FICHA DO JOGO
O FC Porto foi à Madeira arrecadar mais 3 pontos, na sua corrida para o título, com um futebol desinspirado, nada vistoso, mas eficaz no que toca ao objectivo.
Francesco Farioli teve de fazer alterações no onze titular face à onda de lesões que afectam um número considerável de atletas (Samu, Kiwior e Martim Fernandes que se juntaram a Nehuén Pérez e Luuk de Jong) e ao castigo federativo de Francisco Moura. Foram então 5 as mudanças no onze titular, em relação ao jogo anterior frente ao Sporting. Thiago Silva, Zaidu, Rodrigo Mora, Deniz Gul e Oskar Pietuszewski renderam Jakub Kiwior, Martim Fernandes, Gabri Veiga, Samu Aghehowa e Borja Sainz.
As deslocações à Choupana costumam ser complicadas. Na temporada passada aconteceu mesmo uma derrota, numa altura em que o FC Porto lutava pela liderança.
Tendo em conta os últimos resultados (derrota com o Casa Pia e empate com o Sporting), bem como as pobres exibições em que a equipa tem caído, ninguém esperava um Dragão avassalador, capaz de somar os três pontos com uma perna às costas.
A verdade é que a equipa parece ter interiorizado que o importante é angariar os três pontos, sem se preocupar com a qualidade do seu futebol ou mesmo como a forma mais conservadora de manter a sua baliza inviolável. O fundamental parece ser conseguir um golito, nem que seja de bola parada e conservar a sua baliza a zeros.
O futebol praticado não é convincente nem objectivo. Bola a rolar entre os centrais, a passo, para trás e para os lados, sem ideias, sem progressão, sem clarividência, muito menos criatividade ou lucidez, seguido de tentativas de colocação a longa distância, geralmente sem convicção nem eficácia, originando perdas sistemáticas, incapacidade de ter bola e quando a tem, tentativas individuais, sem muito sentido, inconsequentes.
Tem sido esta a formula utilizada por Francesco Farioli, depositando uma enorme confiança numa defesa forte, mas não isenta de falhas, que algumas vezes (poucas) compromete, como, por exemplo no jogo anterior.
Este jogo tornou-se por isso pouco interessante, sob o ponto de vista futebolístico, com grande equilíbrio, principalmente na primeira parte, mas sem grandes oportunidades de parte a parte. O lance de maior perigo até pertenceu ao Nacional, também de bola parada com Diogo Costa a defender por instinto um cabeceamento de Ramirez.
No segundo tempo as coisas não mudaram muito. O técnico portista mexeu no onze com as entradas de Gabri Veiga e Borja Sainz, para os lugares de Rodrigo Mora e Oskar Pietuszewski (59') e no minuto seguinte Jan Bednarek cabeceou para o golo, na sequência de um canto cobrado por Gabri Veiga.
A vencer, mas sem convencer, a turma portista tentou manter uma postura mais ofensiva, mas a tendência de conservar a vantagem foi mais forte. A equipa nunca foi capaz de transmitir confiança e muito menos capacidade para criar o pânico na área adversária.
Defender com unhas e dentes e não permitir grandes veleidades ao adversário foram as prioridades, cumpridas até ao último apito do árbitro.
Vitória justa só porque foi a única equipa a conseguir o golo.




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