quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















... dos 68 jogadores portistas pentacampeões nacionais, entre 1994 e 1999, 40 eram de nacionalidade portuguesa?

Numa altura em que a percentagem de jogadores estrangeiros a actuar nas equipas portuguesas é superior à de jogadores portugueses, é bom recordar que nem sempre foi assim.

Efectivamente, nos período em que o FC Porto se tornou pentacampeão nacional, 58,8% dos atletas eram portugueses e apenas 41,2% de outras nacionalidades.

Recorde agora todos eles, com a indicação do nº de títulos (do pentacampeoato), do nº de jogos em que participaram e dos golos que marcaram ou sofreram (no caso dos guarda-redes):

































































































































Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroaZero.pt

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 39













FRANCISCO NÓBREGA - Goleador Nº 39

Apontou 50 golos em 296 jogos oficiais com a camisola do FC Porto, durante as doze temporadas em que esteve ao seu serviço (1962/63 a 1973/74).

Francisco Lage Pereira da Nóbrega, nasceu no dia 14 de Abril de 1942, em Vila Real. Foi um produto das escolas de formação do FC Porto, tendo chegado à equipa principal na temporada de 1962/63, depois de uma temporada cedido por empréstimo ao FC Tirsense.

























A sua estreia oficial na equipa principal aconteceu em 26 de Setembro de 1962, no Estádio do Bonfim, contra o Vitória de Setúbal, em jogo a contar para a 1ª mão, da 1ª eliminatória da Taça de Portugal, com derrota portista, por 2-0.

Na sua primeira época a sua utilização foi escassa. O técnico húngaro Janos Kalmar, chamou-o para disputar apenas os dois primeiros jogos do campeonato nacional, 5 dos 9 jogos da Taça de Portugal e 1 dos dois jogos da Taça das Cidades com Feira.

Na temporada seguinte, o mesmo técnico fez uma aposta clara nas suas qualidades e Nóbrega correspondeu com a época mais realizadora, em termos de golos marcados (16).

Mas, foi curiosamente em 1966/67 que o extremo-esquerdo azul e branco realizou as melhores exibições da sua carreira, cotando-se como um dos jogadores portistas que mais assistências realizou para golo. Djalma, o ponta-de-lança do FC Porto, da altura, foi o principal beneficiário logrando sagrar-se o melhor marcador da equipa durante esse período.

O final da época 1967/68 marcou o ponto alto dessa geração de jogadores do FC Porto. O Clube conquistou a Taça de Portugal e Nóbrega foi um dos principais protagonistas dessa final ao marcar um dos dois golos com que o FC Porto derrotou o Vitória de Setúbal, no Jamor. 2-1 foi o resultado final.

No início da década de 70, Nóbrega começaria a ser utilizado com menor regularidade no «onze». Ainda assim permaneceria nas Antas até ao final da época de 1973/74. Com 31 anos ainda realizou alguns jogos na sua última época ao serviço do FC  Porto.


O extremo esquerdo portista representou a Selecção nacional principal por quatro vezes, com estreia a 15 de Novembro de 1964, no Porto, contra a Espanha (vitória por 2-1 e despediu-se a 12 de Novembro de 1967, também no Porto, frente à Noruega (vitória por 2-1).




















No final da temporada de 1973/74, ingressou no clube da sua terra natal, o SC Vila Real.

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):
1 Taça de Portugal (1967/68)
Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005, de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias; European Football.

domingo, 19 de janeiro de 2014

LARANJAS DOCES NO REPASTO DO DRAGÃO















FICHA DO JOGO


























EQUIPA TITULAR






















Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Maicon, Mangala, Jackson Martinez e Danilo; Em baixo: Quaresma, Carlos Eduardo, Lucho Gonzalez, Alex Sandro e Silvestre Varela.

O FC Porto regressou às vitórias no Campeonato nacional, como se previa, ao derrotar de forma justa, clara e tranquila a acessível equipa do Vitória de Setúbal, que se dispôs a praticar o futebol de que é capaz, ao invés de enveredar pela atitude sarrafeira, que marcou o jogo da 1ª volta, muito ao jeito do então treinador José Mota.

Paulo Fonseca apresentou o onze previsto, com Maicon a regressar ao eixo da defesa, em detrimento de Otamendi que tinha alinhado na Luz, com Quaresma na ala direita e Varela na esquerda.

O futebol portista mostrou-se mais consistente e com mais ligação, na sequência de muito menos passes errados.

Os Dragões dominaram durante todo o jogo, com maior preponderância na primeira parte, já que na segunda entrou numa fase de controle e gestão de esforço, nunca deixando no entanto de manter o domínio.

O golo aos 11 minutos contribuiu para uma maior tranquilidade. O lance começou numa boa abertura de Fernando para Silvestre Varela que foi à linha cruzar largo. A bola sobrevoou a área até à direita onde Ricardo Quaresma, na tentativa de remate pronto eu sem preparação, acabou por fazer uma assistência perfeita para Jackson Martinez, que na passada, concretizou o seu 50º golo de dragão ao peito.























Os tricampeões nacionais continuaram a exercer a sua superioridade e aos 28 minutos quase voltavam a marcar, num bom trabalho de Quaresma que colocou a bola redondinha na cabeça de Varela, mas Kieszek defendeu com os pés. Porém aos 35 minutos Varela conseguiu dilatar o marcador. O Drogba da Caparica fez uma jogada e um golo à incrível Hulk! O avançado portista ganhou a bola entre o grande círculo e a grande área sadina, arrancou em velocidade, evitou dois adversários, descaiu ligeiramente para a esquerda e disparou uma bomba que só parou no fundo das malhas.























Até final do primeito tempo os azuis e brancos continuaram a praticar um futebol simples e agradável.

Depois do intervalo os setubalenses aproveitaram a intenção mais controladora dos jogadores portistas, ocupando melhor os espaços e contrariando com mais alguma eficácia as investidas contrárias.

Os campeões nacionais foram gerindo o jogo, dando apenas alguns safanões no jogo, especialmente quando Quaresma pegava na bola. E num desses momentos de magia, o «Harry Potter» entrou na área  pelo flanco direito, sentou o adversário e quase sem ângulo de remate tentou a sua famosa trivela,  falhando por muito pouco. 

A três minutos do fim o terceiro golo. Kelvin, que entrara a substituir o «Mustang», cruzou do lado esquerdo, Nélson Cardoso cortou de cabeça para a entrada da área, onde surgiu Carlos Eduardo a disparar forte e colocado, num remate sem preparação de belo efeito.





















O FC Porto sem realizar uma exibição de encher o olho, fez no entanto uma exibição segura, tranquila, dominadora e eficaz, perante um adversário que apenas ameaçou a baliza de helton em apenas uma ocasião, cumprindo a sua obrigação de se manter na corrida pelo título.























Neste jogo houve muita regularidade na actuação de todos os elementos da equipa pelo que o destaque vai para a qualidade dos golos obtidos e de alguns momentos de magia de Quaresma.

sábado, 18 de janeiro de 2014

VENCER O VITÓRIA, É A TAREFA DO TRICAMPEÃO








O FC Porto vai tentar amanhã regressar às vitórias, no campeonato, defrontando o Vitória de Setúbal. Agora relegado para o 3º lugar, sem companhia, os Dragões têm que tentar encurtar distâncias para os rivais e para tal só podem pensar em vencer.






















Paulo Fonseca chamou 19 jogadores, promovendo os regressos de Danilo, Otamendi, Lucho Gonzalez e Licá. Em, sentido inverso, ficam de fora, relativamente à anterior convocatória, Reyes, Herrera e Ricardo.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 16ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 19 de Janeiro de 2014, às19:15 h
ÁRBITRO NOMEADO: Hugo Pacheco - A.F. Porto
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

45 MINUTOS... À PINTO DA COSTA!

O Presidente Pinto da Costa deu ontem uma entrevista ao Porto Canal, onde falou do momento actual do futebol portista e de outros assuntos relacionados.





















Pontos mais importantes da entrevista:

Campeonato nacional - Pinto da Costa explicou que em sua opinião o atraso actual de 3 pontos na classificação, se deve às arbitragens, classificando de inacreditável a de Rui Silva, no Estoril (inventou um penalty e validou um golo em fora de jogo), e de escandalosa a de Artur Soares Dias, na Luz (interrompeu uma jogada de golo, expulsou injustificadamente um jogador portista e perdoou ao Benfica 2 grandes penalidades);

Liga dos campeões - Atribuiu ao azar e a algum condicionamento o facto do FC Porto não se ter qualificado. Bolas nos postes (4 contra o Atlético de Madrid e 2 contra o Zenit, 1 penalty falhado e uma expulsão, por um atleta ter saído extemporaneamente da barreira);

Liga Europa - Manifestou confiança de chegar à final e vencer, pois as finais são para isso mesmo;

Crítica - Foi por estratégia que ninguém se referiu aos erros de arbitragem da Luz, no sentido de testar a conhecida falta de isenção, com que a CS costuma tratar estes assuntos, confirmando-se o completo branqueamento. Aproveitou  também para referir os diferentes comportamentos dos paineleiros dos programas desportivos, que fez questão de confirmar, não estarem vinculados ao Clube, entendo como sensatas as intervenções de Miguel Guedes, com o qual está noventa e tal por cento de acordo, quer nas críticas favoráveis como nas outras; Como apalhaçadas as de Manuel Serrão que nada têm de desportivas mas apenas de humoristas; De politicamente correctas, do político Guilherme Aguiar, que aguenta as provocações e as mentiras sobre o nosso Clube; Mais intolerante esteve em relação a António Oliveira, por ter afirmado que os jogadores do FC Porto atiraram a toalha ao chão, depois do 2º golo do Benfica, o que considerou uma mentira grave;

Treinador - Confia tanto no técnico que se terminasse hoje o contrato, o teria renovado ontem. Enquanto for matematicamente possível acredita que o FC Porto irá renovar o título. Lembrou a forma como o Clube venceu os dois últimos campeonatos;

Plantel - Não haverá mais ajustes. Ninguém sai (só mesmo pelas clausulas) e mais ninguém entra. Paulo Fonseca apenas pediu um ala de qualidade e por isso foi feito um esforço para garantir a contratação de Ricardo Quaresma. Está no entanto aberto a hipotéticas cedências de atletas que o treinador considere não serem essenciais;

Situação de Fernando - O Presidente garantiu que a situação do médio se encontra salvaguardada por acordos feitos entre o Clube, o jogador e o seu empresário;

Renovações - Helton continua a ser um grande guarda-redes e por isso a sua renovação e Lucho Gonzalez pediu tempo para avaliar a sua condição física;

Equipa B - É um projecto em crescimento, de integração com a equipa principal, que está a ser importante e onde os atletas têm oportunidade de evoluir, como Carlos Eduardo, Reyes, Kelvin, Ricardo e outros, no sentido de se ambientarem ao Clube;

Liga de Clubes - A Liga foi, na sua origem, uma Associação de Clubes, gerido pelos seus presidentes, onde eram discutidos os problemas do futebol e dos clubes. Hoje, está morta e enterrada! O Dr. Fernando Gomes foi quem a matou, quando enquanto seu presidente, conseguiu alterar os estatutos, com a ajuda dos clubes da II Divisão e outros desinteressados, afastando os clubes da Direcção. Hoje o executivo da Liga é constituído por advogados que de futebol não percebem nada e muito menos dos problemas dos clubes.

O Dr. Mário Figueiredo é o coveiro, que conseguiu votos à custa de promessas impossíveis de cumprir (o de ninguém baixar de Divisão!).

Entretanto a Liga perdeu patrocinadores que fugiram para a FPF e por isso tem os dias contados.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

MISSÃO CUMPRIDA EM NOITE DE TEMPORAL















FICHA DO JOGO

























EQUIPA TITULAR






















Da esquerda para a direita, em cima: Fabiano, Fernando, Maicon, Ghilas e Mangala; Em baixo: Quaresma, Josué, Ricardo, Defour, Alex Sandro e Kelvin.

O FC Porto cumpriu a sua obrigação vencendo o Penafiel, 6º classificado da Liga2, com uma goleada, marcada pela intensa chuva que caiu durante a segunda parte, que obrigou mesmo a uma interrupção da partida, durante cerca de meia-hora.

Paulo Fonseca aproveitou para dar minutos a jogadores menos utilizados do plantel, actuando apenas com 4 titulares.

O jogo não foi um grande espectáculo porque o ritmo e a performance portista são hoje em dia, típicas de clubes médios, que gostam de ter muita posse, mas só conseguem jogar para o lado e irritantemente para trás (é um exagero os passes feitos para o guarda-redes e a troca de bola entre os defesas). Há pouca convicção, pouca confiança, que se notam na falta de coragem de alguns jogadores assumirem algum risco e pior que isso, falham-se passes de forma ingénua e infantil.

Ricardo Quaresma foi uma pedrada no charco desta pasmaceira. É certo que ainda se encontra distante dos patamares de excelência a que nos habituou e que ninguém sabe se voltará a atingir, mas teve pormenores deliciosos, ainda que alternados com alguns tiques de vedetismo que se dispensam, a prometer poder ser o ala de que a equipa precisa. Pelo menos não tem medo de arriscar e de enfrentar os defesas contrários.

Os Dragões dominaram toda a primeira parte, perante uma equipa que tentou jogar no campo todo e conseguiu colocar alguns problemas à defensiva portista.

O primeiro golo do encontro surgiu na sequência de um passe magistral de Josué, a romper para a área onde Quaresma de costas para a baliza cabeceou em arco, surpreendendo o guardião contrário.




















O golo logo aos 11 minutos deveria ser indício para uma exibição mais segura, mais assertiva e mais dinâmica, mas esta equipa parecer estar destinada a complicar o que é fácil. A dificuldade em ligar as jogadas acentuou-se, os passes mal feitos e as opções menos indicadas continuaram a inquinar o espectáculo. Há jogadores que reclamam muito da sua condição de suplentes, mas quando chamados não o conseguem justificar. É o caso de Defour que hoje voltou a decepcionar. Falhou inclusivamente, de forma incrível, um golo, quando se encontrava isolado frente ao guarda-redes, enrolando-se com a bola e falhando o remate, impróprio até de um amador. 

Kelvin, Ghilas, Josué e de novo Quaresma foram protagonistas de tentativas falhadas de ampliar o resultado, pelo que a diferença mínima foi a marca com que se atingiu o intervalo.

No regresso das cabines os visitantes surgiram mais audazes na tentativa de chegar à igualdade. Fabiano foi chamado a duas intervenções de risco. A primeira, ao largar a bola escorregadia, para a recuperar de seguida «in-extremis» e a segunda ao impedir o golo a Aldair, que lhe apareceu isolado, em posição ilegal não assinalada.

Entretanto uma chuva diluviana abateu-se sob a cidade do Porto e o relvado do Dragão ficou impraticável. Duarte Gomes, o árbitro da partida, viu-se obrigado a suspender o jogo aos 52 minutos. A bola já não rolava em grande parte do relvado e o vento fez voar alguns placards de publicidade, que puseram em risco a integridade física dos atletas. 

No reatamento da partida o FC Porto tomou novamente conta do jogo e não mais deu hipóteses ao seu adversário. Para tal muito contribuíram as duas substituições, de uma assentada, promovidas pelo técnico portista, tirando Kelvin e Quaresma e lançando na partida Jackson Martinez e Silvestre Varela.

Seis minutos depois já o avançado colombiano estava a facturar. Cruzamento de letra de Ghilas, sob a esquerda, Jackson recebeu no pé direito, tocando para o esquerdo, ao mesmo tempo que evitava o defesa e depois, sem oposição, atirou a contar.























Os azuis e brancos queriam mais golos e foram à sua procura. Aos 75 minutos, na sequência de um canto marcado por Josué, Jackson Martinez saltou mais alto que a defesa contrária e cabeceou com êxito.





















Nesta altura já estava em campo Carlos Eduardo, que entrara um minuto antes e que fez o último quarto de hora em bom nível.

O último golo surgiu dois minutos depois na sequência de uma jogada ofensiva portista em que a atrapalhação dos jogadores do Penafiel, na sua área, permitiu a Mangala assistir Varela, que em posição duvidosa, não perdoou.






















Missão cumprida, num jogo marcado pelo mau tempo, que tornou difícil as condições do relvado, prejudicando o espectáculo.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

MAIS UM TREINO RASCA OU UM JOGO A SÉRIO?








O FC Porto vai receber o FC Penafiel, em jogo a contar para a 2ª jornada da Taça da Liga tentando regressar às vitórias, depois da derrota na Luz.

Num grupo em que na 1º jornada nenhuma equipa conseguiu vencer, nem sequer marcar golos, os jogos que se seguem serão de primordial importância especialmente para quem ambiciona seguir em frente.














Paulo Fonseca vai dar oportunidade a alguns dos jogadores menos utilizados do plantel e por isso deixou de fora da convocatória, Otamendi, Lucho Gonzalez e Licá bem como o castigado Danilo, expulso no Estádio da Luz.

Diego Reyes, Herrera, Quintero e Ricardo foram os escolhidos para os substituir.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Taça da Liga 2013/14 - Grupo B - 2ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014, às 18:30 h
ÁRBITRO NOMEADO: Duarte Gomes - A.F. Lisboa
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: TVI24