Mostrar mensagens com a etiqueta Champions League 2014/15. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Champions League 2014/15. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 21 de abril de 2015

SONHO VIROU PESADELO















FICHA DO JOGO


























Esta noite em Munique imperou a lei do mais forte e o FC Porto acabou trucidado durante uma primeira parte de pesadelo em que a equipa portista não foi capaz de disfarçar a ansiedade, a juventude, a inexperiência e a falta dos seus dois defesas laterais.

Durou apenas 14 minutos a resistência portista que após o primeiro golo se desnorteou e nunca foi capaz de se organizar minimamente tornando a tarefa do adversário num autêntico passeio. Um banho de futebol só corrigido na segunda parte.

Sem os habituais defesas laterais, Lopetegui surpreendeu ao colocar Diego Reyes a defesa direito, já que Martins Indi na esquerda foi a presença lógica, num plantel que neste aspecto manifesta desequilíbrio. José Angel, o segundo lateral esquerdo não foi inscrito, por opção técnica, e na direita, Opare foi estranhamente emprestado.























Depois de uma primeira parte horrível e com o resultado em 5-0, sem um único remate à baliza, situação imprevista mesmo pelos mais pessimistas dos analistas, restava ao FC Porto tentar rectificar a sua imagem e encarar o tempo complementar com uma atitude mais positiva e condizente com o prestígio que o clube merecidamente ostenta.

O técnico portista deixou Quaresma no balneário e introduziu Rúben Neves para reforçar o meio-campo. Casemiro recuou para central e Martins Indi passou a jogar mais adiantado pelo seu flanco. 

A estratégia resultou até porque a equipa alemã teve de abrandar o ritmo, pois não era possível manter a «cavalgada» do primeiro tempo.

Viu-se então o FC Porto mais perto da sua realidade, a ganhar espaço e posse de bola e a aparecer mais perto da área do Bayern. Jackson Martinez fez o golo de honra, após cruzamento da direita de Herrera com o colombiano a corresponder de cabeça.

Minutos mais tarde o mesmo Jackson poderia ter bisado, num remate rasteio que passou a milímetros do poste, com Neuer já batido.

Para piorar a situação Marcano foi expulso e o Bayern marcou mais um golo.

Derrota expressiva, mas justa, face ao descalabro da equipa portista durante os primeiros 25 minutos de jogo.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

SUAR A CAMISOLA ATÉ À EXAUSTÃO









É com a almofada real de apenas 1 golo que o FC Porto se desloca à Alemanha para tentar resistir à forte formação do Bayern de Munique, hoje considerada uma das melhores do Mundo. Um segundo golo sofrido sem obtenção de golos favoráveis, colocaria os Dragões fora da prova, face ao golo sofrido na 1ª mão.

Ninguém duvida das grandes dificuldades por que vai passar a turma portuense, mas apesar dessa consciência queremos continuar a acreditar num final feliz, que é como quem diz, na passagem às meias finais.

Lopetegui não pode contar com dois elementos preponderantes na defensiva, os laterais Danilo e Alex Sandro, que admoestados com o cartão amarelo no jogo do Dragão, ficaram automaticamente excluídos para este jogo da 2ª mão.

O técnico portista vai ter que improvisar para apontar soluções, o que diga-se, não vem nada a calhar. 

São 20 as opções portistas que se deslocaram a Munique, afinal quase todos os disponíveis do plantel principal, onde só o guarda-redes Andrés Fernandez e o avançado Adrián Lopez não foram eleitos por opção técnica. Os defesas laterais encontram-se impedidos por castigo, como acima referido e Cristian Tello, continua em fase de recuperação da sua lesão.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















Face aos impedimentos conhecidos, o técnico basco vai ter de mexer no onze principal e tudo leva a crer que Ricardo Pereira, na direita e Martins Indi, na esquerda, com Maicon e Marcano a centrais, será a solução mais lógica para compor o quarteto defensivo, salvo algum contra-tempo de última hora.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: UEFA CHAMPIONS LEAGUE 2014/15 - QUARTOS DE FINAL - 2ª MÃO
PALCO DO JOGO: ALIANZ ARENA - MUNIQUE - ALEMANHA
DATA E HORA DO JOGO: TERÇA-FEIRA, 21 DE ABRIL DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: MARTIN ATKINSON - INGLATERRA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: TVI

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O ORGULHO DE UMA NAÇÃO QUE NÃO MERECE CLUBE TÃO COMPETENTE!















FICHA DO JOGO




























O FC Porto mostrou hoje ao país medíocre em que está inserido, que continua a ser a excepção que confirma a regra, confirmando-se como o baluarte do desporto nacional, bastião desdenhado e espezinhado pelos alienados e frustrados que pululam pela miserável comunicação social, espelho, esses sim, duma mentalidade tacanha e retrógrada.

Perante uma plateia de 50.092 espectadores vibrantes, apaixonados e ambiciosos, os Dragões souberam portar-se à altura da responsabilidade deste jogo, proporcionando um espectáculo competente, dinâmico e mesmo atractivo, em algumas fases.



















Julen Lopetegui fez alinhar o onze mais consensual de entre os atletas disponíveis, com a inclusão do recuperado Jackson Martinez, que apesar dos problemas físicos por que passou, se apresentou em boas condições.






















Os azuis e brancos, puxados pelos incitamentos das bancadas, chegaram cedo ao golo. Fruto da pressão alta com que iniciou a partida, para travar o bom funcionamento da máquina alemã, Jackson Martinez roubou a bola a Xabi Alonso, obrigando Neuer a cometer grande penalidade, merecedora do cartão vermelho, mas o árbitro da partida, condescendentemente, mostrou-lhe apenas o amarelo. Quaresma, com toda a classe fez o primeiro da noite, enganando o guarda-redes alemão que se lançou para o lado contrário.




















O Bayern de Munique continuou a sentir-se desconfortável com a pressão portista e sete minutos depois foi Quaresma que «apertou» Dante, roubou-lhe a bola, isolou-se e à saída do guardião, aplicou a sua trivela, levando a multidão ao rubro.




















O jogo previsivelmente complicado começava a tornar-se fácil, face à eficácia dos Dragões, que em duas oportunidades não falhou.

Os bávaros começaram aturdidos, mas aos poucos foram-se recompondo, assumindo a posse de bola e empurrando o FC Porto para o seu meio-campo, raras vezes criando perigo. 

Aos 28 minutos, na sequência de uma série de cantos, Boateng cruzou do lado direito, a bola passou pelos dois centrais portistas e Thiago Alcântara livre de marcação, reduziu o marcador.

Os Dragões não se pertubaram e antes do intervalo criaram mais duas boas situações. A primeira por Alex Sandro, aos 34 minutos, num cruzamento remate que Neuer desviou para a barra e aos 44 minutos; Casemiro saltou mais alto que os defesas contrários, após livre marcado por Quaresma, mas a bola saiu a rasar o poste.

No segundo tempo, pedia-se um FC Porto a voltar a jogar no campo todo, reorganizando-se e não permitindo aos alemães o comando do jogo. Foi isso que aconteceu na maior parte do tempo. 

Aos 57 minutos Herrera teve tudo para fazer o terceiro mas Neuer não permitiu, com uma bela defesa, mas oito minutos depois o estádio do Dragão vibrou de alegria. Alex Sandro lançou longo para Jackson Martinez, o colombiano, recolheu fugiu para a baliza, contornou o guarda-redes alemão e atirou para delírio da plateia, conseguindo um resultado histórico. Pela primeira vez o Bayern de Munique averbou uma derrota em terras lusas.





















Até final os visitantes tentaram minimizar os estragos, mas o FC Porto, muito seguro, não deu quaisquer hipóteses.

Quaresma voltou a fazer uma excelente exibição, cotando-se como o melhor homem em campo, num conjunto de boas performances.

A nota negativa do encontro vai para a dualidade do critério disciplinar do árbitro espanhol Velasco Carballo, muito tolerante para os alemães e rigoroso para os portistas. A  Neuer foi-lhe poupada a expulsão no lance do penalty e a Lahm e Bernat o segundo amarelo. Já Danilo e Alex Sandro ao verem a cartolina amarela vão ficar de fora do jogo da 2ª mão.

terça-feira, 14 de abril de 2015

SEMPRE QUE O DRAGÃO SONHA A CHAMPIONS TORNA-SE REALIDADE









Ora aí está o jogo do ano, aquele  em que todos os atletas gostam de participar e se possível deixar a sua marca. Trata-se de um encontro de dificuldade máxima ou o adversário não fosse considerado o mais poderoso do Mundo, na actualidade.

Ainda que venha desfalcado, face ao número considerável de lesões, o poderio económico do Bayern garante substitutos de enorme qualidade, capazes de rivalizar com os habituais titulares.

Responsabilidade acrescida para o FC Porto que terá de apresentar os seus melhores argumentos e actuar com a máxima perfeição para conseguir o resultado que tos os portistas desejam.

Num jogo só e apesar do favoritismo que se reconhece aos alemães, os Dragões teriam mais hipóteses, como aconteceu em 1987, em Viena, em duas mãos a tarefa assume proporções bem mais complicadas.

Em todo o caso, sonhar ainda não paga imposto e por isso vamos acreditar.

Julen Loptetegui chamou para este jogo 20 atletas, dos quais sobressai desde logo a presença do colombiano e melhor marcador de golos portista, Jackson Martinez, que debelada a lesão que o afastou dos últimos compromissos, passa a opção importante. Também Quintero e Martins Indi estão de regresso, ficando de fora o castigado Ivan Marcano e José Angel.

QUDRO COMPLETO DOS CONVOCADOS






















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: UEFA CHAMPIONS LEAGUE 2014/15 - QUARTOS DE FINAL - 1º MÃO
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO 
DATA E HORA DO JOGO: QUARTA-FEIRA, 15 DE ABRIL DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: VELASCO CARBALLO - ESPANHA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: TVI

sexta-feira, 20 de março de 2015

SORTE MADRASTA NO SORTEIO DA CL

















O sorteio realizado hoje em Nyon, colocou no caminho do FC Porto a equipa mais temível da actualidade, o todo poderoso Bayern de Munique.

Sorte madrasta, sem dúvida, que vai obrigar os Dragões a vestirem a pele de David para derrubarem o enorme Golias. Luta desigual que só o querer, a raça, a ambição, a competência e muita sorte à mistura, todos conjugados poderão alterar a lógica.

A esperança é a última a morrer e os nossos rapazes, apesar de muito mais inexperientes, não deixarão de colocar em campo todas as qualidades que possuem para que os dois jogos possam ser disputados com algum equilíbrio. 

Se tal acontecer, vão ser sempre glorificados, qualquer que seja o desfecho da eliminatória.

terça-feira, 10 de março de 2015

NOS QUARTOS COM QUATRO GRANDES GOLOS















FICHA DO JOGO




























O FC Porto qualificou-se para os Quartos-de-final da UEFA Champions League, numa noite de gala, com uma exibição peremptória, na segunda parte, e com 4 belos golos. Foi a quinta vez que nesta prova, os Dragões atingiram este patamar.

Esperava-se um jogo muito táctico, com algumas cautelas, tanto mais que o resultado trazido da 1ª mão apenas garantia uma ligeira vantagem que podia não chegar para as ambições portistas.

Julen Lopetegui optou por apresentar o onze titular das últimas partidas, com a inclusão de Aboubakar em vez do lesionado Jackson Martinez.


























Os primeiros minutos foram jogados com muitas cautelas e com o FC Porto a tentar controlar o adversário que manteve durante bastante tempo uma pressão alta na tentativa de dificultar ao máximo a primeira fase de construção do futebol portista. Todavia, a equipa da casa, foi a pouco e pouco assumindo o comando do jogo, empurrando o seu adversário para junto da sua área, de tal forma que aos 10 minutos Brahimi foi carregado às margens da lei mas o árbitro sueco, em noite desastrada deixou seguir sem marcar a grande penalidade correspondente.

Quatro minutos depois, Jonas Ericksson, o homem do apito lá teve que marcar mais uma falta grosseira de Samuel sobre Cristian Tello, na meia-lua da área helvética e em posição frontal, esquecendo-se no entanto da amostragem do cartão amarelo respectivo.

Brahimi numa execução primorosa, atirou colocado, deixando o guardião Vaclik pregado ao solo a seguir impotente a trajectória perfeita da bola até beijar as malhas.


















O caminho dos quartos começava a ganhar contornos mais definidos tanto mais que os jogadores da casa iam conseguindo organizar melhor os seus lances ofensivos e a manter uma regularidade defensiva impressionante.

Porém, aos 18 minutos um infortúnio abalaria momentaneamente toda a equipa, responsáveis e adeptos portistas que quase encheram o anfiteatro azul e branco. Fabiano e Danilo chocaram entre si e ficaram ambos caídos no relvado. O guardião portista conseguiu recuperar, já o defesa direito teve de sair de maca, inanimado e conduzido ao Hospital de S. João.




















Julen Lopetegui foi obrigado a mexer na linha defensiva, entrando Martins Indi para a lateral esquerda enquanto Alex Sandro foi desviado para a direita.

Até ao intervalo o FC Porto criou duas boas ocasiões para dilatar o resultado, uma por Casemiro, numa tentativa de meia distância que levou a bola a rasar a barra e outra por Aboubakar, com um forte remate, que também saiu muito perto da baliza.

No segundo tempo os Dragões entraram mais desinibidos, mais confiantes e mais dominadores. Tal disposição acabaria por dar os seus frutos logo em cima do 2º minuto, numa jogada conduzida pelo endiabrado Brahimi deixando a bola redondinha nos pés de Herrera, que fora da área mas bem posicionado não hesitou, rematando colocado a fazer mais um golo de belo efeito.





















O terceiro golo aconteceria como corolário do futebol de gala que o FC Porto já praticava. Livre directo a 30 metros da baliza, superiormente apontado ao ângulo por Casemiro, levando as bancadas  do Dragão à loucura.






















Só então se assistiu a uma reacção dos suíços mas sempre bem solucionada pela defensiva portista, com Fabiano a conseguir evitar o golo na sua baliza.

Já com a eliminatória resolvida o técnico basco optou por lançar Rúben Neves no jogo, tirando Brahimi, hoje protagonista de uma exibição condizente com a magia que já maravilhou a plateia azul e branca. O FC Porto continuou a dominar a partida, agora controlando mais para aparecer ainda assim com bastante perigo junto à área contrária.

Mais golos era uma questão de tempo, já que oportunidades não faltaram até ao apito final. Foi Aboubakar a apontar o último golo, num remate forte e colocado, de fora da área, aos 76 minutos, fixando o resultado numa goleada de 4-0.
























O jogo não terminaria sem que antes Samuel visse, finalmente, o cartão vermelho, por acumulação de amarelos.

Vitória justa, tranquila e por números inequívocos, da melhor equipa nos dois jogos, permitido avançar na prova de forma invicta e com mais 3,9 milhões no cofre.

Os meus destaques vão para a equipa em geral, mas não posso deixar de enaltecer as exibições de Brahimi e Casemiro e ainda a qualidade e beleza dos 4 golos desta noite. 

Gostaria também de lamentar mais uma actuação deplorável do árbitro da partida.  Numa série de erros que manchou o seu trabalho, permitiu algumas entradas assassinas a jogadores do Basileia, com Walter Samuel a destacar-se por só ter visto o vermelho no final do jogo, vermelho que também deveria ter sido mostrado a Gashi, em vez do amarelo, por uma cotovelada ostensiva em Martins Indi. Fez vista grossa a duas grandes penalidades, uma para cada lado (sobre Brahimi aos 10 minutos e sobre Embolo aos 74 minutos).

Resta-me desejar um rápido restabelecimento a Danilo.

segunda-feira, 9 de março de 2015

MÁXIMA CONCENTRAÇÃO GERA CONFIANÇA. YES WE CAN









É com uma muito pequena vantagem, resultante do golo marcado fora, no empate (1-1) em Basileia, que o FC Porto se prepara para discutir a sua passagem aos quartos-de final da Champions League, como único representante do futebol português.

Será naturalmente necessária uma exibição segura, personalizada e inteligente, para poder alcançar este desiderato. A equipa suíça já demonstrou frente a outros adversários de grande valor (Liverpool e Real Madrid), que não se atemoriza e é capaz de dar a réplica que esta fase da prova exige.

Julen Lopetegui tem entre mãos o contra-tempo de não poder contar com o goleador Jackson Martinez, lesionado no jogo frente ao SC Braga, mas por outro lado já pode contar com Óliver Torres, totalmente recuperado, ele que se lesionara precisamente em Basileia.

O médio espanhol, juntamente com Gonçalo Paciência, são as duas novidades na lista dos convocados para este encontro, onde não constam os nomes do já citado avançado colombiano nem de Ricardo Pereira.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















Tudo leva a crer que o onze inicial não será muito diferente do que tem sido utilizado nas últimas partidas, sendo quase certo que haverá pelo menos duas alterações. Óliver Torres e Aboubakar, serão eventualmente os eleitos do técnico basco, um pelo regresso após lesão e o outro a beneficiar da ausência forçada do Chá Chá Chá.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: UEFA CHAMPIONS LEAGUE - OITAVOS-DE FINAL - 2ª MÃO
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO - PORTUGAL
DATA E HORA DO JOGO: TERÇA-FEIRA, 10 DE MARÇO DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: JONAS ERIKSSON - SUÉCIA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: TVI

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

EMPATE MUITO SUADO, EM JOGO DE SENTIDO ÚNICO














FICHA DO JOGO




























Perante uma equipa bastante competitiva, mas nitidamente inferior, o FC Porto teve de se contentar com uma igualdade que, pelo facto de ter marcado fora, poderá ser importante para as ambições nesta prova.

Julen Lopetegui optou por fazer apenas uma alteração ao onze do jogo anterior, colocando Tello em vez de Quaresma.























Cedo se percebeu que caberia ao FC Porto assumir o comando do jogo, com os suíços mais na expectativa e resguardando-se de forma organizada no seu último reduto. Paulo Sousa manifestou ter a lição bem estudada forçando a sua equipa a uma pressão alta, que os jogadores portistas no entanto quase sempre conseguiram superar, com muita lucidez, capacidade técnica e organização. Pior foi lá na frente, onde a rudeza dos defensores contrários, algumas vezes a roçar a violência, foi raras vezes sancionadas a preceito pelo juiz inglês, bem mais rigoroso com os jogadores do FC Porto.

Depois de um domínio quase territorial os Dragões acabaram surpreendidos numa jogada de puro contra-ataque, aos onze minutos, numa diagonal que apanhou a defesa portista adiantada. Alex Sandro não acompanhou devidamente o movimento do seu adversário, que chegou primeiro à bola, desviando-a para a baliza, à saída extemporânea de Fabiano, incapaz de anular o lance. Foi aliás, durante todo o jogo a única oportunidade dos suíços.

O domínio portista intensificou-se mas sem grandes ocasiões de golo. Danilo por volta dos 20 minutos foi o autor do remate mais perigoso de fora da área, obrigando Vaclik a aplicar-se e aos 30 minutos Jackson Martinez foi agarrado por Samuel, dentro da área, num lance de penalty claro que o árbitro inglês não assinalou.




















A derrota ao intervalo era assim um resultado injusto e falso.

Depois do intervalo os Dragões vieram com a mesma disposição, sempre mais dominadores, bastante ofensivos, na procura do golo do empate, que surgiu aos 48 minutos, numa recarga de Casemiro, a um remate de Maicon, que o árbitro pprontamente validou e largos segundos depois viria a anular por fora de jogo posicional de Marcano e Jackson Martinez, tornando a decisão algo caricata. Aqui, as únicas falhas a apontar ao juiz da partida foram, primeiro a validação do golo e depois a demora na reposição da verdade. Para mim, foi clara a interferência de Marcano na jogada, estorvando a acção do guarda-redes, pelo que o lance deveria ter sido imediatamente anulado, num jogo em que a equipa de arbitragem foi composta por 5 elementos.

O incidente não refreou a vontade portista de correr atrás do prejuízo com o golo a ficar mais perto de acontecer, em dois lances. Um com Tello, bem colocado a permitir a defesa do guardião contrário e o outro com Jackson Martinez, na cara do guarda-redes a tentar um chapéu que saiu ligeiramente acima.

O empate surgiria aos 79 minutos de grande penalidade, cometida por Samuel, que já tinha um cartão amarelo, ao travar com o braço, um cruzamento que parecia destinado ao êxito. Desta vez o árbitro não teve dúvidas mas esqueceu-se de mostrar o 2º amarelo ao infractor.

Danilo, chamado a marcar, não perdoou, minorando a injustiça do resultado. 






















Depois do empate, a equipa portista pareceu conformada e cautelosa, limitando-se a controlar o jogo, ao invés de aproveitar o finalmente adiantamento da equipa adversária.

Num jogo de praticamente sentido único, o FC Porto teve de se limitar a um empate, que de qualquer maneira o coloca em vantagem na eliminatória, fruto do golo marcado fora de casa.

Destaque para o empenhamento de toda a equipa, no entanto com algumas exibições menos conseguidas: Alex Sandro, Casemiro, Brahimi e Tello, estiveram francamente abaixo do que podem e devem produzir.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

CHAMPIONS LEAGUE, O NOSSO HABITAT NATURAL









O único representante português na Uefa Champions League, encontra-se já na Suíça para esgrimir, frente CF Basel, treinado pelo português Paulo Sousa, a passagem aos quartos-de-finais da prova.

Nesta fase e a este nível, todos os adversários são de valor pelo que não adianta atribuir favoritismos. O Basel tem neste momento a seu favor o factor casa que pode determinar algum ascendente, sendo certo que os Dragões se apresentam sempre, em qualquer estádio, com a ambição de vencer.

A única garantia dos portistas é que não terão de enfrentar os homens da APAF, sempre disponíveis para trucidar as leis dos jogo, em prejuízo claro das cores azuis e brancas, o que à partida é um bom handicape.

Espera-se naturalmente um jogo muito complicado em que vão ser determinantes a concentração, a organização, a competência e a eficácia.  

Julen Lopetegui não mexeu quase nada na lista dos convocados, fazendo subir para 20 o número dos seus eleitos. Aos 19 das duas últimas convocatórias, o treinador basco acrescentou o guarda-redes Ricardo Nunes.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















Apenas duas dúvidas quanto ao onze titular a apresentar. Marcano ou Martins Indi? Quem vai fazer companhia a Brahimi e Jackson Martinez na frente de ataque? Quaresma ou Tello?

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: UEFA CHAMPIONS LEAGUE - OITAVOS-DE-FINAIS - 1ª MÃO
PALCO DO JOGO: SAINT JACOB PARK - BASILEIA - SUÍÇA
DATA E HORA DO JOGO: QUARTA-FEIRA, 18 DE FEVEREIRO DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: MARK CLATTENBURG - INGLATERRA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: TVI

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

EQUIPA DE SUPLENTES ARRANCA EMPATE















FICHA DO JOGO



























Num jogo que servia apenas para cumprir calendário, Julen Lopetegui apresentou um onze titular quase completamente transfigurado, como se previa, tendo em conta o próximo compromisso, que como se sabe, é o clássico que poderá elevar a equipa portista à liderança do Campeonato Nacional.

Assim, do onze titular apenas se mantiveram Maicon e Alex Sandro.






















Foi uma bela oportunidade para os atletas menos utilizados poderem mostrar-se e afirmar-se. Alguns fizeram pela vida, outros nem tanto. Em minha opinião, Evandro, Rúben Neves e Ricardo Pereira, foram os que sobressaíram pela positiva. Andrés Fernandez não comprometeu,  Aboubakar foi importante no golo do empate e pouco mais, Adrián López, ainda não foi desta que se descomplicou e Quintero foi decepcionante, tal como Kélvin que entrou para substituir Adrián, mas apenas deu nas vistas com as suas trocas de pés, que de nada valeram. Quaresma e Alex Sandro alternaram coisas boas com outras menos interessantes e Marcano esteve muito regular, como sempre.

Os Dragões procuraram desde cedo assumir o comando do jogo tentando impor o futebol de posse e circulação de que o técnico basco tanto gosta. Durante toda a primeira parte a equipa portista usou e abusou de passes para trás e para os lados, denunciando algumas dificuldades em jogar perto da área adversária. Faltou velocidade e criatividade para romper, muito por culpa da falta de inspiração de Quintero, principalmente nos passes a rasgar que se perderam, de uma forma quase constante, nos jogadores do Shakhtar.

A grande ocasião de golo pertenceu à equipa ucraniana, logo aos 5 minutos, quando Gladkiy, com a baliza totalmente à sua mercê, muito perto da linha de baliza, após cruzamento do lado esquerdo, não conseguiu acertar na bola.

O máximo que o FC Porto conseguiu fazer foi um remate perigoso de Adrián López que obrigou o guardião forasteiro a esmerar-se. A primeira parte não terminaria sem antes Rúben Neves ter de ser substituído, por lesão.



















O segundo tempo começou praticamento com o golo que abriu o marcador. Canto da lado esquerdo marcado por Bernard, Stepanenko saltou mais alto que Adrián López, cabeceando forte e certeiro, sem hipóteses para Andrés Fernandez.

Era necessária mais velocidade e criatividade, por isso Lopetegui apostou em Kélvin, tirando Adrián López.  O FC Porto tentou jogar mais na área contrária e foi conseguindo face ao recuo do Shakhtar, que em vantagem passou a explorar o contra ataque e a verdade é que o 0-2 esteve mais perto que o empate, apesar de Aboubakar ter perdido uma oportunidade flagrante e Martins Indi ter atirado à barra.

Na parte final do jogo, já em desespero de causa, os jogadores portistas tentaram de todas as maneiras o empate que acabaria por chegar aos 87 minutos, na sequência de um alívio imperfeito da defesa ucraniana, Aboubakar ganhou a bola, rodou e atirou forte e colocado, obtendo um golaço. 























Estava garantida uma campanha sem conhecer o sabor amargo da derrota mas que não deu para igualar o melhor registo de pontos que era de 16. Os Dragões ficaram-se pelos 14, viram-se ultrapassados pelo Chelsea, no que diz respeito a golos marcados e ainda tiveram que repartir o milhão de euros da vitória com o seu adversário de hoje.

O sorteio para os oitavos-de-final realiza-se em Nyon, no próximo dia 15.