terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

EMPATE NO DRAGÃO RENDEU PONTO EXTRA

 
















FICHA DO JOGO


























SISTEMA TÁCTICO
























Na recepção ao segundo classificado, o FC Porto não foi além do empate, mas com sabor a vitória já que, manteve os quatro pontos de diferença  e se no final estas equipas acabarem com os mesmos pontos, os Dragões garantiram vantagem nos resultados entre ambos.

Francesco Farioli operou 3 alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior frente ao Casa Pia. Alberto Costa, Jakub Kiwior e Victor Froholdt renderam Thiago Silva, Francisco Moura e Pablo Rosário.






















A derrota do FC Porto em Rio Maior e o consequente atraso de 3 pontos, suscitou uma enorme esquizofrenia da comunicação social e uma incontida pretensão de um tal de "Special Indemnizações", que acabou por não ter o desfecho pretendido.

Havia efectivamente um certa expectativa de como os Dragões se comportariam com este teste exigente e desafiador.

Vários cenários poderiam ser equacionados. A derrota colocaria o Sporting a apenas um ponto, a vitória reporia os sete desfeitos na jornada anterior e o empate faria somar aos 4 pontos anteriores, mais um virtual, resultante da vantagem portista no confronto directo.

Neste contexto este clássico acabou por ser um jogo aborrecido, sem grandes atractivos, para além da expectativa, já que as equipas se encaixaram uma na outra, ambos com receios recíprocos, ainda que me parecesse que a equipa lisboeta trabalhou mais para vencer o jogo enquanto o FC Porto para não o perder.

Os azuis e brancos assentaram numa organização defensiva consistente e com atenção redobrada na reação à perda, mas com grandes dificuldades para ligar o jogo ofensivo face à má qualidade do passe. A bola foi mais uma vez trocada até à exaustão pelos centrais, de forma lenta, pousada, quase denunciada, enquanto os médios raras vezes se movimentavam  para darem linhas de passe. 

O primeiro remate portista, digno desse nome aconteceu aos 20 minutos, numa das melhores aproximações à baliza contrária, com Alan Varela em posição frontal a rematar, ainda assim defeituosamente, de fora da área.

Depois foi Alberto Costa, aos 37 minutos, de pé esquerdo a imitar o seu colega, em mais um remate de fora da área, de forma desastrosa.

O Sporting demonstrou mais mecanização, melhor qualidade de passe, melhor condução, mais ligação entre os sectores, mas também pouco poder de fogo.

Por isso foi sem surpresa que o marcador seguiu a zeros para o intervalo.

A necessitar de diminuir a diferença pontual, o Sporting entrou mais agressivo ofensivamente, mas raras vezes importunou Diogo Costa. Teve mais posse, mais aproximações à área portista, mas os azuis e brancos foram desfazendo todas as tentativas quase sempre de forma confortável.

Foi mesmo o FC Porto que aos 76 minutos abriu o activo, pelo reforço de Inverno Fofana, que tinha sido chamado ao jogo aos 63 minutos a render Gabri Veiga, num lance de insistência, depois dos remates de Alberto Costa, do próprio Fofana e de Deniz Gul, todos contra os defensores leoninos, para o médio costa marfinense concluir com remate forte e colocado, sem hipótese de defesa.

De repente, a vitória ficou ali ao dispor com a reposição da diferença dos sete pontos tão reais quanto possíveis de almejar. 

Era agora necessário maior empenho defensivo, cabeça fria, resiliência e entreajuda, mas também alguma sorte.

Os leões intensificaram as acções ofensivas, obrigaram o FC Porto a baixar o seu bloco defensivo, criaram algumas jogadas perigosas e já no final do tempo de compensação, foi duplamente feliz. Primeiro porque um cruzamento de Fresneda fez a bola embater no braço de Francisco Moura, originando penalti e depois porque a defesa de Diogo Costa não foi suficiente para evitar a recarga.

O empate acaba por ser o resultado mais justo. Confesso que não aprecio a forma de jogar do FC Porto. Futebol muito lento, com excessivos passes entre os centrais, sem progressão, à espera de uma desmarcação lá na frente para colocar a longa distância, geralmente mal efectuado. Pouca ligação entre os sectores. Perdas de bola de forma frequente. Enfim.

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