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terça-feira, 23 de junho de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 108












ROLANDO - Goleador Nº 108

Apontou 17 golos em 175 jogos de Dragão ao peito, ao longo das cinco temporadas ao serviço do FC Porto (2008/09 a 2012/13).

Rolando Jorge Pires da Fonseca nasceu no dia 31 de Agosto de 1985, em São Vicente, Cabo Verde.

Tendo em conta que este atleta foi já alvo de atenção especial, neste blogue, na rubrica "INTERNACIONAIS PORTISTAS", editado em 26 de Dezembro de 2011, onde constam as principais incidências da sua carreira, até aquela data, que podem recordar aqui, vou apenas completar com mais algumas achegas.

A sua estreia com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 30 de Agosto de 2008, no Estádio da Luz, frente ao rival Benfica, em jogo da 2ª jornada do Campeonato nacional, com empate a uma bola.

De então para cá, o seu percurso de azul e branco foi muito regular em quatro épocas consecutivas, manifestando qualidades que fizeram dele um defesa central muito competitivo.
































Porém, os êxitos em catadupa subiram-lhe à cabeça e no defeso (Junho/Julho de 2012) manifestou uma clara intenção de mudar de ares. Fez-lo de uma forma nada simpática e até irresponsável, criando algumas incompatibilidades que originaram o seu empréstimo, que se mantém até aos dias de hoje (Nápoles - 2012/13; Inter de Milão - 2013/14 e Anderlecht -2014/15).

Em termos de Selecção nacional, Rolando apenas participou em mais um encontro (5 de Março de 2014, enquanto atleta do Inter de Milão, num amigável frente ao Camarões, com vitória por 5-1), subindo o número das suas internacionalizações para 19.

Tem contrato com o FC Porto até ao final da época que vai começar (2015/16) e o cenário mais provável será a sua venda definitiva, face à aparente indisponibilidade de fazer parte do plantel portista.

Palmarés ao serviço do FC Porto (11 títulos):
4 Campeonatos nacionais (2008/09, 2010/11, 2011/12 e 2012/13)
3 Taças de Portugal (2008/09, 2009/10 e 2010/11)
3 Supertaças Cândido de Oliveira (2008/09, 2009/10 e 2010/11)
1 Liga Europa (2010/11)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Arquivo do Blogue.

domingo, 1 de julho de 2012

PARTICIPAÇÃO PORTISTA NO EURO/2012 - ROLANDO

O defesa central Rolando foi o terceiro elemento portista desta Selecção. Sabia que sería muito difícil entrar na equipa face ao acerto da dupla de centrais titular formada por Pepe e Bruno Alves.

Acabou por ser chamado por três vezes para segurar resultados, numa altura em que Portugal estava por cima do resultado e o seleccionador entendeu ser melhor reforçar a defesa e simultaneamente ajudar a queimar tempo nas substituições. Só assim se compreende os 6 minutos residuais de utilização, na soma dos 3 jogos.

Rolando não pode por isso demonstrar as suas qualidades.


Com a camisola 14, na Selecção como no FC Porto, Rolando soma agora 17 internacionalizações (todas ao serviço do FC Porto).

(Clicar no quadro para ampliar)

IMAGENS DE ROLANDO EM ACÇÃO
No Dinamarca-Portugal
No Espanha-Portugal

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 2000) PARTE XVIII

Rolando - 106º internacional: Conta até ao momento com 12 internacionalizações pela Selecção nacional principal (todas ao serviço do FC Porto). A sua estreia concretizou-se em 11 de Fevereiro de 2009, em Lisboa, num amigável frente à Finlândia, com vitória portuguesa por 1-0.

Desde então, tem sido uma presença assídua nas convocatórias da equipa nacional, ainda que, face à qualidade da concorrência para o lugar (Pepe, Ricardo Carvalho e Bruno Alves), tenha tido poucas oportunidades de jogar. Ainda assim, participou em dois jogos de qualificação para o Mundial/2010, em cuja fase final não saiu do banco dos suplentes. Participou ainda em dois jogos de qualificação para o Europeu/2012.

Natural de S. Vicente, Cabo Verde, Rolando iniciou o seu trajecto como futebolista no Batuque FC, colectividade da sua cidade natal. Rumaria a Portugal com apenas 15 anos de idade para jogar no Campomaiorense, onde prosseguiu a sua formação. Os seus bons desempenhos acabariam por despertar a cobiça de clubes mais importantes,  acabando por se transferir para o FC Belenenses. Na equipa da capital, foi promovido à equipa principal, na época de 2004/05, realizando um trajecto de formação em crescendo, que lhe permitiu chegar à Selecção nacional portuguesa de Sub-21, tendo-se naturalizado português, depois de ter rejeitado um convite formal para representar o seu país de nascença.

No Verão de 2008, o defesa-central chegou a acordo com o FC Porto, numa operação avaliada em cerca de 750 M €. Foi chegar, ver e vencer, já que se assumiu como o parceiro preferencial de Bruno Alves, no eixo da defesa portista, apesar da concorrência de Pedro Emanuel e Stepanov, tendo mantido a titularidade até aos dias de hoje.

Jogador de elevada estatura física, tem como principais qualidades a marcação e o desarme, o jogo aéreo (defensivo e ofensivo), a disponibilidade física, a capacidade de antecipação, a agressividade, capacidade  de pressão e sentido posicional.

Palmarés ao serviço do FC Porto: 2 Campeonatos Nacionais (2008/09 e 2010/11); 3 Taças de Portugal (2008/09, 2009/10 e 2010/11); 3 Supertaças Cândido de Oliveira (2009/10, 2010/11 e 2011/12) e 1 Liga Europa (2010/11).

MAPA RESUMO DA 1ª DÉCADA DOS ANOS 2000

(Continua)


Fontes: European Football - national team matches 1872-2010; Base de dados pessoal de Rui Anjos 2000/Dez.2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 60) - II PARTE

Custódio Pinto - 37º internacional: Vestiu a camisola da Selecção nacional por treze vezes, estreando-se contra a Suíça, num jogo amigável que Portugal perdeu por 3-2. Fez parte da Selecção dos «Magriços», mas apenas foi utilizado contra a Roménia, precisamente o último jogo da fase de qualificação para a fase final, em Inglaterra, onde esteve com a camisola 19, mas sem a oportunidade de se estrear.

Ainda participou num Portugal-Grécia, a 4 de Maio de 1969, a contar para o apuramento do Mundial de 1970.

Representou o FC Porto da época de 1961/62 a 1970/71. Começou por jogar a médio, mas José Maria Pedroto descobriu-lhe talento para avançado, lugar que ocupou nos últimos anos da sua carreira, conseguindo belos golos de cabeça que lhe valeram o epíteto de «cabecinha de ouro».

Disputou 242 jogos no campeonato, marcando um total de 80 golos. Foi capitão da equipa durante alguns anos e nessa condição coube-lhe erguer a Taça de Portugal conquistada em 1967/68, o único título do longo jejum de 19 anos.

Terminada a carreira de futebolista ainda foi treinador dos júniores do FC Porto.
Francisco Nóbrega - 38º internacional: Alcançou quatro internacionalizações. Fez a sua estreia na equipa nacional a 15 de Novembro de 1964, no Porto, contra a Espanha (vitória por 2-1) e despediu-se a 12 de Novembro de 1967, também no Porto, frente à Noruega (vitória por 2-1).

Foi curiosamente em 1966/67 que o extremo-esquerdo azul e branco realizou as melhores exibições da sua carreira, cotando-se como um dos jogadores portistas que mais assistências realizou para golo. Djalma, o ponta-de-lança do FC Porto, foi o principal beneficiário logrando sagrar-se o melhor marcador da equipa durante esse período.

O final da época 1967/68 marcou o ponto alto dessa geração de jogadores do FC Porto. O Clube conquistou a Taça de Portugal e Nóbrega foi um dos principais protagonistas dessa final ao marcar um dos dois golos com que o FC Porto derrotou o Vitória de Setúbal, no Jamor. 2-1 foi o resultado final.

No início da década de 70, Nóbrega começaria a ser utilizado com menor regularidade no «onze». Ainda assim permaneceria nas Antas até ao final da época de 1973/74. Com 31 anos ainda realizou alguns jogos na sua última época ao serviço do FC  Porto.
Fernando Pascoal das Neves (Pavão) - 39º internacional: Após duas internacionalizações como júnior e três na equipa de esperanças, viria a estrear-se na Selecção A, com uma exibição memorável, num Portugal-Brasil, disputado a 30 de Maio de 1969, em Lourenço Marques (a actual Maputo), capital de Moçambique. Integraria por mais cinco vezes a equipa das quinas ao mais alto nível. O facto de ter sido jogador do FC Porto, tê-lo-à impedido de alcançar uma maior projecção ao nível da Selecção nacional.

Deu os primeiros passos no Desportivo de Chaves, clube da sua terra natal. O mestre Artur Baeta viu nele talento e levou-o para as Antas. Corria então o ano de 1964. Ingressou nos júniores, ainda com idade de juvenil e foi logo campeão nacional da categoria. A chamada à equipa principal do FC Porto não tardou. Flávio Costa iria lança-lo, com apenas 18 anos, num jogo contra o Benfica, nas Antas, com a tarefa de vigiar Mário Coluna, considerado o «motor» da equipa lisboeta, missão extraordinariamente executada pois não permitiu ao benfiquista explanar o seu futebol, para além de rubricar uma grande exibição que esteve na base de uma saborosa vitória portista, por 2-0.

Chegou mesmo a capitão, assumindo-se como a estrela mais cintilante da «companhia».

Pavão tornou-se um ídolo para a maior parte dos portistas. Era um jogador genial, com uma visão de jogo impressionante, um predestinado dos mais dotados jogadores portugueses que vi jogar. Sempre de cabeça levantada, pose elegante, Pavão personificava a vertente artística do futebol.

A auspiciosa carreira viria no entanto a ser brutalmente interrompida pela morte em pleno estádio, aos 13 minutos do fatídico jogo FC Porto-Setúbal, em 16 de Dezembro de 1973, que deixou a família portista consternada.
Rolando - 40º internacional: Chamado a representar a Selecção nacional, por oito vezes, estreou-se a 11 de Dezembro de 1968, num jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo, contra a Grécia (derrota por 4-2), em Atenas.

Verdadeiro capitão da equipa, foi um oásis no FC Porto durante cerca de 10 anos. Médio/defesa, de compleição física robusta, entrega total ao jogo, visão de jogo extraordinária, posicionamento perfeito dentro do campo, cabelos loiros, foi às vezes o único jogador portista a ser distinguido com a chamada à Selecção nacional.

Adivinhava onde a bola ia cair, estava atento aos lances ofensivos adversários, sendo muitas vezes o pronto-socorro dos laterais, era quase intransponível e ainda saía a jogar a preceito, organizando e distribuindo jogo. Foi um ídolo dos adeptos do FC Porto e uma referência do futebol português.

Injustamente, o saldo que conseguiu ao serviço do FC Porto não foi além de uma Taça de Portugal, conquistada na época de 1967/68, mas até por isso o seu mérito será tanto maior. Em plena travessia do deserto, conseguiu tornar-se numa estrela bem cintilante, marcando uma época.
RESUMO DA DÉCADA DE 60
(continua)
Fontes: European Footeball; História oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa; FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias.