quarta-feira, 13 de setembro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 208













YURAN - Goleador Nº 208

Apontou 5 golos em 30 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante a época de 1994/95, única em que representou o Clube.

Sergei Nikolayevich Yuran, nasceu no dia 11 de Junho de 1969, em Lugansk, na antiga União Soviética, hoje território da Ucrânia.

Fez a sua estreia como profissional de futebol no ano de 1985, num clube da sua terra natal chamado Futbolniy Klub Zorya. Dois anos depois chegou ao Dynamo Kyiv onde passou três temporadas.

Apareceu em Portugal na temporada de 1991/92 para defender o emblema do Benfica, clube que representou por três temporadas.

Em 1993/94, desligado do clube lisboeta, tal como o seu compatriota Kulkov, recebeu e aceitou o convite para jogar no FC Porto.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito, aconteceu no dia 11 de Setembro de 1994, no Estádio das Antas, frente ao União da Madeira, em jogo da 3ª jornada do Campeonato Nacional, com vitória por 3-0. É desse jogo a foto da equipa que se segue:
























O seu primeiro golo de azul e branco vestido foi alcançado no dia 2 de Outubro de 1994, em pleno estádio da Luz, inaugurando o marcador aos 66 minutos, golo que procurou com afinco e o fez vibrar por ser contra o seu anterior clube que o tinha dispensado, mas que não foi suficiente para assegurar a vitória, já que o clube lisboeta haveria de empatar aos 88 minutos.

Ficou apenas uma temporada porque era um atleta temperamental, problemático e um tanto irresponsável na forma como encarava a profissão. Gostava da noite e tinha comportamentos pouco condizentes com a sua actividade de atleta de alta competição.









Ainda assim não deixou de ser um avançado valoroso e com potencialidades que o levariam à selecção por 40 vezes, tendo alcançado 7 golos. Curiosamente, Yuran jogou em 3 selecções diferentes, já que foi contemporâneo da desintegração da União Soviética, por quem começou a jogar (12 jogos/2 golos). Depois optou pela selecção da Rússia (25 jogos/5 golos). Pelo meio ainda vestiu a camisola da CEI (Comunidade dos Estados Independentes), selecção formada para jogar o Euro/92 (3 jogos/0 golos).

Depois da temporada passada nas Antas, Yuran foi representar o Millwal de Inglaterra (1995/96), os alemães do Fortuna de Düsseldorf (1996/97), depois ainda na Alemanha, o VFL Bochum (1997/98 e 1998/99), regressando a seguir à Rússia para defender o emblema do Spartak Moskva, terminando a sua carreira nos austríacos do Sturm Graz (1999/2000 e 2000/2001).

PALMARÉS AO SERVIÇO DO FC PORTO (2 TÍTULOS).

1 Campeonato nacional (1994/95)
1 Supertaça Cândido Oliveira (1993/94)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroZero.pt

sábado, 9 de setembro de 2017

DRAGÃO MOLE EM CHAVES DURA, TANTO PORFIOU ATÉ QUE GANHOU
















FICHA DO JOGO






























Mais três pontos para o pecúlio do Dragão, num jogo particularmente complicado, mas que acabou por render três golos, dois deles já na parte final do desafio, foi o melhor que se pode extrair da exibição menos consistente deste FC Porto de Sérgio Conceição.

O interregno para os jogos das selecções, a ausência dos internacionais portistas na preparação para este jogo e o desgaste de algumas viagens de regresso dos mesmos, terão contribuído para um menor rendimento da equipa.

O técnico portista promoveu apenas uma alteração no onze titular, em relação ao onze que jogou a anterior jornada em Braga, surgindo Miguel Layún no lugar de Ricardo Pereira.
























Primeira parte com exibição frouxa e irregular frente a um adversário muito agressivo e bem organizado no seu bloco defensivo que conseguiu bloquear o jogo interior portista obrigando a turma da casa a claudicar na sua fase de construção. Não houve situações calaras de golo e por isso o intervalo chegou sem alteração no resultado.

A segunda metade do encontro começou com a primeira alteração de Sérgio Conceição, deixando nas cabines o mexicano Jesús Corona (hoje pouco discernido), fazendo entrar o recuperado Soares.

Os azuis e brancos reapareceram então mais objectivos e a subir consideravelmente na sua produção, de tal forma que quatro minutos volvidos fizeram o  repleto anfiteatro explodir de alegria, festejando o primeiro golo. Jogada em progressão, com Soares a endossar a Brahimi. O argelino deixou a bola passar para Aboubakar que recebeu, driblou o adversário, puxou a bola para o pé esquerdo, avançou dois passos e rematou para o poste mais distante de Ricardo Nunes, fazendo as redes balançar pela primeira vez.























O jogo ficou mais repartido e Filipe, por volta dos 69 minutos cabeceou com muito perigo para a baliza flaviense, na sequência de um canto.

Na resposta, William surgiu na cara de Casillas, mas atirou para fora, perdendo uma oportunidade flagrante de fazer a igualdade. Onze minutos depois o espectro da igualdade voltou a pairar no Dragão, desta feita por Tiago Galvão, que estorvado por Layún, não fez melhor que o seu companheiro.

Sérgio Conceição leu bem o jogo e voltou a mexer na equipa com as entradas de Otávio e depois André André, para os lugares de Aboubakar e Brahimi, respectivamente.

A equipa ficou mais consistente e dominadora. Felipe voltou a estar perto do golo, com novo golpe de cabeça que deixou Ricardo pregado a assistir ao desfecho (82') e dois minutos depois, Layún cruzou para a área do Chaves, Soares acorreu e cabeceou mas a bola foi desviada pelo braço de Maras que incorreu em grande penalidade.

Soares encarregou-se da sua marcação atirando forte para uma defesa para a frente de Ricardo, ressaltando a bola para o avançado portista que na recarga não perdoou.























Marega haveria de fechar a contagem, dois minutos depois a emendar na passada, um excelente cruzamento de Óliver Torres, confirmando a 5ª vitória consecutiva, sem golos sofridos.






















Vitória justa, talvez por diferença de golos exagerados, tendo em conta a boa performance do Chaves.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 207













VINHA - Goleador Nº 207

Colocou a bola nas redes adversárias por 5 vezes em 19 participações com a camisola do FC Porto, ao longo de uma única época ao seu serviço (1993/94).

Alves Nilo Marcos Lima Fortes, imortalizado para o futebol com a alcunha de Vinha, nasceu no dia 6 de Novembro de 1966, na cidade da Praia em Cabo Verde, antiga Província Ultramarina portuguesa, que haveria de se tornar independente após a Revolução dos Cravos. Vinha optou então pela nacionalidade cabo-verdiana.

Chegou a Portugal para representar o Atlético C.P., na temporada de 1988/89. De estatura fora de comum para um jogador de futebol (muito alto, 1,93 m e muito magrinho), era um franzino gigante, porém, humilde, companheiro, trabalhador incansável e uma alma enorme.

Na Tapadinha ficou duas temporadas antes de se mudar para o clube onde viria a dar nas vistas e o haveria de tornar famoso, o Salgueiros.

A sua estreia (1990/91) coincidiria com a melhor fase vivida pelo popular clube portuense em toda a sua história, época em que terminaram na 5ª posição no Campeonato Nacional, que dava direito a participar na Taça UEFA na época seguinte.

Vinha sobressaía principalmente pela sua dádiva ao jogo, no seu aspecto desengonçado, às vezes trapalhão, mas muito dedicado e útil no que tocava a ajudar a equipa, sem a preocupação de ser protagonista.

























Terão sido estas qualidades, entre outras, que impressionaram de forma algo surpreendente o então treinador do FC Porto, o croata Tomislav Ivic, que pediu a sua contratação para a época de 1993/94.

A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 15 de Agosto de 1993, no Estádio das Antas, frente ao Benfica, em jogo da 2ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira. Vinha não foi titular e só foi chamado ao jogo a partir do minuto 54, a substituir o jovem Toni, para fazer o golo da vitória (1-0), empatando assim a eliminatória, já que o FC Porto tinha perdido na 1ª mão pelo mesmo resultado, levando a decisão da entrega do troféu para uma finalíssima, que os Dragões haveriam de vencer uns meses mais tarde.

Na semana seguinte Vinha voltaria a ser carrasco do Benfica, quando o FC Porto recebeu, na primeira jornada do Campeonato Nacional, o seu rival de Lisboa. O gigante cabo-verdiano marcaria de cabeça o primeiro golo desse encontro que acabaria com um empate por 3-3. É desse jogo a imagem que se segue: 




























Confirmaria alguns meses mais tarde (3 de Maio de 1994) a sua vocação para marcar aos grandes de Lisboa, quando na Antas apontou um dos dois golos com que o FC Porto bateu o Sporting.

As suas características não lhe proporcionaram porém uma grande utilização, tendo participado apenas em 19 dos 54 jogos oficiais disputados pelos azuis e brancos, nas diversas competições, de tal forma que o técnico Boby Robson (que entrara a substituir Ivic, em Fevereiro de 1994), acabaria por dispensá-lo no final da temporada, tendo ainda alinhado nos últimos oito minutos da finalíssima da Taça de Portugal que o FC Porto venceu, frente ao Sporting (2-1).









Regressaria então ao Salgueiros, cumprindo mais 4 temporadas (1994/95 a 1997/98). Após a saída do clube de Paranhos teria ainda curtas passagens pelos escalões secundários do futebol português, nomeadamente pelo Paços de Ferreira (1998), Lousada (1998/99), Imortal (1999/2000) e Tirsense (2000/01).

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):

1 Taça de Portugal (1993/94)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1992/93)

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

domingo, 3 de setembro de 2017

PORTUGAL CONTINUA A SONHAR


















FICHA DO JOGO



























Ao vencer na Hungria pela diferença mínima, Portugal garantiu pelo menos a presença nos «play-off», mantendo a diferença pontual de 3 pontos para a líder Suíça, que também venceu o seu jogo.

O ex-portista André Silva foi o autor do único golo do encontro, num jogo muito complicado, principalmente pela forma agressiva e viril com que os húngaros disputaram cada lance, valendo-lhe mesmo uma expulsão.






















Os portugueses foram superiores durante quase todo o jogo,  dominando de forma clara os primeiros trinta minutos da primeira parte e os primeiros dez da segunda, controlando todo o resto do tempo.

O portista Danilo Pereira foi titular e rubricou uma excelente exibição que permitiu á selecção portuguesa manter o controlo do meio-campo, enquanto Ricardo Pereira não foi utilizado.



quinta-feira, 31 de agosto de 2017

SEM RESISTÊNCIA, PORTUGAL AVANÇA



















FICHA DO JOGO


























A selecção nacional portuguesa goleou com toda a naturalidade a frágil congénere das Ilhas Faroé, somando o 6º triunfo consecutivo no seu grupo de apuramento para o Mundial/2018, que continua a ser liderado pela Suíça, com 3 pontos de vantagem sobre Portugal.

O capitão Cristiano Ronaldo foi a grande figura do jogo ao apontar 3 golos.

Os portistas Ricardo Pereira e Danilo Pereira não foram utilizados.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 206













ADELINO TEIXEIRA - Goleador Nº 206

Apontou 5 golos em 238 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo de 9 temporadas ao seu serviço (1974/75 a 1982/83).

Adelino José de Jesus Teixeira nasceu no dia 4 de Junho de 1952, em Oliveira de Azeméis. Começou a sua actividade de futebolista nas camadas jovens da A.D. Sanjoanense, tendo-se mudado em 1968 para Matosinhos para representar o Leixões S.C., clube pelo qual se estreou como profissional na temporada de 1970/71. Enquanto profissional, defendeu o emblema do clube vareiro durante 4 épocas, ingressando no FC Porto na temporada de 1974/75, sob a orientação técnica do brasileiro Aimoré Moreira.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 8 de Setembro de 1974, no Estádio das Antas, contra a CUF, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista, por 2-1.

Teixeira era um jogador muito pendular, de estatura baixa mas de grande impulsão que lhe permitia discutir em termos de igualdade no jogo aéreo, com adversários manifestamente mais altos. A par disso era senhor de uma forte polivalência, tendo sido utilizado, ao longo da sua carreira, quer como defesa central, quer como médio defensivo.

Defendeu a camisola portista ao longo de 9 temporadas a fio, nas quais foi contribuindo para um conjunto de títulos importantes.

A imagem que se segue é da temporada de 1978/79, época de bi-campeonato. Eatádio de Alvalade em 5/11/1978, jogo da 9ª jornada do Campeonato nacional:























O seu primeiro golo de azul e branco, aconteceu no dia 8 de Dezembro de 1974, no Estádio das Antas, frente ao Farense, em jogo da 12ª jornada do Campeonato nacional. Teixeira apontou o último golo da equipa, na vitória por 2-0.
















Representou a selecção nacional por 12 vezes, sempre enquanto jogador do FC Porto.

Na época de 1983/84 mudou-se para o Bessa, representando o Boavista durante duas temporadas (1983/84 e 1984/85). Na seguinte representou o Penafiel, colocando de seguida o ponto final na sua carreira.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):

2 Campeonatos nacionais ( 1977/78 e 1978/79)
1 Taça de Portugal (1976/77)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1980/81)

Fonte:Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

domingo, 27 de agosto de 2017

MAGIA DE CORONA DERRUBOU A PEDREIRA

















FICHA DO JOGO






























A sempre difícil deslocação ao estádio do Braga saldou-se numa importante e justa vitória do FC Porto, que assim aproveitou a escorregadela, atenuada pelo padre de serviço, do clube do regime, em Vila do Conde.

Com apenas uma alteração na equipa titular (Ricardo em vez de Maxi), o FC Porto entrou confiante e decidido a resolver o mais depressa possível a contenda a seu favor.
























Assim, no primeiro lance bem conseguido do ataque azul e branco, logo aos 7 minutos, Corona, num trabalho espectacular, digna de um mágico, recebeu a bola, picou sobre o adversário directo e sem deixar a bola tocar no relvado, disparou sem preparação, batendo inapelavelmente o guardião Matheus.


Dois minutos depois, na sequência de uma falta sob o lado esquerdo, apontada por Alex Telles, o mesmo Corona desmarcou-se, recebeu a bola e na passada disparou para a baliza, mas o bola embateu no pé do guarda-redes, indo para canto.

Aos 30 minutos foi Aboubakar a testar os reflexos de Matheus que correspondeu com mais uma bela defesa, negando o golo ao camaronês.

Foi meia hora de futebol corrido, intenso, objectivo e demolidor a que só faltou a correspondente finalização.

Depois o Braga foi equilibrando o jogo mas sem nunca ser capaz de criar verdadeiros lances de perigo.

Ao intervalo, Sérgio Conceição procedeu à primeira substituição, lançando no jogo Otávio em vez de Corona.

O Braga passou a dividir mais o jogo, mas foi o FC Porto a construir as jogadas mais perigosas do desafio, de tal forma que esteve mais perto de dilatar o resultado que o contrário.

Aboubakar (49' e 67') e Alex Telles (69' na trave) não foram felizes na finalização, enquanto os jogadores do Braga não conseguiram criar uma única ocasião de golo.

Vitória tão justa quanto escassa, numa deslocação tradicionalmente complicada, onde não faltou o apoio de 7000 entusiastas e vibrantes portistas.