sábado, 8 de fevereiro de 2014

SEM MARGEM DE ERRO








O FC Porto vai receber o Paços de Ferreira para a Liga Zon Sagres, num jogo em que os tricampeões nacionais estão obrigados a vencer, para encurtarem distâncias para um ou dois dos seus rivais, que nesta mesma jornada se vão defrontar.





















Vencer e só vencer é pois a palavra de ordem para que o objectivo traçado no início da época seja conseguido.

A equipa tarda a encontrar a estabilidade de que tanto necessita, mas enquanto isso não sucede, tem de lutar com as armas que possui e a crença que a tem caracterizado.

O adversário, apesar de se encontrar nos lugares do fundo da tabela, não vai ser por isso presa fácil.

A chamada do médio Fernando (recuperado de lesão e finalmente com a renovação oficializada), do central Abdoulaye (de regresso após empréstimo) e avançado Ricardo, constituem as novidades na lista dos convocados para este jogo. De fora ficaram Carlos Eduardo, por lesão e Diego Reyes e Mikel, por opção.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 18ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 9 de Fevereiro de 2014, às 18:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Cosme Machado - A.F. Braga
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv Live 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CARTAS FORA DO BARALHO VS ÁS DE TRUNFO

Encerrada a última janela de transferências da época, o FC Porto concluiu os ajustes ao plantel, dispensando os que o treinador, sintonizado com os interesses financeiros da SAD, achou que não provocavam diminuição de qualidade e opções, para atacar os objectivos traçados.

Assim, logo no início da época, Tiago Rodrigues foi emprestado ao seu anterior clube, o Vitória de Guimarães, uma vez que não tinha grandes possibilidades de jogar na equipa principal face às várias opções para o seu lugar. Também Juan Iturbe, que ainda teve a possibilidade de jogar 13 minutos contra o Marítimo, na 2ª jornada da Liga Zon Sagres, acabou emprestado ao Hellas Verona, de Itália, com cláusula de opção de 15 milhões de euros. o FC Porto dispõe apenas de 45% dos direitos económicos sobre o jogador.

Já o caso de Jorge Fucile é bem diferente. Em clara incompatibilidade com o treinador, o defesa uruguaio está afastado do plantel e não conseguiu chegar a acordo para jogar noutro clube. É um activo pronto a abandonar a custo 0, no final desta época, altura em que termina contrato. 

O guarda-redes turco Sinan Bolat, contratado com alguma surpresa, no inicio da época, ainda que a custo 0, teve uma efémera passagem pela equipa B, onde jogou apenas 379 minutos, acabou agora emprestado ao Kayserispor, do seu país natal. O contrato com o FC Porto é válido até Junho de 2018.


























Marat Izmaylov que tem contrato com o FC Porto até Junho de 2015, acabou emprestado ao FK Qabala, do Azerbaijão, até ao final desta época, depois dum um longo interregno em que o atleta esteve afastado, aparentemente para tratar de assuntos familiares. Izmaylov tinha sido utilizado apenas durante os 23 minutos finais da partida da Liga dos Campeões, frente ao Áustria de Viena.

O médio argentino de 33 anos, Lucho Gonzalez, que ainda não tinha renovado contrato a seu pedido, para poder aquilatar das suas capacidades físicas, acabou por assinar pelo Al Rayyan do Qatar, por uma época e meia, a troco de 4,5 milhões de euros. Lucho era uma referência da equipa portista, quer em campo quanto no balneário. Foi por isso uma transferência inesperada e surpreendente, ele que esteve em quase todos os jogos da equipa.

Finalmente, Nicolas Otamendi, após quatro anos de ligação ao FC Porto, o defesa central argentino, de 25 anos, assinou contrato com o Valência de Espanha, mesmo em cima da hora do fecho do mercado de Inverno, a troco de 12 milhões de euros, que poderá chegar aos 15 milhões, se forem cumpridos objectivos definidos.

Em termos de entradas apenas o registo para dois regressos.














Ricardo Quaresma, extremo que esteve ligado ao FC Porto durante 4 temporadas (entre 2004 e 2008), tendo participado em 158 jogos, nos quais apontou 31 golos, voltou assinando um contrato válido por duas épocas e meia (termina em 2016) e é já uma figura influente da equipa.

Quanto ao defesa central senegalês Abdoulaye Ba, que esteve emprestado ao V. Guimarães, desde o início da época, regressou ao plantel portista, em função da saída de Otamendi.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉCULO XXI

ÉPOCA 2002/03

Depois de conhecidos os cantos à casa, José Mourinho e a sua equipa técnica tinham já diagnosticado as necessidades e escolhido os intérpretes ideais para tornar a equipa mais competitiva, determinada, coesa e ambiciosa.

Derlei (ex-U.Leiria), Bruno (ex-Marítimo), César Peixoto (ex-Belenenses), Jankauskas (ex-Benfica), Maniche (ex-Alverca), Nuno Valente (ex-U.Leiria), Paulo Ferreira (ex-Setúbal) e Pedro Emanuel (ex-Boavista), foram os eleitos, para além do regresso de Jorge Costa,  para ser o capitão, depois do extemporâneo empréstimo ao Charlton, de Inglaterra, provocado por Octávio, na sua curta passagem como treinador principal.





















O objectivo era claro e foi-o anunciado pelo próprio técnico com o assombro e convicção que o caracterizam, em alguns círculos considerados arrogância, ao afirmar em alto e bom som que «vamos ser campeões».

A época começou nas Antas com um pequeno percalço contra o Belenenses, que defendeu o jogo todo e em dois contra ataques fez os golos suficientes para empatar. Contudo, rapidamente os pupilos de Mourinho começaram a desbravar caminho rumo ao objectivo traçado.

Equipa titular que à 9ª jornada, recebeu e bateu o Nacional da Madeira, por 5-0. Da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Nuno Valente, Jorge Costa, Hélder Postiga e Pedro Emanuel; Em Baixo: Maniche, Paulo Ferreira, Deco, Derlei, Costinha e Clayton.

A superioridade portista foi de tal ordem que à 17ª jornada (fim da primeira volta) a vantagem na classificação era de 11 pontos para o Benfica (2º) e 14 para o Sporting (3º).

O título ficou praticamente sentenciado com a vitória do FC Porto, no estádio da Luz, na 24º jornada, que deixou os benfiquistas a 13 pontos de distância.

Depois foi gerir até ao fim esta confortável vantagem, que permitiu a José Mourinho encarar as outras provas em que o Clube esteve envolvido, com redobrada ambição.

O último jogo do campeonato foi jogado nas Antas frente ao Sporting, num ambiente de grande exaltação clubista pelos triunfos brilhantes até então obtidos.





















Equipa titular que na última jornada, nas Antas, defrontou o Sporting, festejando o título, no jogo de despedida de Paulinho Santos. Da esquerda para a direita, em cima: Vitor Baía, Hélder Postiga, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Capucho, Pedro Emanuel e Alenitchev; em baixo: Maniche, Deco, Paulinho Santos, Derlei e Paulo Ferreira.

Em 34 jogos o FC Porto somou um número recorde de pontos (86), mais 11 que o Benfica (2º) e mais 27 que o Sporting (3º). A performance portista registou 27 vitórias, 5 empates e 2 derrotas, 73 golos marcados e 26 golos sofridos (defesa menos batida).

Também na Taça de Portugal o FC Porto fez um percurso digno de registo, onde registou por vitórias todos os jogos disputados, erguendo na final o troféu.

A caminhada começou no Estádio das Antas, frente ao Trofense, da III Divisão, com um resultado modesto (2-0), justificado pela presença na equipa de jogadores menos utilizados., Seguiram-se o Gil Vicente, nas Antas (2-1), o Vitória de Guimarães, em Felgueiras (1-2), o Varzim, nas Antas (7-0) e a Naval, também nas Antas (2-0).

No Jamor o adversário foi o U. Leiria, treinado por Manuel Cajuda, que reconhecendo o natural favoritismo dos Dragões, enveredou por um esquema ultra-defensivo, que só serviu para adiar o mais possível o inevitável. A resistência durou 64 minutos, altura em que Derlei marcou o golo da vitória mais que justa.
















Em termos internacionais o FC Porto esteve envolvido na disputa da Taça Uefa,  então disputada em sistema de eliminatórias até à final.


O primeiro adversário foi o Polónia Varsóvia, equipa acessível a quem os Dragões brindaram com uma goleada por 6-0, no estádio das Antas, sentenciando desde logo o destino da eliminatória. No jogo da 2ª mão, José Mourinho aproveitou a folga do resultado para testar alguns atletas menos utilizados e a experiência acabou por ditar o resultado negativo de 2-0, nunca pondo em causa a tendência da eliminatória.

Seguiu-se a turma austríaca do Áustria de Viena, com os azuis e brancos a arrancarem uma vitória fora de casa (0-1) e depois a confirmar no Porto, o maior ascendente e a maior capacidade, com mais uma vitória (2-0).

Os franceses do Lens deslocaram-se ao estádio das Antas, na 1ª mão da 3ª eliminatória e foram facilmente batidos por 3-0, deixando antever a passagem do FC Porto à fase seguinte. Em França, o FC Porto foi derrotado apenas por 1-0, confirmando a sua continuação na prova.

Para os oitavos-de-final, o sorteio colocou no caminho portista, os turcos do Denizlispor, de quem os azuis e brancos se desembaraçaram, com uns concludentes 6-1, nas Antas, garantindo depois um empate (2-2), na Turquia.

Seguiram-se os gregos do Panathinaikos. Na cidade do Porto, os comandados de José Mourinho viram-se gregos para derrubar o muro constituído pela formação visitante, que ciente da capacidade portista se remeteu a uma atitude defensiva e de contenção que acabou por ser feliz. O FC Porto não conseguiu materializar em golos todo o seu domínio e ainda acabou surpreendido por um contra-ataque fatal, que determinaria a única derrota portista no seu estádio, durante toda a época. No final da partida ficou uma grande sensação de injustiça, mas também a convicção de que na Grécia a equipa portista seria capaz de reverter o resultado.

José Mourinho prometeu que o FC Porto tudo iria fazer para continuar na prova e cumpriu. Num estádio onde desde 2001, ainda ninguém tinha conseguido vencer, o FC Porto, numa noite mágica, difícil de esquecer, acabou com esse recorde. Derlei foi o herói  num conjunto de grandes exibições. O brasileiro marcou os dois golos da vitória que qualificou a equipa para as meias-finais, mas toda a equipa teve um comportamento notável.

a Lázio de Roma foi o adversário seguinte. Previam-se, nesta fase da prova, grandes dificuldades, ainda por cima agravadas pelas conhecidas alergias ao futebol transalpino. Porém, a reconhecida capacidade do futebol portista acabou por se sobrepor a tudo isso, com elevada nota artística e capacidade concretizadora.  A 1º mão, disputada nas Antas sob intensa chuva, determinou de forma clara, a equipa que merecia continuar em prova. Mesmo entrando a perder, logo aos 6 minutos, os azuis e brancos foram capazes de construir uma exibição memorável surpreendendo os italianos com 4 belos golos, que os deixaram atarantados, incrédulos e impotentes perante tão eloquente banho de bola.

No estádio Olímpico de Roma, em ambiente ruidoso e fanático dos «tiffosi», que enchiam por completo as bancadas, o FC Porto voltou a patentear toda a sua classe com um futebol adulto, transbordando qualidade e ambição. O nulo no marcador foi o que de melhor a equipa italiana conseguiu.




















Em 21 de Maio de 2003, o FC Porto escreveu uma das mais belas páginas da sua história. Os azuis e brancos apresentaram-se no Olímpico de Sevilha, devidamente apoiados por uma multidão de adeptos que não representavam mais que 1/3 da lotação do estádio, para defrontar a aguerrida equipa escocesa do Celtic de Glasgow.




















Equipa titular na final da Taça Uefa, em Sevilha: Da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Jorge Costa, Capucho, Nuno Valente, Ricardo Carvalho e Costinha; Em baixo: Alenitchev, Maniche, Deco, Derlei e Paulo Ferreira.

Num jogo intenso, vivo emotivo e espectacular, os golos foram aparecendo como cogumelos, resultantes de um futebol aberto, ofensivo e ambicioso que ambos os conjuntos ofereceram ao Mundo, numa final inesquecível para os amantes do futebol.

Na marcha do marcador, os Dragões conseguiram sempre chegar à vantagem (1-0 e 2-1), com os escoceses a imporem a igualdade (1-1 e 2-2), levando o jogo para prolongamento. Derlei, aos 113 minutos deu a vitória final ao FC Porto.

Pela qualidade do jogo, pelo evoluir do resultado, pelo número de golos e pela festa sempre ordeira do público presente, este foi um verdadeiro hino ao futebol e a final mais espectacular a que eu já assisti.



























Época brilhante em que o FC Porto conquistou todas as provas em que participou (Taça Uefa, Campeonato nacional e Taça de Portugal).






































(Clicar no quadro para ampliar)

No conjunto das três provas, que envolveram 53 jogos, José Mourinho utilizou 31 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente dessa utilização: Paulo Ferreira (47 jogos), Hélder Postiga (46), Deco e Jankauskas (45), Maniche (44), Derlei (42), Jorge Costa (41), Capucho e Vítor Baía (39), Pedro Emanuel (38), Costinha (36), Alenitchev e Tiago (35), Ricardo Carvalho (31), Nuno Valente (30), César Peixoto (21), Ricardo Costa (20), Clayton e Marco Ferreira (17), Secretário (16), Mário Silva e Nuno E. Santo (15), Paulinho Santos (7), Cândido Costa (5), Buzáky (4), Bruno (3), Hugo Luz (2), Manuel José, Reinaldo, Elias e Hugo Almeida (1).  

Fontes: Baú de Memórias, de Rui Anjos; Revista Dragões e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

VITÓRIA COM FUTEBOL SEM QUALIDADE















FICHA DO JOGO

























EQUIPA TITULAR






















Da esquerda para a direita, em cima: Fabiano, MAngala, Diego Reyes, Herrera, Jackson Martinez e Danilo; em baixo: Quaresma, Defour, Licá, Carlos Eduardo e Alex Sandro.

O FC Porto cumpriu a sua tarefa de seguir em frente na Taça de Portugal, num jogo de mau futebol em que os defeitos patenteados ao longo desta época foram quase uma constante.

Paulo Fonseca apostou num onze titular com algumas alterações, como se previa, chamando ao onze os pouco habituais Diego Reyes, Herrera e Licá, não falando do guardião Fabiano, que vem sendo utilizado sistematicamente nesta prova. Os Dragões entraram no jogo com a desorganização que já vem sendo habitual, permitindo que o seu adversário controlasse o jogo até próximo do minuto 70.

Até lá, o FC Porto teve sempre muitas dificuldades para ligar o seu jogo, afundando-se na mediocridade que vem sendo a imagem de marca desta época, falhando consecutivamente nas acções mais básicas do futebol: Recepção e domínio da bola, passe, colocação, ocupação de espaços, visão de jogo, rapidez de pensamento e execução, enfim, em tudo aquilo que faz a diferença entre uma boa equipa de outra vulgar. Os azuis e brancos interpretaram a vulgaridade.

O Estoril, bem mais organizado e competente, criou as melhores oportunidades, marcou primeiro, controlou e impôs o ritmo de jogo que mais lhe convinha.

O empate surgiu numa jogada de insistência, com cruzamento de Herrera, sob a esquerda a solicitar a entrada de Jackson que falhou, creio que tocado em falta por um defensor estorilista, a bola sobrou para o guarda-redes que não foi capaz de a segurar, surgindo então Quaresma a rematar para as redes. Lance numa primeira fase bem congeminada pelo médio mexicano, mas depois com concretização algo feliz.




















A igualdade ao intervalo era ainda assim um resultado bastante lisonjeiro para os azuis e brancos, que ainda tiveram o azar de perder Carlos Eduardo aos 21 minutos, por lesão.

A segunda metade não foi muito diferente e, como já referi, só a partir do minuto 70, os jogadores portistas despertaram verdadeiramente para o jogo, começando então a ser mais rápidos, mais criativos, mais perigosos, mas muito precipitados e perdulários.

A bola passou a rondar com maior frequência a área adversária e então sim, o público que perdera a paciência, com a péssima exibição portista, passou a acreditar e a incitar a equipa.

Foi o melhor período do futebol portista que ainda assim pecou pelas constantes más opções, fruto da ansiedade para chegar ao golo. Jackson, nesse particular, esteve desastrado.

O golo salvador haveria de chegar pelos pés do argelino Ghilas, que 4 minutos depois de ter entrado a render Quaresma e quando o prolongamento parecia ser inevitável, apareceu com toda a oportunidade ao segundo poste, a emendar um cruzamento de Alex Sandro.




















Estava consumada a reviravolta no resultado e o consequente apuramento para as meias-finais da prova.

A equipa escusava de ter passado pelas dificuldades que enfrentou se tivesse tido, durante todo o jogo a mesma atitude que teve nos últimos 20 minutos.

Uma coisa é certa, a jogar desta forma o FC Porto arrisca-se a fazer um resto de época desolador, com consequências previsivelmente nefastas.

Em termos colectivos a equipa foi um fracasso quase completo. A defesa voltou a comprometer, o meio campo esteve quase sempre complicativo, sem organização nem criatividade e o ataque muito precipitado e perdulário. Em termos individuais, os laterais têm obrigação de render muito mais. Os centrais, hoje Reyes e Mangala, falta ao mexicano a agressividade que sobra ao francês. Na linha média Defour andou perdido, Carlos Eduardo pouco criativo, Josué algo precipitado e Herrera foi, para mim, um dos poucos que remou contra a maré, com um trabalho positivo, apesar de alguns erros naturais de quem ainda não tem confiança e ritmo. Na linha avançada Quaresma está uma sombra do que já foi. Lento a pensar e a executar, mas ainda muito útil dentro desta bandalheira. Jackson fez o papel de «martelão», quero dizer, de avançado desengonçado, mau tecnicamente na recepção, no tempo de desmarcação e no remate. Licá foi esforçado mas inconsistente e Ghilas, em tão pouco tempo fez um golo à ponta-de-lança.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

JOGUEM À PORTO, CARAGO!








A atravessar uma crise de identidade no seu futebol, os tricampeões nacionais vão ter amanhã, mais uma oportunidade para tentar dissipar o mau momento que atravessam.

O jogo caseiro frente ao Estoril Praia, para a Taça de Portugal, não deixa de ser mais um teste exigente, tendo em conta todas as vicissitudes em que os azuis e brancos se deixaram mergulhar e que vem transformando o jogo seguinte numa crescente incógnita, por mais fácil que antecipadamente possa parecer.

Estou consciente que não vai ser possível assistir a uma exibição portista muito diferente das últimas, que nos deixaram desanimados e preocupados, mas espero naturalmente que os atletas se tentem superar e sejam, pelo menos, capazes de garantir a vitória indispensável para continuar na prova. O contrário seria incompreensível e inaceitável.

A chamada do médio nigeriano Mikel, da equipa B constitui a única novidade na lista de convocados elaborada pelo técnico Paulo Fonseca,  deixando de fora  Kelvin.

É de crer que um ou outro dos jogadores menos utilizados possam figurar no onze inicial para este jogo, desde logo o guarda-redes Fabiano.


QUADRO COMPLETO DOS JOGADORES CONVOCADOS






















EQUIPA PROVÁVEL























COMPETIÇÃO: Taça de Portugal - Quartos-de-final
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014, às 21:00 h
ÁRBITRO NOMEADO:
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTvLive

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 41












JACQUES - Goleador Nª 41

Apontou 48 golos em 84 jogos oficiais com a camisola do FC Porto, durante as quatro épocas em que esteve ao seu serviço (1981/82 a 1984/85).

Jacques Pereira nasceu em 2 de Fevereiro de 1955, em Vila Real de Sto. António e fez a sua formação no clube da sua terra natal, o Lusitano de VRSA, tendo ainda representado o SC Farense, antes de rumar ao norte do país, onde conheceu os melhores momentos da sua carreira. Representou o FC Famalicão (1975 a 1979) e o SC Braga (1979 a 1981).

Jacques, que se tinha vindo a revelar um avançado interessante, baixinho mas rápido e com grande faro de golo e engodo pela baliza, um autêntico rato da área, despertou o interesse do FC Porto que o contratou no Verão de 1981 para substituir o categorizado Fernando Gomes que estava de saída para o Sporting Gijón, de Espanha.






















A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 22 de Agosto de 1981, no estádio das Antas, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato nacional, contra o Benfica, com vitória azul e branca, por 2-1. A equipa portista era então treinada pelo austríaco Hermann Stessl.

Logo na sua primeira época de dragão ao peito e apesar do FC Porto ter deixado fugir o título, Jacques não deixou os seus créditos por mãos alheias, vencendo a Bola de Prata ao sagrar-se o melhor marcador do campeonato nacional, com a excelente marca de 27 golos em 30 jogos. o avançado portista aproveitou bem a ausência do «Bi-bota de ouro» para assumir o protagonismo no ataque dos Dragões, tendo sido figura de proa de uma reviravolta sensacional, na Supertaça Cândido de Oliveira, disputada em duas mãos, em Dezembro de 1981, frente ao Benfica, contribuindo com um «hat-trick», no jogo da 2ª mão, que o FC Porto venceria por 4-1, revertendo a seu favor o resultado negativo de 0-2, que trazia do jogo da lª mão, na Luz.

Esse desempenho valeu-lhe a única internacionalização pela selecção nacional principal, promovida pelo então seleccionador Júlio Cernadas Pereira (Juca). Foi no dia 16 de Dezembro de 1981 (oito dias depois do sensacional «hat-trick»), em Hascovo, num jogo particular frente à Bulgária, em que Portugal saiu derrotado por 5-2.

Mas o regresso de Fernando Gomes, na época seguinte, acabaria por retirar espaço a Jacques, transformando-o num suplente de luxo durante as três épocas restantes. O seu inconformismo com a situação de suplente aliada à sua grande vontade de jogar levou-o a procurar outras paragens.










Foi assim que regressou ao SC Braga onde jogou durante duas épocas (1985/86 e 1986/87) sem conseguir brilhar. A sua pouca actividade tinha feito mossa e as suas performances ressentiram-se com registos muito modestos.

Seguir-se-iam passagens pelo SC Covilhã (1987/88) e pelo seu primeiro clube, o Lusitano de VRSA (1988/89 a 1990/91) e finalmente pelo Castromarinense (1991/92), onde terminou a sua carreira, com 37 anos de idade. 

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):
1 Campeonato nacional (1984/85)
1 Taça de Portugal (1983/84)
2 Supertaças Cândido de Oliveira (1981/82 e 1983/84

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; ZeroaZero.pt; Figuras e Factos, de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias; European Football.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

ATRASO, ESTE SIM, DOLO(ROSO)!















FICHA DO JOGO


























Começa a ser um mau hábito o péssimo futebol praticado esta época pelo FC Porto de Paulo Fonseca. Um futebol sem nexo, sem arte, sem fulgor, sem ponta por onde se lhe pegue.

Voltou a ser assim hoje no Funchal frente a um adversário mais capaz, mais matreiro, mais competitivo e mais eficaz.

O jogo da semana passada, no Dragão, frente a este mesmo clube, que então até se deu ao luxo de apresentar alguns atletas da equipa B, deixava adivinhar coisas nada agradáveis, reservadas aos tricampeões nacionais, que se apresentaram nos Barreiros não como uma equipa de campeões, mais parecendo um conjunto de múmias incapazes de dar um chuto direito, com a bola a estorvar a todo o momento, tanto quanto o relvado que se revelou, curiosamente, muito mais escorregadio para os jogadores portistas, tal a frequência com que nele desequilibraram.

Foi um jogo sem grande história face à incapacidade patenteada pelos atletas azuis e brancos em criar jogadas de ruptura, capazes de por à prova a bem organizada defensiva insular. O medíocre futebol portista tornou-se assim presa fácil e a derrota começou a ser anunciada aos 14 minutos quando Danilo chutou no pé de apoio do seu homónimo, dentro da área, provocando um castigo máximo que Derley se encarregou de concretizar, no único golo da partida.























Depois disto e até ao fim do jogo, o que se viu foi um FC Porto incrivelmente incapaz de dar a volta ao texto. Alguns jogadores mais inconformados a perderem-se em acções individuais inócuas e uma falta de organização e criatividade que até dói. 

É isto o actual futebol portista. Resta-nos, a esperança que os jogadores «levantem a cabeça», como muito bem gostam de afirmar quando perdem (confesso que já incomoda esta cassete) e confiar na «convicção cega» do técnico Paulo Fonseca.

E termino como comecei, este atraso sim, é dolo(roso)!