Hoje dou início a esta nova rubrica semanal, por sugestão do amigo Armando Pinto, do blog Lôngara - Actividade literária, que eu achei do maior interesse para complementar a recheada história do FC Porto.
O FC Porto é de há muito, um fornecedor de matéria-prima da melhor qualidade, para abastecer as selecções nacionais. Pena que alguns seleccionadores nem sempre tenham olhado, com olhos de ver, para apreciar e aproveitar os dotes técnicos de alguns predestinados que vestiram de azul e branco.
Ainda assim, são muitos os que por lá passaram e continuam a passar, espalhando o perfume do seu futebol.
O FC Porto é de há muito, um fornecedor de matéria-prima da melhor qualidade, para abastecer as selecções nacionais. Pena que alguns seleccionadores nem sempre tenham olhado, com olhos de ver, para apreciar e aproveitar os dotes técnicos de alguns predestinados que vestiram de azul e branco.
Ainda assim, são muitos os que por lá passaram e continuam a passar, espalhando o perfume do seu futebol.
A primeira vez que uma representação nacional de futebol entrou em campo com a camisola das quinas, aconteceu em 18 de Dezembro de 1921. Ricardo Ornellas foi um dos principais responsáveis pelo seu aparecimento.
A selecção portuguesa de futebol defrontou, em Madrid, a sua congénere espanhola e perdeu por 3-1. Desta equipa fez parte o portista Artur Augusto, um jogador de enorme capacidade técnica e invulgar capacidade de adaptação a qualquer lugar, dentro da equipa. Foi o percursor dos jogadores polivalentes e, durante a sua carreira, ocupou vários lugares, sempre com igual eficácia. Neste jogo ocupou o lugar de interior-direito, mas no Clube jogou a extremo-esquerdo, interior-esquerdo e mesmo a defesa-esquerdo.
O segundo internacional portista foi Balbino, numa equipa nacional constituída basicamente por jogadores de clubes de Lisboa, tal como as duas formações anteriores.
José Balbino foi um bom interior-direito, várias vezes utilizado ao centro e à esquerda do ataque portista. Era um jogador robusto e ágil, apesar da sua baixa estatura. Era um dominador da bola por excelência, do melhor que terá passado pelo FC Porto e pelo futebol nacional. Pelos Dragões venceu o Campeonato de Portugal em 1921/22 e 1924/25.Na selecção foi apenas utilizado num jogo.
O FC Porto precisou de esperar pelo 12º jogo da Selecção Nacional para ter o terceiro jogador internacional. Waldemar Mota, considerado um dos melhores futebolistas de sempre.O goleador portista conseguiu um número notável de internacionalizações: 21! Feito tanto maior tendo em conta a escassez de jogos internacionais por essa altura. Foi o primeiro jogador olímpico do FC Porto e também o primeiro capitão portista, da Selecção Nacional. Marcou quatro golos nos 21 jogos.
O quarto internacional portista foi o defesa-central Pedro Themudo, atleta de elevada estatura (perto de dois metros), revelou-se um atleta de eleição, numa carreira longa em que esteve sempre entre os campeões da época pioneira. Foi campeão de Portugal em 1924/25 e 1931/32. Os seleccionadores só o chamaram por uma vez!
(Continua)
Fontes: European Footeball; História oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa e FC Porto -Figuras & Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias




