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domingo, 22 de maio de 2022

DRAGÕES ENCERRAM TEMPORADA COM DOBRADINHA

 


















FICHA DO JOGO






























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto confirmou o favoritismo que recaía sobre si, vencendo de forma clara e inequívoca o Tondela, equipa que acabou a época a baixar de escalão.

O onze titular portista apresentou apenas a alteração tradicional do guarda-redes (Marchesín em vez de Cláudio Ramos), relativamente ao jogo anterior, frente ao Estoril.






















Os Dragões não deram hipóteses ao Tondela que acalentavam ténues esperanças de contrariar o favoritismo natural da equipa portuense, para fazerem história.

Os recentes campeões nacionais entraram no jogo cientes da sua superioridade, obrigando o adversário a dedicar-se exclusivamente às tarefas defensivas, baixando muito o seu bloco.

Não foi fácil derrubar o muro, tanto mais que os azuis e brancos iam mantendo um ritmo brando, com muita posse, muita troca de bola, mas sem grandes oportunidades de marcar, ainda que aos 7 minutos Pepê tenha sido derrubado à margem das leis, por Sagnan sem que árbitro e VAR tenham assinalado a infracção. 

Oito minutos depois, o árbitro Rui Costa preparava-se para voltar a ignorar falta grosseira dentro da grande área (mão na bola clara de Marcelo Alves, numa disputa com Otávio), preparando-se para assinalar canto contra o Tondela. O VAR chamou à atenção para o lance que acabou por ser visionado pelo árbitro. Após longa análise, lá se decidiu pela marcação da respectiva grande penalidade. Mehdi Taremi, na linha dos onze metros não perdoou (22').

Até ao intervalo, o FC Porto voltou a criar perigo com Evanilson a desperdiçar por pouco, já em tempo de desconto.

Na etapa complementar a equipa portista entrou mais objectiva e perigosa, mas também algo perdulária. Pepê, aos 48 minutos teve a baliza à sua mercê e fez o mais difícil atirando contra o corpo do guarda-redes.

O dilatar da vantagem chegaria no entanto aos 52 minutos por Vitinha, a concluir uma bela jogada ofensiva. 

A maior clarividência portista originou nova grande penalidade, desta vez prontamente assinalada por Rui Costa a castigar nova falta de Sagnan sobre Pepê, só que Taremi não aproveitou atirando ao poste.

O Tondela reagiu bem a este falhanço e aos 73 minutos reduziu no único remate à baliza portista, numa falha defensiva, fazendo renascer as esperanças nas hostes da equipa beirã.

Quem não foi na cantiga foi Taremi que na resposta voltou a repor a diferença no marcador com um belo remate, completamente indefensável.

Vitória clara e justa que carimba a 18ª Taça de Portugal  e a 9ª dobradinha da história portista.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

SEGUNDA PARTE À CAMPEÃO JUSTIFICA VITÓRIA JUSTA DO DRAGÃO

 


















FICHA DO JOGO




























SISTEMA TÁCTICO
























Foi com seis vitórias que o FC Porto se qualificou para a final da Taça de Portugal. Depois de ter eliminado sucessivamente o Sintrense (5-0), o Feirense (5-1), o Benfica (3-0), o Vizela (3-1) e o Sporting (2-1 em Alvalade e 1-0 no Dragão).

Semana, mais uma, de jogadas de bastidores, quase impediram a utilização de Pepe que, à última hora ficou disponível, em função do parecer favorável do Tribunal Central Administrativo do Sul, relativamente à apresentação de uma providência cautelar do castigo imposto ao central portista, de 23 dias, conhecido na Terça-feira passada e relativo aos incidentes ocorridos após o jogo frente ao Sporting, disputado em Fevereiro.

Assim, Sérgio Conceição só alterou a posição do guarda-redes, com a inclusão de Marchesín, como vem sendo habitual nesta prova. isto obviamente em relação ao jogo anterior frente ao Portimonense.






















Primeira parte com futebol de pouca qualidade, com o FC Porto a gerir a vantagem conseguida em Alvalade, na primeira mão e o Sporting a demonstrar incapacidade para criar jogadas de perigo, capazes de pôr em causa a defensiva portista. 

Foram 45 minutos de pouca inspiração de parte a parte, com muita fita, algumas provocações, mas também com bastante cacetada, a fazer lembrar um qualquer jogo de rugby, que a equipa de arbitragem, liderada por Nuno Almeida, lá foi conseguindo gerir sem muitos alardes e com alguma calma.

Neste período de pouco futebol, o principal destaque vai para a perdida de Zaidu, aos 37 minutos, num remate cruzado que fez a bola sair junto ao poste mais distante, com o guarda-redes sportinguista completamente batido.

Esperava-se para o segundo tempo uma reacção mais significativa da equipa leonina, já que o resultado não lhe interessava e talvez por isso o perigo realmente apareceu por volta dos 50 minutos, com Matheus Nunes a obrigar Marchesín a aplicar-se para evitar o golo, mas foi Sol de pouca dura pois os Dragões responderam de forma categórica, tomando as rédeas do jogo, empurrando os leões para o seu último reduto, para evitar uma derrota expressiva. 

Vitinha e Fábio Vieira estiveram perto do golo, que acabaria por surgir no minuto 82, por Toni Martínez, que havia entrado um minuto antes para o lugar de Evanilson.

O mau perder das lagartixas veio de novo ao de cima e o inevitável aconteceu: Pedro Porro foi expulso por falta grosseira sobre Galeno (88'). 

Vitória justa e final no Jamor garantida, sem espinhas. 

Agora estou à espera de mais uns dias de forte choradeira da equipa do presidente Marquises, qual Varandas qual carapuça e quiçá das papoilas saltitantes aliadas.



quinta-feira, 3 de março de 2022

FOGO DO DRAGÃO APAGOU TOCHAS DAS LAGARTIXAS

 


















FICHA DO JOGO




























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto foi bater o Sporting, em Alvalade, em jogo referente à primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

Foram seis as novidades no onze portista, comparativamente ao jogo anterior frente ao Gil Vicente. Marchesín, Bruno Costa, Pepe, Marko Grujic, Matheus Uribe e Fábio Vieira renderam Diogo Costa, João Mário, Fábio Cardoso, Stephen Eustaquio, Otávio e Pepê.























Uma primeira parte sem grande interesse, muito táctica, com as equipas encaixadas, muito cautelosas, em que o FC Porto pareceu melhor adaptado, mais controlador mas afastado da baliza contrária. As oportunidades de golo resumiram-se a um remate perigoso de Matheus Nunes e as situações de maior destaque foram as tochas enviadas pelas claques da equipa da casa, que obrigaram a duas paragens do jogo, numa demonstração do civismo próprio de quem está habituado a invadir a própria academia e a instalar o caus.

O nulo ao intervalo reflectiu a fraca disposição das duas equipas para se acercarar das balizas.

Na segunda parte tudo mudou. As equipas regressaram ao relvado com a disposição de abrir o jogo e o espectáculo começou. Primeiro com um golaço de Sarabia (49'), num remate portentoso que a estirada de Marchesín não conseguiu deter.  Mérito para o avançado leonino, mas com um senão. O lance nasceu de uma falta que teve de ser cobrado por duas vezes. Na primeira, Pedro Porro fez a cobrança directa com Marchesín a defender sem dificuldade, mas foi mandado repetir porque as «lagartixas terroristas» enviaram, no decorrer do lance, mais uma tocha para a baliza, que levou o árbitro da partida a anular a jogada. Ora se tal não tivesse acontecido, o lance seguiria naturalmente sem problemas de maior. A repetição, cobrada de forma diferente deu golo e assim o crime compensou.

Os Dragões não esmoreceram e foram à procura do prejuízo e a igualdade não tardou a ser  restabelecida, através de uma grande penalidade a castigar falta de Porro sobre Evanilson. Taremi não perdoou, na linha dos onze metros.

Sérgio Conceição chamou então ao jogo João Mário, Otávio e Pepê, fazendo o FC Porto subir de produção.  O segundo golo não foi obra do acaso. Jogada de entendimento entre os três elementos, com participação de Taremi a colocar Evanilson na cara do guardião contrário, para com toda a classe fazer a bola beijar as malhas. Estava consumada a reviravolta de forma categórica.

A equipa da casa sentiu mais esta estocada e o terceiro golo andou por diversas vezes à espreita.

Os Dragões ficam assim em vantagem para a eliminatória, com o pormenor de ter marcado 2 golos fora de casa, que contam a dobrar em caso de igualdade no conjunto das duas mãos.




quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

DRAGÃO ADORMECIDO, ACORDOU A TEMPO

 

















FICHA DO JOGO



























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto voltou a vencer em Vizela, agora para a Taça de Portugal, num jogo bastante diferente, em que a equipa da casa conseguiu uma réplica mais sustentada, apesar das ausências forçadas pelo Covid.

O técnico Sérgio Conceição previu as dificuldades e por isso procedeu apenas à alteração  do guarda-redes, chamando Marchesín para o lugar de Diogo Costa, relativamente ao jogo frente ao Estoril.


























Apesar de ter chegado cedo ao golo (8'), por Matheus Uribe, a primeira parte portista não foi melhor que sofrível. Lentidão de movimentos, ritmo fraco, pouca intensidade, pouca ligação, perdas de bola em locais proibitivos e falhas defensivas primárias, estiveram na base da igualdade ao intervalo.

O segundo tempo foi bem diferente para melhor, ainda que sem conseguir atingir os índices habituais. Para isso contribuíram as substituições do Corona por Fábio Vieira e Taremi por Pepê. O mexicano voltou a não justificar a chamada, ele que há muito parece estar com a cabeça noutras paragens, e Taremi talvez tenha sido poupado, em função do amarelo com que foi brindado aos 34 minutos.

O futebol portista passou a ser mais objectivo e a bola andou mais perto e com mais perigo da baliza adversária. O resultado obviamente teve de funcionar. Fábio Vieira construiu a jogada de que resultou a grande penalidade que o próprio cobrou com êxito (65') e Evanilson também marcou o ponto, ele que já tinha marcado em todas as eliminatórias anteriores, aos 89 minutos, garantindo de vez a vitória, já que o Vizela nunca se deu por vencido, valorizando ainda mais o triunfo portista.

Vitória mais difícil do que o resultado pode sugerir, muito por culpa de um adormecimento inexplicável dos Dragões, mas também pela boa réplica do adversário.

As meias finais serão disputadas em duas mãos, frente ao Sporting.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

APITO PROTECTOR EVITOU GOLEADA HISTÓRICA

 


















FICHA DO JOGO





























SISTEMA TÁCTICO























Só uma arbitragem enviesada e protectora evitou que a equipa das papoilas saltitantes saísse do Dragão, vergada e humilhada por uma goleada histórica, tal a pujança, classe e ambição com que os jogadores do FC Porto encararam esta partida.

Com os técnicos principais ausentes do banco por castigo, o FC Porto apresentou o onze inicial apenas com a alteração do guarda-redes, Marchesín em vez de Diogo Costa, relativamente ao jogo anterior, contra o Vizela.

Foi uma entrada no jogo arrasadora, com os Dragões a marcarem por Evanilson logo na primeira jogada, nem sequer estava completado o primeiro minuto do encontro, dilatando o marcador por Vitinha logo de seguida, aos 7 minutos.

Dois golos de rajada que deixaram os adversários pior que baratas tontas, sem perceberem o que lhes estava a acontecer. Pois..., eram onze contra onze e não tinham pela frente aquelas equipas «alienadas obrigadas» a abrir a baliza e prestar vassalagem.

Uma primeira parte portista de grande qualidade, aqui e ali sabotada pelo palhaço do apito, que procurava a todo o custo proteger a equipa querida. 

Aos 11 minutos sonegou uma grande penalidade, cometida por Otamendi sobre Luis Díaz. Foi claro e inequívoco o empurrão descarado do defesa sobre o dianteiro portista. Inqualificável também o mutismo do VAR. Aos 32 minutos Taraabt atinge Otávio no rosto e nem amarelo levou, mas aos 45 minutos Evanilson tocou com o seu braço no peito de João Mário que se atirou para o chão agarrado à cara e viu o segundo amarelo, sendo expulso

Apesar de tudo isto, os azuis e brancos mantiveram a toada ofensiva e antes da expulsão, mais precisamente aos 31 minutos, dilataram a vantagem, com novo golo de Evanilson.

A voracidade portista não esmoreceu e o quarto golo esteve bem perto de acontecer aos 42 minutos quando Luis Díaz apareceu em posição de ser feliz, mas preferiu dar o golo a Taremi, permitindo assim a intercepção de um adversário.

Temendo o apocalipse benfiquista o famoso Fábio Veríssimo lá decidiu proteger o clube querido e vai daí mostrou o tal segundo amarelo a Evanilson, excluindo-o do jogo.

Obviamente que a segunda parte do FC Porto não poderia ser como a primeira, mas mesmo assim e ainda que cedendo a iniciativa do jogo ao adversário, nunca permitiu grandes veleidades nem qualquer ocasião de golo na sua baliza. As duas bolas que entraram na baliza de Marchesín foram  avaliadas obrigatoriamente pelo VAR e obviamente anuladas face às respectivas ilegalidades.

Foi mesmo o FC Porto a criar as melhores oportunidades para chegar a novo golo e o jogo não acabaria sem a justa expulsão de Otamendi, que andou o tempo todo a «varrer» e a simular faltas, com a conivência do famigerado Veríssimo, que no minuto 94 não pôde ignorar a agressão a Luis Díaz, ainda que lhe tenha mostrado o segundo amarelo, quando deveria ser vermelho directo.

Vitória escassa face às ocasiões desperdiçadas pelo FC Porto e sobretudo pela protecção de que o adversário dispôs.



sábado, 16 de outubro de 2021

GOLEADA EM JOGO DE SENTIDO ÚNICO

 















FICHA DO JOGO



























SISTEMA TÁCTICO























Foi com uma goleada que os Dragões eliminaram o US Sintrense, do 4º escalão do futebol nacional, num jogo sem história e muito pouco interessante, face às diferenças abismais de valor, disputado em casa emprestada, mais precisamente em Massamá.

O técnico portista aproveitou para fazer regressar à equipa titular, o guardião Marchesín, completamente recuperado da intervenção cirúrgica a que teve de ser submetido, estreando-se em jogo esta temporada, bem como Otávio, também recuperado de uma lesão que o afastou desde o minuto 14 do encontro frente ao Liverpool, perdendo também o jogo frente ao Paços de Ferreira. Para além destes dois elementos, Sérgio Conceição optou por mais cinco alterações, relativamente ao jogo anterior. Wilson Manafá, Fábio Cardoso, Bruno Costa, Sérgio Oliveira e Pepê. Os sete renderam Diogo Costa, João Mário, Pepe, Matheus Uribe, Vitinha, Luis Díaz e Mehdi Taremi (este impedido por ter sido expulso no jogo anterior)























Se alguma expectativa havia em relação a este jogo, era saber como os eleitos do treinador portista, iriam evoluir num jogo frente a uma modesta equipa do 4º escalão nacional, que apesar de tentar adiar o golo na sua baliza, só foi capaz de resistir durante 16 minutos, tendo conseguido em todo o jogo apenas um remate e mesmo esse desenquadrado com a baliza.

Apresentando-se num bloco muito recuado, a povoar o seu último terço, ao Sintrense não lhe sobrou tempo para se meter em aventuras mais ambiciosas. Submeteu-se ao maior poderio portista, não conseguindo evitar a goleada.

Cometeu alguns erros fatais e no segundo tempo deu o estoiro físico.

A equipa portista encarou o jogo com seriedade, mas numa toada de treino, com alguns atletas a sobressaírem pela positiva e outros pela negativa. 

Para mim não houve grandes surpresas, relativamente a uns e a outros, sendo certo que esperava um pouco mais de um ou outro, a quem o jogo não correu de feição, mas o talento está lá.

Destaque especial  para os marcadores dos golos,  todos eles de bom recorte técnico, mas em especial para o primeiro de Sérgio Oliveira e o último golo que pertenceu a Toni Martínez.