segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

RESISTIR, RESISTIR, MARCAR E SEGURAR

 
















FICHA DO JOGO



























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto foi a Guimarães alcançar mais uma vitória, muito difícil, a décima consecutiva fora de portas, mantendo-se sem qualquer derrota neste campeonato, ao cabo das 18 jornadas já disputadas.

Francesco Farioli não pode contar com Pablo Rosário, a cumprir castigo por ter atingido o limite de cartões amarelos, e embora Francisco Moura já tenha recuperado da lesão, não foi opção para figurar entre os titulares. Alberto Costa e Alan Varela foram então os eleitos, em vez de Bednarek e Pablo Rosário, relativamente ao jogo anterior frente ao Benfica.


























A imagem da equipa mostra um novo equipamento alternativo, em tributo à conquista da Liga Europa de 2011.

Jogar em Guimarães nunca foi fácil, mas este jogo constituiu um dos maiores desafios à capacidade real do FC Porto, que teve que resistir a uma autêntica avalanche ofensiva do seu opositor, principalmente  na primeira parte.

A equipa portista teve de se unir de forma solidária para sair ilesa de um futebol arrasador, caracterizado pela boa recuperação, boa condução, ligação criteriosa, facilidade nas desmarcações, bom entendimento, capacidade para ter a bola e de luta, ganhando muitos duelos e segundas bolas, de tal forma que os dragões se sentiram atarantados, incapazes de se soltarem, limitando-se quase só a tentar evitar o golo na sua baliza.

Nesse período valeu a capacidade defensiva que a equipa vem ostentando, mas também alguma ineficácia concretizadora do adversário.

Os primeiros 24 minutos foram um sufoco, superado à custa de muita resiliência.

No momento em que a equipa quis dar um ar da sua graça, no minuto 25, Alberto Costa foi carregado dentro da área dos minhotos, originando penalti que Samu desperdiçou fazendo a bola esbarrar no travessão.  A entrar, teria sido um grande revés para a equipa da casa, que não merecia tal castigo.

Na segunda parte o Vitória voltou a entrar forte, a querer repetir a receita da primeira. A baliza portista voltou a estar na mira, mas a pontaria continuava desafinada,

Só a partir dos 60 minutos, o FC Porto começou a ter bola e a aventurar-se mais no ataque. O jogo ficou mais dividido, mas Diogo Costa teve de corresponder com classe para evitar o golo, aos 67 minutos.

Aos 70 minutos Borja Sainz dispôs de uma oportunidade soberana, quando em frente do guardião desviou para a bola esbarrar mais uma vez no ferro.

O FC Porto cresceu aparecendo com mais frequência na área contrária, criando lances perigosos, até que ao minuto 83, Oskar Pietuszewski, que tinha entrado a render Borja Sainz (73'), sofreu falta para penalti, que só por acção do VAR o árbitro acabou por assinalar. Alan Varela cobrou de forma superior, colocando os Dragões a vencer.

Até final foi segurar o resultado com estoicismo e defesa de betão.

Triunfo muito, muito complicado e suado, mas que acaba por assentar bem, na medida em que pertenceu ao FC Porto o maior número de lances de golo, duas bolas nos ferros para além do golo, contra um remate com selo de golo que Diogo Costa defendeu superiormente.

O Vitória surpreendeu pela qualidade do seu futebol, mas falhou sobretudo na pontaria dos seus remates.

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