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domingo, 19 de maio de 2013

TRICAMPEÕES NACIONAIS - UM SONHO TORNADO REALIDADE




























































O FC Porto cumpriu mais uma vez a sua obrigação e ao vencer no reduto do Paços de Ferreira garantiu o seu 27º Título de Campeão nacional.

A equipa azul e branca foi escalonada como se esperava, apenas com Defour no lugar de Fernando, por lesão e castigo federativo do médio brasileiro. Os Dragões assumiram desde o início a sua vontade de acabar em beleza, embora tivessem adoptado uma toada cautelosa no sentido de poderem controlar melhor o jogo e a sua habitual circulação de bola. Lucho Gonzalez foi o primeiro a dar ao lamiré com dois remates perigosos, mas sem a direcção correcta.

Aos vinte e dois minutos James Rodriguez interceptou um mau passe de Luiz Carlos e quando seguia isolado para a baliza, Ricardo fez falta e o árbitro Hugo Miguel apontou a marca de grande penalidade, mostrando o respectivo cartão vermelho ao defensor pacense. Lucho Gonzalez não falhou, dando vantagem à sua equipa e abrindo o caminho para o TRI.























Os Dragões prosseguiram com o seu jogo de posse e circulação e agora em vantagem numérica e no marcador, o seu futebol tornou-se ainda mais pousado, pensado, com posse, controlo e domínio das operações, mas sem grande profundidade já que Jackson parecia não estar nos seus dias.

Depois do recomeço Varela, depois de um bom trabalho pela esquerda, cruzou com peso, conta e medida, Jackson cabeceou livre de marcação, mas o guarda-redes Cássio evitou o golo com uma intervenção portentosa. Mas haveria de ser o avançado colombiano a dilatar o marcador e a carimbar o resultado final. Aos 51 minutos, na sequência de uma falta marcada na esquerda por João Moutinho, a bola foi rechaçada para a entrada da área, Lucho de cabeça desmarcou o avançado colombiano que recebeu com o pé direito e fuzilou com o pé esquerdo, não dando quaisquer hipóteses de defesa.

A partir desse momento o FC Porto passou a gerir o resultado, ainda mais quando, aos 57 minutos Danilo viu o segundo amarelo e foi expulso. Os Dragões não sofreram sobressaltos e ainda viram dois remates seus baterem nos ferros. Primeiro Lucho e depois Jackson.

No final, vitória tranquila e justa, ainda que no primeiro golo, a falta cometida por Ricardo tenha parecido cometida ainda fora da área, mas o cartão vermelho teria sempre de ser mostrado.

Os Dragões, com uma ponta final digna de registo, ainda que sem apresentar um futebol espectacular, conseguiram reverter a seu favor um campeonato que a quatro jornadas do fim parecia perdido, após uma quebra abrupta nas suas exibições, que lhe fizeram perder quatro pontos impensáveis, ainda por cima com grandes penalidades falhadas, a par com o colinho dos Capelas e Baptistas, ao clube do regime.












































Jackson Martinez venceu a bola de prata, destinada ao melhor marcador do campeonato, com o registo de 26 golos marcados, tornando-se no 15º atleta portista a conseguir esse desiderato. Já Helton foi o guarda-redes menos batido, com 14 golos sofridos.

O técnico Vítor Pereira, nem sempre compreendido consegue um feito notável, é bicampeão nacional, sem derrotas. E nas duas épocas apenas uma derrota. É obra!


DECISÃO FINAL








Última jornada do Campeonato Nacional e o FC Porto, bicampeão nacional, depois de um «sprint» surpreendente, encontra-se no comando da classificação, com um curto ponto de vantagem sobre a equipa do regime.





















O FC Porto depende agora apenas de si próprio para renovar o título, sem necessitar dos apoios bacocos e alienados da CS, que já ensaiavam «loas» a outro campeão.

Nada está garantido pelo que, nesta difícil deslocação à capital do móvel, só existe um resultado que serve os objectivos dos Dragões: a vitória.

A equipa tem de estar física, técnica e animicamente preparada para a decisão final. Faltam 90 minutos, é o derradeiro esforço.

Queremos ganhar, sem esquemas, sem ajudas, sem casos, sem Capelas, sem Baptistas, sem Brunos... Queremos merecer ganhar, com o adversário a dar luta, a dar réplica, a valorizar a nossa vitória, com discursos de que tudo vão fazer para o impedir, ao contrário de outros que antes do jogo com a equipa do regime disseram que nada fariam para impedir que o adversário fosse campeão. E não fizeram mesmo!

Queremos ser TRICAMPEÕES  na raça, na ambição, na competência, na paixão, no coração,  na legalidade, sem equívocos.

A equipa está preparada. Sabe das dificuldades que tem que superar. Tem noção que nada se consegue de mão beijada. Conhece na perfeição o lema «contra tudo e contra todos». 

Agora é lutar até à exaustão se preciso for, comer a relva, suar a camisola, por em campo o saber, a classe, a criatividade e sair vitoriosa para ser aclamada por quem sabe exaltar os seus campeões como ninguém. E apoio não lhe vai faltar.

Vítor Pereira não pode contar com Fernando, lesionado no jogo com o Benfica e simultaneamente castigado por ter completado mais uma série de amarelos, que o afastariam igualmente deste jogo. 

Na lista de convocados há apenas e em função disso uma única alteração. A entrada de Izmaylov.


LISTA DOS CONVOCADOS





















EQUIPA PROVÁVEL


COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2012/13 - 30ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio capital do móvel - Paços de Ferreira
DATA E HORA DO JOGO: 19 de Maio de 2013, às 18:30 h
ÁRBITRO NOMEADO: Hugo Miguel - A.F. Lisboa
TRANSMISSÃO: SportTv1



sábado, 11 de maio de 2013

YES, WE CAN!




























































O FC Porto deu hoje um passo importante para a conquista do título nacional, mas não definitivo, pois ainda tem que se deslocar a Paços de Ferreira, onde necessita de vencer para poder erguer o caneco.

Hoje, era importante vencer para passar para a frente e foi isso que aconteceu. Perante um Estádio cheio e vibrante de elevado fervor clubista, os bicampeões nacionais cedo manifestaram a intenção de chegar ao golo e construir o resultado que mais lhe convinha.

O adversário, com a lição bem estudada, comportou-se como uma equipa vulgar, disposta apenas a fazer passar o tempo, garantir o empate e se possível aproveitar alguma falha alheia ou alguma benesse do «sócio». Para tal, não se coibiu de utilizar de forma ostensiva, o anti jogo, com episódios caricatos, como os do guarda-redes a ir buscar as bolas perdidas à bandeirola de canto ou como a de jogadores estendidos no relvado simulando lesões, tudo isto com a complacência do «sócio», que para além desta conivência, apitou a todos os encostos dos jogadores portistas, ignorando escandalosamente os das papoilas saltitantes.

Coube por isso ao FC Porto o controlo e o domínio do jogo, sempre ou quase sempre num ritmo demasiado lento que foi permitindo ao adversário desfazer o caudal ofensivo azul e branco.  Ainda assim, o perigo rondou a baliza adversária logo aos 5 minutos, com Danilo a ganhar a linha e a cruzar para a área com Jackson a chegar ligeiramente atrasado. Uns segundos mais tarde o colombiano voltou a ser solicitado mas deixou-se antecipar pelo guardião contrário.

Contra a corrente do jogo, a equipa do regime chegou à vantagem. Na sequência de um lançamento lateral, Luisão tentou o remate, a bola ressaltou em Fernando e Lima foi mais lesto a reagir, aparecendo na cara de Helton que não conseguiu evitar o remate vitorioso do brasileiro.

Mas os Dragões não esmoreceram e partiram à procura do prejuízo com paciência e determinação. E o golo da igualdade não tardou. Na sequência de uma jogada de insistência, Alex Sandro abriu para a esquerda, Silvestre Varela, à entrada da área desferiu um poderoso remate, a bola resvalou em Maxi Pereira, enganando Artur que mais não fez do que tocar para a baliza.



















O FC Porto necessitava da vitória e não tirou o pé do acelerador.  Aos 27 minutos João Moutinho, de pé esquerdo e de muito longe, atirou um petardo, obrigando Artur a uma defesa de grande dificuldade. Até ao intervalo mantiveram-se a toada atacante portista, a tentativa de adormecer o jogo pelo adversário e a irritante dualidade de critérios do «sócio».

Na segunda parte o FC Porto entrou ainda mais dinâmico, ainda que teimosamente lento, com Varela a protagonizar duas jogadas perigosas e as papoilas saltitantes cada vez mais matreiras, usando e abusando das paragens do jogo, das quedas, da troca da bola (a que saía de jogo não servia e lá iam ganhando mais alguns segundos à procura de outra), enquanto «sócio» assistia de cadeirão a tanto desplante sem que isso o perturbasse.

O tempo começava a escassear e o «mestre das tácticas» que diz que sabe, de trás para a frente e da frente para trás, como joga o bicampeão, a partir dos 66 minutos reforçou a sua aposta no empate. Tirou Gaitan e fez entrar Roderick.

E até parecia que tal substituição estava a dar resultado. A verdade é que o FC Porto já não conseguia ser tão perigoso e só aos 85 minutos James Rodríguez, aproveitando uma distracção do juiz de linha, isolou-se mas atirou contra o ferro.

Fernando já tinha saído lesionado e amarelado e Vítor Pereira, apostado as suas últimas cartadas.

Kelvin, primeiro e depois Liedson entraram no jogo na derradeira tentativa de fazer as remontadas, no resultado e na classificação. Aposta acertada, pois foram estes os principais protagonistas do golo da explosão de um vulcão chamado DRAGÃO.

O jovem brasileiro entrou na área, sob a esquerda, após combinação com Liedson, rematando cruzado, com Artur impotente para deter o remate certeiro e com «Jasus» a cair literalmente de joelhos, fulminado e incrédulo.



















Estava feita a justiça no resultado. Afinal a única equipa que tudo fez para vencer este encontro foi o FC Porto. A equipa do regime comportou-se como uma equipa de segundo plano, jogando para o empate da forma mais infame possível. Foi para mim, que gosto de futebol, a pior equipa que pisou este relvado, em toda a época.

O meu primeiro destaque vai para o comportamento do público que encheu o anfiteatro, vibrante, entusiástico, de grande fervor clubista e que constituiu um apoio fundamental para o desempenho de toda a equipa.

O segundo, naturalmente para o sentido colectivo, a paciência, a confiança e a crença, que todos os atletas demonstraram, durante todo o tempo.

A última evidentemente para os marcadores dos golos: Varela e Kelvin.

Faltam 90 minutos para que o objectivo seja cumprido, que vão ser certamente de sofrimento e que vai requerer muita aplicação. O campeonato ainda não está ganho. Não podemos nem devemos menosprezar o valor do próximo adversário. Por isso, vamos todos calmamente serenar e começar a trabalhar para que esse jogo seja mesmo o da consagração. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A PALAVRA AOS PRIVILEGIADOS INTERPRETES








E quando o Campeonato Nacional parecia já definitivamente entregue (via APAF) ao clube do regime, a surpreendente escorregadela das papoilas saltitantes, no seu reduto, mais que preparado para uma festa de arromba, recolocou o FC Porto na órbita do título.

Escorregadela  que nem a «Igreja Baptista», apesar das suas várias tentativas, conseguiu evitar. Desta forma, os ainda campeões nacionais, podem voltar a sonhar legitimamente com a possibilidade de conquistar o TRICAMPEONATO. Dois pontos são agora a distância que separa as duas equipas, as únicas entre as 16 que podem ainda aspirar à conquista do troféu.





















Confesso que cheguei a considerar impossível, depois de algumas exibições portistas nada convincentes, aliadas a favorecimentos escandalosos à equipa do regime, que os Dragões pudessem, nesta altura, estar na condição de dependerem de si próprios.

Apesar da acção nefasta da Sociedade «Capela, Bruno & Baptista, Ilimitada», os azuis e brancos dispõem, ainda assim e agora, da possibilidade de mostrarem a sua raça.

Estas duas jornadas que faltam para encerrar o campeonato, vão ser de uma exigência muito peculiar. A tarefa é, sem dúvida, gigantesca. Estarão os nossos profissionais à altura de dar a resposta conveniente? A sociedade acima referida vai, até final, ter a adesão de mais sócios? Tem a palavra os interpretes.

Como portista, sócio de lugar anual e pequeno accionista, naturalmente que estarei presente para apoiar incondicionalmente, como sempre, esta equipa, para a qual desejo a maior sorte deste Mundo.

Espero o melhor desempenho de todos eles. Que estejam nos seus melhores dias. Sei que tudo farão para contribuir brilhantemente  na obtenção de dois resultados satisfatórios que os hão-de levar à consagração final. Falta muito pouco. Está na hora do tudo ou nada.

A equipa apresenta-se quase na máxima força. Vítor Pereira vai poder contar com os jogadores nucleares para este jogo. Alex Sandro recuperou da lesão e foi convocado. Christian Atsu, ao contrário, foi preterido, por opção do técnico. Maicon (ainda em recuperação) e Izmaylov (impedido por castigo federativo) ficaram também de fora. Kelvin e Sebá regressaram ao lote dos convocados.

LISTA DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL





















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2012/13 - 29ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: 11 de Maio de 2013, às 20:30 h
ÁRBITRO NOMEADO: Pedro Proença - A.F. Lisboa
TRANSMISSÃO: SportTv1

sábado, 4 de maio de 2013

VITÓRIA NATURAL NA «RESSURREIÇÃO» DE VARELA















FICHA DO JOGO
























Cientes de que a máfia vermelha encardida resolveu já, fazendo as coisas por outro lado, o destino do campeonato e talvez por isso libertos de quaisquer pressões, os Dragões entraram neste jogo, fortes, decididos e dispostos a demonstrar que, em condições normais, estariam ainda na discussão acesa do título.

Os primeiros minutos mostraram que um campeão não se deixa abater, não entrega as insígnias de mão beijada e para isso nada melhor que tomar conta do jogo, fazer o seu trabalho com classe e eficácia, resolvendo cedo a contenda a seu favor.

Assim se explica que aos 22 minutos de jogo os Dragões já contavam com três golos na baliza do Nacional e mais umas três ou quatro oportunidades claras desperdiçadas sem que a equipa da casa fosse capaz de ripostar.

Com Silvestre Varela «ressuscitado», depois de uma época inteira moribundo, o primeiro golo surgiu logo aos nove minutos, numa bonita jogada em que o extremo portista, em esforço, evitou a saída da bola pela linha de cabeceira, cruzando para a entrada da área onde surgiu Jackson a receber com alguma dificuldade conseguindo, também em esforço, que a bola continuasse dentro das quatro linhas, progredindo junto à cabeceira até encontrar o momento certo para tocar para trás, onde surgiu James a rematar com êxito.






















Os azuis e brancos continuaram a sua «cavalgada» às redes adversárias e cinco minutos depois Mangala viu um cabeceamento seu ser devolvido pelo ferro da baliza de Gottardi, na sequência de um canto.

Mas o jovem francês viria a ser premiado uns minutos depois. Na sequência de um livre a meio campo, James em zona central abriu à direita para Moutinho que prontamente serviu Mangala em posição frontal à baliza, com o francês a tocar de calcanhar, surpreendendo o guardião insular. Uma bela jogada concluída com um belo golo.



















Dois minutos após, Varela sofreu um toque dentro da área e Cosme Machado bem posicionado apitou para a marca de grande penalidade. El Comandante chamado à sua concretização não perdoou.























O Nacional raras vezes conseguiu incomodar a defensiva portista, mas aos 26 minutos Jota rematou forte à entrada da área fazendo com que a bola fosse contra Mangala. O defesa portista ofereceu o corpo à bola tendo esta batido no seu braço direito que se encontrava junto ao peito. Cosme Machado terá julgado que a bola bateu na mão esquerda, o que não aconteceu, e por isso marcou a penalidade que Candeias não falhou.

A partir de então o FC Porto passou a controlar mais o jogo e a gerir o resultado, apesar da tentativa de Manuel Machado, que no segundo tempo, com as substituições, colocou a sua equipa mais estendida no relvado e mais ousada.

Os Dragões ainda assim conseguiram criar mais duas ou três oportunidades para ampliar enquanto o Nacional não conseguiu grandes lances de perigo.

A vitória portista peca por escassa, num jogo tranquilo em que a nota de maior destaque vai para a eventual «ressurreição» de Silvestre Varela.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

DAR ALGUMA DIGNIDADE A UM CAMPEONATO DESCARADAMENTE VICIADO








Com o campeonato já mais que decidido e entregue pela APAF, resta ao FC Porto contribuir com alguma dignidade, encarando o próximo jogo na Choupana, com o profissionalismo, seriedade e responsabilidade que as insígnias de Campeão, que ainda ostenta, e o mérito com que as conseguiu lhe confere.





















É lamentável que essa dignidade, que devia ser comum a todos os campeonatos, tenha sido vilipendiada de forma tão escandalosa por quem tem a obrigação por pugnar pela imparcialidade e pela aplicação escrupulosa das leis do jogo.  Em nome da defesa dos interesses da equipa do regime tal não tem vindo a acontecer, precipitando a entrega das faixas, iludindo a espectacularidade competitiva e simultaneamente a tão propalada verdade desportiva.

Impedidos que estão, por essa via, de discutir o título até ao fim, os Dragões vão deslocar-se à Madeira para cumprir calendário. Espero que na bagagem levem o espírito de campeões e que demonstrem, dentro das quatro linhas, a qualidade e atributos suficientes que deveriam, em circunstâncias normais, chegar para voltar a erguer o troféu.

Em função da lesão de Alex Sandro, o técnico Vítor Pereira teve de proceder à sua substituição  na lista dos convocados para este jogo. Entra no lote, o recuperado Maicon, constituindo a única novidade nas escolhas do técnico. Tudo leva a crer que Mangala será mais uma vez utilizado como lateral esquerdo.

LISTA DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL





















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2012/13 - 28ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio da Madeira - Choupal - Funchal
DATA E HORA DO JOGO: 4 de Maio de 2013, às 20:30 h
ÁRBITRO NOMEADO: Cosme Macado - A.F. Braga
TRANSMISSÃO: SportTv1

sábado, 27 de abril de 2013

EL COMANDANTE DERRUBOU MURALHA SETUBALENSE















FICHA DO JOGO













































O FC Porto continua assumidamente na luta pelo título ao vencer, como lhe competia, o adversário desta noite.

Com objectivos bem diferentes, o Vitória de Setúbal apresentou-se no Dragão como fazem todas as equipas que não querem levar uma cabazada, todo fechadinho no seu reduto defensivo e muito pouco ambicioso.

Não é pois de estranhar os números estatísticos finais, que de forma esmagadora, indicam uma superioridade portista abissal.

Não foi no entanto um jogo fácil para os ainda campeões nacionais, conhecidas que são as dificuldades habituais para derrubar este tipo de muralhas. 

Recorrendo à circulação de bola, num autêntico carrossel,  os Dragões tiveram de apelar à paciência e principalmente à persistência para conseguir os seus intentos.

A falta de velocidade, que neste último terço do campeonato tem estado presente nas exibições portistas iam facilitando a vida dos sadinos que só aos 17 minutos se viram em sobressalto, num desentendimento entre o guardião Kieszek e o defesa Venâncio que colocou Atsu em posição para alvejar a baliza, com o ganês a desperdiçar a «abébia» atirando sobre a barra.  Voltaria a ter nova oportunidade mais tarde, aos 39 minutos, mas mais uma vez a pontaria estava desafinada.

Vítor Pereira descontente, mandou-o para o balneário antes do intervalo e fez entrar para o seu lugar Silvestre Varela, que ao contrário do costume, deu mais velocidade e criatividade ao jogo azul e branco.

Com o resultado em branco, a equipa portista apresentou-se para o segundo tempo com outra novidade. Alex Sandro já não voltou, por eventual lesão, entrando Abdoulaye que foi ocupar o lugar de Mangala, derivando o francês para a lateral esquerda.

Os primeiros minutos mostraram o mesmo figurino, talvez com mais um pouco de velocidade, numa ou noutra jogada. Moutinho e James continuavam pouco inspirados, com o colombiano a abusar de individualismo enervante, a errar passes e a perder os momentos de remate, tornando-se complicado ultrapassar a organizada defesa setubalense.





















A grande oportunidade acabaria por surgir num lance faltoso dentro da área do Setúbal, com o defesa Jorge Luiz a meter a mão na bola em duas ocasiões da mesma jogada. Carlos Xistra fez o que tinha a fazer assinalando a marca de grande penalidade. Chamado a marcar, James Rodríguez atirou denunciado permitindo a defesa do guardião Kieszek. Balde de água fria no Estádio do Dragão.

Este lance que poderia ter lançado o desânimo na equipa acabou por ser a alavanca para a resolução dos problemas! «El Bandido» reagiu da melhor maneira e três minutos depois assistiu, com um passe magistral de trivela, Lucho Gonzalez, que surgindo nas costas dos defesas vitorianos atirou para as redes com êxito. Estava derrubada a sólida e reforçada muralha sadina.

Só então José Mota se decidiu por nova estratégia, colocando dois avançados, na tentativa de lutar pela conquista de mais alguma coisa. Tarde de mais porque o FC Porto voltaria a marcar já perto do final, por Defour, que entretanto entrara para o lugar de «El Comandante», na sequência de um cruzamento da esquerda, de Mangala, com o belga a emendar para o golo do descanso.





















Vitória difícil mas justa que premeia a paciência da única equipa que tudo fez para somar os três pontos.

Destaque para Lucho Gonzalez, o homem do jogo, pelo golo e pelo que jogou.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

REMAR CONTRA A MARÉ (ENCAPELADA)








É num clima de revolta, de inconformismo e de alguma frustração, que o FC Porto se prepara para continuar a lutar por uma cada vez mais improvável possibilidade de revalidar o título. A quatro pontos de distancia, com quatro jornadas para  terminar o campeonato e com a descarada protecção ao clube do regime, de que o último jogo foi apenas e só uma insofismável e escandalosa  amostra, as aspirações portistas ficam assim cada vez mais reduzidas.





















Apesar de tudo, compete aos profissionais do FC Porto dar luta até ao fim. Fazer o seu trabalho com competência, vencer o próximo jogo, frente ao Vitória de Setúbal, com mérito, mostrando que neste Clube nunca se atira a toalha ao chão, por mais Capelas que surjam pelo caminho.

Os regressos do avançado Silvestre Varela e do defesa central Abdoulaye Ba são as únicas novidades na lista dos convocados para este jogo.

Varela volta a merecer a confiança do treinador depois de recuperar da lesão contraída ao serviço da Selecção Nacional, enquanto o defesa senegalês cumpriu já o jogo de castigo, pela acumulação de amarelos e respectivo vermelho, mostrado injustamente pelo tal Capela, na final da Taça da Liga.

Os preteridos desta vez foram Quiñones e Kelvin. Entretanto Maicon continua entregue ao Departamento médico.

LISTA DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL





















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2012/13 - 27ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: 27 de Abril de 2013, às 20:30 h
ÁRBITRO NOMEADO: Ainda está a ser cozinhado
TRANSMISSÃO: SportTv1

domingo, 21 de abril de 2013

OBRIGAÇÃO CUMPRIDA, MANTÉM CHAMA ACESA















FICHA DO JOGO
























Ciente que só a vitória interessava, o FC Porto entrou neste jogo algo nervoso e receoso, permitindo ao seu adversário um ligeiro ascendente inicial, obrigando Helton a pelo menos uma intervenção de grande apuro. 

Só por volta dos 18  minutos, com um excelente e perigoso remate de Fernando, os azuis e brancos conseguiram assentar o seu jogo e passaram a dominar e a controlar as operações.

Vítor Pereira apostou em Christian Atsu em vez de Defour, no onze titular, mas mesmo assim o futebol portista não mostrou grandes melhorias. Jogar para o lado e para trás e sempre com grandes dificuldades em criar jogadas de ruptura, com algum abuso dos lances de longa distância, geralmente mal dirigidos, ia emperrando as investidas ofensivas portistas.

Com a defesa portista algo trapalhona, Ghilas teve nos pés uma oportunidade soberana, mas Helton muito atento e competente conseguiu evitar o pior.

O FC Porto tinha agora mais posse de bola e conseguia circular com mais precisão, até que Danilo flectiu para o centro, aproximou-se da área e lançou Jackson Martinez, que com a classe de matador que se lhe reconhece, atirou de pé esquerdo, inaugurando o marcador e dando fim a uma série de seis jogos de jejum.






















Até ao intervalo, os Dragões controlaram o jogo com os seus habituais posse e circulação de bola.

Depois do descanso os azuis e brancos entraram mais confiantes e não foi preciso esperar muito tempo para que o marcador voltasse a funcionar. Na sequência de um canto marcado por James Rodríguez, da esquerda, a bola foi à cabeça de Otamendi regressando ao colombiano, que em insistência voltou a cruzar, Mangala desviou para a pequena área onde Fernando bem posicionado rematou de primeira, o guardião Ricardo defendeu por instinto, a bola ressaltou para o «Polvo», que à segunda não falhou.























O Moreirense sentiu o golo, desorganizou-se defensivamente e três minutos depois Chá, Chá, Chá ampliou o resultado. Fernando recuperou a bola a meio campo, lançando de imediato Lucho Gonzalez, que aproveitando o despocionamento da defesa contrária, abriu para Jackson. O Colombiano, perante a saída de Ricardo, fez-lhe um chapéu fazendo a bola beijar as malhas pela terceira vez.

Até final o FC Porto controlou o jogo, criou e desperdiçou mais algumas oportunidades e justificou a vitória folgada.

Destaque para Helton e Fernando, mas também para Lucho e Jackson.

Os Dragões continuam assim na corrida pelo título, à espera do que possa acontecer lá pela 2ª circular.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

REVOLTA NAS EXIBIÇÕES EM VEZ DOS DISCURSOS BACOCOS








O Campeonato caminha a passos largos para a sua conclusão e o braço de ferro entre o FC Porto e a equipa do regime mantém-se inalterável, ou seja, com os Dragões à espera de uma escorregadela do líder, para tentarem voltar a depender apenas e só de si mesmos.





















Para tal vai ser necessário que os azuis e brancos cumpram a sua tarefa de forma eficaz, nesta sua deslocação a Moreira de Cónegos, casa do penúltimo classificado desta prova.

Em vez dos discursos bacocos de Vítor Pereira, com tiradas como a de «não me atirem areia para os olhos» ou «a mesma gente que nos critica, há uns tempos atrás  comparavam-nos ao Barcelona», que não servem para branquear o momento menos bom por que, de forma evidente, a equipa atravessa, em vez disso dizia, o técnico deve concentrar-se no essencial, que é preparar o plantel para os desafios exigentes que tem pela frente e dar a resposta contundente e implacável, vencendo e convencendo, os cinco jogos que faltam.

O próximo não vai ser pêra doce. O adversário, apesar da péssima classificação, vai colocar imensas dificuldades que só um Porto competente e eficaz (muito mais que nos últimos jogos) poderá ultrapassar. 

Com o central Abdoulaye a cumprir castigo e Maicon ainda lesionado, o técnico portista optou por reintegrar o lateral Hector Quiñones na lista dos convocados para este jogo, constituindo assim a única alteração.

LISTA DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL





















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2012/13 - 26ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas - Moreira de Cónegos
DATA E HORA DO JOGO: 20 de Abril de 2013, às 20:30h
ÁRBITRO NOMEADO: Marco Ferreira - A.F. Madeira
TRANSMISSÃO: SportTv1

terça-feira, 9 de abril de 2013

SOLUÇÃO CHAMADA KELVIN















FICHA DO JOGO











































Cientes do imperativo de não poder falhar, o FC Porto entrou em campo na disposição de pagar as despesas do jogo, assumindo desde o primeiro apito do árbitro o comando da partida.  Disposição facilitada de algum modo pelo posicionamento táctico do adversário que se encolheu no seu meio campo, optando surpreendentemente por uma nítida preocupação defensiva, sem nunca porém, deixar de tentar explorar os espaços e os erros portistas.

Os Dragões, com muita posse de bola, como vem sendo hábito, mas demasiado lentos e previsíveis, sentiram muitas dificuldades para chegar à área do Braga, sempre muito povoada, insistindo e abusando dos cruzamentos, facilmente anulados pela eficiência defensiva minhota.

De quando em vez, aproveitando algumas abébias defensivas portistas, os bracarenses criaram perigo, aparecendo de forma privilegiada em zonas de finalização. Foi assim aos 18 minutos com Otamendi a fazer uma péssima recepção, a atrapalhar-se e com um imbecil toque de cabeça a assistir João Pedro, que isolado e perante Helton, se intimidou, rematou fraco e denunciado contra as pernas do guardião portista.

Poucos minutos depois deste aviso, o Braga chegou ao golo, numa preciosa combinação entre Alan e Mossoró, com remate colocado e em arco de Alan. Balde de água fria no Dragão.

Os azuis e brancos sentiram o golo, perturbaram-se mas a pouco e pouco foram recuperando o ânimo, mantendo a sua toada paciente de posse, à espera de um espaço ou um erro contrário que lhe permitisse chegar ao golo.

Cerca de quinze minutos depois, numa incursão de Danilo pelo meio campo, viu James Rodríguez solto, entre linhas à entrada da área, endossou-lhe a bola, este recebeu-a de costas para a baliza, rodou para a direita enquadrando-se com a baliza e, de pé esquerdo, disparou forte e colocado, sem hipóteses de defesa, repondo a igualdade. 





















O ânimo voltou à equipa contagiando a plateia. O FC Porto tornara-se então mais perigoso em busca do segundo golo que esteve perto de acontecer num remate cruzado de Jackson Martinez.

No segundo tempo esperava-se o assalto final à baliza minhota. Maicon ficou no balneário, por lesão entrando para o seu lugar Abdoulaye. A toada portista mantinha-se teimosamente lenta, incapaz de criar lances de ruptura. Vítor Pereira estava insatisfeito. Perder pontos não estava nas suas cogitações. Era necessário mexer com o jogo, dar-lhe maior velocidade e explorar com mais eficácia as alas. Christian Atsu foi o primeiro eleito, rendendo Defour. O jogo ganhou mais profundidade e a bola começou a chegar à área contrária com mais perigo.

Mas foi de bola parada que surgiu a mais perigosa oportunidade portista. João Moutinho apontou um livre para a área onde surgiu Otamendi a saltar mais alto e a cabecear forte contra a barra transversal.

O FC Porto cresceu de rendimento e as oportunidades começaram a multiplicar-se. Primeiro James num remate à meia volta, com a bola a ressaltar milagrosamente no corpo de um defensor e a sair pela linha de fundo e pouco depois novo remate nos ferros, desta vez num forte remate de Alex Sandro.

Depois de tanto azar um pouco de sorte. Vítor Pereira decidiu apostar no jovem Kelvin e não podia ter escolhido melhor opção.

Sete minutos depois já o brasileiro punha o Estádio em polvorosa. James tentou colocar a bola em Jackson, um defesa foi mais lesto afastando a bola que ficou ao dispor de Kelvin, que num gesto técnico perfeito, recebeu e disparou de pronto, fazendo a bola beijar as malhas da baliza de Quim. Estava consumada a reviravolta no resultado.





















Três minutos depois, na sequência de um canto marcado por James, Kelvin rematou de pronto e sem preparação para o último da noite.





















Vitória certa e justa, num jogo bastante complicado e que mantém acesa a chama da esperança na revalidação do título.

Destaque para Kelvin o homem do jogo pela importância dos golos que apontou.