa nulidade.

Resultado: O FC Porto que antes da expulsão de Fucile estava já a jogar com dez, desde a substituição de Kleber, passou a jogar apenas com nove. Fernando não se adaptou na lateral e Souza não foi eficaz na cobertura. O Zenit, com Danny como peixe na água, explorou a preceito estas desorganização e desorientação e começou a dilatar o marcador, conquistando um resultado bastante lisonjeiro para os Dragões, tal o número de oportunidades flagrantes desperdiçadas.

Suponho que teria sido mais inteligente ter deixado Varela no balneário em vez de James, manter Fernando a trinco, desviar Otamendi para a lateral e introduzir Maicon no centro da defesa. 

Hoje não houve Porto. O que se viu na Rússia, foram uns rapazitos equipados de escuro que não souberam e/ou não puderam honrar o emblema que ostentaram. Uma péssima imagem do futebol nacional numa prova de elite.

Não está em causa a derrota mas sim a forma com que se averbou. Começo a ficar preocupado com o futuro desta equipa. Já é a terceira exibição consecutiva inconsequente e nesta, por mais que se esprema não se obtém qualquer sumo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

TRADIÇÃO DE GANHAR A LESTE É PARA CUMPRIR

O FC Porto desloca-se ao reduto do FC Zenit  St. Petersburgo, no âmbito da segunda jornada, do Grupo G, da Champions League, com a ambição de manter a tradição de vitórias na Rússia (4 vitórias em 4 jogos). 

A tarefa não sendo impossível, também não será fácil, tendo em conta que o seu próximo adversário venceu todos os jogos europeus que ali disputou, ao longo da época transacta.

 O Zenit e o FC Porto vão defrontar-se pela primeira vez, com a particularidade de, na equipa russa, alinharem dois internacionais portugueses (Danny e Bruno Alves), conhecedores privilegiados do futebol nacional e da realidade actual do futebol dos Dragões, onde o defesa português alinhou durante cinco das últimas épocas, interruptamente ( 2005/06 a 2009/10).

RESUMO HISTÓRICO SOBRE O ADVERSÁRIO

Fundado em 1925, por um grupo de operários de uma fábrica de siderurgia da cidade de Leninegrado (hoje St. Petersburgo), o clube adoptou originalmente o nome de Stalinets (em homenagem ao então líder da União Soviética Joseph Stalin). Em 1939 passou a chamar-se Zenit Leninegrado e só depois do colapso da União Soviética é que o clube adoptou o nome actual.

Depois de uma série de anos de instabilidade, com passagens regulares pela II Divisão, o Zenit, a partir de 1996 passou a ser presença regular no escalão principal do futebol russo, conquistando nos últimos anos o estatuto de um dos principais clubes da Rússia.

Conta no seu palmarés com dois títulos internacionais (Taça Uefa e Supertaça Uefa), ambos conquistados em 2008, 1 título de Campeão nacional da União Soviética (1984), 1 Taça da União Soviética (1944), 3 Campeonatos Nacionais da Rússia (2007, 2008 e 2010) e 2 Taças da Rússia (1999 e 2010).

O plantel desta equipa russa é orientado pelo italiano Luciano Spalletti, considerado um dos treinadores transalpinos mais ofensivos, dispondo de atletas de elevada qualidade onde se destacam os dois portugueses citados. Bruno Alves, expulso frente ao Apoel, não poderá dar o seu contributo, neste jogo.

ANTEVISÃO DO JOGO

Depois de dois percalços (empates) consecutivos, que originaram a perda de quatro preciosos pontos, na luta pela revalidação do título nacional, os Dragões querem muito regressar às vitórias. Ora aqui está uma bela oportunidade para juntar o útil ao agradável. Por um lado reforçar a liderança na Champions League, libertando-se quiçá da partilha actual com o Apoel, por outro voltar a experimentar o doce sabor da vitória, fazendo o pleno nas deslocações à Rússia.
Apesar do desgaste de uma viagem tão longa e maçadora, os azuis e brancos levam consigo a ambição natural de quem se assume como uma das melhores equipas da Europa. Guarín será o grande ausente (a cumprir o último dos dois jogos de castigo), mas em contrapartida, estará de regresso o seu compatriota James Rodríguez.

Vítor Pereira não conta também com Sapunaru (lesionado) e Walter (não inscrito na Uefa). Djalma e Mangala estão de regresso à convocatória.

LISTA DOS CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Fucile, Rolando, Mangala, Otamendi, Maicon e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, Souza, João Moutinho, Defour e Belluschi;
Avançados: Hulk, Djalma,  Kleber, James Rodríguez, Silvestre Varela e Cristian Rodríguez

EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Champions League - Grupo G - 2ª Jornada
Palco: Estádio Petrovsky - São Petersburgo - Rússia
Data e hora: 28 de Setembro de 2011, às 17:00 h 
Árbitro: Howard Webb - Inglaterra
Transmissão: SportTv1

terça-feira, 13 de setembro de 2011

COMEÇO ÚTIL, CONTRA ADVERSIDADES

FICHA DO JOGO
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No regresso à Champions League, o FC Porto foi obrigado a lutar contra um conjunto de incidências adversas que o jogo começou por impor, depois contra um relativo desconforto e por último contra uma equipa de bom nível e muito perigosa.

Os Dragões entraram a tentar tomar conta da partida, começando por levar algum perigo à área ucraniana. No entanto, as tais incidências adversas começaram a arrastar a equipa para um período de algum nervosismo e precipitação. A primeira aconteceu aos cinco minutos quando um violento remate de Hulk, ressaltou em Defour e foi bater na barra transversal da baliza adversária; a segunda, aos dez minutos quando Hulk falhou uma grande penalidade, a castigar um derrube na área, a James Rodríguez; a terceira foi a infeliz intervenção de Helton, na sequência de um remate que não segurou, deixando a bola ao alcance do brasileiro Luiz Adriano que não se fez rogado e anichou a bola nas redes portistas e por último, aos 30', já  depois do golo do empate num livre directo de Hulk, a decisão polémica do árbitro do encontro ao perdoar nova penalidade flagrante, esta sobre o Incrível.

Contra estas contrariedades os jogadores portistas tiveram o apoio dos seus apaniguados que jamais desanimaram, transmitindo calorosos incentivos, no sentido de fortalecer o espírito da equipa. A verdade é que o FC Porto voltou a mandar no jogo, logo após o golo do empate, procurando o segundo com mais intensidade para reverter o resultado.
Com a justa expulsão, aos 40 minutos, do defesa Rakytskiy, a castigar jogo violento sobre Moutinho, os azuis e brancos ficaram com a vida mais facilitada.

Em superioridade numérica, os azuis e brancos intensificaram a pressão e foi com toda a naturalidade que surgiu o golo da vitória, aos 51', numa jogada genial do colombiano James Rodríguez, a entrar na área e a dar de bandeja para Kléber empurrar para as redes.
O FC Porto esteve por várias vezes perto de dilatar o marcador. James fez a bola beijar a barra, na marcação de um livre. Os ucranianos ficaram reduzidos a 9 com a expulsão de mais um defesa, por acumulação de cartões amarelos e até final os Dragões optaram por baixar o ritmo, controlar a partida e deixar correr o tempo.

A exibição da equipa foi marcada por altos e baixos e mesmo a jogar em superioridade numérica emergiram alguns problemas defensivos e sobretudo de finalização.
Gostei particularmente dos desempenhos de James Rodríguez, apesar de ter sido intermitente, de Defour, a denotar grande disponibilidade, muita raça, excelente sentido posicional e boa visão de jogo (mais uma formiguinha, ao jeito de João Moutinho) e de Hulk que voltou a ser fundamental, mesmo tendo falhado a grande penalidade.