quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

ALTERAÇÕES DO MERCADO DE INVERNO

Como já vem sendo hábito, o FC Porto aproveitou a oportunidade de fazer alguns ajustes no seu plantel, na última janela de transferências de Inverno.

Apenas 3 saídas e 4 entradas pontuais, dizem bem dos cuidados da equipa técnica na programação de toda a temporada.

Do lado das dispensas, o caso mais surpreendente foi o empréstimo de Sérgio Oliveira, atleta que na temporada anterior teve performances bastante interessantes, sendo uma boa solução para ocupar o lugar de Danilo Pereira, durante a sua prolongada lesão. Com o regresso do seu companheiro, Sérgio começou a perder espaço, a ser muito menos utilizado e terá perdido alguma motivação. Queria jogar, falou com o treinador e a melhor alternativa encontrada foi a sua dispensa temporária, ainda que com cláusula de rescisão.

Chidozie nunca teve a vida facilitada e a contratação de Pepe retirou-lhe quaisquer hipóteses de discutir o lugar. Saiu naturalmente por empréstimo, para a Turquia.

Bazoer incompatibilizou-se com a equipa técnica e foi devolvido à procedência, uma vez que se encontrava emprestado.

Do lado das entradas, a equipa técnica fez uma escolha muito ponderada, apostando em  3 atletas a actuar no nosso campeonato, jovens com qualidade e com grande margem de progressão. Um defesa lateral (Wilson Manafá), um médio defensivo (Mamadou Loum) e um avançado/ala (Fernando Andrade). A excepção foi Pepe, um experiente central de elevada categoria, que regressa ao Clube que o projectou na alta roda mundial.

























O plantel passa assim a contar com os seguintes 30 atletas (clicar nos quadros para ampliar):















































Contamos com todos eles para enriquecer o nosso Museu.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 272













LUÍS FABIANO - Goleador Nº 272

Concretizou 3 golos em 27 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo da temporada 2004/05, única ao seu serviço.

Luís Fabiano Clemente, nasceu no dia 8 de Novembro de 1980, em Campinas, município brasileiro do interior do estado de São Paulo.

Fez a sua formação no Guarani antes de se estrear como profissional, com apenas 18 anos de idade, num clube da sua terra natal, o Ponte Preta, no ano de 1998. 

Insatisfeito com as poucas oportunidades que o clube lhe estava a proporcionar, decidiu aceitar uma oferta para jogar em França, ao serviço do Rennes, onde esteve desde Julho de 2000 a Junho de 2002 e onde também não foi muito feliz. Muito pouco utilizado e sem conseguir  adaptar-se, Fabiano regressou ao Brasil para representar o São Paulo, por empréstimo.

No ano de 2001 foi mesmo um dos destaques da equipa ao marcar 30 golos em 50 jogos, acabando por se desvincular da equipa francesa e apostar tudo na sua continuação no São Paulo, onde com apenas 23 anos de idade se tornaria num dos melhores artilheiros da história do clube.

No Verão de 2004 surgiu então a oportunidade para integrar a equipa do FC Porto, depois da debandada de alguns dos jogadores que tinham vencido as duas últimas provas europeias (Taça UEFA e Liga dos Campeões).

























Era altura para a renovação da equipa e os responsáveis portistas foram ambiciosos contratando estrelas como Seitaridis (campeão europeu pela Grécia), Diego (internacional brasileiro) e ainda o atleta em apreço (também ele internacional pelo seu país).

A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 14 de Setembro de 2004, no Estádio do Dragão, frente à equipa russa do CSKA de Moscovo, em jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, com empate sem golos. O avançado brasileiro foi chamado ao jogo a partir do minuto 65, a render o seu compatriota Carlos Alberto.

O técnico espanhol Victor Fernandez passou a apostar no seu concurso que, diga-se de passagem, não foi muito eficaz. Ficou muito mais famoso pela quantidade anormal de remates aos ferros do que pelos golos que conseguiu. Chegou rotulado de craque, mas acabou vítima de um grande problema do foro familiar (sequestro da mãe) e da posterior ebulição gerada na equipa azul e branca com a mudança de treinador.

Fez parte de 29 convocatórias e só em duas não foi utilizado. Das restantes 27, foi titular a tempo inteiro em 6, titular substituído em 9 e suplente utilizado em 12.

Marcou 3 golos, todos para o campeonato nacional (Super Liga), o primeiro dos quais no dia 18 de Setembro de 2004, no Estádio do Dragão, frente ao Estoril, em jogo da 3ª jornada, que terminou com um empate a duas bolas. Fabiano foi o autor do primeiro golo portista, aos 17 minutos, para na altura repor a igualdade a um golo.

O segundo golo só aconteceria no dia 22 de Dezembro, desse mesmo ano, no estádio dos Barreiros, no Funchal, frente ao Marítimo, em jogo da 14ª jornada, com empate a uma bola. Luís Fabiano fecharia a contagem do marcador aos 33 minutos.

O seu último golo de Dragão ao peito aconteceu no dia 9 de Janeiro de 2005, no Estádio do Dragão, frente ao Rio Ave, em jogo da 16ª jornada, que terminou com mais um empate (1-1). O avançado brasileiro voltou a livrar o FC Porto da derrota ao empatar aos 72 minutos.

No meio de muita efervescência, de algumas dificuldades de adaptação e da natural desconcentração provocada pelo grave problema familiar, que lhe terá diminuído o rendimento, sobrou a feliz e única recordação da conquista do título mundial de clubes, disputado no Japão contra o Once Caldas, onde Luís Fabiano rubricou uma das suas melhores exibições ao serviço do FC Porto. É desse jogo a imagem da equipa titular que se segue:



























No final da temporada, o FC Porto recebeu uma proposta vantajosa do Sevilha que os responsáveis portistas aceitaram e deste modo o avançado brasileiro pôs termo à curta ligação com o clube.

Seguiu-se então a melhor fase do atleta. Resolvidos os problemas familiares que o afectaram, pode finalmente mostrar todas as qualidades que efectivamente possuía.

Foram seis temporadas de futebol de bom nível, com 228 jogos disputados, 107 golos marcados, seis títulos conquistados e o regresso à selecção nacional, disputando a Taça das Confederações e o Mundial 2010.

Em 2011 regressou ao Brasil, passando a representar o São Paulo (2011 a 2015), teve em 2016 uma aventura na China, representando o Tianjin Quanjian e nos dois últimos anos voltou ao Brasil para defender a camisola do Vasco da Gama.

Este ano representará o Ponte Preta.

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):

1 Taça Intercontinental (2004)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

COMO TRANSFORMAR UMA GOLEADA EM JOGO SEM GOLOS

















FICHA DO JOGO





























O FC Porto hipotecou dois pontos em Guimarães apenas e só porque não foi capaz de acertar com um único remate nas redes do seu adversário, apesar das várias oportunidades claríssimas de que dispôs, transformando uma hipotética vitória robusta num empate desolador sem golos.

Jogar no estádio D. Afonso Henriques frente a este Vitória de Luís Castro, não se afigurava tarefa fácil, ainda por cima nesta fase da época em que os campeões nacionais vão acusando de algum modo o desgaste próprio de quem quer estar a discutir em todas as frentes.

Sérgio Conceição repetiu mais uma vez o onze titular das últimas jornadas.
























Foi no entanto com grande determinação que o FC Porto encarou este jogo e depois de meia dúzia de minutos de estudo, tomou conta da partida e não mais largou o seu domínio em todos os parâmetros.

O Vitória não teve outro remédio que não fosse ir minimizando os estragos, lutando muito, procurando com entrega complicar os caminhos da sua baliza. Só muito de longe a longe lá conseguia levar algum perigo à baliza de Casillas, que teve uma noite quase pacífica (uma defesa com os punhos e uma saída temerária da área).

A noite fria porém, deve ter congelado o GPS portista e afectado a pontaria dos  seus atletas. Oportunidades  flagrantes de golo foram sendo desperdiçadas. Ficaram-me na retina pelo menos cinco desses momentos. Remate cruzado de Brahimi a rasar o poste (5'), violento remate de Soares a fazer a bola esbarrar com estrondo na barra (15'), chapéu mal efectuado de Marega (29'), remate fraco do maliano a permitir que um defesa tirasse a bola quase em cima do risco de baliza (73'), remate desastrado de Corona contra a anca de Douglas (85').

Depois de tanto desperdício não é de estranhar este empate desolador e de algum modo injusto.

O FC Porto deixou fugir dois preciosos pontos e deste modo permitiu a aproximação dos outros dois candidatos ao título (Benfica e Braga, agora a 3 e 4 pontos, respectivamente). 




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 271













MACIEL - Goleador Nº 271

Concretizou 3 golos em 23 participações oficiais com a camisola do FC Porto ao longo de cerca de uma temporada ao eu serviço (parte de 2003/04 e parte 2004/05).

Maciel Lima Barbosa da Cunha, nasceu no dia 29 de Novembro de 1978, em Caxias do Sul, município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

Chegou a Portugal em 2001 para representar o União de Leiria, sob a orientação técnica de José Mourinho que o expiara no Brasil, quando representava o Volta Redonda.

Esteve em Leiria duas temporadas e meia, realizando 84 jogos e apontando 29 golos.

Avançado muito rápido, quer de raciocínio como de execução, Maciel dispunha de boa técnica individual e uma grande capacidade para enganar os adversários. Primoroso nas diagonais, assistia bem os companheiros e ainda sobrava para marcar uns golos. Podia jogar como extremo ou até mais em zonas frontais, mas era na ala que se sentia como peixe na água.

Com a vinda de José Mourinho para o FC Porto, Maciel ficou com largas hipóteses de o acompanhar. Porém tal só foi possível em Janeiro de 2004, na janela de transferências de Inverno.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 10 de Janeiro de 2004, no Estádio da Mata Real, frente ao Paços de Ferreira, em jogo da 17ª jornada do Campeonato nacional (Super Liga), com vitória portista por 2-0. Maciel foi titular, substituído aos 80 minutos por Marco Ferreira.

Nesta sua primeira meia temporada nas Antas, o avançado brasileiro apenas integrou 22 convocatórias, uma das quais sem utilização. Foi titular a tempo inteiro 11 jogos, titular substituído em mais 9 e apenas uma vez suplente utilizado.

A sua veia goleadora não se fez notar, porque o plantel era bem servido de «matadores» e o papel de Maciel era municiar os seus colegas. Ainda assim registou o seu nome nesta lista com os tais 3 golos da sua lavra, todos para o Campeonato nacional.

O primeiro foi alcançado no dia 17 de Janeiro de 2004 (7 dias depois da sua estreia oficial), no Estádio Municipal de Braga, frente ao SC Braga, em jogo da 18ª jornada, com vitória portista por 3-0. Maciel fez o 2ª golo portista aos 21 minutos.

O segundo aconteceu no dia 7 de Fevereiro de 2004, no Estádio das Antas, frente ao União de Leiria, em jogo da 21ª jornada, com vitória portista por 2-1. Maciel, aos 33 minutos colocaria o FC Porto a vencer por 2-0.

Finalmente, o terceiro golo de Dragão ao peito, foi conseguido no dia 21 de Fevereiro de 2004, no Estádio do Dragão, frente ao Vitória de Guimarães, em jogo da 23ª jornada, na vitória portista por 3-0. Maciel teve então o privilégio de inaugurar o marcador, aos 30 minutos.

A foto que se segue ilustra a última titularidade da temporada 2003/04 a que Maciel teve acesso. Jogo no Dragão, 32ª jornada (ante-penúltima), com o FC Porto já virtual campeão, para defrontar o Alverca, a quem venceria por 1-0:

























O FC Porto venceu o Campeonato e também a Liga dos Campeões, prova em que Maciel não pode participar por ter jogado pelo União de Leiria a Taça UEFA.

Mourinho acabou por sair para o Chelsea e parece que quis levar Maciel com ele, mas não foi possível.

O brasileiro ficou, mas as mudanças de treinador (primeiro Del Neri e depois Victor Fernandéz), não foram nada benéficas para o atleta. Convocado para 6 jogos, acabou por participar apenas em dois. Num foi chamado ao jogo aos 80 minutos e no outro foi substituído aos 62.

O resultado desta fraca utilização foi o seu empréstimo à equipa brasileira do Athletico Paranaense, em Janeiro de 2005.









No Brasil cumpriu 8 jogos/2 golos, regressando a Portugal para passar a representar o União de Leiria (2005/06 - 34 jogos/6 golos)), ainda por empréstimo.

Seguiu-se o Braga (2206/07 - 29 jogos/5 golos), ainda ligado ao FC Porto, para mais um regresso a Leiria (2007/08 - 13 jogos/1 golo), desta vez já desvinculado dos Dragões.

Seguiu-se um périplo por vários emblemas até encerrar a sua carreira: Xanti, da Grécia (2008/09) e regresso ao Brasil, Cabofriense e Angra dos Reis (2009), Madureira (2010), Guarany de Sobral e Macaé (2011).

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):

1 Campeonato nacional (2003/04)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

GANHAR MANTENDO AS DISTÂNCIAS
















FICHA DO JOGO





























No regresso do Campeonato o FC Porto reencontrou-se com as vitórias, frente a um adversário combativo mas a quem não lhe deu hipóteses de discutir sequer o resultado.

Sérgio Conceição fez apenas duas alterações ao onze titular que tinha defrontado o Sporting, na famigerada Taça da Liga. Casillas e Soares recuperaram os seus lugares, deixando no banco Vaná e André Pereira.
























Cedo se percebeu que a intenção da equipa portista era resolver a partida o mais depressa possível, marcando e consolidando o resultado para poder de seguida proceder a alguma gestão de esforço e plantel, face ao calendário demasiadamente compacto.

A verdade é que à custa de uma pressão alta exercida logo na entrada da área da turma lisboeta, os campeões nacionais começaram a criar grandes dificuldades de construção e saída de bola, logrando aos 5 minutos construir o golo inaugural. Corona  interceptou a bola junto à quina da área, correu quase até à linha, cruzando atrasado para a entrada de Brahimi disparar com toda a calma e classe.

Foram 17 minutos de futebol de grande intensidade, com os azuis e brancos a exigirem grande trabalho defensivo ao seu adversário.

Passado esse período o Belenenses finalmente conseguiu aproveitar uma perda de bola que lhe permitiu lançar um contra ataque rápido e perigoso.  Licá bem lançado à frente dos centrais portistas, tentou colocar o remate mas a bola saiu ligeiramente ao lado com Casillas aparentemente a controlar o lance.

Aos 29 minutos surgiu o segundo golo num lance de bola parada, estudada em laboratório. Quando era suposto que a bola fosse dirigida para a entrada da área, onde se encontravam grande parte dos jogadores portistas, Corona bateu o livre ligeiramente para o lado, Óliver  recolheu e lançou à esquerda na direcção de Alex Telles. O brasileiro recebeu e cruzou com peso, conta e medida para Éder Militão corresponder com uma cabeçada forte e colocada, obtendo um golo de elevada beleza estética, quer pela sua finalização como pela sua construção.

Com dois golos de vantagem, a equipa do FC Porto foi gerindo o jogo e o resultado, permitindo de quando em vez algum atrevimento ao seu adversário. Casillas teve de se aplicar aos 32 minutos para deter um belo remate de meia distância.

No segundo tempo, apesar da menor intensidade portista, o jogo continuou a ser maioritariamente azul e branco, com algumas perdidas pelo meio, mas também alguns remates perigosos junto à baliza de Casillas.

Pertenceria ao FC Porto, com toda a naturalidade, o último golo da partida, aos 71 minutos por Soares. Corona foi lançado em profundidade por Militão, iludiu a vigilância de Zakarya, cruzou atrasado para Óliver. O espanhol rodou e cruzou de imediato para Soares saltar a aplicar a cabeçada certeira.

Sérgio Conceição aproveitou então para fazer as alterações, tirando Corona (72'), Soares (78') e Militão (80'), para as entradas de Otávio (recuperado de lesão), Fernando Andrade e Wilson Manafá (o mais recente reforço de inverno), respectivamente.

Vitória justa ainda que escassa, garantindo a diferença pontual para os mais directos perseguidores (Benfica -5 e Braga -6), aumentando para -10 a diferença para o Sporting.



sábado, 26 de janeiro de 2019

A MALDIÇÃO DAS GRANDES PENALIDADES
















FICHA DO JOGO






























Ainda não foi desta que o FC Porto conseguiu ganhar a famigerada Taça da Liga! Os responsáveis portistas tanto desdenharam este troféu que parece terem atraído os maus fluídos. Mais uma vez numa decisão da marca das grandes penalidades, onde realmente os portistas se têm revelado cada vez menos competentes (se calhar é por isso que os árbitros vão sonegando uma série delas, talvez para «proteger» os atletas!).

Sérgio Conceição fez subir ao relvado a mesma equipa que começou o jogo da meia-final, apesar de já poder contar com o recuperado Danilo Pereira.
























Foi uma primeira parte maioritariamente dominada pelo Sporting, mais incisiva no ataque ainda que sem grandes ocasiões para marcar. Apesar das jogadas envolventes que criou nunca conseguiu que os seus remates fossem enquadrados com a baliza.

Nesse período o FC Porto acumulou erros primários no seu último terço que não foram aproveitados convenientemente pelo seu adversário. Em termos ofensivos a jogada mais prometedora acontecei aos 38 minutos num remate de cabeça de André Pereira por alto.

Já no segundo tempo, os campeões nacionais puxaram dos galões e asfixiaram o seu rival de forma categórica. Pena essa clara supremacia tenha apenas rendido um golo e por sinal muito consentido. Remate de Herrera que Renan não segurou, sobrando a bola para Marega que se atrapalhou, mas Fernando Andrade que tinha entrado para o lugar de André Pereira (64'), foi mais esclarecido e oportuno, tocando a bola para o golo (79').

Assistimos depois à reacção frenética do Sporting. A equipa azul e branca desceu o bloco (ou foi obrigada?) que chegou à igualdade num lance muito infeliz de Óliver Torres. O médio espanhol, na tentativa de tirar a bola da sua área, atingiu o seu adversário, cometendo uma falta clara para grande penalidade que o árbitro não ia assinalar (incompetência já detectada noutros jogos), mas que o VAR corrigiu, sugerindo que João Pinheiro fosse ver o lance.

Bas Dost fez a igualdade com alguma dose de sorte à mistura, pois Vaná ainda tocou na bola.

Esperava-se uma reacção forte do FC Porto, mas o seu adversário, quiçá mais empolgado conseguiu ser mais perigoso. Raphinha teve nos pés o golo da vitória aos 94 minutos, mas falhou escandalosamente.

Seguiu-se o desempate da marca de grandes penalidades (neste troféu não há lugar a prolongamento) e aí o Sporting foi quase arrasador. Em quatro falhou apenas 1 enquanto os atletas do FC Porto, no mesmo número de pontapés só acertou 1! INCRíVEL!!!!

Derrota justa que castiga a ineficácia da segunda parte e sobretudo a incompetência nas grandes penalidades.




quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 270













BOSINGWA - Goleador Nº 270

Apontou 3 golos em 152 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo de 5 temporadas ao seu serviço (2003/04 a 2007/08).

José Bosingwa da Silva, nasceu no dia 24 de Agosto de 1982 em Mbandaka, República Democrática do Congo, mas de ascendência portuguesa mudou-se para a zona de Seia, ainda de tenra idade.

O seu percurso profissional, até à saída do FC Porto, encontra-se relatada na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado neste blogue no dia 12 de Dezembro de 2011, podendo ser recordado clicando aqui.

Vou por essa razão apenas juntar algumas curiosidades e actualizar esse percurso.

























Faltou referir na altura a data da estreia oficial de Bosingwa, com a camisola do FC Porto. Tal viria a acontecer precisamente no dia 17 de Agosto de 2003, no Estádio das Antas, frente ao Braga, em jogo da 1ª jornada do campeonato nacional (Super Liga), com vitória portista, por 2-0.

Não tinha uma relação muito estreita com o golo, sendo muito mais eficaz na assistência, razão pela qual apenas conseguiu os tais três golos, de azul e branco vestido.

O primeiro foi conseguido no dia 25 de Abril de 2004, já no Estádio do Dragão, frente ao Alverca, em jogo da 32ª jornada do campeonato nacional, com vitória por 1-0. Bosingwa desbloqueou o marcador no minuto 49, garantindo mais uma vitória rumo ao título.

Só voltaria a marcar na temporada seguinte, mais precisamente no dia 5 de Fevereiro de 2005, no estádio António Coimbra da Mota, no Estoril, frente ao clube local, com vitória portista por 2-1. Pertenceu-lhe abrir o marcador nesse jogo, aos 18 minutos.

O terceiro e último golo, teria de esperar até à sua última época de Dragão ao peito. Foi no dia 2 de Fevereiro de 2008 (3 anos depois do anterior), no Estádio do Dragão, frente ao União de Leiria, em jogo da jornada 18 do campeonato nacional (Bwin Liga), com vitória por 4-0. Mais uma vez foi ele a abrir o marcador, desta vez aos 19 minutos.

Segue-se uma das fotos possíveis a ilustrar a titularidade do atleta. Esta foi captada no dia 11 de Dezembro de 2007, no Estádio do Dragão, frente ao Besiktas, em jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões:







































Para além de representar o Chelsea, durante 4 temporadas consecutivas (2008/09 a 2010/11) em muito bom nível, passou ainda pelo Queens Park Rangers (2012/13), terminando a sua carreira na Turquia em representação do Tranzanspor (2013/14 a 2015/16).

Em termos de Selecção nacional, ainda juntou mais 4 internacionalizações às 24 que registava no mapa dessa edição de que vos falei acima. 

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt