sábado, 28 de fevereiro de 2026

DRAGÃO ABANOU MAS NÃO CEDEU

 
















FICHA DO JOGO


























SISTEMA TÁCTICO























O FC Porto recebeu e bateu o Arouca, em mais um jogo em que a performance portista voltou a ser periclitante, acabando por ter de cerrar os dentes e arregaçar as mangas para garantir a vitória e consequentemente a vantagem pontual que o separa do principal rival.

Farioli não pôde contar com Alan Varela, por limite de cartões amarelos, mas recuperou o central Jakub Kiwior, livre da lesão. O central polaco constituiu a única alteração no onze titular, relativamente ao jogo anterior frente ao Rio Ave.


























Acho que não se poderia pedir à equipa melhor entrada no jogo, já que o golo apareceu logo aos 13 segundos, por Oskar Pietuszewski a aproveitar uma excelente assistência de Victor Froholdt.

Estavam assim criadas todas as condições para os azuis e brancos partirem para uma exibição consistente e agradável, de forma a evitar calafrios.

Mas esta equipa não parece vocacionada para resolver os jogos de forma rápida e confortável. Parece preferir ir arrastando-se, umas vezes penosamente, com a bola a circular entre os centrais (os passes entre Bednarek e Kiwior, foram mais que muitos), sem qualquer intuito de progressão e alguns lançamentos de longa distância, geralmente mal dirigidos, alternando com uma ou outra jogada ofensiva bem delineadas, mas muito mal concluídas.

Diga-se em abono da verdade que o FC Porto, durante a primeira parte construiu algumas jogadas que poderiam ter dado golos, não fora a falta de talento para as concluir com êxito (Deniz Gul, aos 19 minutos a não acertar na bola, numa recarga ou Pepê, aos 45 minutos a atirar contra as pernas de um defesa, em situação privilegiada) ou também a falta de um pontinha de sorte (bola no ferro aos 17 minutos por Froholdt).

O segundo tempo começou mal para o FC Porto, que entrou demasiado relaxado, com a intenção de controlar a magra vantagem.

Sofreu o primeiro aviso, 27 segundos após o recomeço do jogo, com a bola a esbarrar estrondosamente na barra da baliza de Diogo Costa. Este lance parece ter despertado a equipa que respondeu com um remate perigoso de Gabri Veiga, seguido de um desperdício (mais um) displicente de Deniz Gul, que na cara do golo atirou sobre a barra (52 minutos).

Foi Sol de pouca dura já que o Arouca dividiu o jogo, aproveitando a apatia relativa da turma portista, arrancando um golo de belo efeito à passagem do minuto 70, já Farioli tinha feito 3 alterações (61').

Balde de água fria no Dragão até porque a turma adversária parecia não ter grandes argumentos para furar a defensiva azul e branca.

O que se seguiu até final foi um assalto à baliza do Arouca, mas com muita precipitação, pouco discernimento e muita intranquilidade. 

A insistência acabaria por dar os seus frutos, pois aos 87 minutos, Seko Fofana sofreu falta para pênalti e William Gomes, com execução soberba colocou a equipa em vantagem (91'). 

Para acabar em beleza, o nº 7 portista ainda assistiu Moffi, para o terceiro golo (98 minutos), garantindo os três pontos.

Vitória justa mas sofrida sem necessidade, face à incapacidade para matar o jogo ainda cedo, apesar das oportunidades criadas.

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