domingo, 17 de maio de 2015

MESMO COM HIPOTÉTICA VITÓRIA, PASTEIS DE BELÉM SERÃO SEMPRE AMARGOS









A última deslocação do FC Porto, esta época, é a Lisboa para visitar o Belenenses. Trata-se de um jogo para cumprir calendário porque seja qual for o resultado, o segundo lugar está já garantido.

Calma, eu sei que alguns dos meus correlegionários, sobretudo os que acreditam em bruxos, ainda acalentam uma réstia de esperança que o clube do regime escorregue. Pois, mas eu que já acompanho o meu clube há muitas décadas e conheço o suficiente dos meandros do futebol português, não vou em cantigas, senão é só acompanhar o meu raciocínio.

Não é verdade que o clube do regime tem sido levado ao colo e por isso se encontra em situação privilegiada para garantir o título, já esta jornada? Então achavam normal que a APAF, caso necessário, não continuará a carregar o andor? E mesmo que o homem do apito, por qualquer distracção ou indisposição momentâneas decidisse o contrário e as papoilas saltitantes saíssem derrotados do berço, não acham que o guardanapo madeirense cumpriria a promessa de nada fazer para evitar a vitória do seu clube do coração, no último jogo? Pois, são factos contra os quais não há bruxedo que resista.

À parte desta realidade, espero que os jogadores portistas, cumpram a sua obrigação e vençam, com a atitude e profissionalismo adequados.

Adrián Lopez e Hernãni estão de regresso ao lote dos convocados, para este jogo, sendo que a chamada do avançado espanhol, merece destaque especial tendo em conta que esteve afastado dos relvados cerca de quatro meses, por lesão.

De fora ficaram Casemiro, a cumprir castigo por excesso de cartões amarelos e Cristian Tello, acossado de tendinite na coxa direita.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2014/15 - 33ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO RESTELO - LISBOA
DATA E HORA DO JOGO: DOMINGO, 17 DE MAIO DE 2015, ÀS 18:00 H
ÁRBITRO NOMEADO: RUI COSTA - A.F. PORTO
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV2

quinta-feira, 14 de maio de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 103












JORGE COUTO - Goleador Nº 103

Apontou 18 golos em 181 participações com a camisola do FC Porto, durante as 7 temporadas ao seu serviço (1989/90 a 1995/96).

Jorge António Pinto Couto, nasceu no dia 1 de Julho de 1970, em Argoncilhe, Santa Maria da Feira.

Tendo em conta que foi objecto de análise individual, neste blog, na rubrica "INTERNACIONAIS PORTISTAS", editado em 18 de Julho de 2011, convido os leitores a recordar aqui os aspectos mais interessantes da sua carreira.

Apenas me resta acrescentar ao que então foi escrito, que a sua estreia oficial, com a camisola da principal equipa do FC Porto, aconteceu no dia 26 de Agosto de 1989, no Estádio Municipal da Maia, frente ao Penafiel, em jogo a contar para a 2ª jornada do Campeonato nacional 1989/90, com vitória portista por 2-0. Artur Jorge, treinador de então, chamou-o ao jogo a partir do minuto 77 a render Semedo.
























Palmarés ao serviço do FC Porto (10 títulos):
5 Campeonatos nacionais (Pentacampeão): 1989/90 a 1995/96;
2 Taças de Portugal: 1990/91 e 1993/94;
3 Supertaças Cândido de Oliveira: 1989/90, 1990/91 e 1992/93

Fonte: Almanaque do FC Porto de Rui Miguel Tovar

domingo, 10 de maio de 2015

GOLEADA ESCAPOU POR ASELHICE E POUCA SORTE
















FICHA DO JOGO


























O FC Porto cumpriu os mínimos exigidos que era ganhar e adiar a festa mourama até ao limite. Nota-se no entanto que as performances da maioria dos futebolistas portistas é marcada por algum conformismo, cientes que o rumo do campeonato está há muito traçado e não vão ser estes últimos jogos a modificá-lo.

Os Dragões, com o onze previsível, ainda que da minha parte estivesse à espera de Tello em vez de Quaresma, até entrou bem na partida, obrigando o Gil Vicente a acantonar-se no último terço do relvado.























O pendor atacante dos azuis e brancos rendeu uma grande penalidade sobre Jackson Martinez, aos 11 minutos, que Quaresma desperdiçou, mas que o colombiano corrigiu, no minuto seguinte e na sequência desse lance, cabeceando com êxito, após cruzamento do próprio Quaresma.























O FC Porto continuou à procura de mais golos e aos 16 minutos Herrera obrigou Adriano a uma enorme defesa, depois de um cabeceamento frontal. Aos 26 foi Danilo a aparecer dentro da área a disparar à figura do guardião minhoto.

O jogo foi decaindo de qualidade e o Gil, aos 33 minutos quase empatava, num lance de bola parada, marcado para o interior da área, onde Martins Indi se deixou antecipar e permitiu o remate de cabeça perigoso que saiu a milímetros do poste direito de Helton, completamente batido.

Aos 40 minutos, numa altura de mau futebol, Brahimi sofreu falta dentro da área, merecedora de novo castigo máximo, mas Bruno Esteves, o artista do apito desta noite, achou que dois era de mais, isso só para outras bandas.

O intervalo chegou com a noção de que seria necessário injectar mais ambição e apelar aos jogadores portistas maior concentração, discernimento e eficácia, para que o resultado se dilatasse.

Foi o Gil Vicente que abriu as hostilidades com um remate perigoso à passagem do minuto 53, que Helton, atento, desviou para canto. 

Dois minutos depois, Rúben Neves que tinha entrado para o lugar do amarelado Casemiro, atirou uma bomba que assustou Adriano que só viu a bola passar com violência e bater nas malhas superiores da sua baliza, mas do lado de fora.

Aos 62 minutos foi Quaresma a falhar o remate de cabeça, em posição privilegiada para fazer o segundo golo. A bola saiu ao lado. Três minutos depois Brahimi, depois de muitos rodopios e muita hesitação, lá rematou mas Adriano atento defendeu.

Os Dragões procuravam o golo afincadamente mas nem sempre nas melhores condições. Aos 72 minutos nova oportunidade falhada. Canto da direita do ataque portista, bola na cabeça de Maicon a desviar para o 2º poste e Martins Indi, à vontade a rematar de pé esquerdo, levando a bola a embater no poste mais próximo. Pura aselhice! Alguns segundos depois foi Evandro a aparecer solto de marcação, isolado frente ao guardião minhoto, rematando de cabeça, mas a bola foi caprichosamente bater no poste.

Estava difícil acertar nas redes do Gil Vicente! Mas, diz o ditado popular que quem porfia sempre alcança. Assim foi. Canto na direita apontado por Quaresma, atrasando para Danilo que lhe devolveu o esférico, obrigando a defesa Gilista a perder as marcações, cruzamento do Harry Potter para o coração da área, Jackson recebeu de lado para a baliza, a bola subiu e o colombiano decidiu rapidamente aplicar um pontapé de bicicleta, obtendo mais um golo espectacular. Prémio merecido para um jogador que foi sempre uma gazua na procura dos golos.
























Vitória certa por números curtos, numa exibição com altos e baixos, muitos minutos de ritmo baixo, futebol com demasiados passes para trás e muito pouca eficácia.



OFF-TOPIC























Imagem que ilustra bem a «pancadaria» num dos treinos da semana, profusamente divulgado no Face Book, por um conjunto de portistas de trazer por casa. É caso para cantar aquele refrão brasileiro "ALÔ, ALÔ TERESINHAS, AQUELE ABRAÇO!"

GANHAR É O MÍNIMO EXIGÍVEL









Mais um jogo para cumprir calendário e tudo o que se espera é uma performance digna do Clube e a soma de mais três pontos, para vendermos caro o título que a falta de verdade desportiva e algumas erros próprios (os empates  com o Nacional e Benfica demonstraram falta de estofo) nos fez falhar.

Como portista indefectível lá estarei no Dragão, mas claramente, sem grande entusiasmo, ainda que exija dos atletas do meu Clube, um comportamento digno.

A lista de convocados para este jogo, apresenta algumas novidades. Desde logo os regressos de Danilo (depois de um jogo de castigo), Cristian Tello (após ausência prolongada por lesão) e Diego Reyes. Em sentido contrário estão Hernâni e Ricardo, ambos por opção técnica.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS 



















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2014/15 - 32ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO
DATA E HORA DO JOGO: DOMINGO, 10 DE MAIO DE 2015, ÀS 19:15 H
ÁRBITRO NOMEADO: BRUNO ESTEVES - A.F. SETÚBAL
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1

terça-feira, 5 de maio de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 102












FRANCISCO VITAL - Goleador Nº 102

Apontou 18 golos, em 57 participações com a camisola do FC Porto, durante as 3 épocas em que esteve ao seu serviço (1977/78 a 1979/80).

Francisco António Luvas Vital, nasceu no dia 27 de Junho de 1954, em Braga.  Apesar de ter nascido a Norte, as vicissitudes da vida levaram-no para o Sul e foi no Caldas Sport Clube que começou a sua formação, nos Sub-16, na temporada de 1968/69, tendo ainda representado este clube, na temporada seguinte, pelos Sub-17.

Transitou para as escolas de formação do SL Benfica na época de 1969/70, onde permaneceu até 1972/73, depois de 3 temporadas nos Sub-19. O Atlético Clube Marinhense foi a primeira aventura com sénior, na temporada de 1973/74, seguindo-se a transferência para o Grupo Desportivo Riopele, onde permaneceu três temporadas (1974/75 a 1976/77).

Avançado com apetência para o golo, Pedroto, treinador do FC Porto, viu nele potencial para fazer parte do plantel profissional, razão pela qual o passe de Vital foi adquirido em Julho de 1977.






















A estreia oficial de Dragão ao peito, aconteceu no dia 10 de Setembro de 1977, na Amoreira, frente ao Estoril Praia, em jogo a contar para a 2ª jornada do Campeonato nacional, com derrota portista por 2-0. Vital saiu do banco aos 56 minutos, para render Octávio Machado, numa tentativa mal sucedida de inverter o rumo dos acontecimentos, pois o FC Porto perdia por 1-0.

O avançado portista teve sempre muita concorrência interna. Nomes como Fernando Gomes, Duda, Gonzalez, Jairo e Toninho Metralha, foram obstáculos que condicionaram a sua afirmação plena na equipa. Ainda assim, os seus méritos foram reconhecidos ao mais alto nível, valendo-lhe a representação pela Selecção nacional principal, ainda que só por uma vez, em jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo (ver aqui).

Acabou por servir de moeda de troca no regresso de António Oliveira, para as Antas, em Janeiro de 1980, passando a representar o Bétis de Sevilha.










No clube andaluz Vital esteve até ao final da época de 1980/81, regressando a Portugal para representar o SL Benfica, onde juntou ao seu palmarés mais dois títulos (Campeonato e Taça de Portugal).

Seguiram-se o Boavista FC (1981/82), o SC Farense (1982/83), o Belenenses (1983/84), o FC Tirsense (1984/85) e finalmente o FC Vizela, onde jogou 3 temporadas (1985/86 a 1987/88), no fim das quais, pendurou as chuteiras para se dedicar à carreira de treinador.

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):
2 Campeonatos nacionais (1977/78 e 1978/79)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroaZero.pt

domingo, 3 de maio de 2015

FUTEBOL DE TERCEIRA RENDEU DOIS GOLOS!
















FICHA DO JOGO



























Acabar o campeonato nacional com dignidade, profissionalismo e vontade de evidenciar a imagem de um campeão que apenas não o foi por ausência de verdade desportiva, ilustrada profusamente com o andor ao serviço do clube do regime, era o mínimo que os portistas poderiam exigir à sua equipa mais representativa.

Apesar das promessas de luta até ao último fôlego, o que se viu hoje no Bonfim foi completamente diferente e para pior. Futebol de terceira, cinzento, sem chama, sem raça, sem inspiração e sem ambição, imagem de uma equipa sem objectivos e por isso com pouca confiança e nenhuma crença, absolutamente rendida e conformada à sua sina.

Julen Lopetegui, sem poder contar com Danilo, optou por fazer regressar ao onze principal os habituais titulares (Herrera e Quaresma), mais Ricardo como defesa direito.

Cedo se percebeu que caberia ao FC Porto as despesas do jogo, sem grande réplica, mas como vem sendo recorrente, a equipa desenvolveu um jogo de posse e circulação, completamente inconsequentes, privilegiando o passe para trás e para os lados, longe da baliza contrária, local onde se concretizam os golos. Alguém tem de avisar que os campeonatos se ganham com golos e não com grandes percentagens de posse de bola.

Assim, o primeiro remate à baliza sadina (aos 15 minutos!) coincidiu com o primeiro golo da partida, o que diz bem da inoperância atacante portista. Jogada corrida em direcção à área (finalmente), boa combinação entre Jackson e Ricardo, com o defesa a cruzar e o colombiano a falhar a intercepção, sobrando a bola mais à esquerda onde Brahimi, com grande presença de espírito, aplicou um remate em jeito, inaugurando o marcador.





















Bom tónico para que o futebol portista melhorasse de qualidade, mas mal aproveitado porque os jogadores azuis e brancos teimavam em complicar. Pouca progressão, passes mal medidos, opções de passe para trás, perdas de bola irritantes, enfim um futebol de fim de estação.

A este desconcerto escaparam, na primeira parte, para além do golo, um remate de trivela de Quaresma (um minuto depois) e um remate cruzado de Ricardo, já muito perto do intervalo.

Apesar do mau futebol praticado, a vitória portista justificava-se por ter sido a única equipa a criar algum perigo.

Esperava-se que no regresso das cabines, os jogadores portistas encarassem a partida de forma mais esclarecida, mas o que se viu foi um Vitória mais afoito, a aproveitar alguma desorganização e displicência do seu adversário.

O FC Porto continuava a preferir jogar longe da área adversária, num futebol de contenção, posse e circulação, cada vez menos ofensivo e mais inconsequente.

Os sadinos cresceram e Helton teve de se aplicar para evitar o empate, por volta dos 75 minutos, já Quaresma tinha dado o seu lugar a Evandro, numa tentativa de povoar mais o meio campo.

Se a qualidade do futebol da primeira parte já foi manifestamente medíocre, o do tempo suplementar foi ainda pior, assemelhando-se a um jogo entre «marretas» que mal sabem dar um pontapé. Salvou-se o lance do segundo golo, obtido já em tempo de compensação, por Jackson Martinez. Recuperação da bola a meio campo, bola nos pés de Herrera, passe a rasgar, com classe para o colombiano, recepção perfeita, protecção da bola a condizer e remate à matador, provocando uma reacção de alívio.




















Resultado bom numa exibição a não repetir, num jogo em que o aspecto mais negativo foi a lesão de Ivan Marcano, que o afastou do encontro, aos 25 minutos, sendo rendido por Martins Indi.

sábado, 2 de maio de 2015

CUMPRIR CALENDÁRIO COM BRIO PROFISSIONAL









É já sabendo que o líder goleou em Barcelos, sem surpresa, que o FC Porto se desloca ao Estádio do Bonfim para tentar os três pontos da ordem, numa tentativa de adiar até ao limite possível a festa dos protegidos da APAF.

É pois uma jornada para cumprir calendário, espero eu de forma digna e profissional, depois que foi o falhanço de todos os objectivos desta época, confirmado no passado fim de semana, na casa do rival, onde a incapacidade de reverter a tendência do desfecho final se tornou evidente.

Sei que matematicamente tudo ainda é possível, mas estou certo que ninguém de bom senso esperará o milagre.

Não adianta chorar sobre o leite derramado e evocar o andor em que o clube do regime foi levado ao título, porque não me lembro de nenhum outro campeonato em que não tenha sido assim. A diferença é que quando o FC Porto foi muito mais forte, não houve andor que lhes valesse. Tivéssemos nós sido competentes nos jogos em que desbaratamos pontos com grande responsabilidade nossa e outro galo cantaria. Lutar contra tudo e contra todos tem sido o nosso destino e nem por isso nos temos dado mal, mas como sabemos não chega  só sermos mais fortes, temos de ser muito, mas muito, para ultrapassarmos os colinhos habituais.

Resta pois acabar este campeonato mentiroso com dignidade, amealhando os 12 pontos em disputa.

A lista de convocados para este jogo apresenta como grande novidade a chamada do guarda-redes Andrés Fernandez, ausente das convocatórias desde 1 de Abril, aquando da deslocação aos Barreiros, para o jogo das meias-finais da Taça da Liga.

Fabiano e Danilo são os ausentes, o primeiro por opção técnica e o segundo para cumprir castigo.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2014/15 - 31ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO BONFIM - SETÚBAL
DATA E HORA DO JOGO: DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015, ÀS 19:15 H
ÁRBITRO NOMEADO: MARCO FERREIRA - A.F. MADEIRA
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1