sexta-feira, 8 de março de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 276













DJALMA - Goleador Nº 276

Concretizou 3 golos em 20 participações oficiais com a camisola principal do FC Porto, durante a sua curta passagem na temporada de 2010/11 e inicio da seguinte.

Djalma Braume Manuel Abel Campos, nasceu no dia 30 de Maio de 1987, em Luanda, Angola e possui dupla nacionalidade, embora tenha optado pela sua nacionalidade de nascença. 

Trata-se de mais um internacional, enquanto jogador do FC Porto, pelo que foi já objecto de apreciação individual, na rubrica "INTERNACIONAIS PORTISTAS", editado neste blogue em 14 de Janeiro de 2013 e onde constam as principais incidências da sua carreira, até então, que poderão ser recordadas clicando aqui.

Vou portanto apenas complementar com algumas informações que reputo de importantes e que se enquadram nesta rubrica, para além da indicação da progressão do seu trajecto ainda em actividade.

























Apesar de actuar como médio ala, Djalma nunca teve uma relação muito estreita com os golos. Capaz de criar boas situações para facturar e aparecer em zonas de finalização com frequência, o extremo angolano exasperava pela facilidade com que desperdiçava golos cantados.

Essa terá sido a razão para não conseguir cumprir o contrato de 5 temporadas que havia assinado.

Marcou 3 golos, enquanto atleta do FC Porto. Um para o Campeonato nacional (Liga Zon Sagres) e dois para a Taça de Portugal.

Os primeiros dois golos, aconteceram no dia 15 de Outubro de 2011, no Parque de Jogos Pardal Monteiro, em Pêro Pinheiro - Sintra, frente ao Pêro Pinheiro, em jogo da 3ª eliminatória da Taça de Portugal, com vitória portista, por 8-0. Djalma foi o autor dos 4º e 6º golos, aos 41' e 57'.

O seu último golo de Dragão ao peito aconteceu no dia 12 de Maio de 2012, no Estádio dos Arcos, Vila do Conde, frente ao Rio Ave, em jogo da 30ª jornada do Campeonato, com vitória portista, por 5-2. Djalma apontou o segundo golo da equipa, aos 17 minutos.

A imagem que se segue é desse encontro, em que Djalma foi titular:


























Esteve presente em 35 convocatórias, 15 das quais sem qualquer utilização. Foi 10 vezes titular, das quais apenas 4 a tempo inteiro e 10 vezes suplente utilizado.










Saiu ainda em Agosto de 2012 para a Turquia, por empréstimo com a convicção de retornar para se fixar no plantel, o que nunca veio a acontecer.

Começou por defender o emblema do Kasimpasa (2012/13) e as duas temporadas seguintes representou o Konyaspor (2013/14 e 2014/15). Passou ainda pelo Gençlerbirligi (2015/16), antes de se deslocar para a Grécia onde actuou no Paok (2016/17 e 2017/18).

Encontra-se actualmente na Turquia ao serviço do Alanyaspor, onde já leva 23 jogos realizados e 4 golos apontados.

Pela selecção de Angola soma agora 43 internacionalizações e 7 golos apontados.

Fontes: Arquivo do Blogue e Zeroazero.pt

quinta-feira, 7 de março de 2019

EM NOITE EMPOLGANTE DRAGÃO COLOCA-SE ENTRE OS OITO MELHORES DA CHAMPIONS

















FICHA DO JOGO































Num jogo épico, carregado de emoção e muita expectativa, o FC Porto conseguiu reverter o resultado negativo trazido de Roma e qualificar-se para os quartos-de-final da Champions League, fixando-se na elite do futebol europeu.

Embate muito competitivo, valorizado por um adversário que nunca se deu por vencido, obrigando o jogo a ser resolvido durante o prolongamento, que valeu a 6ª passagem dos azuis e brancos a esta fase da prova.

Alguma surpresa no onze inicial escalonado por Sérgio Conceição, principalmente por deixar Óliver Torres e Brahimi no banco de suplentes. Mas foram 4 as alterações, relativamente ao jogo anterior, frente às toupeiras. Wilson Manafá e Adrián López também foram preteridos e só o espanhol viu o jogo do banco.

A equipa portista ciente das dificuldades que a esperavam, entrou prudente mas autoritária no sentido de não se deixar surpreender e simultâneamente tentar explorar o esquema mais defensivo dos italianos, a jogar com três centrais muito compactos e homogéneos, no seu terço mais recuado.

Forte pressão azul e branca, rápida reacção à perda da bola e alguma capacidade para desequilibrar lá na frente, com Corona a destacar-se nesse pormenor, o FC Porto foi colocando a defensiva contrária em constante alerta. Corona aos 3' e aos 21', Alex Telles aos 10' e Danilo 3' depois, foram ameaçando a baliza de Robin Olsen, sempre muito demorado na reposição da bola, com a conivência do juiz da partida, ambos muito serenos e impermeáveis ao forte coro de assobios vindos das repletas bancadas do Dragão.

O golo muito desejado haveria de chegar, fruto da diferença de estratégias seguidas pelas duas turmas em confronto. Jesús Corona lançou Marega sob o lado esquerdo, o maliano invadiu a área e no momento certo assistiu para a entrada vitoriosa de Soares, a desviar a bola para as malhas da baliza da Roma, provocando um momento de verdadeira loucura entre os adeptos portistas. Estava assim, aos 26 minutos concretizada a reviravolta na eliminatória.























Em desvantagem no jogo e na eliminatória, a equipa da Roma teve de alterar a sua estratégia, abandonar o esquema super defensivo e aventurar-se mais no ataque. O FC Porto por sua vez teve de recuar um pouco e ir desfazendo as tentativas mais ou menos inofensivas do seu adversário.

Os campeões nacionais pareciam ter o encontro controlado, mas num momento de imensa imprudência de Éder Militão (rasteira escusada dentro da área),  a Roma igualou o resultado e passou de novo para a frente da eliminatória, desta vez ainda com maior conforto, pois obrigava o FC Porto a ter de marcar não um, mas mais dois golos para reverter a tendência. Balde de água fria nas bancadas mas não na ambição da equipa azul e branca. Prémio injusto para a equipa italiana que nada tinha feito para merecer o empate ao intervalo.

O «banho» do balneário revelou um FC Porto ainda mais forte, mais ambicioso e mais confiante. Tomou de novo as rédeas do jogo, perante um adversário confortável na eliminatória e mais uma vez escravo da sua estratégia super defensiva que haveria de se revelar desastroso.

Os Dragões voltaram a ameaçar as redes de Robin Olsen e o prémio para essa vontade de marcar, chegaria ao minuto 52, por Marega na sequência de um cruzamento de Corona.
























Empatada a eliminatória (resultados iguais 2-1), o jogo conheceu outros cambiantes. A Roma voltou a ter de fazer pela vida e a partida passou a ser mais dividida mas com o FC Porto a mostrar-se mais perigoso.

Sérgio Conceição refrescou a equipa com as três alterações da ordem. Jesús Corona (69'), Soares (78') e Otávio (94'), deram os seus lugares a Brahimi, Fernando Andrade e Hernâni, respectivamente, mas o resultado não se alterou.

O jogo foi para prolongamento com alguns jogadores a acusarem o esforço de uma partida muito intensa e desgastante física e emocionalmente. Militão teve de ser substituído, completamente arrasado, entrando para o seu lugar Maxi Pereira (103').

As oportunidades apareceram dos dois lados mas foi o FC Porto a desempatar a partida num lance de grande penalidade clara que só o VAR descortinou, solicitando ao árbitro da partida Cuneyt Çakir para visionar o lance no monitor colocado em local apropriado para esse efeito.

Após alguns segundos de visionamento o árbitro apontou a marca da grande penalidade e Alex Telles, eleito para a sua concretização não falhou. Estava quase garantida a vitória na eliminatória.






















Quase no final do tempo suplementar ainda houve mais um momento de grande expectativa, quando um lance ocorrido na área do FC Porto teve de ser analisado pelo VAR.

Segundos vividos com enorme emoção seguida de uma explosão de alegria quando o árbitro mandou seguir o jogo não encontrando qualquer infracção.

Vitória épica e empolgante num jogo muito bom mas impróprio para cardíacos.


domingo, 3 de março de 2019

TOUPEIRAS CONSISTENTES "ROUBAM" LIDERANÇA
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto sofreu um grande rombo nas suas aspirações de bisar o título nacional ao consentir uma inesperada derrota frente ao seu principal rival, sendo destronado inapelavelmente da liderança, ficando agora a dois pontos de distância e em inferioridade no goal avarage  directo, a 10 jornadas do fim.

Sérgio Conceição optou por proceder a três alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior frente ao Braga, com a inclusão de Casillas, Brahimi e Marega, relegando Otávio e Fernando Andrade para o banco de suplentes e Fabiano para a bancada.

























No início do jogo tudo levava a crer que os campeões nacionais facilmente tomariam as rédeas do jogo. Ainda não estava decorrido o primeiro minuto e Alex Telles já tinha obrigado Vlachodimos a uma defesa de grande dificuldade e aos 4 minutos Adrián chegou ligeiramente atrasado para emendar um cruzamento perigoso de Marega.

Na sequência dessa entrada forte e decidida, o FC Porto chegou cedo ao golo (18') na recarga de um livre apontado pelo próprio.

Os azuis e brancos tinham tudo para seguir vencedores, mas inexplicavelmente começaram a cometer erros comprometedores, permitindo às toupeiras ganhar algum alento. Pizzi aos 22' apareceu solto de marcação em situação privilegiada para fazer o golo, negado superiormente por Casillas e três minutos depois João Félix, beneficiando de uma série de erros defensivos marcou mesmo. Casillas, Adrián, Manafá e Pepe ficaram  muito mal na fotografia.

A equipa portista sentiu o golo e aos 44 minutos Seferovic podia voltar a marcar, não fora a grande intervenção de Casillas.

No recomeço os jogadores azuis e brancos voltaram abúlicos e disso se aproveitou o rival para se adiantar no marcador, numa jogada elaborada, com a defesa portista a cheirar a bola e a permitir o remate vitorioso de Rafa (52').

Balde de água fria no Dragão e alguma decepção na equipa que no entanto tentou reagir. Brahimi aos 53' rematou cruzado à entrada da área, mas a bola saiu a rasar o alvo. 

A verdade é que os jogadores do FC Porto nunca tiveram a lucidez nem o discernimento suficientes para concretizar alguns dos lances mais prometedores. Pouco critério e muita precipitação contribuíram para que o resultado não se alterasse, mesmo depois da expulsão de Gabriel.

Derrota que deixa a equipa portista a não depender de si próprio e por isso em grandes dificuldades para revalidar o título.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 275













CRISTIAN SAPUNARU - Goleador Nº 275

Concretizou 3 golos em 103 participações oficiais, com a camisola do FC Porto, ao longo de cerca de 4 temporadas ao seu serviço (2008/09 a 2011/12).

Ionut Crstian Sapunaru, nasceu no dia 5 de Abril de 1984, em Bucareste, Roménia. Trata-se de um defesa lateral direito internacional, também enquanto jogador do FC Porto, pelo que já foi motivo de destaque individual neste blogue, na rubrica "INTERNACIONAIS PORTISTAS", editado no dia 5 de Novembro de 2012, onde constam as principais incidências da sua carreira até então e que poderão ser recordadas clicando aqui.

Vou por isso, como em casos similares, fazer pequenos acrescentos de detalhes mais apropriados ao tema dos golos, não deixando de complementar com a progressão da sua carreira.

























Apesar de ser um lateral bastante ofensivo Sapunaru nunca foi um grande marcador de golos. 

O seu primeiro golo de Dragão ao peito, foi alcançado no seu 16º jogo da temporada de 2008/09, mais precisamente no dia 14 de Janeiro de 2009, no estádio da Madeira, Choupana - Funchal, frente à equipa do Nacional, em jogo a contar para a Taça da Liga, com derrota portista por 2-1. Sapunaru marcou aos 36 minutos, restabelecendo na altura o empate a 1 golo.

Esteve duas temporadas sem conseguir voltar a marcar (a bem da verdade, uma época e pico, tendo em conta o castigo sofrido pela celebérrima emboscada no túnel da Luz, que determinou o seu empréstimo temporário ao Rapid de Bucareste).

Na sua última época no Dragão, apontou mais dois golos, ambos a contar para o Campeonato Nacional (Liga Zon Sagres). Foi em 19 de Agosto de 2011, no anfiteatro azul e branco, frente ao Gil Vicente, em jogo da 2ª jornada, com vitória portista por 3-1. Sapunaru foi o autor do 2ª golo, aos 16 minutos. O seu contributo para este ranking terminou no dia 23 de Outubro de 2011, ainda no Estádio do Dragão, frente ao Nacional, em jogo da 8ª jornada, com goleada de 5-0. Sapunaru contribuiu com o 3º golo, aos 67 minutos.

A foto que se segue é referente ao jogo da final da Supertaça Cândido de Oliveira, disputado no dia 7 de Agosto de 2011, no Estádio Municipal de Aveiro, frente ao Vitória de Guimarães, que terminou com a vitória portista por 2-1. Sapunaru foi titular a tempo inteiro:


































Terminado o seu vinculo com o FC Porto, o defesa direito romeno seguiu para Espanha para defender o emblemas do Zaragoça (2012/13) e do Elche (2013/14). 

Regressou ao seu país natal, representando o Rapid de Bucarest (2014/15), o Pandurili  (2015/16) e o Astra Giurgiu (2016/17).

Actualmente representa a equipa turca do Kayserispor, desde a temporada de 2017/18.

Em termos de selecção nacional da Roménia, Sapunaru tinha deixado o FC Porto com apenas 10 internacionalizações e soma agora 30.

Fontes: Arquivo do Blogue e Zeroazero.pt

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

O JAMOR FICOU MAIS PERTO
















FICHA DO JOGO






























Ao vencer o Braga de forma concludente, por três golos sem resposta, o FC Porto angariou uma vantagem importante para encarar com alguma tranquilidade o jogo da segunda mão, dando assim um passo quase decisivo para a sua ambicionada presença na final da Taça de Portugal.

O técnico Sérgio Conceição, apesar de já poder contar com os regressados de lesão, Danilo Pereira e Brahimi, mais Soares, de castigo cumprido, optou por fazer apenas uma alteração no onze titular, relativamente ao jogo anterior, frente ao Tondela. Casillas ficou no banco para dar lugar a Fabiano,  o guarda-redes que tem sido utilizado nesta prova.

























Como sempre acontece quando joga contra o FC Porto, o Braga entrou ambicioso e atrevido, sendo a primeira equipa a aproximar-se com mais frequências junto da área contrária, na tentativa de surpreender e criar dúvidas no seio da equipa portista.

A defensiva azul e branca foi resolvendo sem grandes sobressaltos essas primeiras investidas e por volta dos 15 minutos assentou o seu jogo e tomou conta das operações, carregando sobre o último terço do relvado.

Criou algumas jogadas interessantes, mas os lances mais perigosos (Adrián López aos 17' e Pepe aos 26', ambos de cabeça), acabaram por serem inviabilizados. O primeiro por fora de jogo e o segundo por grande intervenção do guardião bracarense, até que aos 31 minutos, Marafona cometeu falta sobre Herrera (socou a sua cabeça em vez da bola) e o árbitro bem colocado não hesitou apontando a marca de penalty, que Alex Telles se encarregou de cobrar e transformar em golo.

Os campeões nacionais em vantagem, mantiveram a toada ofensiva criando mais um lance perigoso, num remate de Pepe, mas em fora de jogo.

O cariz do segundo tempo não foi muito diferente. Nova entrada ameaçadora do Braga, obrigando Fabiano a defesa espectacular, aos 52 minutos, para evitar o empate, mas depois deste lance os azuis e brancos voltaram a recuperar o comando da partida, fazendo uma exibição bem consistente e profícua.

Soares que tinha entrado logo no recomeço, deixando Fernando Andrade nos balneários, acabaria por dilatar o marcador à passagem do minuto 63. Cruzamento de Otávio, bola penteada por um defesa arsenalista, indo cair na coxa esquerda de Soares. O avançado, com toda a calma e classe, depois de dominar a bola desviou-a para a baliza de pé direito, deixando Marafona inerte de surpresa, a seguir a trajectória da bola rumo às malhas da sua baliza.

Sérgio Conceição ainda chamou ao jogo Danilo e Brahimi, pertencendo ao argelino o último golo da noite, numa conclusão mágica, como ele muito gosta, de uma jogada fabulosa de Óliver Torres que voltou a exibir-se em grande nível.

Vitória confortável, justa e importante, frente a uma equipa bastante competitiva que valorizou bastante este triunfo.






sábado, 23 de fevereiro de 2019

SEM ESPINHAS

















FICHA DO JOGO





























Foi com toda a autoridade e classe que o FC Porto ultrapassou mais um obstáculo difícil, na sua deslocação a Tondela, onde conquistou uma vitória inequívoca, assente na competência, rigor e ambição.

Havia grandes expectativas quanto ao onze titular para este jogo, tendo em conta o pelotão alargado de indisponíveis, os já conhecidos lesionados Aboubakar, Marega e Danilo Pereira, a somar à incerteza da recuperação de Brahimi, testado em cima da hora do jogo, engrossado pelo castigo de Soares (acumulação de cartões amarelos) e pelo mais recente afastamento de Éder Militão (a braços com problemas de incumprimento dos regulamentos internos).

A solução encontrada pelo técnico Sérgio Conceição foi a recuperação de Pepe para o centro da defesa, Óliver Torres para o meio campo e Fernando Andrade para o eixo do ataque.

























A equipa portista encarou o jogo com a responsabilidade que se impunha a um candidato ao título e tratou de tomar conta do jogo com determinação, autoridade e competência, desenvolvendo um futebol intenso, variado e incisivo, procurando as redes contrárias e maniatando quaisquer tentativas de contra golpe.

Foram cerca de 25 minutos de bom futebol que renderam apenas um golo, por Pepe aos 11 minutos, na sequência de um livre. O defesa brasileiro ganhou um ressalto, rematando à meia volta, sem hipóteses de defesa. Fraco pecúlio porém, tendo em conta as oportunidades desperdiçadas nesse período (Pepe 1' e Adrián López 25').

Na parte final do primeiro tempo o Tondela tentou equilibrar a partida a meio campo só conseguindo importunar Casillas aos 34' num remate perigoso de Tomané, bem resolvido pelo guardião portista.

No segundo tempo o FC Porto manteve a sua toada dominadora e aos 52' Óliver Torres assinou um golo do outro Mundo, num remate de primeira de fora da área a fazer levantar o Estádio. 

O Tondela sentiu muito este golo e no resto do tempo só deu FC Porto. Os campeões nacionais refinaram processos e o futebol conheceu lances  e jogadas prodigiosas, uma das quais terminou com mais um golo soberbo, quer pela construção da jogada que começou em Casillas e terminou com Herrera a rematar em habilidade.

Vitória importante para manter a liderança com uma exibição muito positiva onde não faltaram golos de grande qualidade.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 274













ÁLVARO PEREIRA - Goleador Nº 274

Concretizou 3 golos em 119 participações oficiais, com a camisola do FC Porto, ao longo das 3 temporadas ao seu serviço (2009/10 a 2011/12).

Álvaro Daniel Pereira Barragan, nasceu no dia 28 de Novembro de 1985, em Montevideu, Uruguai.

Tendo em conta tratar-se de um atleta internacional enquanto jogador do FC Porto, e por essa razão ter sido já objecto de destaque individual na rubrica "INTERNACIONAIS PORTISTAS", editado no dia 10 de Dezembro de 2012, onde constam as principais incidências da sua carreira até então, que poderão ser recordadas clicando aqui, vou apenas complementar informação, para não me repetir.

























Defesa lateral esquerdo, com capacidade para alinhar em zonas mais adiantadas do terreno pelo seu corredor (médio ou mesmo extremo), Álvaro Pereira foi sempre muito mais  vocacionado para colocar a bola nas melhores condições, para os seus colegas concretizarem do que procurar ele chegar ao golo.

A verdade é que ao longo das três temporadas de Dragão ao peito, apenas conseguiu marcar três golos, dois dos quais no Campeonato Nacional (Liga Sagres) e o outro na Taça de Portugal, curiosamente um golo em cada época.

O primeiro da série foi obtido no dia 21 de Fevereiro de 2010, no Estádio do Dragão, frente ao SC Braga, em jogo da 20ª jornada, com goleada portista, por 5-1. O «palito», alcunha por que era conhecido, foi o autor do 2º golo, aos 35 minutos.

Foi uma temporada bastante produtiva para o uruguaio já que foi titular indiscutível, fazendo parte de 47 convocatórias das 51 possíveis, sendo titular a tempo inteiro em 43 jogos, titular substituído em apenas 2 jogos, suplente utilizado em 1 jogo e só uma vez suplente não utilizado.

Começou a época a vencer a Supertaça Cândido Oliveira (2-0, frente ao Paços de Ferreira) e terminou-a a vencer a Taça de Portugal (2-1, frente ao Chaves).

Na época seguinte (2010/11), Álvaro Pereira voltou a ser feliz, ainda que só tenha voltado a fazer um golo. Foi no dia 11 de Dezembro de 2010, no Estádio do Dragão, frente ao Juventude de Évora, em jogo dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, com goleada portista, por 4-0. Álvaro foi o autor do 3º golo, aos 69 minutos.

Foi uma época inesquecível para o «palito» como para todos os portistas. Temporada de sonho! Das 58 convocatórias possíveis, esteve em 39, alinhando como titular a tempo inteiro 37 jogos. Foi expulso frente ao Sevilha (aos 72', no Dragão), tendo sido suplente utilizado, curiosamente frente ao mesmo adversário, no jogo da 1ª mão da LE, no Sanchez Pizjúan.

Temporada coroada com as conquistas da Supertaça C.O. (2-0, ao Benfica), do Campeonato nacional (21 pontos de diferença para o 2º classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6-2, ao V. Guimarães) e da Liga Europa (1-0, ao Braga).

A foto que se segue, refere-se ao jogo da final da Liga Europa, disputada no Dublin Arena, na Rep. da Irlanda:


























Na última época de Dragão ao peito, voltaria a marcar o seu golito da ordem, para encerrar a sua produção. Foi no dia 12 de Fevereiro de 2012, de novo no Estádio do Dragão, frente ao União de Leiria, em jogo da 18ª jornada, em mais uma goleada por 4-0. Álvaro Pereira foi o autor do 3º golo, aos 85 minutos.

Esteve presente em 36 convocatórias de 46 possíveis, das quais 31 como titular a tempo inteiro, 2 como titular substituído, 1 como suplente utilizado e 2 como suplente não utilizado.










O final da temporada foi penoso para Álvaro Pereira, porque sem outra alternativa para sair, criou mau ambiente, provocando motivos para ser considerado «persona non grata» e ser dispensável, como era de sua vontade, acabando por sair pela «porta pequena».

O Inter de Itália ofereceu 10 milhões e o FC Porto aproveitou. Depois de uma época em nível aceitável (2012/13), acabou emprestado aos brasileiros do São Paulo (2014). Seguiram-se os Estudiantes, da Argentina (2015), os espanhóis do Getafe (2016), os paraguaios do Cerro Porteño (2016 a 2018), encontrando-se actualmente no Uruguai a defender o emblema do Nacional.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt