FICHA DO JOGO
O FC Porto cedeu um empate na recepção ao Famalicão, num teste que se afigurava de muito exigente face ao comportamento da turma minhota na presente temporada. Os Dragões que passaram por momentos de dificuldades, lograram adiantar-se no marcador por duas vezes, claudicando nos últimos segundos do jogo.
Francesco Farioli operou 3 substituições, relativamente ao jogo anterior, em Braga, no passado dia 22 de Março, antes da interrupção das provas de clubes para permitir os jogos das selecções. Alberto Costa, Rodrigo Mora e Terem Moffi, foram os eleitos em detrimento de Martim Fernandes, Gabri Veiga (a cumprir castigo por limite de cartões amarelos) e Deniz Gul.
O interregno para as selecções não foi benéfico para a equipa portista que entrou neste jogo de forma a permitir um domínio inesperado da equipa do Famalicão. Esperavam-se sérias dificuldades sim, mas não tão evidentes como às que assistimos nos primeiros trinta minutos, onde o FC Porto foi submetido a um futebol fluído, consistente, dinâmico, mecanizado, capaz de criar boas oportunidades de golo, que só pecou pela ineficácia na finalização.
Os Dragões custaram a reagir e a entrar no jogo. Dificuldades em parar o ataque adversário e também na construção ofensiva, com excessivos passes entre os dois centrais, sem soluções, a passo, sem progressão, até decidirem lançar longo, sem convicção e por isso mal efectuados, a oferecer a bola ao adversário.
Mas foi nesse mau período portista que Alberto Costa conseguiu adiantar os azuis e brancos, no marcador, muito à custa de uma insistência de Rodrigo Mora que acabou num remate certeiro do lateral direito portista, contra a corrente do jogo, diga-se.
O Famalicão não sentiu o golo sofrido e voltou a ameaçar até ao intervalo obrigando Diogo Costa a aplicar-se para manter as redes invioláveis.
O descanso fez bem às hostes portistas que apareceram com duas alterações. Martim Fernandes rendeu Zaidu e William Gomes entrou em vez de Pietuszewski. Antes porém já Rodrigo Mora tinha saído tocado, entrando Fofana (43').
As substituições dinamizaram o ataque portista que começou a aparecer mais próximo da área adversária, no entanto foi nesse melhor período portista que o Famalicão empatou, num lance em que Sorriso aproveitou a permissividade da defensiva portista. Balde de água fria no Dragão, pois este empate deixava adivinhar novas dificuldades para chegar à vitória.
O jogo tornou-se mais disputado, mais quezilento e mais emocionante, com os nervos à flor da pele. Tal como em Braga, o FC Porto nunca desistiu de lutar, ainda que com mais coração do que com cabeça, e mais uma vez, o talento e a raça de Fofana emergiram para um golo que parecia ser redentor, aos 91 minutos, a fazer o Dragão explodir de alegria.
Contudo, a euforia durou pouco tempo, dando lugar à frustração. A defesa de betão, voltou a abrir uma brecha irreparável e o golo do empate, já depois do tempo de compensação dado pelo árbitro, lançou o silêncio no estádio e o sentimento de tristeza.
O empate aceita-se como o resultado mais justo, face à exibição de cada uma das equipas.




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