terça-feira, 6 de setembro de 2011

RECUPERAR A LIDERANÇA

O FC Porto vai hoje deslocar-se à Marinha Grande para defrontar o União de Leiria, em acerto do calendário, relativo à terceira jornada da Liga Zon/Sagres, adiada em função da final da Supertaça europeia.


O grande objectivo é selar a terceira vitória e recuperar a liderança da prova que lhe pertencia.


Vítor Pereira não vai poder contar com Sapunaru, Otamendi e Guarín, todos envolvidos em jogos das suas selecções que também jogam esta Terça-feira. Hulk jogou ontem em Inglaterra (foi utilizado na segunda parte) e pernoitou já com a equipa em S. Pedro de Moel, local do estágio portista. A sua utilização vai depender da avaliação conjunta com a equipa técnica.

Alex Sandro e Emídio Rafael, entregues ao departamento clínico, são também cartas fora do baralho.

Nestas circusntâncias, não foi difícil a escolha dos dezoito jogadores para este jogo. De fora por opção sobraram Iturbe e Djalma.

LISTA DOS CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Fucile, Rolando, Maicon, Mangala e Álvaro Pereira;
Médios: Souza, Fernando, João Moutinho, Belluschi e Defour;
Avançados: Hulk, Kléber, Walter, Silvestre Varela, James Rodríguez e Cristian Rodríguez.

EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Liga Zon/Sagres - 3ª Jornada
Palco: Estádio Municipal - Marinha Grande
Data e hora: 06 de Setembro de 2011, às 20:15 h
Árbitro: João Capela - A.F. Lisboa
Transmissão: SportTv1

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 2000) PARTE II

Fernando Nelson - 90º internacional: Conta com 10 presenças na equipa principal da Selecção nacional (5 pelo Sporting, 2 pelo Aston Villa e 3 pelo FC Porto). A sua estreia na equipa das quinas, aconteceu em 3 de Junho de 1996, então ainda atleta do Sporting. Como representante do FC Porto, fez o seu primeiro jogo em 16 de Agosto de 2000, num jogo amigável entre Portugal e Lituânia, disputado em Viseu, com goleada portuguesa por 5 a 1.

Natural da cidade do Porto, foi nas escolas de formação do FC Porto que começou a dar os primeiros toques na bola. Ingressou mais tarde no CS Salgueiros, como júnior e foi nesta colectividade portuense que enveredou pelo profissionalismo.

Defesa-direito de bom porte atlético, sentido táctico e posicional, rápido a atacar pelo seu flanco e com boa capacidade de recuperação, fazendo o vai-vem na ala com relativa facilidade, Nelson cedo passou a ser um dos clientes habituais das selecções, nos diferentes escalões. Um dos momentos mais altos da sua carreira foi  a conquista do Campeonato do Mundo/1991, pelos Sub/20, alcançado por Portugal, na fase final disputada em Lisboa. A sua prestação neste certame valeu-lhe a mudança para Alvalade, para representar o Sporting, clube que defendeu até à temporada de 1995/96.


Em Alvalade foi-se afirmando ano após ano, tornando-se titular indiscutível, vencendo uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

Antes de regressar ao FC Porto, em 1998/99, Fernando Nelson teve uma curta incursão (duas épocas) pelo futebol inglês, ao serviço do Aston Villa.

De Dragão ao peito fez a sua primeira época de forma regular, tendo sido chamado à Selecção principal, mas o seu fulgor foi-se perdendo até ser cedido definitivamente ao V. Setúbal, na época de 2002/03.

Foi Campeão nacional, pelo FC Porto, no ano do «Penta» 1998/99 e venceu a Taça de Portugal de 1999/00.
(Continua)


Fontes: European Futebol.info; International Matches 2000/01.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

GOLEADA EM RITMO DE TREINO

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

Portugal deu mais um passo no sentido da qualificação para a fase final do Euro/2012, ao bater a sua congénere cipriota, com resultado dilatado, apesar do ritmo lento imposto pelos portugueses que só a dez minutos do final do jogo e a jogar contra 10 desde o minuto 34, altura em que Makridis fez penalty, viu segundo amarelo, foi expulso e possibilitou que os lusitanos passassem para a frente do marcador, conseguiu desbloquear o resultado e dilatá-lo até aos números finais.

Foi, de resto, um encontro sem grande história em que a equipa mais fraca procurou tapar todos os caminhos da sua baliza e esporadicamente o contra-golpe. Portugal sentiu grandes dificuldades de penetração. O lance da grande penalidade, num remate do jogador do FC Porto, João Moutinho, desviado pelo braço do atleta cipriota foi um dos raros momentos da presença portuguesa na área contrária, durante a primeira parte.

Muita lentidão, pouca intensidade, falta de espaço, demasiadas perdas de bola e quiçá pouca inspiração, foram os principais ingredientes para um jogo pouco interessante.

No segundo tempo a selecção do Chipre apresentou-se com outra disposição atacante mas sem grande perigo e Portugal procurou gerir o tempo e o resultado, controlando o jogo.

Um lance perigoso protagonizado pelo capitão Okkas, aos 77 minutos, que apareceu isolado, na cara de Rui Patrício, desfeito erradamente pelo árbitro auxiliar, assinalando impedimento, terá sido o toque a rebate para os portugueses.

Depois, foi o assalto às redes contrárias com três golos em 10 minutos. Nada mais simples!

Dos seleccionados portistas, apenas João Moutinho foi utilizado. Cumpriu todo o jogo ao nível a que nos habituou. Rolando e Silvestre Varela não saíram do banco. 

Na próxima jornada, Portugal vai defrontar a Islândia em 7 de Outubro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

VITÓRIA, ÚNICO RESULTADO PARA ALIMENTAR AMBIÇÕES


A Selecção de Portugal vai ter amanhã mais uma prova de fogo às suas aspirações de qualificação para a fase final do Campeonato da Europa/2012.


A deslocação a Chipre encerra naturais preocupações, apesar de ir defrontar uma selecção de menor cotação, tendo em conta que foi este um dos adversários que roubou pontos à turma portuguesa, no jogo de Guimarães, onde os cipriotas nos impuseram um surpreendente empate (4-4), pelo que Portugal deverá encarar este encontro com o máximo de concentração.


O abandono intempestivo de Ricardo Carvalho, que renunciou à Selecção em pleno estágio e já não viajou com a equipa para o Chipre pode ser um mau prenúncio, que sinceramente, espero não se confirme. 

A vitória é o único resultado que manterá a equipa com aspirações à passagem à fase seguinte, numa luta clara a três:
São também três os atletas do FC Porto que fazem parte do lote de jogadores convocados:
OUTROS CONVOCADOS
SC Braga (Portugal): Quim;
Sporting CP (Portugal): Rui Patrício, João Pereira e André Santos;
SL Benfica (Portugal): Eduardo;
Génova (Itália) : Miguel Veloso;
Real Madrid (Espanha): Pepe, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo;
Atlético Madrid (Espanha): Sílvio;
Málaga (Espanha): Duda;
Saraçoça (Espanha): Rúben Micael e Hélder Postiga;
Zenit (Rússia): Bruno Alves e Danny;
Chelsea (Inglaterra): Raúl Meireles;
Manchester United (Inglaterra): Nani;
Toulouse (França): Paulo Machado;
Besiktas (Turquia): Hugo Almeida.

EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Euro/2012 - fase de qualificação - 6ª Jornada - Grupo H
Palco: GSP Stadium - Nicósia - Chipre
Data e hora: 02 de Setembro de 2011 às 19:45 h
Árbitro: Gianluca Rocchi - Itália
Transmissão: RTP 1

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 2000) PARTE I

Hoje, nesta rubrica, vamos entrar na primeira década do ano 2000. Década recheada de jogos internacionais de selecções, tendo Portugal estado envolvido em 141 partidas (82 oficiais e 59 de carácter particular).

Portugal esteve presente em todas as fases finais dos maiores eventos futebolísticos: Campeonato Europeu de 2000/2004/2008 e Campeonato Mundial de 2002/2006/2010.

Foram 18 os jogadores do FC Porto que se estrearam (em representação do nosso Clube) na equipa das quinas, sendo que alguns já se tinham iniciado nestas lides, enquanto atletas de outros clubes. É o caso do guarda-redes que hoje evocamos.

Pedro Espinha - 89º internacional: Envergou a camisola da Selecção Nacional por 6 vezes (5 pelo V. de Guimarães e 1 pelo FC Porto). Estreou-se em 18 de Novembro de 1998, em Setúbal, no jogo Portugal-Israel, de carácter amigável, com vitória portuguesa por 2-0.

Foi um dos eleitos do seleccionador português Humberto Coelho, para a fase final do Campeonato da Europa de 2000, em que Portugal terminaria num sensacional 3º lugar. Foi o suplente de Vítor Baía, mas teve a oportunidade de se exibir a grande altura, no terceiro jogo da fase de Grupos, já Portugal tinha garantido a sua passagem aos quartos-de-final, cabendo-lhe defrontar a Alemanha, batida por 3-0.

Como atleta do FC Porto fez a sua sexta e última internacionalização em 16 de Agosto de 2000, no jogo amigável disputado em Viseu, em que Portugal goleou a Lituânia por 5-1.

Natural de Mafra, dedicou-se desde muito novo à paixão pelas balizas de futebol. Começou no modesto SB Corvense, no escalão de iniciados, na temporada de 1979/80, tendo-se transferido mais tarde para os juvenis do Belenenses, onde completou a formação.

A sua primeira experiência com sénior foi feita na 2ª Divisão Nacional, ao serviço do CD Cova da Piedade, na época de 1984/85.

Antes de chegar à baliza portista, Pedro Espinha representou o Torreense, a Académica de Coimbra, o Sacavenense, o Belenenses, o Salgueiros e o Vitória de Guimarães. Foi neste último Clube onde mais se destacou e onde seguramente se afirmou como um dos melhores guarda-redes portugueses.

Pedro era um guarda-redes extremamente sólido, eficaz e de grande capacidade. Era rápido entre os postes e tinha reflexos apurados o que lhe permitia a execução de defesas consideradas impossíveis. Fora da baliza, respondia com segurança nas bolas aéreas e com rapidez assinalável nas saídas aos pés dos avançados contrários. Raramente errava , era fiável, não se lhe apontando defeitos consideráveis. Era também muito inteligente na coordenação defensiva, senhor de uma tranquilidade assustadora e de elevado sentido de responsabilidade e profissionalismo. Com o decorrer dos anos foi ganhando experiência e maturidade, essenciais na sua afirmação no futebol português, ao ponto de lhe ser confiada a baliza em grandes certames, como o Euro/2000.

Depois de três épocas de grande destaque em Guimarães e com 34 anos de idade, Pedro Espinha rumou ao FC Porto, em Julho de 2000, alimentando o desejo e a convicção de colorir a sua carreira com a conquista de títulos nacionais, que lhe faltavam. Todavia não foi muito feliz. Não foi muito utilizado e o conjunto de conquistas que ambicionara resumiram-se a uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândida de Oliveira. Melhor que nada! Ficou a frustração de nunca se ter sagrado Campeão Nacional da 1ª Divisão.

Na primeira época nas Antas, conviveu com a forte concorrência do internacional russo Ovchinikov, Rui Correi e Hilário, todos guarda-redes de grande valor. O FC Porto vivia ainda o drama da perda de Vítor Baía. Pedro Espinha fez apenas um jogo pelo FC Porto no Campeonato Nacional  de 2000/01. Foi o guarda-redes titular dos jogos da Taça de Portugal, à excepção do jogo da final, no Jamor, em que foi suplente de Ovchinikov. Os Dragões derrotaram o Marítimo por 2-1 e Pedro triunfou o seu primeiro grande troféu nacional.

Na temporada seguinte, com Octávio Machado no comando técnico, não foi utilizado sendo até relegado para a equipa B, que disputava o Campeonato Nacional da 2ª Divisão. Deixou o Clube no final dessa temporada, rumando a Setúbal para representar o Vitória local.

(Continua) 

Fontes: European Futebol.info; International Matches 2000 e Blog Glórias do Passado.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

IMPOSSÍVEL PARAR MESSI!

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)


Em jogo nada emocionante nem bem jogado, apesar de estarem em campo, por um lado a melhor equipa do Mundo (FC Barcelona) e por outro uma das melhores da Europa (FC Porto), foi a equipa portista que surpreendeu, pela atitude, dinâmica e sobretudo solidariedade entre os seus jogadores, evitando o habitual futebol fluído da turma culé.

Foram mesmo os Dragões a criarem as melhores oportunidades para inaugurar o marcador, mas a habitual falta de discernimento no remate foi decisiva para que as redes do Barcelona se mantivessem invioladas.

Até que, aos 39 minutos Freddy Guarín cometeu um erro tão inexplicável quanto imperdoável. Demorou a desfazer-se da bola, perto da área, foi apertado e em desespero de causa atrasou para Helton. Leonel Messi que saía lentamente da área, completamente isolado, agradeceu a oferta e com classe, torneou o guarda-redes portista e atirou a contar. Um verdadeiro balde de água gelada numa exibição, que sem ser brilhante, cumprira, até esse momento, com todo o rigor o esquema quase perfeito, de Vítor Pereira.

A equipa portista já não teve tempo, até ao intervalo para contrariar este desaire.

Se no primeiro tempo o futebol deixou muito a desejar, muito por responsabilidade da estratégia dos azuis e brancos, fieis a uma pressão muito alta não concedendo espaços, dificultando a manobra contrária, a verdade é que, em vantagem no marcador, o Barcelona foi jogando a passo e à medida que os jogadores portistas iam dando mostras de desgaste, tomaram conta da partida, provocando alguns desequilíbrios e obrigando os Dragões a acumularem erros. Rolando viu o segundo amarelo e foi expulso e os catalães marcaram o segundo golo logo de seguida. Pouco depois, Guarín, ainda não satisfeito com a borrada do primeiro golo, voltou a cometer nova imprudência, carregando de forma ilegal  Mascherano, vendo por isso o cartão vermelho.

O jogo acabaria pouco depois com os jogadores portistas arrastando-se pelo mal tratado relvado.

O FC Porto actuou como um bloco unido e solidário, durante a primeira parte, especialmente até ao golo oferecido. Nesse período pecou,  pela pouca intensidade e velocidade imprimida ao seu futebol bem organizado e sobretudo pela falta de eficácia na concretização das oportunidades criadas. Em alta competição pagam-se caro essas fragilidades. Já no segundo tempo, as qualidades apresentadas foram-se desvanecendo, dando lugar a um futebol incaracterístico com muitos passes falhados, erros de marcação, muito desgaste físico e excessos que valeram expulsões.

O Barcelona foi uma sombra de si mesmo. Não conseguiu explanar o seu famoso e habitual tic-tac. Valeu-lhe a classe inegável do melhor jogador do Mundo, Leonel Messi, que esteve nos dois golos e na expulsão de Rolando.

O trabalho do árbitro terá ficado manchado por ter perdoado uma grande penalidade por mão de Abidal, dentro da área.


FCB 2-0 FCP - MyVideo

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SORTEIO DA «NOSSA» EUROPA


Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, Zenit S. Petersburg, da Rússia e Apoel Nicósia, do Chipre, são os adversários do FC Porto, no Grupo G na fase de grupos da Liga dos Campeões, de acordo com o sorteio realizado hoje, no Fórum Grimaldi, no Mónaco.

Trata-se de um grupo bastante equilibrado tendo em conta que reúne três vencedores da Liga Europa:  o Zenit venceu na época 2007/08 (2-0 frente ao Glasgow Rangers), o Shakhtar venceu na época 2008/2009 (2-1 frente ao Werder Bremen) e o FC Porto, actual campeão (1-0 frente o SC Braga, em 2010/11).

CALENDÁRIO DE JOGOS:

13 de Setembro de 2011: FC Porto - Shakhtar Donetsk

28 de Setembro de 2011: Zenit S. Petersburg - FC Porto

19 de Outubro de 2011: FC Porto - Apoel Nicósia

01 de Novembro de 2011: Apoel Nicósia - FC Porto

23 de Novembro de 2011: Shakhtar Donetsk - FC Porto

06 de Dezembro de 2011: FC Porto - Zenit S. Petersburg