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sexta-feira, 25 de abril de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉC. XXI

ÉPOCA 2010/11 - II PARTE

(Continuação)

O 3º lugar no campeonato nacional da época anterior determinaria que o FC Porto tivesse de disputar uma pré-eliminatória de acesso à fase de Grupos da Liga Europa, prova em que os Dragões já não participavam há sete temporadas consecutivas por estarem sempre presentes na prova rainha do futebol europeu. Aliás, na anterior participação portista, ainda se chamava Taça Uefa, o FC Porto foi o digno vencedor da prova, quando em Sevilha bateu o Celtic.

O sorteio colocou no caminho portista a equipa belga do KRC Genk. Adversário perfeitamente acessível que não colocou grandes dificuldades na obtenção do objectivo da qualificação.

Na primeira mão o FC Porto foi à Bélgica impor a sua superioridade e com toda a naturalidade vencer por 3-0.

Na segunda mão os Dragões confirmaram a passagem à fase de grupos com nova vitória (4-2), numa exibição demasiado intermitente, quiçá em função das alterações promovidas por André Villas-boas (Beto, Souza e Rúben Micael), no onze titular, numa clara gestão do plantel. Hulk foi a figura do jogo ao concretizar um «hat-trick».




















Equipa titular que derrotou o Genk, no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Fernando, Sapunaru, Maicon, Rolando e Hulk; em baixo: João Moutinho, Rúben Micael, Falcao, Souza e Álvaro Pereira.

O resultado do sorteio realizado no Mónaco, colocou o FC Porto no Grupo L, na companhia dos turcos do Besiktas, dos búlgaros do CSKA de Sófia e dos austríacos do Rapid de Viena.

A longa maratona arrancou no dia 16 de Setembro de 2010, no Estádio do Dragão, frente ao Rapid de Viena.

Mais uma vez frente a um adversário de inferior qualidade, os azuis e brancos souberam marcar os ritmos do jogo, controlar o adversário e marcar os três golos que coloriram o resultado final, da autoria de Rolando, Rúben Micael e Falcao.




















Onze titular frente ao Rapid de Viena. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Maicon, Rolando, Fernando, Álvaro Pereira e Hulk; em baixo: João Moutinho, Rúben Micael, Falcao, Cristian Rodríguez e Fucile.

A 2ª jornada levou o FC Porto ao estádio nacional Vasil Levski, em Sófia, para defrontar o CSKA.  Foi um jogo tranquilo em que os Dragões patentearam todo o seu potencial, dominando, controlando e marcando apenas um golo, por Falcao, mas desperdiçando uma mão cheia de oportunidades.

O jogo seguinte disputou-se em Istambul, frente à aguerrida equipa do Besiktas, num ambiente escaldante e frenético, apitado por um espanhol sem coragem, que anulou um golo limpo e sonegou um penalti claro, com Falcao a protagonizar os dois lances. Permitiu demasiada agressividade aos turcos e ainda expulsou Maicon (43') e Fernando (89'). Mesmo assim, a vitória portista foi clara (1-3), com dois dos golos conseguidos em desvantagem numérica.

O mesmo Besiktas foi o adversário da 4º jornada, no Dragão. Foi um jogo complicado para os azuis e brancos que não puderam contar com Maicon e Fernando, castigados. Os Dragões tomaram conta do domínio do jogo, adiantaram-se no marcador e falharam algumas boas oportunidades de golo. Cristian Rodríguez foi expulso aos 59' e os turcos aproveitaram os momentos de desconcentração que se seguiram para chegar à igualdade. O empate acabou porém por servir os interesses portistas que garantiram desde logo a passagem aos dezasseis-avos-de-final.





















Equipa titular que empatou frente ao Besiktas. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Rolando, Guarín, Otamendi, Álvaro Pereira e Hulk; em baixo: Rúben Micael, Falcao, Fucile, Belluschi e Cristian Rodríguez.

A 5ª jornada foi disputada num palco histórico para os portistas, onde em 27 de Maio de 1987, venceram a Taça dos Clubes Campeões Europeus. O Estádio Prater de Viena, rebatizado com o nome de Ernst Happel. Tal deslocação mereceu da Sad portista o convite a todos os elementos que integraram a equipa que nesse ano ajudaram a escrever com letras de ouro, uma bela página da história azul e branca.

Debaixo de um clima gélido, fustigados por um nevão que caiu durante todo o jogo, o jogadores tiveram de se bater com generosidade e coragem para garantirem a vitória que lhes proporcionasse liderar o grupo e poderem assim ser cabeça-de-série no sorteio para fase seguinte.  Objectivo conseguido com um resultado claro (1-3), golos de Falcao que o guindaram para o comando dos melhores marcadores da prova.

O FC Porto encerraria a sua participação na fase de grupos com a 5ª vitória em 6 possíveis. O adversário foi o CSKA de Sófia que foi impotente para parar o futebol portista, que nos melhores períodos, construiu um resultado confortável (3-1).




















Equipa titular que no último jogo do grupo somou a 5º vitória. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Walter, Maicon, Souza, Otamendi e James Rodríguez; em baixo: Belluschi, Rúben Micael, Fucile, Falcao e Álvaro Pereira.

O sorteio dos dezasseis-avos-de-final ditou o regresso do FC Porto à inolvidável Sevilha, cidade onde os Dragões conquistaram a Taça Uefa. Aí voltaram a ser felizes, desta vez contra a equipa da casa, vencendo por 1-2, num jogo muito equilibrado e dividido. Foi uma vitória feliz mas justa.

O jogo da 2ª mão foi encarado com toda a responsabilidade que o momento exigia, porém a postura da equipa não foi suficiente para evitar uma derrota tangencial e injusta face ao número de oportunidades criadas pelo ataque portista que justificaria outro resultado. A equipa ficou a dever à ineficácia do remate o facto de  ter avançado para os oitavos-de-final da prova, não de forma imaculada.




















Equipa titular que averbou a 1ª derrota na prova, qualificando-se para os oitavos-de-final. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Rolando, Fernando, Silvestre Varela, Otamendi e Hulk; em baixo: João Moutinho, Belluschi, Falcao, Fucile e Álvaro Pereira.

Foi em Moscovo que se discutiu a 1ª mão dos oitavos-de-final, frente ao CSKA de Moscovo. Jogado num relvado sintético, sem gelo e sem neve, mas de difícil adaptação, os Dragões demoraram algum tempo para se habituarem e por isso fizeram uma primeira parte algo fraca. Depois as coisas foram melhorando e a vitória foi alcançada aos 70 minutos num belo golo de Guarín.

No jogo da 2ª mão, um golo de Hulk logo no primeiro minuto, sentenciou praticamente a tendência da eliminatória, perante um opositor muito competente e ambicioso, que colocou muitos problemas à defensiva azul e branca, obrigando-a a um trabalho intenso. Mas foi o FC Porto a dilatar a vantagem e a colocar a equipa ainda mais perto das meias-finais.

Os moscovitas nunca desanimaram e conseguiram reduzir ainda antes da meia hora de jogo, voltando a exigir a atenção da defensiva portista que foi resolvendo todas as situações. Só depois dos 52 minutos, quando André Villas-Boas, reforçou o meio-campo, passando a actuar em 4x4x2, é que o FC Porto estabilizou, dominou, controlou e desperdiçou mais algumas boas oportunidades.





















Equipa titular que confirmou a passagem às meias-finais. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Rolando, Fernando, Guarín, Otamendi e Hulk; em baixo: João Moutinho, Sapunaru, Falcao, Fucile e James Rodríguez.

Os capricho do sorteio ditou novo adversário russo, o Spartak, também de Moscovo. A primeira mão foi jogada no Dragão, onde o FC Porto arrancou uma goleada por 5-1, com 3 golos de Falcao, lançando a equipa decididamente para as meias-finais.

Segurança, robustez e velocidade foram os condimentos utilizados numa segunda parte demolidora que confirmou o colombiano Falcao cada vez mais líder dos melhores marcadores da prova, nesta altura com 10 golos marcados.




















Equipa titular que goleou o Spartak Moscovo, no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Guarín, Rolando, Maicon e Hulk; em baixo: João Moutinho, Falcao, Álvaro Pereira, Fucile e Silvestre Varela.

A 2º mão teve de novo como palco o sintético do Estádio Luzhniki, onde o FC Porto já havia defrontado o CSKA. Apesar do resultado confortável conseguido no Dragão, André Villas-Boas não quis facilitar e fez alinhar o seu onze mais forte.  O resultado foi nova goleada, por 2-5, numa exibição  em que a equipa portista dominou, controlou e marcou, numa cadência que mais lhe convinha.

Os espanhóis do Villareal foram os adversários das meias-finais. Primeiro jogo no Dragão e nova «chapa 5». Mas não foi fácil, longe disso. Os espanhóis deram muito que fazer, especialmente durante a primeira parte onde conseguiram 5 contra-ataques venenosos, um dos quais resultou em golo, a abrir o marcador.

No segundo tempo o FC Porto rectificou posições e atitude, logrando igualar o marcador à passagem do 4º minuto. Depois foi uma autêntica cavalgada no assalto à baliza contrária. Falcao marcou 4 golos, num «poker» que lhe fez consolidar a liderança na lista dos melhores marcadores da prova.




















Equipa titular que goleou o Villareal no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Guarín, Rolando, Fernando, Otamendi e Hulk; em baixo: João Moutinho, Sapunaru, Falcao, Álvaro Pereira e Cristian Rodríguez.

A vantagem confortável fazia adivinhar a confirmação da passagem à final da equipa portista, mas a habitual «fúria espanhola» não devia ser negligenciada. Havia que actuar com inteligência, determinação e ambição. Foi isso que o FC Porto fez, ainda que nem sempre bem, mas com a segurança da tranquila almofada. Esteve a perder, recuperou, empatou, ficou por cima do marcador, deixou-se empatar de novo e quase no final não conseguiu evitar a derrota por 3-2. O principal estava garantido, a presença na final.

O palco da final da Liga Europa estava já decidido para o Dublin Arena, na cidade de Dublin, capital da República da Irlanda. O opositor foi o surpreendente SC de Braga, que eliminou o Benfica, na outra meia-final, dando ensejo à primeira final europeia, entre duas equipas portuguesas.

O jogo não teve grandes momentos de bom futebol, bem pelo contrário. As equipas encaixaram-se uma na outra, num jogo muito táctico, muito cauteloso, lento, algo previsível, resumindo-se a três ou quatros momentos de verdadeiro interesse.

O colombiano Falcao desbloqueou o jogo num golpe de cabeça e fez o resultado final, justo e indiscutível, porque o FC Porto foi o que mais oportunidades criou, o que mais dominou e o que mais fez por merecer a vitória. O avançado portista cimentou o recorde de golos marcados numa só época, nesta prova (17).





















Equipa titular que em Dublin venceu a fina da Liga Europa. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Rolando, Sapunaru, Guarín, Otamendi e Hulk; em baixo: João Moutinho, Falcao, Álvaro Pereira, Fernando e Silvestre Varela.

































































(clicar no quadro para ampliar)

Nas cinco competições em que o FC Porto esteve envolvido, num total de 58 jogos, a equipa técnica liderada por André Villas-Boas, utilizou 28 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente dessa utilização: Hulk e João Moutinho (53 jogos), Rolando (51), Belluschi (46), Helton, Guarín e S. Varela (44), Falcao (42), Fernando e Sapunaru (41), Álvaro Pereira (39), Maicon (37), Rúben Micael (36), Otamendi e James Rodríguez (32), Fucile (29), Cristian Rodríguez (28), Walter (25), Souza (24), Mariano Gonzalez (14), Sereno (13), Beto (12), Emídio Rafael (11), Ukra (8), André Castro (6), Kieszek (4), Miguel Lopes e Raúl Meireles (1).

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; Arquivo do Blogue Dragaopentacampeao - I Série.  

quinta-feira, 24 de abril de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉC. XXI

ÉPOCA 2010/11 - I PARTE

Época nova, vida nova, treinador novo e jogadores novos. Saída de Jesualdo Ferreira para a entrada do jovem treinador, André Villas-Boas. 

O plantel também conheceu algumas alterações. As entradas de Kieszek (ex-Braga, Sereno (ex-Valladolide), Emídio Rafael (ex-Académica), Souza (ex-Vasco da Gama), João Moutinho (ex-Sporting), James Rodríguez (ex-Banfield), Walter (ex-Internacional), os regressos de jogadores emprestados, como Sapunaru (ex-Rapid de Bucareste), André Castro e Ukra (ex-Olhanense) e a integração de Christian Atsu (ex-júnior), foram as caras novas do plantel que viu sair Bruno Alves, para o Zenit Ste. Peterburgo, Stepanov, para o Bursaspor, Raúl Meireles, para o Liverpool, Tomás Costa, para o CFR Cluj e mais tarde, por empréstimo, Miguel Lopes ao Bétis, Ukra ao Braga, André Castro ao Gijón e David Addy à Académica.




















A época oficial abriu em 7 de Agosto de 2010, com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, que teve como palco o Estádio Municipal de Aveiro e como adversário o Benfica. Foi uma vitória sem espinhas, num autêntico banho de bola diante de uma arrogante e convencida equipa do regime que durante toda a semana andou a passar a imagem de que seriam favas contadas.

A realidade do jogo cedo desfez essa ideia, com a equipa portista a mostrar-se sempre muito mais forte, coesa e solidária. Vitória por 2-0, com golos de Rolando (3') e Falcao (67') e para o futuro Museu a 17ª Supertaça.





















Equipa titular que em Aveiro venceu a 17ª Supertaça para o Clube. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Maicon, Sapunaru, Rolando e Hulk; em baixo: João Moutinho, Radamel Falcao, Belluschi, Silvestre Varela e Álvaro Pereira.



Numa época de sonho onde perder foi proibido, o Campeonato nacional traduziu-se num passeio azul e branco com festa do título no campo do rival, com direito a escuridão e jactos de água subitamente accionados, para regar o entusiasmo portista.

A campanha imaculada começou na Figueira da Foz em 14 de Agosto de 2010, frente à aguerrida equipa da Naval que tudo fez para evitar a derrota. Hulk foi a figura do encontro ao marcar o único golo, numa exibição portista mediana.
























Equipa titular na 1ª jornada, frente à Naval. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Maicon, Sapunaru, Rolando, Fernando e Hulk; em baixo: João Moutinho, Radamel Falcao, Belluschi, Silvestre Varela e Álvaro Pereira.

Isolou-se no comando da classificação à 3ª jornada, depois de vencer em Vila do Conde, o Rio Ave, num jogo nada fácil mas superiormente ultrapassado com 2 golos de Hulk.

Só à 7ª jornada, os Dragões cederam os primeiros pontos, em Guimarães, consentindo um empate (1-1), interrompendo uma fabulosa série de 21 vitórias consecutivas, iniciada em Março de 2010. Foi um jogo em que a superioridade portista não foi traduzida em golos, apesar das inúmeras oportunidades criadas.

Na 10ª jornada o FC Porto recebeu a equipa do regime e submeteu-a a uma enorme humilhação goleando-a por 5-0, reduzindo a pó toda a propaganda e desfaçatez de quem só sabe vencer, fazendo as coisas por outro lado. Foi um autêntico banho de bola, num belo espectáculo de cor, imaginação, vibração e enorme fervor clubista que empolgou a vasta plateia presente no Estádio do Dragão, que viu a vantagem portista na classificação dilatar para 10 pontos de diferença, em relação ao 2º classificado.























Equipa titular que goleou o Benfica por 5-0. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Guarín, Rolando, Sapunaru, Maicon e Hulk; em baixo: João Moutinho, Radamel Falcao, Belluschi, Álvaro Pereira e Silvestre Varela.

A primeira volta do campeonato foi dobrada com vitória gorda e esclarecedora, no Dragão, frente ao Marítimo (4-0) e vantagem pontual de 8 pontos para o Benfica (2º) e 13 para o Sporting (3º).

A segunda volta foi transformada numa auto-estrada de vitórias para o título, interrompida apenas na penúltima jornada, com 1 empate frente ao Paços de Ferreira.

O título nacional foi garantido na 25ª jornada, no estádio da Luz. Vitória portista por 1-2, contra tudo e contra todos. Contra a maningâncias do clube do regime, contra a propaganda planfetária dos pasquins amestrados, contra as arbitrariedades dos CD da Liga e contra o sectarismo dos programas televisivos. No final do jogo, o apagão no estádio e a ligação do sistema de rega, como reacção aos festejos mais que merecidos dos jogadores portistas que aproveitaram para gozarem com a situação.




















Equipa titular que à 25ª jornada foi à Luz garantir mais um título nacional. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Rolando, Guarín, Otamendi e Hulk; em baixo: João Moutinho, Radamel Falcao, Álvaro Pereira, Fucile e Silvestre Varela.

A festa no Dragão foi celebrada na penúltima jornada, no tal empate frente ao Paços de Ferreira, já que o último jogo do campeonato foi no Funchal contra o Marítimo.

Ao fim das 30 jornadas, o FC Porto registou 27 vitórias e 3 empates, marcou 73 golos (melhor ataque do campeonato), sofreu 16 golos (melhor defesa), somando 84 pontos, mais 21 que o Benfica (2º) e mais 36 que o Sporting (3º).

Hulk sagrou-se o melhor marcador do campeonato com a marca de 23 golos e Radamel Falcao foi o segundo da lista, com 16 golos.























Na Taça de Portugal o FC Porto conquistou pela 3ª vez consecutiva o troféu. A campanha começou no Dragão, frente ao Limianos com vitória portista por 4-1. Frente a um frágil adversário, da 3ª Divisão do futebol nacional, André Vilas-Boas fez alinhar uma equipa baseada em jogadores menos utilizados. O avançado brasileiro Walter foi figura de destaque ao apontar 3 golos.





















Equipa titular frente ao Limianos. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Sereno, Guarín, Sapunaru, Otamendi e Hulk; em baixo: Walter, Rúben Micael, Emídio Rafael, Silvestre Varela e Souza.

Moreirense, Juventude de Évora e Pinhalnovense foram as vítimas seguintes, até que o sorteio colocou no caminho portista o Benfica, nas meias-finais a duas mãos.

O primeiro jogo foi disputado no Dragão. Os azuis e brancos, ainda com a goleada de 5-0 bem fresca na memória, encararam o jogo com demasiada leviandade e acabaram por sofrer as consequências. Derrota comprometedora por 0-2, numa exibição carregada de erros infantis.

Na 2ª mão acabariam por rectificar o resultado, com uma vitória categórica e uma exibição quase perfeita que deixou os lampiões afastados da prova e à beira de um ataque de nervos.



















Equipa titular que na Luz foi eliminar o Benfica da Taça de Portugal. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Sapunaru, Rolando, Fernando, Otamendi e Hulk; em baixo: João Moutinho, Rúben Micael, Radamel Falcao, Álvaro Pereira e Cristian Rodríguez.

A final foi contra o Vitória se Guimarães, no estádio do Jamor.

O favoritismo portista confirmou-se no relvado com uma exibição imparável e muitos golos, não dando grandes hipóteses aos aguerridos minhotos. Resultado gordo (6-2) que reflectiu a superioridade do futebol portista.
























Equipa titular no Jamor. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Fernando, Maicon, Sapunaru, Rolando e Hulk; em baixo: João Moutinho, Belluschi, Álvaro Pereira, James Rodríguez e Silvestre Varela.




























Com tanta competição e tantos títulos para gerir era natural que a prova em que os responsáveis portistas dedicassem menor atenção fosse precisamente aquela que desde a 1ª edição foi considerada a Taça dos coitadinhos, refiro-me obviamente à mal fadada Taça da Liga.

Desta vez o FC Porto não passou da fase de grupos, averbando 1 derrota, uma vitória e 1 empate, que o fez ocupar a 2ª posição do grupo A.

A derrota no Dragão contra o Nacional da Madeira marcou decisivamente o destino final. Num jogo pouco conseguido, André Villas-Boas mesclou a equipa com jogadores menos utilizados e o resultado foi uma péssima exibição, com muitos erros defensivos e até um frango monumental do 3º guarda-redes (Kieszek).



















Equipa titular que saiu derrotada na 1ª jornada da TL, no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: James Rodríguez, Kieszek, Rolando, Sereno, Guarín e Hulk; em baixo: João Moutinho, Walter, Fucile, Rúben Micael e Emídio Rafael.

Apesar da fácil vitória frente ao Beira-Mar, na 2ª jornada, os Dragões ficaram sem hipóteses de discutir o 1º lugar, uma vez que o Nacional voltou a vencer, pelo que o 3º jogo, em Barcelos foi apenas para cumprir calendário.

(Continua)








sexta-feira, 11 de abril de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉC. XXI

ÉPOCA 2009/10

Ainda sob a batuta do Professor Jesualdo Ferreira, o FC Porto perfilava-se como um dos principais candidatos ao título nacional, apesar da perda de alguns dos mais sonantes nomes do pantel. Lisandro Lopez e Cissokho, para o O. Lyon, Lucho Gonzalez, para o Marselha e as dispensas de Ventura, Tengarrinha, Stepanov, Andrés Madrid, Tarik Sektioui e Rabiola bem com o fim de carreira de Pedro Emanuel.

Nos reforços, a novidade foi a aposta em cinco jogadores portugueses de qualidade, Beto (ex-Leixões), Miguel Lopes (ex-Rio Ave), Nuno André Coelho (ex-Estrela da Amadora), Orlando Sá (ex-SC Braga) e Silvestre Varela (ex-Estrela da Amadora), para além do brasileiro Maicon (ex-Nacional da Madeira). Do estrangeiro chegaram Álvaro Pereira (ex-CFR Cluj), Sebastian Prediger (ex-Colón), Fernando Belluschi (ex-Olimpiakos), Diego Valeri (ex-Lanús) e Radamel Falcao (ex-River Plate). Mais tarde, no mercado de Inverno chegaria Rúben Micael (ex-Nacional da Madeira).























A época oficial arrancou no dia 9 de Agosto de 2009, no Estádio Municipal de Aveiro, com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira que colocou frente a frente o Campeão Nacional, FC Porto e o Paços de Ferreira, finalista vencido no confronto frente aos Dragões, da Taça de Portugal.

Num jogo quase sempre mal jogado, os azuis e brancos puxaram dos galões e venceram com alguma naturalidade, apesar de só terem desbloqueado o encontro a partir do minuto 59. Vitória por 2-0, justa mas numa exibição apagada, frente a um adversário perfeitamente acessível. Foi a 16ª Supertaça ganha em 25 edições.






















Equipa titular que em Aveiro venceu a 16ª Supertaça Cândido de Oliveira. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Bruno Alves, Rolando, Álvaro Pereira, Fernando e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Fucile, Mariano Gonzalez, Belluschi e Silvestre Varela

























No Campeonato nacional, o FC Porto não teve um desempenho regular e foi altamente prejudicado por jogadas de bastidores, com relevo para a emboscada no túnel da Luz que originou um dos maiores e vergonhosos escândalos do futebol português. Na sequência dessa «borrasca» Hulk e Sapunaru foram severamente castigados pela CD da Liga, chefiada pela figura ridícula do pavão vermelho (Ricardo Costa), com suspensão preventiva durante 61 dias, seguida de 4 meses de suspensão a Hulk e 6 meses a Sapunaru. Castigos que acabariam por ser reduzidos pelo CJ da PPF, em 24 de Março de 2010, para 3 jogos a Hulk e 4 para Sapunaru. Os atletas estiveram afastados indevidamente durante 15 e 14 jogos, respectivamente. A verdade é que desde que Hulk foi autorizado a jogar (faltavam 7 jornadas), o FC Porto venceu todos os jogos até final, mas já não a tempo de recuperar os pontos perdidos.

No total dos 30 jogos, somou 21 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Marcou 70 golos, sofreu 26 e somou 68 pontos, menos 3 que o Braga (2º) e menos 8 que o Benfica (1º).






















Equipa titular que na 29ª jornada derrotou o Benfica, no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Álvaro Pereira, Rolando, Bruno Alves, Fernando e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Fucile e Ernesto Farías.

Na Taça de Portugal o FC Porto voltou a erguer o troféu em mais uma final jogada no Jamor. Para lá chegar teve de eliminar sucessivamente o Sertanense, o Oliveirense, o Belenenses, o Sporting e o Rio Ave.

A campanha começou no Dragão frente à frágil equipa do Sertanense, da II Divisão B. Jesualdo aproveitou para apresentar uma formação mesclada com elementos menos utilizados do plantel, introduzindo depois 3 elementos da formação portista (Dias, Alex e Yero). Vitória por 4-0, num jogo sem história.






















Equipa titular frente ao Sertanense. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Maicon, Prediger, Nuno André Coelho, Fernando e Ernesto Farías; em baixo: Mariano Gonzalez, Diego Valeri, Cristian Rodríguez, Sérgio Oliveira e Hulk.

Seguiu-se a Oliveirense, no Estádio Municipal de Águeda, por falta de condições do anfiteatro da equipa da casa. Jesualdo apresentou a equipa principal, quase completa (só faltaram Guarín e Hulk), mas mesmo assim o futebol praticado deixou muito a desejar. Vitória (0-2) como lhe competia, frente a um adversário que não colocou grandes problemas.






















Equipa titular que em Águeda eliminou a Oliveirense. Da esquerda para a direita, em cima: Beto, Fernando, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira e Orlando Sá; em baixo: Fucile, Raul Meireles, Belluschi, Cristian Rodríguez e Silvestre Varela.

Os oitavos-de-final foram jogados no Estádio do Restelo, contra o Belenenses. Jogo freneticamente louco, impróprio para cardíacos. O FC Porto, tido à partida como principal favorito não conseguiu confirmar essas credenciais em campo. Teve de suster a maior determinação do adversário e reagir a duas desvantagens no marcador. O 2-2 final obrigou a uma decisão pelas grandes penalidades. Também aí o equilíbrio foi surpreendente. Numa autêntica maratona de 15 penaltis, o FC Porto acabou por vencer por 10-9!

Seguiu-se o Sporting, no Dragão. Bela exibição portista num espectáculo de muito bom futebol, onde não faltou beleza estética, capacidade técnica e grandes golos. Um jogo de encher as medidas. Vitória portista por 5-2.






















Equipa titular que goleou o Sporting, classificando-se para as meias-finais da Taça de Portugal. Da esquerda para a direita, em cima: Falcao, Beto, Álvaro Pereira, Rolando, Fernando e Maicon; em baixo: Mariano Gonzalez, Belluschi, Rúben Micael, Fucile e Silvestre Varela.

O Rio Ave foi o adversário nas meias-finais, jogadas em duas mãos. Duas vitórias portistas. A primeira mão foi disputada em Vila do Conde, no dia em que o CJ da FPF punha cobro à manobra mafiosa do aprendiz de justiceiro Ricardo Costa e seus acólitos, reduzindo de forma arrasadora as penas aplicadas a Hulk e Sapunaru, na sequência da emboscada preparada com todos os requintes pela máfia vermelha, no túnel da Luz.

Sem rubricar uma grande exibição, os Dragões construíram uma vitória confortável (1-3) que abria desde logo o caminho para seguir em frente.

Na 2ª mão, no Dragão, Jesualdo aproveitou para gerir o plantel, fazendo descansar uma boa parte dos titulares habituais. Vitória ainda mais folgada (4-0), num jogo pouco interessante.






















Equipa titular frente ao Rio Ave, no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Diego Valeri, Beto, Maicon, Bruno Alves, Fernando e Orlando Sá; em baixo: David Addy, Fucile, Rúben Micael, Belluschi e Ernesto Farías.

O FC Porto apresentou-se no Jamor para jogar a final da Taça de Portugal pelo terceiro ano consecutivo, desta vez para defrontar o modesto Desportivo de Chaves, acabado de ser despromovido da Liga de Honra para a II Divisão Nacional.

Ainda assim os Dragões não fizeram uma grande exibição, bem pelo contrário. Os azuis e brancos entraram no jogo a ver jogar, cumprindo a lei do menor esforço que os conduziu aos serviços mínimos. Mesmo assim foi a melhor equipa justificando o resultado final (2-1).




Equipa titular que no Jamor arrecadou mais uma Taça de Portugal. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Álvaro Pereira, Fernando, Guarín, Rolando e Bruno Alves; em baixo: Raul Meireles, Falcao, Belluschi, Miguel Lopes e Hulk.





























Na Taça da Liga os Dragões lograram a sua primeira final, depois de liderarem o seu grupo onde defrontou o Leixões, a Académica e o Estoril. Nas meias-finais reencontraram a Académica a quem venceram por 1-0 e na final disputada no Algarve foram derrotados pelo Benfica, por 3-0.

Em termos internacionais coube ao FC Porto, como campeão nacional, representar Portugal na Champions League. Colocado no Grupo D, com os ingleses do Chelsea, os espanhóis do Atlético de Madrid e os cipriotas do Apoel, não se previa vida fácil para os comandados de Jesualdo Ferreira.

A primeira jornada foi disputada em terras de Sua Magestade, no relvado de Stamford Bridge, frente ao Chelsea de Carlo Ancelotti. Apresentando um futebol personalizado, consciente, desinibido, ainda que com maior pendor defensivo, o FC Porto jogou taco a taco, olhos nos olhos, frente a um adversário poderoso e de muito bom nível. A partida acabaria por ser decidida nos detalhes e aí, a menor eficácia dos jogadores portistas acabou por ditar uma derrota por 1-0, algo imerecida.

O segundo embate foi no Dragão frente ao Atlético de Madrid. Jogo muito cauteloso e muito amarrado que resultou numa hora de futebol pouco interessante. Só na meia hora final o FC Porto tomou realmente conta dos cordelinhos e fez pela vida, garantindo uma vitória difícil mas justa, colorida com 2 golos sem resposta.






















Equipa titular frente ao Atlético de Madrid. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Tomás Costa, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Mariano Gonzalez, Falcao, Belluschi e Fucile.

A terceira jornada teve como palco, de novo o Dragão. Frente à equipa menos cotada do Grupo, e estreante na competição, o Apoel de Chipre, a equipa portista exibiu-se de forma estranha. Poucas vezes foi capaz de se afirmar como equipa mais evoluída e sobretudo não soube explorar a inexperiência e ingenuidade da equipa cipriota, pródiga no festival de brindes nada normais a este nível.

A vitória portista, por 2-1 assentou no aproveitamento de duas dessas falhas, mas o futebol praticado por ambas as equipas deixou muito a desejar.






















Equipa titular, frente ao Apoel. Da esquerda para a direita: Fernando, Helton, Bruno Alves, Fucile, Álvaro Pereira e Rolando; em baixo: Raul Meireles, Mariano Gonzalez, Falcao, Cristán Rodríguez e Hulk.

Na 4ª jornada o FC Porto deslocou-se a Nicósia para voltar a defrontar o Apoel. Nova vitória, agora por 0-1, em mais um jogo pouco conseguido, com o golo a acontecer aos 84 minutos, permitindo desde logo a qualificação para os oitavos-de-final, com duas jornadas para jogar.

Seguiu-se a recepção ao Chelsea onde a liderança do Grupo ia ser posta à prova. O FC Porto não foi capaz de evitar a derrota por culpa própria, face a uma exibição (mais uma) descolorida. Derrota por 0-1 e a certeza de que o 1º lugar estava fora de questão.

A última jornada foi para cumprir calendário. Deslocação a Madrid e vitória expressiva (0-3) no Vicente Calderón, fechando com chave de ouro a sua participação na fase de grupos da CL.

O resultado do sorteio colocou no caminho portista o Arsenal de Londres para os oitavos-de-final. A primeira mão jogou-se no Dragão com vitória portista por 2-1, resultado que não espelhou a supremacia portista durante os 90 minutos. O FC Porto dispôs de outras oportunidades que se concretizadas poderia dar outra tranquilidade na deslocação a Londres.






















Equipa titular que defrontou o Arsenal no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Álvaro Pereira, Rolando, Bruno Alves e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Rúben Micael, Falcao, Silvestre VArela e Fucile.

A 2ª mão foi um verdadeiro banho de bola. Equipa sem ideias, de passes longos, sem ligação, sem criatividade, sem organização, enfim, sem nada de nada! Erros atrás de erros e golos na sua baliza em catadupa. Uma miséria aterradora, numa goleada das antigas: 5-0 e fim do sonho!






















Equipa titular que foi goleada em Londres. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Álvaro Pereira, Nuno André Coelho, Bruno Alves, Rolando e Hulk; em baixo: Raul Meireles, Rúben Micael, Falcao, Silvestre Varela e Fucile.







































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O FC Porto esteve envolvido em 5 competições, realizando um total de 51 jogos. A equipa técnica utilizou 31 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente dessa utilização:Álvaro Pereira (46 jogos), Bruno Alves, Falcao e Rolando (43), Belluschi (41), Fernando e Raul Meireles (39), Guarín e Helton (33), Mariano Gonzalez (32), Cristian Rodríguez, Hulk e Tomás Costa (31), Silvestre Varela (29), Ernesto Farías (27), Diego Valeri (23), Miguel Lopes (19), Rúben Micael (17), Beto (13), Maicon (12), Orlando Sá (11), Sapunaru (9), Nuno André Coelho (7), Nuno E. Santo (5), Sérgio Oliveira (4), Prediger e Yero (3), David Addy, Alex e Dias (1).

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Arquivo do Blog Dragaopentacampeao - I série