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segunda-feira, 29 de abril de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 2












HERNÂNI - Goleador Nº2

Autor de 182 golos em 332 jogos disputados com a camisola do FC Porto, é ainda, surpreendentemente, o segundo melhor marcador de golos de sempre, da história do Clube, tanto mais por se tratar de um avançado muito móvel, que tinha mais por missão municiar o ponta-de-lança. Hernâni jogava preferencialmente a interior, mas também actuou várias vezes a extremo e até na linha média, de acordo com as necessidades da equipa.






















Era ambidextro e senhor de uma inteligência de jogo invulgar, que lhe permitia uma destreza e uma variedade de soluções na execução do gesto técnico e na criação de jogadas, que não estava ao alcance de mais nenhum futebolista do seu tempo.

Foi um dos mais fantásticos jogadores do FC Porto, Clube que serviu durante 13 temporadas interpoladas, entre 1950/51 e 1963/64. Marcou uma época, atravessou gerações e construiu uma lenda. Não se limitava a ser virtuoso na arte de bem tratar a bola. Demonstrava uma invulgar cultura técnica e extraordinárias qualidades desportivas, para além de uma personalidade muito forte, da qual não abdicava e que o levava por vezes a situações extremas, como a que protagonizou num desentendimento com o seu treinador Dorival Yustrich.

Natural de Águeda, iniciou a sua carreira no clube local, o Recreio Desportivo de Águeda.

Chegou ao FC Porto em 1950, com cerca de 20 anos de idade, suscitando a maior curiosidade face às qualidades que o tinham revelado no seu clube de formação, mas o técnico de então, o romeno Anton Vogel, preteriu-o em relação aos habituais titulares.

Estreou-se oficialmente com a camisola do FC Porto em 28 de Janeiro de 1951, no Campo da Tapadinha, em Lisboa, frente ao Atlético CP, em jogo da 19ª jornada do Campeonato Nacional, com derrota portista, por 4-1. O treinador romeno tinha sido despedido antes do Natal, em função dos maus resultados e para o seu lugar tinha entrado o húngaro Gencsi Deseo.

Manteve-se duas temporadas no plantel portista até que o serviço militar o levou até Lisboa, provocando a sua cedência temporária ao Estoril Praia, onde as suas exibições confirmaram o seu valor, colocando-o na linha das grandes promessas do futebol português.

Regressou ao FC Porto logo após a conclusão do serviço militar, para se afirmar definitiva e inequivocamente com um jogador altamente influente e de grande classe. As suas qualidades, o seu excepcional domínio de bola, poder de arranque com a bola sempre colada e dominada e a sua aplicação, fizeram dele elemento indiscutível e preponderante na manobra azul e branca.

Hernâni colocou o ponto final da sua carreira aos 33 anos, tendo ainda sido chefe do Departamento de Futebol do Clube, para mais tarde se dedicar em exclusivo às suas empresas.

Faleceu em Abril de 2001, com 69 anos, vítima de um colapso.

A sua carreira ficou ainda marcada por 28 internacionalizações, ao serviço da principal Selecção nacional, 1 na Selecção «B» e 7 pela Selecção Militar, da qual foi capitão.
















Palmarés ao serviço do FC Porto:
2 Campeonatos Nacionais (1955/56 e 1958/59)
2 Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58)

segunda-feira, 21 de março de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 50) - I PARTE

De regresso a este tema para evocar os internacionais portistas, agora da década de 50.

Antes porém, deixo-vos o resumo das décadas anteriores, nos mapas que se seguem:
Posto isto, debrucemos-nos então na análise da década de cinquenta, período em que mais onze jogadores portistas se estrearam na Selecção nacional.

Ângelo Carvalho - 22º internacional: Defesa-esquerdo temperamental, de grande entrega ao jogo e especial eficácia. Representou a equipa das quinas por 15 vezes, tendo-se estreado em Abril de 1950, num Portugal-Espanha, jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo. Foi duas vezes capitão da Selecção.
Monteiro da Costa - 23º internacional: Quatro vezes internacional, estreou-se frente à Áustria, num amigável disputado no Porto.

Um dos chamados «pau para toda a obra», pela sua polivalência, ocupou todas as posições excepto a de guarda-redes. Alinhou frequentemente como defesa-central, evidenciando grande segurança e excepcional qualidade. Outras posições onde era igualmente forte e tinha alto rendimento eram as de médio ofensivo e avançado. Concretizava inúmeros tentos nas balizas adversárias e nos treze anos em que serviu o FC Porto (1949 a 1962), só no campeonato fez 72 golos em 270 jogos.

O seu nome figura na lista dos «capitães» mais carismáticos da história do FC Porto. Foi de uma entrega e dedicação inexcedíveis, nada regateando ao Clube do seu coração.

Após a carreira de futebolista, nele perdurou a disponibilidade para ajudar o FC Porto. Em momentos difíceis da equipa aceitou comandá-la, como treinador (em parte das épocas de 1974/75 e 1975/76).

Monteiro da Costa, um dos mais versáteis futebolistas azuis e brancos de sempre, um exemplo de «amor à camisola», um coração portista, uma grande glória do Clube!

Venceu dois campeonatos Nacionais e duas Taças de Portugal
Hernâni - 24º internacional: Vestiu a camisola da Selecção principal de Portugal por 27 vezes, envergando a braçadeira de capitão à 23ª internacionalização. Colocou a bola nas redes adversárias por cinco vezes.

Foi um dos mais fantásticos jogadores do FC Porto, Clube que serviu durante 15 anos, entre 1950 e 1964. Marcou uma época, atravessou gerações e construiu uma lenda. Não se limitava a ser virtuoso na arte de bem tratar a bola. Demonstrava uma invulgar cultura técnica e extraordinárias qualidades desportivas, para além de uma personalidade muito forte, da qual não abdicava e que o levava, por vezes, a situações como quando teve um sério desentendimento com Yustrich.

Hernâni marcou mais de uma centena de golos. Polivalente, jogava preferencialmente a interior, extremo ou no centro do terreno, de acordo com as necessidades da equipa. Ambidextro e senhor de uma inteligência de jogo invulgar, que lhe permitia uma destreza e uma variedade de soluções na execução do gesto técnico e na criação de jogadas que não estavam ao alcance de mais nenhum futebolista do seu tempo

Sagrou-se Campeão Nacional em 1955/56 e em 1958/59. Ganhou duas Taças de Portugal em 1955/56 e 1957/58.
(Continua)
Fontes: European Footeball; História oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa; FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias.