terça-feira, 18 de outubro de 2011

OPERAÇÃO - REGRESSO À LIDERANÇA

É com o pensamento na vitória que o FC Porto se vai apresentar amanhã, no Estádio do Dragão, onde vai receber o  líder do Grupo G, da Champions League, o surpreendente Apoel.

Ao contrário do que se poderia imaginar, trata-de de um adversário complicado,  já com alguma experiência nesta competição, possuidor de bastante qualidade, explorando bem as transições e o desespero dos adversários. 

É a segunda visita deste adversário cipriota ao Estádio do Dragão. A primeira aconteceu em 21 de Outubro de 2009, igualmente para a fase de Grupos da Champions League, com vitória portista, por 2-1, com golos do incrível Hulk.

Recordo que nessa altura o Apoel era uma equipa mais fraca, mas mesmo assim foi capaz  de criar grandes dificuldades ao ponto do FC Porto ter feito uma exibição medíocre.

RESUMO HISTÓRICO SOBRE O ADVERSÁRIO

O Apoel FC foi fundado em 1926, época em que a Ilha insular do Mar Mediterrâneo era uma simples colónia  de Inglaterra, com o intuito de representar todos os gregos residentes em Nicósia, resultado do entusiasmo de um grupo de amigos que por isso começou por se chamar Atlético Clube de Futebol dos Gregos de Nicósia. Mais tarde passou a Poel e só em 1928 assumiu o nome de Apoel.

Em 1934 este clube foi decisivo para a criação da Federação de Futebol do Chipre, um passo fundamental rumo à profissionalização. O primeiro campeonato cipriota foi organizado dois anos mais tarde. O Apoel confirmou o favoritismo e alcançou um título inédito em todos os sentidos, tanto para o país quanto para o Clube. 

Embora não seja ainda muito conhecido na comunidade futebolística europeia, possui um currículo notável, no seu país (50 títulos: 20 Campeonatos nacionais, 19 Taças e 11 Supertaças), que lhe garante a hegemonia nacional. A euforia perdurou pelos anos seguintes mas foi gravemente abalada em 1948, ano em que a ilha sofreu com a guerra civil.

A década de 70 foi simplesmente mágica para os adeptos do Apoel, com uma trajectória de sucesso que não seria porém suficiente para impulsionar uma completa profissionalização do futebol do Chipre. Os clubes trabalhavam com orçamentos irrisórios e os atletas recebiam salários bem inferiores quando comparados com a realidade do futebol europeu. O próprio Apoel passou por uma grave crise financeira.

Só nos anos 90 as coisas  começaram a melhorar. Sob a presidência de Mike Leonnides, o Apoel passou a funcionar no formato clube-empresa, garantindo o poder financeiro para sonhar com outros voos.

O plantel desta equipa cipriota é orientada pelo treinador sérvio Ivan Jovanovic, que já vai na sua quinta época. Dispõe no seu plantel de 3 portugueses (Paulo Jorge, Hélio Pinto e Nuno Morais), para além de Manduca, um brasileiro que já jogou em Portugal (Marítimo e Benfica).

ANTEVISÃO DO JOGO

Depois da intragável derrota sofrida na Rússia, onde a equipa azul e branca deixou uma imagem nada consentânea com o estatuto europeu que realmente possui, que a relegou para um nada dignificante 3º lugar, aos Dragões só se pede profissionalismo e ambição. Recuperar a liderança tem de ser o objectivo. Por isso, só a vitória pode ser equacionada.

Vítor Pereira operou sete alterações na lista de convocados para este jogo. Regressam os habituais titulares e saem Kadú, Fucile, Maicon, Alex Sandro, Iturbe, Walter e Cristian Rodríguez.

LISTA DOS CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Sapunaru, Rolando, Otamendi, Mangala e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, João Moutinho, Guarín, Souza, Belluschi e Defour;
Avançados: Hulk, Kléber, James Rodríguez, Djalma e Silvestre Varela

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Champions League - Grupo G - 3ª Jornada
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora: 19 de Outubro de 2011, às 19:45 h
Árbitro: Antony Gautier - França
Transmissão: SportTv1 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 2000) PARTE VIII

Hélder Postiga - 96º internacional: Jogador ainda em actividade e disponível para a Selecção Nacional, soma neste momento 44 internacionalizações (19 pelo FC Porto, 6 pelo Tottenham, 6 pelo Saint-Étienne, 3 pelo Panathinaikos, 7 pelo Sporting e 3 pelo Saragoça). Marcou 17 golos. Estreou-se em 12 de Fevereiro de 2003, num jogo amigável realizado em Génova, com uma derrota frente à Itália, por 1-0.

Esteve presente nas fases finais do Euro/2004, Mundial/2006 e Euro/2008.

Natural das Caxinas, Vila do Conde, começou a sua vida desportiva na cidade vizinha (Póvoa do Varzim), precisamente nas escolas do Varzim SC, concluindo a sua formação, desde os juvenis, no FC Porto, onde foi Campeão Nacional e internacional em todos os escalões.

Passou pela equipa B, ainda com idade de júnior, antes de integrar o plantel principal, em 2001/02, primeiro sob a orientação técnica de Octávio Machado e depois de José Mourinho.

Foi lançado na equipa principal com apenas 19 anos, tornando-se rapidamente numa das figuras da equipa, despertando o interesse do Tottenham, que o adquiriu por cerca de 10 milhões de euros, em 2002/03.

Inadaptado ao futebol inglês, Postiga voltou ao FC Porto, na época seguinte, mas sem nunca ter conseguido o nível das épocas anteriores, acabando emprestado, primeiro ao Saint-Étienne, de França e mais tarde ao Panathinaikos, da Grécia. Entre estes empréstimos ainda contribuiu para a conquista  de 1 Campeonato Nacional e 1 Supertaça, com a camisola dos Dragões.

Em 2008 foi cedido ao Sporting, por 2,5 milhões de euros, por 50% do passe. O seu rendimento porém, continuou algo distante das expectativas, razão pela qual nunca fez parte das escolhas do então seleccionador nacional, Carlos Queirós, falhando assim o Mundial de 2010, na África do Sul.

Na temporada de 2010/11 recuperou a titularidade, marcando alguns golos importantes que lhe mereceram a atenção do actual seleccionador, Paulo Bento, regressando à equipa nacional.

Esta época (2011/12) começou como titular mas rapidamente se apagou na mediania das suas exibições, levando a Sad sportinguista a vende-lo ao Saragoça, de Espanha. A transferência aconteceu numa altura em que Postiga começava já a ser contestado pelos adeptos, devido à sua fraca produtividade, em termos de golos.

(Continua)
Fonte: International Matches 2003/2011

sábado, 15 de outubro de 2011

SHOW DO BIGORNA

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

Como era previsível, a equipa da III Divisão Nacional, acabou por ceder de forma contundente, perante a maior valia do Campeão Nacional português, mesmo não tendo apresentado a equipa mais utilizada. 
Vítor Pereira, aproveitou a reconhecida fragilidade do adversário para fazer uma revolução no onze titular, promovendo a estreia absoluta de Alex Sandro (finalmente recuperado de arreliadora e demorada lesão) e de Iturbe, com tempo ainda para lançar no jogo, a cerca de dez minutos do fim o jovem guarda-redes, de apenas 16 anos, de seu nome Kadú.
Foi nitidamente uma luta desigual em que a resistência caseira começou a desmoronar-se perto da meia hora de jogo. Num clima de Verão, pouco usual no mês de Outubro (os deuses deves estar loucos!), o imenso calor e o relvado sintético do terreno de jogo, a fazer queimar os pés, aliados à maior valia técnica portista, foram fazendo mossa.

Foi pois com toda a naturalidade que os Dragões chegaram ao golo e dilataram o resultado, que ao intervalo já registava uma goleada de 5-0. Mais poderiam ter acontecido não fora o desperdício de algumas boas oportunidades.

No segundo tempo os jogadores portistas abrandaram o ritmo e apesar de criarem uma mão cheia de novas oportunidades, apenas acertaram nas redes mais três vezes. Walter, o «Bigorna», foi o maior goleador (4 golos), mas também o que mais desperdiçou. Seguiu-se-lhe Djalma, com dois golos da sua autoria. Defour (que esbanjou um golo cantado, depois de sentar o guarda-redes, atirou contra a barra) e Silvestre Varela marcaram os restantes. Em termos de golos, referir a espectacular jogada individual de Belluschi, na assistência para o segundo golo.
Este é um jogo onde não se podem tirar grandes conclusões, mas gostei da performance de Belluschi e da veia goleadora de Walter. Quanto às estreias de Alex Sandro e Iturbe achei-as interessantes, com alguns pormenores deliciosos, mas num jogo de fraca oposição será prematuro fazer grandes elogios. Bracali (sem trabalho), Mangala,  Defour e Djalma, cumpriram.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

EM BUSCA DO TETRA

Arranca amanhã, a participação do FC Porto na presente edição da Taça de Portugal, para alguns portistas um troféu de menor importância, para mim e, estou certo para a maioria do universo portista, mais uma prova que ambicionamos ganhar.


Depois de três épocas consecutivas a erguer a Taça, o sonho passa a ser alcançar o TETRA.  

O primeiro confronto vai ter lugar na zona de Sintra,  frente ao Pêro Pinheiro, equipa que milita na III Divisão Nacional - Série E, ocupando actualmente a quarta posição.

Apesar do evidente favoritismo, os Dragões não estão imunes a surpresas. De resto, a história  da Taça de Portugal é fértil neste tipo de acontecimentos e os azuis e brancos já viveram na pele eliminações inesperadas.

Face à previsível menor exigência do jogo, e à conveniente gestão do plantel, dizimado recentemente pela participação de doze internacionais que serviram as respectivas selecções,  o treinador do FC Porto, Vítor Pereira, promoveu seis alterações,  em relação à anterior convocatória, com destaque para três estreias absolutas: Kadú, Alex Sandro e Iturbe. Regressam ao lote dos escolhidos, Sapunaru, Maicon e Silvestre Varela.

Lista dos convocados 

Guarda-redes: Bracali e Kadú.
Defesas: Sapunaru, Rolando, Maicon, Mangala, Fucile e Alex Sandro.
Médios: Fernando, Souza, Belluschi e Defour.
Avançados: Djalma, James Rodríguez, Walter, Iturbe, Cristian Rodríguez e Silvestre Varela. 

EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Taça de Portugal - 3ª Eliminatória
Palco: Parque de Jogos Pardal Monteiro - Pêro Pinheiro - Sintra
Data e hora:
 15 de Outubro de 2011 às 15:00 h 
Árbitro: 
Olegário Benquerença - A.F. Leiria
Transmissão: SportTv1

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O TRISTE FADO PORTUGUÊS!

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

A Selecção nacional falhou, de uma só vez, duas das três possibilidades de se qualificar para a fase final do Euro/2012.

Num jogo em que o empate lhe garantiria a qualificação directa, a equipa portuguesa não soube nem pôde conquistar o objectivo. Não soube porque a classe dos seus jogadores ficou em Portugal. Em Copenhaga estiveram jogadores banais,  inacreditavelmente medíocres, incapazes de formarem uma equipa. Defesas permeáveis, médios inoperantes e avançados inofensivos. 

Não puderam porque pela frente tiveram uma verdadeira equipa, servida por jogadores talentosos, de raça, ambição  e  determinação na obtenção do  único resultado que lhes servia: a vitória.

Efectivamente, desde o apito inicial do italiano Nicola Rizzoli, Portugal  submeteu-se ao domínio territorial da equipa da casa, que logo aos três minutos viu um golo anulado (!), num lance onde a defesa portuguesa patenteou a insegurança decorrente do jogo anterior e poucos minutos depois, marcou a contar, com Rolando a voltar a ser infeliz, desviando o remate para a baliza.

Foi um banho de bola cujo resultado não ilustra, nem de longe nem de perto, a esmagadora superioridade dinamarquesa e onde dificilmente se extrai algo de positivo do lado português. Julgo mesmo que só o golo de Ronaldo, marcado já nos descontos, de livre directo foi a excepção.

Para cúmulo, a Suécia, ao vencer o seu jogo contra a Holanda, no Grupo E, roubou a possibilidade de Portugal se qualificar directamente, mesmo perdendo, conquistando assim o melhor dos segundos lugares de todos os Grupos.

Resta à Selecção nacional tentar a sua qualificação no play-off, deixando para Novembro o que poderia ter garantido hoje. É esta a triste sina portuguesa.

A presença portista foi encarnada, mais uma vez por Rolando e João Moutinho, que padeceram da mediocridade geral, mais o defesa que o médio.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

FECHAR COM CHAVE DE OURO

É o que se pede à equipa nacional que tem amanhã a possibilidade concluir (espera-se) a sua participação na fase de qualificação para o Euro/2012, garantindo a liderança do seu Grupo. Para tal bastará um empate, mas a qualidade dos nossos jogadores e as conhecidas contingências de jogar descansadamente para este resultado, exigem uma vitória. Não, não é pedir de mais. Portugal tem a obrigação de jogar para vencer.
A Selecção nacional, que teve um comportamento defensivo algo estranho frente à Islândia, consentindo três golos na sua baliza e permitiu a esse adversário  mais algumas abébias, estará mais avisada e mais alerta, devendo certamente entrar mais concentrada para evitar surpresas. A Dinamarca tem nível bem superior ao da Islândia pelo que facilitar pode ser a morte do artista.  Os jogadores portugueses não vão querer morrer na praia...

Paulo Bento deverá apostar no mesmo onze com que iniciou a partida jogada no Porto.

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Euro/2012 - fase de qualificação - 8ª Jornada Grupo H
Palco: Parken Stadion - Copenhaga - Dinamarca
Data e hora: 11 de Outubro de 2011, às 19:15 h
Árbitro: Nicola Rizzoli - Itália
Transmissão: RTP 1

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 2000) PARTE VII

Costinha - 95º internacional: Foi internacional português em 53 jogos (10 pelo Mónaco, 27 pelo FC Porto, 12 pelo Dínamo de Moscovo e 4 pelo Atlético de Madrid) e marcou dois golos. Estreou-se na selecção A, pela mão de Humberto Coelho, a 14 de Outubro de 1998, em Bratislava, frente à Eslováquia (entrou aos 67' substituindo Rui Costa). A 11ª internacionalização, primeira enquanto jogador do FC Porto, aconteceu em 7 de Setembro de 2002, em Birmingham, no particular Inglaterra-Portugal (1-1), sendo o golo português da sua autoria.

Esteve presente nas fases finais do Euro/2000 (Holanda/Bélgica), Euro/2004 (Portugal) e Mundial/2006 (Alemanha). Foi dele o golo da vitória portuguesa sobre a Roménia (1-0), já nos descontos, que colocou Portugal nos quartos-de-final do Euro/2000 (tinha entrado aos 87'!).

Natural de Lisboa, os primeiros passos como futebolista foram dados no Clube Oriental de Lisboa, da II Divisão, onde jogou de 1993 a 1995. Na temporada de 1995/96 foi jogar para o Machico, clube da Ilha da Madeira, também da II Divisão, onde foi titular indiscutível. Na temporada seguinte mudou-se para outra equipa insular, o Nacional da Madeira, ainda da II Divisão. No final dessa temporada, com 20 anos de idade, deu-se uma reviravolta na sua carreira. Sem nunca ter representado um clube das divisões superiores de Portugal, sendo inclusive um desconhecido, Costinha foi contratado por um dos grandes clubes de França, o  Mónaco, onde foi Campeão nacional (1999/2000) e venceu a Supertaça, na mesma época. Esta mudança deu-lhe visibilidade, estatuto e prestígio, passando a ser convocado para a Selecção nacional.

A sua alcunha «Ministro», vem desses tempos do Mónaco. Foi-lhe atribuída pelo francês e colega de equipa o famoso Thierry Henry, pelos fatos requintados com que se apresentava diariamente nas deslocações para os treinos da equipa.

Regressou ao futebol português em 2001/02, onde finalmente de estreou na Primeira Liga, para representar o FC Porto. A sua estreia de azul e branco aconteceu a 12 de Agosto, num jogo de má memória disputado em Lisboa, contra o Sporting. O médio defensivo perdeu o jogo (1-0), tendo sido expulso aos 37', por acumulação de cartões amarelos. No entanto viria a afirmar-se como titular indiscutível, conquistando, em quatro épocas, 1 Liga dos Campeões Europeus (2003/04), 1 Taça Uefa (2002/03), 1 Taça Intercontinental (2004), 2 Campeonatos nacionais (2202/03 e 2003/04), 1 Taça de Portugal (2002/03) e 2 Supertaças Cândido de Oliveira (2002/03 e 2003/04). Foi ainda distinguido em 2003 com o «Dragão de Ouro» para o «Atleta do Ano».

Trinco de raiz, Costinha era dotado de sentido posicional e leitura de jogo pouco comuns, para além de um excelente jogo de cabeça que lhe permitia ser forte e decisivo na concretização de lances de bola parada, como por exemplo, o que conseguiu em Old Trafford, nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, da época 2003/04, fundamental para a passagem do FC Porto à final da competição, que viria a ganhar, em Gelsenkirchen, curiosamente frente ao clube que o havia lançado para o estrelato, o Mónaco.

Foram três épocas de grande fulgor, conquista de títulos e prestígio. Tanto que os níveis de ansiedade na procura de novas aventuras/melhorias financeiras  tomaram conta do atleta. O FC Porto, que já havia perdido no defeso Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Alenitchev, Deco e o treinador José Mourinho, fez questão de manter alguns dos jogadores mais influentes nos êxitos conseguidos, para atacar com confiança e ambição, a época de 2004/05. Naturalmente Costinha fazia parte desse lote, juntamente com Nuno Valente, Maniche, Derlei e Carlos Alberto, por exemplo. Curiosamente, ou talvez não, nenhum destes atletas ficou satisfeito com a situação. O assédio e as propostas de melhorias financeiras irrecusáveis, só ao alcance dos «tubarões» europeus, toldaram-lhes o discernimento, fazendo-os enveredar por atitudes pouco recomendáveis, no sentido de pressionarem a saída.

Após 2004/05, época atípica para o FC Porto, com sucesso relativo, onde apenas ganhou a Taça Intercontinental e a Supertaça Cândido de Oliveira, Costinha viu satisfeitas as suas pretensões e foi vendido ao Dínamo de Moscovo, clube russo onde teve problemas disciplinares. No fim da segunda época foi emprestado ao Atlético de Madrid.

Costinha não mais se conseguiu exibir ao seu melhor nível. O atleta acabaria por reconhecer mais tarde que a sua saída do Dragão não fora a decisão mais sensata e correcta que tomara.

Terminou a sua carreia aos 35 anos, ao serviço do Atlanta, de Itália, onde raramente foi utilizado durante os cerca de três anos de permanência neste clube.
(Continua)
Fonte: International Matches 1998/2006