Mostrar mensagens com a etiqueta Goleadores portistas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Goleadores portistas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













FÁBIO SILVA - Goleador Nº 283

Apontou 3 golos em 11 participações oficiais com a camisola da equipa principal do FC Porto, durante a época que está a decorrer, primeira em que faz parte do plantel.

Fábio Daniel Soares Silva, nasceu no dia 19 de Julho de 2002, em Rio Tinto, Porto. Filho de Jorge Silva, ex-jogador de futebol que se destacou no Boavista e Beira-Mar, entre outros, teve o seu primeiro contacto com a modalidade, com a tenra idade de 8 anos, no Nogueirense FC, clube maiato que ficava perto da casa do seu avô e onde o seu irmão mais velho jogava. Ambos mudaram-se no ano seguinte para o Gondomar SC.

Chegou às escolas de formação do FC Porto para integrar o escalão de Sub-9, na temporada de 2010/11.

Depois de cinco anos a representar os Dragões, Fábio Silva preferiu acompanhar o seu irmão Jorge Silva, que perdera espaço na equipa de juvenis do FC Porto, na ida para Lisboa para fazer parte dos Sub-15 do Benfica.

Dois anos depois, o seu irmão deixou de ser opção no Benfica, saindo para Itália enquanto Fábio era resgatado pelo FC Porto.

Na temporada de 2017/18, primeiro ano de juvenil, marcou 31 golos em 33 jogos, saltando de imediato para a equipa de juniores. A época de 2018/19 foi de sonho, ajudando à inédita conquista da Youth League a que juntou o título de campeão nacional. Marcou 33 golos em 39 jogos: melhor marcador do campeonato, tanto na fase regular (zona norte) como na fase de apuramento do campeão.

As suas performances foram sempre seguidas de perto pelos treinadores da equipa principal e Sérgio Conceição não hesitou em acolhê-lo no plantel desta temporada (2019/20), com apenas 17 anos de idade.

























A sua estreia oficial na equipa principal do FC Porto aconteceu no dia 10 de Agosto de 2019, no estádio cidade de Barcelos, frente ao Gil Vicente, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, que terminou com a derrota portista, por 2-1. Fábio Silva saiu do banco aos 79 minutos a render Otávio, numa altura em que a equipa tentava reverter o resultado.

O jovem e prometedor avançado tem vindo a fazer história, batendo vários recordes. Em 19.09.2019, começou por se tornar no futebolista mais jovem de sempre a jogar pelo FC Porto nas provas da UEFA, ao participar no triunfo sobre o Young Boys (2-1), no Grupo G da Liga Europa. Tinha então 17 anos e 2 meses, sucedendo a Rúben Neves que em 2014 se estreou com 17 anos e 5 meses.

Mas não ficou por aqui. Em 25.09.2019, Fábio Silva tornou-se no mais jovem atleta do FC Porto a jogar como titular, frente ao Sta. Clara, para a Taça da Liga (1-0), com 17 anos, 2 meses e 6 dias, batendo o registo que já vinha do ano de 1960, quando Serafim, também avançado, foi titular num Benfica-FC Porto para o campeonato, com 17 anos, 4 meses e 16 dias.
























Já em 19.10.2019, o avançado portista tornou-se no jogador mais jovem de sempre a marcar em jogos oficiais pelo FC Porto, frente ao Coimbrões, para a Taça de Portugal, jogo em que foi titular e autor do último golo portista, na goleada por 5-0, com 17 anos e 3 meses, batendo o anterior recorde que pertencia a Rúben Neves que marcou ao Marítimo na temporada de 2014/15, com 17 anos, 5 meses e 3 dias.

Para além desse golo histórico, Fábio Silva logrou marcar por mais duas vezes. Em 27 de Outubro, frente ao Famalicão foi o autor do 3º e último golo portista, aos 88 minutos e no passado Domingo marcou o 2º golo do encontro, aos 42 minutos, frente ao Vitória de Setúbal, golo esse que o fez saltar do lugar 335º para o 283º deste ranking.

Entretanto, no Sábado passado renovou o contrato com o FC Porto, ficando com a cláusula mais elevada de sempre do futebol português: 125 milhões de euros!

O jovem portista esteve até agora em 19 convocatórias de 20 possíveis (1 como titular a tempo inteiro, 3 como titular substituído, 7 como suplente utilizado e 8 como suplente não utilizado).









Fábio Silva alimenta o legítimo sonho de representar a principal selecção nacional, até porque soma 37 internacionalizações com 17 golos marcados, nas selecções da formação:

Sub-15:   5 jogos/3 golos
Sub-16:   8 jogos/6 golos
Sub-17: 19 jogos/5 golos
Sub-19:   5 jogos/3 golos

Fontes: Sites oficiais do FC Porto e FPF; Arquivos do blogue.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













LAURETA - Goleador Nº 307

Concretizou 2 golos em 37 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo de duas temporadas ao seu serviço (1985/86 e 1986/87).

Alfredo Magalhães Silva Rodrigues, nasceu no dia 18 de Dezembro de 1961, em  Azurém, pequena freguesia do Concelho de Guimarães. A alcunha de Laureta herdou-a do seu pai e do seu avô, também eles assim conhecidos, enquanto atletas do Vitória SC (Guimarães).

Não foi pois de estranhar que o jovem Laureta tivesse os primeiros contactos com a modalidade no Vitória, clube onde começou a evoluir com apenas 15 anos de idade, percorrendo os respectivos escalões de formação. Teve uma saída esporádica, enquanto júnior, para o SC Mirandela (1980/81), clube da II Divisão - Zona Norte, por empréstimo, onde alcançou grande relevo, despertando a atenção do seleccionador nacional de esperanças que o convocou para representar a Selecção nacional desse escalão.

A qualidade das suas exibições e a demonstração de qualidades acima da média, levaram os responsáveis do Vitória a fixarem-no no plantel principal, onde jogou durante 4 épocas a fio (1981/82 a 1984/85), antes de assinar pelo FC Porto.

Laureta caracterizava-se pela agressividade positiva, capacidade de luta, rigor na marcação, poder de choque, velocidade de raciocínio e execução e boa técnica individual. Era um defesa lateral moderno desempenhando a função defesa/ataque com relativo à vontade.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 25 de Agosto de 1985, no Estádio das Antas, frente ao Benfica, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 2-0.

Sob a orientação técnica de Artur Jorge, Laureta ganhou o estatuto de titular, logo de início, se bem que o técnico portista fosse adepto de alguma rotatividade, em função das diversas provas em que o clube se encontrava envolvido.

O defesa portista esteve em 35 das 40 convocatórias possíveis (20 como titular a tempo inteiro, 2 como titular substituído, 5 como suplente utilizado e 8 como suplente não utilizado).

A sua relação com o golo foi muito estreita, conseguindo apenas dois, enquanto atleta azul e branco. A sua estreia a marcar de Dragão ao peito aconteceu no dia 18 de Setembro de 1985, no Estádio das Antas, frente ao Ajax, em jogo da 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Campeões europeus, com vitória portista por 2-0. Laureta foi o autor do golo inaugural, obtido aos 4 minutos.

Voltaria a marcar cerca de um mês depois, mais precisamente no dia 19 de Outubro, ainda no Estádio das Antas, frente à Académica de Coimbra, em jogo da jornada 7 do Campeonato nacional, com vitória por 3-0. Laureta encerraria a contagem, aos 52 minutos.

Segue-se uma imagem que ilustra uma das suas várias titularidades. Esta foi obtida no dia 1 de Dezembro de 1985, no Estádio das Antas, no jogo da jornada 12, do Campeonato nacional, realizado contra o Marítimo, com vitória por 4-2:

























Foi uma temporada bem conseguida em que participou activamente na conquista do Campeonato nacional.

A segunda época nas Antas foi bem mais modesta, devido à forte concorrência. Laureta não foi além das 11 convocatórias em 47 possíveis (7 como titular a tempo inteiro, 1 como titular substituído, 2 como suplente utilizado e 1 como suplente não utilizado), mas o suficiente para contribuir para o título europeu, sendo titular contra o Brondby IF, nas Antas.










A perda de influência, aliada à fraca utilização, levaram-no a repensar a sua carreira, optando por sair e experimentar novos desafios.

SC Braga (1987/88 a 1990/91), Gil Vicente (1991/92 a 1993/94) e Académica de Coimbra (1994/95), foi o percurso realizado na sua carreira.

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):

1 Campeonato nacional (1985/86)

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













BOBÓ - Goleador Nº 306

Apontou 2 golos em 10 participações oficiais com a camisola da equipa principal do FC Porto, ao longo de 2 temporadas ao seu serviço (1981/82 e 1983/84).

Mamadou Bobó Djaló, nasceu no dia 9 de Fevereiro de 1963 em Chacungo, na Guiné-Bissau ( na altura ainda colónia portuguesa). 

O FC Porto tinha uma filial na cidade e o jovem sonhava ser futebolista e vestir de azul e branco, pisando o relvado do Estádio das Antas. Foi nessa perspectiva que decidiu tentar a sua sorte, mas acabou rejeitado e triste, ingressando nos escalões jovens do Vilanovense.

Contudo, um ano depois foi chamado para fazer parte do plantel de juniores do FC Porto, sagrando-se campeão nacional da categoria.

Na temporada de 1981/82, sob a orientação técnica do austríaco Hermann Stessl, ainda chegou a fazer parte do plantel principal, mas com uma utilização quase residual.

























A sua estreia oficial com a camisola da principal equipa portista aconteceu no dia 3 de Janeiro de 1982, no Estádio das Antas, frente ao Boavista, em jogo da 14º jornada do Campeonato nacional, com vitória azul e branca por 2-1. Bobó saiu do banco de suplentes aos 63 minutos para render João Pinto.

Voltaria a ser convocado mais duas vezes durante toda a época, uma como suplente não utilizado e outra para jogar os últimos 21 minutos.

Segue-se uma imagem do plantel dessa temporada, do qual Bobó fez parte:






















A sua fraca utilização determinou a sua saída, por empréstimo, ao Águeda da II Divisão, para poder jogar com regularidade e evoluir como atleta.

Bobó era um médio defensivo incansável, muito combativo, duro e trabalhador, a que juntava uma boa dose de técnica individual. Essas qualidades foram reconhecidas pelo «mestre» José Maria Pedroto que o fez regressar para fazer parte do plantel portista de 1983/84.

Apesar de ter sido um médio pouco talhado para o golo, Bobó estreou-se a marcar, de Dragão ao peito, no dia 4 de Dezembro de 1983, no Estádio Municipal 25 de Abril, em Penafiel, frente ao FC Penafiel, em jogo da 10ª jornada do Campeonato nacional, garantindo a vitória tangencial por 1-0, aos 61 minutos. 


O seu segundo e último golo ao serviço do FC Porto seria também importante porque, tal como o primeiro, garantiu a vitória tangencial por 1-0, frente ao SC Espinho, em jogo realizado no dia 19 de Fevereiro de 1984, no estádio Comendador Manuel Oliveira Violas, em Espinho, a contar para a 18ª jornada do Campeonato nacional.

Nessa temporada esteve em 12 convocatórias, 1 como titular a tempo inteiro, 2 como titular substituído, 5 como suplente utilizado e 4 como suplente não utilizado.










No Verão de 1984 o FC Porto negociou a compra ao Varzim do médio André e Bobó serviu de moeda de troca, por empréstimo.

Na equipa poveira pode finalmente actuar com regularidade, demonstrando as suas reais capacidades, mas não o suficiente para merecer o regresso, já que voltou a ser moeda de troca, ainda por empréstimo, desta vez para a aquisição de Laureta ao Vitória de Guimarães (1985/86).

Apesar de uma época magnífica nos minhotos, Bobó acabaria por perder a oportunidade de voltar a vestir de azul e branco, face aos regressos de Jaime Pacheco e Sousa.

Completamente desvinculado do FC Porto, Bobó escolheu o Marítimo (1986/87 e 1987/88), passando depois pelo Estrela da Amadora (1988/89 e 1989/90), pelo Boavista (1990/91 a 1995/96), terminando a sua carreira no Gondomar SC (1996/97 e 1998/989).

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):

1 Taça de Portugal (1983/84)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1982/83)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













PENTEADO - Goleador Nº 305

Apontou 2 golos em 9 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo de duas temporadas ao seu serviço (1981/82 e 1982/83).

Manuel Alves Penteado, nasceu no dia 4 de Junho de 1958, em Vila Nova de Seles, Angola.

Veio para o Continente na companhia de seu pai que era natural de Monção, com apenas 16 anos de idade, começando a sua carreira de futebolista na equipa do Desportivo Monção, clube que representou durante 4 temporadas (1975/76 a 1978/79).

Destacou-se no Académico de Viseu (1979/80) e no Leixões (1980/81), antes de assinar pelo FC Porto.

























Chegou à Antas em 1981, com 23 anos, mas só ficou duas temporadas.

A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 10 de Janeiro de 1982, no Estádio das Antas, frente ao Lusitânia de Lourosa, em jogo a contar para os 16 avos-de-final da Taça de Portugal, com vitória portista, por 2-0. Estreia auspiciosa já que para além de ser titular a tempo inteiro, foi também o autor dos dois golos do encontro, aos 3 e 85 minutos.

Apesar disso, Penteado não era um dos habituais eleitos do treinador austríaco Hermann Stessl.  Dos 43 jogos oficiais do FC Porto nessa temporada (1981/82), Penteado só esteve em 9 convocatórias, 2 vezes com titular a tempo inteiro, 2 como suplente utilizado e as restantes 5 como suplente não utilizado.

Em baixo uma foto da equipa do FC Porto, supostamente de um jogo de reservas, em que Penteado foi titular:
Na temporada seguinte, sob a orientação técnica do «mestre» José Pedroto, o avançado angolano também não foi muito utilizado. Dos 41 jogos oficiais da equipa, esteve em 14 convocatórias, 5 como suplente utilizado e 9 como suplente não utilizado.

No final da temporada ainda assinou por mais duas épocas que não chegou a cumprir, face a um convite do Salgueiros, então treinado por Octávio. Penteado achou que Pedroto iria ter o mesmo comportamento para com ele, e ao abrigo de uma cláusula existente na altura, evocou falta de condições psicológicas para jogar em Vidal Pinheiro.










No Salgueiros jogou duas épocas (1983/84 e 1984/85), em nível razoável (41 jogos/11 golos), passando as 4 épocas seguintes (1985/86 a 1988/89) no Leixões, começando um périplo por vários emblemas de menor dimensão: Beira-Mar (1989/90 e 1990/91), Ovarense (1991/92), Leça FC (1992/93), Lusitânia de Lourosa (1993/94), Esposende (1994/95) e finalmente Souselo FC (1995/96).

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













SIMÕES - Goleador Nº 304

Concretizou 2 golos em 260 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo de 9 temporadas ao seu serviço (1974/75 a 1982/83).

Carlos António Fonseca Simões, nasceu no dia 28 de Julho de 1951, em Coimbra. Começou a sua carreira de futebolista nas escolas de formação da Associação Académica, da sua cidade natal, com uma passagem esporádica pelas camadas jovens do Sporting.

Foi mesmo  na equipa estudantil que passou a maior parte da sua formação e se tornou profissional de futebol, estreando-se na equipa principal na temporada de 1969/70, pelas mãos do treinador Juca.

As duas primeira épocas serviram de aprendizagem tendo sido pouco utilizado. A partir da época de 1971/72, começou a impor a sua classe, como defesa central e algumas vezes como lateral.

As suas competentes performances começaram então a despertar o interesse de outros emblemas e foi o FC Porto que logrou a sua contratação para fazer parte do plantel de 1974/75, sob a orientação técnica do brasileiro Aimoré Moreira que não acabaria a época, substituído por Monteiro da Costa.

























A sua estreia oficial ao serviço dos Dragões aconteceu no dia 18 de Setembro de 1974, no Estádio das Antas, frente aos ingleses do Wolverhampton, em jogo a contar para a 1ª mão, da 1ª eliminatória da Taça UEFA, com vitória portista, por 4-1.

Ao longo dos 9 anos de azul e branco vestido, Simões viria a tornar-se numa referência do sector defensivo, formando duplas de centrais muito coesas e consistentes. Rolando, Adelino Teixeira, Alhinho, Ronaldo e Freitas, foram alguns dos atletas que com ele brilharam no eixo da defesa portista. As suas exibições não passaram desapercebidas dos seleccionadores nacionais, Mário Wilson e depois Juca, que o utilizaram por 13 ocasiões, enquanto atleta do FC Porto (clicar aqui).

Apesar do seu excepcional jogo de cabeça, Simões nunca foi muito decisivo na área contrária, onde aparecia frequentemente para tentar o golo, nas jogadas de bola parada.

Ainda assim conseguiu inscrever o seu nome neste ranking de marcadores de golos portistas, ao apontar dois.

A sua estreia a marcar com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 4 de Janeiro de 1976, no Estádio das Antas, frente ao Benfica, em jogo da 15ª jornada do Campeonato nacional, com derrota por 3-2. Simões foi o autor do 2º golo portista, aos 40 minutos.

A sua fraca relação com o golo fez com que Simões só voltasse a festejar mais um da sua lavra no dia 5 de Janeiro de 1980, também no Estádio das Antas, frente a SC Espinho, em jogo da 15ª jornada (coincidência!) do Campeonato nacional, com vitória por 3-0. Simões fechava a contagem do marcador, aos 33 minutos.

Entre estes dois golos, Simões ficou ligado a um episódio que certamente marcou toda a sua carreira. Jogava-se a 28ª jornada e antepenúltima do Campeonato nacional, que o FC Porto comandava com o Benfica a morder os calcanhares. O seu rival era o adversário desse jogo. Vencer significaria carimbar o título, empatar manteria tudo na mesma e só a derrota poderia virar a tendência da corrida por um título que já escapava há 19 anos.

Estádio à pinha, na expectativa de festejar um saboroso triunfo. Três minutos de jogo e auto-golo de Simões! Balde de água fria! O defesa portista sentiu o abalo do infortúnio  mas não se deixou afectar, rubricando uma exibição segura. Ademir, a 7 minutos do fim reporia a igualdade e recolocaria a equipa nos trilhos do título, que se viria a confirmar duas jornadas depois.

A foto que se segue, refere-se a uma das imensas titularidades de Simões. Esta, colhida no dia 15 de Abril de 1979, no estádio do Bessa, em jogo da 23ª jornada do Campeonato nacional, frente ao Boavista, com vitória portista, por 2-1, resultado que contribuiria para a conquista do bicampeonato:























Depois de algumas épocas de grande fulgor, Simões começou a ser preterido, perdendo a titularidade, principalmente na sua última temporada de azul e branco.
















Contudo, o atleta sentia que ainda dispunha de capacidades para jogar em bom nível mais algumas temporadas, razão pela qual decidiu mudar de ares. A escolha recaiu nos algarvios do Portimonense, clube que representou por 4 temporadas (1983/84 a 1986/87), terminando a sua carreira na sua Académica, jogando mais duas temporadas (1987/88 e 1988/89).

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):

2 Campeonatos Nacionais (1977/78 e 1978/79)
1 Taça de Portugal (1976/77)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1980/81)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













LUÍS DÍAZ - Goleador nº 251

Leva já 4 golos marcados em 13 presenças oficiais, com a camisola do FC Porto, desde que começou esta temporada (2019/20).

Luís Fernando Díaz Marulanda, nasceu no dia 13 de Janeiro de 1997, em Barrancas, Colômbia.

Avançado internacional colombiano de 22 anos,  representava o Junior Barranquilla desde Julho de 2017, clube ao qual chegou proveniente do CF Barranquilla.

No Junior Barranquilla, Luís Díaz sagrou-se bicampeão colombiano e as performances individuais despertaram o interesse de Carlos Queirós, seleccionador nacional da Colômbia, que rapidamente começou a incluí-lo nas convocatórias dos Cafeteros. Antes de assinar pelo FC Porto, o avançado disputou a Copa América/2019.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 7 de Agosto de 2019, no FC Krasnodar Stadium, frente aos russos do Krasnodar, em jogo da 1ª mão da 3ª prè-eliminatória para a Champions League, com vitória portista por 1-0. Díaz começou o jogo no banco de suplentes e foi chamado ao jogo a partir do minuto 55.

Luís Díaz é um atleta talentoso de fino recorte técnico, actuando preferencialmente a partir das alas, fazendo da sua velocidade, boa visão de jogo, capacidade técnica e colocação da bola, as suas armas mais fortes. 

Apesar de jogar nas alas, o avançado colombiano aparece frequentemente em zonas de finalização, para fazer o gosto ao pé ou à cabeça.

Neste princípio de temporada já marcou os tais 4 golos, dois dos quais no último jogo contra o Coimbrões, que lhe permitiu dar um salto impressionante neste ranking de goleadores portistas, nada mais, nada menos que 81 posições! (de 332º para 251º).

A sua estreia a marcar, de Dragão ao peito foi também contra o Krasnodar, no dia 13 de Agosto de 2019, no Estádio do Dragão, no jogo da 2ª mão, com a surpreendente derrota por 2-3. Díaz estreou-se simultaneamente como titular e o seu golo foi obtido aos 76 minutos, fazendo renascer a esperança da continuidade na prova, o que não viria a acontecer.

São desse jogo as imagens que se seguem que ilustram precisamente essas duas estreias:














































Luís Díaz está cada vez mais entrosado e adaptado à equipa e aos métodos do treinador Sérgio Conceição e das treze participações conta com 8 titularidades, ainda que só duas a tempo inteiro.











Augura-se uma temporada de boas performances.

Fontes: Site oficial do FC Porto e arquivo do blogue

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













TAÍ - GOLEADOR PORTISTA Nº 302

Concretizou 2 golos em 29 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante duas temporadas ao seu serviço (1976/77 e 1977/78).

António Carlos de Sousa Laranjeira Lima (Taí), nasceu no dia 11 de Agosto de 1948, em Amarante.

Começou a jogar futebol aos 14 anos de idade, num pequeno clube da sua terra natal, o Salvadorense, transitando e distinguindo-se nos júniores do Amarante FC, antes de ingressar no Boavista FC, com 19 anos, na temporada de 1970/71, já como sénior.

Na equipa do Bessa, Taí evoluiu primeiro como médio, para acabar como defesa esquerdo, por influência do «mestre» José Maria Pedroto. Representou 6 épocas a fio (1970/71 a 1975/76) o clube axadrezado, tendo participado em 113 jogos oficiais, com 13 golos da sua lavra e conquistado 2 Taças de Portugal.

Acompanhou, na temporada de 1976/77, o seu treinador Pedroto, na mudança para o FC Porto.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 4 de Setembro de 1976, no Estádio das Antas, frente ao Portimonense, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 3-0.

Taí gostava de ir à frente para aparecer em zonas de finalização. Dizia ter propensão para o golo, mas no FC Porto essa tendência foi diminuída face ao sistema táctico utilizado. A sua principal função era defender bem e percorrer o seu corredor para cruzar ou assistir os seus companheiros mais adiantados.

Não deixou por isso, de inscrever o seu nome na lista de marcadores de golos portistas. Fez apenas dois, o primeiro dos quais, no dia 15 de Maio de 1977, no Estádio das Antas, frente ao Belenenses, na goleada portista por 8-0, jogo a contar para a jornada 28 do Campeonato nacional. Taí abriu o marcador à passagem do minuto 12.

Voltaria a marcar na jornada seguinte, no Estádio da Luz, frente ao Benfica, marcando o golo de honra aos 71 minutos, na derrota por 3-1.

Jogou e venceu a final da Taça de Portugal dessa temporada, somando o seu terceiro troféu consecutivo (dois anteriores pelo Boavista) e haveria de jogar também a da época seguinte (1977/78), na finalíssima contra o Sporting, apitada pelo «chinês» Mário Luís!

Nessa última época de FC Porto, Taí foi preterido em favor de Murça, tendo sido utilizado apenas pontualmente.

Segue-se uma das várias fotos possíveis, que ilustra a titularidade de Taí:



































A sua fraca utilização adicionada à regularidade de Murça, determinaram a sua saída do plantel portista e o regresso ao Boavista para mais 4 épocas (1978/79 a 1981/82), para terminar a sua carreira em representação do Amarante FC, na época de 1982/83.

Taí representou a selecção nacional por 4 ocasiões (2 enquanto atleta do FC Porto), momentos que pode recordar clicando aqui.

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):

1 Campeonato nacional (1977/78)
1 Taça de Portugal (1976/77)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













FERNANDO PERES - Goleador Nº 301

Apontou dois golos em 19 jogos oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo da temporada de 1974/75, única ao seu serviço.

Fernando Peres da Silva nasceu no dia 18 de Janeiro de 1943, em Algés. Fez a sua formação de futebolista na equipa C.F. Belenenses e foi nesta equipa que se estreou como profissional, na equipa sénior, em Maio de 1961.

Médio ofensivo, que jogava muitas vezes na frente como avançado, era um talento à solta que impressionava pela sua visão de jogo, capacidade técnica e forte personalidade.

Mudou-se para o Sporting na temporada de 1965/66, naquela que seria uma das suas épocas mais marcantes: além de ter conquistado o campeonato nacional, fez parte do plantel da selecção nacional que disputou o Campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra, não sendo porém utilizado em qualquer dos jogos disputados.

Em 1968, depois de ter falhado o acordo para renovar pela equipa leonina, transferiu-se para a Académica, ao abrigo de um regulamento que protegia os jogadores estudantes de seguir os estudos no clube estudantil de Coimbra.

Foi Sol de pouca dura já que apenas jogou na Académica uma temporada (1968/69), regressando a Alvalade para fazer mais 4 temporadas, em grande estilo.

No final de 1972/73 voltou a ter problemas com os responsáveis leoninos, fazendo uma paragem na sua carreira que à partida era para ser definitiva, mas que os brasileiros do Vasco da Gama trataram de reverter, contratando-o para o seu plantel, em 1974.

Após alguns meses no Brasil, surgiu a oportunidade de representar o FC Porto e Fernando Peres não se fez rogado, regressando a Portugal.

























A sua estreia de Dragão ao peito aconteceu no dia 24 de Novembro de 1974, no Estádio das Antas, frente ao Atlético, em jogo da 10ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista, por 5-0.

Já em fim de carreira, Peres não foi titular indiscutível, mas não deixou de espalhar o perfume do seu futebol, muito técnico e lúcido. A sua relação com o golo não foi muito estreita, mas mesmo assim conseguiu abanar as redes adversárias por duas vezes.

A sua estreia a marcar com a camisola do FC Porto, foi no dia 13 de Abril de 1975, no Estádio das Antas, frente ao Leixões, em jogo da jornada 28 do Campeonato nacional, que terminou com um empate a um golo. Peres abriu o activo aos 6 minutos.

O seu segundo e último golo com a camisola azul e branca aconteceu no dia 11 de Maio de 1975, no estádio do Bessa, casa emprestada ao SC Espinho, em jogo da 30ª e última jornada do Campeonato nacional, com goleada portista por 4-0. Peres foi o autor do 1º golo, aos 9 minutos.

Segue-se uma imagem do plantel portista dessa temporada (1974/75), treinada pelo brasileiro Aimoré Moreira (até Fevereiro de 1975) e Monteiro da Costa:

































Terminada a temporada regressou ao Brasil para representar o Sport Clube do Recife (1975) e o Treze F.C., de Campina Grande, no Estado da Paraíba, onde pôs fim à carreira.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













BENÉ - GOLEADOR PORTISTA Nº 300

Apontou dois golos em 94 jogos oficiais pela equipa principal do FC Porto, ao longo de 4 temporadas ao seu serviço (1970/71 a 1973/74).

Benedito Lacerda Ribeiro, eternizado para o futebol como Bené, nasceu no dia 16 de Fevereiro de 1941, na cidade de Santos, no Brasil.

Chegou a Portugal na temporada de 1963/64, representando o Leixões S.C., que militava então na I Divisão nacional, clube onde assentou arraiais durante sete temporadas a fio (1963/64 a 1969/70), tornando-se o «patrão» do meio campo da equipa matosinhense.

As suas belas performances acabaram por convencer os responsáveis portistas que o contrataram para fazer parte do plantel orientado por António Teixeira.

Bené era um médio de boa técnica, bom distribuidor de jogo com capacidade para romper e colocar os seus avançados em boas condições de finalização.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 13 de Setembro de 1970, no Estádio Municipal de São Luís, em Faro, frente ao Farense, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, com derrota por 1-0.

O médio brasileiro «pegou de estaca», sendo utilizado em todos os jogos da temporada, cumprindo em todos os 90 minutos regulamentares, sempre em bom estilo.

Apesar dessa regularidade e da influência positiva na manobra da equipa, Bené não tinha uma grande relação com o golo, razão pela qual apenas apontou dois e em duas épocas diferentes.

A sua estreia a marcar de Dragão ao peito, foi no dia 31 de Outubro de 1971, no Estádio das Antas, frente à Académica de Coimbra, em jogo da 7ª jornada do Campeonato nacional (1971/72), com derrota por 2-3. Bené fez o 2º golo portista aos 17 minutos, colocando a sua equipa em vantagem no marcador, depois de entrar a perder logo no primeiro minuto e do empate aos 6, por Flávio.  O FC Porto estava a viver mais uma época atribulada e esse jogo acabou com a referida derrota.

O atleta não passou incólume a esse ambiente, estando presente apenas em 18 dos 36 jogos possíveis e desses foi titular a tempo inteiro em 13, titular substituído em 2 e suplente utilizado em 3. 

Na sua terceira época (1972/73), também não foi feliz. O comando técnico foi entregue ao chileno Fernando Riera que preferiu outras opções. Bené jogou apenas 16 dos 39 jogos do FC Porto (6 titular a tempo inteiro, 3 titular substituído e 7 suplente utilizado). 

Foi com o técnico húngaro Bela Guttmann que Bené recuperou a titularidade, actuando em 30 dos 34 jogos da temporada de 1973/74 (24 jogos como titular a tempo inteiro e 6 como titular substituído).

Foi também nesta temporada que marcou o seu último golo, de azul e branco vestido. Aconteceu precisamente no dia 2 de Dezembro de 1973, no Estádio das Antas, frente à Olhanense, em jogo da jornada 11 do Campeonato nacional, com vitória portista por 2-0. Bené abriu o activo aos 63 minutos.

Segue-se uma imagem do plantel da temporada de 1970/71:



































Apesar da boa temporada, o médio brasileiro não continuou a fazer parte dos quadros do FC Porto, sendo mais um dos que atravessou o longo jejum de títulos, saindo para representar o Espinho (1974/75), passando depois pelo Leixões (1975/76), SC Lamego (1976/77) e finalmente de novo no Leixões (1977/78).