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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA 1979/80

Conhecido que estava o doce paladar da vitória e em dose dupla, as mentalidades no seio da equipa do FC Porto estavam definitivamente a mudar e a tornarem-se, cada vez mais ambiciosas, responsáveis e determinadas. Por isso, foi sem surpresa que os azuis e brancos se apresentaram como principais favoritos na discussão de novo título.

Pedroto fez pequenos ajustes no seu plantel: Romeu, Sousa, Albertino, Bife, Jaime Pacheco e Malheiro foram os reforços escolhidos, mas perdera (temporariamente) Oliveira que assinara pelo Bétis de Sevilha, um contrato por três épocas, que não viria a cumprir, regressando ao seu clube a partir de Fevereiro de 1980.

O FC Porto teve arranque de campeão, no campeonato, confirmando o seu favoritismo, mas nos momentos decisivos perdeu pontos e quedou-se pelo 2º lugar a 2 pontos do Sporting, que venceu em Guimarães com o famigerado auto-golo de Manaca, que viria a fazer correr muita tinta. No total das 30 jornadas, o FC Porto, venceu 22 jogos, empatou 6 e perdeu 2, marcou 59 golos e sofreu apenas 9 (melhor defesa), acumulando 50 pontos.

Na Taça de Portugal o FC Porto chegou à final que teve de disputar no Jamor. Pelo caminho ficaram, em jogos nas Antas, o Lusitânia, da II Divisão nacional (2-0); O Alcobaça, da II Divisão nacional (3-0) e o Rio Ave (2-0). Nos oitavos-de-final os azuis e brancos foram ao Restelo bater o Belenenses, por 1-2, nos quartos-de-final, foram vencer o Beira-Mar, em Aveiro, por 0-1 e nas meias-finais receberam e bateram o Marítimo por 3-0.

Seguiu-se a final frente ao Benfica, num jogo, em que depois da polémica vitória do Sporting em Guimarães, na penúltima jornada do campeonato e das reacções inflamadas dos dirigentes portistas quanto ao estranho golo de Manaca, a Imprensa desportiva lisboeta alimentou o «casamento» dos dois clubes lisboetas e apadrinhou uma «santa aliança» contra o FC Porto. As claque do Benfica e do Sporting uniram-se e gritaram pelas ruas de Lisboa « Campeonato para o Sporting, Taça para o Benfica».

Foi neste ambiente que a 8 de Junho de 1980 se disputou a final. O Jogo foi apitado por César Correia, da AF Faro e também ele «aderiu» à santa aliança, primeiro sonegando uma grande penalidade cometida sobre Fernando Gomes e depois actuando com surpreendente benevolência num lance em que Lima Pereira foi claramente agredido por Carlos Manuel, mesmo nas barbas do fiscal de linha. No final, vitória «natural» da equipa do regime, por 1-0.

Nas competições europeias, o FC Porto teve de bater-se com o «grande» AC Milan, na 1ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus. A primeira mão jogou-se nas Antas e com uma arbitragem tendenciosa do austríaco Erich Linemayr, o resultado ficou em branco. Em Milão, o FC Porto rubricou uma exibição de sonho e venceu por 0-1, com golo de Duda, passando para a 2ª eliminatória, tendo como adversário outro «colosso» europeu, o Real Madrid.

Vitória nas Antas por 2-1, com mais uma exibição maravilhosa, onde foram falhadas oportunidades suficientes para decidir logo ali a eliminatória. Fernando Gomes foi o autor dos dois golos portistas. Em Madrid, o Real venceu por 1-0, eliminando a equipa portista, de forma inglória.

José Maria Pedroto utilizou 24 atletas, durante as três provas, num total de 41 jogos, aqui descriminados por ordem decrescente da sua utilização: Fonseca (41 jogos), Simões (39), Frasco, Freitas e Fernando Gomes (38), Romeu (36), Murça (35), Sousa (31), Rodolfo (30), Albertino (29), Teixeira (28), Duda (26), Costa (24), Gabriel (18), Oliveira (15), Bife (12), Lima Pereira e Vital (11), Octávio (7), Quinito (6), Jaime Pacheco e Malheiro (3), Marco Aurélio e Vieirinha (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA

Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Rodolfo, Simões, Lima Pereira, Murça, Romeu e Fonseca; Em baixo: Frasco, Fernando Gomes, Albertino, Sousa e Duda

AINDA OUTRA



















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Teixeira, Rodolfo, Freitas, Simões, Oliveira e Fonseca; Em baixo: Frasco, Fernando Gomes, Bife, Sousa e Murça

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Fascículos do Jornal A Bola

terça-feira, 13 de agosto de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA 1978/79

Depois de debelado o prolongado jejum, o FC Porto, devidamente orientado não se deixou adormecer à sombra dos louros conquistados, partindo para a nova época ainda mais consciente que, na organização, no trabalho e na classe do seu plantel se encontrava o segredo para alimentar a ambição de repetir a conquista do título nacional e  reescrever a história com o segundo bicampeonato, lutando contra forças ocultas, quintas colunas e velhos do Restelo.

Aos poderes instituídos não interessava de forma nenhuma que a hegemonia do futebol português saísse da macrocéfala Lisboa. Os interesses e compadrios eram por demais saborosos para desaparecerem e a Comunicação Social lisboeta tudo fazia para destabilizar a equipa, lançando veneno e intriga.

Mas mais uma vez, contra ventos e marés, contra tudo e contra todos, apoiados por uma fiel e confiante massa adepta, o FC Porto demonstrou ser, sem margem para dúvidas a melhor equipa portuguesa, repetindo o título de campeão nacional, desta vez com mais um ponto que o Benfica e mais oito que o Sporting.
















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Rodolfo. Óscar, Simões, Brandão, Gabriel, Lima Pererira, Duda e Gonzalez; Ao meio: Morais (adjunto), Pedroto (treinador), Torres, Zé Beto, Vital, Freitas, não identificado, Vieirinha, Marco Aurélio, Jairo, Teixeira, Freitas II, não identificado, Fonseca e Rui; Em baixo: Frasco, Octávio, Serginho, Teixeirinha, Fernando Gomes, Oliveira, Costa e Toninho Metralha.


José Maria Pedroto, sempre atento, enveredou por uma política de aquisições mais correcta e inteligente, adquirindo dos melhores jogadores do campeonato, imbuindo-os de grande sentido colectivo. Frasco (ex-Leixões), Costa (ex-Académico), Óscar  e Vieirinha (ex-Estoril), Lima Pereira (ex-Varzim) e Sérginho (ex-Feirense), foram os nomes mais sonantes.

Oliveira era o expoente, pela criatividade, rapidez de execução e profundeza atacante que dava à equipa; Frasco o dinamizador e organizador de jogo, um poço de energia num corpo aparentemente frágil; Costa , Rodolfo e Duda os «peões de brega» e Fernando Gomes o «matador» implacável. Era uma máquina de ataque virada para o golo, com muita objectividade e personalidade.

A discussão do título manteve-se até final, com o Benfica à espreita de uma eventual escorregadela portista, que não aconteceu. No último jogo, o da consagração, o FC Porto bateu o Barreirense por 4-1, nas Antas, bisando o título apenas com uma derrota, em Braga por 3-1, oito empates e vinte e uma vitórias. Marcou 70 golos e sofreu apenas 19 (melhor defesa do campeonato), somando 50 pontos.

Fernando Gomes, ao apontar 27 golos foi o melhor marcador do campeonato, vencendo a bola de prata pela terceira vez consecutiva.

Em relação às outras duas provas, a equipa não conseguiu estar ao mesmo nível, talvez por se encontrar demasiadamente focada no objectivo principal. Assim, na Taça de Portugal foi eliminada logo à primeira pelo Estoril, ao perder, fora de casa, por claros 3-0. Na Taça dos Campeões europeus, também não foi além da 1ª eliminatória. Goleada em Atenas por 6-1, num jogo completamente desastrado, a equipa portista ainda tentou reverter o resultado e a eliminatória nas Antas mas não foi feliz e apesar das imensas oportunidades não foi além de um insuficiente 4-1.

Pedroto utilizou 24 atletas, no conjunto das três provas, num total de 33 jogos, aqui referenciados por ordem decrescente da sua utilização: Fasco (33 jogos), Duda, Gomes e Teixeira (32), Oliveira (31), Rodolfo (28), Simões (27), Costa (26), Gabriel (25), Vital (24), Murça (22), Fonseca (19), Freitas e Marco Aurélio (16), Torres (14), Óscar (13), Vieirinha (12), Lima Pereira (10), Quinito (3), Carvalho, Gonzalez, Jairo, Serginho e Toninho Metralha (1).



















Na foto a equipa titular que se apresentou, nas Antas para se sagrar bicampeão nacional, na última jornada, contra o Barreirense. Da esquerda para a direita, em cima: Hernâni Gonçalves (preparador físico), Duda, Teixeira, Simões, Gabriel, Oliveira, Morais (adjunto) e Pedroto (treinador); Em baixo: Frasco, Fernando Gomes, Rodolfo, Murça, Fonseca e Costa.

Fontes: Livro Baú de Memórias de Rui Anjos

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA DE 1977/78

Mantendo Jorge Nuno Pinto da Costa ao comando do Departamento de Futebol e José Maria Pedroto ao leme da equipa, o FC Porto partiu para nova época cada vez mais forte e confiante. O trabalho seguido metodicamente começara a dar os frutos ansiados.

Com um plantel praticamente sem alterações a que se juntou o guarda-redes Fonseca (ex-Leixões), a equipa portista abordou o campeonato nacional como objectivo principal da época.













Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Domingos Gomes (médico), Morais (treinador adjunto), Torres, Nogueira, Brandão, Celso, Fonseca, Simões, Taí, Jairo, Teixeirinha, Teixeira, Rui, Ademir, Gabriel, Seninho, Carlos Alberto e Hernâni Gonçalves (preparador físico); Pela mesma ordem, em baixo: Agostinho (roupeiro), Leite (massagista), Gonzalez, Murça, Freitas, Octávio, Pereira, Fernando Gomes, Pedroto (treinador), Rodolfo, Vital, Metralha, Carvalho, Paulo Santos, Freitas II, Oliveira e Vítor Hugo (massagista).
















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Rui, Gabriel, Simões, Freitas, Vital, Fernando Gomes, Duda e Fonseca; Pela mesma ordem, em baixo: Jairo, Oliveira, Octávio, Rodolfo, Teixeirinha, Gonzalez e Teixeira.


Conhecendo todos os cantos à casa e sabendo de futebol como poucos, José Pedroto soube transformar os seus jogadores em homens de uma só crença, suficientemente capazes de em cada jornada do campeonato saberem demonstrar aos adversários a sua convicção, o seu querer e a sua ambição.

Os resultados positivos foram dando mais confiança e a mobilização popular em torno do principal objectivo cresceu como que uma onda azul e branca gigante que acompanhava a equipa com enorme entusiasmo, a qualquer sítio onde a equipa se deslocasse. 

Ganhar o campeonato nacional significaria um esforço quase sobrenatural, pois era necessário possuir uma equipa muito superior aos demais concorrentes, dados os factores estranhos que desde sempre beneficiavam de um modo particular as equipas dos clubes da capital, onde de resto se acumulavam todos os órgãos de decisão da modalidade, mesmo à mão de semear e permeáveis ao tráfico de influências.

Mas alheia a todas as manobras de bastidores e verdadeiramente focada no objectivo do triunfo final, a equipa portista conseguiu levar o barco a bom porto e vencer, ao fim de um longo jejum de 19 anos, o Campeonato nacional.





































A performance portista foi quase perfeita e em 30 jornadas registou 22 vitórias, 7 empates e apenas 1 derrota (no Estoril 2-0), marcou 81 golos (melhor ataque) e sofreu 21, acumulando 51 pontos, os mesmos que o Benfica, mas com melhor diferença de golos marcados e sofridos.

Fernando Gomes consagrou-se pela segunda vez consecutiva o melhor marcador do campeonato, desta vez com o registo de 25 golos marcados.



















Na foto, a equipa que na última jornada bateu o Braga, por 4-0, sagrando-se campeã nacional de 1977/78. Da esquerda para a direita, em cima: Duda, Murça, Freitas, Simões, Ademir e Fonseca; Pela mesma ordem, em baixo: Seninho, Octávio, Fernando Gomes, Oliveira e Rodolfo.

O FC Porto teve também uma performance muito boa na disputa da Taça de Portugal onde só foi derrotado, numa finalíssima onde o resultado final teve o dedo do árbitro de Santarém Mário Luís que acabaria por seguir na comitiva do Sporting até à China, no defeso seguinte.

A caminhada portista iniciou-se contra o Seixal, da III Divisão nacional, com uma vitória por 0-3, em Seixal; seguiu-se a visita ao Sacavenense, da III Divisão nacional, com vitória por 0-1; Depois a deslocação à Vila das Aves para derrotar o Desportivo das Aves, da III Divisão nacional, por 0-3; Foi depois a Almada triunfar frente ao Almada, da II Divisão nacional por 1-3; Recebeu e venceu nas Antas, o Gil Vicente, da II Divisão nacional, por 3-0; Nas meias-finais eliminou o Braga, nas Antas, por 4-1; Na final do Jamor encontrou o Sporting, com o qual empatou 1-1, após prolongamento, com uma arbitragem muito polémica, de Francisco Lobo, de Setúbal, que obrigou a novo jogo, disputado sete dias depois no mesmo palco, desta vez com a tal triste figura de Mário Luís, «o chinês» como o principal protagonista, da derrota por 2-1.

Já na Taça das Taças a participação portista ficou um pouco aquém do que era perspectivado, especialmente depois da brilhante eliminação de um colosso europeu, acabando por sossobrar nos quartos-de-final. A primeira eliminatória correu bem frente aos alemães do Colónia, com empate a duas bolas, na Alemanha, golos portistas apontados por Gabriel e Octávio, e em Portugal, jogado no Municipal de Coimbra, por interdição do Estádio das Antas, vitória por 1-0, com golo de Murça; Seguiu-se o confronto com o Manchester United, com goleada portista, por 4-0, nas Antas, golos de Duda (3) e Oliveira, seguida de derrota em Old Trafford, por 5-2, num jogo deploravelmente arbitrado pelo alemão Einbeck, que tudo permitiu, até que Fonseca fosse empurrado com a bola pela baliza dentro! Valeram os dois golos de Seninho para qualificar a equipa para os quartos-de-final; Os belgas do Anderlecht foram adversários incómodos. A praticar um futebol rápido e incisivo, não evitaram a derrota nas Antas por 1-0, com golo de Fernando Gomes, mas em Bruxelas, a sua eficácia garantiu-lhes uma clara vitória por 3-0, afastando o FC Porto da prova.

José Maria Pedroto socorreu-se do serviço de 22 atletas para enfrentar a dureza dos 44 jogos, do conjunto das três provas, em que o FC Porto esteve inserido, aqui referenciados por ordem decrescente da sua utilização: Fonseca (44 jogos), Duda (43), Simões (42), Murça (41), Oliveira (40), Rodolfo e Seninho (38), Gabriel (37), Fernando Gomes (34), Freitas e Octávio (33), Ademir (29), Celso e Adelino Teixeira (23), Vital (22), Gonzalez (8), Taí e Teixeirinha (6), Jairo (4), Toninho Metralha (3), Brandão (2) e Rui (1).  

Fontes: Jornal O Porto nº 1175, de Agosto de 1978 e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

terça-feira, 6 de agosto de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA 1976/77

Depois de mais uma época fracassada, à mesa do Café Petúlia, o associado portista Pinto da Costa fora gozado pela euforia dos boavisteiros, cuja equipa treinada por Pedroto discutira o título até à última jornada e conquistara a Taça de Portugal. Com ar sofrido e instigado pelo professor Hernâni Gonçalves, apenas conseguiu proferir a célebre frase «largos dias tem 100 anos».

Depois, decidido, foi falar com o presidente dr. Américo de Sá para receber luz verde no sentido de tentar convencer Pedroto a mudar-se para as Antas. Tarefa cumprida com êxito com uma condição imposta pelo técnico: que Pinto da Costa fosse o responsável directo pelo departamento de futebol. Assim sucedeu e o contrato foi rubricado. Estava lançada a semente do sucesso e reencontrado o caminho para chegar aos títulos. 

Modificar mentalidades e dotar uma equipa com as capacidades essenciais para esse sucesso não se faz de um dia para o outro, leva sempre algum tempo. O plantel conheceu alguns ajustes, com as entradas de Joaquim Torres, Freitas, Taí e Duda, mas perderia em Janeiro Cubillas. Por isso, a performance no campeonato nacional não correspondeu às expectativas dos responsáveis, dos atletas e dos associados portistas. O FC Porto não foi além do 3º lugar, registando 30 jogos, 18 vitórias, 5 empates, 7 derrotas, 72 golos marcados, 27 sofridos, somando 41 pontos, menos 1 que o Sporting e menos 10 que o Benfica. Fernando Gomes foi o melhor marcador do campeonato, com 26 golos marcados, 15 épocas depois da última consagração de um jogador portista, no caso Azumir em 1961/62.

Nas competições europeias foi eliminado logo à primeira, pelos alemães do Schalke 04, com os resultados parciais de 2-2, nas Antas e 3-2 em Gelsenkirchen.

A época seria salva com a conquista da Taça de Portugal. A caminhada vitoriosa portista começou nos 64 avos-de-final, em Viseu, com vitória sobre o Académico local, por 0-2; continuou nos 32 avos-de-final, nas Antas, com vitória por 8-0, sobre o Alba, da II Divisão nacional; prosseguiu nos 16 avos-de-final, também nas Antas, com vitória por 7-1, frente ao Montijo; nos oitavos-de-final goleou o Aliados de Lordelo, da III Divisão nacional, ainda nas Antas, por 9-0; Despachou o Sporting, nas Antas, por 3-0; Nas meias-finais venceu o Fafe, por 3-0, nas Antas; e na final, também jogada nas Antas, venceu o Braga, por 1-0. Nove anos depois, o FC Porto voltava a festejar a conquista da Taça de Portugal.

José Maria Pedroto utilizou 23 atletas do plantel, no conjunto das três provas que o FC Porto foi chamado a disputar, num total de 39 jogos, aqui referenciados por ordem decrescente da sua participação: Octávio (37 jogos), Oliveira (36), Fernando Gomes (35), Murça (34), Duda (32), Rodolfo, Seninho e Torres (31), Simões (30), Teixeira (29), Gabriel (28), Celso (24), Ailton (23), Freitas e Taí (21), Ademir e Cubillas (17), Tibi (7), Teixeirinha (4), Júlio (3) e Brandão, Dinis e Rui (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA
(foto do blog Memória Azul)




















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Murça, Simões, Freitas, Gabriel, Taí e Torres; Pela mesma ordem, em baixo: Seninho, Octávio, Oliveira, Fernando Gomes e Rodolfo.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Fascículos do jornal A Bola 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA 1975/76

Os sucessivos falhanços, época após época, estavam a minar a paciência de uma maioria dos portistas. Era necessário fazer alguma coisa para inverter a tendência. Assim, um grupo de associados do FC Porto, com destaque para Jorge Nuno Pinto da Costa, Strecht Teixeira e Poncio Monteiro, entre outros, decidiram convocar uma Assembleia Geral com o intuito de amnistiar José Maria Pedroto e assim permitir o seu regresso ao comando técnico da equipa principal do Clube.

21 de Março de 1975 ficou na história portista como um marco decisivo para a transfiguração que se pretendia. Pedroto estava absolvido e autorizado a regressar.

Porém, o treinador estava já comprometido verbalmente com Valentim Loureiro e apesar das várias tentativas para o convencer, Pedroto fez questão de honrar o seu compromisso assinando pelo Boavista.

Gorada essa hipótese, o presidente, dr. Américo de Sá lá teve que encontrar outra solução. O eleito foi o jugoslavo Branko Stankovic, um fanático do trabalho físico.

PLANTEL- da esquerda para a direita, em cima: Ronaldo, Abel, Adelino Teixeira, Cubillas, Júlio, Rolando e Dinis; Pela mesma ordem, ao meio: Enfermeiro, Gabriel, Ailton, Rui, Branko Stankovic (treinador), treinador adjunto, Tibi, Teixeirinha, Carvalho e Vítor Hugo (massagista); Em baixo: elemento do staff, Octávio, Ademir, Oliveira Fernando Gomes, Seninho, Simões e Murça























O campeonato começou com uma goleada por 6-1, nas Antas, frente ao União de Tomar, dando a ideia que a equipa estava preparada para o assalto ao tão ambicionado título. Mas foi Sol de pouca dura. Empates comprometedores com Académico de Coimbra (2ª jornada), Braga (5ª jornada), Beira-Mar (10ª jornada), Guimarães (13ª jornada), Setúbal (14ª jornada) e derrotas com Farense (4ª jornada), Sporting (7ª jornada), Boavista (8ª jornada) e Benfica (15ª jornada), arrastaram os azuis e brancos para a habitual descrença e respectiva frustração.

Stankovik não resistiu a novo desaire, desta vez no Restelo, por 1-0 e foi despedido, dando o seu lugar a Monteiro da Costa, que passou a orientar a equipa a partir de Fevereiro de 1976.

O FC Porto terminou a prova em 4º lugar, com 30 jogos, 16 vitórias, 7 empates, 7 derrotas, 73 golos marcados e 33 consentidos, somando 39 pontos, menos 1 que o Belenenses, menos 9 que o Boavista de Pedroto e menos 11 que o Benfica.

No que diz respeito à Taça de Portugal, o FC Porto entrou na prova a partir da 5ª eliminatória, já com Monteiro da Costa no comando da equipa, eliminando sucessivamente o Braga, nas Antas, por 2-0 e o Oriental, da II Divisão nacional, também nas Antas, por 6-0. Acabaria eliminado, nos quartos-de-final, em Guimarães frente ao Vitória local, com derrota por 2-1.

Nas competições europeias, o FC Porto disputou a Taça UEFA, durante 3 eliminatórias, sob o comando técnico do jugoslavo Stankovic. Começou por eliminar os luxemburgueses do Avenir Beggen, com os parciais de 7-0, nas Antas, golos de Júlio, Cubillas (3), Oliveira, Octávio e Fernando Gomes e 0-3, no Luxemburgo, golos de Júlio, Grilli (pb) e Seninho. Seguiu-se o Dundee United, da Escócia, com os parciais de 1-2,  em Dundee, golos de Oliveira e Seninho; e 1-1, nas Antas, com golo de Seninho.

O FC Porto acabaria eliminado da prova pelos alemães do Hamburgo, com derrota no Volksparkstadion, por 2-0 e vitória insuficiente, nas Antas, por 2-1, com golos de Júlio e Cubillas.

A equipa portista utilizou 21 atletas no conjunto das três provas, num total de 39 jogos, aqui descriminados por ordem decrescente da sua utilização: Murça e Octávio (38 jogos), Cubillas (37), Dinis (35), Seninho (33), Adelino Teixeira (29), Fernando Gomes (28), Simões (27), Gabriel (25), Oliveira (24), Tibi (23), Ademir, Alhinho e Rodolfo (22), Ronaldo (21), Júlio (20), Rui (15), Ailton e Teixeirinha (10), Carvalho e Quim (2).


UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA

Na foto, da esquerda para a direita: Teixeirinha, Alhinho, Simões, Murça e Quim; Em baixo: Adelino Teixeira, Ademir, Octávio, Rodolfo, Cubillas e Dinis

AINDA OUTRA



















Na foto, da esquerda para a direita: Adelino Teixeira, Ronaldo, Tibi, Simões, Murça e Rodolfo; Em baixo: Octávio, Fernando Gomes, Oliveira, Cubillas e Dinis.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Fascículos do Jornal A Bola.




terça-feira, 30 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA 1974/75

Depois de mais um falhanço, as portas abriam-se a um novo treinador. O brasileiro Aimoré Moreira, que fora campeão mundial em 1962, com a «canarinha». Também o plantel experimentava movimentações. Ailton, Simões, Adelino Teixeira, Murça, Peres e Alhinho, foram os nomes mais sonantes da renovação.

Começou bem o campeonato nacional, com vitória na Luz, na 7ª jornada e sem qualquer derrota em toda a 1ª volta, prometendo luta renhida até final. Porém, o último terço do campeonato, revelou-se desastroso ao ponto do treinador brasileiro ser despedido. Para o seu lugar surgiu o antigo atleta, Monteiro da Costa que conseguiu parar de algum modo a queda livre em que a equipa se encontrava. Conquistou 12 pontos dos 14 possíveis e acabou o campeonato na 2ª posição, com 30 jogos, 19 vitórias, 6 empates, 5 derrotas, 62 golos marcados, 30 sofridos, somando 44 pontos, menos 5 que o Benfica.

A Taça de Portugal foi jogada já sob a orientação do técnico português e a equipa não foi além dos quartos-de-final. Começou por eliminar o Santiago Cacém, da III Divisão nacional, nas Antas, por 6-0; o Vitória de Guimarães, em dois jogos, o primeiro jogado na Póvoa de Varzim, por interdição do Estádio das Antas, com empate a três bolas, tendo o jogo de desempate acontecido no Estádio 1º de Maio, em Braga, com vitória portista por 3-2; Nos quartos-de-final o FC Porto deslocou-se ao Restelo e foi derrotado pelo Belenenses, por 2-0, sendo afastado da prova.

Nas competições europeias, o FC Porto disputou a Taça UEFA, eliminando na primeira ronda os ingleses do Wolverhampton, com 4-1, nas Antas (golos de McAlle, na própria baliza; Cubillas, Flávio e Gomes) e derrota por 3-1, em Inglaterra, com o golo portista a ser marcado por Cubillas. O sorteio colocou os italianos do Nápoles na rota portista e o resultado foram duas derrotas por 1-0, nas Antas e no São Paolo.

Foram 26 os atletas envolvidos nas três competições, num total de 38 jogos, aqui indicados por ordem decrescente da sua utilização: Cubillas e Tibi (38 jogos), Murça (33), Oliveira e Teixeira (30), Gomes e Vieira Nunes (28), Rodolfo e Rolando (26), Gabriel e Lemos (25), Simões (20), Peres (19), Leopoldo (14), Flávio e Laurindo (13), Abel (12), Ailton, Alhinho e Marco Aurélio (11), Seninho (10), Júlio (7), Nino (4), Neves, Quim e Rui (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESTA ÉPOCA





















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Adelino Teixeira, Abel, Vieira Nunes, Leopoldo, Tibi e Murça; Pela mesma ordem, em baixo: Marco Aurélio, Fernando Gomes, Flávio, Cubillas e Laurindo.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e FC Porto - Fotobiografia, de Rui Guedes

sexta-feira, 26 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA 1973/74

Era preciso virar a agulha, renovar esperanças, tornar-se mais forte para enfrentar mais uma vez uma luta desigual, contra tudo e contra todos. Américo de Sá sabia das dificuldades que o clube voltaria a enfrentar, mas era necessário partir para a luta com coragem. Falhado o projecto Riera, novo estava na forja. Sucessor? O velho Béla Guttmann que na sua estreia no FC Porto, em 1958/59 se sagrara campeão nacional e abandonara o clube para assinar pelo Benfica.

Engolir um sapo? Que remédio! Volta «avozinho» que estás perdoado! Com 73 anos de idade, o treinador húngaro voltava para tentar mais uma vez ser feliz. Mas não foi. Primeiro jogo do campeonato, primeira derrota. À quarta jornada já quatro pontos tinham ficado pelo caminho. Nova derrota na 8ª jornada, na Luz, seguida de dois empates transformavam o título numa miragem. A vida portista ficava atormentada e para piorar, no dia 16 de Dezembro de 1973, aquando da 13ª jornada, contra o V. de Setúbal, de Pedroto, Octávio e Duda, em pleno estádio das Antas, ao minuto 13, Pavão ganhou a bola no meio campo, fez um compasso de espera para permitir a desmarcação de Oliveira, executou um passe perfeito, deu mais um passo e caiu de bruços, sem ninguém lhe tocar. Logo que o árbitro interrompeu o jogo para ser assistido, o médico Dr. José Santana encontrou-o já em estado de coma. Pavão foi de imediato conduzido para o Hospital de S. João onde viria a falecer. O jogo entretanto prosseguiu, com a entrada de Vieira Nunes para o lugar do malogrado Pavão. O Setúbal era então o líder do campeonato e o FC  Porto tinha um atraso de 5 pontos.

Toda a gente no estádio tinha a noção da gravidade do estado do médio portista pelo que o clima nas bancadas era pesado e dramático. Os atletas portistas uniram-se como nunca e venceram o encontro por 2-0. No final foi anunciada a morte de Pavão que deixou consternados todos os presentes. Perdia-se assim um enorme talento do futebol nacional.


Em Janeiro de 1974 a Direcção de Américo de Sá conseguiu a contratação de uma «estrela» internacional, muito cobiçada. O peruano Teófilo Cubillas, que estava em Basileia descontente com o amadorismo daquele futebol, onde foi cair. 5.600 contos custou o passe do jogador, o mais caro até então do futebol português. Chegou em 12 de Janeiro, tendo sido apresentado aos sócios em 28 do mesmo mês, frente aos brasileiros da Portuguesa dos Desportos, em jogo particular, com uma exibição portentosa. O fascínio de Cubillas despertara nos portistas renovadas esperanças e a convicção de que chegara ao fim o calvário da travessia do deserto. Este sentimento mais se avivou quando em 10 de Março o FC Porto recebeu e derrotou o Benfica, por 2-1, com o peruano em evidência ao apontar o golo da vitória, aos 55 minutos.

Ainda assim, o FC Porto não foi além do 4º lugar, com uma performance de 30 jogos, 18 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, 43 golos marcados, 22 sofridos, somando 43 pontos, menos 2 que o V. Setúbal, menos 4 que o Benfica e menos 6 que o Sporting.

Na Taça de Portugal o FC Porto foi eliminado, nas meias-finais, no Estádio das Antas, pelo Benfica que triunfou por 0-3. Nas eliminatórias anteriores os azuis e brancos afastaram o Lusitânia, da III Divisão nacional, com vitória nas Antas, por 8-0; O Barreirense, também nas Antas, por 1-0; e a Cuf, ainda nas Antas, por 3-1.

Guttmann utilizou 23 jogadores, nas duas provas em que o FC Porto esteve envolvido (Campeonato e Taça), num total de 34 jogos,  a seguir indicados por ordem decrescente de participações: Guedes e Tibi (33), Rodolfo e Rolando (32), Ronaldo e Abel (31), Bené (30), Nóbrega (27), Oliveira (26), Marco Aurélio (22), Rodrigo (17), Cubillas (16), Flávio, Pavão e Vieira Nunes (13), Laurindo (11), Júlio e Ricardo (9), Celso e Valdemar (7), Gualter (4), Leopoldo (3) e Rui (1).

UMA DAS POSSÍVEIS EQUIPAS DESSA ÉPOCA





















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Celso, Rolando, Rodolfo, Ronaldo, Guedes e Tibi; Pela mesma ordem, em baixo: Pavão, Marco Aurélio, Flávio, Abel e Nóbrega

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; FC Porto - 100 Anos de História, de Álvaro Magalhães e Manuel Dias e Fascículos do Jornal A Bola

quinta-feira, 25 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA 1972/73

As hostes portistas continuavam frustradas com o desempenho da sua equipa mais representativa. O presidente Dr. Américo de Sá tinha o desejo de dar uma alegria à fiel massa associativa. Para isso decidiu puxar os cordões à bolsa e começou por contratar o treinador chileno Fernando Riera, que já tinha treinado em Portugal o Belenenses e o Benfica.

O técnico dispunha de soluções no plantel bastante interessantes, com nomes já firmados no panorama futebolístico nacional e mesmo internacional (Rolando, Abel, Flávio, Manhiça, Bené e Nóbrega) e algumas jovens promessas muito talentosas (Pavão, Oliveira, Rodolfo e Lemos).


















Na foto, da esquerda para a direita: Rui, Bené, Armando Manhiça, Vieira Nunes, Rolando, Valdemar, Pavão, Gualter e Armando


Apesar disso, o campeonato não começou bem. Duas jornadas, três pontos desperdiçados, resultantes da derrota, nas Antas, frente ao Sporting (0-1), na primeira jornada e um empate (0-0), no Barreiro, frente ao Barreirense, na jornada seguinte.

Este tímido início não afectou porém a equipa, que logo a seguir se estreou fulgurantemente no seu compromisso europeu e logo perante uma das mais prestigiadas formações do futebol do Velho Continente, o FC Barcelona. Vitória nas Antas, por 3-1. O FC Porto saiu para os balneários a perder 0-1 e no regresso rubricou uma exibição de luxo que lhe proporcionaram três belos golos, marcados por Flávio (48') e por Abel (51' e 66'). Uma semana depois, em Camp Nou, os azuis e brancos voltaram a fazer história, com nova vitória (0-1), com mais um golo de Abel.

Entretanto, internamente as coisas continuavam mal encaminhadas, com cedência de pontos inesperados (empates com o Belenenses, em casa e Farense, fora; derrotas em Setúbal e na Luz, onde depois de estar a vencer por 0-2, permitiu o volte face, ainda que com o dedo do árbitro setubalense Ismael Baltasar). Assim, os azuis e brancos cedo ficaram arredados da luta pelo título, somando mais uma temporada de desilusões na, cada vez mais penosa, travessia do deserto.

O FC Porto não foi além do 4º lugar, com 30 jogos disputados, 15 vitórias, 7 empates, 8 derrotas, 56 golos marcados, 28 sofridos e 37 pontos, menos 1 que o V. Setúbal, menos 3 que o Belenenses e menos 21 que o Benfica.

Na Taça Uefa, depois da épica eliminação do Barcelona, o FC Porto eliminou o Bruggeois (vitória 3-0, nas Antas e derrota 3-2 em Bruges - Bélgica). A eliminação da prova veio a seguir, às mãos do Dínamo de Dresden, da RDA (derrotas, nas Antas 1-2 e em Dresden 1-0).

Na Taça de Portugal também foi afastado à terceira eliminatória (quartos-de-final), pelo Farense (derrota 1-0 em Faro). Antes linha afastado o Boavista (vitória 1-2, no Bessa) e o Beira-Mar (vitória 3-1, nas Antas).

Fernando Riera utilizou 30 atletas no conjunto das três provas em que o FC Porto esteve envolvido, num total de 39 jogos, aqui indicados por ordem decrescente da sua participação: Abel (39), Guedes (39), Pavão (35), Rolando (34), Celso (33), Rui (33), Flávio (32), Armando Manhiça (30), Ricardo (29), Oliveira (27), Gualter (21), Valdemar (19), Bené (16), Júlio (13), Malagueta (13), Rodolfo (13), Lemos (10), Herédia (7), Nóbrega (6), Armando (4), Ferreira da Costa (4), Rodrigo (4), Ronaldo (4), Vieira Nunes (4), Armando Luís (3), Tibi (3), Costa Almeida (2), Raul (2), Hélder Ernesto (1) e Ilídio (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA





















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Guedes, Pavão, Valdemar, Rolando, Gualter e Rui; Pela mesma ordem, em baixo: Celso, Abel, Flávio, Oliveira e Malagueta.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar, Fotobiografia do FC Porto, de Rui Guedes e Fascículos e Livro de Equipamentos com História do Jornal A Bola.

terça-feira, 23 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA DE 1971/72

Na tentativa de terminar de vez com a travessia do deserto os responsáveis do FC Porto, voltaram a insuflar na sua massa adepta e seus simpatizantes, uma nova dose de esperanças, desejos e ambições. Desta vez não falhariam o principal objectivo. Era já uma frase feita das anteriores pré temporadas.

Na orientação técnica da equipa manteve-se o treinador da época anterior, António Teixeira, enquanto o plantel era reforçado com um ponta-de-lança, reputado internacional brasileiro, marcador de muitos golos, de seu nome Flávio. Correspondeu a um esforço financeiro significativo pois o seu passe custou uma pequena fortuna: 2375 contos.

Mas as esperanças rapidamente se transformaram em renovadas frustrações. Duas derrotas consecutivas nas Antas, a primeira contra o Benfica (1-3), a abrir o campeonato e frente aos franceses do Nantes (0-2), na primeira eliminatória da Taça Uefa, que acabaria por ditar a eliminação prematura da prova, face ao insuficiente empate (1-1), em França, duas semanas depois,  foram demasiadamente penalizadoras e marcantes para o resto da época.

A nau portista passou desde logo a navegar em mar encapelado, muito atribulado, com viagem caracterizada por muita instabilidade que ditaria a passagem pelo banco de, imagine-se, quatro (!) treinadores: António Teixeira, até Outubro de 1971; Artur Baeta, na 8ª jornada, jogada em 7 de Novembro; o brasileiro Paulo Amaral, até fins de Fevereiro; e finalmente António Feliciano até ao final da época.

O FC Porto acabou na 5ª posição de um campeonato alargado a 16 equipas. Em 30 jogos coleccionou apenas 13 vitórias,  empatou 7 vezes, perdeu 10, marcou 51 golos, sofreu 32 e somou 33 pontos, menos 4 que a Cuf, menos 10 que o Sporting, menos 12 que o V. Setúbal e menos 22 que o Benfica!

Na Taça de Portugal, jogada a uma mão, ainda conseguiu chegar até às meias-finais, onde foi eliminado pelo Benfica, no estádio da Luz, por 6-0. Antes tinha eliminado o Anadia, da III Divisão nacional (8-0, nas Antas); O Farense (3-1, nas Antas) e o Atlético (0-2, na Tapadinha).

Foram 23 os jogadores portistas que deram o seu contributo à equipa, no conjunto das três provas em que o FC Porto esteve presente, num total de 36 jogos, aqui indicados por ordem decrescente da sua utilização: Abel (36), Pavão (36), Rolando (34), Rui (33), Flávio (32), Gualter (32), Lemos (32), Valdemar (29), Ricardo (24), Leopoldo (22), Oliveira (20), Bené (18), Manhiça (16), Séninho (16), Nóbrega (14), Rodolfo (12), Vieira Nunes (11), Armando (4), Costa Almeida (4), Jacinto (4), Rodrigo (4), Júlio (3) e Ludgero (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA



















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Armando Manhiça, Pavão, Leopoldo, Rolando, Gualter e Rui; Pela mesma ordem, em baixo: Ricardo, Bené, Nóbrega, Abel e Lemos

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

sexta-feira, 19 de julho de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 70

ÉPOCA 1970/71

Nova época, vida nova! Esquecia-se o passado, renovavam-se as esperanças e ambições. Era o pulsar do mundo portista, que depois da pior época de sempre, respondeu de forma arrasadora ao fervor clubista, aumentando, em apenas dois meses, mais de 10.000 novos associados, resultado de uma campanha de angariação de novos sócios e permissão da reentrada, sem jóia, de alguns desistentes, levada a cabo pela Direcção presidida por Afonso Pinto de Magalhães.

O plantel foi alvo de renovação com as entradas de jogadores como, Armando (guarda-redes), Armando Manhiça, Bené, Abel, Lemos, Joaquinzinho e Manuel Duarte. No comando técnico ficou o ex-adjunto António Teixeira.

Limitados ao Campeonato e Taça de Portugal, os azuis e brancos entraram a perder em Faro, vencendo os dois jogos seguintes. Depois, novos contratempos: dois empates consecutivos. O primeiro surpreendente, nas Antas contra o Barreirense (2-2) e o outro, na Luz, pelo mesmo resultado, mas com Lemos a apontar os dois golos portistas.

Em Novembro, com 11 jornadas disputadas, o FC Porto somava já 4 derrotas, a última das quais frente ao Sporting, em Alvalade, fruto de uma arbitragem polémica, de um tal César Correia, de Faro. Depois encetou uma recuperação, que teve o seu momento mais significativo na recepção ao Benfica, em 31 de Janeiro de 1971. 

A equipa do regime foi «esmagada» por uns claros 4-0, com todos os golos a serem marcados por Lemos, que já se mostrara na Luz. Este episódio pode ser recordado em pormenor no post que editei em 4 de Maio de 2010, intitulado «A TARDE AZUL DE LEMOS».

Na 19ª jornada a equipa portista continuava na luta pelo título, a apenas dois pontos do Sporting, mas a derrota no Barreiro, frente à Cuf, a 4 jornadas do fim, em mais uma arbitragem encomendada, curiosamente ou talvez não, com César Correia, protagonista de novo, onde não faltou a expulsão de Lemos, deixou o FC Porto a três pontos da dupla lisboeta (SLB+SCP) e praticamente arredado da discussão. Na jornada seguinte venceu nas Antas o Sporting, oferecendo de bandeja o título ao clube do regime. Os azuis e brancos acabaram o campeonato na 3ª posição, com 26 jogos, 16 vitórias, 5 empates, 5 derrotas, 44 golos marcados, 21 sofridos e 37 pontos, menos 1 que o segundo (Sporting) e menos 4 que o 1º.

Depois de perdido o campeonato começou a disputa da Taça de Portugal. O sorteio designou como primeiro adversário, precisamente a Cuf, nas Antas. Goleada por 5-1 e passaporte carimbado para a eliminatória seguinte para defrontar, também nas Antas o Ferroviário. Nova goleada, desta vez por 4-1 e qualificação para os quartos-de-final. O sorteio colocou no caminho azul e branco o Vitória de Setúbal, numa eliminatória a ser decidida em duas mãos. O desempenho portista deixou muito a desejar, deixando-se surpreender, em pleno estádio das Antas, com derrota comprometedora por 0-1. Na segunda mão o FC Porto não foi além de um empate (1-1), com os golos a surgirem nos últimos minutos da partida.

António Teixeira utilizou 22 jogadores nas duas provas, aqui indicados por ordem decrescente da sua utilização: Abel (30), Armando Manhiça (30), Bené (30), Custódio Pinto (30), Pavão (30), Rolando (27), Gualter (26), Nóbrega (26), Lemos (25), Rui (23), Ricardo (22), Valdemar (21), Vieira Nunes (10), Leopoldo (9), Armando (9), Joaquinzinho (6), Chico Gordo (3), Eduardo Gomes (3), Hélder Ernesto (2), Manuel Duarte (2), Oliveira (1) e Seninho (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA





















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Vítor Hugo (massagista), Rui, Vieira Nunes, Rolando, Valdemar, Armando Manhiça, Pavão, Gualter, Armando e António Teixeira (treinador); Em baixo, pela mesma ordem: Abel, Lemos, Custódio Pinto, Bené, Nóbrega e Chico Gordo.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Fascículos do Jornal A Bola