quinta-feira, 17 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - IV PARTE

PLANTEL - LINHA MÉDIA

25 FERNANDO - Fez uma entrada desastrada, este valoroso trinco portista. Deixou-se influenciar por gente para quem os contratos assinados não têm qualquer valor e forçou a saída descaradamente, criando mau estar no seio do grupo. Por isso sofreu as consequências sendo afastado da equipa. Caiu em si, penitenciou-se e foi perdoado. Errar é afinal humano. Voltou determinado e pronto a dar o melhor de si mesmo, cotando-se como um dos mais influentes  nas conquistas portistas. É sem dúvida um jogador nuclear e difícil de substituir. Jogou 2.579 minutos em 34 jogos (22 CN; 1 TP; 2 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE);
8 JOÃO MOUTINHO - Um jogador que não engana, «à Porto». Mais uma época de grande nível, marcada por uma regularidade impressionante. Veio para ser campeão e neste Clube ainda não parou de o ser. Foi o jogador do plantel que mais minutos jogou: 3.617 em 44 jogos. (29 CN; 1 TP; 1 ST; 4 TL; 1 STE; 6 CL e 2 LE). Só falhou 2 jogos (1 CN e 1 TP);
35 DEFOUR - Jogador internacional belga, bastante interessante. Teve algumas dificuldades para entrar na equipa mas quando foi chamado cumpriu, umas vezes melhor outras nem tanto. Patenteou qualidades mas precisa de jogar com mais regularidade. Foi dos suplentes mais utilizado. Jogou 1765 minutos em 37 jogos (24 CN; 2 TP; 3 TL; 6 CL e 2 LE);

23 SOUZA - Foi a primeira aposta de Vítor Pereira para substituir o castigado Fernando. Não conseguiu fazer esquecer o seu compatriota. Possui bons pés, sai melhor a jogar e remata mais que Fernando, razões pelas quais também foi esporadicamente utilizado em posição mais avançada no meio-campo, porém, a sua lentidão e menor capacidade de recuperar  bolas deixam-no pior colocado. Perdeu naturalmente espaço quando Fernando regressou de «cabeça limpa». Por isso foi emprestado ao Grémio, em Janeiro. Registou 779 minutos, tendo participado em 15 jogos (8 CN, 1 TP; 1 ST; 2 TL; 1 STE e 2 CL);

6 GUARÍN - Foi mais um dos afectados pelo «vírus» do defeso. Achou que tinha o direito de sair e ignorar o contrato que assinara de livre vontade. Vítor Pereira deu-lhe várias oportunidades para se redimir, mas o colombiano não as aproveitou. No mercado de Inverno acabou emprestado ao Inter de Milão, com opção de venda. Parece que o Inter quer mesmo este rapazola, olha que bom!. Jogou 652 minutos distribuídos por 11 jogos (7 CN; 1 ST; 1 STE e 2 CL);

7 BELLUSCHI - reconheço que sou um pouco suspeito para falar neste atleta. Reconheço-lhe alguma qualidade técnica e imaginação, mas para mim não passa de um «brinca na areia». De quando em vez lá tira um coelho da cartola, mas no mesmo jogo é menino para esbanjar muito mais do que construir algo de significativo e útil para a equipa. Não me parece jogador para pertencer aos quadros de equipas que lutem por grandes objectivos. Com o regresso de Lucho, perdeu  espaço e foi emprestado ao Génova. Oxalá os italianos o queiram comprar. Jogou 1.389 minutos em 27 jogos (16 CN; 2 TP; 1 ST; 2 TL; 1 STE e 5 CL);

3 LUCHO GONZALEZ - O seu regresso ao Clube em Janeiro, trouxe à equipa uma inigualável qualidade técnica e a serenidade que o balneário necessitava. O argentino, não tendo a mesma disponibilidade que o notabilizou, foi uma vez mais decisivo na conquista de mais um campeonato. Faz parte do núcleo de jogadores imprescindíveis. Jogou 1.327 minutos distribuídos por 16 jogos (12 CN; 2 TL e 2 LE); 
28 RÚBEN MICAEL - Foi uma surpresa a sua inclusão no «pacote» da venda de Radamel Falcao. Nem a época menos conseguida que tinha efectuado faria supor tal desfecho. Ainda jogou os dois primeiros jogos da época, antes do fecho do mercado. Foi titular no jogo da Supertaça, onde foi substituído aos 66 minutos e entrou na segunda parte do jogo da primeira jornada do campeonato nacional, jogando os últimos 36 minutos, ambos curiosamente contra o Vitória de Guimarães, num total de 104 minutos.


CN = Campeonato Nacional
TP = Taça de Portugal
TL = Taça da Liga
ST = Supertaça Cândido de Oliveira
STE = Supertaça Europeia
CL = Champions League
LE = Liga Europa

(V PARTE - LINHA AVANÇADA)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - III PARTE

PLANTEL (DEFESA)


Antes do mais, penso que é de crucial urgência que o FC Porto repense a sua relação com os  atletas e seus representantes, no que aos contratos diz respeito. A atitude de autênticos «mercenários» com que alguns vão tentando forçar a saída antecipada, quiçá influenciados pelos seus empresários, está a tornar-se demasiado frequente e prejudicial para quem tem que planificar a época.

Os jogadores ao assinarem os contratos, com ou sem clausula de rescisão, estão a comprometer-se e a aceitar, de livre e espontânea vontade, com tudo o que nele estiver acordado. São para cumprir, ponto final. Se o Clube ou empresários tiverem interesses em realizar mais-valias, libertando o jogador antes de expirar o prazo do contrato devem conversar civilizadamente. O que não pode nem deve acontecer é o atleta ficar melindrado se o Clube não pretender cedê-lo ou se as condições para tal não forem do seu interesse.

A época que terminou foi pródiga em casos desta natureza. Uma série de atletas foi assediada para mudarem de ares e como o FC Porto não deu seguimento, os «meninos» amuaram e comportaram-se como crianças. Alguns conformaram-se, caíram em si e voltaram a ser profissionais dignos, outros nem por isso!

Passemos à análise:


1 HELTON - Foi mais uma vez uma das figuras nucleares da equipa. A sua segurança, ponderação e voz de comando foram fundamentais para o desfecho que todos os portistas ambicionavam. Um senhor!

Foi dos mais utilizados, somando 3.510 minutos repartidos por 39 jogos (29 CN; 1 ST; 1 STE; 6 CL e 2 LE)*;
31 BRACALI - Contratado para substituir Beto, foi o segundo guarda-redes que viveu na sombra do principal. Foi-lhe confiada a titularidade  na Taça de Portugal e Taça da Liga. Teve um desempenho de nível regular sem nunca comprometer.  Jogou 614 minutos distribuídos por 7 jogos (1 CN; 2 TP e 4 TL);

41 KADU - O jovem angolano, terceiro guarda-redes defendeu sobretudo a baliza da equipa de juniores. No plantel principal não teve oportunidades para demonstrar o seu talento. A sua utilização foi residual e simbólica: 16 minutos em dois jogos (8' CN e 8' TP);

13 FUCILE - Habituou-nos a admirá-lo pela sua garra e determinação, fazendo o vai-vem constante pela sua ala, quase sempre com bastante eficiência. Com a chegada tardia do seu compatriota A. Pereira, começou por se fixar no lado esquerdo da defesa, passando mais tarde para o lado direito. A sua performance esteve sempre longe do normal. A lentidão e sobretudo os vários momentos de desconcentração marcaram negativamente o seu desempenho. Penou alguns meses no banco de suplentes ou na bancada e acabou por servir de moeda de troca, por empréstimo, na antecipação da vinda de Danilo, do Santos. Jogou 1.035 minutos distribuídos por 12 jogos (7 CN; 1 ST; 1 STE e 3 CL);

21 SAPUNARU - Começou a época como titular, realizando os quatro primeiros jogos, onde alternou momentos de qualidade com outros menos bons. Tal como Fucile, desapareceu das convocatórias no início de Novembro, supostamente por problemas disciplinares. Resistiu à «limpeza» de Janeiro e reapareceu em grande para o último terço do campeonato. Não conheço a gravidade dos seus actos de indisciplina mas que o castigo foi prolongado, lá isso foi! Jogou 1.600 minutos distribuídos por 21 jogos (16 CN; 1 TP; 1 ST; 1 STE; 1 CL e 1 LE);

2 DANILO - Resgatado ao Santos, num processo de transferência algo complicado, chegou no mercado de Inverno, em Janeiro, por troca com Fucile, para herdar a mítica camisola com o nº 2 nas costas. Quando parecia ter pegado de estaca, uma arreliadora e indesejável lesão afastou-o praticamente para o resto da época. Do pouco que conseguiu mostrar, prometeu muito, não surpreendendo que se torne rapidamente num jogador muito importante. Jogou 425 minutos divididos por 8 jogos (6 CN; 1 TL e 1 LE); 
14 ROLANDO - Fez a pior de todas as épocas desde que chegou ao FC Porto. Foi um dos egos inchados que não conseguiu disfarçar a sua frustração por não ter visto a sua pretensão de mudar de ares satisfeita. Produziu exibições irregulares e ainda reagiu intempestivamente a uma substituição. Vítor Pereira que apostara nele cegamente acabou por fazê-lo experimentar a sensação do banco, talvez tarde de mais. É nitidamente um jogador em fim de ciclo no FC Porto. Foi dos mais utilizados com 3.081 minutos em 37 jogos (27 CN; 1 TP; 1 ST; 1 STE; 5 CL e 2 LE); 

4 MAICON - Um dos melhores jogadores portista desta época. Central de enorme porte físico parece estar a trilhar o percurso de outros grandes centrais que evoluíram com a camisola azul e branca. Começou inseguro e a cometer erros primários. Vítor Pereira experimentou-o em variadas duplas, com Rolando, com Mangala e com Otamendi. Acabaria por se impor, espero que definitivamente, com o argentino a seu lado, formando uma dupla consistente, forte e segura, já na parte decisiva do campeonato. Antes porém, teve de passar por uma nova experiência na sua carreira, quando o treinador apostou nele para lateral direito, contra todas as expectativas. A verdade é que Maicon deu conta do recado e, dizem os «experts» que aí terá ganho a confiança e ritmo de jogo para, quando foi necessário, regressar à sua posição natural em grande estilo. Jogou 2.712 minutos distribuídos por 31 jogos (20 CN; 2 TP; 1 ST; 3 TL; 3 CL e 2 LE);
30 OTAMENDI - Mais um central com credenciais confirmadas mas que começou titubeante e sem conseguir impor-se com titular indiscutível. Encontrou o ponto de equilíbrio ao lado de Maicon, para um final de época de grande qualidade. Jogou 2.615 minutos em 27 jogos (18 CN; 1 TP; 2 TL; 5 CL e 1 LE); 

22 MANGALA - Internacional francês sub21, central corpulento mostrou ser o mais rápido dos centrais portistas. Teve poucas oportunidades mas patenteou qualidades interessantes e enorme potencial. Precisa de tempo e oportunidades para crescer. Denotou alguma imaturidade alternando coisas boas com «aselhices». Somou 1.160 minutos em 14 jogos (7 CN; 1 TP; 4 TL; 1 CL e 1 LE);

5 ÁLVARO PEREIRA - Chegou mais tarde ao seio da equipa, em função da sua prestação na Selecção do Uruguai, arrancando para a nova época quase sem descanso. Foi um dos jogadores falados, durante toda a época, para o «sai, não sai», acabando por afectá-lo fortemente. Ele queria muito ir para o Chelsea, mas como o clube inglês não bateu a cláusula de rescisão a transferência gorou-se. O «Palito» ficou descontente e não conseguiu disfarçar. A azia foi tanta, que apesar  do voluntarismo aparente, a desconcentração foi evidente. Mal a dominar a bola, muito trapalhão, perdas de bola infantis e cruzamentos quase sempre desajustados. Terminou a época em grande stress anímico, com uma reacção intempestiva e pouco inteligente, depois de uma substituição. Outro em fim de ciclo no Clube, demonstrando à evidência o que é ter um jogador contrariado. Jogou 2.958 minutos distribuídos por 34 jogos (23 CN; 1 TP; 3 TL; 6 CL e 1LE);

26 ALEX SANDRO - Jovem defesa esquerdo, internacional brasileiro, chegou rotulado de grande promessa. Foi pouco utilizado mas muito «trabalhado» para se aclimatar e adaptar-se convenientemente ao futebol europeu. Mostrou já algumas das sua qualidades. Avança bem no terreno, tem bons pés,  visão de jogo e remate espontâneo. Defende bem mas ainda é lento na recuperação da posição. Jogou 820 minutos em 12 jogos (7 CN; 1 TP; 3 TL e 1 LE).


* 
CN = Campeonato Nacional
TP = Taça de Portugal
ST = Supertaça Cândido de Oliveira
TL = Taça da Liga
STE = Supertaça Europeia

CL = Champios League
LE = Liga Europa


 (IV PARTE - PLANTEL - LINHA MÉDIA)  

terça-feira, 15 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - II PARTE

EQUIPA TÉCNICA


Com a saída abrupta e surpreendente de André Villas-Boas,  Pinto da Costa foi rápido a escolher o sucessor, promovendo o então adjunto Vítor Pereira, num acto considerado de elevado risco e grande coragem.

Este, ao aceitar o desafio, declinando o convite para acompanhar o seu chefe de equipa, na deserção, demonstrou ambição e enorme confiança nas suas competências. Desafio tanto mais complicado quanto é certo ter assumido o comando técnico uma semana antes de arrancarem as competições, vivendo seguidamente o drama do mês de Agosto sem ter o plantel definido.


A maioria dos adeptos, numa primeira fase, entendeu a sucessão como perfeitamente natural. Era afinal, a aposta inequívoca no excelente trabalho da época anterior, caracterizado pelo rigor,  qualidade, seriedade e paixão demonstradas por VP, a quem, alguns portistas especularam,  se ficou a dever uma grande quota parte dos êxitos alcançados, tantas as vezes que AVB foi visto a com ele conferenciar durante os jogos.
Porém, a vida de VP não se revelou nada fácil. A herança era demasiado pesada. Sendo certo que ninguém ousaria exigir a repetição dos êxitos da época anterior, tendo em conta que o plantel ao dispor era praticamente o mesmo, «apenas» amputado de Radamel Falcao e Rúben Micael, mas reforçado com Iturbe, o pequeno «Messi», Alex Sandro, Djalma, Kléber, Mangala e Defour, era espectável no entanto, que pelo menos, o nível exibicional não fosse muito abalado e o FC Porto pudesse, a nível interno, discutir os vários títulos em disputa, com maior determinação e no panorama internacional, estivesse nos oitavos-de-finais da CL, depois de ter ficado num grupo onde era favorito.

As exibições pouco esclarecidas, fruto da pouca entrega de alguns jogadores, que decidiram encarnar o papel de vedetas inchadas no ego, convencidos que o FC Porto já era demasiado pequeno para as suas ambições, bem como de diversos equívocos da equipa técnica, acabaram por criar, alguma instabilidade, desconforto e desconfiança. Neste particular, a abordagem da CL com apenas um ponta de lança (Kléber), deixando de fora Walter; o demorado «castigo» imposto a Sapunaru; a insistência num Rolando desconcentrado; a exagerada «protecção» a Iturbe; o habitual desinteresse pela TL e a negação da possibilidade de Hulk lutar pela conquista da bola de prata, no último jogo, são alguns dos que mais me marcaram, entre outros.

As precoces eliminações da TP e da CL deixaram, aparentemente, o treinador na corda bamba. Parte da massa associativa chegou a pedir a sua «cabeça». Só a firmeza de Pinto da Costa, avesso a «chicotadas psicológicas» segurou VP.

A serenidade, confiança e ambição regressaram imparáveis com os ajustamentos feitos em Janeiro. Foi como que um toque a rebate. Paulinho Santos integrou a equipa técnica, Lucho Gonzalez regressou, alguns dos insatisfeitos foram emprestados e a união do grupo fortaleceu-se de tal forma que o último terço do campeonato ficou marcado por vitórias  decisivas que se reflectiram na conquista do BICAMPEONATO.
No fim, a humildade de VP calou bem fundo na massa adepta portista, ao reconhecer as dificuldades sentidas e a aprendizagem a que se submeteu, considerando-se agora melhor preparado para enfrentar a nova época.

Nunca tive dúvidas da honestidade e seriedade da sua pessoa. Confesso que não sou seu incondicional admirador, enquanto treinador. Fui dos que criticou quando as coisas estiveram feias mas tive a lucidez de não lhe atribuir as culpas por inteiro (ver aqui).

Felizmente para ele e para o FC Porto foi possível salvar o objectivo principal. Fico imensamente feliz e grato por esse facto.
VP é o treinador do FC Porto para a próxima época, conforme confirmação do Presidente. Espero e desejo que seja muito feliz e que tenhamos uma equipa mais forte e ambiciosa e a praticar futebol de melhor nível.


(III PARTE - PLANTEL)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

INTERNACIONAIS PORTISTAS ESTRANGEIROS - PARTE XV


Arnold Wetl - Internacional E15: Vestiu a camisola da Selecção nacional da Áustria por 21 vezes (7 pelo SK Sturm Graz; 5 pelo FC Porto e 9 pelo SK Rapid Viena). Apontou 4 golos. Estreou-se em 17 de Abril de 1991, em Viena, no Áustria-Noruega, encontro particular que terminou com um empate sem golos. Enquanto jogador do FC Porto, voltaria à Selecção para  concretizar a sua 8ª internacionalização, em 9 de Outubro de 1996, em Estocolmo, no Suécia-Áustria, com vitória austríaca, por 1-0, em jogo a contar para a fase de qualificação do Campeonato do Mundo de 1998, cuja fase final constituiu a única presença deste atleta, no que diz respeito aos maiores eventos internacionais de selecções, da modalidade.

Natural de Eibiswald, Áustria, fez a sua formação nas camadas jovens do SK Sturm Graz, clube que viria a representar por mais sete épocas, como profissional e onde conseguiu grande destaque individual, marcando 41 golos em 160 jogos e a conquista de 1 Taça da Áustria.

Médio muito talentoso, Arnold Wetl era um jogador capaz de desempenhar na perfeição os lugares 8 e 10 do meio-campo, características que fizeram despertar o interesse do FC Porto, que o contratou no Verão de 1996.

A sua permanência nas Antas foi no entanto discreta e curta, pela pouca utilização. Participou em 11 jogos do Campeonato nacional (apenas 2 como titular), somando 438 minutos e 1 golo apontado. Estreou-se com a camisola portista precisamente na 1ª jornada, frente ao Vitória de Setúbal, no Estádio das Antas, com um empate a duas bolas. Participaria ainda num jogo da Taça de Portugal (Varzim), 1 da Supertaça (Benfica) e 1 da Champions League (Manchester Untd.). O seu momento mais marcante foi o do jogo no Estádio da Luz (goleada portista por 5-0, da Supertaça) em que Wetl, já com o resultado em 3-0, desferiu potente e colocado remate de fora da área, obtendo um golo de antologia, para surpresa e desespero do categorizado guarda-redes belga Michel Preud'Homme.

Foi pois, sem grande surpresa, que acabou dispensado no defeso, tendo regressado ao seu país natal para representar o SK Rapid de Viena, onde jogou durante quatro temporadas, registando 96 jogos e 9 golos, mas sem a conquista de títulos.

Terminada a experiência em Viena, regressou ao SK Sturm Graz, onde esteve 3 épocas, indo terminar a carreira, com 35 anos no FC Gratkorn, onde jogou duas épocas com regularidade.

Palmarés ao serviço do FC Porto: Campeão nacional (1996/97) e  vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira (1996/97)

(Continua)
Fontes: European Football National Teams Matches; Zero a Zero e Worldfootball.net

domingo, 13 de maio de 2012

BALANÇO DA ÉPOCA 2011/12 - I PARTE

Terminadas as competições nacionais e internacionais, no que ao FC Porto diz respeito, é hora de fazermos o balanço de toda a época do futebol profissional. 

Para tal, nada melhor que começar, nesta primeira parte, pelo cume da pirâmide, onde o saber e experiência acumulados, do Presidente mais titulado do Mundo, Jorge Nuno Pinto da Costa, teve uma vez mais, papel preponderante no desenrolar e desfecho da época, quer para o melhor como para o pior.
Falar do Presidente é no fundo falar do próprio Clube. Clube com história antes de PC e com outra, completamente diferente, depois de PC. Com ele, o Clube atingiu um patamar de excelência inimaginável, transformando-o rapidamente num Clube de considerável expressão mundial.

Os adeptos elevaram de tal forma a fasquia de exigência que épocas em que não aconteçam títulos ou que não se ganhe o campeonato nacional, são considerados desastrosos, como aconteceu na época de 2004/2005 onde o FC Porto «apenas» venceu a Supertaça Cândido de Oliveira e a Taça Intercontinental!

Depois de uma época em que os Dragões ganharam quase tudo o que havia para ganhar (Campeonato, Taça, Supertaça e Liga Europa), falhando apenas a famigerada Taça da Liga, as expectativas eram naturalmente elevadas, ainda que todos  tivessem consciência da dificuldade de a voltar a repetir. O sonho da Champions voltou a reluzir porque os argumentos eram válidos.

Pinto da Costa, tal como em 2003, acreditou nessa possibilidade e fez uma aposta muito grande na manutenção do plantel e equipa técnica, mas acabou traído por duas peças fundamentais. André Villas Boas e Radamel Falcao, depois de discursos inequívocos de fidelidade, roeram a corda já em cima do arranque da nova época, deixando o Presidente sem tempo para gizar soluções a preceito.
Estou convencido que se ambos se tivessem decidido muito mais cedo, Pinto da Costa teria recorrido e arranjado, na sua lista de referenciados, opções mais credíveis em vez de ter promovido o adjunto Vítor Pereira e não ter conseguido substituto para o goleador colombiano.

A época começou assim, com estas duas contrariedades de peso, lançando algum desconforto e desconfiança, quer no seio do plantel como na generalidade da massa adepta, que foram ainda surpreendidos por uma série de contratempos e equívocos, que a seu tempo, a sabedoria e experiência de PC haveriam de corrigir de forma decisiva.

Em Janeiro, quando a equipa estava já a 5 pontos da liderança, eliminado da Taça de Portugal e da Champions League, Pinto da Costa surgiu em todo o seu esplendor. Foi ao balneário unir as hostes, deu força e confiança ao treinador Vítor Pereira, permitiu a «limpeza de balneário», fez regressar «El Comandante» e dotou o grupo de um ponta-de-lança.
Daqui para a frente, foi o tocar a reunir com o desfecho que todos ambicionávamos: A revalidação do título nacional, de resto, o principal objectivo. Neste último esforço ficaram, ainda assim, dois amargos de boca, a eliminação da Liga Europa, por números tão exagerados quanto injustos, frente ao Manchester City e a eliminação da Taça da Liga.

Em síntese, Pinto da Costa, depois de surpreendido inicialmente conseguiu remediar a tempo a performance da equipa a nível interno, revelando-se insuficiente para voos mais altos, que é como quem diz, para outros objectivos internacionais.

(Parte II - Equipa técnica)

sábado, 12 de maio de 2012

GOLEADA A FECHAR

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

Em fim de campeonato quis Vítor Pereira aproveitar o último jogo para dar minutos a jogadores menos utilizados e até consagrar dois novos Campeões (Bracali e Kadu), começando o encontro em Vila do Conde com apenas três dos jogadores titulares nas anteriores partidas (João Moutinho, James Rodríguez e Silvestre Varela.

Surpreendentemente Hulk ficou no banco, impossibilitando a tentativa de se tornar no melhor goleador do campeonato, numa desistência antecipada para a qual não encontro justificação plausível, mesmo que o treinador tenha dito que neste Clube não se promova objectivos individuais em desfavor dos colectivos. Ora esta explicação não colhe, porque a ser assim não se dava a possibilidade do terceiro guarda-redes ser campeão nacional.

Sei que a tarefa não seria fácil de alcançar, mas nada custava tentar. Agora fica a dúvida se Hulk seria ou não capaz de marcar 4 golos, ainda por cima num jogo em que Kléber fez o hat-trick!

Os campeões nacionais entraram bem no jogo, dominaram, marcaram e foram marcando os ritmos da partida de acordo com as conveniências. Permitiram dois golos  que ajudaram para animar o espectáculo, mas nos momentos certos foram dilatando o marcador não dando hipóteses ao adversário de sonhar com alguma proeza.

Vitória justa e sem margens para dúvidas, com destaque para Moutinho e Defour, no meio campo, para Varela e Djalma, na frente e para o ar da sua graça de Kléber como matador, faceta que ainda não tinha conseguido demonstrar. Será para valer?

O FC Porto encerra assim o campeonato garantindo a vantagem de seis pontos sobre o segundo classificado, mantendo o melhor ataque e a melhor defesa (69-19).

JUSTÍSSIMO CAMPEÃO 

Agora siga para a festa!


sexta-feira, 11 de maio de 2012

FESTA - CAPÍTULO III

Com o título já no «bornal», ao FC Porto quase só resta cumprir calendário, nesta sua deslocação a Vila do Conde. O sublinhado justifica-se por outros objectivos que os Dragões irão certamente tentar garantir, para acabar o campeonato em beleza.

Estou a lembrar-me, por exemplo, na possibilidade de garantir o melhor ataque e a melhor defesa, a possibilidade (esta mais remota mas não impossível) de ajudar a coroar Hulk como o melhor artilheiro (está a «apenas» 3 golos dos líderes) e a consagrar mais alguns atletas que ainda não actuaram no campeonato (Bracali e Kadu).
Em relação à anterior convocatória, o treinador Vítor Pereira promoveu quatro alterações. Duas forçadas pelos castigos de Sapunaru e Fernando e as restantes por mera opção técnica, Helton e Otamendi.

Kadu, Mangala, Álvaro Pereira e Iturbe são os substitutos.

LISTA DOS CONVOCADOS
EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Liga Zon Sagres 2011/12 - 30ª Jornada
Palco do Jogo: Estádio dos Arcos - Vila do Conde
Data e hora do jogo: 12 de Maio de 2012, às 18:30 h
Árbitro: na redoma!
Transmissão: SportTv1