sábado, 17 de setembro de 2011

VENCER, CAMINHO CERTO PARA CONSOLIDAR LIDERANÇA

Para defrontar o CD Feirense, no âmbito da 5ª jornada da Liga Zon/Sagres, o FC Porto parte para Aveiro, casa emprestada da equipa de Vila da Feira, transportando na bagagem, elevada  ambição e enorme vontade de trazer de lá os três pontos da praxe, para garantir a liderança.

Nem sequer vou evocar as dificuldades que a turma liderada por Vítor Pereira irá encontrar e ter de ultrapassar porque isso é, no fim de contas, o pão nosso de cada jogo.

Para este encontro, o treinador portista, não vai poder contar com dois nomes de peso: Hulk e Álvaro Pereira, ambos com limitações físicas e a recuperar de lesões. Maicon é outro dos ausentes da lista dos convocados, mas por opção técnica. De regresso estão Sapunaru, Rolando, Guarín e Walter. 


LISTA DOS CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Sapunaru, Rolando, Otamendi, Mangala e Fucile;
Médios: Fernando, Souza, João Moutinho, Defour, Belluschi e Guarín;
Avançados: James Rodríguez, Kléber, Walter, Cristian Rodríguez, Djalma e Silvestre Varela


EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Liga Zon/Sagres 2011/2012 - 5ª Jornada
Palco: Estádio Municipal de Aveiro - Aveiro
Data e hora: 18 de Setembro de 2011, às 18:15 h
Árbitro: Bruno Esteves - A.F. Setúbal
Transmissão: TVI

terça-feira, 13 de setembro de 2011

COMEÇO ÚTIL, CONTRA ADVERSIDADES

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)
No regresso à Champions League, o FC Porto foi obrigado a lutar contra um conjunto de incidências adversas que o jogo começou por impor, depois contra um relativo desconforto e por último contra uma equipa de bom nível e muito perigosa.

Os Dragões entraram a tentar tomar conta da partida, começando por levar algum perigo à área ucraniana. No entanto, as tais incidências adversas começaram a arrastar a equipa para um período de algum nervosismo e precipitação. A primeira aconteceu aos cinco minutos quando um violento remate de Hulk, ressaltou em Defour e foi bater na barra transversal da baliza adversária; a segunda, aos dez minutos quando Hulk falhou uma grande penalidade, a castigar um derrube na área, a James Rodríguez; a terceira foi a infeliz intervenção de Helton, na sequência de um remate que não segurou, deixando a bola ao alcance do brasileiro Luiz Adriano que não se fez rogado e anichou a bola nas redes portistas e por último, aos 30', já  depois do golo do empate num livre directo de Hulk, a decisão polémica do árbitro do encontro ao perdoar nova penalidade flagrante, esta sobre o Incrível.

Contra estas contrariedades os jogadores portistas tiveram o apoio dos seus apaniguados que jamais desanimaram, transmitindo calorosos incentivos, no sentido de fortalecer o espírito da equipa. A verdade é que o FC Porto voltou a mandar no jogo, logo após o golo do empate, procurando o segundo com mais intensidade para reverter o resultado.
Com a justa expulsão, aos 40 minutos, do defesa Rakytskiy, a castigar jogo violento sobre Moutinho, os azuis e brancos ficaram com a vida mais facilitada.

Em superioridade numérica, os azuis e brancos intensificaram a pressão e foi com toda a naturalidade que surgiu o golo da vitória, aos 51', numa jogada genial do colombiano James Rodríguez, a entrar na área e a dar de bandeja para Kléber empurrar para as redes.
O FC Porto esteve por várias vezes perto de dilatar o marcador. James fez a bola beijar a barra, na marcação de um livre. Os ucranianos ficaram reduzidos a 9 com a expulsão de mais um defesa, por acumulação de cartões amarelos e até final os Dragões optaram por baixar o ritmo, controlar a partida e deixar correr o tempo.

A exibição da equipa foi marcada por altos e baixos e mesmo a jogar em superioridade numérica emergiram alguns problemas defensivos e sobretudo de finalização.
Gostei particularmente dos desempenhos de James Rodríguez, apesar de ter sido intermitente, de Defour, a denotar grande disponibilidade, muita raça, excelente sentido posicional e boa visão de jogo (mais uma formiguinha, ao jeito de João Moutinho) e de Hulk que voltou a ser fundamental, mesmo tendo falhado a grande penalidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

GANHAR EM CASA É FUNDAMENTAL

É já amanhã que arranca a participação europeia do FC Porto, esta época, de regresso à prova rainha da Europa, a Liga dos Campeões. Começar a vencer é sempre importante e em casa, para mim, fundamental.

A equipa parece estar em crescendo de forma e, apesar de privada de alguns jogadores importantes (Rolando e Guarín, castigados e Sapunaru, lesionado), não será impeditivo de se apresentar consistente e competitiva.

Integrados no Grupo G, um dos mais complicados e dos poucos formados integralmente por Clubes Campeões, sendo que três dos quatro já venceram provas europeias, os Dragões vão receber a equipa ucraniana do Shakhtar Donetsk, actual campeã do seu país e vencedor da Taça UEFA em 2009. 

Fundado por mineiros na região de Donbass, na Ucrânia, então parte integrante da ex-União Soviética, em 1936, com o nome de Stakhanovets, o clube passou por algumas metamorfoses até ser o que hoje é, um clube de respeito. Em 1946 passou a chamar-se Shakhtyor e a partir de 1992 adquiriu o nome actual.

No seu palmarés destaque para a conquista do troféu europeu referenciado. A nível nacional conquistou por 6 vezes o Campeonato nacional ucraniano (2002, 2005, 2006, 008, 2010 e 2011), 7 Taças da Ucrânia (1995, 1997, 2001, 2002, 2004, 2008 e 2011), 3 Supertaças da Ucrânia (2005, 2008 e 2010), 4 Taças da URSS (1961, 1962, 1980 e 1983) bem como 1 Supertaça da URSS (1983).

Dispõe no seu plantel de uma série de brasileiros que garantem uma elevada qualidade ao plantel, treinados por um romeno conhecedor do futebol europeu, de seu nome Mircea Lucescu, que já treinou em Itália (Piza, Brescia, Reggiana e Inter de Milão), na Turquia (Galatasaray e Besiktas), para além da Roménia (Hunedoara, Dínamo Bucareste e a Selecção nacional romena). Treina esta equipa ucraniana há oito épocas consecutivas. 

O treinador portista Vítor Pereira vai estrear-se, como treinador principal, nas andanças europeias e logo ao melhor nível. Privado dos jogadores já referenciados acima, não contam igualmente com Emídio Rafael, Walter e Iturbe (não foram inscritos) nem com o lesionado e não inscrito Alex Sandro.

LISTA DOS CONVOCADOS


Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Fucile, Otamendi, Maicon, Mangala e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, Souza, João Moutinho, Belluschi e Defour;
Avançados: Hulk, Kléber, James Rodríguez, Cristian Rodríguez, Silvestre Varela e Djalma.


EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Champions League - Grupo G - 1ª Jornada
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora: 13 de Setembro de 2011, às 19:45 h
Árbitro: Felix Brych - Alemanha
Transmissão: RTP1

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 2000) PARTE III

Jorge Andrade - 91º internacional: Vestiu a camisola da Selecção nacional por 51 ocasiões (8 pelo FC Porto e 43 pelo Deportivo La Coruña). Estreou-se em Paris a 25 de Abril de 2001, em jogo particular, em que o seleccionado francês derrotou Portugal por uns concludentes 4-0. Esteve presente na fase final de dois grandes certames: O Campeonato do Mundo de 2002 e o Campeonato da Europa de 2004.

Natural de Lisboa, começou nas camadas jovens do Estrela da Amadora. Em 1997/98 foi integrado na equipa sénior onde ganhou notoriedade e despertou a atenção dos melhores clubes nacionais que não o perderam de vista, durante os três anos que envergou a camisola tricolor.

Jorge Andrade era um defesa-central fisicamente forte, de boa técnica, sentido posicional e capacidade de antecipação, qualidades apreciadas pelos responsáveis azuis e brancos que o contrataram na época de 2000/01

Depois de duas épocas de Dragão ao peito, com performances de elevado nível, não resistiu à cobiça do Deportivo La Coruña, mudando-se para o clube galego no Verão de 2002. Na Galiza permaneceu durante cinco épocas.

Em 2007/08, a sua inegável qualidade levou-o a partir para nova aventura, de maior exigência, desta vez em Itália, para representar «La Vecchia Signora», a Juventus de Turim, clube onde permaneceu até ao fim da temporada 2008/09, altura em que, molestado por sucessivas lesões no joelho que o obrigaram a paragens prolongadas, a equipa transalpina rescindiu o seu contrato.

Desde então, Jorge Andrade, apesar de recuperado, foi treinando à experiência no Málaga (Espanha), Toronto FC (Canadá) e Notts Country (Inglaterra), mas sem resultado. Aos 32 anos, sem clube, pôs fim à sua carreira.

Ao serviço do FC Porto venceu 1 Taça de Portugal e 1 Supertaça Cândido de Oliveira. No ano 2000 foi distinguido com o «Dragão de Ouro» para o «Futebolista do Ano».

(Continua)
Fonte: International Matches 2001/07.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

RESULTADO CURTO PARA EXIBIÇÃO AGRADÁVEL

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

O resultado conseguido hoje pelo FC Porto não espelha a grande superioridade com que os Dragões se impuseram aos sadinos, equipa eminentemente defensiva e nada ambiciosa, ciente dos riscos de jogar o jogo pelo jogo, frente aos campeões nacionais.

Conseguiram bloquear o jogo portista nos primeiros vinte minutos, não permitindo espaços nem possibilidades de remates aos jogadores azuis e brancos.
Vítor Pereira, a pensar já no jogo da Liga dos Campeões, surpreendeu ao poupar de início João Moutinho e Hulk.  No entanto, depois desse período de maior acerto defensivo do Setúbal, James Rodríguez, Cristian Rodríguez, Defour e Álvaro Pereira fizeram emergir as suas qualidades e o futebol portista saiu mais fluído, mais dinâmico e mais bonito. Os sadinos tiveram até ao intervalo um aliado imprevisto, a barra da sua baliza que conseguiu parar três remates com selo de golo e ainda um guarda-redes inspirado.

O nulo ao intervalo era assim um resultado tão injusto quanto mentiroso.

João Moutinho entrou logo para o recomeço do encontro. Nos balneários ficou Souza. Vítor Pereira ensaiou então um novo esquema com dois pivots defensivos, Moutinho e Defour, que alternadamente defendiam ou apoiavam o ataque. A verdade é que o Setúbal começou a cometer erros e a desorganizar-se na defesa. Daí até à inauguração do marcador foi um ápice. Moutinho ganhou a bola à entrada da área e não se fez rogado, rematou colocado para o primeiro golo, desbloqueando o resultado.
Já com Hulk em campo e depois de esbanjadas mais algumas soberanas ocasiões para dilatar o marcador, James Rodríguez, a passar por um belo momento de forma concluiu uma jogada de ataque brilhante com a bola a ser trocada ao primeiro toque, em progressão por cinco jogadores portistas. Uma jogada e um golo para a galeria, um hino ao futebol ofensivo.

Até ao final do jogo foi uma autêntica cavalgada, um massacre na procura de outros golos. Belluschi haveria de ver coroada de êxito um remate frontal à entrada a área.
Foi uma exibição bem conseguida, com os tais vinte minutos de muitas dificuldades mas a subir de nível com o decorrer do encontro, já com belos nacos de futebol virtuoso. Ficou evidente a classe do plantel. Defour confirmou a utilidade da sua contratação, jogou com raça e classe. Foi pena não ter tido a sorte para desfeitear Diego num lance em que se desmarcou a preceito aparecendo na cara do guarda-redes. Cristian Rodríguez, mostrou como pode ser um jogador importante com a alegria e a disponibilidade patenteada. James, como já afirmei, está em grande forma e mostra-se desconcertante. Álvaro Pereira emprestou uma profundidade ao flanco inigualável. Pecou um pouco nos cruzamentos excessivamente compridos. Moutinho e Hulk foram decisivos. Belluschi criativo, dinâmico e muito combativo. Pena não corrigir a capacidade de finalização. Continua a perder bons ensejos com remates algo disparatados.

Bom ensaio para o próximo jogo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

IMPOR O VÍCIO DE GANHAR

Mais um jogo oficial para o FC Porto, neste frenesim de calendário apertado, próprio de um clube de top como é o nosso.


Com um jogo europeu no horizonte, os azuis e brancos apontam a mira na manutenção da liderança da prova, cientes das dificuldades que a equipa sadina lhes vai colocar, pelo que se espera muita entrega, determinação, concentração e respeito pelo adversário, para que os três pontos em disputa possam ser conquistados.
Os jogos vão-se acumulando a um ritmo diabólico e os jogadores do FC Porto, grande parte deles internacionais, continuam em bolandas. É o caso de Sapunaru (lesionado no aquecimento do jogo da selecção romena), Otamendi e Guarín, que falharam o jogo anterior dos Dragões, continuam indisponíveis para o próximo compromisso, já amanhã, frente ao Vitória de Setúbal.


Hulk, vítima de lesão no jogo de Terça-feira, parece completamente recuperado e do boletim clínico fazem parte Alex Sandro e agora também Sapunaru.

LISTA DOS CONVOCADOS

Guarda-redes: Helton e Bracali;
Defesas: Fucile, Rolando, Maicon, Mangala e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, Souza, João Moutinho, Defour e Belluschi;
Avançados: Hulk, Kléber, Walter, James Rodríguez, Djalma e Cristian Rodríguez.

Destaque para a ausência de Silvestre Varela, tendo entrado para o seu lugar o angolano Djalma.

Tudo leva a crer que Vítor Pereira apostará, de inicio, com a equipa que iniciou na Marinha Grande.
EQUIPA PROVÁVEL
Competição: Liga Zon/Sagres - 4ª Jornada
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora: 09 de Setembro de 2011, às 20:15 h
Árbitro: Marco Ferreira - A.F. Madeira
Transmissão: SportTv1

terça-feira, 6 de setembro de 2011

VITÓRIA RECOLOCA FC PORTO NO SEU LUGAR HABITUAL

FICHA DO JOGO
(Clicar no quadro para ampliar)

De regresso ao Campeonato nacional, para acerto do calendário, após a final da Supertaça europeia, o FC Porto apresentou-se na Marinha Grande privado de alguns dos seus internacionais, ao serviço das respectivas selecções.

Tal não impediu que os Campeões nacionais escalonassem um onze forte, competente e eficaz. Álvaro Pereira reapareceu a titular, tal como Fernando, Belluschi e James Rodríguez. Hulk, que jogara no dia anterior, em Inglaterra, pelo Brasil, durante toda a segunda parte desse jogo, foi também titular.

O treinador do União de Leiria, tão criticado na época passada pelos comentadores, repórteres e paineleiros, por nessa altura se ter remetido a uma táctica super-defensiva e sem ambição, para no final sair derrotado por 0-2, decidiu desta vez fazer a vontade aos seus críticos, apresentando um esquema de futebol no campo todo e com especial atrevimento ofensivo, como eu gostava aliás, que todas as equipas assumissem.

Resultado, uma goleada. Não é necessário ser catedrático do futebol para perceber que qualquer equipa vulgar, a jogar desta forma contra os Dragões arrisca-se fortemente a sair de saco cheio. Quanto aos críticos, estou mesmo a vê-los a crucificar o Pedro Caixinha por se ter aberto desta maneira!

Nem foi necessário ao FC Porto apresentar um futebol de fino trato. Limitou-se a marcar um ritmo intermitente, ora acelerando espalhando o pânico ou marcando golos, ora acalmando o jogo permitindo-se a devaneios que lhe haviam de custar dois golos muito consentidos.
James Rodríguez foi a estrela mais cintilante da constelação azul e branca onde brilhou também Belluschi. O colombiano mostrou-se muito inspirado e com pontaria afinada. Jogou, fez jogar, marcou e assistiu para golo. O argentino emprestou criatividade, foi importante na pressão alta, conseguindo ganhar dessa forma o lance que haveria de resultar no primeiro golo de Kléber. E por falar em golos, todos eles foram conseguidos de bola corrida, quiçá para calar determinadas vozes que empolavam o facto de o FC Porto só ter marcado, até hoje, de bola parada! CINCO num só jogo, isto talvez vos remeta para um determinado jogo da época passada.

Referência muito especial para a disponibilidade de Hulk, que apesar de desgastado mostrou-se sempre dinâmico, empreendedor e perigoso. Saiu logo a seguir ao «apagão» de que o Estádio Municipal da Marinha Grande foi acometido, queixando-se de um toque no joelho. Destaque também para os dois golos de Kléber, importantes sobretudo para a moralização e aumento da confiança de que o atleta vinha necessitando.