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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL

O FC Porto vai marcar presença, mais uma, num grande palco do futebol internacional. No mesmo onde desejariam estar os nossos principais rivais, principalmente os que, despudoradamente, alimentam campanhas de intoxicação e maledicência,  denegrindo os méritos e todas as conquistas azuis e brancas, perpetradas por gente invejosa, mal formada, sectária, alienada, sem escrúpulos, capaz de se expor ao ridículo, com a conivência de uma Comunicação Social subserviente.

Neste momento de grande orgulho, quero lembrar a essa «gentalha» que o meu FC Porto estará a representar Portugal em mais uma final internacional, como vencedor da Liga Europa, prova aliás, em que os seus clubes estiveram igualmente envolvidos e foram eliminados por falta de mérito e competência.

A tarefa afigura-se de gigantesca pois os Dragões terão como adversário, apenas e só, a melhor equipa do mundo da actualidade. O FC Barcelona, treinado por Pepe Guardiola,  que nas últimas três épocas ganhou quase tudo o que havia para ganhar. É o actual campeão de Espanha, da Europa e do Mundo. Servido pela nata de futebolistas mundiais (sete dos quais também campeões do Mundo pela Espanha), onde desponta o melhor do Mundo, o argentino Messi, que curiosamente se estreou na primeira equipa catalã, na inauguração do Estádio do Dragão.

Se há jogos em que o FC Porto não é favorito, este é claramente um desses. Face ao exposto,  a missão é quase impossível. Mas falta o quase, uma pequena margem de esperança para explorar,  tendo em conta que, apesar de tudo, todos sabemos não haver equipas invencíveis.

O momento portista não é o melhor. Depois do «golpe Falcao» a equipa continua a debater-se com alguma indefinição do plantel. Ainda não se sabe muito bem quem sai ou fica (as cláusulas podem ser batidas e há rumores que incomodam). Nota-se por isso, alguma ansiedade por parte de jogadores nucleares que lhes rouba discernimento. O futebol não sai fluído, há falta de velocidade na circulação da bola, pouca profundidade nas alas, falta de consistência, pouca clarividência e muita ineficácia no remate.

Pois bem, para tentar vencer essa pequena margem de que falava, O FC Porto vai ter de enfrentar o Barcelona com coragem, sacrifício, solidariedade, inteligência e eficácia. 

Espero naturalmente, um jogo muito disputado,  futebol de grande qualidade e, quem sabe, uma surpresa!

Vítor Pereira continua a preparar a equipa e levou ao Mónaco dezoito jogadores. As grandes novidades são a ausência de Álvaro Pereira, que parece estar cada vez mais perto da porta de saída e as inclusões, do recente reforço Steven Defour e principalmente de Cristian Rodríguez, de quem se dizia estar fora das contas do treinador. De fora ficou também o avançado Walter.

James Rodríguez, Iturbe e Mangala, recentemente chegados, não fazem parte das escolhas do técnico.

LISTA DO CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Sapunaru, Rolando, Otamendi, Maicon e Fucile;
Médios: Souza, Fernando, João Moutinho, Guarín, Belluschi e Defour;
Avançados: Hulk, Kléber, S. Varela, Djalma e Cristian Rodríguez

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Supertaça Europeia - Final
Palco: Estádio Louis II - Monte Carlo - Mónaco
Data e hora: 26 de Agosto de 2011, às 19:45 h
Árbitro: Bjorn Kuipers - Holanda
Transmissão: RTP1

terça-feira, 23 de agosto de 2011

FC PORTO NA SUPERTAÇA EUROPEIA

Em semana de Supertaça europeia, nada melhor que fazer uma retrospectiva às presenças portistas nesta competição.

A primeira participação portista aconteceu no ano de 1987, ainda esta final se disputava a duas mãos. O FC Porto chegou a esta final com o estatuto de campeão europeu, depois de ter batido o Bayern de Munique, por 2-1, no estádio do Prater, em Viena de Áustria. Do outro lado estava o AFC Ajax, uma equipa com muita experiência de grandes finais e que tinha vencido a primeira edição de prova, em 1973. Apresentava-se a esta final como vencedor da Taça das Taças, depois de ter batido por 1-0 o FC Lokomotive de Leipzig.

O Ajax tinha vários jogadores que contribuiriam para a vitória da Holanda no Campeonato da Europa de 1988, mas isso não impediu que o FC Porto dominasse os dois jogos.

Assim, em 24 de de Novembro de 1987 as duas equipas encontraram-se no Estádio De Meer, em Amesterdão (Holanda), para efectuarem o jogo da primeira-mão:

AFC Ajax: Menzo; Blind, Verlaat, Winter e Rob Witschge; Van't Schip, Bergkamp e Wouters; Bosman, Muhren e Dick.


Treinador: Barry Hullshof
Substituições: Muhren por Richard Witschge (46') e Wouters por Ronald de Boer (68').


FC PORTO: Mlynarczyk; João Pinto, Geraldão, Lima Pereira e Inácio; André, Frasco, Sousa e Jaime Magalhães: Gomes e Rui Barros.


Treinador: Tomislav Ivic
Substituições: Frasco por Quim (84')
Marcador: Rui Barros (5')


Resultado final: AFC AJAX 0 FC PORTO 1




O jogo da segunda-mão foi disputado quase dois meses depois, em 13 de Janeiro de 1988, no Estádio das Antas (Porto):
FC PORTO: Mlynarczyk; João Pinto, Geraldão, Lima Pereira e Inácio; André, Bandeirinha, Sousa e Jaime Magalhães: Gomes e Rui Barros.


Treinador: Tomislav Ivic
Substituições: Gomes por Jorge Plácido (68') e Bandeirinha por Semedo (83')
Marcador: Sousa (70')


AFC AJAX: Menzo; Blind, Larsson, Wouters e Hesp; Van't Schip, Muhren e Winter; Bergkamp, Bosman, Muhren e Rob Witschge.


Treinador: Barry Hullshof
Substituições: Rob Witschge por Bryan Roy (64') e Bergkamp por Hennie Meijer (81').

Resultado final: FC PORTO 1 AFC AJAX 0 - Total das duas Mãos: 2-0



Em 2003, o FC Porto voltou à final desta competição, já o modelo tinha evoluído para a final num jogo único e sempre no Estádio Louis II, no Mónaco.

Comandado por José Mourinho, o FC Porto tinha vencido a Taça Uefa, depois de bater o Celtic FC, por 3-2, na final de Sevilha, enquanto o seu opositor, o AC Milan, comandado por Carlo Ancelotti, se apresentava com os galões do triunfo da Liga dos Campeões, frente à Juventus.

Os italianos mostraram a raça e o talento que lhes tinha garantido o máximo título europeu e inauguraram o marcador aos 10'.

Shevchenko foi a estrela maior num encontro em que ambas as equipas dispuseram de boas oportunidades para fazerem mais golos. O FC Porto resistiu bem à pressão italiana e, liderado por Deco e Maniche, partiu em busca do empate, mas a experiente defesa transalpina anulou todas as tentativas e o resultado não se alterou.

AC MILAN 1 FC PORTO 0

29 de Agosto de 2003
Estádio Louis II - Mónaco

AC MILAN: Dida, Maldini, Nesta, Simic, Pancaro, Gattuso, Rui Costa, Seedorf, Pirlo, Shevchenko e Inzaghi.

Treinador: Carlo Ancelotti
Substituições: Seedorf por Ambrosini (71'); Shevchenko por Rivaldo (76') e Rui Costa por Cafu (85')
Marcador: Shevchenko (10')

FC PORTO: Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Ricardo Costa, Costinha, Deco, Maniche, Alenitchev, Derlei e Benny McCarthy.

Treinador: José Mourinho
Substituições: Benny McCarthy por Jankauskas (60'), Costinha por Bosingwa (67') e Alenitchev por Ricardo Fernandes (75').


Em 2004, o FC Porto repetiu a sua apresentação nesta final, em função do seu triunfo sobre o Mónaco, em Gelsenkirchen, na Liga dos Campeões Europeus, para defrontar o vencedor da Taça Uefa, o Valência de Espanha.

Ambos os conjuntos traziam alterações nas suas equipas, a começar pelos respectivos treinadores. Victor Fernandez rendera José Mourinho, no FC Porto e Claudio Ranieri rendera Rafa Benítez, No Valência. Os Dragões já tinham perdido Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Deco e Alenitchev, numa fase perturbada pelo episódio do treinador Del Neri.

Talvez por isso, a equipa portista não rendeu o que dela se esperava. Pertenceu ao Valência  o domínio do jogo, concretizando dois golos com toda a naturalidade. O FC Porto demorou a encontrar-se e só a doze minutos do fim logrou reduzir a desvantagem, por Quaresma, num remate desferido a mais de 25 metros da baliza. Esta tardia reacção não foi suficiente para evitar a segunda derrota consecutiva nesta prova.

VALÊNCIA 2  FC PORTO 1

27 de Agosto de 2004
Estádio Louis II - Mónaco

VALÊNCIA: Cañizares, Marchena, Carboni, David Navarro, Curro Torres, Albelda, Baraja,Vicente, Rufete, Corradi e Marco Di Vaio.

Treinador: Claudio Ranieri
Substituições: Marco Di Vaio por Mista (77') e Corradi por Pablo Aimar (87')
Marcadores: Baraja (32') e Marco Di Vaio (67')

FC PORTO: Vítor Baía, Seitaridis, Jorge Costa, Pepe, Nuno Valente, Costinha, Hugo Leal, Maniche, Carlos Alberto, Hélder Postiga e Benni McCarthy.

Treinador: Victor Fernandez
Substituições: Hugo Leal por Quaresma (61') e Benni McCarthy por César Peixoto (72')
Marcador: Quaresma (78')