FICHA DO JOGO
O FC Porto carimbou a passagem às meias-finais da Taça de Portugal ao vencer o Benfica, por um golo sem resposta.
Com Francisco Moura lesionado e Zaidu a participar na CAN, com a sua selecção, Francesco Farioli optou por lançar o estreante Thiago Silva, um dos reforços da janela de Inverno, ao lado de Bednarek, fazendo deslocar Kiwior para a lateral esquerda. Fez também regressar Borja Sainz, em vez de William Gomes, sendo estas as duas alterações operadas no onze titular, em relação ao jogo anterior frente ao Santa Clara.
Um clássico a eliminar é sempre um jogo muito diferente dos clássicos a pontuar. Os Dragões entraram por isso cautelosos numa partida cedo marcada por muita luta, disputa desenfreada, alguns empurrões, muito teatro, quezílias e provocações, a porem à prova a capacidade do apitador de serviço, um tal de Veríssimo, o tal que não gostou do programa televisivo que a cabine do Dragão lhe proporcionou gratuitamente frente ao Braga.
Os azuis e brancos lograram abrir o activo aos 15 minutos, por Bednarek, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Gabri Veiga.
Diga-se em abono da verdade que o golo apareceu em boa altura já que o FC Porto começara a manifestar nervosismo e a sentir-se pouco confortável com o desenrolar do encontro, por via da tal disputa cerrada. Foi no entanto capaz de equilibrar o jogo até ao intervalo, sem grandes sobressaltos.
No segundo tempo o FC Porto apareceu ainda mais cauteloso, a entregar estrategicamente as rédeas do jogo ao adversário, na tentativa de explorar o contra-ataque que ensaiou várias vezes, em lances venenosos mas muito mal finalizados, como de costume, ou por má opção final, por egoísmo ou precipitação.
Denotou nesse período alguma dificuldade para ligar o jogo, perdendo demasiados passes e duelos, obrigando a um trabalho defensivo aturado mas competente, mantendo a sua baliza inviolável até ao fim.
Vitória que se aceita como justa já que marcou e soube defender a vantagem.




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