FICHA DO JOGO
O FC Porto voltou a vencer com um golo solitário, suficiente porém para garantir a diferença pontual para os seus rivais, que possuía na jornada anterior.
Thiago Silva lesionou-se, juntando-se ao lote dos indisponíveis, pelo que Francesco Farioli se viu obrigado, mais uma vez, a alterar o onze titular portista, colocando no seu lugar Pablo Rosário a que juntou Gabri Veiga, em vez de Rodrigo Mora, as duas alterações, relativamente ao jogo anterior frente ao Nacional da Madeira.
Esperar uma bela exibição e um resultado gordo, nesta conjuntura, será certamente uma ambição demasiado extravagante, pelo que chegar ao fim do jogo e constatar mais uma vitória é algo com que já me sinto suficientemente aliviado, ainda que não muito convencido.
Este jogo frente a um Rio Ave em reconstrução, vindo de 5 derrotas consecutivas até seria, em condições normais, uma boa oportunidade para a equipa do FC Porto tirar a barriga de misérias, mas, por um conjunto de circunstâncias (pouca apetência para enfiar a bola na baliza, alguma falta de sorte, muita falta de lucidez e insistência nos erros primários bem como nas opções caricatas), este Dragão parece fadado para os resultados light.
A equipa até começou bem o jogo, a remeter o adversário para o seu terço mais recuado, mas a falta de pontaria no remate, aliada a um sem número de decisões estapafúrdias, acabaram por minar a confiança que nem o golo de Froholdt, aos 22 minutos conseguiu disfarçar.
Valeu a solidez defensiva, uma mais valia de que a equipa vai beneficiando, mas também a menor capacidade do adversário para a pôr em causa, só por uma vez se acercou com evidente perigo.
Sem Samu, os portistas ficaram órfãos de um goleador (Deniz Gul teima em não apresentar argumentos e Moffi ainda não está pronto) e a quebra exibicional de Sainz e William Gomes, reduzem de forma evidente a capacidade ofensiva patenteada no inicio da temporada. O jovem Oskar Pietuszewski, perde-se demasiado nos dribles (neste jogo só por duas vezes, conseguiu os seus intentos, um deu golo e no outro optou por remate disparatado. Não conto um terceiro que até deu golo, mas invalidado por 8 cm de fora de jogo).
Depois de alguns golos perdidos, a equipa passou os últimos dez minutos da partida a queimar tempo, tornando a parte final num espectáculo penoso de seguir.
Vitória tão justa quanto escassa, a garantir por agora, a manutenção de uma liderança complicada de segurar.




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