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sábado, 26 de maio de 2012

RETROSPECTIVA - PARTE IV

POR COMPETIÇÃO - TAÇA DE PORTUGAL


A Taça de Portugal começou a ser disputada na época de 1938/39, organizada pela Federação Portuguesa de Futebol, que para o efeito, extinguiu a prova sua precursora, o Campeonato de Portugal.

As características mantiveram-se no sistema de eliminatórias e os clubes participantes foram sendo alargados através dos tempos, a todos os escalões de divisões nacionais.

A final começou por ser disputada em campo neutro até à época de 1944/45, para se fixar, salvo raras excepções, no Estádio Nacional, em Oeiras.

A prova tem já 72 edições (não se disputou em 1946/47 e 1949/50) e o FC Porto colecciona 16 títulos no seu palmarés, estando na 2º posição do ranking.
O Benfica comanda  com 24 títulos; o Sporting é 3º, com 15, seguindo-se o Boavista com 5; V. Setúbal e Belenenses com 3; Académica de Coimbra com 2 e Leixões, Braga,  Estrela da Amadora e Beira-Mar, todos com 1.

Os Dragões participaram em 386 jogos, 28 dos quais na final. Os seus atletas marcaram 1.071 golos.
205 atletas azuis e brancos registaram o seu nome na lista dos marcadores de golos nesta prova, com destaque para Hernâni e os seus 53 golos que lhe dão a liderança, à frente do rei dos marcadores portistas Fernando Gomes, que não foi além dos 44 golos.
São marcas que embora aparentemente modestas, não vão ser fáceis de bater. Actualmente nesta prova, no que ao FC Porto diz respeito, a equipa titular é normalmente mesclada com segundas figuras, pelo menos até às meias-finais, o que retira algumas possibilidades aos maiores goleadores de se afirmarem.

Não é por acaso que do plantel actual o melhor colocado seja Hulk, em 41º, com apenas 7 golos marcados, seguido por Silvestre Varela e James Rodríguez, em 88º e 89º, ambos com 4 golos.

(Continua)

PARTE V - SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA

domingo, 22 de maio de 2011

SIMPLESMENTE IMPARÁVEL!

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

Ao vencer hoje no Jamor, a 16ª Taça de Portugal, terceira consecutiva, o ambicionado TRI, o FC Porto concluiu a época com o seu quarto troféu da época (Supertaça, Campeonato nacional, Taça de Portugal e Liga Europa), falhando apenas a Taça Lucílio Calabote Baptista (Taça da Liga), que como se sabe tem um vencedor tácito, fruto da chantagem exercida pelo presidente do clube do regime, que ameaçou não participar na prova se não lhe fossem garantidas determinadas benesses.

Foi uma época de sonho, onde os  Dragões passearam a sua classe, de forma arrasadora, implacável, imparável.
Hoje voltou a arrasar com o seu futebol triturador, frente ao abnegado e aguerrido Vitória minhoto, que lutou muito, mas sem argumentos para contrapor saiu dobrado a uma goleada das antigas.

Num jogo frenético, os azuis e brancos adiantaram-se cedo no marcador, por James Rodríguez, que aproveitou da melhor forma uma bola que lhe sobrou, mercê do seu privilegiado posicionamento na área e da sua inegável frieza e classe.

À dobragem do minuto 20, o Vitória, que não tinha baixado os braços, empatou num lance infeliz da defensiva portista. Num cruzamento para a área, na sequência da marcação de um livre, Rolando saltou mais alto, tocou a bola para trás, indo encontrar Álvaro Pereira, que sobre o risco de golo, desviou para a sua baliza, rubricando um auto-golo.

Na jogada seguinte, James Rodríguez, rápido a soltar-se sobre a esquerda, viu Varela bem posicionado na área, cruzou com conta, peso e medida para o internacional português corresponder com um remate certeiro, sem preparação. Espectacular!

Dois minutos mais tarde o Vitória voltou a repor a igualdade. Canto do lado direito do ataque minhoto a apanhar Edgar completamente solto para cabecear com êxito, num belo gesto técnico.

Que belo e emocionante espectáculo estavam a dar os dois conjuntos, numa não menos bela tarde de Sol, presenciado pelos milhares de espectadores que quase esgotaram o velho e mal tratado estádio nacional.

O terceiro golo portista chegaria aos 35'. Livre batido na esquerda, com Maicon a cabecear contra a barra e Rolando na recarga a introduzir a bola nas redes. Sete minutos depois Hulk aumentou a contagem, de canto directo a surpreender toda a defensiva vimaranense, elevando para 4-2.

Fernando, a terminar a época de forma despiciente, decidiu dar mais um dos seus famosos brindes. Numa bola fácil de dominar colocou mal o pé tocando-a para uma assistência perfeita para Faouzi que não se fazendo rogado a transportou com muito perigo até à área portista, onde sofreu um empurrão pelas costas de... Fernando! Grande penalidade assinalada sem hesitações pelo árbitro da partida. Só que nas defesa das redes estava o especialista Beto, capaz de reverter o erro do seu companheiro. Edgar rematou e Beto defendeu superiormente. Espectáculo!

Na resposta, Hulk isolou-se na esquerda, levantou a cabeça e viu James bem posicionado na área a pedir-lha a assistência: Foi para lá que enviou a bola. James, à ponta de lança, recebeu a bola, evitou o guarda-redes e atirou para o quinto golo. Fantástico!

No intervalo, Fernando ficou no balneário dando o seu lugar a Guarín. O jogo portista tornou-se mais calmo, de posse e controlo, proporcionando ainda assim belos momentos e algumas perdidas, em jogadas bonitas e bem delineadas. 

O ponto alto deste período foi o sexto golo portista. Contra-ataque conduzido por Varela na esquerda, temporizou, livrando-se do seu opositor, viu Hulk solto na direita, enviou-lhe a bola num passe longo e bem dirigido, o brasileiro recebeu, dominou, levantou a cabeça e viu James, mais uma vez solto a surgir sobre a esquerda. O resto foi fácil, cruzamento teleguiado com o colombiano a corresponder com cabeçada certeira, sem defesa. Estava feito o resultado final de um jogo frenético (na primeira parte), emocionante, com muitos golos e com a vitória da melhor equipa portuguesa.
Destaque para as excelentes exibições de James Rodríguez, Hulk e Beto.
O FC Porto terminou a época como começou, a erguer mais um caneco: o 69º da história do Clube.

PARABÉNS ao Presidente Nuno Pinto da Costa, à sua direcção, ao staff técnico, médico e logístico, aos jogadores e a essa maravilhosa massa adepta em geral e à que não falha um jogo em especial, por esta época MARAVILHOSA!

É cada vez mais uma honra e um orgulho pertencer a esta família!

sábado, 21 de maio de 2011

QUEREMOS ENCERRAR COM CHAVE DE OURO!

O FC Porto vai encerrar amanhã a sua agenda futebolística, com mais uma final da Taça de Portugal, que naturalmente, procurará vencer, para fechar com chave de ouro a época de sonho (qualquer que seja o desfecho deste encontro).

Será a quarta final consecutiva, o que desde logo, confere ao FC Porto um estatuto especial.

Em caso de vitória os Dragões farão, pela primeira vez na história do Clube o ambicionado TRI.

Veja agora o percurso portista até à final:
Não se espera um jogo fácil. Pela frente os azuis e brancos vão encontrar uma equipa aguerrida e com vontade de fazer história. Espero, para bem do espectáculo e da integridade física dos jogadores, que não se repita a habitual permissividade ao jogo violento, do árbitro do encontro, o mesmo que perdoou de forma escandalosa, a expulsão de três ou quatro sarrafeiros de um outro adversário, na Supertaça Cândido Oliveira, no arranque da época.

A propósito, «foi você que pediu o João Ferreira»? (ou foi o outro, apanhado nas escutas, que o tripulha não colocou no You Tube?).

Otamendi e Falcao são as duas ausências de peso. Encontram-se lesionados. Ainda assim o FC Porto dispõe de matéria-prima capaz para manter o favoritismo.

Depois da final de Dublin e de toda a azáfama com a viagem de regresso, do banho de multidão na Av. dos Aliados e das justas festas a que os atletas foram sujeitos, é natural que a condição física não seja das mais famosas. Contudo, a condição anímica e a vontade de ganhar deverão colmatar essas deficiências. 

Vamos lá rapaziada a cerrar fileiras, lutar com firmeza e convicção, para trazer mais um caneco. Cá por mim, deixo aqui o cântico de incentivo:

ALLEZ  PORTO ALLEZ
NÓS SOMOS A TUA VOZ
QUEREMOS ESTA VITÓRIA
CONQUISTADA POR NÓS


Lista dos convocados

Guarda-redes: Helton e Beto;
Defesas: Sapunaru, Rolando, Maicon, Sereno e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, João Moutinho, Guarín, Belluschi, Souza e Rúben Micael;
Avançados: Mariano Gonzalez, Hulk, Walter, Silvestre Varela e James Rodríguez.

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Taça de Portugal - Final
Palco: Estádio do Jamor - Oeiras
Data e hora: 22 de Maio de 2011, às 17:00 h
Árbitro: João Ferreira - A.F. Setúbal
Transmissão: RTP1

quarta-feira, 20 de abril de 2011

LAMPIONAGEM FORA DA CARROÇA!

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

O FC Porto voltou ao estádio do clube do regime para cometer uma nova humilhação, esta ainda mais categórica, tendo em conta que se apresentou neste jogo com uma desvantagem de dois golos, diferença considerada pelos lunáticos lampiões mais que suficiente para garantirem a passagem à final.

Como se viu, mais uma vez, os Dragões não se intimidaram, nem mesmo tendo que jogar em campo inclinado.

Cientes do seu real valor, entraram no jogo, primeiro cautelosos, a tentar perceber a ideia do adversário e quando chegaram à conclusão que estava na hora de dar o golpe fatal, arregaçaram as mangas, impuseram o seu futebol criativo e eficaz, e em dez minutos construíram o resultado que mais lhe interessava: um claro 3-0, como quem muda a fralda ao bebé!

Carlos Xistra, naturalmente, ainda tentou a ajuda da praxe ao assinalar um penalti ridículo a Sapunaru, quando a   bola ressaltou no braço do avançado adversário, mas nem assim o «campeão dos túneis» foi capaz de reverter essa oferta num resultado favorável, mesmo que Cardozo tenha concretizado o bodo dos pobres.

Quarta vitória categórica do FC Porto nos cinco confrontos, esta época frente a este adversário, duas das quais no galinheiro, uma em campo neutro e apenas uma no Dragão, com um total de 12 golos marcados contra 4 sofridos. É obra!
Numa exibição quase perfeita, destaque para João Moutinho, o melhor homem em campo, pela raça, classe e entrega ao jogo e ainda pelo belo golo que marcou, abrindo o caminho rumo à final.

terça-feira, 19 de abril de 2011

COM LUZ OU NOVO APAGÃO?

De regresso ao estádio do «apagão molhado», o FC Porto vai tentar alterar a tendência desta eliminatória da Taça de Portugal, que como se sabe, pende neste momento para o lado do adversário. Os Dragões, para se classificarem para a final, no Jamor, vão ter a ingrata tarefa de recuperar dois golos de desvantagem, não impossível mas tanto mais complicada quanto é certo que, como habitualmente terão de defrontar o adversário e ainda uma terceira equipa, sempre predisposta a beneficiar o clube do regime, fechando os olhos à sua atitude sarrafeira e inclinando o campo, como aconteceu no não muito longínquo encontro em que o FC Porto se sagrou campeão nacional, apesar dos 15 erros (conscientes) de Duarte Gomes, sempre em benefício do seu clube, que nem assim evitaram a derrota  dos lampiões fundidos.

Se nesse jogo o prejuízo foi menor, porque o objectivo foi garantir os três pontos e fazer a festa, desta vez estão em causa os golos, pelo que a falta de seriedade da arbitragem poderá ter influência determinante.

Sei que os recém campeões nacionais possuem estatuto, classe, competência e ambição, para chegar, vencer e ultrapassar o adversário, mas temo e desconfio, desconfio mesmo muito que a «tal equipa» tudo fará para garantir a final ao clube do regime.

A ver vamos!

Em relação ao último jogo, as saídas de Helton, Maicon e Guarín são o toque dominante na convocatória de André Villas-Boas. Helton encontra-se já recuperado, mas o treinador portista optou por dar a titularidade a Beto. O argentino Otamendi vai recuperar o lugar no eixo da defensiva portista, por troca com Maicon (tem havido alternância regular) e Guarín ficou de fora por não ter conseguido recuperar do toque sofrido frente o Sporting. Rúben Micael será, aparentemente, o candidato mais forte para ocupar o seu lugar.

Lista dos convocados

Guarda-redes: Beto e Kieszek;
Defesas: Sapunaru, Rolando, Otamendi, Sereno e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, João Moutinho, Souza e Rúben Micael;
Avançados: Mariano Gonzalez, Hulk, Falcao, Walter, Silvestre Varela, James Rodríguez e Cristian Rodríguez

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Taça de Portugal - Meia-final - 2ª Mão
Palco: Estádio da Luz - Lisboa
Data e hora: 20 de Abril de 2011, às 20:30 h
Árbitro: Carlos Xistra - A.F. Castelo Branco
Transmissão: SportTv1

Off-topic: A arte de bem fazer as coisas por outro lado: AQUI

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ERROS SAÍRAM CAROS!

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

Uma vez mais, aconteceu Taça no Estádio do Dragão. O FC Porto demora a assimilar que estes jogos a eliminar podem provocar surpresas. Já por várias vezes, os Dragões foram surpreendidos, no seu reduto, por equipas mais fracas. Foi o que voltou a acontecer.

Foi um Porto amorfo, lento, pouco determinado e menos dinâmico, que hoje subiu ao relvado para defrontar o «campeão dos túneis», estes sim, mais determinados em vingar a recente goleada dos 5-0, para o campeonato.

Num jogo de fraca qualidade técnica, os azuis e brancos entraram muito pouco concentrados, a perder lances em catadupa por falta de velocidade e discernimento. Sofreu o primeiro golo, aos seis minutos,  de um erro tripartido. Rolando, com a sua habitual dificuldade em sair a jogar da sua defesa, despachou a bola sem nexo, colocando-a em Fábio Coentrão. Este, bem mais rápido, tabelou com um companheiro e quando o lance parecia dominado por Maicon,  o defesa brasileiro portista deixou-se antecipar, confiando inadvertidamente na intervenção de Helton que tinha saído ao encontro da bola, deixando-a passar pelo meio das pernas, ainda tocada por Coentrão, agradecido de tanta indecisão. Os lampiões, sem saber ler nem escrever, adiantavam-se cedo no marcador.

O FC Porto procurou reagir e criou uma grande oportunidade para empatar, por volta dos vinte minutos. Varela libertou-se da marcação do seu adversário foi à linha cruzar e James Rodríguez falhou escandalosamente a emenda para a baliza, só com o guarda-redes pela frente. Imperdoável! Ah Falcao que fazes tanta falta!

Um minuto depois, Helton quase entregou de novo o ouro ao bandido. Em mais um atraso de bola, de que os centrais portistas usam e abusam, o guarda-redes portista, por um triz não a ofereceu de bandeja a Cardozo. Num último e desesperado reflexo lá conseguiu tocar a bola primeiro, evitando o que poderia ter sido mais um erro clamoroso. Erro que a defensiva portista voltou a cometer aos vinte e seis minutos, numa jogada aparentemente inofensiva. Sereno, no centro da área, desfez bem um ataque contrário, colocando a bola jogável em Fernando. O trinco portista, despachou precipitadamente e sem nexo para o meio-campo, Javi Garcia interceptou, encheu o pé, a bola ganhou velocidade, bateu na relva e traiu Helton, deixando o guarda-redes portista muito mal na fotografia. Foi um balde de água fria. Em duas penadas o FC Porto tinha levado duas facadas de um cego!

Aos trinta e dois minutos Varela conseguiu criar um desequilíbrio. Fintou César Peixoto, entrou na área e com tudo para fazer o golo, rematou forte mas ao lado!

Quase em cima do intervalo Hulk ainda mandou uma bomba, mas o guarda-redes das papoilas saltitantes, conseguiu defender ainda que com muita dificuldade.

Se no primeiro tempo o futebol praticado foi de fraco nível, no segundo não lhe ficou atrás, apesar do FC Porto ter reentrado melhor. Tornou-se mais ofensivo mas continuou pouco esclarecido, perdendo lances de ataque sem qualquer nexo.

Aos 59' o «campeão dos túneis» ficou reduzido a dez unidades. Coentrão foi expulso, por acumulação de amarelos, mas mesmo assim, não perdeu a sua organização defensiva, abusando neste período do anti-jogo e por isso viu mais alguns cartões amarelos. 

André Villas-Boas decidiu então arriscar, fazendo sair um defesa (Sereno) para entrar um médio (Rúben Micael). O futebol portista continuou porém a pecar pela falta de objectividade. Pertenceu mesmo ao adversário a melhor oportunidade de golo, em mais uma displicência da defensiva portista, bem resolvida por Helton.

Perdida a primeira batalha, espero que o FC Porto ainda consiga vencer a guerra. Não vai ser fácil, mas...

Gostei dos desempenhos de Sereno e de Varela. Hulk esteve muito egoísta, a querer resolver tudo sozinho. Helton esteve mal nos dois golos sofridos e na tal lance de desconcentração mas muito bem no lance com Cardozo, evitando o terceiro golo. Os centrais estiveram quase sempre mal. É irritante a incapacidade de sair a jogar de ambos, abusando dos atrasos ao guarda-redes. Estiveram os dois implicados no primeiro golo, ainda que a maior responsabilidade recaia sobre Maicon. James esteve muito apagado e viu bem o amarelo por uma simulação escusada, quando poderia ter criado perigo se não se atirasse para a relva. Cristian Rodríguez anda decididamente com azar. Nada lhe sai bem. Perde todos os ressaltos e os seus remates vão invariavelmente para a bancada.

Enfim, foi um FC Porto a contar com «favas contadas»!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

VERMELHOS, EM DUAS MÃOS!

O estádio do Dragão vai ser o palco de mais uma jornada futebolística que vai por frente a frente o azul e branco (simbolizando a pureza, a verdade, o trabalho responsável, a competência e a ambição) e o vermelho (simbolizando a mentira, a falcatrua, o trabalho das coisas feitas por outro lado, a incompetência, a inveja e a frustração). É exactamente assim que eu vejo estes dois clubes.

Nos últimos anos, cada vez que esse clube nos visita, a zona das Antas vira o Portugal de Salazar. A polícia toma conta dos espaços circundantes ao Estádio, inibe a livre circulação, ameaça os mais insistentes, proíbe o estacionamento utilizado nos outros jogos, monta um aparato impressionante de intimidação, com polícia de choque por tudo quanto é sítio, sempre ávida de demonstrar a sua inata brutalidade e falta de inteligência, próprias dos trogloditas.

Tudo isto para proteger uns energúmenos que geralmente se deslocam com o clube do regime, insultando, provocando, destruindo, à sua passagem, com a passividade dos guardadores do rebanho que os acompanham.

Porque será que este cenário só acontece com estes vermes?

Em termos de futebol jogado, espera-se um jogo com as dificuldades próprias de um clássico, onde não há vencedores antecipados, tanto mais quanto são reconhecidos os problemas físicos por que alguns atletas portistas têm passado, contribuindo para uma menor performance da equipa. Álvaro Pereira, o melhor lateral esquerdo do plantel, ainda se encontra impossibilitado, Silvestre Varela tarda a recuperar a forma, depois de prolongada lesão e Falcao ainda é uma incerteza tal como Otamendi.

 André Villas-Boas surpreendeu ao convocar todos os elementos disponíveis do plantel. São as modernices dos «mind games» a ditar leis! O pormenor da inclusão dos três guarda-redes é delicioso! Será que Falcao e Otamendi estão mesmo recuperados? Pois, isso só antes do jogo saberemos. Em todo o caso, se ambos estiverem em pleno, não será muito difícil prever a equipa.

Lista dos convocados:


Guarda-Redes: Helton, Beto e Kieszek;
Defesas: Sapunaru, Fucile, Rolando, Otamendi, Maicon e Sereno;
Médios: Fernando, Souza, Guarín, Belluschi, João Moutinho e Rúben Micael;
Avançados: Mariano Gonzalez, Hulk, Falcao, Walter, Silvestre Varela, James Rodríguez e Cristian Rodríguez

EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Taça de Portugal - Meias-finais - 1ª Mão
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora: 02 de Fevereiro de 2011, às 20:30 h
Árbitro: Paulo Baptista - A.F. de Portalegre
Transmissão: SportTv1

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

TAÇA DE PORTUGAL - SORTEIO MEIA-FINAL

Realizou-se hoje na sede da Federação Portuguesa de Futebol o sorteio para as meias-finais da Taça de Portugal.

O resultado colocou como adversário mais provável do FC Porto, as papoilas saltitantes que vão ter ainda que se desembaraçar do Rio Ave, nos quartos-de-final.

Em perspectiva portanto novo cenário de guerra em volta do Estádio do Dragão, para proteger os bandoleiros  que geralmente aqui se deslocam.

Esta eliminatória será decidida em duas mãos. A primeira, no Dragão, em 1 ou 2 de Fevereiro e a segunda, no circo lisboeta, em 19 ou 20 de Abril.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

FACILIDADES!!

A propósito da frouxa exibição de ontem, confesso que me chegou a assaltar ao espírito o fantasma de uma eliminação às mãos de mais uma modesta equipa dos escalões inferiores. 


Kieszek foi mesmo obrigado a aplicar-se para evitar o golo do Pinhalnovense, já na parte final do encontro, ainda o resultado estava em branco.

Ao que parece, o FC Porto ainda não aprendeu, de uma vez por todas, que todos os jogos devem ser encarados com a maior das seriedades e responsabilidades. Não falo obviamente da construção do onze titular, pois qualquer dos atletas do plantel actual, tem obrigação de se impor a futebolistas de reconhecido menor nível, como são, sem qualquer desprimor, os adversários de ontem.

Trata-se apenas de atitude. Os atletas portistas têm uma tendência para subestimar estas equipas modestas. Entram em campo convencidos da sua superioridade e partem para uma toada morna, tipo treino, desconcentrados, desmotivados,  à espera que os golos caiam do céu.

Ao contrário, este tipo de adversários, unem-se, lutam, criam dificuldades e motivam-se gradualmente à medida que o tempo avança sem sofrer golos, acreditando no «milagre».

Às vezes são felizes e provocam surpresas. Transformam-se nos chamados «tomba-gigantes» de que a Taça de Portugal conhece variados exemplos.

Ora o FC Porto tem  uma história demasiado negra, nesse capítulo. Lidera o ranking negativo, dos três grandes, com seis dessas eliminações.

A primeira aconteceu na longínqua época de 1942/1943. Os Dragões foram eliminados pelo Vitória de Setúbal (II Divisão), na meia-final, por... 7-0!;

Na época seguinte, coube ao Estoril eliminar os azuis e brancos, nos quartos-de-final, em duas mãos (derrotas por 3-2 e 2-1);

Em 1947/1948, no Barreiro, frente ao Barreirense, nos oitavos-de-final, por 1-0;

Em 1969/1970, nos dezasseis-avos-de-final, frente ao Tirsense (2-2 e 1-0);

Em 1998/1999, frente ao Torreense que veio ganhar ao Estádio das Antas, por 1-0, nos dezasseis-avos-de-final;

E finalmente, em 2006/2007, no Dragão, pelo Atlético, por 1-0, na 4ª eliminatória, primeira com as equipas da I Divisão.

RESULTADO NATURAL NUM JOGO ANORMAL

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

O FC Porto qualificou-se naturalmente para as meias-finais da Taça de Portugal, cumprindo a sua obrigação de eliminar o  modesto  Pinhalnovense, da II Divisão!

Mas fez-lo da pior maneira. Jogando em casa, os Dragões, hoje com o seu equipamento alternativo, decidiram baixar o nível,  apresentando um futebol amorfo, desconcentrado e abúlico.  Foi um conjunto sem carácter que mais uma vez não teve o mínimo respeito pelos poucos apaniguados que se deram ao trabalho de presenciar «in loco» tão deprimente espectáculo.

O jogo resume-se em poucas palavras. Primeira parte péssima e segunda medíocre. Salvaram-se os dois golos de Hulk, quaisquer deles incríveis.

Não me vou deter em análises para não ter que desancar a torto e a direito. Apenas me apetece dizer que hoje me sinto envergonhado com esta prestação decepcionante. Este comportamento não merece qualquer tipo de apoio nem de desculpas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

À PROCURA DO TRI


Esta Quarta-feira o FC Porto volta a jogar para a Taça de Portugal, novamente no Dragão, contra um adversário menos cotado, o Pinhalnovense, actual 3º classificado da II Divisão, Zona Sul, o que não significam «favas contadas», ainda que poucos admitam outro resultado que não seja a vitória portista, em função da enorme diferença de potenciais.

Mas para que a superioridade efectiva prevaleça será necessário demonstra-la no relvado, onde estará este adversário modesto, disposto a fazer estragos.

Confio naturalmente no bom desempenho de todos os jogadores portistas e na sua ambição de contribuírem para um desiderato nunca conseguido nesta prova, o TRI.

A lista dos convocados de André Villas-Boas, para este jogo, regista apenas uma alteração, forçada pela gripe que atacou o médio João Moutinho, que deste modo fica impossibilitado de dar o seu contributo. Já Fucile e Sapunaru conseguiram recuperar das suas lesões e por isso fazem parte desta lista.

De fora continuam os lesionados Beto, Álvaro Pereira, Falcao e Cristian Rodríguez.

É natural que o treinador portista proceda a uma ou outra alteração na equipa titular

LISTA DOS CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Kieszek;
Defesas: Sapunaru, Fucile, Rolando, Maicon, Otamendi e Emídio Rafael;
Médios: Guarín, Fernando, Belluschi, Souza e Rúben Micael;
Avançados: Mariano Gonzalez, Hulk, Walter, James Rodríguez e Silvestre Varela.

EQUIPA PROVÁVEL


Competição: Taça de Portugal - Quartos-de-final 
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora: 12 de Janeiro de 2011, às 20:45 h
Árbitro: Hugo Miguel - A.F. de Lisboa
Transmissão: SportTv1

domingo, 12 de dezembro de 2010

MISSÃO CUMPRIDA COM DIGNIDADE

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)


O FC Porto apresentou-se para este jogo com algumas modificações no seu xadrez, como era previsível.  Kieszek pode finalmente mostrar-se, fazendo a sua estreia em jogos oficiais, com o emblema portista; James foi titular pela primeira vez, jogando os noventa minutos; Sereno foi outra novidade (já se tinha estreado contra o Limianos); Maicon reapareceu, após castigo, Rúben Micael foi titular e Álvaro Pereira voltou após lesão.


Foi um Dragão sério, respeitador e competitivo. Mesmo sem grandes acelerações,  o FC Porto imprimiu um ritmo de jogo que o Juventude de Évora não foi capaz de acompanhar.


Falcão abriu o marcador logo aos onze minutos, desfazendo desde logo todas as ilusões que os alentejanos poderiam ainda acalentar.


Mas uma estrela emergia no verde e bem tratado relvado do Dragão: O colombiano James Rodríguez, tão estranhamente «protegido» por André Villas-Boas, que o tem escondido dos olhares públicos, sujeitando-o a uma inactividade inexplicável. É que o «puto» já tinha dado boas indicações nos poucos minutos de utilização, mas hoje encheu-me as medidas. Tratou bem a bola, driblou em velocidade, fez assistências para golo (o cruzamento para o golo de Falcao, foi com conta, peso e medida), rematou com intencionalidade, procurou o golo com engodo e só lhe faltou concretizar, para que a sua bela exibição fosse perfeita. Um diamante que merece mais oportunidades.


João Moutinho logrou finalmente marcar com a camisola do FC Porto, num lance de antologia, todo ao primeiro toque, com a participação de Guarín, James, Falcao, de novo Guarín e Moutinho,  em progressão e movimento, ao estilo «tika-taka» catalão. Uma obra de arte a embelezar o jogo.

Álvaro Pereira também fez o gosto ao pé, ele que empresta outra dimensão à ala esquerda, aparecendo frequentemente como extremo muito acutilante na área adversária.

O quarto golo pertenceu a Walter, que rendeu Hulk (novamente muito apagado).

Um elogio para André Villas-Boas pela forma inteligente com que gere o plantel. Neste jogos menos exigentes, tem apostado em formações equilibradas, numa mescla de jogadores habituais com os menos utilizados, garantindo a coesão e unidade, facilitando assim a integração destes últimos.

O FC Porto passou aos Quartos-de-final da Taça de Portugal. 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ESPERAMOS CLASSE E DETERMINAÇÃO

O Dragão vai ser palco de mais uma eliminatória da Taça de Portugal, troféu que o FC Porto quererá conquistar, para poder escrever  mais uma página inédita no seu historial, com um Tri, que nunca conseguiu nesta prova.

Apesar de modesto, o seu adversário, o Juventude de Évora, deverá ser respeitado e olhado com toda a consideração que merece, sendo certo que jogará com a humildade e ambição, capazes de tentar uma gracinha.

Cabe ao FC Porto, encontrar as melhores soluções para tornar este jogo em mais uma etapa rumo à final.


André Villas-Boas, vai certamente operar a algumas alterações na equipa principal, fazendo descansar os mais consagrados. Em função das indisponibilidades de ordem física (Beto, Fernando, Cristian Rodiguez e Silvestre Varela encontram-se lesionados), as alterações promovidas pelo técnico, na lista de convocados, limitam-se a três: Entram Maicon, Álvaro Pereira e James Rodríguez e saem Fucile, Rolando e Cristian Rodríguez.

Lista dos convocados:

Guarda-redes: Helton e Kieszek
Defesas: Sapunaru, Maicon, Sereno, Otamendi, Emídio Rafael e Álvaro Pereira
Médios: Guarín, Castro, Belluschi, João Moutinho e Rúben Micael
Avançados: Hulk, Ukra, Falcao, Walter e James Rodríguez

EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Taça de Portugal - 5ª Eliminatória 
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora:
 11 de Dezembro de 2010 às 18:00 h 
Árbitro:
Marco Ferreira - A.F. Madeira 

Transmissão: SportTv1

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TAÇA DE PORTUGAL - SORTEIO

O FC Porto vai receber o Juventude de Évora, da II Divisão Nacional, Zona Sul, para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.

O jogo está marcado para o fim de semana de 11 e 12 de Dezembro.